Estudantes de 34 países em Bragança

Os alunos do IPB receberam os diplomas de conclusão de licenciatura e prémios de mérito no Dia do Instituto, nomeadamente os estudantes estrangeiros.
Este ano o IPB é frequentado por 680 alunos estrangeiros, oriundos de 34 países, 22 de países da Europa, sendo que 12% não têm nacionalidade portuguesa. A maior comunidade é a de Cabo Verde, com 171; seguida de São Tomé e Príncipe com 90; e do Brasil com 77. De Espanha e da Polónia vieram 47 e 55 jovens, chineses são já 21. Há ainda estudantes que vieram dos Estados Unidos da América, do México, Peru, Nigéria, Equador e Quénia.

Publicado em ‘Mensageiro‘.

Politécnico promove conferências sobre a China

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) promove durante três dias várias conferências sobre o tema “China: Ontem e hoje – cinco mil anos de História e Cultura” abertas a estudantes e público em geral.
O propósito é “dar aos estudantes informações no sentido de compreenderem o potencial da China, que surge hoje como uma das grandes economias emergentes, fazendo ao mesmo tempo uma viagem retrospetiva de 500 anos de fortes relações luso-chinesas”.
As conferências estão a cargo de Cândido Azevedo, ex-docente do Instituto Politécnico de Macau, decorrem nas escolas superiores de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela e de Educação de Bragança.
A iniciativa direciona-se sobretudo aos estudantes das Licenciaturas em Turismo, Línguas para Relações Internacionais, Gestão de Negócios Internacionais e Mestrado em Tradução, bem como aos estudantes portugueses que estudam Mandarim no Centro de Língua e Cultura Chinesas do IPB.

Publicado em ‘RBA‘.

Crianças de Bragança começaram hoje a aprender mandarim

O último toque do dia na escola foi hoje sinónimo de uma nova aventura para algumas crianças de Bragança que, depois das habituais aulas, regressaram à sala para aprender mandarim.
O ensino da língua chinesa arrancou hoje a título experimental no Centro Escolar de Santa Maria com uma turma do primeiro ciclo que até ao final do ano letivo vai ter apenas “três ou quatro aulas” de preparação para alargar a iniciativa a outras turmas, em setembro, como explicou a vereadora da Educação da Câmara de Bragança, Fátima Fernandes.
O desafio foi lançado pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que nos últimos anos tem oferecido cursos de mandarim no âmbito de uma parceria com universidades chinesas e que impulsionou a criação de um Centro de Língua e Cultura Chinesas naquela instituição.

Publicado em ‘Notícias Sapo‘.

United Colors of Trás-os-Montes

UTAD tem 3% de alunos estrangeiros e quer chegar os 20%. IPB tem 11% de internacionais. Aposta na China e África
O futuro da UTAD e do IPB está lá fora. Têm cada vez mais alunos estrangeiros e a ambição é continuar a aumentar essa percentagem.

Há brasileiros, chineses, são-tomenses, cabo-verdianos, angolanos, gregos, polacos, italianos, turcos, moçambicanos, espanhóis… na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, e no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), as nações estão verdadeiramente unidas.
Aos programas tradicionais como o Erasmus, juntam-se os convénios com instituições de ensino Superior de outros países. A aposta na internacionalização é decisiva.
No IPB, os estrangeiros são já 11% do total de alunos. Na UTAD, chega-se aos 13%. E a tendência é para subir. Na Universidade do Porto, a maior academia do país, a taxa de estrangeiros é de 12% (3708 alunos).
“É fundamental para a marca UTAD e apara a própria sustentabilidade financeira. Os cortes que têm ocorrido deixam as instituições em dificuldades”, sublinha Amónio Silva, pró-reitor para a Internacionalização e para o Desenvolvimento. Atualmente, em Vila Real há cerca de 800 alunos internacionais. A maioria, oriunda de convénios luso-brasileiros, uma das principais apostas. A ambição é cativar agora o “mercado” anglo-saxónico e chinês, com cursos de 2.º e 3.º ciclos em língua inglesa.
Em Bragança, os maiores contingentes são da China e dos países africanos de língua portuguesa, fruto também de parcerias. No IPB, são mais de 700 os estudantes estrangeiros em cada ano letivo.
Tal como em Vila Real, a promoção direta e o passa-palavra entre alunos são armas na promoção no exterior. Ai, Vasiliki Koumandraki, grega de 20 anos, seta porta-voz de eleição: “Gosto muiiiito de Bragança. Não podia ter escolhido melhor destino”. Os preços mais acessíveis das propinas também cativam, como disse o são-tomense Nélson Pinheiro, 27 anos, que chegou de Lisboa e estuda no Politécnico.

MARTVNA TRAWINSKA Para uma futura arquiteta paisagista, o cenário natural de Vila Real não poderia ser melhor, observa a polaca de 21 anos. Já fala “um bocadito” de português, mas, entre sorrisos, confessa-se “preguiçosa” para aperfeiçoar o idioma. “A UTAD é uma boa universidade, com uma excelente localização”, diz a jovem, que até gostava de ficar por cá a trabalhar.

YURI PETER Chegou de S. Tomé para estudar em Lisboa, mas está há cinco anos no IPB. “A vida em Lisboa é muito cara”, explica o aluno, 29 anos, que soube do Politécnico através de colegas. “Vim um fim de semana a convite de uma amiga que estudava cá. Perguntei se havia cursos ligados ao Turismo e matriculei-me logo”, conta Yuri, que gosta da vida mais calma do interior.

YEKE ZHANG Apaixonado pela língua portuguesa, o estudante chinês, 21 anos, aproveitou o acordo entre a sua universidade e o IPB para rumar a Bragança. Tal como os outros chineses, adotou um nome português: Henrique, por admirar o infante. Gaba a riqueza histórica brigantina e admite que saber português abre-lhe horizontes de trabalho, por exemplo, no Brasil.

RUBEN VERA Estudante de Engenharia do Ambiente, o espanhol de 25 anos escolheu a UTAD para Erasmus porque queria aprender português como terceira língua: “Assim, posso ir para qualquer pais da América Latina”. Sete meses depois de ter chegado, está rendido: “O espírito universitário é melhor do que em Espanha”. A riqueza natural da região é outra mais-valia.

SEVERINO NETTO Um amigo doutorou-se na UTAD e recomendou-lhe a instituição. Severino, 23 anos, a estudar Medicina Veterinária, em boa hora seguiu o conselho. “A UTAD garante uma hospitalidade muito boa. E a qualidade do ensino, teórico e prático, é elevada”. Filho da Paraíba, quer regressar ao Brasil, pais com um “grande desenvolvimento no setor agropecuário”.

EWA ZAMIELSKA Escolheu Portugal pelo sol mas quando chegou a Bragança levou logo com dias seguidos de chuva. “Apanhei um susto!”, confessa, bem disposta, a polaca de 23 anos, estudante de Economia. Entretanto, o bom tempo chegou. Apesar de nunca ter ouvido falar do IPB, não se arrepende da escolha: “Gosto do campus”. Só lamenta que Bragança não tenha cinema…

DOMINIKA KUSAKOVA Bragança é uma “cidade pequena”, mas o IPB até é maior do que a universidade onde a checa, de 21 anos, estuda. E Dominika gosta do sistema português. “Na República Checa os alunos de Erasmus têm aulas separadas. Aqui é melhor”, afirma a estudante, que chegou em fevereiro e “fugiu” logo durante uns dias para ir ao encontro do sol em Itália.

DUDU KIVILCIM Para a primeira aventura fora da Turquia natal, escolheu Trás-os-Montes. Oriunda de Ancara, metrópole com mais de quatro milhões de pessoas, a jovem de 20 anos estranhou a pacatez de Vila Real. “Nem sei se lhe hei de chamar cidade…” A estudante de Línguas gaba, no entanto, o ensino na UTAD, que incentiva a autonomia dos alunos.

Publicado em ‘JN’ de 02-05-2013.

Alunos do primeiro ciclo vão ter aulas de mandarim em Bragança

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), João Sobrinho Teixeira, disse hoje em Macau que os alunos do primeiro ciclo do ensino básico desta cidade vão ter aulas de mandarim a partir do ano letivo de 2013/2014.
“Temos um projeto emblemático para iniciar o mandarim logo na primeira classe, no primeiro ano do ensino básico, para os alunos com seis anos”, disse João Sobrinho Teixeira, à margem de um fórum em Macau.
O projeto de ensino da língua chinesa, segundo João Sobrinho Teixeira, vai resultar de uma parceria que envolve o Politécnico, a Câmara Municipal de Bragança, e a Universidade de Pequim em Zhuhai (Beijing Normal University at Zhuhai- BNUZ).
Depois de um período experimental de um mês e meio, a partir de junho, as aulas de mandarim iniciar-se-ão efetivamente em setembro, com um professor que será destacado por aquela universidade chinesa para Bragança.
“Esperamos que, com este embrião, Bragança se comece a afirmar como núcleo da cultura chinesa e da língua chinesa, na região do interior de Portugal e na região vizinha com Espanha”, sublinhou, ao referir que estão a ser ultimados os detalhes com os parceiros em Zhuhai, região adjacente a Macau.
Antes da deslocação a Macau, João Sobrinho Teixeira esteve na semana passada em Pequim para a celebração de um acordo com a Universidade de Estudos Estrangeiros de Pequim (Beiwai) – a primeira universidade chinesa a abrir uma licenciatura de português em 1961 – com vista ao intercâmbio e aperfeiçoamento da língua portuguesa dos alunos chineses.
O novo acordo com Bewai deverá elevar o número de universitários chineses em Bragança, atualmente estimados em quase meia centena proveniente das universidades chinesas de Guangdong e de Nanjing, sobretudo dos cursos de português e jornalismo.
“Penso que começa a haver aqui uma cada vez maior consolidação entre Portugal e a China. Os politécnicos de Portugal pretendem ser um elo de ligação entre os países europeus e sobretudo os países de expressão portuguesa, e o Instituto Politécnico de Macau tem sido uma instituição charneira” nesse processo, disse.
Numa cidade “com cerca de 25 mil habitantes, o Instituto Politécnico de Bragança tem 7,5 mil alunos, dos quais cerca de mil são internacionais”, sublinhou.
O responsável explicou também que foi estabelecida uma parceria com a autarquia, que incluiu a candidatura a fundos europeus para a recuperação de casas do centro histórico destinadas ao alojamento de alunos estrangeiros.
“Há ali uma pequena cidade cosmopolita, que permite aos alunos chineses, o contacto não só com os alunos portugueses, mas com alunos dos países de expressão portuguesa e alunos europeus”, afirmou.
O IPB inaugurou a 15 de outubro o Centro de Língua e Cultura Chinesas, um projeto que Sobrinho Teixeira descreveu como “pioneiro”.
“É um espaço próprio da Universidade de Pequim em Zhuhai aberto para o politécnico e para a região, e que irá fazer traduções e divulgar a cultura chinesa não só em Bragança, mas em todos os municípios da região”, afirmou.
O centro deverá também ajudar “na facilitação de negócios entre os empresários de ambas as regiões”, concluiu.

Publicado em ‘i‘.

Internacionalização é aposta para fintar cortes

Representantes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (Sobrinho Teixeira), dos estudantes (Rui Novais da Silva) e dos professores (António Vicente) procuraram uma saída para a crise no ensino superior: a solução passa por procura de receitas próprias e criação de centros de excelência internacional.

O ensino superior está em perigo. As universidades e politécnicos públicos sofrem com os cortes orçamentais, vendo a sua “qualidade posta em causa”. E as instituições privadas tem perdido “dimensão e alunos nos últimos anos”. A solução para fintar a crise será aumentar as receitas próprias, apostando na internacionalização e conquista de cada vez mais alunos estrangeiros. Diagnóstico e proposta de tratamento da “doença” saíram do debate sobre o ensino superior em Portugal, promovido ontem pelo DN.
Pelo auditório do jornal, em Lisboa, passaram as vozes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (João Sobrinho Teixeira), dos estudantes do privado (Rui Novais da Silva) e do sindicato dos professores (António Vicente). Alberto Amaral (presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) não pôde comparecer, devido a um impedimento de última hora. Mas, sob a moderação de João Céu e Silva, grande repórter DN, os restantes cinco traçaram o quadro atual do ensino superior no País: a crise é a preocupação, a procura de receitas a motivação.
O momento é grave. Universidades e politécnicos públicos enfrentam cortes médios de quase 10% nas verbas a distribuir no Orçamento do Estado para 2013. E as privadas têm “perdido dimensão e alunos nos últimos alunos” – como a Grande Investigação do DN já revelara e João Redondo, presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior (APESP), confirmou no debate.
Assim, “é inevitável: a qualidade do ensino está posta em causa”, resumiu António Vicente, presidente do SINESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior). “O problema não é de afetar a qualidade, é de se tornar inexequível o cumprimento do orçamento. Os compromissos assumidos já são superiores àquilo que serão as receitas das próprias instituições”, acrescentou João Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador de Institutos Superiores Politécnicos. E Rui Novais da Silva, líder da Federação Nacional doEnsino Superior Privado e Cooperativo, lembrou como “a crise pode destruir o próprio futuro do País”, ao afastar dos bancos da escola pessoas que “poderiam ser mais-valias”.
É claro que nem todos contestam os cortes orçamentais previstos para o ensino superior público. João Redondo criticou, sim, o “sobreinvestimento” que os antecedeu: “Não sei se devemos falar de cortes hoje ou excesso de financiamento há uns anos.” Mas isso não impede que, à falta do investimento estatal, as universidades públicas tenham de encontrar outras fontes de receita. “As universidades têm capacidade para conseguir formas de financiamento alternativas e têm-no feito. Em média, já têm taxas de autofinanciamento superiores a 50%”, revelou António Cunha, reitor da Universidade do Minho e vogal do Conselho de Reitores das Universidades Portugueses.

“Criar centros de excelência internacional”
O desafio é conquistar receitas próprias. E é aí que entra o caminho da internacionalização. “O mercado não é Portugal, é a Europa. Queremos que os estrangeiros venham para cá. Temos capacidade científica e intelectual, recursos humanos e clima para criarmos centros de excelência internacional”, apontou João Redondo, recordando como há universidades estrangeiras que usam o saber português para criar cursos universitários de nível mundial (por exemplo, na arquitetura).
António Cunha reforçou a teoria: as universidades portuguesas têm de se afirmar “pela qualidade de ensino, pela investigação que fazem”. E Sobrinho Teixeira recordou os esforços dos responsáveis dos politécnicos: “Tentamos com o Governo arranjar formas de financiamento externo, alterando o estatuto do estudante estrangeiro, para permitir o ensino à distância aos países da Lusofonia, e o sistema de ingresso do público adulto, para qualificar a população ativa.”
De resto, pela aposta nos “centros de excelência internacional” pode passar também a solução para impedir a fuga de mais “cérebros” para o estrangeiro. “Se não a evitarmos, o País ficará incomparavelmente mais pobre”, alertou António Vicente, lembrando que “as pessoas não saem por causa das propostas financeiras, mas por causa dos projetos aliciantes que lhes apresentam”.
João Redondo disse não ver nessa fuga uma desvantagem, mas sim uma campanha de promoção do que é nacional: “Lá fora, os portugueses mostram o bem que se faz por cá. A falta de oportunidades cá preocupa-me, mas não acho mal que vão desenvolver projetos pela Europa.” Mas António Cunha preferia que os investigadores e docentes universitários continuassem por cá… a cativar estrangeiros para trabalhar ou aprender com eles. “Estamos na luta no espaço europeu e temos capacidade: ainda no mês passado, investigadores portugueses ganharam importantes bolsas do European Research Council.”

Reorganização da rede
De resto, outra resposta para a crise pode ser a badalada reformulação da rede e oferta do ensino superior. Mas, quanto a isso, todos concordam: reformar sim, cortar não. “O pior que pode acontecer é fazerem-se reformas criadas por alguém sentado num gabinete a desenhar círculos e outras formas geométricas”, alertou António Cunha. E Sobrinho Teixeira frisou que “não há ensino superior a mais, nem instituições a mais”. “Quando muito pode haver cursos a mais”, assentiu. Assim, “qualquer reformulação terá de ser ponderada”, até porque “o País ainda tem um baixo nível de formação e qualificação”, advertiu António Vicente.
Rui Novais da Silva ainda sugeriu uma maior aposta na oferta formativa no interior – “onde o público não vai, o privado pode chegar”. Mas Sobrinho Teixeira recordou como “a rede atual permite que um jovem de Bragança tenha as mesmas oportunidades do que um de Braga ou de Lisboa”. A fechar, o também presidente do Politécnico de Bragança deixou um pensamento positivo: “A diferença para há 25 anos é abissal. Portugal é um exemplo de como se pode trabalhar com pouco e fazê-lo com qualidade.”

Publicado em ‘DN‘.

Politécnico oferece mandarim a crianças e empresários

As crianças das escolas de Bragança poderão aprender mandarim desde o primeiro ano ao abrigo do intercâmbio do instituto politécnico e universidades chinesas hoje reforçado com a abertura de um Centro de Língua e Cultura Chinesas

O novo centro funciona na Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e, além de ser um suporte para os estudantes portugueses que aprendem mandarim e estudantes chineses que aprendem português na instituição, vai abrir-se à comunidade.
O presidente do PB, Sobrinho Teixeira, anunciou hoje que vão ser disponibilizados cursos livres de mandarim para empresários transmontanos e que já no próximo ano letivo quer também levar esta nova aprendizagem às escolas de Bragança.
“O nosso plano, juntamente com a Câmara Municipal (de Bragança) é começar a disponibilizar algumas horas de mandarim para os alunos logo no primeiro ano do primeiro ciclo e isso também tornar-se numa vantagem aqui para a própria região: ter os seus jovens a aprender logo de pequenos a língua mais falada no mundo e que será de futuro também uma língua de comércio e de negócio”, adiantou.
O mandarim será ensinado aos mais novos com a ajuda da professora chinesa que acompanha o projeto no IPB e com os próprios alunos chineses que frequentam o instituto.
O politécnico está também apostado em “abrir portas aos empresários da região”, oferecendo conhecimento básico de chinês em cursos livres de mandarim.
O IPB tem parcerias com duas universidades chinesas, a de Pequim e Cantão, no âmbito das quais acolhe cerca de 30 estudantes chineses para aprenderem português e ensina mandarim a perto de uma centena de estudantes português.
O intercâmbio envolve alunos e docentes e um professor do politécnico de Bragança faz parte do corpo docente que ensina português a cerca de 500 alunos na universidade de Zhuhai, no sul da China, junto a Macau, que integra a universidade de Pequim.
Sobrinho Teixeira realçou a importância, para a instituição que dirige, destas parcerias, que estão alarga-se também á investigação nas áreas da agricultura e engenharia.
O Centro de Língua e Cultura Chinesas inaugurado hoje em Bragança irá ser também um difusor da cultura chinesa junto da comunidade transmontana, através da realização de espetáculos e outros eventos culturais na cidade e outras localidades da região.
Ailan Fu, vice-presidente da universidade de Zhuhai, esteve presente na inauguração, manifestando satisfação pelo interesse na língua e cultura chinesas e desejou que este intercâmbio possa ser ainda mais estreitado.
A responsável falou aos presentes em chinês, traduzida por alunos da China que se encontram a estudar português em Bragança.
O diretor da instituição chinesa, Mingyuan Zhang, explicou que a preferência dos jovens do seu país pelo português se prendem, sobretudo com o Brasil e o aumento das relações comerciais entre os dois países que criam nos estudantes a expectativa de uma maior facilidade em arranjar emprego num mercado em expansão como o brasileiro.
A constatação foi corroborada por alguns dos jovens chineses a estudarem no politécnico de Bragança, como Isabel, que adotou o nome português para facilitar as relações e que está convencida de que “é mais fácil arranjar emprego no Brasil do que em Portugal”.
Publicado em ‘DN‘.

Centro de Língua e Cultura Chinesas já abriu no IPB

Foi inaugurado ontem o Centro de Língua e Cultura Chinesas no Instituto Politécnico de Bragança (IPB).
O Centro resulta do protocolo de cooperação, assinado em 2011, entre o IPB e a Universidade de Pequim em Zhuhai. O vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro, realça que o centro não é, apenas, do Instituto mas também da região transmontana. “É de grande importância não só para o politécnico mas também para o município embora esteja sediado no IPB é uma mais-valia também para os empresários da região”, frisa o vice-presidente da Câmara de Bragança, Rui Caseiro.
O presidente do IPB destaca a importância da aprendizagem do Mandarim nas licenciaturas da instituição de ensino. “Nós estamos a inaugurar um Centro que dá seguimento ao projecto de oferecer o Mandarim aos alunos de licenciaturas do Instituto, nomeadamente dos cursos de Turismo, porque naturalmente cada vez haverá mais turistas chineses”, afirma Sobrinho Teixeira.
A vice-presidente da Universidade de Pequim, não escondeu a sua satisfação com a abertura do espaço. “Estou muito contente de ver tanta gente na inauguração e espero que com o intercâmbio cultural gere mais intimidade entre os dois países”, conta Ailan Fu.
Para além da aprendizagem da língua nos cursos superiores, um dos objectivos do Centro é implementar o Mandarim no 1º ciclo escolar. “Juntamente com a Câmara Municipal, queremos implementar algumas horas de Mandarim no 1º ciclo porque é de pequenino que se torce o pepino”, avança Sobrinho Teixeira.
O IPB e a Universidade de Pequim têm agora um espaço para o intercâmbio de culturas.
Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.