Atletismo serviu de charme ao Politécnico de Bragança

Uma forma de divulgar o Instituto Politécnico de Bragança. Foi desta forma que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, ainda afogueado pela corrida, explicava o propósito da segunda edição da IPB for all, uma corrida pela cidade de Bragança que atraiu mais de meio milhar de participantes, sobretudo entre a comunidade de estudantes estrangeiros a residir em Bragança. João Melgo foi o mais rápido entre os participantes masculinos enquanto a brasileira Cleyce venceu entre as participantes femininas.
“O IPB tem mais de mil estudantes estrangeiros e isso é importante economicamente para a cidade e no futuro será ainda mais importante”, frisou Sobrinho Teixeira. Por outro lado, sublinha o papel de integração da escola. “Mil estudantes estrangeiros num universo de 24 mil pessoas. Diria que é, talvez, dos maiores rácios de comunidade estrangeira integrada na comunidade portuguesa”, disse.

Publicado em ‘Mensageiro‘.

Visita técnica busca internacionalização da Pós-Graduação em Ciências Agrárias

A visita técnica do professor José Alberto Pereira do Instituto Politécnico de Bragança, Portugal, reforçou o convênio entre a Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) e o Instituto de Bragança. Com o convênio entre as duas instituições desde 2010, Cardoso é o primeiro professor do Instituto a fazer o intercâmbio de docência no programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias da UFRB.

Para a coordenadora de Pesquisa da Pró-Reitoria de Pós-Graduação da UFRB, professora Franceli da Silva, a visita técnica foi um intensivo acadêmico que contribuiu na elaboração de estratégias para internacionalização do programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias. “Pensamos em formas de estreitar a colaboração entre as duas instituições, entre elas, a realização de um workshop sobre agroecologia com ênfase em agricultura sustentável, na linha de bioecologia e manejo que é uma das linhas do Programa de Ciências Agrárias. A previsão é que o evento seja realizado no primeiro semestre de 2015”, afirma Franceli.
Ações para fomentar o intercâmbio dos estudantes e docentes da UFRB e do Instituto Politécnico de Bragança também foi tema de debate, de acordo com o professor visitante. “Eu penso que a colaboração vai estreitar ainda mais. Aqui tem um conjunto de professores que tem vontade de trabalhar conosco e nós também temos um conjunto de docentes que tem muita vontade de trabalhar com a UFRB, por isso, está previsto a vinda de muito mais colegas para fortalecer o programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias, para ajudar nas orientações, participar de bancas, fazer artigos, entre outros”, destaca Pereira. Já em relação aos estudantes, “o objetivo é o discente fazer grande parte do trabalho aqui e depois ter uma mobilidade em nossa instituição em Portugal para trabalhar os dados de forma diferente”, aponta.
O professor José Alberto Pereira também visitou projetos da UFRB no território do sisal, foi responsável pela disciplina condensada na área de proteção integrada de pragas e agricultura sustentável e presidiu a banca de doutorado da estudante Simone Teles. Junto com ele, o estudante de doutorado do Instituto Politécnico de Bragança, Ricardo Malheiro, também esteve na UFRB. Ele ministrou a aula de redação científica em um intensivo de 15 dias e teve como resultado a produção de cinco artigos a serem publicados em revistas especializadas.

Publicado em ‘UFRB‘.

Atração de mais estudantes estrangeiros entre as prioridades do IPB

A captação de ainda mais alunos estrangeiros para o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é um dos grandes desafios a que se propõe Sobrinho Teixeira para o próximo mandato enquanto presidente da instituição de ensino, revelou na tomada de posse, na passada terça-feira. Uma alteração legislativa vai permitir a captação direta de estudantes, o que alarga o leque de possibilidades e pode ser grande oportunidade para o interior. A aposta na atração de alunos das vias profissionalizantes também pode ser uma das formas para Portugal ultrapassar as metas do índice de formação.

A aprovação do mestrado em Agricultura Tropical também é uma vantagem competitiva para atrair alunos, sobretudo estrangeiros “por representar uma grande empregabilidade”, acrescentou o presidente da instituição brigantina.
O IPB já leciona três cursos em língua inglesa. “O nível de procura de informação sobre o estabelecimento de ensino por parte de alunos estrangeiros tem sido muito grande. Veem aqui uma instituição de grande qualidade que consegue estar nos patamares de desenvolvimento da investigação, à frente dos indicadores dos rankings internacionais, e uma região que lhes pode oferecer um baixo custo de vida”, explicou Sobrinho Teixeira.
A relação com a comunidade, aproveitando os fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio (CQA), pode servir para aumentar a inovação e a criação de emprego.
“Terá de haver uma grande associação com as instituições de ensino superior, as forças locais, e uma capacidade de atrair empresas de fora da região, mediante condições negociais que têm se ser estipuladas”, acrescentou.
Nesse âmbito o IPB já está a trabalhar com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, as três Comunidades Intermunicipais da região, nomeadamente A CIM Trás-os-Montes, CIM Douro e CIM Tâmega. “Para que após a elaboração do plano estratégico exista uma concertação para afirmação da região face ao próximo quadro”, Sobrinho Teixeira defende que “a região não pode ficar abaixo dos índices de desenvolvimento e aquilo que por direito nos caberia nós não teríamos retorno”.

Publicado em ‘Mensageiro de Bragança‘.

Mestrado em Agricultura Tropical no IPB

Curso arranca em Setembro, em Bragança, mas o objectivo é levá-lo para Angola e MoçambiqueObjectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos
A Escola Superior Agrária de Bragança vai leccionar um mestrado em Agricultura Tropical. A proposta do Instituto Politécnico foi aprovada recentemente.

Deverá arrancar no próximo ano lectivo, em parceria com instituições africanas. “Em Outubro apresentámos à agência de avaliação e acreditação das formações um mestrado em Agricultura Tropical e foi aprovado há duas semanas. Vai contar com a colaboração de uma universidade brasileira, do Politécnico de São Tomé e Príncipe, de Gaza (Moçambique), e ainda do Kwanza Sul e da Universidade José Eduardo dos Santos (Angola)”, adianta o director da ESAB.
O responsável acrescenta que a primeira edição do mestrado vai arrancar em Setembro aqui no IPB, neste primeiro ano. “A nossa intenção é deslocá-lo para Angola e Moçambique”, realça Albino Bento.
A novidade foi avançada, na passada sexta-feira, durante o último Café de Ciência, organizado pelo Centro de Ciência Viva de Bragança, onde se deram a conhecer os projectos desenvolvidos pela escola nos países africanos.
O objectivo deste mestrado é formar profissionais para o mercado de trabalho em expansão nos países africanos e, ao mesmo tempo, atrair mais estudantes para o IPB. “A ideia é preparar alguns dos nossos jovens, sobretudo aqueles que queiram procurar emprego nos países onde o emprego está em elevado crescimento, mas também é dirigido a estudantes africanos, pois nesses países há necessidade de formação de quadros no ministério da agricultura, universidades e politécnicos”, refere Albino Bento, salientando que “esta é uma oportunidade interessante de atrair estes estudantes”.
O IPB vai agora divulgar este mestrado, que tem um número máximo de 20 vagas, em Angola e Moçambique, para a captação de alunos.

Publicado em ‘Jornal Nordeste‘ edição 902 de 25 de fevereiro, 2014.

United Colors of Trás-os-Montes

UTAD tem 3% de alunos estrangeiros e quer chegar os 20%. IPB tem 11% de internacionais. Aposta na China e África
O futuro da UTAD e do IPB está lá fora. Têm cada vez mais alunos estrangeiros e a ambição é continuar a aumentar essa percentagem.

Há brasileiros, chineses, são-tomenses, cabo-verdianos, angolanos, gregos, polacos, italianos, turcos, moçambicanos, espanhóis… na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, e no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), as nações estão verdadeiramente unidas.
Aos programas tradicionais como o Erasmus, juntam-se os convénios com instituições de ensino Superior de outros países. A aposta na internacionalização é decisiva.
No IPB, os estrangeiros são já 11% do total de alunos. Na UTAD, chega-se aos 13%. E a tendência é para subir. Na Universidade do Porto, a maior academia do país, a taxa de estrangeiros é de 12% (3708 alunos).
“É fundamental para a marca UTAD e apara a própria sustentabilidade financeira. Os cortes que têm ocorrido deixam as instituições em dificuldades”, sublinha Amónio Silva, pró-reitor para a Internacionalização e para o Desenvolvimento. Atualmente, em Vila Real há cerca de 800 alunos internacionais. A maioria, oriunda de convénios luso-brasileiros, uma das principais apostas. A ambição é cativar agora o “mercado” anglo-saxónico e chinês, com cursos de 2.º e 3.º ciclos em língua inglesa.
Em Bragança, os maiores contingentes são da China e dos países africanos de língua portuguesa, fruto também de parcerias. No IPB, são mais de 700 os estudantes estrangeiros em cada ano letivo.
Tal como em Vila Real, a promoção direta e o passa-palavra entre alunos são armas na promoção no exterior. Ai, Vasiliki Koumandraki, grega de 20 anos, seta porta-voz de eleição: “Gosto muiiiito de Bragança. Não podia ter escolhido melhor destino”. Os preços mais acessíveis das propinas também cativam, como disse o são-tomense Nélson Pinheiro, 27 anos, que chegou de Lisboa e estuda no Politécnico.

MARTVNA TRAWINSKA Para uma futura arquiteta paisagista, o cenário natural de Vila Real não poderia ser melhor, observa a polaca de 21 anos. Já fala “um bocadito” de português, mas, entre sorrisos, confessa-se “preguiçosa” para aperfeiçoar o idioma. “A UTAD é uma boa universidade, com uma excelente localização”, diz a jovem, que até gostava de ficar por cá a trabalhar.

YURI PETER Chegou de S. Tomé para estudar em Lisboa, mas está há cinco anos no IPB. “A vida em Lisboa é muito cara”, explica o aluno, 29 anos, que soube do Politécnico através de colegas. “Vim um fim de semana a convite de uma amiga que estudava cá. Perguntei se havia cursos ligados ao Turismo e matriculei-me logo”, conta Yuri, que gosta da vida mais calma do interior.

YEKE ZHANG Apaixonado pela língua portuguesa, o estudante chinês, 21 anos, aproveitou o acordo entre a sua universidade e o IPB para rumar a Bragança. Tal como os outros chineses, adotou um nome português: Henrique, por admirar o infante. Gaba a riqueza histórica brigantina e admite que saber português abre-lhe horizontes de trabalho, por exemplo, no Brasil.

RUBEN VERA Estudante de Engenharia do Ambiente, o espanhol de 25 anos escolheu a UTAD para Erasmus porque queria aprender português como terceira língua: “Assim, posso ir para qualquer pais da América Latina”. Sete meses depois de ter chegado, está rendido: “O espírito universitário é melhor do que em Espanha”. A riqueza natural da região é outra mais-valia.

SEVERINO NETTO Um amigo doutorou-se na UTAD e recomendou-lhe a instituição. Severino, 23 anos, a estudar Medicina Veterinária, em boa hora seguiu o conselho. “A UTAD garante uma hospitalidade muito boa. E a qualidade do ensino, teórico e prático, é elevada”. Filho da Paraíba, quer regressar ao Brasil, pais com um “grande desenvolvimento no setor agropecuário”.

EWA ZAMIELSKA Escolheu Portugal pelo sol mas quando chegou a Bragança levou logo com dias seguidos de chuva. “Apanhei um susto!”, confessa, bem disposta, a polaca de 23 anos, estudante de Economia. Entretanto, o bom tempo chegou. Apesar de nunca ter ouvido falar do IPB, não se arrepende da escolha: “Gosto do campus”. Só lamenta que Bragança não tenha cinema…

DOMINIKA KUSAKOVA Bragança é uma “cidade pequena”, mas o IPB até é maior do que a universidade onde a checa, de 21 anos, estuda. E Dominika gosta do sistema português. “Na República Checa os alunos de Erasmus têm aulas separadas. Aqui é melhor”, afirma a estudante, que chegou em fevereiro e “fugiu” logo durante uns dias para ir ao encontro do sol em Itália.

DUDU KIVILCIM Para a primeira aventura fora da Turquia natal, escolheu Trás-os-Montes. Oriunda de Ancara, metrópole com mais de quatro milhões de pessoas, a jovem de 20 anos estranhou a pacatez de Vila Real. “Nem sei se lhe hei de chamar cidade…” A estudante de Línguas gaba, no entanto, o ensino na UTAD, que incentiva a autonomia dos alunos.

Publicado em ‘JN’ de 02-05-2013.

Portugueses acusados de homofobia no Brasil

Quatro alunos do Instituto Politécnico de Bragança, em intercâmbio estudantil na Universidade Federal de Goiás (UFG), estão a ser acusados de uma alegada agressão homófoba a outro estudante, afirmou hoje a instituição de ensino brasileira.
“Houve uma acusação de agressão e os factos estão a ser investigados (pela universidade)”, disse à agência Lusa a coordenadora de Assuntos Internacionais da UFG, Ofir Bergmann, frisando que os motivos da agressão ainda não foram esclarecidos.
O jovem brasileiro supostamente agredido tem 21 anos, é estudante do segundo ano do curso de Ciências Contábeis (Contabilidade) na UFG, em Goiânia, e declarou à imprensa brasileira que os quatro estudantes portugueses o agrediram por ser homossexual assumido.
A agressão, a socos e pontapés, teria alegadamente ocorrido no último sábado, na casa de banho da república – mantida pela universidade – em que estão a morar todos os estudantes envolvidos no caso.
A coordenadora de Assuntos Internacionais da UFG explicou que os estudantes brasileiros estão a frequentar o curso de Administração (Gestão) na UFG, no âmbito de um intercâmbio, de um semestre letivo, entre a instituição brasileira e o Instituto Politécnico de Bragança.
“Como eles estão a concluir o semestre letivo, eles têm a passagem marcada (para retornar a Portugal) para o dia 17 de março”, indicou ainda a coordenadora.
Ofir Bergmann sublinhou que os alunos portugueses não sofreram nenhum tipo de punição, já que o processo administrativo de investigação da universidade está em curso.
“Como os factos estão a ser apurados, nenhuma providência será tomada antes que haja a conclusão da investigação”, afirmou a coordenadora da UFG, referindo que a instituição portuguesa já foi informada do caso.
A advogada do jovem alegadamente agredido, Chyntia Barcellos, informou ao sítio eletrónico de notícias G1 que espera o resultado do exame de corpo de delito para que a polícia possa ouvir os suspeitos de terem cometido a agressão.
A advogada indicou que entrou com um processo judicial por lesão corporal e danos morais.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, confirmou à Lusa que teve conhecimento do caso quinta feira ao final do dia e que durante o dia de hoje os gabinetes de relações internacionais de ambas as instituições estiveram em contacto.
“Sabemos que houve essa queixa apresentada por um aluno brasileiro, também já contactámos os estudantes portugueses que dizem que os factos não são como vêm relatados na queixa apresentada”, afirmou.
O responsável pelo politécnico “lamenta” a situação, “independentemente de haver culpa ou não dos estudantes do instituto”.
Sobrinho Teixeira afirmou que vai “esperar pelos resultados” da investigação ao caso, pelo que prefere não “especular” sobre que medidas poderá tomar o politécnico.
Garantiu que a instituição prestará “todo o apoio que seja necessário, quer aos alunos, que ao apuramento dos factos”.
O presidente do IPB frisou que “o politécnico tem um grande projeto de mobilidade e este é o primeiro incidente do género” em “muitos anos” de relação com a UFG.
No primeiro semestre do corrente ano letivo, estão a frequentar a universidade brasileira 11 estudantes do IPB, três dos quais já regressaram e no segundo semestre irão mais quatro, segundo o presidente.

Publicado em ‘SOL‘.

Internacionalização é aposta para fintar cortes

Representantes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (Sobrinho Teixeira), dos estudantes (Rui Novais da Silva) e dos professores (António Vicente) procuraram uma saída para a crise no ensino superior: a solução passa por procura de receitas próprias e criação de centros de excelência internacional.

O ensino superior está em perigo. As universidades e politécnicos públicos sofrem com os cortes orçamentais, vendo a sua “qualidade posta em causa”. E as instituições privadas tem perdido “dimensão e alunos nos últimos anos”. A solução para fintar a crise será aumentar as receitas próprias, apostando na internacionalização e conquista de cada vez mais alunos estrangeiros. Diagnóstico e proposta de tratamento da “doença” saíram do debate sobre o ensino superior em Portugal, promovido ontem pelo DN.
Pelo auditório do jornal, em Lisboa, passaram as vozes das universidades privadas (João Redondo), do ensino público universitário (António Cunha) e politécnico (João Sobrinho Teixeira), dos estudantes do privado (Rui Novais da Silva) e do sindicato dos professores (António Vicente). Alberto Amaral (presidente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior) não pôde comparecer, devido a um impedimento de última hora. Mas, sob a moderação de João Céu e Silva, grande repórter DN, os restantes cinco traçaram o quadro atual do ensino superior no País: a crise é a preocupação, a procura de receitas a motivação.
O momento é grave. Universidades e politécnicos públicos enfrentam cortes médios de quase 10% nas verbas a distribuir no Orçamento do Estado para 2013. E as privadas têm “perdido dimensão e alunos nos últimos alunos” – como a Grande Investigação do DN já revelara e João Redondo, presidente da Associação Portuguesa do Ensino Superior (APESP), confirmou no debate.
Assim, “é inevitável: a qualidade do ensino está posta em causa”, resumiu António Vicente, presidente do SINESup (Sindicato Nacional do Ensino Superior). “O problema não é de afetar a qualidade, é de se tornar inexequível o cumprimento do orçamento. Os compromissos assumidos já são superiores àquilo que serão as receitas das próprias instituições”, acrescentou João Sobrinho Teixeira, presidente do Conselho Coordenador de Institutos Superiores Politécnicos. E Rui Novais da Silva, líder da Federação Nacional doEnsino Superior Privado e Cooperativo, lembrou como “a crise pode destruir o próprio futuro do País”, ao afastar dos bancos da escola pessoas que “poderiam ser mais-valias”.
É claro que nem todos contestam os cortes orçamentais previstos para o ensino superior público. João Redondo criticou, sim, o “sobreinvestimento” que os antecedeu: “Não sei se devemos falar de cortes hoje ou excesso de financiamento há uns anos.” Mas isso não impede que, à falta do investimento estatal, as universidades públicas tenham de encontrar outras fontes de receita. “As universidades têm capacidade para conseguir formas de financiamento alternativas e têm-no feito. Em média, já têm taxas de autofinanciamento superiores a 50%”, revelou António Cunha, reitor da Universidade do Minho e vogal do Conselho de Reitores das Universidades Portugueses.

“Criar centros de excelência internacional”
O desafio é conquistar receitas próprias. E é aí que entra o caminho da internacionalização. “O mercado não é Portugal, é a Europa. Queremos que os estrangeiros venham para cá. Temos capacidade científica e intelectual, recursos humanos e clima para criarmos centros de excelência internacional”, apontou João Redondo, recordando como há universidades estrangeiras que usam o saber português para criar cursos universitários de nível mundial (por exemplo, na arquitetura).
António Cunha reforçou a teoria: as universidades portuguesas têm de se afirmar “pela qualidade de ensino, pela investigação que fazem”. E Sobrinho Teixeira recordou os esforços dos responsáveis dos politécnicos: “Tentamos com o Governo arranjar formas de financiamento externo, alterando o estatuto do estudante estrangeiro, para permitir o ensino à distância aos países da Lusofonia, e o sistema de ingresso do público adulto, para qualificar a população ativa.”
De resto, pela aposta nos “centros de excelência internacional” pode passar também a solução para impedir a fuga de mais “cérebros” para o estrangeiro. “Se não a evitarmos, o País ficará incomparavelmente mais pobre”, alertou António Vicente, lembrando que “as pessoas não saem por causa das propostas financeiras, mas por causa dos projetos aliciantes que lhes apresentam”.
João Redondo disse não ver nessa fuga uma desvantagem, mas sim uma campanha de promoção do que é nacional: “Lá fora, os portugueses mostram o bem que se faz por cá. A falta de oportunidades cá preocupa-me, mas não acho mal que vão desenvolver projetos pela Europa.” Mas António Cunha preferia que os investigadores e docentes universitários continuassem por cá… a cativar estrangeiros para trabalhar ou aprender com eles. “Estamos na luta no espaço europeu e temos capacidade: ainda no mês passado, investigadores portugueses ganharam importantes bolsas do European Research Council.”

Reorganização da rede
De resto, outra resposta para a crise pode ser a badalada reformulação da rede e oferta do ensino superior. Mas, quanto a isso, todos concordam: reformar sim, cortar não. “O pior que pode acontecer é fazerem-se reformas criadas por alguém sentado num gabinete a desenhar círculos e outras formas geométricas”, alertou António Cunha. E Sobrinho Teixeira frisou que “não há ensino superior a mais, nem instituições a mais”. “Quando muito pode haver cursos a mais”, assentiu. Assim, “qualquer reformulação terá de ser ponderada”, até porque “o País ainda tem um baixo nível de formação e qualificação”, advertiu António Vicente.
Rui Novais da Silva ainda sugeriu uma maior aposta na oferta formativa no interior – “onde o público não vai, o privado pode chegar”. Mas Sobrinho Teixeira recordou como “a rede atual permite que um jovem de Bragança tenha as mesmas oportunidades do que um de Braga ou de Lisboa”. A fechar, o também presidente do Politécnico de Bragança deixou um pensamento positivo: “A diferença para há 25 anos é abissal. Portugal é um exemplo de como se pode trabalhar com pouco e fazê-lo com qualidade.”

Publicado em ‘DN‘.

Capes em parceria com CNPq aprova projeto Programa Pesquisador Visitante Especial para o Programa de Pós-Graduação em Zootecnia

A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, sob as regras do Edital N° 61/2011 – Programa Pesquisador Visitante Especial, aprovou o Projeto intitulado Caracterização de ovinos “naturalizados sul-mato-grossenses” e “Pantaneiros”, enviado pelo Programa de Pós-Graduação em Zootecnia, e tem como Coordenador Técnico o Prof. Dr. José Carlos da Silveira Osório, que é Professor Visitante Nacional Sênior-PVNS do PPGZ.
O Projeto aprovado através do Programa Pesquisador Visitante Especial, inclui recursos para 1 (uma) bolsa de estudo para Pesquisador Visitante Especial, 2 (duas) Bolsas para Estágio Pós-Doutoral no País, passagens aéreas ou auxílio-deslocamento e 100.000,00 (cem mil Reais) para recursos de custeio e de capital.
De acordo com o Edital 61/2011, o objetivo da modalidade do Programa Pesquisador Visitante Especial é “fomentar o intercâmbio e a cooperação científica e tecnológica entre grupos de pesquisa nacionais e do exterior, por meio da atração de lideranças internacionais que tenham destacada produção científica e tecnológica nas áreas prioritárias do Programa Ciência sem Fronteiras”.
Segundo o coordenador do PPGZ Prof. Dr. Fernando M. Vargas Junior a aprovação deste projeto vem no caminho de um trabalho que esta sendo realizado desde o inicio, que é qualificar as pesquisas e internacionalizar o programa com o apoio dos PVNS. Teremos a oportunidade de ter durante dois anos consecutivos um pesquisador de grande qualificação internacional, o prof. Dr. Alfredo Teixeira (Escola Superior Agrária – Instituto Politécnico de Bragança – Portugal), co-orientando, ministrando disciplinas, cursos e palestras, além de somar seu “networking” conosco.
Publicado em ‘UFGD‘.

Instituto firma acordos com instituições portuguesas

Estudantes do Instituto Federal Goiano (IF Goiano) poderão participar, em breve, de intercâmbio com instituições de ensino portuguesas. A novidade é fruto de um protocolo de intenções assinado entre o IF Goiano e o Instituto Politécnico de Bragança, durante a recente missão de reitores dos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia a Portugal.
O documento estipula a ida de quatro alunos brasileiros ao país estrangeiro por ano por meio do Programa Ciência sem Fronteiras, com todas as despesas pagas, assim como permite a vinda de quatro estudantes portugueses para estudar no IF Goiano. Acordos semelhantes estão sendo firmados com os Institutos Politécnicos de Portoalegre e Setúbal, outras instituições visitadas durante a missão a Portugal, ocorrida entre os dias 29 de setembro e 5 de outubro deste ano.
Além das oportunidades abertas para estudantes, a viagem ao país abriu também as portas para servidores se capacitarem. Em encontro com o vice-reitor da Universidade do Minho, situada em Braga, o reitor do IF Goiano, Vicente Pereira de Almeida, alinhavou um convênio para a oferta de Mestrado e Doutorado nas áreas de Educação e Ciências Biológicas. Na ocasião, o gestor da instituição portuguesa acordou com Vicente visita, ainda neste ano, a um dos câmpus do IF Goiano para acertar os últimos detalhes da parceria.
Vicente está satisfeito com os acordos firmados na missão portuguesa. “Essa ação foi muito importante para a Rede Federal. Dar oportunidade aos nossos alunos e servidores para estudarem fora em escolas extremamente estruturadas e conhecerem uma cultura diferente sem a barreira da língua é um privilégio”, destaca.
A missão foi organizada pelo Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif). A delegação brasileira foi composta por 23 reitores de instituições da Rede, além de dois pró-reitores e três assessores internacionais. Os gestores participaram da 2ª Conferência da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas (UASnet), que reuniu, ainda, representantes da Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Lituânia, China, França, Polônia, Portugal, África do Sul, Irlanda, Suíça e Holanda.
Durante o evento, por articulação do Conif, a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) oficializaram acordo para garantir a implementação de bolsas de mobilidade acadêmica no âmbito do Programa Ciência sem Fronteiras. O próximo passo é a aprovação do edital que abrirá até 1,5 mil bolsas por ano para alunos da Rede Federal, entre eles, os do IF Goiano com os Institutos de Bragança, Portoalegre e Setúbal.
Visitas técnicas – Após a conferência, a comitiva brasileira foi organizada em grupos para realização de visitas técnicas a institutos politécnicos e institutos técnicos. Foi durante essas visitas que o reitor do IF Goiano, juntamente com colegas dos IFs Norte e Sul de Minas Gerais, conheceu a estrutura física, a organização e a atuação das instituições portuguesas com as quais firmou acordos bilaterais.
“Fiquei impressionado com a estrutura das escolas em que visitamos. Quase todas têm cursos nas áreas animal e de Ciências Agrárias, que são de nosso especial interesse”, relata Vicente. Ao todo, a delegação visitou cerca de 20 institutos politécnicos, dois institutos técnicos e duas universidades.
Publicado em ‘IFG‘.

IFPB firma convênios com instituições educacionais em Portugal

O reitor do Instituto Federa de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba, João Batista de Oliveira Silva, conseguiu firmar convênios importantes com instituições educacionais portuguesas durante a viagem de mais de uma semana pela Europa. O resultado disso poderá ser visto em breve, com a possibilidade da ida de servidores, estudantes e professores do IFPB a Portugal para a realização de cursos em várias áreas, também de forma bilateral.
João Batista fez parte da delegação brasileira, composta de 23 reitores de instituições da Rede Federal além de dois pró-reitores e três assessores internacionais, os quais puderam conhecer de perto a estrutura física e funcional e os projetos pedagógicos de renomadas instituições portuguesas.
Durante os dias 29 de setembro a 02 de outubro o Reitor do IFPB, Prof. João Batista de Oliveira e Silva e a Assessora Internacional, Verônica Edmundson, participaram da 2ª Conferencia da Rede Europeia das Universidades de Ciências Aplicadas – UASnet, em Bragança, Portugal. O encontro reuniu representantes de 18 países.
Antes do evento, na sexta-feira dia 28 de setembro, ao chegar na Cidade do Porto, o Reitor e Assessora Internacional visitaram a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), com a qual o IFPB já tem convênio, para encontrar-se com o Diretor daquela instituição, representado na reunião por seu vice-diretor o Prof. Luís Andrade Ferreira, o qual demonstrou o interesse em estreitar as relações de cooperação técnica com o IFPB.
A programação em Portugal foi definida pela coordenação da UASnet, que reservou os dois primeiros dias, 28 e 29 de setembro, para o estabelecimento de contatos bilaterais com os politécnicos portugueses e instituições de outros países, entre eles Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Lituânia, China, França, Polônia, Portugal, África do Sul, Irlanda, Suíça e Holanda.
Nos dias 1º e 2 de outubro foram realizados amplos debates sobre o sistema das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) e o processo de internacionalização.
A Rede Federal foi apresentada pelo vice-presidente do Conif, Sérgio Pedini, que destacou as particularidades das instituições, o processo de expansão, as modalidades ofertadas e a convergência entre ensino, pesquisa e extensão.
Memorandos
No encerramento da Conferência, o (Conif) assinou dois memorandos de entendimento, o primeiro com o presidente da UASnet Tim Creedon, este acordo permite a inclusão dos Institutos Federais na Rede Européia que congrega instituições da Finlândia, Irlanda, Portugal, Lituânia, Estônia, Bélgica, Dinamarca, Holanda, Suíça e França.
O segundo foi entre o Conif e o Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), João Sobrinho Teixeira, para agilizar o processo de reconhecimento, revalidação e equivalência de graus e títulos acadêmicos entre as instituições da Rede e os Institutos Politécnicos portugueses. Como resultado do Memorando assinado, o próximo passo, será a abertura de Edital pela Capes, onde serão destinadas 1.500 bolsas através do Programa Ciência sem Fronteiras, para os Politécnicos de Portugal, exclusivo para nossa Rede.
Visitas técnicas
Ainda no dia 02 de outubro, à tarde, as visitas técnicas iniciaram-se pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) com o qual firmamos um Convênio de Cooperação Técnica, onde o Reitor do IFPB pode assinar Convênio de Cooperação com este Instituto.
Nos dias 3 e 4 de outubro, a delegação brasileira, participou de visitas técnicas.
O reitor, João Batista seguiu para os Institutos Politécnicos de Viseu, Guarda e Coimbra com os quais firmou também convênio de cooperação técnica, enquanto a Assessora Internacional, a profª Verônica Edmundson seguiu para uma visita a Universidade de Trás -os- Montes (UTAD) a fim de estreitar as nossas relações com aquela universidade e depois, partiu para visitas o Instituto Politécnico de Castelo de Viana e o Instituto Politécnico Porto com os quais o IFPB também firmou convênio.
Deste encontro também, está em andamento negociações da Assessoria Internacional com a Universidade do Algarve em estágio bastante avançado e com algumas Instituições da Irlanda.
Podemos dizer que o resultado desta missão a Portugal foi de muito sucesso, não apenas no âmbito da Rede EPCT, mas também para o IFPB como instituição, pois estes convênios firmados fortalecerão a internacionalização o Instituto com ação no ensino pesquisa e inovação
Portugal está de portas abertas para o IFPB, ressalta o reitor João Batista. “Esta viagem serviu para comprovar que estamos no caminho certo, fazendo os investimentos necessários para fortalecer o nosso modelo educacional e aprendendo com outras experiências”.
Publicado em ‘IFPB‘.