IPB na vanguarda da inovação formativa

Instituição brigantina, com 36 anos e mais de oito mil alunos de 70 nacionalidades, assinalou ontem o “Dia do Instituto”

Uma instituição “cheia de vitalidade”, que está a “crescer”, e a “melhorar em todos os indicadores”, assinalou, ontem, o “Dia do Instituto”. Falamos do politécnico de Bragança e foram estas as
primeiras palavras deixadas pelo presidente da academia, Orlando Rodrigues. “A instituição está de boa saúde e recomenda-se”, frisou. Além de destacar a produção cientifica, que “está a aumentar significativamente”, e o crescimento da instituição, que conta com mais de oito mil alunos. Acredita estar-se em “tempos de mudança”, assumindo que, no futuro, se pretende pôr este potencial “ao serviço da região” e para isso será preciso “cooperar mais com as empresas” para induzir na economia “inovação e desenvolvimento regional”. O presidente afirma ainda que o IPB será “uma instituição que vai marcar a dianteira
na inovação formativa” de profissionais “com competências mais sólidas, com uma formação pluridiscuplinar”. Quem também confirma o crescimento que a instituição tem tido é o ex-presidente, Sobrinho Teixeira. Agora secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, depois de 12 anos na
presidência do politécnico e acreditando que tudo o que é o deve “a esta casa, a estas pessoas. Acho que, neste momento, o IPB pode dar mais ao país do que aquilo que pode, porventura, receber e pode dar mais pelo exemplo que foi, um exemplo de perseverança”, assumiu. Sobrinho Teixeira, ciente que a academia mostra que no interior se podem e se conseguem fazer
coisas de “uma grande valia”, adiantou que está prestes a ser publicado um decreto lei em que “é perspectivada a duplicação de camas”, cerca de mais 12 mil, para dar maior resposta a nível de alojamento, em todo o país. Quanto a vagas, disse esperar que haja um aumento para cursos que são determinantes para realizar o progresso do país”. Segundo Sobrinho Teixeira, “a grande ambição deste governo será ajudar a que o ensino superior português se torne num grande sector exportador
nacional e faça parte da diplomacia económica do país”.
O ex-presidente foi o homenageado da tarde. Emocionado,
Sobrinho Teixeira afirmou que “a realidade superou os sonhos” pois quando assumiu a presidência estava determinado a “aguentar a instituição e fazê-la crescer” e ajudou a levar o IPB ao que hoje se conhece. “Não fui eu, foram todos os que me rodearam, certamente sem eles não se teria conseguido”, terminou.
A medalha de honra para entidade internacional foi este ano dada ao Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, em Angola. “É uma instituição com a qual cooperamos
há muitos anos e com a qual estabelecemos uma relação muito estreita e é também, de certa forma, uma homenagem ao povo angolano”, explicou Orlando Rodrigues.
Presença angolana foi a do poeta e escritor Ondjaki que deixou “aspectos da tolerância e da emoção” na oração de sapiência que proferiu. “Mesmo as instituições académicas fogem um pouco à abordagem emocional das coisas e eu como poeta e escritor era
a contribuição que podia trazer”, explicou. A medalha de honra a entidade nacional e a título póstumo foi entregue aos filhos e irmãos de Amadeu Ferreira, “um transmontano muitíssimo ilustre, um grande defensor da cultura transmontana e em particular da língua mirandesa, que foi membro do conselho geral e que nessa medida colaborou muito para o sucesso do IPB”, destacou o presidente da instituição.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

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