Bloco quer que politécnicos passem a chamar-se universidades técnicas

O Bloco de Esquerda (BE) vai propor ao Parlamento uma alteração à nomenclatura dos institutos politécnicos para universidades técnicas ou universidades de ciência aplicada. Isto mesmo foi comunicado pelo deputado bloquista Luís Monteiro ao presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Orlando Rodrigues, na passada segunda-feira, durante uma reunião, no âmbito das visitas que o partido está a realizar a várias instituições de ensino superior em todo o país para apresentar as medidas que já conseguiu no Orçamento
do Estado para o ensino superior e a ciência. “Por razões de internacionalização faz algum sentido a mudança da nomenclatura. É uma discussão que o BE quer fazer”, afirmou Luís Monteiro. A atribuição do grau de doutor pelos politécnicos ainda não está resolvida, pelo que o BE vai voltar a fazer esta proposta que o Governo acabou por deixar a meio do caminho. Nesta altura em que ainda se discute o Orçamento do Estado na especialidade, o Bloco, (ontem realizou-se uma sessão na Assembleia da República), “quer tentar resolver alguns problemas estruturais do ensino superior” como o subfinanciamento do sistema “em que os politécnicos do interior sentem muito isso”, afirmou o deputado.
Desde 2010 que se tem verificado uma redução do investimento público neste grau de ensino que, segundo Luís Monteiro, ronda os 33%. “O que tem levado muitas instituições ao sufoco financeiro”, sublinhou.
No caso do IPB “a situação tem sido contornada” pela internacionalização,
Programa Erasmus, ligação aos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa) e CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que têm permitido “construir uma alternativa” a esse baixo financiamento. O deputado admite que “há problemas por resolver” principalmente no que respeita à distribuição de fundos comunitários na área da ciência e do desenvolvimento. “É preciso reequacionar esses números, reequacionar essas percentagens e garantir que instituições como o politécnico de Bragança vêem legitimadas e valorizadas aquelas que têm sido as suas apostas”, acrescentou. Um dos exemplos citados pelo bloquista foi o caso do Centro de Investigação da Montanha (CIMO) que “por causa de uma avaliação estapafúrdia, feita pelo anterior governo, foi cotado com uma cotação de Bom, mas perdeu uma parte do financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e dos fundos comunitários”, observou Luís Monteiro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

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