Estágios de verão do IPB tentam cativar alunos do secundário

Cativar alunos e mostrar “que em Bragança também se faz investigação técnico-científica” é o objetivo do projeto “Verão Ciência no IPB 2017” que se realiza até amanhã. Mais de 160 estudantes do ensino secundário de todas as regiões do país estão a frequentar os cerca de 50 estágios gratuitos promovidos pelo Instituto Politécnico de Bragança. “Os alunos escolhem dos cerca de 50 estágios que temos em todas as áreas do instituto e durante uma semana, numa parte do dia, têm trabalho laboratorial onde desenvolvem um trabalho de investigação”, explicou Anabela Martins, Pro-Presidente do IPB. O alojamento e a alimentação são gratuitos e, para além dos estágios científicos, os alunos têm atividades socioculturais, de lazer e entretimento.
“Queremos que eles aproveitem também para conhecer a região e ter algumas atividades que lhes permitam conviver entre eles. Começam com uma visita à cidade, depois nos dias seguintes têm atividades desportivas, de lazer e entretenimento nas piscinas municipais e outras atividades náuticas no Azibo”, esclareceu a docente.
Segundo Anabela Martins, o projeto é realizado há muitos anos e “tem corrido sempre muito bem”. “Os alunos gostam da experiência e alguns deles tornaram-se alunos do IPB, o que significa que um dos nossos objetivos, que é também a captação de alunos, de alguma forma está a ser cumprido e ficamos felizes por isso”, frisou. José Neves, de 15 anos, inscreveu-se porque considera as “atividades interessantes” e porque “gosta de ciência”. Estudar futuramente no IPB seria uma “boa opção” para o aluno de Bragança porque “é o melhor instituto politécnico do país”.
Para Rita Moreira, de 18 anos, já não é uma experiência nova. A aluna de Bragança já participou no ano passado e defende que este projeto é “uma mais valia para o currículo”. Prestes a ir para a universidade, Rita não tem dúvidas: “Venho estudar para o IPB e neste estágio vou decidir se vou para engenharia ou gestão”, salientou.
Sara Silva, de 18 anos, veio de Vila Nova de Famalicão e decidiu inscrever-se porque gosta deste conceito. “Já participei no Minho e gostava de experimentar aqui também por ser longe de casa e para perceber um pouco mais sobre o curso que vou escolher”, referiu a aluna. Uma das novidades deste ano é uma atividade de dança com o Ghost no jardim do museu Abade de Baçal após uma visita à cidade de Bragança num STUB, cedido pela Câmara Municipal.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado.

eighteen − ten =