Campus 21 para atrair alunos

Projecto social em Mirandela

Diz o presidente da Câmara de Mirandela que é mais uma estratégia para tentar convencer o Ministro do Ensino Superior a construir instalações definitivas para a Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo na cidade. Autarquia e Instituto Politécnico de Bragança apresetaram uma candidatura que visa a entrega de casas de habitação social a alunos carenciados, num bairro que, por via dessa intervenção poderia ficar dotado de uma rede tecnológica com ligação à Escola Superior.

O projecto chama-se Campus 21 e, diz José Silvano, pode também ser mais uma fonte para atrair alunos. O presidente da Câmara de Mirandela espera que a candidatura seja aprovada até Dezembro. O projecto entregue no Ministério do Ensino Superior está orçado em sete milhões e meio de euros. Sobrinho teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança diz que é mais uma forma de lutar pela construção de instalações próprias em Mirandela. Está subjacente ao projecto a entrega a preços controlados de casas que fiquem vagas, sendo que nesta altura já são cerca de 40. O autarca espera que esta iniciativa ajude, em dois ou três anos, a captar meio milhar de jovens que escolham a Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela para estudar.

Publicado em ‘RBA‘.


Exibido em ‘Localvisão TV‘.

Construção da ciclovia arrancou hoje

Aumentar a qualidade de vida em Bragança e melhorar a mobilidade dos cidadãos. São estes os principais objectivos da ciclovia, cujas obras começaram esta manhã, orçadas em mais de dois milhões de euros. Este é um projecto que faz parte do programa Bragança Activa, que prevê um total de sete milhões de euros em investimentos.

Segundo o presidente da câmara de Bragança, Jorge Nunes, esta ciclovia é só o ponto de partida para mais projectos.
“Temos uma outra ciclovia já aprovada no âmbito de outro projecto comunitário, na zona da Mãe d’Água. E numa fase subsequente há-de fazer-se a ligação das duas ciclovias, de forma a que a cidade fique em condições de circulação com bicicleta em dois pontos fundamentais: a estação rodoviária e o IPB”, explicou Jorge Nunes. O autarca refere ainda que “atrás deste projecto vêm outros”, como, por exemplo, a disponibilização de bicicletas gratuitas para o cidadão”.

O percurso da ciclovia tem cerca de três quilómetros e percorre a avenida Sá Carneiro, a alameda Santa Apolónia, a ruas Damasceno de Campos e a Alexandre Herculano, devendo estar pronta dentro de um ano.
Jorge Nunes revela que o objectivo é fazer a ligação com a zona Polis, “até aceder ao centro Ciência Viva”. Mas o presidente da câmara defende que “há toda uma melhoria urbana inerente a este projecto, como a parte de iluminação envolvente do IPB, o mobiliário urbano, a requalificação de alguns espaços verdes adicionais, como aquele por baixo do Geadas, que será transformado em jardim público. E iremos fazer também um parque na Coxa”, disse.

Já o presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Sobrinho Teixeira, sublinhou o embelezamento do campus como forma de fixar alunos em Bragança.
“A construção da ciclovia vai trazer embelezamento ao campus com uma nova iluminação, uma estrutura metálica de gradeamento à volta do IPB e vão ser colocados bebedouros”, pelo que “aquele que já era considerado um dos campi mais bonitos, vai-se afirmar ainda mais nesse sentido. Vai ser também uma forma de afirmação do IPB. A maioria dos alunos não vem da região e esse primeiro impacto de uma estrutura que demonstre qualidade é importante para a sua fixação.”
Sobrinho Teixeira revelou ainda a construção de um novo campo de relva sintética, para além de dois campos multiusos abertos à comunidade, junto à Escola Superior de Educação.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.


Exibido em ‘Localvisão TV‘.

Torneio de Encerramento no tartan do IPB

Jovens nordestinos encerram época

A pista de tartan do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) foi o palco, na passada tarde de sábado, do Torneio de Encerramento, um evento que põe termo à temporada desportiva dos jovens atletas que, em todo o Nordeste, se dedicam à prática das várias disciplinas do atletismo. Estiveram presentes na capital nordestina algumas dezenas dos melhores jovens desportistas dos vários clubes da Região, desde o escalão de benjamins, até ao escalão de juniores, numa tarde de muita competição. Salto em altura, 60 metros, salto em comprimento, lançamento de peso, vortex e 1000 metros foram as disciplinas em disputa, em masculinos e femininos, numa competição em que se avaliava o trabalho desenvolvido por atletas e preparadores ao longo de uma temporada inteira. O Torneio, da responsabilidade da Associação de Atletismo de Bragança, prolongou-se por mais de duas horas e contou com jovens do CAMIR, Mirandela, Ginásio Clube, de Bragança, Grupo Desportivo de Talhas, Clube Desportivo de Vila Flor e Grupo Desportivo de Mogadouro. Na passada segunda-feira, uma delegação do Nordeste marcou presença numa corrida realizada na vizinha cidade espanhola de Zamora, onde a competição é, por regra, muita viva e a qualidade dos atletas muito alta. Fora de portas, ainda, Rui Muga, que foi terceiro no Campeonato Nacional de Montanha, será um dos atletas que fará parte da Selecção Nacional no Campeonato da Europa de Corrida de Montanha, a disputar na Áustria. Bruna Monteiro conseguiu, nos Nacionais Juvenis Luso, um destacado segundo posto na primeira meia-final dos 100 metros. Na Corrida Festas da Cidade do Porto estiveram presentes quatro brigantinos, do Ginásio Clube, numa prova que reuniu mais de mil participantes. Orlando Alves (29º Vet. II), José Bragada (92º Vet.III), Hugo Gaudêncio (298º) e Raul Pereira (115º Vet. IV) foram os nordestinos presentes na competição.

Publicado no jornal ‘Mensageiro Notícias‘.

IPB inaugura Centro Académico

A Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança já tem uma sede.
O Centro Académico foi ontem inaugurado e, segundo o presidente da Associação Académica, vai permitir aos estudantes terem um espaço digno.

“Esta era uma luta de vários anos por parte das associações para que pudéssemos ter um espaço digno” refere Bruno Miranda salientando que o facto de estar próxima de três escolas “vai permitir uma maior proximidade”.
A obra custou cerca de 350 mil euros e o presidente do IPB revela que foi preciso algum atrevimento para concretizar o projecto. “Foi um gesto de atrevimento ao lançarmo-nos neste obra quando inicialmente só tínhamos 50 mil euros, mas fomos conseguindo financiamento” refere Sobrinho Teixeira.

A tuna feminina, que tem cerca de cem elementos, vai ser uma das beneficiadas com este novo espaço. “Inicialmente nós ensaiávamos no hangar das máquinas na Escola Agrária. Aquilo era muito frio no Inverno e não tinha acústica” conta Anabela Queirós acrescentando que depois “passamos a ensaiar num auditório, mas tínhamos o mesmo problema”. Mas agora “vamos ter um espaço onde até podemos guardar os nossos instrumentos porque onde estavam antes estragavam-se muito”.
Mas Gaspar Lopes, presidente da Associação de Estudantes Africanos, fala ainda em outras utilizações para o Centro Académico. “Na semana africana podemos utilizar estas salas para ensaios e reuniões”.

O Centro Académico ontem inaugurado vai servir mais de sete mil estudantes.
Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.


Exibido em ‘Localvisão TV‘.

Governador civil de Bragança quer estudo sobre impacto do IPB na região

Elaborar um estudo para avaliar o impacto económico e social que o Instituto Politécnico de Bragança teve na região.

O desafio foi lançado pelo Governador Civil de Bragança durante as comemorações de 26º aniversário do estabelecimento de ensino superior.
Jorge Gomes explica que o objectivo da realização desse estudo serve para que “deixemos de falar de cor, mas sim com dados devidamente fundamentados”. Para o responsável “todos temos consciência do impacto que o IPB criou, mas ninguém tem a noção de qual é, por isso este estudo ia permitir clarificar e justificar a grandeza do politécnico e permitir que cresça fundamentado em números”.
O Governador Civil de Bragança entende que o estudo é fundamental para sustentar junto da tutela a realização de certos investimentos para o IPB. “Os impactos que o PIB provocou na região não estão quantificados e ao defendermos este estudo é para muitas vezes defender muitos trabalhos e apoios”, garante.

O presidente do politécnico adianta que esse estudo já está a ser feito no âmbito de uma tese de doutoramento e cujas conclusões devem ser apresentadas dentro de um ano e meio. “É um desafio que já está a ser feito por uma docente da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela e que tem um garnde rigor científico”, explica Sobrinho Teixeira.
O responsável revelou ainda que para remediar o facto de a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela ainda não ter instalações próprias vão ser feitas obras de ampliação no edifício da PT. “Neste momento existem 3 blocos, um deles é o bloco B, cedido pela câmara municipal de Mirandela e nós vamos fazer obras de adaptação e ampliação do actual edifício da PT para que os alunos tenham melhores condições em termos pedagógicos”, deu a conhecer.
Este é um dos projectos incluídos nos dois milhões de euros atribuídos ao IPB através do PIDDAC de 2009.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Mais um passo rumo à criação do Brigantia Ecopark

Os municípios de Bragança e Vila Real, o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e a Associação do Parque de Ciência e Tecnologia do Porto – Portus Park reuniram-se, na passada quarta-feira, para assinarem a escritura de constituição da Associação para o Desenvolvimento do Brigantia Ecopark (ADEB).
Trata-se de um organismo que pretende promover e apoiar o lançamento e gestão do Parque de Ciência e Tecnologia – Brigantia Ecopark, que visa impulsionar a economia da região, através da implementação de empresas de base tecnológica, centros de investigação e de ensino superior.
Recorde-se que a estratégia em que assenta o Brigantia Ecopark surgiu em 2004, a partir do estudo “Tecnoparque Eco-energético de Bragança”.
O projecto centra-se no conceito de Eco-cidade, sendo que pode acolher empresas inseridas nas áreas da eco-energia, eco-construção, eco-turismo e eco-produtos. Assim sendo, o Brigantia Ecopark terá uma estreita ligação a centros tecnológicos, universidades de Castela e Leão (Espanha) e empresas com implementação nacional ou estrangeira. Para tal, assumir-se-á como um pólo de excelência no que toca a ambiente e energias renováveis, com capacidade de intervenção a nível nacional e internacional, dada a sua privilegiada localização.
A criação da ADEB surge após a apresentação pública do projecto Brigantia Ecopark e da celebração dos protocolos entre a Câmara Municipal de Bragança, Câmara Municipal de Vila Real e IPB à rede de Parques de Ciência e Tecnologia e Incubadoras Portus Park, no passado mês de Abril.
Publicado no jornal ‘Jornal Nordeste‘.

À noite na… escola

Aida Sofia Lima
Instituto Politécnico funciona 24 horas

Muitas das instituições de ensino superior do país funcionam com um horário de meio dia, isto é, abrem as portas às oito da manhã e encerram às oito da noite. O Instituto Politécnico de Bragança é um dos casos de excepção Disponibiliza as suas instalações, todos os dias da semana, incluindo fins-de-semana, 24 horas por dia.
“Nós aqui tentamos tirar o máximo proveito do facto de o Instituto Politécnico ter vigilância permanente. Temos sempre um vigilante de serviço em cada uma das escolas. Isso permite, para além do serviço base de ronda, de verificação de avarias, a possibilidade de professores e alunos trabalharem fora de horas nas instalações”, explicou Conceição Martins, presidente do Conselho Executivo da Escola Superior de Educação de Bragança (ESE).
Economicamente, este tipo de utilização incessante dos espaços tem custos mais elevados. “O facto de termos vigilância 24 horas tem mais custos. Aquilo que nós sabemos de outras instituições, que já tiveram este tipo de vigilância e que, por razões orçamentais, optaram por fazer novos contratos, é que tiveram redução nos gastos. Apesar de isso ser tema de discussão no instituto, essa será a última medida a tomar do ponto de vista financeiro, porque sentimos que a nossa política é uma mais valia para o trabalho dos professores e alunos”, sublinhou Conceição Martins.

Quem entra na ESE à noite depara-se com meia dúzia de alunos espalhados pelos sofás da entrada, com computadores portáteis no colo. Estão a usufruir do sistema wireless que a escola disponibiliza no seu espaço, permitindo um acesso pleno e gratuito à internet. Contudo, para quem não possui os novos equipamentos tecnológicos, existem salas de informática, onde os alunos poderão navegar sem limites.
Para além da procura da internet, muitos dos estudantes frequentam a escola fora de horas para trabalhar em grupo, estudar, pesquisar na biblioteca, ensaiar, praticar desporto, executar trabalhos artísticos, entre outras actividades. A única regra é entrar na escola até por volta da meia-noite, sem horário de saída obrigatório.
Não só os alunos se dirigem à noite ao estabelecimento de ensino. Muitos docentes aproveitam o espaço fora do horário lectivo para se reunirem, trabalharem e receberem alunos.
Ana Paula Sismeiro, professora de Psicologia, é uma das presenças nocturnas habituais. “Já fiquei muitas noites a trabalhar na escola até de madrugada, ou entrar de madrugada, uma vez que é necessário fazer determinados serviços. Os trabalhos são diversos. Por exemplo, no ano passado atendia alunos até à uma da manhã. Mas também já tive reuniões de departamento até às cinco horas da madrugada”. Apesar de o trabalho realizado ser superior ao número de horas previstas, os professores encaram com naturalidade a situação. “o facto de a escola estar aberta 24 horas é uma mais valia, porque o trabalho tem que ser feito e, se a escola fechasse, impunha-se uma grande dificuldade logística. A escola aberta é um recurso muito importante”, explica Ana Paula.
Também a docente de Português, Dina Rodrigues, partilha da opinião da colega. Assim, explica-nos as vantagens de uma escola sempre aberta: “nós trabalhamos muito aqui. Não é problema jantar às 22h ou nem jantar. O facto de não fechar não nos condiciona com timings e cortes e o nosso trabalho flúi continuadamente. Também quando preciso de um documento sei que posso vir buscá-lo a qualquer hora e não interromper o trabalho para o dia seguinte”. E acrescenta que, no caso das deslocações em trabalho, seja reuniões ou estágios, poder ir buscar o carro de serviço a qualquer hora é uma grande vantagem. Também existe a possibilidade de repor aulas e de realizar exames que exigem uma logística nem sempre disponível durante o período de aulas.

Para as aulas de Português leccionadas aos alunos Erasmus, é imprescindível que a escola esteja aberta à noite, uma vez que, como referiu Dina Rodrigues, “seria impensável estes alunos terem aulas durante o dia. Pois estas são dirigidas aos alunos de todo o politécnico, de cursos variados das três escolas, com horários de aulas muito distintos”.
“Ninguém vê a ocupação nocturna como um sacrifício, mas sim como uma vantagem, porque nos resolve muitos problemas pontuais. Quer para professores, quer para alunos, seria dramático se impusessem o fecho da escola. Teria que existir uma reorganização, o que criaria alguns problemas”, sublinhou a docente.
São diversas as actividades desenvolvidas pelos alunos que aceitam a escola como sua. Por exemplo, na área da Educação Física existe uma utilização regular do ginásio. “Temos um protocolo com a Associação de Estudantes que promove desportos como Capoeira, Kickboxing, Karaté. Mas também existem outras modalidades promovidas pela escola, como aulas de Step, musculação, ou promovidas pela Associação de Funcionários do Politécnico, no caso das danças de salão”, enumerou Conceição Martins. Para além do desporto, em algumas épocas, decorrem aulas em regime nocturno e em horário pós-laboral funciona o Centro de Línguas.
Para a presidente da ESE, a escola é particular, uma vez que, como explica, “tendo muitas áreas do saber, desde música, expressão dramática, artes, educação física, informática, história, estas componentes acabam por ter aqui espaços onde todos podem rentabilizar o seu trabalho”.

Os utilizadores da escola
Salomé Rodrigues
Educação de Infância
“Utilizo os espaços da escola à noite para pesquisas na internet, fazer trabalhos individuais e de grupo, pesquisar na biblioteca. Por exemplo, na semana passada estive na escola das 20h às 4h, para preparar coisas para o meu estágio.
É importante manterem a escola aberta, porque, se não fosse assim, eu não poderia vir trabalhar à noite, não poderia usar a internet e durante o dia com aulas seria muito complicado”.

Diana Gonçalves
Educação de Infância
“Utilizo a escola à noite quando preciso de vir à internet ou para fazer trabalhos de grupo. Considero importante a escola disponibilizar as suas instalações, até porque há pessoas que não têm condições em casa e assim podem trabalhar”.

Olema Pires
Responsável da reprografia
“Por vezes funcionamos num horário alargado. Não sempre, porque não há dinheiro para pagar aos funcionários, mas tenho a certeza que, se estivesse todos os dias até à meia-noite, até à meia-noite teria alunos para atender. Muitas vezes venho à noite orientar o meu serviço para o dia seguinte, porque durante o dia há muito movimento.
Há sempre muita gente na escola à noite e eu acho muito bem que tenham o horário alargado, porque a escola é para servir os alunos, e para mim até deveria existir aulas no horário nocturno para os trabalhadores estudantes, porque eles têm muitas dificuldades.
Aos fins-de-semana também venho muitas vezes, até para ajudar os alunos”.

Paulo Rodrigues
Vigilante da escola
“Há muito movimento na escola durante a noite. Estão sempre cá professores e alunos. Os alunos vêm para a internet, fazer trabalhos, vão para a serigrafia, para a sala de cerâmica, desporto…
Até agora nunca houve problema nenhum. Estou aqui há nove anos e nunca se passou nada de anormal, até porque os alunos estão aqui para trabalhar e sabem que a escola é deles e que têm que a estimar.
A altura dos exames é a mais movimentada, também quando têm trabalhos. Diariamente há sempre alunos, até ao fim-de-semana. Talvez o dia mais fraco é a sexta-feira e sábado”.

Catarina Pipa
Professores de 1º ciclo
“Entrei na escola a esta hora para requisitar material, pois amanhã tenho estágio e o material só ficou disponível agora.
Utilizo a escola à noite para a internet, trabalhos de grupo. Acho que as entradas na escola deviam ser toda a noite, e o horário da biblioteca ser mais alargado, pois como finalista passo pouco tempo na escola durante o dia e à noite é a melhor altura para trabalhar e requisitar materiais na escola”.

Maria Almeida
Português / História
“Vim agora à noite para a escola para estudar e consultar livros na biblioteca. A escola aberta permite-nos ter acesso a livros, fazer trabalhos de grupo, conviver com os colegas, internet.
Para mim é habitual estar na escola diariamente até à meia-noite”.

Natalino Andrade
Engenharia Biomédica
“Entrei a esta hora na escola para usar os computadores, porque aqui é mais calmo e tem um ambiente acolhedor para o estudo.
Venho com alguma frequência, principalmente ao fim-de-semana, para os computadores ou estudar.
Normalmente fico cerca de três horas na escola, durante a noite.
Acho que é muito importante a escola ter estes espaços abertos à noite, porque nós, durante o dia, temos aulas e só à noite é que temos mais tempo livre para estudar. Acho louvável a iniciativa de deixar a escola aberta à noite, porque contribui para um melhor aproveitamento dos alunos”.

Bragança
Animação e Prod. Artística
“Muitas vezes venho para a escola à noite, para a internet, para organizar trabalhos com os colegas, estudar.
Considero importante a escola estar aberta, mas acho que o horário de entrada ainda devia ser mais prolongado, cerca de mais três horas.
O meu curso é mais prático e o horário nocturno é o mais apropriado para nós, porque de dia é difícil. Temos muitos trabalhos artísticos e à noite podemos dar melhor continuidade”.

Luís Miguel
Engenharia Mecânica
“Entrei agora na escola porque vou praticar Kickboxing e essa modalidade existe aqui, num horário nocturno. Duas vezes por semana, a partir das 21h30 até, por volta, das 23h30.
Aqui há muitos alunos, por exemplo na internet, ou trabalhos de grupo. Utilizo a minha escola também para essas actividades, à noite.
Acho importante a escola ter um horário alargado e se o horário de entrada fosse mais alargado, melhor. Por exemplo, quando queremos alguma informação imediata, seria mais fácil”.

Manuel Matos
Funcionário da escola
“As instalações desportivas têm grande ocupação, fundamentalmente fora do horário lectivo. Das 18h30 às 23h30, na parte de musculação, aeróbica, Step, depois no pavilhão o Kickboxing e a capoeira.
Há muitos alunos e também temos a associação dos funcionários do IPB, com danças de salão”.

Publicado no jornal ‘Mensageiro de Bragança‘ de hoje.

Aposta na investigação aplicada à comunidade

Glória Lopes
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, quer que os politécnicos do Norte se constituam como um nicho de competitividade na região e país.
Para o efeito, defende o incremento das ligações com a Associação dos Politécnicos do Norte, que integra várias instituições, nomeadamente o politécnico de Bragança, Porto, Viana do Castelo e Cavado/Ave, no sentido de essa associação passar a ser uma base para a competitividade, através da cooperação a vários níveis.

Na forja está a criação de projectos em comum: um sistema de mestrados, ministrados pelas quatro instituições; centros de investigação, com uma vertente mais aplicada; e ainda um sistema de prestação de serviços comum. “A região é grande, e pequena, para os desafios que se colocam ao IPB, e ao trazermos investigadores e prestadores de serviços para a região podemos ajudar ao seu desenvolvimento” referiu o presidente.

A cooperação entre instituições de ensino pode constituir-se também como uma boa oportunidade para o intercâmbio de docentes.
O intercâmbio com outros politécnicos é uma das estratégias da instituição brigantina, que vai de encontro ao defendido pelos técnicos da Associação Europeia de Universidades (EUA) que na passada sexta-feira, 9, apresentaram, em Bragança, o relatório da avaliação institucional realizada ao IPB, mas que envolve mais nove instituições europeias de ensino superior. A EUA representa 750 universidades de 45 países da Europa. A avaliação feita ao IPB obedeceu à análise de vários parâmetros: plano estratégico, esforço interno da instituição, fraquezas e forças, elaboração de um relatório interno por parte da própria instituição de ensino, e obrigou a duas visitas ao local.

De acordo com o relatório final, a instituição de Bragança, no ranking qualitativo, está nos primeiros lugares, senão mesmo no primeiro. O grande posto a desfavor é o facto de o IPB se localizar numa região empobrecida, mas ao mesmo tempo isso transformou-se em força e num factor positivo, “porque representa um grande sucesso a nível nacional”.

Entre os melhores
As conclusões da avaliação são francamente positivas para a instituição. O presidente admite que não estava à espera, e que ficou “confortado” por se tratar de uma apreciação positiva e feita por uma equipa de avaliação externa, “que não foi sujeita a qualquer tipo de pressão”, frisou.
O relatório distingue o IPB em relação aos demais, não faz avaliações negativas, mas aponta sugestões para delinear uma estratégia a seguir, “algumas das quais foram equacionadas no último conselho geral” adiantou Sobrinho Teixeira.
Os técnicos da EUA sugerem uma maior coordenação e centralidade dentro da instituição, que integra cinco escolas (Escola Superior de Educação, Escola Superior de Saúde, Escola Superior de Tecnologia e Gestão, Escola Superior Agrária e Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Mirandela). Sobrinho Teixeira contrapõe que é preciso “moderação na centralidade”, e defende uma maior coordenação, por exemplo ao nível da promoção conjunta e global do IPB, ao invés do que acontece actualmente, com promoções individuais por escola. “Leva a um grande despêndio de recursos e a uma menor eficácia no retorno, e até algum desgaste da própria imagem institucional”. No entanto, não defende uma concentração de decisões. “A riqueza da instituição esteve sempre na diversidade de opiniões”.
A questão da promoção do IPB está a ser equacionado, vai-se proceder à revisão dos estatutos, para criar dois lugares junto à presidência para centralizar a questão da publicidade e do marketing e para fazer uma maior aposta na área do empreendedorismo.

Dentro da estratégica que se vai seguir, surge uma parte menos visível, “mas que será uma das mais dolorosas e mais estratégicas”, Sobrinho Teixeira referia-se à coordenação da investigação. “Não é mais possível continuar a ter 120 doutores a fazer investigação sem que isso tenho um retorno na colectividade, poderá ser doloroso, mas alguns terão adaptar as investigações a uma vertente mais útil para a comunidade”. A aposta deverá ser seis ou sete áreas de investigação com vista ao desenvolvimento da região, com uma maior ligação às empresas. Uma das apostas será no ramo Agrário, “porque temos a melhor escola do país, o que ficou evidente no número de mestrados atribuídos ao IPB” referiu aquele responsável. A Escola Superior Agrária de Bragança viu aprovados recentemente três novos mestrados na área das Ciências Agrárias, “as restantes escolas do país não tiveram direito a nenhum”, salientou. Prevê-se ainda a criação de centros de investigação nesta área com ligação aos produtores regionais.

Outra inovação está relacionada com a criação de um Centro de Estudos do Idoso. “Poderá ser uma boa oportunidade para as Escolas de Educação e Saúde, com os diversos cursos, uma vez que este é uma nicho que não está coberto no país e que o IPB devia aproveitar” explicou.
Apesar de a região não dispor de um tecido industrial, o politécnico brigantino pode ter um papel determinante, criando linhas de investigação aplicada em determinadas áreas de desenvolvimento industrial, “ao dar essas competências aos seus alunos, pode ser um indutor de nichos”. A investigação na área das energias alternativas, será um aspecto a desenvolver, uma vez que a região tem condições propícias: muito vento em diversos concelhos, na Terra Quente tem muitas quantidades de horas de sol, e muita área para a produção de biomassa. Neste âmbito está a ser delineado um mestrado comum com a Universidade de Salamanca.
Quanto ao pólo do IPB em Mirandela, Sobrinho Teixeira prometeu que a presidência vai ter uma “medida pro-activa para distinguir Mirandela” e trabalhar para que até 2010, a Escola Superior de Tecnologia e Gestão instalada naquela cidade esteja dotada com as infra-estruturas necessárias. Os aspectos relacionadas com aquela instituição, eram os que suscitavam uma maior ao receio ao presidente, uma vez que temia uma “avaliação menos positiva sobre a importância e continuidade” da escola.

Publicado no jornal ‘O Informativo‘ de hoje.

Hotel da Aveleda

Marcolino Cepeda
A Aveleda é uma pequena aldeia do concelho de Bragança localizada junto à orla setentrional fronteiriça, num pequeno vale rodeado de colinas em pleno Parque Natural de Montesinho, nos limites com a vizinha Espanha.
Dista sensivelmente treze quilómetros da cidade e a sua localização é óptima (assim fossem as acessibilidades a este distrito).
Julgo que podemos e devemos retirar das especiais condições que toda esta região apresenta o melhor partido, construindo na aldeia de Aveleda um hotel que possa, juntamente com campos de treinos para futebol, centro médico para atletas, pavilhão gimnodesportivo, quadras de ténis, pistas de manutenção, enfim, todo um conjunto de infra estruturas desportivas, suficientes e necessárias, para aliar o conforto de instalações hoteleiras de alta qualidade à preparação de atletas de alta competição.
Bragança dispõem de valências desportivas com alguma qualidade, tais como os pavilhões municipais, o estádio, as piscinas (a pista de tartan do Instituto Politécnico) e outras que podem e devem representar um papel importante de apoio ao (futuro) complexo turístico da Aveleda.
Temos de ter capacidade para oferecer mais do que a paz e a tranquilidade inerentes a estas nossas terras. É necessário e urgente apostar em turismo de qualidade, pois quando a qualidade, o cuidado e o profissionalismo são a regra as coisas acontecem.
Escusado será dizer que com o aeroporto ali mesmo ao pé não haverá desculpas quanto à distância a percorrer, quanto ao cansaço da viagem…
Qualquer equipa de qualquer modalidade desportiva encontrará aqui as condições ideais para a prática e o conforto e a beleza necessários ao corpo e ao espírito.
Para os amantes de um ambiente puro e de um estreito contacto com a natureza, Trás-os-Montes constitui uma área de imprescindível visita.
Recomendam-se os passeios pedestres pela área do Parque Natural de Montesinho.
Também se pode praticar montanhismo e alpinismo. A pesca e a caça são desportos de eleição nesta região do país.
A nossa gastronomia é única. Os nossos produtos são de primeira qualidade. As nossas tradições ainda são autênticas e genuínas.
Está nas nossas mãos fazer com que as coisas aconteçam. Tudo mudou. É tempo de lutar por aquilo que queremos.
Publicado no jornal ‘Jornal Nordeste‘ de 21 Novembro 2006