IPB entre as instituições que mais crescem

O Instituto Politécnico de Bragança foi a segunda Instituição a nível nacional que mais cresceu no número de alunos colocados no concurso nacional de acesso ao ensino superior, tanto em números absolutos como percentualmente, face ao ano anterior.
A política de coesão nacional implementada este ano pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, reduzindo em 5% as vagas nas instituições de Lisboa e Porto, traduziu-se num aumento de cerca de 9% nas colocações no IPB.
Assim, ainda que o número total de alunos colocados a nível nacional se tivesse reduzido em 2%, o IPB foi uma das instituições nacionais que maior capacidade teve para atrair os alunos libertados em Lisboa e Porto por força daquela política.
Também nos outros regimes de ingresso, o IPB cresceu significativamente este ano. Na primeira fase do concurso local para os Cursos Técnicos Superiores Profissionais (CTeSP) o número de candidatos subiu cerca de 32% e nos alunos internacionais 24 %.
Assim, prevê-se que o número de alunos matriculados nas licenciaturas do IPB, no 1º ano 1ª vez, ultrapasse os 2000 alunos e, considerando também as entradas nos CTeSP, o número de ingressos 1º ano 1ª vez deve ultrapassar os 2800 alunos, o que significa um aumento de mais de 600 alunos face ao ano anterior.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Faleceu o director da ESTIG José Adriano Pires

Morreu o diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança (ESTiG), José Adriano Pires, quando se encontrava de férias em Benidorm, Espanha, acompanhado da família. Tudo indica que o docente, com 52 anos, tenha sofrido um ataque cardíaco. Foi encontrado morto pela família durante a manhã da passada terça-feira no quarto do hotel, onde estavam alojados naquela zona balnear. Entretanto, a presidência do IPB decretou três dias de luto académico a iniciar no dia anterior às exéquias fúnebres, que até à hora de fecho desta edição ainda não estavam marcadas. A presidência do IPB emitiu um comunicado onde se solidariza “com este momento de tristeza”.
Natural de Angola, Zé Adriano, como era conhecido em Bragança, era docente da área da Informática no Instituto Politécnico de Bragança desde 1992. Foi presidente do Conselho Diretivo da ESTiG de 15 de outubro de 2001 a 14 de março de 2007. Em julho de 2017 que regressou novamente na direção da ESTiG. Foi um dos fundadores do Gabinete de Empreendedorismo desta instituição de ensino. Assumiu um papel de relevo na dinamização do programa de promoção do empreendedorismo dos Instituto Politécnicos Portugueses – POLIEMPREENDE. Criou a Rural Net, uma das primeiras plataformas nacionais de venda de produtos regionais através da Internet. Também assumia funções de Pró-presidente do IPB para a área do Empreendedorismo. Teve ainda uma vida intensa ligadaao desporto. Foi jogador do Grupo Desportivo de Bragança, do Salgueiros, do Olivais-Moscavide, do Macedo e do Mirandês.

Publicado por:“Mensageiro de Bragança”

Mais informações em: “Rádio Brigantia”

Rionor apresenta hoje reivindicações para os territórios transfronteiriços ao ministro-Adjunto

Uma delegação da associação transmontana RIONOR é recebida hoje pelo ministro-Adjunto, Pedro Siza Vieira. A reunião serve para serem apresentadas as resoluções e recomendações saídas dos Conselhos Raianos já realizados.
A reunião foi agendada depois de associação ter pedido para ser recebida pelo primeiro-ministro e depois de já ter tido uma audiência com a secretária de Estado do Ordenamento do Território.
Francisco Alves, presidente da Rionor, considera que esta audiência dá força ao movimento.
“Vamos apresentar os problemas, o Governo mostrou-se pelo menos sensível ao nos ouvir. Dá-nos uma força muito grande par continuar em frente”, destacou Francisco Alves, presidente da Rionor.
Em cima da mesa vão estar temas como a relação dos agricultores com a gestão das áreas protegidas, que aguardam ainda resposta do Governo, e recomendações sobre as acessibilidades.
“Vamos apresentar as grandes resoluções saídas dos Conselhos Raianos, e algumas das reivindicações já foram aprovadas na Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes e no Eixo Atlântico e nós vamos reforçar isso e dizer que de facto Trás-os-Montes tem viabilidade económica, custa alguns milhões, mas não muitos e é preciso romper com o marasmo em que temos vivido. Queremos ligações ferroviárias entre Trás-os-Montes e Zamora, a reposição das antigas vias férreas do Tua e do Sabor, conexões rodoviárias transfronteiriças, tornar o aeródromo de Bragança em aeroporto regional, ligações rodoviárias entre a capital de distrito e Vinhais e Vimioso, criar redes digitais de comunicação de dados, a abertura da via fluvial do Douro aberta a pessoas e mercadorias”, salienta Francisco Alves.
A RIONOR defende ainda que é necessário “estabelecer um pacto de regime, a médio e longo prazo para alcançar estes objectivos.
A delegação da RIONOR, constituída pelos seus dirigentes e pelo presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Orlando Rodrigues, pretende sensibilizar o Governo para a importância económica de muitas medidas consideradas fundamentais para o desenvolvimento da região transfronteiriça.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

“Queremos melhorar a competitividade nas empresas”

Luís Pires é o responsável pelo projeto e diretor da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela
MDB: Porque foi este projeto atribuído ao IPB?
Luís Pires: O Instituto Politécnico de Bragança tem dedicado, nestes 35 anos de existência, uma parte substancial da sua ação à concretização de projetos que resultem, efetivamente, em transferência de conhecimento, de tecnologia ou de forma menos ambiciosa na tentativa partilhada de resolução de pequenos problemas, complexos e customizados, que nos são colocados pelo nosso entorno produtivo ou administrativo. Esse capital de ação possibilitou que, de forma discreta, mas consistente, a ação do IPB se disseminasse, tanto interna como externamente, crescendo internacionalmente, e possibilitando-nos atingir patamares de destaque. Foi com base nesta panóplia de iniciativas que nos tornámos parceiros de várias instituições internacionais e junto das quais granjeámos um capital de competência, evidenciando-nos enquanto putativos parceiros em ações que exijam valências que dominamos. Neste projeto, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, o IPB é um dos parceiros, com uma função bem definida e uma
ação territorialmente circunscrita, selecionado precisamente pelo conhecimento
que os nossos parceiros têm do IPB, da sua capacidade. Contextualizando na área do projeto A EsACT-IPB.
MDB: De que forma se vai desenvolver na região?
LP: O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto, está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretende identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários,
bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do projeto sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência
MDB: Qual o contributo que se espera para a economia do Nordeste Transmontano?
LP: O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação de tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos. Pretende-se promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
MDB: Como vai o IPB operacionalizar a sua aplicação?
LP: A execução destes projetos é complexa face à ambição que representam no sentido de emergir iniciativas piloto, de boas práticas, que se pretende sirvam de benchmark. São projetos com regras muito estritas, com orçamentos bem definidos e discriminados que não permitem margem de erro. Pretendendo o projeto a criação de redes de cooperação empresarial em zonas rurais transfronteiriças nos sectores agroalimentar (gourmet) e turístico, também a sua operacionalização será baseada em multidisciplinaridade, em rede, contando com a partilha de experiências entre os vários parceiros espanhóis e portugueses, numa perspetiva macro, bem como com os contributos de diversas
valências do IPB. Todo o projeto passará por diversas etapas e componentes, incluindo-se uma componente de recolha e tratamento de dados, que será sujeito a subcontratação, integrando-se com a capacidade de intervenção ao nível dos produtos autóctones, que poderá dirigir-se para a participação da componente alimentar, na valorização de produtos gourmet ou trabalhando outros recursos endógenos em cada área, seja na valorização de áreas naturais, culturais e patrimoniais e infraestruturas de apoio turístico e tecnológico Nesta sociedade mediática, das redes sociais, de grande avidez, de interação, de experiências, a componente promocional, de capacidade de evidenciar, de colocar no mapa o que de bom estas terras têm, é um fator crítico ao sucesso de todo o projeto.
A capacidade de melhorar produtos e serviços, seja ao nível do processo, do produto, da plataforma ou de paradigma tecnológico, e a posterior capacidade
de disseminar o resultado, de forma estruturada, resultará num incremento competitivo. Face às formações de comunicação e jornalismo, multimédia, design de jogos digitais, e marketing turístico, que a EsACT-IPB acolhe, cremos existir massa critica capaz de intervir na produção de conteúdos, na comunicação, possibilitando a tal componente de expansão que se pretende.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Projeto CRECEER chegou ao IPB

O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, recentemente aprovado, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretendem identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários, bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do Projeto POCTEP sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência. O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação das tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de
cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos.
O CRECEER quer promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
Concreta e fundamentalmente, pretende-se a i) incorporação de uma dinâmica de cooperação entre empresas, instituições e agentes económicos das áreas envolvidas, visando destacar os seus recursos endógenos e aumentar sua competitividade.
ii) Adicionalmente ambiciona-se a incorporação de padrões de qualidade e design aos produtos e serviços oferecidos pelas empresas- alvo do projeto, bem como de novas abordagens de tecnologias de informação aos seus modelos de gestão e vendas, possibilitando melhorar a sua competitividade individual e sua presença no mercado externo.
iii) Também a interação dos setores agroalimentar e turístico, através do desenvolvimento de ações conjuntas de comercialização de produtos e serviços de qualidade, para aumentar vendas e exportações,
gerando maior valor agregado às suas economias.
Qual a forma de atuação?
Caracterização da Base Industrial e Recursos Endógenos de cada Área de Ação É uma questão de definir o foco desses setores de agro e turismo através da caracterização da base industrial presente em cada uma das áreas-alvo, incluindo o tipo de empresas, agentes de inovação e agentes facilitadores presentes em cada um deles. Será realizado de forma progressiva, através de 3 ações, que envolverão os diferentes agentes de cada área, identificando o potencial de cada território e os agentes e empresas que podem ou desejam participar como catalizadores e colaborar ativamente no projeto. Estudos de caracterização, para a identificação e análise de empresas e agentes apropriados nos setores indicados, e outros recursos importantes, tais como: produtos gourmet gerados em cada área, outros recursos endógenos, áreas naturais, culturais e patrimoniais e infra-estruturas de apoio turístico e tecnológico presentes em cada zona, e outros recursos endógenos …
A partir da caracterização, uma série de visitas personalizadas e entrevistas serão realizadas com empresas e agentes (mapeamento), para pesar, informar e conhecer melhor e apoiar o tecido empresarial da área. Em uma primeira etapa, será selecionada uma amostra de empresas e agentes econômicos considerados relevantes e representativos nos setores agroalimentar e turístico de cada área-alvo, realizando entrevistas presenciais com os mesmos. Ao mesmo tempo, será realizada uma análise das iniciativas que foram desenvolvidas, ou estão sendo desenvolvidas em cada área, sobre os setores agroalimentar e turístico. Particularmente procurando iniciativas de marketing conjuntas e / ou marcas de qualidade ou turismo e promoção cultural da área. Por fim, todas as informações obtidas serão analisadas em relação à viabilidade e abrangência das ações propostas e propor. E criar um Grupo de Trabalho de Coordenação em cada área com o objetivo de preparar uma Proposta Inicial de Ações, para apresentá-la ao ambiente de negócios.
Âmbito de atuação
As áreas selecionadas estão localizadas, principalmente em “La Raya” entre
Espanha e Portugal. São núcleos rurais, pertencentes ao Norte e Centro de
Portugal e a Castela e Leão. Na parte de Castela e Leão, foram consideradas 7 áreas de trabalho que incluem um ou vários municípios significativos e as suas áreas de influência, e que fazem parte das seguintes NUTSIII: Ávila: área do sul da província, 3 condados considerados como uma única zona, El Barco de Avila-Valle del Tiétar-Alberche. É composto por um total de 110 municípios com uma população de 76.452 habitantes e uma densidade média de 19 habitantes por km2. Apenas 3 municípios excedem 5.000 habitantes. León: uma região perto da fronteira, El Bierzo, foi selecionada, com um total de 134.301 habitantes distribuídos em 37 municípios, com uma densidade populacional maior que o resto das áreas escolhidas, 45 habitantes / km2. Conta com 4 municípios que superam os 5.000 hab. Salamanca: 2 municípios, Ciudad Rodrigo e Vitigudino, incluindo 104 municípios com um total de 45.823 habitantes e uma densidade média de 9 habitantes / km2. Apenas os dois municípios principais da região excedem 5.000 habitantes. Zamora: 3 zonas, de um lado 2 fronteira com Portugal: Sanabria e a área de Aliste-Alba-Tábara-Sayago considerada como um todo e, por outro lado, a região de Toro. No total, 102 municípios e 47.996 habitantes, com uma densidade média de pouco mais de 9 hab / km2. Por parte de Portugal, vamos atuar em 4 zonas, também com foco nos municípios representativos
e nas suas áreas de influência, que correspondem às seguintes NUTS III:
• Douro, com um total de 19 municípios e uma população de 205.157 habitantes,
densidade média de 48,9 habitantes/km2
• Terras de Trás-os-Montes: é composta por 9 municípios, com uma população
total de 117.527 habitantes e uma densidade de 20,2 habitantes/km2
• Beira Baixa: formada por 6 concelhos, com cerca de 89063 habitantes, e uma
densidade de 19,3 hab/km2.
• Beiras e Serra da Estrela: 15 municípios e 236.023 habitantes e uma densidade
de 35,5 habitantes/km2.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB cresce 95 vagas e dois cursos novos

O Instituto Politécnico de Bragança viu serem-lhe atribuídas mais 95 vagas do que no ano passado. O anúncio foi feito pelo Ministério do Ensino Superior, ontem, dia em que começou a fase de candidaturas ao Ensino Superior. Ao todo são 2003 vagas, que resultam num aumento de oferta em 15 cursos já ministrados e na abertura de dois novos cursos no próximo ano letivo.
O IPB vai abrir Comunicação e Jornalismo no próximo ano letivo, com 25 vagas, para além de música em contextos comunitários, com 30.
Para além disso, os cursos de Solicitadoria, Turismo, marketing e publicidade, ciências informáticas, tecnologia biomédica, Tecnologia e Gestão industrial, Engenharia de Energias Renováveis, Informática de Gestão, Gestão, Engenharia Mecânica, Contabilidade, Desporto, Inglês Espanhol, Biologia e Biotecnologia cresceram no número de vagas disponíveis.
Tecnologia alimentar distinguida
Entretanto, ficou ontem a saber-se que o curso de Tecnologia Alimentar do IPB é um dos 50 melhores do mundo de acordo com o ranking de Xangai. Ficou na 33ª posição. No total estão representadas 15 instituições de ensino nacionais, das quais 12 são universidades públicas.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB atrai estagiários de todo o país para aprenderem a ser CSI

Cerca de 80 jovens alunos do secundário de todo o país vieram passar esta semana a Bragança para estagiar no Instituto Politécnico. Trata-se de um programa de verão, que vai já na décima edição e que, todos os anos, atrai dezenas de estudantes que aproveitam para conhecer, antecipadamente, o cenário com que se vão deparar quando entrarem para o Ensino Superior. “É uma semana em que os jovens têm a possibilidade de vir até ao Instituto Politécnico de Bragança, exercer um estágio na área que lhes interessa. Este ano registamos um recorde no número de estágios, com mais de 50 opções, das engenharias às biologias, ciências agrárias, da saúde, turismo, multimédia, desporto, artes. Os alunos têm oportunidade de terem atividade no domínio que escolherem e atividades culturais e lúdicas”, explicou Anabela Martins, pró-presidente e responsável por este programa, que é “inteiramente gratuito”. “Disponibilizamos o alojamento nas residências e almoço e jantar na cantina”, frisou. Lurdes Jorge é uma das docentes encarregues de orientar um estágio. Acredita que as séries de televisão como o CSI influenciam os jovens. “O meu estágio é de biologia molecular.
O objetivo é conhecerem o ADN. Saberem o que é, como se extrai e saber os processos todos. É um assunto que lhes interessa e por isso é mais fácil”, explica. O interesse surge “por causa das séries, dos CSI”. Este ano, o facto de as notas dos exames de 12º terem saído nesta semana levou a que alguns alunos desistissem por terem de ir à segunda chamada.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Concurso ao ensino superior arranca com mais 1080 vagas em instituições fora de Lisboa e Porto


Politécnicos de Coimbra e de Bragança e universidades do Minho e de Évora são as que aumentam mais lugares. Já as instituições das duas maiores cidades perdem 1066. A correção na distribuição territorial de vagas imposta pelo ministro é a grande novidade deste ano
Com apenas mais 14 vagas do que em 2017 (num total de 50.852), as candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancam esta quarta-feira, com os alunos a poderem escolher entre quase 1100 licenciaturas e mestrados integrados. A grande diferença é que encontrarão menos lugares nas nove instituições localizadas nos distritos de Lisboa e do Porto – a exceção é a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, por não haver oferta semelhante no país – já que todas tiveram de cortar 5% na oferta em relação aos lugares que cada uma disponibilizou nos concursos dos anos anteriores.
Quanto às universidades e politécnicos localizados nas restantes regiões do país, todas puderam aumentar as vagas em 5% e ainda mais se reforçassem as apostas em áreas tidas como estratégicas como Física e Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica. Aliás, as instituições de ensino superior de todo o país tiveram de manter o mesmo número de lugares para os cursos nestas áreas e ainda em Medicina. Nem que depois tivessem de cortar mais noutras formações, para atingir os tais 5% de redução.
Na nota enviada à comunicação social, o Ministério apresenta os números finais: “Tendo em vista a correção dos desequilíbrios territoriais na evolução recente do ensino superior público em Portugal, a distribuição de vagas inclui um aumento de 1080 nas instituições localizadas fora de Lisboa e do Porto (totalizando 29.851) e a redução de 1066 vagas nas instituições de Lisboa e Porto (totalizando 21.001).

Olhando mais em pormenor para o que se passou em cada instituição é visível que as mil vagas a mais não foram aproveitadas pelas escolas de igual forma. Em termos absolutos, as instituições que aproveitaram para abrir mais lugares foram a Universidade do Minho (mais 136 lugares) e o Instituto Politécnico de Coimbra (mais 131), situados em cidades que estão longe de ser as mais afetadas pela saída das populações e dos jovens em particular.
Só a seguir surgem o Instituto Politécnico de Bragança (mais 95) e a Universidade de Évora (87) – em termos relativos, esta última instituição foi até a que aumentou mais a sua oferta com uma subida de 8%.
Noutros casos, os dirigentes académicos entenderam que não tinham capacidade para reforçar ou oferta ou que não teriam mais procura pelo simples facto de abrir muito mais lugares. Foi o caso do politécnico de Santarém, que até reduziu a sua capacidade em 29 lugares. Já os de Leiria e de Viseu optaram por oferecer apenas mais 15 e 6 lugares. Na Universidade dos Açores manteve-se tudo igual.

Metade dos alunos em Lisboa e Porto

A crescente concentração do número de estudantes inscritos em instituições de ensino superior público de Lisboa e do Porto e a deslocação de jovens do interior para estas cidades está na origem da determinação do ministro Manuel Heitor em impor cortes na oferta nestas áreas metropolitanas.

A percentagem de inscritos em Lisboa e Porto aumentou de 42% em 2005/06 para 49% em 2016/17. Se a estes número se juntar os que frequentam o ensino privado, a concentração nas duas maiores áreas urbanas chega aos 54%, numa distribuição que não tem paralelo quando se olha para outros países europeus, indicam os dados compilados pelo Ministério. Na vizinha Espanha, por exemplo, as regiões de Madrid e Catalunha congregam 23% da população universitária. Na Holanda, Amesterdão e Eindhoven reunem 8%.
Além disso, tem lembrado o ministro, o aumento de vagas, desde o início deste século, de 42% no distrito de Lisboa e de 13% no do Porto não é minimamente proporcional ao crescimento da população residente (5% e 3%, respetivamente), nem à diminuição de frequência do ensino secundário dos últimos anos.

Fuga para o privado?
Será preciso esperar pelos resultados do concurso de acesso, em setembro, para perceber se esta nova política de vagas teve impacto numa redistribuição dos alunos.
Os responsáveis das instituições de Lisboa e do Porto têm dito que não e têm antecipado efeitos perversos como a desistência do ensino superior (por parte de quem não consegue entrar naquela que seria a sua primeira opção).

Mas nos dados sobre os números deste concurso, o Ministério também afasta estes receios. Segundo as contas da tutela, há 316 licenciaturas e mestrados integrados a funcionar em Lisboa e no Porto que tiveram no ano passado uma taxa de ocupação superior a 95% logo após a 1ª fase do concurso. Estes serão os que seriam atingidos se mantivessem a procura e atendendo agora ao corte de 5% nas vagas. Destes há 41 que estão ‘protegidos’ por serem das áreas definidas como estratégicas e que não podem sofrer redução de oferta.
“Dos 275 que sobram e poderão ter redução de vagas, 85 não têm ofertas similares no privado na mesma cidade, o que limita a temida deslocação ‘massiva’ para o ensino privado”, escreve o Ministério.
Finalmente, o ministério lembra que as instituições públicas das duas maiores cidades, apesar da sua dimensão e recursos, não têm atraído tantos novos estudantes internacionais como outras escolas mais pequenas. E que esta deve ser uma aposta, já que “Lisboa e Porto têm somente 16% dos novos estudantes internacionais inscritos em Portugal”.
Neste campeonato ninguém bate o Politécnico de Bragança que em dois anos mais que triplicou este contingente.

Publicado por: “Jornal Expresso”

Há sete cursos nacionais entre os 50 melhores do mundo das suas áreas

Tecnologia alimentar e electrotecnia são as especialidades em que Portugal mais se destaca. Universidades de Lisboa, Porto e Coimbra e o Politécnico de Bragança estão no topo do ranking de Xangai por disciplinas.

A Universidade do Porto e o Politécnico de Bragança são duas das 50 melhores instituições do mundo na área da tecnologia alimentar, o mesmo acontecendo com as universidades de Lisboa e Coimbra na electrotecnia. Portugal tem um total de sete cursos entre os 50 melhores nas respectivas áreas científicas, de acordo com o ranking de Xangai por disciplinas, que foi divulgado na madrugada desta terça-feira.
A melhor classificação portuguesa é conseguida na área de Engenharia Marítima, na qual a Universidade de Lisboa (UL) fica em 4.º lugar a nível mundial (desce uma posição face ao ano passado), fruto do trabalho feito pela Engenharia Naval do Instituto Superior Técnico (IST). É também desta faculdade da UL o mais bem colocado curso de engenharia civil nacional, classificado como o 45.º melhor do mundo no ranking de Xangai.
Três instituições de ensino portuguesas entre as 50 melhores do mundo nas suas áreas científicas.
O IST está também em destaque na electrotecnia – área que no ranking chinês aparece identificada como detecção remota. É o 10.º colocado a nível internacional. No lugar imediatamente a seguir surge a Universidade de Coimbra, que no ano passado não aparecia nesta lista.
A Electrotecnia é uma das duas áreas em que as instituições de ensino superior nacionais conseguem colocar dois representantes entre os 50 melhores do mundo no ranking de Xangai. A outra especialidade é a tecnologia alimentar, na qual a Universidade do Porto é a 12.ª melhor a nível internacional (piorou um posto face ao ano passado) e o Instituto Politécnico de Bragança aparece em 33.º lugar – era o 50.º há um ano.
Portugal tem ainda um outro curso entre os 50 melhores na sua área: o de Engenharia Química da Universidade do Porto, que é 41.º a nível mundial.
O ranking de Xangai, o mais antigo e prestigiado do mundo, lista até 500 instituições em cada uma das 52 disciplinas avaliadas. Nesta tabela mais alargada há um total de 187 cursos de instituições nacionais, o que significa mais 49 do que no ano passado.
Ao todo estão representadas 15 instituições de ensino portuguesas, das quais 12 são universidades públicas. De resto, entre as universidades, apenas a da Madeira não consegue entrar em pelo menos uma destas listas dos 500 melhores do mundo em cada área. O Instituto Politécnico de Bragança é a única instituição politécnica. No sector privado, a Universidade Católica e o ISPA, sediado em Lisboa, cumprem os critérios do ranking chinês.
No ranking de Xangai por disciplinas surgem mais de 1400 universidades de 80 países. A edição de 2018 mantém a metodologia de anos anteriores, baseando-se em indicadores de produtividade científica e qualidade da investigação. No final da semana, a publicação britânica Times Higher Education (THE) editou pela primeira vez um ranking exclusivamente centrado na avaliação da qualidade do ensino nas universidades europeias. Na lista, que é liderada pela Universidade de Oxford, do Reino Unido, há três instituições portuguesas entre as 50 melhores do continente: a Universidade de Lisboa, que é 28.ª colocada, a Universidade do Porto (43.ª) e a Universidade do Minho, que fecha o top 50.

Publicado por: “Público”