Trás-os-Montes recebe primeiro olival super intensivo

O projecto foi promovido em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança


Exibido em ‘Portugal em Directo – RTP‘ de 13-04-2009.

São Pedro de Vale de Conde, na freguesia de Marmelos (Mirandela), foi o local escolhido para acolher o primeiro olival superintensivo em Trás-os-Montes e Alto Douro, plantado no final do mês passado.
No total, são cinco hectares de olival, intensivo e superintensivo, plantado com recurso a cultivares tradicionais e regionais. O objectivo é avaliar a sua utilização nas diferentes práticas de cultivo e contribuir para uma melhoria genética que permita a sua aplicação neste tipo de plantação, mas sem colocar em causa as características do azeite regional.
O projecto será supervisionado por uma equipa multidisciplinar, que terá a seu cargo a implementação de novas métodos de plantação, fertilização, rega, protecção fitossanitária e colheita, entre outros.
Recorde-se que esta iniciativa, que não beneficiou de qualquer tipo de apoio nacional ou comunitário, tem como objectivo a reunir informações que digam respeito à possível instalação ou reconversão de novas formas de produção olivícola na região.
O projecto foi promovido sob a orientação da Associação de Olivicultores de Trás-os-Montes e Alto Douro (AOTAD), em parceria com a Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança e do empresário agrícola José Neves. Esta plantação experimental vem de encontro às teorias defendidas pela AOTAD, que realça a necessidade de investir em projectos que conjuguem as técnicas e instrumentos tradicionais aos inovadores e modernos, como é proposto no Plano Estratégico da Fileira Olivícola da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Publicado no ‘Jornal Nordeste‘ de 07-04-2009.

Os ecossistemas nas Ciências Agrárias

X Semana das Ciências Agrárias sensibiliza alunos para a diversidade e importância dos ecossistemas

Ao longo de cinco dias, os alunos da Escola Superior Agrária (ESAB) do Instituto Politécnico de Bragança chamaram a atenção para a existência dos ecossistemas no planeta.
A iniciativa, subordinada ao tema “As Ciências Agrárias e os Ecossistemas, foi organizada pela Associação de Estudantes da ESAB (AEESAB), em parceria com os núcleos estudantis dos cursos, no âmbito da Semana das Ciências Agrárias, que terminou na passada sexta-feira.
“Escolhemos a temática, porque pretendemos sensibilizar para os ecossistemas de vida no nosso planeta e porque se adequa a todos os cursos leccionados na nossa escola”, explicou o presidente da AEESAB, Márcio Carocho.
Assim sendo, a Semana das Ciências Agrárias contou com a presença de um variado leque de especialistas e docentes que abordaram temas como “Gestão de Solos em Sistemas Agro-Florestais”, “Produção de Carne e Ambiente”, “Higiene e Segurança na Produção Animal”, “Fauna de Trás-os-Montes e Alto Douro” e “As Plantas Aromáticas e Medicinais nos Ecossistemas”, entre outros.
“Tivemos oradores da nossa escola e de todo o País, que falaram dos ecossistemas, que estão cada vez mais na moda porque toda a gente quer entender como funcionam, da relação da fauna e flora e da intervenção humana nos ecossistemas”, sublinhou o dirigente.

Publicado no ‘Jornal Nordeste‘.

Kwanza Sul: Escola Superior Agrária disponibiliza 180 vagas

AngolaPress
IPB em Angola

Sumbe, 18/04 – A Escola Superior Agrária do Kwanza Sul inicia segunda-feira, no Sumbe, as inscrições dos primeiros estudantes da instituição, com um total de 180 vagas nas disciplinas de gestão agrária, zootecnia e agronomia, para formação de quadros ao nível de bacharelado.
Em declarações hoje, sexta-feira, à Angop, o director da escola, Manuel Octávio Spinola, adiantou que a seguir as inscrições os candidatos serão submetidos a exames de admissão, para a posterior poderem ocupar as vagas disponíveis pela instituição, cujas aulas deverão começar em Maio.
Segundo Manuel Octávio Spinola, para os três cursos estão disponíveis 60 vagas cada. A escola, adiantou, possui sete salas de aula e um quadro docente constituído por 11 professores locais, mais nove de nacionalidade cubana e outros, sem precisar o número, no âmbito da cooperação com a Escola Agrária de Bragança (Portugal).
A instituição definiu como áreas prioritárias a docência e a componente de investigação sobretudo no domínio vegetal, para dotar os formandos com maiores conhecimentos práticos. Neste sentido, contam com três laboratórios devidamente apetrechados com equipamentos de Anatomia, Biologia e Química, bem como 800 hectares de terras aráveis.
A Escola Superior Agrária do Kwanza Sul é um projecto do Governo desta província que tendo em conta as potencialidades agrárias da região tomou a iniciativa de formar quadros para uma melhor gestão das terras existentes e torná-la num pólo de desenvolvimento e apoio a famílias camponesas. A província conta, a partir deste ano, com um instituto médio agrário no município da Cela, onde estão a ser ministrados cursos de recursos florestais, auxiliar pecuário, produção vegetal e gestão agrícola, com mais de 300 estudantes.
A construção da infra-estrutura, com capacidade para mil e 200 alunos, começou em Junho de 2007, terminou em Fevereiro deste ano e esteve a cargo da empresa chinesa CAMCOM Internacional. A criação da Escola Superior Agrária do Kwanza Sul consta do decreto número 33/07 de 24 de Maio de 2007, do Conselho de Ministros com o objectivo fundamental do ensino, investigação e apoio à comunidade. O seu quadro orgânico está constituído por 13 funcionários.

Publicado em ‘AngolaPress‘.

Agricultura subsidiada ao abandono

Teresa Batista
Director regional de Agricultura critica excesso de tractores existentes em Trás-os-Montes
“A região de Trás-os-Montes foi a que registou o maior número de jovens agricultores por ano, mas muitas das explorações ficaram ao abandono e o resultado final foi um apartamento na zona do Porto e um carro”.

Quem o diz é o próprio director regional de Agricultura de Trás-os-Montes, Carlos Guerra, que interveio no colóquio “Políticas para o Interior Norte – Horizonte 2015”, que decorreu na passada quinta-feira, em Bragança.
Outro exemplo da má aplicação dos fundos comunitários no sector agrícola é o número de tractores que foram financiados pelo programa Agris.

“Na região há 35 mil tractores, o que corresponde a uma máquina por duas explorações agrícolas. Nalgumas aldeias há mais tractores do que explorações, pois parte do Agris foi uma distribuição de tractores. Esta foi uma boa maneira de gastar o dinheiro?”, questionou o director regional de Agricultura, acrescentando que “há tractores a mais”.
Atendendo às circunstâncias, Carlos Guerra considera necessário repensar a agricultura, pelo que o apoio a projectos agrícolas no âmbito do Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN) vai obedecer a novas regras.

Autarcas transmontanos defendem apoios prioritários para os sectores do vinho e do azeite
A partir do próximo ano, só os planos para o desenvolvimento da agricultura que demonstrarem sustentabilidade vão receber a totalidade das ajudas.
Por isso, no plano agrícola, o QREN vai dar prioridade às micro-empresas, como por exemplo as cozinhas tradicionais, para aumentarem a competitividade no mercado.
Carlos Guerra salientou, ainda, que, a partir do próximo ano, os projectos para o desenvolvimento do Mundo Rural vão ter uma decisão a nível regional. Por isso, considera fundamental ouvir os agricultores para definir o que é importante para manter o Mundo Rural vivo.
Durante o debate, organizado pela CoraNE, em parceria com a Comissão de Coordenação da Região Norte, Instituto Politécnico de Bragança e Direcção Regional de Agricultura de Trás-os-Montes, também foi manifestada alguma apreensão relativamente às prioridades que são apresentadas no Plano de Desenvolvimento para a zona Norte. No que toca ao reforço da competitividade, o documento destaca as indústrias tradicionais ligadas ao sector têxtil e ao calçado.
Para contrariar os anteriores mecanismos de apoio, em que a maioria dos fundos ficaram no litoral, os autarcas transmontanos salientam que é fundamental apoiar os sectores que contribuem para o desenvolvimento da região, nomeadamente o vinho e o azeite.
Publicado no jornal ‘Jornal Nordeste‘ de 21 de Novembro.

CHNE e Escola Agrária valorizam Quinta da Trajinha em parceria

O CHNE – Centro Hospitalar do Nordeste e a ESAB – Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança celebraram um Protocolo de Cooperação, com vista à valorização da Quinta da Trajinha, onde o CHNE dispõe de uma Unidade de Internamento de Doentes Crónicos na área da Psiquiatria, inserida numa área de 25 ha de terreno, única na Região.

Assim, e no sentido quer de tirar partido da mais-valia terapêutica do espaço da Quinta da Trajinha, quer para melhor valorizar os recursos materiais (animais, produções vegetais, terrenos agrícolas…) aí existentes, o Centro Hospitalar do Nordeste e a Escola Superior Agrária de Bragança estão a promover e a levar a cabo trabalhos de campo, como intervenções nos terrenos agrícolas, sementeiras, podas, maneio de animais, entre outras, acções estas que são coordenadas e executadas por técnicos da ESAB, mas que contam também com a participação dos doentes, devidamente integrados pelas equipas de saúde que os acompanham.

De salientar que esta parceria entre o CHNE e a ESAB veio reforçar o Projecto UDEP, que o Centro Hospitalar do Nordeste está a desenvolver no âmbito da Iniciativa Comunitária de Cooperação Transfronteiriça INTERREG III-A, e cujo objectivo central é o tratamento e a reabilitação de doentes crónicos de Psiquiatria, nomeadamente através da prática de actividades laborais, em particular na área agrícola.

Publicado em ‘CHNE Comunicar 0‘.