Manuel Heitor tem encontro marcado com alunos africanos do IPB

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, tem Encontro com a pintora Graça Morais e alunos africanos do IPB no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança no dia Dia Internacional dos Museus que também coincide com o Dia internacional do Fascínio das Plantas.

No próximo dia 18 de maio o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, vai estar em Bragança para assinalar o Dia Internacional dos Museus, que este ano coincide com a exposição Cabo Verde, patente no Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (CACGM). O ministro terá um encontro com alunos africanos do IPB e a pintora Graça Morais seguido de uma visita guiada pela própria pintora à sua exposição.
Tratando-se ainda do Dia internacional do Fascínio das Plantas assinalado pelo IPB, com distribuição de plantas e animação de rua pelos seus estudantes e professores, em dois locais da cidade (Eixo Atlântico e Praça da Sé), o programa da visita do ministro Manuel Heitor inclui também a visita a esta iniciativa.

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Ensino superior público chega a Vila Nova de Famalicão

O ensino superior público vai chegar a Vila Nova de Famalicão no próximo ano letivo, com cinco cursos técnicos superiores profissionais (CTESP) em diversas áreas, ministrados pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), anunciou hoje fonte autárquica.

Em comunicado enviado à Lusa, a Câmara de Vila Nova de Famalicão adianta que os CTESP disponíveis serão nas áreas de Comunicação Digital, Administração e Negócios, Tecnologia Alimentar, Análise Químicas e Biológicas, Automação, Robótica e Eletrónica Industrial.
Para a autarquia, é um “marco histórico” a chegada do ensino superior público ao concelho.
“Mais importante do que isso é a resposta que vai ser criada para os nossos jovens e para as nossas empresas, dado o elevado nível de empregabilidade destes cursos, o alinhamento com as carências das empresas em matéria de quadros superiores e com as vias profissionais com forte presença em Vila Nova de Famalicão”, afirma o presidente da autarquia, Paulo Cunha, citado no comunicado.
A presença do IPB em Famalicão tornou-se possível mediante protocolo entre a autarquia e esta instituição, em articulação com o Instituto Politécnico do Cávado e Ave (IPCA), “dada a convergência de interesses em contribuir para o desenvolvimento científico, tecnológico e socioeconómico da região do Ave”.
Os cursos irão ser ministrados nas instalações da Cooperativa de Ensino Didáxis de Vale São Cosme, instituição com a qual a autarquia estabeleceu um protocolo.
Os CTESP são cursos superiores de curta duração que visa conferir qualificação do nível cinco de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações.
Um CTESP tem 120 créditos e a duração de quatro semestres, sendo o último em contexto de trabalho e é possível com um daqueles cursos prosseguir os estudos de licenciatura, através de concurso especial de acesso uma vez que, explica o texto, “parte da formação efetuada no CTESP será creditada na futura licenciatura”.
Podem concorrer aos CTESP os titulares de um curso secundário ou de habilitação legalmente equivalente, quem tenha sido aprovado nas provas especialmente adequadas para maiores de 23 anos, titulares de um diploma de especialização tecnológica ou de técnico superior profissional ou titulares de um grau de ensino superior que pretendam a sua requalificação profissional.
A frequência nos cursos tem uma propina anual de 420 euros, podendo ser pagas em 10 prestações de 42 euros. Os estudantes carenciados podem candidatar-se a bolsas de estudo de apoio social.

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Luta biológica é a única esperança dos agricultores para travar progressão da vespa da galha do castanheiro

A vespa da galha do castanheiro está a progredir na região. Em Vinhais foram sinalizados 180 focos e no concelho de Bragança surgem novos vestígios de dia para dia.
Os produtores de castanha de Vinhais depositam grande esperança na luta biológica para travar a progressão da vespa da galha do castanheiro pois neste concelho já estão identificados 181 focos da praga em árvores adultas, podendo progredir rapidamente por ser uma área com umas vasta extensão de soutos. Em Bragança a situação é muito menos gravosa, com dois focos identificados, um em Espinhosela, onde existem quatro a cinco árvores infectadas, segundo Albino Bento, docente e investigador do Instituto Politécnico de Bragança. Entretanto, um segundo foco foi localizado em Parâmio, no passado fim-de-semana, sendo sinalizado pela junta de freguesia, cujo autarca, Nuno Diz, revelou que há vestígios em 6 a 7 castanheiros centenários. Vinhais iniciou luta biológica As primeiras largadas de parasitóides, em Vinhais, foram realizadas na passada quarta-feira em Edral, por ser a zona mais afetada do distrito. “Foi libertado um parasitóide específico que irá à procura da vespa da galha do castanheiro. O fulcral é fazer a largada com oportunidade, ou seja muito cedo quando as galhas ainda estão muito tenras porque depois ficam muito nidificadas e o parasitóide não tem capacidade para depositar os ovos no interior das larvas da vespa para as matar”, explicou Albino Bento.
Carlos Fernandes, produtor de Prada, aldeia da freguesia de Edral, tem algumas dezenas de castanheiros infetados
com a vespa. Está preocupado. “Dizem que sim, que o parasita resulta. Vamos lá ver. A praga apareceu no ano passado e tem aumentado”, referiu ao Mensageiro. Os castanheiros estão atualmente em estado fenológico para fazer a largada,
pois é nesta altura, de nascimento da folhagem, que aparecem as galhas infetadas. As árvores destinadas a madeira têm a praga em situação mais avançada. “A luta biológica já foi testada noutros países, como o Japão, nos anos 50 ou 60 e em Itália, desde 2005. Com resultados. Não há alternativa, mas esta técnica é demorada e dificilmente se conseguem resultados eficazes em menos de 5 ou 7 anos. No primeiro ano, a seguir a uma largada, teremos taxas de parasitismo a rondar 1% e depois vai crescendo, para 3%, 7% ou 8% “, acrescentou o docente. O IPB está a acompanhar a evolução da praga no Norte do país desde 2014, quando apareceu no Minho. Em 2015 instalaram ensaios em Sernancelhe e em 2017 os ensaios foram realizados em Vinhais. Em 2018 já se alargaram a Seia, onde já foram feitas 12 largadas. A vespa da galha do castanheiro tem vestígios em praticamente todo o país. “Em Bragança e Macedo de Cavaleiros há menos focos em árvores adultas. Em concelhos com pouca representatividade ao nível da castanha também não há vestígios, agora a região do Minho está toda atacada, a zona de Chaves e Padrela também, como Sernancelhe, Lamego, Trancoso, Guarda e Seia”, descreveu Albino Bento. Nos próximos dias vão ser realizadas 36 largadas em várias localidades. A vespa tem impacto ao nível da produção de castanha, no Minho já são visíveis as consequências, em algumas variedades, como a
amarela, com perdas entre 40 a 50%. “No primeiro ano a perda de produção é insignificante mas ao segundo ano pode chegar aos 5%, depois aumenta”, acrescentou. O autarca de Vinhais, Luís Fernandes, considera que as consequências da vespa poderão ser muito problemáticas ao nível da produção porque no concelho existe uma grande mancha de soutos, sendo a castanha um dos mais importantes rendimentos dos agricultores. Na quarta-feira foi realizada uma largada de parasitóides em Parâmio, a primeira. Nuno Diz, presidente da junta, espera que dê resultado e sirva para travar a progressão da vespa, cujo impacto pode ser muito penalizador para a produção de castanha na região. “A maior fonte de rendimento agrícola na zona do Parâmio é a castanha. Não sabemos se poderão aparecer mais focos de vespa esta primavera pois as folhas das árvores ainda estão a rebentar”, referiu Nuno Diz.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Visita guiada à exposição “Cabo Verde, o espírito de um lugar” pela pintora Graça Morais aos alunos do IPB

Ontem teve lugar no Centro de Arte Contemporânea, em Bragança, uma visita guiada à exposição da pintora Graça Morais, para os alunos do Instituto Politécnico de Bragança.
A exposição “Cabo Verde, o espírito de um lugar” contou com a presença da pintora que manifestou um sentimento de alegria: “é uma sensação muito forte e de grande alegria e reconhecimento. Fico muito contente por estes jovens do IPB, sobretudo os cabo-verdianos, saberem que houve uma portuguesa artista que olhou para o país deles com uma grande dignidade e que deixou para a história um documento que, na altura, eu não tinha a percepção da importância desta obra que é importante para mim e para o país” referiu a pintora.
Uma das alunas que visitou a exposição é Melany de Brito Martins, de Cabo Verde. A estudante de Arte e Design, no IPB, confessou a saudade da sua terra: “fico muito feliz por ter uma pessoa a representar o meu país. Fico com a saudade do meu país e fico muito feliz por existir alguém que valoriza a minha terra” destacou a aluna.
Windy Fonseca Andrade do mesmo curso, da ilha de Santo Antão, de Cabo Verde, salientou o facto da arte do seu país ser evidenciada nesta mostra: “desde o primeiro momento que eu vi o cartaz da exposição e que era sobre Cabo Verde. Quem diria que eu iria estar em Bragança e que acolhia uma exposição do meu país? São muitos os alunos cabo-verdianos a estudar no IPB e é uma forma de demonstrar a cultura no nosso país”, evidenciou a aluna de Arte e Design.
A mostra reúne trabalhos e objectos pessoais da artista, 30 anos depois de ter passado pelo arquipélago. Cada quadro é um reviver dos tempos vividos e das suas experiências nas ilhas de Cabo Verde, na sua residência artística. Uma exposição patente até ao próximo dia 17 de Junho, e a 30 de Junho, o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais vai comemorar 10 anos.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Conservantes e corantes naturais podem desenvolver novo nicho empresarial

O crescente aumento da apetência do mercado para a integração de bioprodutos na indústria alimentar pode desenvolver nichos empresariais e fazer nascer na região uma nova fileira económica, que passa pela produção e comercialização dos produtos desenvolvidos no Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do Instituto Politécnico de Bragança. Os consumidores cada vez mais procuram produtos saudáveis não sintéticos e isentos de toxicidade, o que pode ser a pedra de toque para o aparecimento de uma indústria diferenciadora. Em causa estão métodos biotecnológicos inovadores na produção de bioprodutos, onde são usadas plantas, algas, fungos, bactérias e células animais que podem ser uma alternativa aos artificiais “que apresentam problemas para a saúde”, referiu Lilian Barros, investigadora do CIMO e oradora no 2º Workshop Biofábricas, Bioprodutos, Inovação, que teve lugar nos dias 10 e 11 na Escola Superior Agrária em Bragança. A investigção decorre do Projeto Valor Natural, que põe a biotecnologia está ao serviço da criação de produtos inovadores, como por exemplo: os aromas, conservantes, corantes ou ingredientes bioativos. Tanto podem ser os cogumelos para reduzir o colesterol, a flor do castanheiro para conservar queijo ou corantes a partir de fruta, como a cereja, mirtilo ou medronho, para colorir écharpes e outras peças de vestuário. São 14 as empresas da região, de sectores que vão da panificação, aos laticínios e os vinhos, que se associaram ao projeto do CIMO. “Podem constituir nichos de mercado complementar. É preciso estar atento porque podem estar aqui nichos de investimento.
São oportunidades de negócio, até na produção das plantas”, referiu Anabela Martins, pró-presidente do IPB.
Lilian Barros, investigadora do CIMO, explicou que se está a tentar criar alternativas “para o ingredientes artificiais e tentar que a indústria alimentar introduzam os novos produtos na sua produção”. O workshop contou com uma forte componente de apresentação de estudo de casos de bioprodutos e de empresas inovadoras, nas competências necessárias à elaboração de projetos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) com ferramentas biológicas e moleculares. “Já desenvolvemos vários ingredientes que extraímos de espécies como o medronho, a perpétua roxa, a cidreira ou o hibiscus (um poderoso corante), entre outros. Já estamos a estudar a melhor forma de introduzir os bioprodutos na produção das empresas. Estamos a tentar conseguir um protótipo. e a explorar alimentos de padaria e de pastelaria para integrar os bioprodutos”, descreveu Lilian Barros. As empresas demostram interesse neste projeto por se tratar de um negócio em potência. “A ideia é o IPB passar o conhecimento às empresas e depois estas explorarem o negócio”, acrescentou a investigadora. A investigação está também a despertar o interesse dos estudantes e vários alunos de mestrado fazem teses nesta área.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Centro de Investigação em Digitalização e Robótica do IPB procura parcerias com espanhóis

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão em Bragança acolheu ontem o primeiro encontro transfronteiriço de investigação e inovação. 11 grupos de centros de investigação espanhóis aceitaram o convite do CeDRI, o Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do IPB, que nasceu em Janeiro deste ano.
Paulo Leitão, coordenador do CeDRI, explica que o objectivo do encontro é promover a cooperação entre instituições.
“Nós sendo um grupo recente, mas que já traz muitas competências do passado, decidimos trazer todos os grupos com que já temos algum contacto e parcerias no passado para fazer um fórum de apresentação, troca de ideias e partilha de conhecimentos visando o possível estabelecimento de cooperação e sinergias para o futuro, que podem passar pelo estabelecimento de projectos, investigação focada em dado objectivo conjunto e também o desenvolvimento de propostas de candidaturas de projectos transfronteiriços e europeus”, referiu.
O CEDRI conta com 18 investigadores das áreas da matemática, informática e electrónica e tem já em curso vários projectos com financiamento europeu, para além de desenvolver soluções de software e hardware para empresas multinacionais como a Siemens, a Whirlpool, a Electrolux, e a nível local a Catraport, que está instalada em Bragança.
Juan Carlos Fraile, escola de engenheiros industriais da Universidade de Valladolid, foi um dos participantes que mostrou interesse em parcerias com o IPB.
Doze centros de investigação da região de Bragança e Espanha nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação, Inteligência Artificial, Sistemas Ciber-físicos industriais, Robótica, Cidades inteligentes e Modelação e Simulação juntaram-se ontem em Bragança para definir parcerias.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

IPB reforça cooperação internacional na XIV Semana Erasmus

Começou ontem a XIV Semana Erasmus no Instituto Politécnico de Bragança, a instituição de ensino superior que mais alunos estrangeiros recebe em todo o país, para promover a afirmação da comunidade internacional do IPB e mostrar a multiculturalidade da instituição.
Cerca de uma centena de docentes e funcionários de diversas instituições de 19 nacionalidades da Europa mas também de países como o Brasil e a Argélia participam até amanhã numa série de actividades, com o objectivo de reforçar a cooperação internacional.
“Quisemos receber melhor os professores e colaboradores de instituições parceira de forma a que pudéssemos fazer uma agenda e um programa que fosse vocacionado para todos os aspectos da cooperação internacional e para tirar partido dessa mobilidade de forma a que fosse mais efectiva”, destacou o vice-presidente do IPB com o pelouro da internacionalização, Luís Pais.
Os estudantes internacionais que estudam no IPB participam também nesta semana com uma mostra gastronómica e cultural na Escola Superior de Educação, na feira internacional dos estudantes. Alejandro Garcia está há 8 meses no IPB a fazer mestrado em gestão empresarial e mostrou a gastronomia com o “pico de gallo, feito de tomate, cebola e salsa e uma receita com milho som pimenta, sal e limão” e a cultura. “Temos uma apresentação da cultura mexicana, temos uma “Catrina”, que é uma representação do dias dos mortos, uma celebração muito importante”
Até sexta-feira decorre ainda nas cantinas do IPB a semana gastronómica internacional, sendo apresentados pratos de vários países no menu. Já amanhã decorre a Corrida “IPB for All”, às 6 da tarde.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informação em: “Mensageiro de Bragança”

“Terra Maronesa” quer viabilizar a vida nas aldeias da montanha

Projecto foi apresentado em Ribeira de Pena. O objectivo é usar esta espécie autóctone como motor económico e ambiental para fixar jovens, atrair turistas e prevenir incêndios.


O projecto “Terra Maronesa” foi apresentado esta quinta-feira em Ribeira de Pena, para ajudar a viabilizar a vida na montanha, usando esta espécie autóctone como motor económico e ambiental para fixar jovens, atrair turistas e prevenir incêndios.
Avelino Rego, de 34 anos, encaminhou as vacas maronesas para um lameiro da aldeia de Lamas, em Alvadia, concelho de Ribeira de Pena, mesmo no alto da serra do Alvão. Entre o verde dos pastos e o cinzento do granito, foi apresentado o projecto que quer ajudar a combater o despovoamento deste território. “Terra Maronesa” quer ser uma marca chapéu para a promoção desta espécie autóctone que é motor da economia e ajuda o ambiente, pastando os matos, os chamados combustíveis finos, e, assim, prevenindo os incêndios.
Avelino Rego fez da produção pecuária uma forma de vida. Nasceu em Alvadia, foi estudar engenharia informática para Braga, está a tirar mestrado em engenharia florestal na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), mas é na aldeia que quer viver e trabalhar. Aos jornalistas explicou que, através do projecto agora lançado, se quer incentivar novos produtores a fixarem-se na região, aliando as formas ancestrais de maneio dos animais e das terras com novas técnicas para dar resposta às novas solicitações do mercado. “Temos de viabilizar a vida na montanha”, afirmou António José Moutinho, produtor de 60 anos, residente no concelho de Vila Pouca de Aguiar e que “sempre esteve ligado às vacas”. Na sua opinião é preciso “promover este animal e ganhar dinheiro porque, de outra forma, ninguém sobrevive nestes territórios”.
Duarte Marques, da associação Aguiarfloresta, explicou que o projecto surgiu da identificação de um problema e de uma oportunidade. “O problema é a dificuldade em ter rentabilidade económica neste território, a oportunidade são as valências deste animal, que tem uma componente económica importante, uma carne excepcional e que, para além disso, faz um trabalho invisível, mas que é extremamente importante para o território, que é a paisagem”, salientou.
O objectivo é ainda usar a paisagem e a vaca que “gere o monte” como factor de atracção turística.
No âmbito do projecto, vai ser realizado a 1 e 2 de Junho, em Vila Pouca de Aguiar, o seminário “Pastagens, vacas, lobos e homens”, que alia uma parte científica e de investigação com visitas aos lameiros e aos lugares de pastoreio.
Segundo Paula Teixeira, da Associação de Criadores do Maronês, actualmente existem 4100 animais de raça maronesa em linha pura, com cerca de reprodutores, distribuídos por 990 criadores e 24 concelhos. A maior parte dos animais concentra-se em quatro concelhos: Ribeira de Pena, Vila Pouca de Aguiar, Vila Real e Mondim de Basto.
O projecto está a ser trabalhado em conjunto entre o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), Associação de Criadores do Maronês e ATCoop – Alto Tâmega Cooperativo.

Publicado por: “Público”

CHEIRA BEM, CHEIRA A DOURO

De uma colheita para a outra, a Quinta dos Lagares produziu um azeite que encantou em Nova Iorque
Os donos da Quinta dos Lagares (Isabel Sarmento e Pedro Lencart) deveriam ser pagos pelo Ministério da Agricultura para passearem pelo País a dar a provar o seu azeite do Douro Zabodez, que sacou uma medalha de ouro em Nova Iorque.
Não é tanto pela medalha, porque na mesma categoria foram acompanhados por outros 23 produtores nacionais (65 no total se tivermos em conta as medalhas de prata), mas sim pelo salto qualitativo que o azeite desta quinta deu de um ano para o outro.
Da colheita de 2016/2017 fizeram um azeite que tinha muito interesse para, em aulas da especialidade, mostrar aos alunos aqueles que, infelizmente, ainda continuam a ser os mais habituais defeitos dos azeites: tulha, avinhado e borras.
Na última campanha – e depois de Isabel Sarmento ter feito um curso no Instituto Politécnico de Bragança – tudo mu- dou. E tudo são dois detalhes: em primeiro, a produção de azeitonas sãs, colhidas no tempo certo e transportadas rapidamente para o lagar; em segundo, a escolha de um lagar competente. E assim se passou de um azeite defeituoso para outro cheio de virtudes.
Ora, tendo em conta o que ainda se passa por muitas regiões do País, seria serviço de interesse público se o Pedro e a Aqui temos notas de maçã e tomate verde, misturadas com os cheiros de casca de amêndoa verde, que muitas vezes nos fazem lembrar a amêndoa amarga. Verde ligeiro, tem os amargos e picantes no ponto certo. Nem um tom acima, nem um tom abaixo. Harmonioso.
ZABODEZ DOURO
PRODUTOR QUINTA DOS LAGARES
VARIEDADES MADURAL, COBRANÇOSA, VERDEAL, CORDOVIL, BICAL E GALEGA
Isabel andassem por aí – nas feiras, nas lojas, nos restaurantes e até nas redações de jornalistas a mostrar os azeites de 2016/17 e de 2017/2018.
É que, por mais que os consumidores estejam ainda agarrados a azeites defeituosos, se cheiraram e provarem este Zabodez jamais aceitarão azeites com tulha, fermentado, mofo e afins. Não é possível.
E isto porque, nesta garrafa, temos uma panóplia de cheiros e sabores que só se encontram no Douro, razão pela qual começa a ser um insulto à inteligência e ao bom do gosto dos portugueses o atavismo burocrático que impede a possibilidade de se criar uma denominação de origem protegida Douro. O azeite é do Douro? É, pois. Mas isso não pode vir na garrafa. Estão a ver o Ricardo Araújo Pereira a imitar o Marcelo sobre o referendo ao aborto? É exatamente a mesma coisa.
A raridade é tal que mil oliveiras deram mil garrafas

Publicado por: “Pressreader”

Instituto Politécnico de Bragança realiza a 14ª Semana Erasmus

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) realiza a 14ª Semana Erasmus que decorrerá entre 15 e 18 de maio, envolvendo a participação de 90 professores e colaboradores de Instituições de Ensino Superior (IES) de 19 países como Alemanha, Argélia, Bélgica, Brasil, Croácia, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia e Turquia.

A agenda incluirá a realização de seminários e a realização de diversos workshops que juntarão estudantes, professores, investigadores e colaboradores do IPB e das IES parceiras para troca de experiências nos mais variados domínios de intervenção.
A sessão oficial de abertura realiza-se no dia 15 de maio, pelas 10h00, no Auditório da Escola Superior de Educação do IPB.
Após a sessão de abertura, pelas 11:00, na Escola Superior de Educação, realizar-se-á a Feira Internacional dos Estudantes do IPB, uma mostra cultural e gastronómica promovida pelos estudantes internacionais do IPB.
No dia 17 de maio, pelas 18h00 e com ponto de partida na Escola Superior de Educação, realizar-se-á a Corrida IPB for All (IPB para todos). O percurso terá início no Campus do IPB e passará pelo centro da cidade de Bragança, contando com a participação dos estudantes, docentes e colaboradores nacionais e internacionais no IPB, e está aberta à participação da sociedade civil. A Corrida IPB for All pretende promover a integração dos estudantes e restantes residentes de nacionalidade estrangeira na comunidade académica do IPB e na região. Para além da cerimónia de entrega de prémios aos melhores classificados de cada Continente, o IPB oferecerá um churrasco-convívio a todos os participantes.
Complementando a iniciativa de integração, realizar-se-á de 14 a 18 de maio a Semana Gastronómica Internacional (Food from All), com a disponibilização de menus preparados sob a orientação dos estudantes estrangeiros do IPB. Dez refeições representativas de dez países diferentes serão disponibilizadas ao almoço e jantar na cantina geral dos alunos e na cantina alternativa do IPB.
A 14ª Semana Erasmus consolida o projeto de internacionalização do Instituto Politécnico de Bragança. O IPB é hoje uma instituição internacional e multicultural, onde 26% dos seus estudantes (2000 dos seus 7500 alunos) possuem nacionalidade não portuguesa. O IPB possui um programa de internacionalização de reconhecido sucesso, envolvendo a mobilidade anual de 900 estudantes e 300 professores e colaboradores, fruto da cooperação com instituições de ensino superior de todo o mundo.

Publicado por: “Notícias do Nordeste”