Conferência anual da EARMA reúne mais de 200 de decisores e gestores de topo da área das ciências de todo o mundo

A cidade de Bragança acolhe até ao próximo dia 24 de junho a XXII Conferência Anual da EARMA – European Association of Reserarch Managers and Administrators – iniciativa que conta com a presença de mais de 300 participantes.

Segundo o membro da direcção da ERMA e também director adjunto do Instituto Gulbenkian de Ciência José Mário Leite, disse que o evento, trará nos próximos três dias à região trasmontana mais de 300 gestores e decisores de topo da área da ciência de todo o mundo, responsáveis pela gestão dos fundos atribuídos às áreas científicas e desenvolvimento pelos Programas Quadro.
“ A capacidade hoteleira de Bragança está esgotada, estas pessoas têm poder de compra e escolhem o que de melhor tem a região transmontana”, acrescentou José Mário Leite.
Esta associação de administradores e gestores de ciência conta com mais de 300 membros individuais e 80 membros institucionais, ligados a uma rede científica em toda a Europa.
O Congresso vai decorrer nos” campus” académico do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e será uma mais valia para todo o distrito de Bragança, tanto a nível científico como turístico e detém já o recorde de inscritos no seio destas conferências.
“Estamos numa altura em que a saída da crise passa pelo investimento na ciência, a conferência de Bragança acontece na altura ideal”, acrescentou José Mário leite.
Além dos participantes europeus haverá membros vindo dos Estados Unidos, China, Qatar, Brasil, África do Sul, Arábia Saudita e Coreia do Sul.
Nesta conferência anual, vão estar em discussão a gestão dos dinheiros públicos em ciência e antever oitavo quadro comunitário de apoio que os gestores e administradores desta área acreditam vai trazer um aumento do investimento em ciência na ordem dos cem mil milhões de euros
A cidade de Bragança ganhou a organização da conferência a cidades europeias com Dublin e Viena de Áustria contando a iniciativa com o apoio da Câmara de Bragança e IPB.
Publicado em ‘RBA‘.

IPB desenvolve novo sistema para esterilizar castanha

Ajudar a aumentar a exportação de castanha e com custos mais reduzidos. Esse é o objectivo de um projecto pioneiro em que participa o Instituto Politécnico de Bragança, a Universidade do Minho e o Instituto Tecnológico e Nuclear, de Lisboa.Desde que a União Europeia proibiu a comercialização do químico usado para esterilizar a castanha que os produtores são obrigados a recorrer à água quente.O IPB propõe a utilização de raios Gama.
Segundo Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária, este sistema tem muitas vantagens.“Não tenho dúvida que é muito mais económico. Além de a água quente ser um processo muito moroso, no final, demora entre 20 minutos a meia hora a 36º, 37º, e, no final do dia, não permite que se esterilize muita castanha. E no final disso é preciso passar por outro equipamento para secar a castanha, o que torna os custos energéticos muito maiores. E este processo vai permitir esterilizar muito mais quantidades”, explica. Este foi um dos projectos que ontem esteve em destaque, na abertura de um encontro europeu de produção de castanha.Segundo este investigador do Centro de Montanha do IPB, o projecto já está avançado.“Temos mais ou menos afinada a dose de esterilização que podemos utilizar. Sabemos que essa dose pode matar o bichado e o gorgulho. Nos fungos ainda temos de encontrar uma dose que os mate mas que não destrua a castanha.” No entanto, serão precisos mais um a dois anos de afinação do sistema até poder ser usado em segurança.Do lado dos produtores é que as vantagens são bastante apreciadas. Sobretudo, numa altura em que se pedem mais exportações ao país.
Mais barato e, sobretudo, a permitir esterilizar muito mais castanhas em muito menos tempo. Um processo que se torna apetecível para os empresários do sector.“Pensamos que o método é eficiente, bastante eficiente até, o que teremos de conseguir é a redução de custos. É um processo caro mas de massificação, o que é importante”, sublinha Vasco Veiga, administrador da Sortegel, uma das maiores empresas de transformação e venda de castanha do Nordeste Transmontano. Este ano comercializou oito mil toneladas de castanha mas apenas 30 por cento podem ser vendidas em fresco.“Essa era outra vantagem da radiação, é que só esterilizamos a castanha que é para consumo em fresco (ao natural, que vendemos para a grande distribuição). A que vai para a indústria, para ser transformada, não esterilizamos, porque se não, nunca mais lá chegávamos. Mas com este sistema penso que será possível fazê-lo”, diz. Vasco Veiga confessa que sente muitas dificuldades com o actual sistema de esterilização. Utilizando a radiação, poderá duplicar a quantidade de castanha exportada.“O processo com esterilização por água é muito reduzido. É-me impossível aumentar as quantidades que estou a fazer hoje. E a redução de custos também será muito grande. Mas terá de haver conjugação de produtores e apoios do Estado. Mas dá perfeitamente para duplicar a castanha vendida”, explica.
Actualmente, o IPB tem já uma parceria com uma empresa alemã, que utiliza um sistema de radiação portátil, montado numa carrinha, e com uma outra empresa turca, para testar diferentes níveis de radiação.Para além deste projecto, no primeiro dia do encontro de produção de castanha assinou-se também um protocolo de criação da RefCast, a rede portuguesa da castanha.
De acordo com Sobrinho Teixeira, presidente do IPB, vai permitir organizar a fileira e aumentar a área de produção.“Portugal é um dos maiores produtores mundiais de castanha, a nossa região é uma das principais produtoras e fico contente que esta associação fique ligada a Bragança. O que está perspectivado é, para além da investigação, haver uma ajuda financeira extracomunitária para a criação de uma área de plantação muito maior. Precisamos de mais área e de uma investigação associada, que ajuda a conter parte das pragas a que o castanheiro é sujeito.”
Há já 80 milhões de euros disponíveis para este projecto.

Publicado em ‘Público‘.

IPB assina protocolo para promover e organizar sector da castanha

A Rede Portuguesa da Castanha – composta por 25 empresas e instituições ligadas à investigação – assinou ontem, no IPB, um protocolo de cooperação para organizar o sector no nosso país, com o foco nas áreas da produção, exportação e transformação.

A assinatura do protocolo está integrada no II Encontro Europeu da Castanha. José Laranjo, investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, explica os objectivos:

“É um protocolo de cooperação entre agentes portugueses ligados à castanha, desde a investigação à produção, aos prestadores de serviços. É uma rede que pretende criar sinergias entre todos e relações de confiança. Acreditamos que, no final, a soma global deles todos juntos é superior à deles separados”.

O enquadramento da castanha na Política Agrícola Comum também é motivo de debate do encontro que termina amanhã, em Bragança.

“A castanha é um fruto que nem é fruto seco nem é dos outros, está ali no meio. Nem aparece num lado nem no outro e nós estamos muito preocupados com o futuro da castanha em termos na nova reforma da PAC, porque nós entendemos, atendendo às características da castanha, ao tipo de solos e regiões, que devia estar na classe dos frutos de casca rija. Temos aqui [no encontro] os colegas franceses e espanhóis que também estão muito empenhados em que assim seja”.

O encontro que termina esta tarde é organizado pelo IPB a par com a UTAD, a Sortegel e a Arborea e conta com um total de 250 participantes.
Publicado em ‘RBA‘.

O futuro da castanha na Europa

O futuro da castanha na Europa e o seu enquadramento na nova PAC vão estar em discussão durante o II Encontro Europeu da Castanha – produção e marketing, que vai ter lugar em Bragança, nos dias 16 e 17 de Junho.
O encontro contará com a participação de delegações de Portugal, Espanha, França, Itália e Grécia dividindo-se em três sessões: produção, transformação e organização.
De acordo com J. Gomes Laranjo, docente e investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), a abertura do encontro será ainda marcada pela assinatura pública do protocolo de cooperação da Rede Portuguesa da Castanha – RefCast, rede constituída actualmente por 25 parceiros, tendo como objectivo fomentar a organização da fileira em Portugal. Numa altura em que tanto se fala da necessidade de investimento na agricultura, a RefCast tem preparado, desde 2009, um plano de investimento a nível nacional para a fileira do castanheiro, no valor de cerca de 80 milhões de euros, visando o reforço da cultura em Portugal, quer ao nível da produção para o mercado nacional e internacional onde somos já dos maiores exportadores, quer ao nível da transformação. Este plano, aguarda o apoio efectivo dos decisores políticos nacionais.
O encontro é uma organização conjunta da Arborea, Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sortegel e Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD). Este encontro decorrerá em Bragança, no Auditório Alcino Miguel da ESTIG do IPB (http://rotadacastanha.utad.pt/eurocast/index.html
Refira-se que a produção de castanha em Portugal representa cerca de 5% do total da produção frutícola nacional, estimando-se que possa gerar uma riqueza de 50 milhões de euros. Mais de 85% da produção está concentrada em Trás-os-Montes. No entanto, dado o rendimento que a cultura consegue assegurar, há cada vez mais investidores da região e de fora da região, a quererem investir nesta fileira. A atractividade deste sector advém da valorização que a castanha portuguesa tem quer no mercado nacional quer no mercado internacional, onde o saldo das exportações é largamente positivo, seja para o consumo em fresco, seja para a indústria transformadora europeia.
Publicado em ‘Jornal Nordeste‘.

IPB alarga programas de mobilidade para Macau

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai alargar os programas de mobilidade de alunos e professores com a formalização de mais uma parceria com o Politécnico de Macau.
A informação foi avançada pelo presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, na passada terça-feira, durante a abertura do 21º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa (AULP), que decorreu em Bragança.
O responsável lembrou que a capital de distrito já recebe 900 alunos estrangeiros, ao abrigo de acordos de mobilidade estabelecidos entre instituições de ensino superior lusófonas.
“O IPB foi pioneiro num programa, que sem financiamento, consegue ter neste momento uma centena de alunos com grande incidência nas universidades federais brasileiras”, realça o presidente do IPB.
A partir do próximo ano, o Politécnico abre as portas a alunos de Macau e proporciona aos alunos portugueses entrarem em contacto com uma realidade diferente. Esta parceria vai possibilitar a mobilidade de cerca de cem alunos numa filosofia de partilha de custos entre os dois países.
O financiamento dos programas de mobilidade foi uma das questões que esteve em cima da mesa durante este encontro, que reuniu professores e investigadores lusófonos de quatro continentes.

5 milhões de euros para permitir a mobilidade de um maior número de alunos no espaço lusófono

Na óptica de Sobrinho Teixeira, se houver uma partilha de custos entre as instituições de ensino superior é possível incluir os alunos com menos recursos financeiros nestes programas de partilha de conhecimentos. “Penso que se nós tivermos imaginação, o financiamento é só parte do problema. No programa que Bragança iniciou há um sistema de custos partilhados, em que a instituição de acolhimento e a instituição de envio acordam entre si garantir a acomodação e o alojamento dos alunos e o aluno terá que custear a viagem, que pode ser financiada”, explica o responsável.
Para a alargar a mobilidade a um maior número de alunos, a AULP está a delinear um programa, com uma verba estimada de 5 milhões de euros, para facilitar o intercâmbio de alunos no espaço lusófono.
O ainda Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, esteve presente na cerimónia de abertura deste encontro e durante a sua intervenção disse mesmo que há instituições de ensino superior que não estão preparadas para dar resposta às solicitações de mobilidade de milhões de jovens. À saída o governante recusou prestar declarações aos jornalistas.
O encontro da AULP encerrou na passada quarta-feira sem a presença do ex-presidente da república de Moçambique, Joaquim Chissano, que não conseguiu estar em Bragança devido a compromissos profissionais.
Publicado em ‘Jornal Nordeste‘.