IPB alarga mobilidade estudantil ao espaço lusófono

O Instituto Politécnico de Bragança vai alargar os programas de mobilidade de alunos e professores com a formalização de mais uma parceria com o Politécnico de Macau. O presidente do IPB realçou, ontem, durante a abertura do 21º Encontro da Associação das Universidades de Língua Portuguesa, que a instituição vai alargar o projecto que já existe com universidades brasileiras. “Tenho certezas de que no futuro vamos conseguir criar um Erasmus Lusófono que é um programa de mobilidade de alunos que hoje em dia existe entre o IPB e as instituições de ensino superior federais brasileiras” refere, acrescentando que “vai ser alargado e já iniciado no próximo ano, neste caso com o Politécnico de Macau”. O financiamento dos programas de mobilidade é uma das questões que está em cima da mesa neste encontro, que reúne professores e investigadores lusófonos de quatro continentes. Sobrinho Teixeira defende uma partilha de custos entre as instituições de ensino superior, para incluir os alunos com menos recursos financeiros nestes programas.“Se nós tivermos imaginação o financiamento é só parte do problema e se houver uma grande vontade isso consegue-se colmatar” afirma, salientando que “no programa de Bragança iniciou há um sistema de custos partilhados entre a instituição de envio e a instituição de acolhimento no sentido de garantir a acomodação e o alojamento dos alunos sendo que o aluno terá de custear a viagem mas que também poderá ser financiada”. Actualmente, a Associação das Universidades de Língua Portuguesa está a delinear um programa com cinco milhões de euros. Clélio Diniz, o presidente da AULP, está convencido que vai ser possível abranger ainda mais alunos.“É um programa que está a ser discutido pela direcção da Associação das Universidades de Língua Portuguesa que já tem o apoio explícito das instituições brasileiras para aumentar a mobilidades em diferentes formas” refere. A sessão de abertura deste encontro contou ainda com a presença do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, que durante a sua intervenção disse mesmo que há instituições de ensino superior que não estão preparadas para dar resposta às solicitações de mobilidade de milhões de jovens.No entanto, à saída recusou prestar declarações gravadas aos jornalistas.

O encontro da AULP encerra esta quarta-feira, em Bragança.
Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Universidades de língua portuguesa vão criar “erasmus lusófono” para estudantes e professores

As instituições de ensino superior dos países lusófonos estão a estudar a criação de um programa de mobilidade que deverá ficar definido no XXI encontro da Associação de Universidades de Língua Portuguesa (AULP) que começou hoje, em Bragança.

Mais de 400 académicos dos oito países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da região de Macau estão reunidos, durante quatro dias, no Nordeste Transmontano, para discutirem novas formas de cooperação.

A ideia da criação de um programa que seja uma espécie de “erasmus lusófono” já vem de encontros anteriores e o presidente da AULP, Clélio Diniz Campolina, espera reunir agora condições para avançar.

Alguns dos países da CPLP já têm individualmente programas de mobilidade, mas a ideia da AULP é “ampliar e incentivar o intercâmbio que já existe” com uma acção concertada.

Segundo aquele responsável, o programa envolverá recursos financeiros na ordem dos cinco milhões de euros para apoiar a mobilidade de 1500 estudantes e professores, em cinco anos.

No Brasil estão reunidos os apoios necessários, porém o presidente da AULP admitiu que esta “é uma negociação complexa porque são oito países mais a região administrativa de Macau. É um esforço de convergência”.

Alguns países têm mais dificuldade financeira, segundo disse, nomeadamente Timor-Leste e alguns países africanos que, defendeu, “deveriam receber um apoio maior”.

Clélio Diniz Campolina entende que o programa “não deve ficar na dependência de assinaturas concretas e deve ser iniciado por aqueles países que já têm condições de implementá-lo”.

A língua portuguesa é o património comum que junta estas instituições num encontro anual que tem como anfitrião o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), onde estudam mais de 900 jovens estrangeiros entre os oito mil alunos, segundo o presidente.

Sobrinho Teixeira realçou que esta vertente “cosmopolita” faz de Bragança “um exemplo de como uma pequena cidade se pode transformar numa alma abrangente de poder acomodar dentro de si uma grande diversidade”.

A sessão de abertura contou hoje com a presença do ministro português da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, para quem a AULP “é uma janela de observação sobre uma parte extremamente importante no mundo”.

“Se há mudança visível é a força que a educação ganhou”, declarou.

O director-geral da CPLP, Hélder Vaz, recordou que entre os 17 objectivos prioritários desta organização encontra-se a cooperação universitária a diversos níveis e o reforço das políticas de formação de quadros.

No encontro estão também representantes da Comissão Europeia e uma delegação do Bairro Português de Malaca, que passou a integrar o intercâmbio lusófono com docentes dos politécnicos portugueses a ensinarem português aos descendentes lusos da Malásia.
Publicado em ‘Público‘.

Ex-Presidente de Moçambique, Joaquim Chissano abre XXI Encontro da AULP

6 a 9 de Junho em Bragança

A cerimónia de abertura conta com a presença do Ex-Presidente de Moçambique Joaquim Chissano, Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, Secretário de Estado do Ensino Superior, Manuel Heitor, Presidente e Vice-Presidente da AULP, Clélio Diniz Campolina e João Guerreiro, Director-Geral do Ensino superior, António Morão Dias, Director-Geral da CPLP, Hélder Vaz, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança e Presidente e Vice-Presidente do CRUP, António Manuel Bensabat Rendas e José Carlos Marques dos Santos.

Este Tema será distribuído por várias sessões dedicadas às oportunidades de cooperação na área da investigação científica, aos modelos de financiamento das iniciativas em consórcio, ao fomento da mobilidade, ao reconhecimento de graus conjuntos e, ainda, à possibilidade de estruturar uma bolsa de estágios em ambientes profissionais no espaço da lusofonia.

Paralelamente ao Encontro, estão previstas actividades de índole cultural nomeadamente o lançamento de duas edições que assinalarão o Encontro.
Publicado em ‘Diário de Trás-os-Montes‘.