Identificados 12 edifícios no distrito de Bragança para alojamento de estudantes

O Governo publicou uma lista de edifícios do Estado, que poderão ser utilizados para alojamento estudantil. No distrito de Bragança, são 12 os edifícios identificados. Para além da antiga residência de estudantes na Estacada, em Bragança fazem ainda parte da lista, 4 vivendas, 6 apartamentos e uma construção não acabada. Com a utilização destes edifícios serão disponibilizadas mais de 100 vagas em alojamento para estudantes, e espera-se que assim seja possível equilibrar o mercado imobiliário. Também em Mirandela foram identificados 2 edifícios e em Macedo de Cavaleiros vai ser disponibilizada a antiga residência de estudantes, situada na Praça dos Segadores. Actualmente o IPB disponibiliza cerca de 300 lugares em residências e estudantes, mas estas vagas não dão resposta a todos aos alunos carenciados, apenas serve 11% dos alunos deslocados. Mais de 70% dos cerca de 8000 alunos do Politécnico de Bragança são de fora da região e necessitam de alojamento.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Ex-Aluno do IPB Jorge Alves foi eleito «Enólogo do Ano»

Recentemente também foi galardoado com o prémio «Produtor do Ano de Vinhos» pela «Revista de Vinhos»

Jorge Alves foi eleito «Enólogo do Ano» de 2018 pela Revista «Vinho Grandes Escolhas». O enólogo é natural de Mirandela e é licenciado em Agronomia, pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança.
Para Jorge Alves é uma distinção que o deixa orgulhoso, resultado de uma carreira de 25 anos, com marcas de vinho com uma grande notoriedade no mercado.
“Esta distinção significa muita coisa porque é um prémio muito cobiçado pelos enólogos portugueses, ainda por cima o sector está com um crescimento enorme tanto em Portugal como no estrangeiro. Na parte técnica os enólogos estão sempre a fazer o melhor que podem para alcançar esta distinção. Para mim significa muito, são 25 anos de trabalho e o facto de termos feito durante este tempo alguns bons vinhos e com consistência e estar em projectos de notoriedade, permitiram chegar a este prémio”,
O agora «Enólogo do Ano» sempre trabalhou com vinhos do Douro, apesar de também ter trabalhado com vinhos Dão, Alentejo e Verdes. “Mas muito focado na região demarcada do Douro, em vinhos DOP e vinhos do Porto. Depois, trabalho também para empresas que têm projectos fora do Douro, que por obrigação acabei por acumular esses trabalhos de enologia”, acrescentou Jorge Alves. Recentemente também foi galardoado com outro prémio «Produtor do Ano de Vinhos» pela «Revista de Vinhos», com o projecto «Quanta Terra».
Jorge Alves, de 45 anos, começou o seu percurso profissional
na Adega Cooperativa de Alijó, Espumantes Vértices, Quinta do Portal e Quinta Nova da Nossa Senhora do Carmo. Também o IPB, em nota de imprensa, se congratula com o prémio atribuído a Jorge Alves, o que “muito orgulha a academia transmontana”.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

IPB conquista prémio de interculturalidade

O Instituto Politécnico de Bragança foi distinguido com o “Prémio Interculturalidade 2018” na categoria Ensino e Formação, um galardão instituído este ano pelo Espaço T, Associação para Apoio à Integração Social, para, em parceria com a comunidade do Bangladesh em Portugal, reconhecer pessoas e entidades nacionais que têm contribuído para a promoção e defesa dos valores dos Direitos Humanos e Diversidade Cultural.
Entre os 8 distinguidos, no dia 21, esteve o IPB, que tem quase 2 mil estudantes estrangeiros de 70 nacionalidades.
Este prémio foi uma forma de “reconhecimento deste exemplo que Bragança e a região de Trás-os-Montes têm dado ao país e ao mundo, de universalidade, interculturalidade e cosmopolitismo”,
pelo grande esforço e pelo excelente trabalho que tem sido feito no acolhimento e na integração de jovens de diversas nacionalidades”, considerou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues.
CIMO é exemplo segundo OCDE
E esta não foi a única boa notícia que o IPB recebeu nos últimos dias. A OCDE apresentou, a 22 de Fevereiro, em Lisboa, as recomendações resultantes da avaliação externa durante 2016-2017 aos sistemas nacionais de ciência e tecnologia, entre as quais se encontra a possibilidade de os Institutos Politécnicos atribuírem o grau de doutor. Essa recomendação foi baseada na investigação e doutorandos do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do IPB.
“A OCDE fundamentou essa recomendação exactamente no exemplo do CIMO, como sendo o que mostra, de forma mais evidente, a capacidade que os politécnicos têm hoje em dia de fazer ciência de topo a nível mundial. A OCDE reconheceu que o CIMO tem mais de 100 alunos de doutoramento, que fazem todo o trabalho de investigação aqui no centro, mas o grau tem de ser dado em parceria com uma universidade”, esclareceu Orlando Rodrigues.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Ter emprego é condição essencial para fixar pessoas na região

Um estudo feito, recentemente, pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) sugere que mais de 40% dos seus estudantes gostariam de ficar a viver na região de Trás-os-Montes e Alto Douro se conseguissem emprego no final da sua formação.
Ter trabalho é o principal fator apontado pela docente Joana Fernandes para fixar pessoas na região. O problema é que esta zona do país está “pouco desenvolvida em termos de indústria e de serviços”.
E no que se refere aos serviços públicos “estão a ser cada vez mais limitados”, o que acaba por “limitar” a capacidade de evitar que as pessoas se vão embora. Joana Fernandes constatou que “muitos dos mais de 40% que gostariam de ficar na região são de outras zonas do país”. Mas para isso acontecer “têm de ter emprego”. Verificou também que mesmo sem essa garantia “cerca de 25% continuam interessados em permanecer”. Pelo menos, tentar. “Ou porque são da região, ou porque criaram família, ou porque gostaram tanto de estar cá que querem continuar”.

Descriminação positiva não chega

Ricardo Bento, docente investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro (UTAD), também defende que a única forma de a região reduzir a perda populacional é “arranjar maneira de manter os que cá estão”. E essa maneira é “criar condições económicas que permitam gerar emprego”, nomeadamente para “os jovens se fixarem, terem estabilidade, ganharem raízes, formarem família e terem filhos”. De outro modo não será fácil alterar o paradigma, já que, por um lado “nascem menos pessoas do que aquelas que morrem”. Por outro, “aumentar a natalidade é um fator que demora muitos anos a inverter”. Já o fator da migração pode ter “efeitos mais imediatos”. A verdade é que tal não aconteceu na medida desejada, apesar de tantos investimentos públicos de milhões feitos durante as últimas décadas no Douro e em Trás-os-Montes. O investigador da UTAD salienta que “não foram, muitas vezes, feitos numa lógica de criação de emprego”. Ou seja, foram criadas infraestruturas para “melhorar a qualidade de vida das pessoas”, o que também é “muito importante”, mas, insiste, “se não gerarem emprego dificilmente vão evitar que haja perda de habitantes”. Nos últimos tempos tem-se falado bastante das medidas de discriminação positiva anunciadas pelo Governo, mas Ricardo Bento está convencido que só vão resultar se “contribuírem para que as empresas invistam no território” e se lhes possibilitarem “maior competitividade face às do litoral”. “Medidas que não vão nesse sentido dificilmente vão resultar. Benefícios fiscais de redução das portagens podem resultar, mas não chega”, nota.

Apoio aos idosos
No IPB, onde estudam cerca de 8.500 pessoas, a problemática do despovoamento do interior também tem dado origem a alguns projetos, entre os quais um que visa desenvolver uma plataforma que, de acordo com Joana Fernandes, pretende “facilitar o acesso dos idosos a diversos serviços, como na área da saúde”. O trabalho de campo já realizado traduziu-se em “resultados desanimadores”, já que a região das Terras de Trás-os-Montes “está muito próxima dos 30% de população idosa”, meta que para o todo nacional “só deverá ser atingida em 2030”. Como se não bastasse, esta concentra-se em “zonas despovoadas, algumas isoladas, onde contam com cada vez menos ajuda”.

Menos 160 mil pessoas
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agora está dividida por três comunidades intermunicipais (Douro, Terras de Trás-os -Montes e Alto Tâmega), tinha, em 1981, 547 mil pessoas.
No final de 2017 tinha 388 mil. É uma diferença de quase 160 mil pessoas em 36 anos, segundo dados da Pordata relativos a 31 de dezembro de 2017. Os concelhos com menos gente são os de Mesão Frio e Vimioso com pouco mais de 4.000 pessoas; Freixo de Espada à Cinta, com 3.400; e Penedono com cerca de 2.600. Os concelhos com mais gente na região são os de Vila Real, com perto de 50 mil habitantes; Chaves, com39.500; e Bragança, com
com cerca de 33.700 residentes.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

IPB cria mascote para sensibilizar a população para a doença de Alzheimer

A pedido da Associação Alzheimer Portugal – Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer e em parceria com o GAM, Gabinete de Alzheimer de Mirandela, um conjunto de alunos da licenciatura Design de Jogos Digitais da ESACT concretizou um projeto de criação de uma mascote para sensibilizar a população para uma das doenças mais incapacitantes que afetam milhares de pessoas em todo o mundo. O processo foi longo e resultou numa forma inesperada que combinou um elefante (associado a uma longa memória) e u peixe (associado a uma memória curta). O Peixe-Elefante mereceu uma menção honrosa da Associação Alzheimer Portugal e já beneficiou de um fundo atribuído pela Ordem dos Enfermeiros para que durante o ano de 2019, grande parte das escolas do distrito de Bragança recebam a visita desta mascote e que os mais novos percebam o que é esta doença. Na segunda-feira, em Mirandela, decorreu a assinatura do protocolo entre o IPB e a Associação Alzheimer Portugal que previa a cedência de direitos de utilização da imagem do Peixe-Elefante. O Centro Cultural encheu-se de crianças do 1.º ciclo e pré-escolar e alunos da Universidade Sénior de Mirandela, responsáveis pela composição do hino da iniciativa. No final o IPB, a Câmara Municipal de Mirandela e outras entidades, receberam o diploma de Instituições Amigas da Pessoa com Demência.

Publicado por: Mensageiro de Bragança

Trabalham no Centro de Investigação de Montanha 151 investigadores

O que a montanha oferece é a base de trabalho de 151 investigadores que, a partir de Bragança, estão a desenvolver soluções naturais alternativas aos corantes e conservantes químicos usados na indústria.
Quem passa junto ao edifício do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) dificilmente imagina os corredores de laboratórios onde a ciência conta com apenas alguns milhares de euros de apoio estatal, mas capta cerca de quatro milhões de euros por ano com candidaturas a projetos competitivos nacionais e internacionais.
No mercado há já vinho, pastelaria e pão com a inovação do CIMO, que está também a desenvolver um novo revestimento natural promissor, substituto do plástico na conservação de alimentos como o fiambre.
O mote destes investigadores é: da natureza até aos produtos de uma forma sustentável, como disse à Lusa Isabel Ferreira, investigadora e diretora do CIMO, criado em 2002, e que tem um polo no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
“Acreditamos que estes territórios, que enfrentam algumas ameaças, nomeadamente a baixa densidade populacional (…), são uma terra de oportunidades, devido à sua excelente biodiversidade, e inspiradores para desenvolverem novas tecnologias verdes”, observou.
Os investigadores trabalham em vários projetos nacionais e internacionais nas áreas da agricultura na procura de fertilizantes, soluções para a rega, combate a pragas como as doenças do castanheiro ou a valorização do azeite e da apicultura, bem como outros de valorização dos resíduos orgânicos municipais para produção de bioenergia e de desenvolvimento de bioprodutos para setores industriais.
O principal enfoque da investigação é, contudo, o setor alimentar de ingredientes de base natural para corantes, conservantes e bioativos.
Uma das novidades, ainda em fase de desenvolvimento, é o “SpraySafe”, que já foi testado em fiambre e que é pulverizado nos alimentos, criando um revestimento natural que conserva sem a necessidade de recorrer às atuais películas de plástico. A formulação do produto é de origem vegetal e é comestível e dissolve-se na água.
Isabel Ferreira garante que tanto pode ser utilizado no retalho como em casa e que há já “imensas propostas de parcerias” quer com empresas interessadas em utilizar quer com as que comercializam plásticos e películas e que “estão sempre muito interessadas em ingredientes biodegradáveis alternativos”, sendo porém cedo para avançar prazos de chegada ao mercado.
Já à venda com o nome do politécnico de Bragança no rótulo está vinho que, em vez dos sulfitos, usados na fermentação e conservação, é produzido com um substituo à base de flor de castanheiro, uma das culturas emblemáticas de Trás-os-Montes e que os cientistas dizem ter “enorme potencial antioxidante e antimicrobacteriano”.
A solução resultou do desafio do produtor da Quinta da Palmirinha, no Norte de Portugal, que foi o primeiro a usar a fórmula, tendo sido seguido por outros produtores nacionais e espanhóis.
Este conservante natural está entre as 15 patentes registadas pelo CIMO, em Portugal, na União Europeia e EUA.
As plantas, frutos e cogumelos são a matéria-prima destes investigadores também para corantes naturais que estão a ser testados e há empresas de panificação e pastelaria a confecionar os seus produtos com as cores e sabores à base das fórmulas dos investigadores do CIMO.
As descobertas têm sido agraciadas com prémios globais e individuais em concursos de inovação, destacam-se na área da ciência e tecnologia alimentar, surgem nos ‘rankings mundiais’ nas posições cimeiras e quatro dos investigadores estão entre os mais citados do mundo.
O próximo passo será decidir o que fazer com a inovação: “se interessa mais vender ou criar empresas” para comercialização.
O trabalho que ali é feito tem cativado jovens investigadores doutorados da região e de fora como Rubia Correia, uma engenheira alimentar brasileira que realça “a infraestrutura impecável, equipamento de ponta e o conhecimento da equipa”.
Carla Pereira é de Bragança e fez todo o percurso no politécnico, desde 2002, altura em que iniciou a licenciatura em engenharia química. Pensou em sair da região, mas o CIMO “foi fundamental para ficar e investir na carreira”.
Já Márcio Carocho trocou em 2004 Águeda por Bragança para estudar engenharia biotecnológica e ficou porque quer, gosta e é “desafiado todos os dias a encontrar soluções num ambiente soberbo”.
“O bom que se faz aqui, faz mudar essas mentalidades que pensam que o interior está esquecido e que não se faz cá nada de interessante”, defendeu.

Publicado por: Diário de Trás-os-Montes

APPITAD prepara plano de mitigação das alterações climáticas

A Associação dos Produtores em Proteção Integrada de Trás-Os-Montes e Alto Douro pretende ter pronto, em 2021, um plano estratégico de mitigação das alterações climáticas no olival.
Nesse sentido, foi criado, o ano passado, um grupo operacional
constituído pela APPITAD, a UTAD, o IPB e outros parceiros, que está a trabalhar no sentido de elaborar uma manual de boas práticas em olivais de sequeiro, predominante nesta região transmontana. Na passada terça-feira, foram avançados alguns dos resultados do primeiro ano de investigações, durante um seminário que decorreu, em
Mirandela. Hoje em dia parece não haver qualquer dúvida que os tempos estão a mudar e as alterações climáticas estão visíveis até na olivicultura. “Estamos no fim de janeiro e as primeiras geadas só começaram no início do mês. Tivemos um mês de novembro bastante quente e logo aí notamos que o frio vem muito mais tarde e que há pouca água. Os agricultores cada vez mais antecipam a colheita, temos maturações mais precoces e isto tem claramente a ver com as alterações climáticas”, diz Francisco Pavão, o presidente da APPITAD. Perante esta realidade, a APPITAD decidiu reunir um conjunto de parceiros com o intuito de criar um grupo operacional para “conseguir encontrar formas de ultrapassar os problemas causados pelas alterações climáticas, para que seja salvaguardada a produção e a qualidade do azeite”, acrescenta o dirigente. O problema da falta de chuva é o que causa maior dor de cabeça. Há pouca no Verão, o que significa que temos de ser cada vez mais eficientes naquilo que fazemos no olival de sequeiro, já que se não conseguimos ganhar, pelo menos não podemos perder produtividade e competitividade”, refere Manuel Ângelo Rodrigues, do Centro de Investigação de Montanha do IPB. Depois de um ano de trabalho, o grupo operacional está focado na gestão do solo.
“Quer utilizando novos produtos chamados condicionadores, quer usando as técnicas corretas de fertilização tradicionais. Também recomendamos podas ajustadas à realidade atual, ou seja, estamos a olhar para o olival de sequeiro e conseguir um pacote de recomendações que estejam já cientificamente comprovados de que resultam para que os agricultores as possam aplicar e possam tirar as mais-valias”, adianta o investigador do IPB. E este é um trabalho que merece rasgados elogios da diretora regional de agricultura e pescas do Norte. “Estou certa que esta iniciativa, que envolve vários parceiros, vai trazer para a produção melhores resultados, porque vão beber conhecimento que precisam para a sua actividade”, afirma Carla Alves. Este pacote de recomendações para as boas práticas em olival de sequeiro, por forma a mitigar o impacto das alterações climáticas, deve estar pronto em 2021. Este seminário foi integrado no âmbito da programação do Festival de Sabores do Azeite Novo que tem uma série de ações a realizar ao longo de todo o ano.

Publicado por: Mensageiro de Bragança

3000 migrantes de 30 nacionalidades fazem de Bragança a sua casa

Autarquia brigantina oferece, anualmente, um almoço-convívio aos que, longe do país de origem, escolheram a cidade para viver.
Entre residentes oriundos de outros países e alunos de Erasmus, que optaram por estudar no politécnico brigantino, na capital de distrito há quase três mil migrantes a fazer vida. A tranquilidade da cidade, o ambiente, as condições de trabalho e a forma como os brigantinos recebem as pessoas são os grandes motivos apontados por estas pessoas que fazem da cidade a “casa” de 30 nacionalidades diferentes. Delma Fernandes, filha de portugueses, veio da Bahia, no Brasil, há 17 anos e diz que aqui “há melhores condições”. Quanto ao que mais gosta, não tem dúvidas: é “paz” e a “tranquilidade”. Delma diz que nunca teve nenhuma dificuldade, note-se que “nem mesmo com o frio” quis ir daqui embora, e sempre trabalhou na área da restauração mas hoje em dia toma conta de uma senhora de idade. De uma cidade perto de Turim, na Itália, veio Gabriele Abellonio. Inicialmente o jovem veio para o IPB mas por aqui ficou. “Estou aqui há três anos e meio, acabei o curso e decidi ficar por causa da liberdade”, contou Gabriele, que trabalha na incubadora de empresas do politécnico. Das terras de Vera Cruz veio também Antónia Abreu, do Maranhão. Em Bragança há 15 anos, veio à procura de “novas
oportunidades” e diz que vai continuar cá “para sempre” pois, apesar de sentir falta da família, confirma que foi bem acolhida e gosta de estar aqui. Antónia começou por trabalhar como ajudante de cozinha e agora é família de acolhimento da Segurança Social. Na cidade há dois anos e meio, da capital do Nepal, Catmandu, veio Saurabh Poudel, de 20 anos. Primeiro veio sozinho, também de Erasmus e depois acaboupor convencer os pais a vir para Bragança, onde abriram um restaurante. “Vi que aqui havia um bom ambiente para abrir um restaurante de comida indiana e nepalesa e trouxe os meus pais”, contou.
Todos os anos, e contam-se já 15, através da iniciativa “Bragança e a Comunidade Internacional” alguns destes
migrantes juntam-se para um almoço-convívio que a autarquia lhes oferece para os conhecer “noutros contextos” e também para se conhecerem entre si e poderem “partilhar dificuldades e anseios”, explicou a vereadora da autarquia, Fernanda Silva.
Estes migrantes, sentem dificuldades que passam pela língua, mas para isso já há o ‘Português Para Todos’, a funcionar na escola Emídio Garcia. Estão, sobretudo, a trabalhar em algumas fábricas da cidade mas a vereadora afirma que se está a tentar que integrem outras áreas, “nomeadamente em serviços públicos”, porque “a cidade só tinha a ganhar”.
A maioria dos alunos de outros países, no politécnico, vêm de Cabo Verde mas em relação à comunidade que aqui se fixa, a mais representativa é a brasileira. O almoço reuniu 150 pessoas, no sábado.

Publicado por: Jornal Nordeste

Politécnicos vão formar jovens para trabalhar na SONAE

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
(CCISP) assinou na passada terça-feira, em Bragança, um protocolo com a SONAE para a definição de cursos de curta duração, nomeadamente de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e eventualmente licenciaturas, de modo a responder às necessidades que o grupo apresenta, dado os seus planos de expansão para os próximos anos, nas várias áreas em que trabalha, desde a saúde, à gestão, à agricultura, entre outras. “Há que desenhar uma oferta formativa para atrair os mais jovens e requalificar outros menos jovens. Quer jovens com menos de 18 anos, quer população activa”, referiu o presidente
do CCIPS, Pedro Dominguinhos, realçando que o protocolo
“é um voto de confiança muito forte que o maior grupo
privado português faz no sistema politécnico público”.
Presente na cerimónia esteve o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que considera o protocolo um “novo desafio” para Portugal, nomeadamente para o ensino Politécnico que está a comemorar 40 anos da sua criação. “É uma nova realidade, por um lado por estarmos aqui em Bragança e no Brigantia Ecopark, mas também pela reunião com sete empresas da área do digital, o que mostra a dinâmica que aqui se está a criar. As empresas percebem cada vez mais a importância do ensino politécnico para atrair jovens”, afirmou o ministro.
Os politécnicos estão presentes em 60 localidades do país.
“Nenhuma instituição de ensino tem uma capilaridade tão boa como os politécnicos”, afirmou Pedro Dominguinhos.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que assinou protocolos
com vários empresários, referiu que as várias empresas do setor da informática instaladas no Brigantia estão a crescer rapidamente e são muito competitivas.
“Já criaram 80 postos de trabalho. O protocolo permite formar pessoas de acordo com as suas necessidades e colocar os nossos alunos em ambiente real de trabalho. Podemos ainda desenvolver projetos de inovação com essas empresas para trabalhar com elas e desenvolver ações próximas, segundo as suas necessidades. Contactado as empresas, montando em conjunto projetos de inovação e fazendo a mobilização das equipas”, realçou. Para além disso, os politécnicos vão promover uma série de iniciativas nas áreas de investigação aplicada,
como por exemplo a Tecnologia Alimentar, para identificar as necessidades concretas das necessidades daquele grupo económico. Há ainda a vertente de criação de doutoramentos para responder ao interface das empresas. O ministro destacou a ainda a importância do Laboratório Colaborativo More, lançado
naquele dia, onde já existem vários jovens a trabalhar com empresas agregadas e a ajudar a colocar produtos no mercado. “Vão desde o spray para conservar produtos alimentares, ao vinho conservado sem sulfitos, produtos cosméticos ou ervas aromáticas”, descreveu Manuel Heitor. Este projeto vai contar com 4,3 milhões de euros de financiamento ao abrigo de uma candidatura e, segundo o presidente do IPB, vai em breve contratar emprego científico para trabalhar num interface entre os novos centros de investigação e as empresas.
Politécnicos vão requalificar desempregados. Este ano os politécnicos vão iniciar a requalificação desempregados para as áreas digitais ao abrigo de um protocolo com o IEFP com objetivo
de criar redes regionais de especialização digital. Os primeiros
cursos começam em setembro e vão abranger cerca de 1500 pessoas que receberão formação em 12 politécnicos espalhados pelo país, quer em laboratório/sala de aula quer nas empresas, num total de seis meses. Os estágios já estão garantidos. Em Bragança, o Instituto Politécnico assinou protocolos com seis empresas, que participaram no desenho dos programas formativos “para irem ao encontro das suas necessidades, que permitem que muitos desempregados em áreas com pouca empregabilidade possam ser requalificados para serem empregados”, referiu Pedro Dominguinhos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB apontado como exemplo por perito internacional

O Instituto Politécnico de Bragança é um exemplo a seguir para os seus congéneres europeus. A ideia foi deixada terça-feira, em Bragança, pelo investigador holandês Jon File, durante um Simpósio dedicado às estratégias de internacionalização das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) na Europa, incluído na Semana de Internacionalização e Competitividade.
“Tenho informação de oito instituições. Nesse grupo, Bragança está claramente muito bem posicionado em diferentes dimensões. Tem programas em inglês, pessoa internacionalizado, mobilidade estudantil, investigação em parceria com pessoas de outros países”, sublinhou Jon File, que destacou ainda o facto de “a situação na região não ser a mais fácil de lidar”.
“Oferecer cursos de curta duração em locais mais perto do litoral é uma boa ideia, atrair pessoas do Brasil é bom mas, sobretudo, o importante é estabelecer parcerias”, apontou.
Este investigador holandês frisou que “é preciso perceber os
pontos fortes” da instituição.
“O centro de investigação de montanha é de classe mundial.
Podem construir coisas semelhantes em campos em que são bons”, aconselha. Sobre a importância da internacionalização,
entende que “é uma forma de contactar com outras especializações e melhorar as próprias capacidades. É uma forma de sobreviver no futuro. A demografia portuguesa, em geral, é complicada e o movimento de pessoas para Lisboa ou o Porto não vai parar”, sentencia. Por outro lado, no estrangeiro “quem conhece o IPB respeita-o”. “Mas há muita gente que não o conhece”, sublinha. No entanto, “os politécnicos portugueses são cada vez mais compreendidos nos outros países, pois são um setor importante de Portugal”, concluiu.
Antes de Jon File já o ministro da Ciência e Ensino Superior,
Manuel Heitor, tinha apontado caminhos à internacionalização.
“Não há dúvida nenhuma pois estamos na Europa e queremos cada vez mais uma Europa com mais Portugal e Portugal com mais Europa. O papel do ensino superior é crítico. Nos últimos 20 anos, após Bolonha, multiplicámos por quatro a mobilidade,
criámos as formações curtas, multiplicámos por cinco as formações pós-graduadas”, resumiu. Por outro lado, o governante acredita que “internacionalizar é, também, empregar mais. E essa é, também, a responsabilidade do ensino superior. As nossas empresas trabalham em mercados globais e estudar no ensino superior é, também, aprender culturas, práticas, nomeadamente
no contexto que vai muito para além das regiões e de Portugal”, explicou. O ministro defendeu que “a internacionalização do ensino politécnico é particularmente crítica”.
“Por um lado, para desenvolver a formação de adultos, sobretudo através das formações curtas. Em segundo lugar, com as formações especializadas. Em terceiro, com as práticas de ensino-aprendizagem. Hoje, na Europa, a formação de redes entre instituições requer, cada vez mais, consórcios nacionais para terem massa crítica associada às redes europeias. Este seminário
é particularmente oportuno, 20 anos depois de Bolonha de 40 anos depois do ensino politécnico em Portugal. Hoje, criar emprego e criar riqueza requer indiscutivelmente quadros qualificados. As empresas que operam em mercados globais procuram e precisam de quadros qualificados.
O papel do ensino superior, em articulação cada vez mais estreita com as empresas, é a única solução para uma sociedade mais moderna, competitiva, com mais coesão, e requer do lado das
instituições, sobretudo do ensino politécnico, a adaptação da oferta formativa, sobretudo através de formações curtas”,
apontou. Manuel Heitor está convencido que “a experiência que os politécnicos trouxeram para Portugal através das formações curtas iniciais, os TESPs, é hoje fundamental estender-se aos adultos e à pós-graduação”. “E esse é um processo que só pode ser feito com os empregadores e que envolve, também, uma responsabilização coletiva das instituições e dos empregadores.
Temos hoje exemplos muito bons, nomeadamente em Bragança”, frisou o ministro da Ciência. Ensino superior estará mais próximo das empresas. O governante acredita que “o ensino tradicional nunca terminará, tem é de ser complementado com novas práticas e cada vez mais adotar processos de ensino-aprendizagem ativa”.
“Hoje os estudantes têm acesso a muita informação e o papel será criar mentes criativas, estabelecer o diálogo, que só pode ser feito se ensino, investigação e inovação estiverem em estreita colaboração. Este triângulo educar, investigar e inovar, é essencial”, frisou. Manuel Heitor sublinha que as mudanças no ensino politécnico “já estão em curso”.
“Trazer mais as empresas para os politécnicos e desenvolver mais as formações curtas”, frisou o ministro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”