Natal fraterno para alunos estrangeiros

Um momento de partilha da Fé sem fronteiras. Pelo sexto ano consecutivo, o bispo de Bragança-Miranda reuniu à mesma mesa estudantes estrangeiros do Instituto Politécnico de Bragança na noite de consoada. Nos últimos anos, a iniciativa vem sendo coordenada pela capelania do IPB e a participação tem aumentado cada vez mais. “Começou com 20 estudantes, passou para 70, 90, cem. Este ano são 140, de 14 países. A maioria são brasileiros. Da Europa só temos a Ucrânia representada. Temos de Árica, Ásia e 20 timorenses, da Oceania. Por isso, estão os cinco continentes”, resumiu o Pe. Calado Rodrigues, capelão da instituição, que destaca a importância deste convívio. “A ideia é mostrarmos que Bragança sabe acolher muito bem. Todos eles valorizam esta iniciativa como algo que ameniza a falta da família. Também temos muçulmanos, budistas, de outros credos religiosos, que aproveitam para conhecer esta tradição muito nossa. Entretanto, foram-se juntando pessoas que passavam esta noite sozinhas e algumas crianças do lar de S. Francisco e algumas comunidades religiosas mais pequenas”, explicou. Da parte do próprio politécnico também há a noção da importância que este convívio tem ganho, até por ser uma data especial para a vivência da Fé. “É uma excelente iniciativa. Somos uma comunidade integradora, tolerante, que sabe receber e conhece os valores da amizade e da tolerância. Temos estudantes do mundo inteiro. Temos uma comunidade que ultrapassa as mil pessoas e estas iniciativas de partilha e convívio são fundamentais”, frisou o vice-presidente, Orlando Rodrigues. O encontro decorreu no Mercado Municipal, espaço com capacidade para albergar todos os participantes. A moldura humana acabou por impressionar o próprio prelado transmontano. “Recordava um presidente da Câmara de Florença, cujo processo de canonização está em curso, Giorgio La Pira, que dizia que os jovens são como as andorinhas, são eles que nos orientam o tempo e a estação. Vão sempre à busca da primavera em flor e os jovens também nos remetem para isso. Em ritmo intergeracional, abrindo para todos os que passariam esta noite sós, nesta relação intergeracional temos todos a aprender muito uns com os outros, mas sobretudo com os jovens, pois são eles que nos indicam o tempo e a estação para caminharmos para a vida, para a paz, para o verdadeiro e autêntico sentido de existência”, sublinhou D. José Cordeiro. O bispo transmontano considera que estes jovens estudantes estrangeiros são “um grande testemunho” de Fé e “uma grande interpelação”. “Já está a acontecer. A Fé está onde há um coração aberto que o acolhe. Há muitos testemunhos. Até a própria presença dos estudantes internacionais na eucaristia de domingo, às 18h00, na catedral, e de uma maneira especial hoje, na missa da noite, é uma interpelação muito forte, que nos desafia a todos para a arte da hospitalidade e para nos dizer a todos que a fé não tem fronteiras e que vivemos num mundo que é chamado a ser salvo. O nascimento vem-nos dar essa esperança concreta e real. Sentimo-nos ainda mais irmãos pois experimentamos todos a mesma realidade. E a Fé, vivida de forma diferente, transmite a mesma realidade”, concluiu D. José Cordeiro, ao Mensageiro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Estudantes estrangeiros têm um impacto anual de 12,3 milhões de euros

Um aluno internacional gasta, em média, 448 euros por mês em Bragança e Mirandela, segundo estudo do IPB.

O crescimento do número de estrangeiros no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a ter um impacto “bastante relevante” na economia de Trás-os-Montes. A conclusão é de um estudo de três docentes da instituição, segundo o qual os cerca de 1500 alunos internacionais que estudaram no ano lectivo passado na instituição gastaram mais de 12,3 milhões de euros nas cidades de Bragança e Mirandela.
A maior fatia deste impacto económico é assegurada pelos estudantes que fazem todo o curso em Portugal, como acontece com a generalidade dos alunos cabo-verdianos e a maioria dos brasileiros. Por conta destes alunos, circulam na economia das duas cidades onde há polos do IPB 5,5 milhões de euros por ano.
“A estratégia de internacionalização do IPB consegue atrair alunos que geram gastos na região e contribuem para o desenvolvimento económico das regiões”, conclui Joana Fernandes, professora daquele instituto politécnico, que assina o trabalho com Salete Esteves e Elsa Esteves. “Numa região tão desfavorecida como a de Bragança e Mirandela ainda têm um impacto bastante relevante”, sustenta.
De acordo com aquele trabalho, os alunos internacionais gastam, em média, 448 euros mensais na região. É um pouco menos do que o valor que tinha sido apurado em 2012 num estudo semelhante que abrangeu apenas os estudantes nacionais: 500 euros.
O valor varia em função do programa que os leva a Trás-os-Montes. Por exemplo, os alunos do programa europeu Erasmus gastam, em média, 692 euros por mês e os estudantes de Dupla Diplomação — convénio estabelecido entre o IPB e vários institutos brasileiros — gastam 317 euros por mês. Fruto do acordo estabelecido com os parceiros brasileiros, estes estudantes têm alojamento e alimentação paga pelo IPB.
O impacto económico dos estudantes internacionais foi medido no último lectivo, 2016/2017, com base numa população de 1449 alunos, que foram inquiridos por email. Este ano, o número de alunos internacionais subiu para quase 2000, pelo que o impacto económico será superior. O estudo coordenado por Joana Fernandes foi entregue, no Verão, à presidência do IPB, que o tinha encomendado, e será em breve objecto de publicação científica.

Publicado em: “Público”

Aqui os estrangeiros só lamentam uma coisa: “Isso mesmo, o frio”

Estrangeiros são 26% dos inscritos no Instituto Politécnico de Bragança e mais de metade desses são cabo-verdianos e brasileiros. Atrair estudantes internacionais foi a resposta da instituição à quebra da procura dos alunos portugueses.
“Se não fosse pelo frio, Bragança era uma 11.ª ilha de Cabo Verde.” Délvis Reis atira a frase com uma gargalhada, mas é mesmo a sério que fala. Sente-se “em casa”. “Podes ser feliz em qualquer lugar de Portugal, mas cá somos muitos”, explica. Actualmente, vivem na cidade mais de 700 cabo-verdianos, quase todos estudantes no Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A estratégia de atracção de alunos internacionais para a instituição está a mudar a face da cidade transmontana. Há quase 2000 estrangeiros a estudar aqui.
Délvis veio para Bragança estudar Arte e Design. Terminado o curso, decidiu ficar e acaba de entrar nos Bombeiros Voluntários de Bragança (BVB). Por causa de uma publicação sua no Facebook, outros três conterrâneos, todos estudantes do IPB, também se juntaram à corporação. Eugénio Lopes, Elderson Lopes e Andrea Borges vestem o mesmo uniforme: calças de sarja azuis, camisolão vermelho, botas pretas.
Este é já o terceiro grupo de cabo-verdianos nos BVB. Todos estudantes do IPB. Os primeiros chegaram em 2013 e “causaram alguma estranheza”, confessa o segundo comandante Carlos Martins. “Ninguém acreditava na continuidade.” Contudo, não foi assim: esses alunos ficaram na corporação durante os quatro anos em que estudaram em Bragança e só saíram quando encontraram trabalho em cidades do litoral.
“Sempre deram o que podiam, tal como quem é natural de Bragança”, elogia o segundo comandante dos bombeiros, para logo depois corrigir: “Corro o risco até de dizer que se calhar deram mais. Como não tinham cá as famílias, vinham para o quartel mais amiúde.”
Nos últimos oito anos, Bragança foi o distrito em que mais aumentaram os pedidos de residência de estrangeiros. Na capital de distrito, onde se concentra um quarto da população da região, aumentou exponencialmente o número de cabo-verdianos neste período. Do arquipélago africano chegaram 346 pessoas em 2016 — em 2008 eram apenas 38.
O número de cabo-verdianos cresceu tanto que, dentro da Associação de Estudantes Africanos em Bragança, foi necessário criar um núcleo para cada uma das ilhas do arquipélago, para melhor responder às necessidades de acolhimento dos alunos.
Não é apenas Cabo Verde a destacar-se como país de onde chegam cada vez mais pessoas ao concelho de Bragança. No mesmo período, o número de brasileiros a quem foi concedida autorização de residência aumentou 40%. Foram 248 em 2016.

Necessidade e oportunidade

Olha-se para os números de inscritos no IPB e percebe-se uma relação. Em 2016, houve 554 alunos cabo-verdianos e 270 brasileiros matriculados na instituição. Este ano, o número subiu: há 687 alunos de Cabo Verde e 521 do Brasil. O crescimento dos estudantes brasileiros deve-se ao facto de o Exame Nacional de Ensino Médio do país ter passado a ser reconhecido em Portugal, facilitando o processo de candidatura a uma licenciatura. Os estudantes daquelas duas nacionalidades representam mais de metade dos 1987 alunos estrangeiros da instituição.
A avenida Sá Carneiro, que liga o IPB ao centro de Bragança, é, por estes dias, uma das ruas mais cosmopolitas do país. É ali que vive a esmagadora maioria dos estudantes internacionais do politécnico, que, neste ano lectivo, vêm de 69 países diferentes.
Nada disto é uma coincidência. Há seis anos, o instituto politécnico desenhou uma estratégia para atrair mais estudantes internacionais e Cabo Verde e Brasil foram as suas primeiras apostas. “Foi um misto de necessidade e oportunidade”, comenta o presidente do IPB, João Sobrinho Teixeira.
Viviam-se tempos de crise de procura dos estudantes nacionais no ensino superior, que afectavam particularmente as instituições do interior. O IPB, que hoje tem 7600 estudantes — e foi a instituição que mais cresceu no último Concurso Nacional de Acesso —, chegou a ter menos de 5000 inscritos em alguns anos lectivos, entre 2009 e 2013.
O politécnico apostou na divulgação da sua oferta em sites especializados internacionais e criou acordos de cooperação com instituições brasileiras — neste momento são 63 as universidades parceiras — e com câmaras municipais cabo-verdianas e a própria Universidade de Cabo Verde.
Foi através desses canais que começou a chegar um número crescente de estudantes desses países, num processo acelerado com a aprovação do estatuto do estudante internacional, em 2014. Depois, o passar-palavra fez o resto. E a crescente comunidade de Cabo Verde e do Brasil na cidade atrai cada vez mais conterrâneos.
A Avenida Sá Carneiro, que liga o IPB ao centro de Bragança, é, por estes dias, uma das ruas mais cosmopolitas do país. É ali que vive a esmagadora maioria dos estudantes internacionais do politécnico, que, neste ano lectivo, vêm de 69 países diferentes — e de proveniências tão diversas como o Nepal, o Quirguistão, o Kosovo ou a Mauritânia.
Nos cafés e bares frequentados pelos alunos não é difícil tomar contacto com esta diversidade. Nas mesas ouve-se falar crioulo, português com diferentes sotaques, inglês. Em muitos desses estabelecimentos trabalham também estudantes estrangeiros, em part-times com que ajudam a pagar os custos da estadia em Portugal.
O impacto do número crescente dos estudantes internacionais na cidade sente-se também nas cadeias de supermercados que operam em Bragança, onde é comum encontrar prateleiras repletas de produtos importados, incluindo grogue, a bebida típica de Cabo Verde, ou milho para cachupa.
Os 1987 estudantes internacionais significam 26% do total de estudantes. É o maior rácio de todo o sistema de ensino superior nacional. E têm um peso muito determinante numa cidade com cerca de 25 mil habitantes.

Revitalizar a cidade

O IPB mediu, este ano, o impacto económico directo dos alunos estrangeiros, não só em Bragança como em Mirandela, cidade que tem um pólo do IPB. Todavia, outras mudanças que não são medidas nesse estudo começam a sentir-se na cidade, desde logo, no mercado de habitação e na reabilitação urbana.
Em 2009, Vítor Laranjeira percebeu as dificuldades com que os alunos estrangeiros que chegavam a Bragança — então sobretudo ao abrigo do programa de mobilidade europeu Erasmus — se deparavam: oferta escassa, relutância dos senhorios em fazer contratos de curta duração e a barreira linguística. Criou a empresa Riskivector, que é agora quem arrenda os apartamentos — cerca de 90 no total — directamente aos proprietários e imobiliárias, e subarrenda aos estudantes, depois de os mobiliar e equipar, entre outros serviços prestados.
“Muitas destas casas estavam fechadas se não fossemos nós”, sublinha Laranjeira. A empresa — que no ano passado facturou 300 mil euros e tem dez funcionários, metade dos quais estrangeiros — investiu também na reabilitação do antigo edifício da Segurança Social, no centro histórico da cidade, para o transformar em habitação para estudantes.
Também a Câmara de Bragança recuperou dois edifícios no centro histórico, bem perto do castelo, para residências universitárias destinadas exclusivamente a alunos estrangeiros. São dois dos poucos edifícios reabilitados naquela zona da cidade, bastante degradada e cada vez menos povoada. No próximo ano, nasce uma terceira residência universitária na mesma área.
Mas, afinal, o que atrai os estudantes estrangeiros a estudar na cidade transmontana? A resposta é dada por Higor Cerqueira, que preside à Associação de Estudantes Brasileiros em Bragança: o prestígio que o IPB está a ganhar em rankings internacionais — foi considerado o 50.º melhor do mundo na área de Ciência e Tecnologia Alimentar pelo ranking de Xangai e tem surgido bem colocado nas listas de Leiden, SCImago e U-Multirank; a qualidade de vida e segurança da cidade; o baixo custo da propina (1090 euros anuais para alunos estrangeiros), bem como o baixo custo de vida.
“Viver em Bragança é incrível. Quando vou no Brasil não vejo a hora de voltar”
Como vários outros alunos brasileiros com quem o PÚBLICO falou no IPB, Higor chegou a Bragança com a intenção de passar um semestre ao abrigo de um programa de mobilidade e acabou por gostar tanto da experiência que agora está a fazer um mestrado na instituição. “Viver em Bragança é incrível. Quando vou no Brasil não vejo a hora de voltar”, conta. Dificuldade, mesmo, só encontra uma. A mesma com que lida Délvis Reis e muitos outros brasileiros e cabo-verdianos habituados a climas tropicais. “Isso mesmo, o frio.”

Publicado por: “Público”

Estudantes estrangeiros escolhem IPB em busca de um futuro melhor

Mirandela atrai estudantes estrangeiros que procuram um futuro melhor e veem no Instituto Politécnico a possibilidade de melhorarem as suas vidas e os seus próprios países. Exemplo disso é o caso de Diego Santos, um dos 335 estudantes caboverdianos que frequentam o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Há três anos partiu de S. Vicente rumo à Terra Quente Transmontana para tirar uma licenciatura em Solicitadoria. “Foi uma decisão tomada em conjunto com os meus pais, mesmo sabendo que a solidão a saudade seriam os maiores obstáculos que teríamos que ultrapassar”, conta.
“O objetivo é tirar um curso para poder ter melhores oportunidades de encontrar um emprego melhor e, por outro lado, ajudar a desenvolver o meu país”, frisou Diego Santos. A escolha de Mirandela deu-se por ser “uma cidade calma e com um baixo custo de vida relativamente a outras, como Porto ou Lisboa”.
Os mesmos motivos são apontados por Hugo Spencer para ter escolhido Mirandela. Natural de S. Vicente, estuda Tecnologias de Comunicação há um ano, depois de já ter frequentado solicitadoria.
“Ao decidirmos estudar em Mirandela estamos cientes de que é uma cidade calma e com bom ambiente académico, razão pela qual podemos sair a passear sem correr o risco de ser assaltado ou agredido”, salientou Hugo Spencer.
No entanto, nem tudo são rosas. Os estudantes caboverdianos, que representam mais de um quinto dos cerca de 1500 alunos estrangeiros no IPB, têm sofrido alguns problemas de adaptação, sobretudo com o frio transmontano e a dificuldade em encontrar casa para arrendar. Uma dificuldade que se agudizou este ano com o aumento do número de alunos que entraram na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, de Mirandela (ESACT). “O aluguer de casas torna-se cada vez mais complicado para os que chegam pela primeira vez, visto que a cidade tem cada vez mais estudantes e o número de casa disponíveis é cada vez menor”, disse Diego Santos. Para estes estudantes, a convivência com as pessoas em Mirandela também foi um desafio.
“As pessoas daqui eram um pouco receosas, mas acho que isso acontecia porque ainda não tinha convivido com os mirandelenses. No entanto, com o passar do tempo, tudo mudou. Sinto-me como se estivesse em casa. A amizade é ótima e, por vezes, parece-me familiar”, sublinha Hugo Spencer.
Ultrapassadas as dificuldades iniciais de adaptação, agora só pensam “em terminar o curso e regressar a casa com a licenciatura”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB assina protocolos de colaboração com Timor e Argentina

São já 65 os países com quem o Instituto Politécnico de Bragança tem protocolos nas áreas da formação e da mobilidade de alunos, professores e docentes.
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) e o Instituto Politécnico de Betano, em Timor, assinaram, na sexta-feira, um protocolo de colaboração, que inclui a mobilidade de alunos, docentes e funcionários das duas instituições.
A ligação entre dois estabelecimentos de ensino já vem de longe, mas só agora foi oficializada e protocolada.
A colaboração refere-se a dois cursos nas áreas da produção animal, construção civil, agronomia e mecânica para o intercâmbio de alunos, docentes e funcionários, e a realização de mestrados.
“Este protocolo tem três termos aditivos que prevêem, desde logo, o intercâmbio de alunos. Nós podemos receber alunos, em regime de mobilidade idêntico ao programa de Erasmus, do Politécnico de Betano e os nossos também podem ir para Timor, com condições asseguradas em termos de alojamento e alimentação. A mesma coisa para os docentes e funcionários. Perspectiva-se ainda a vinda de professores de Betano, que vão obter, em Bragança, formação a nível dos nossos mestrados”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB.
O protocolo com Timor estende-se ao turismo através da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela governo de Timor vai avançar com uma escola de turismo, em Lospalos, e o Politécnico de Bragança vai ajudar na formação neste sector.
Num país em que o desenvolvimento económico depende muito da produção de petróleo, Abel Ximenes considera que o turismo é uma aposta fundamental.
“Este sector é muito importante, não só para colocar produtos de Timor em qualquer parte do mundo, mas também para recebermos visitas
de todo o mundo. Queremos trabalhar para não estarmos tão dependentes do petróleo”, disse o vice-ministro da educação de Timor.
Na escolha do IPB como parceiro na área da formação em turismo pesou, segundo Abel Ximenes, a “qualidade de trabalho do IPB, a liderança do instituto, os resultados na formação e a relação com parceiros internacionais”
Entretanto, o IPB acertou mais duas parcerias internacionais, uma com a Universidade do Pará, no Brasil, e outra com a Universidade Tecnológica Nacional da Argentina. Estes protocolos são fruto da cotação do politécnico nos rankings de instituições de ensino. “O IPB é uma bandeira a nível nacional e tudo o que aparece nos rankings está a dar fruto. Quatro vezes consecutivas como melhor politécnico e este ano estar entre as três melhores instituições a nível nacional acaba por ter repercussões”, afirmou o presidente do IPB.
Depois das assinaturas dos protocolos com Timor e Argentina sobe para 65 o número de países com quem o IPB tem parcerias.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

Instituto Politécnico de Bragança realiza 13ª edição da Semana Erasmus e 2º Encontro ICM

13ª edição da Semana Erasmus do Instituto Politécnico de Bragança e o 2º Encontro ICM (mobilidade internacional com instituições parceiras extracomunitárias) decorrerá simultaneamente entre 15 e 19 de maio no Instituto Politécnico de Bragança, envolvendo a participação de mais de 150 professores e colaboradores de Instituições de Ensino Superior (IES) de 27 países: Alemanha, Argélia, Arménia, Áustria, Bielorrússia, Brasil, Bulgária, Cazaquistão, Croácia, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Hungria, Itália, Letónia, Lituânia, Marrocos, Polónia, República Checa, Reino Unido, Roménia, Rússia, Suécia, Tunísia e Turquia.
Um verdadeiro envolvimento internacional cuja agenda incluirá a realização de seminários e a realização de diversos workshops que juntarão estudantes, professores, investigadores e colaboradores do IPB e das IES parceiras para troca de experiências nos mais variados domínios de intervenção.
Os dois encontros, realizados em simultâneo, consolidam a rede de cooperação internacional, juntando instituições de todo mundo, e a liderança do IPB em projetos de dupla diplomação e investigação conjunta.
Além dos seminários e workshops específicos, destacam-se ainda desta realização a “Feira Internacional de Estudantes”, a “Corrida IPB for All” e a “Semana Gastronómica (Food from All)”.

Publicado em: “Notícias do Nordeste”

Relação entre a cidade e os estudantes africanos do IPB é uma obra em construção

São largas centenas, trouxeram o crioulo e outras sonoridades africanas para as ruas de Bragança, estão organizados em movimentos associativos e têm uma equipa de futebol que disputa o campeonato da Divisão de Honra da AF. Bragança. Vêm para estudar no IPB e se uns regressam aos seus países de origem, outros optam por ficar e instalar-se em Bragança.
São cerca de 700 os estu­dantes africanos residentes em Bragança, provenientes em grande parte dos PALOP – Paí­ses Africanos de Língua Ofi­cial Portuguesa. Vivem 11 me­ses por ano em Bragança, mui­tos ficam ao longo de vários anos e contribuem para a cria­ção de riqueza na região. De­pois de concluírem o seu per­curso académico no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), uns regressam aos seus paí­ses de origem, outros optam por permanecer em Bragança.
Edvaldo Fernandes, cabo­-verdiano e presidente da As­sociação de Estudantes Afri­canos em Bragança (AEAB), está há quatro anos em Por­tugal a estudar Gestão Des­portiva e há dois na presidên­cia da Associação, cujo raio de acção são as cerca de sete centenas de estudantes afri­canos do IPB, na sua grande maioria, oriundos dos Paí­ses Africanos de Língua Ofi­cial Portuguesa (PALOP).
Este líder associativo, que é também o presidente da equipa de futebol dos Estu­dantes Africanos, diz que lhe agradou “o projecto da AEAB e a relação de proximidade com a cidade”. Com efeito, um dos motores da integração desta comunidade tem sido a equipa de futebol, composta, na sua maioria, por estudan­tes africanos e que tem dado cartas na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Bragança. “A integração é excelente, muito maior do que eu esperava. Também temos a equipa de futebol, que aco­lhe muitos caloiros africanos, mas também portugueses, o que facilita a integração”.
Quanto ao diálogo com os responsáveis locais, “não te­mos qualquer tipo de quei­xa, quer do IPB, quer da câ­mara municipal, quer de ou­tras instituições locais. Tem sido uma boa relação, em tu­do o que precisamos eles es­tão aí para nós e ao contrário também é verdade. Sentimo­-nos em casa”.
Edvaldo Fernandes quer continuar em Portugal e Bra­gança é uma das primeiras opções para prosseguir os es­tudos superiores e iniciar a sua vida profissional.
Óscar Monteiro, cabo-ver­diano de 33 anos, é um dos pioneiros entre os estudan­tes africanos em Portugal e os 14 anos que já leva de Bra­gança dão-lhe uma perspecti­va abrangente dos caminhos seguidos por esta comunida­de. Destaca a relação a três – AEAB, CMB e IPB – e o diálo­go constante entre as três ins­tituições: “existe uma ligação muito forte e todos os proces­sos são tratados directamente entre as instituições”, realça.
Óscar é um caso paradig­mático de integração na co­munidade brigantina. Já foi presidente da AEAB, é o ac­tual treinador da equipa de futebol dos Estudantes Afri­canos e empresário na área da produção de eventos musicais.
Para o mister Óscar Mon­teiro “o melhor resultado desta equipa é fora de cam­po. Dentro de campo vamo­-nos divertindo, mas o mais importante é o que se faz fo­ra das quatro linhas, é o no­me que a equipa dá à cidade, à comunidade africana. E é dos melhores exemplos de in­tegração, o que mereceu des­taque já a esse nível, quer em termos nacionais, quer em termos internacionais”.
Para este representante da comunidade africana em Bragança, “a equipa vale por causa da sua função integra­dora. A nossa equipa só é a equipa que é pela interligação que tem feito entre as duas comunidades”.
Quanto à empresa que criou há dez anos, a “young beats”, é ela própria um dí­namo integrador, sobretudo, entre a comunidade africana: “tem duas vertentes, uma di­reccionada para a comunida­de africana, outra, para a co­munidade brigantina. O ob­jectivo é quebrar as barreiras entre as duas comunidades”, apostando na educação dos mais novos : “direccionamos a nossa actividade para os jo­vens, pois é mais fácil reedu­car os jovens a aceitar os ou­tros, desde o início do seu crescimento e formação, do que os mais velhos, a quem é preciso dar mais tempo”.
Para este licenciado em Línguas e Relações Interna­cionais, actualmente estu­dante de mestrado na área de tradução, que se define como um “líder nato” e a viver em Bragança desde os 19 anos, regressar para já a Cabo Ver­de não está nos seus planos. Quer continuar em Bragan­ça, dar continuidade à sua ac­tividade profissional e prevê casar em breve com uma por­tuguesa, brigantina de gema. Para além das várias funções que já desempenha é actual­mente colaborador nos ser­viços académicos do IPB na área das relações nacionais e internacionais: “é a minha área e gostaria de continuar por aqui”.
Uma das ideias pré fei­tas em relação aos estudan­tes oriundos dos PALOP é que vêm a Portugal formar­-se e vão-se embora logo de seguida para integrar os qua­dros superiores dos seus paí­ses de origem. Se nuns casos é assim, noutros nem tanto. Óscar Monteiro fala de vários exemplos que se mantêm em Portugal depois de termina­rem o seu percurso no ensino superior: “há uma comunida­de de africanos, que já não são estudantes e que tem crescido bastante. Temos muitos ca­sais que já tiveram filhos aqui e que pretendem viver cá, es­tando perfeitamente inte­grados”. Tanto Edvaldo Fer­nandes como Óscar Montei­ro consideram errada a ideia de que a comunidade afri­cana em Bragança vive ensi­mesmada, fala preferencial­mente em crioulo e que não convive com a restante co­munidade. Para o presidente da AEAB,” esta é a comuni­dade de estudantes africana mais compacta em Portugal”.

Regressar a Cabo Verde

Marlos Monteiro tem 26 anos e veio para Bragan­ça na mesma altura que Ed­valdo Fernandes. Está no úl­timo ano de Gestão Empre­sarial a que se seguem dois anos de mestrado e, logo de­pois, o regresso a Cabo Ver­de: “caso surja uma boa pro­posta de trabalho lá, por que não? Tenho interesse em aju­dar o meu país a crescer, se o puder fazer em Cabo Verde tanto melhor”
Aos 28 anos, Rony Furta­do fez um percurso diferen­te dos seus colegas. Estudou Contabilidade e Administra­ção em Cabo Verde e só de­pois veio para Portugal para fazer mestrado na sua área, ao abrigo de uma parceria entre o IPB e o município do Tarrafal, na ilha de São Ni­colau. “Não quis ficar apenas naquele ambiente universitá­rio cabo-verdiano e por isso resolvi vir para cá”, trazido por amigos que já cá estavam e o ajudaram a fazer a sua op­ção por Bragança.
Rony termina o mestrado no final do presente ano lec­tivo e vislumbra também ele um regresso imediato à sua terra natal “porque tenho a noção de que posso contri­buir de alguma forma. Ca­bo Verde tem um número de quadros bastante grande que, talvez pelo facto de o país ser pequeno e o mercado de tra­balho reduzido, optam por trabalhar fora. Eu quero aju­dar a inverter essa tendência”.
Marlos Monteiro tem uma opinião dissonante e considera que ainda há a ten­dência dos estudantes africa­nos se relacionarem preferen­cialmente entre si, “o que é um erro. Mas as coisas tam­bém se proporcionam assim. Há cursos no IPB em que 80 por cento dos alunos são afri­canos, o que dificulta a rela­ção com as outras nacionali­dades”. Para Marlos essa de­ve ser “uma das nossas preo­cupações e nós mesmos te­mos de tentar integrar-nos na comunidade portuguesa de Bragança e também com a comunidade de alunos Eras­mus”, considerou.
Para Óscar Monteiro es­sa integração já é um suces­so, prova disso é o evento «I love Bragança», que decor­reu em junho do ano pas­sado “e que se realizou para comemorar a cidade de Bra­gança através dos estudan­tes estrangeiros. E também é de destacar o esforço que a cidade tem feito para incluir os estudantes estrangeiros rematou.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

Notas do Enem poderão ser usadas para ingresso no Instituto de Bragança

Instituição portuguesa oferece 42 cursos de graduação; essa é a 20ª universidade lusitana a utilizar notas do Enem para seleção.

Notas do Enem poderão ser usadas para ingresso ao Instituto de Bragança Segundo o presidente do IPB, José Sobrinho Teixeira, as mensalidades custam 1.090 euros anuais, valor dividido em dez prestaçõestilizar notas do Enem para seleção.

Estudantes brasileiros poderão cursar a graduação no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um convênio entre a instituição portuguesa e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi assinado na última quinta-feira (6). O IPB passa, agora, a ser a 20ª instituição de ensino superior de Portugal a utilizar o Enem como forma de seleção. A instituição pública oferece 42 cursos de graduação e 33 cursos de mestrado, sendo alguns lecionados nas línguas portuguesa e inglesa. Com longo histórico de internacionalização, o IPB conta com cerca de 200 brasileiros matriculados. Segundo o presidente do IPB, José Sobrinho Teixeira, as mensalidades custam 1.090 euros anuais, valor dividido em dez prestações. “Hoje, um estudante brasileiro gastaria cerca de 350 euros mensais para viver em Bragança, incluindo mensalidade, moradia e alimentação”, adiantou. O instituto tem cinco escolas, quatro em Bragança e uma em Mirandela, na divisa com a Espanha, e foi recentemente avaliado pela Associação das Universidades Europeias como uma das três melhores politécnicas de Portugal. O Inep prepara uma visita técnica ao país, ainda em 2017.

Publicado em: “Portal Brasil”

Alunos Brasileiros ganham prémio nos EUA representando o IPB

Original do Rio de Janeiro – BR, Higor Cerqueira é aluno do IFRJ em Mobilidade académica no curso de Animação e Produção Artística no IPB.
Durante o primeiro semestre de 2016, Higor conheceu Guilherme Damasceno, Marylia Fonseca e Emanoella Rodrigues, ambos alunos brasileiros em mobilidade no Instituto Politécnico de Bragança e juntos descobriram um concurso que aconteceria na conferência BRAZusc, o maior encontro universitário de brasileiros no exterior. O desafio consistia em criar um projeto inovador quanto a preservação da água no semi-árido brasileiro.
Higor e seus amigos criaram o projeto intitulado de PALMAS PRA VIDA (https://www.youtube.com/watch?v=eZKsANJQ9pc) que baseado no tripé da sustentabilidade (triple bottom line), propõe um ciclo de atividade nas escolas municipais de Major Izidoro (AL): através do reutilização das águas cinzas tratadas por um filtro biológico, serão direcionadas para a plantação de Palma Forrageira que após o cultivo, serão destinadas para alimentação do gado leiteiro, tendo em vista que a cidade tem destaque na bacia leiteira do estado de Alagoas (BR), porém enfrenta problemas em manter o gado devido aos Grandes períodos de seca.
O projeto foi finalista no desafio e representando os alunos internacionais do IPB, foi convidado para participar da conferência BRAZusc que aconteceu na Universidade da Pensilvânia, Filadélfia – EUA. O grupo concorreu com mais 2 outros projetos (originários da Duke University) e foi destaque recebendo o primeiro lugar do concurso. O prémio inclui um valor de 10 mil dólares a serem aplicados na execução do projeto. Além disso, o grupo receberá uma consultoria especializada tanto para a execução do projeto quanto para mentoria profissional de carreira.
“É com muito orgulho que junto dos meus amigos, recebemos essa premiação e particularmente tenho muita felicidade em colaborar com o reconhecimento internacional do ensino brasileiro e português que juntos, tem somado forças nas parcerias constituídas”, – diz Higor Cerqueira que além de levar o prémio ao Brasil e o reconhecimento ao Instituto Politécnico de Bragança, comemora também 2 publicações académicas em eventos internacionais incluindo a revista científica AdoleCiência, iniciativa da escola Superior de Educação do IPB.

Publicado em:“Diário de Trás-os-Montes”

Portugal e São Tomé reforçam colaboração científica no dia do IPB


Objectivo da colaboração passa pela criação de centros de investigação.
Portugal e São Tomé e Príncipe reforçaram os laços de cooperação científica, através do Instituo Politécnico de Bragança (IPB).
No dia do IPB, assinalado dia 27, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e o Ministro da Educação são-tomense celebraram um protocolo para a criação de centros de investigação científica, no país africano.
De acordo com o ministro Manuel Heitor, será usada a experiência da relação entre o IPB e o país de expressão portuguesa para alavancar a criação de centros de investigação em várias áreas.
“Espero que a experiência acumulada no Politécnico de Bragança durante os últimos anos possa servir para alavancar a criação de centros de investigação em São Tomé quer na área atlântica, quer na área agrícola, ligada às culturas do cacau e do café, quer na da saúde”, explicou o governante.
De acordo com o Ministro da Educação, Cultura e Ciência são-tomense, Olinto Daio, este é um aprofundar das relações com o IPB que já contam com 7 anos e que significam que actualmente 120 jovens de São Tomé se encontram na instituição a estudar.
“Já trabalhamos com o Instituto Politécnico de Bragança desde 2010, no reforço das capacidades da Universidade de São Tomé e Príncipe. Nesta cooperação queremos melhorar o nosso sistema científico nacional e garantir uma educação de qualidade aos nossos cidadãos. Acreditamos que esta parceria com o IPB tem dado resultados e queremos continuar”, salientou o ministro do Governo de São Tomé.
O IPB atribuiu ainda uma medalha de honra ao ministro da educação de São Tomé, como forma de reconhecer a importância das relações com a universidade desse país, explicou o presidente do instituto, Sobrinho Teixeira
“Devemos muito a São Tomé, foi devido à ligação que temos com o país que abrimos os horizontes em África e hoje somos a única instituição portuguesa que tem um mestrado de agricultura tropical. Estamos muito gratos à universidade, pelo maneira como permitiu afirmar o IPB no seio da lusofonia e a nível internacional”, referiu.
Para além desta homenagem, no dia em que o instituto politécnico completou 34 anos, foi ainda entregue, a título póstumo, a medalha de honra da instituição ao ex-presidente da câmara municipal de Bragança, José Luís Pinheiro, pelo seu papel na criação do IPB.
Foi ainda assinado um protocolo de cooperação internacional entre o IPB e a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça. “É um caminho que o IPB deve trilhar na ligação às comunidades portuguesas para podermos ministrar formação ao nível da educação e da cultura da realidade no nosso país. A geração dos filhos de emigrantes pode perder a ligação à cultura lusa e o protocolo vai-nos permitir fazer a ligação à diáspora transmontana e portuguesa, que é também um dos objectivos do Politécnico”, explicou Sobrinho Teixeira.
No dia do IPB, cujas comemorações decorreram no Auditório Dionísio Gonçalves, na Escola Superior Agrária de Bragança foi proferida uma oração de sapiência por Pedro Ferreira, ex-alunodo IPB e investigador do centro de Investigação de Ciência Vida e Saúde da Universidade do Minho.
Publicado em: “Jornal Nordeste”