Jovens investem no agroalimentar e criam o próprio emprego

O agroalimentar está a revelar-se um setor de atracão para jovens que se lançam no mundo dos negócios, aproveitando recursos locais, como as ervas aromáticas, sabonetes artesanais, uma destilaria, produção assistida e clonagem de plantas ou produção de azeite.
Estes são apenas alguns dos bons exemplos que já estão no terreno e a trabalhar. Trata-se de um setor que está a despertar o interesse dos jovens “o que se vê pela quantidade de iniciativas que estamos a acompanhar”, referiu José Adriano, responsável pelo Gabinete de Empreendedorismo do Instituto Politécnico de Bragança.
O Gabinete do Empreendedorismo, criado há 5 anos, está a acompanhar 34 projetos, dos quais cerca de uma dezena são de agroalimentar, mas dispõe de outros ainda em carteira nas área do mel, azeite e hortaliças, todos à espera de fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio.
As já criadas implicaram mais de 1,9 milhões de euros e permitiram a ocupação de 79 pessoas, a maioria jovens licenciados que criaram o próprio emprego.
Entre as novas empresas contam-se a Terra Ger, foi financiada por uma ILE na área da gestão agrícola. Os licores Alma Penada, a Touchflours, produção agrícola e transformação de plantas aromáticas, associada à Pragmática Aromas, que tarta da comercialização; ou a Ruralnet comercialização de produtos agroalimentares, bem como a Olivadouro – produção agrícola de azeite.
“Muitas delas são de alunos do IPB. Por exemplo para a Deifil, conseguiu-se um PRODER no valor de cerca 150 mil euros”, explicou José Adriano.

Publicado em ‘Mensageiro de Bragança‘.

Saiba onde são as bolsas de 1.500 euros do programa +Superior

As vagas do programa de bolsas +Superior foram divulgadas este sábado pelo Ministério da Educação e Ciência. Trás-os-Montes, Bragança e Viana do Castelo têm 300 bolsas de 1500 euros por atribuir.
Já são conhecidas as 12 instituições do Ensino Superior que estão abrangidas pelo programa de bolsas +Superior. O maior número de vagas disponível está na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e nos Politécnicos de Bragança e Viana do Castelo, com 100 bolsas por atribuir em cada um dos estabelecimentos.
Além destas, as “bolsas de mobilidade”, de 1.500 euros anuais, também pretendem levar alunos para as universidades da Beira Interior, Évora, e para os Politécnicos de Beja, Castelo Branco, Guarda, Portalegre, Santarém, Tomar e Viseu.
Em comunicado divulgado este sábado, o Ministério da Educação e Ciência (MEC) anunciou que já foi assinado o despacho que regulamenta o programa +Superior, a iniciativa que visa atrair candidatos a instituições de ensino superior de “regiões do país com menor pressão demográfica”.
Esta “bolsa de mobilidade” de 1.500 euros anuais, a atribuir a um máximo de mil alunos, pretende contribuir para “a coesão territorial e para a fixação de jovens qualificados no interior do país”.
Podem ser candidatos ao programa +Superior todos os estudantes inscritos no ensino superior, na sequência de uma colocação na 1.ª, 2.ª ou 3.ª fases do concurso nacional de acesso, num ciclo de estudos de uma das 12 instituições selecionadas.
Podem ser portugueses ou de outro estado membro da União Europeia e com residência habitual em Portugal, mas não podem ser provenientes de nenhum concelho do interior do país.
Ficam assim excluídos os oriundos dos concelhos das seguintes NUTS (Nomenclatura das Unidades Territoriais para Fins Estatísticos): Cova da Beira, Alentejo Central, Douro, Baixo Alentejo, Alto Trás-os-Montes, Beira Interior Sul, Beira Interior Norte, Serra da Estrela, Alto Alentejo, Lezíria do Tejo, Médio Tejo, Minho-Lima e Dão Lafões.
Os candidatos têm um mês para formalizar a candidatura, 10 de setembro e 10 de outubro, que deve ser realizada pela Internet através da página da Direção-geral do Ensino Superior.

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IPB teme corte acentuado no orçamento para 2015

O Instituto Politécnico de Bragança entregou, na semana passada, o orçamento para o próximo ano, ainda sem saber quais as compensações que vai receber, após a decisão do Tribunal Constitucional que mantém os cortes nos salários da Função Pública. O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, teme que os cortes sejam superiores a 1,75 por cento.O Ministério da Educação admitiu ajustar os orçamentos das instituições de ensino superior para 2015, assim que o Governo definir os níveis salarias para o próximo ano.No entanto, Sobrinho Teixeira afirma que em situações anteriores as instituições ficaram a perder e diz mesmo que o mais certo é que as reposições não sejam feitas na totalidade.
Prevê-se, desde 2003, que factores de qualidade possam ser utilizados na fórmula de cálculo dos orçamentos, mas a medida, que beneficiaria o IPB, considerado o melhor politécnico português, segundo um ranking promovido pela Comissão Europeia, nunca foi aplicada.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Sobrinho Teixeira preocupado com cortes no ensino superior

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança está preocupado com os cortes anunciados para o ensino superior. Os politécnicos vão contar com menos 4 milhões de euros para 2015. Sobrinho Teixeira teme que a redução no financiamento diminua a qualidade e oferta formativa na instituição de ensino superior.
O presidente do IPB defende que os estabelecimentos de ensino não devem ser alheios à necessidade de rigor orçamental, mas considera que os esforços exigidos já atingiram o seu limite. “ A questão é que isto é o sexto ano consecutivo em que estamos a ter cortes e a mim parece-me que há aqui alguma irracionalidade. Tudo na vida tem um limite e nós estávamos convictos que esse limite tinha sido atingido no ano transacto e que este ano seria já um ano em que , no mínimo, o orçamento seria igual ao do ano anterior”, salienta. Sobrinho Teixeira acredita que é através da educação que se pode aumentar a produtividade e que Portugal está contrariar a tendência europeia de aposta na educação. O valor do corte ainda não está definido, mas de acordo com o responsável está previsto que o orçamento dos politécnicos seja reduzido em 1,75%.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Presidente do IPB defende aposta na indústria para fixar jovens na região

É preciso apostar no sector secundário e fazer crescer a indústria da região para poder fixar jovens no distrito de Bragança. Esta é a ideia defendida pelo presidente do Instituto Politécnico de Bragança.
Sobrinho Teixeira lamenta que milhares de estudantes do IPB que gostariam de ficar na região, se vejam obrigados a regressar às suas terras ou a emigrar quando terminam o curso, devido à falta de oportunidades de emprego.
O presidente do IPB acredita que a região tem condições para acolher empresas de sector industrial, danco como exemplo a Faurecia que está já instalada em Bragança.
Sobrinho Teixeira teme que a região não saiba aproveitar os fundos do novo quadro comunitário para o sector secundário, correndo o risco de ficar em desvantagem com outras regiões. Por isso entende que terá que haver uma responsabilidade política no sentido de mostrar às empresas as mais-valias desta região.
Preocupações demonstradas pelo Presidente do Instituto Politécnico de Bragança no Seminário “Os jovens e o emprego no interior: que futuro” que decorreu ontem em Bragança a propósito das comemorações do Dia Internacional da Juventude.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

IPB tem novos laboratórios para ajudar a agricultura

Secretário de Estado presente na inauguração

Custou quase dois milhões de euros mas vai permitir aumentar a capacidade de investigação do instituto Politécnico de Bragança.
O Centro de Investigação de Montanha tem, agora, 850 metros quadrados de novas áreas laboratoriais, que, espera o seu coordenador, permita aumentar a produtividade dos cientistas do IPB. “Estas infraestruturas vão permitir aumentar ainda mais a produtividade do centro. Ou seja, a produtividade dos investigadores, que já é excelente, pode ser ainda mais incrementada com estes espaços. Vão permitir, também, acolher mais estudantes de doutoramento e mestrado, quer sejam nacionais ou estrangeiros. É fundamental para que o centro seja conhecido internacionalmente”, frisa Jaime Pires.
A inauguração das instalações foi apadrinhada pelo Secretário de Estado da Segurança Alimentar, Nuno Vieira e Brito. Estas novas instalações, situadas junta à Escola Superior Agrária de Bragança, abrem novos campos na investigação cujos resultados podem ser aplicados na agricultura local, sobretudo “nas áreas de solos e fertilidade, de cromatologia, química e microbiologia”. “São áreas base de toda a investigação que é necessário fazer em agricultura e ambiente. Investigação ao nível da composição química de plantas, determinação de nutrientes dos solos, identificação de micro-organismos. Investigações que acabam por ser aplicadas à agricultura”, frisou Jaime Pires.
As aplicações práticas são variadas. “Todos os produtos têm de ser caracterizados em termos químicos. Permite aos produtores saber o que estão a vender e certificar os seus produtos para serem vendidos no estrangeiro. Permite, além disso, formas e metodologias de certificação”, sublinhou.
Para além disso, existem diversas análises que anteriormente tinham de ser feitas fora do país e que já podem ser efetuadas no IPB. “Há um acréscimo na qualidade dos equipamentos, o que vai permitir fazer outras análises, que antes eram feitas noutros locais, como Salamanca”, sublinhou o mesmo responsável.
Jaime Pires espera, ainda, que o aumento de produtividade permita, também, aumentar a força de trabalho, com a criação de mais empregos.

Publicado em ‘Mensageiro de Bragança‘.

IPB acolheu primeira reunião da carta de compromissos

As nove entidades que se uniram e deram origem a uma carta de compromissos para a região de Trás-os-Montes e Alto Douro reuniram-se pela primeira vez em Bragança, na semana passada, para dar andamento a um processo que espera venha ajudar a cativar mais fundos europeus para a região, de forma a contrariar a tendência de esquecimento a que tem sido votada em matérias de distribuição de fundos públicos.
Para já foram constituídos três órgãos. Um Grupo Operacional, constituído pelas nove entidades que deram origem à iniciativa (que inclui UTAD, IPB, Comunidades Intermunicipais, associações empresariais, entre outras), um Grupo de Acompanhamento, mais abrangente, que deverá incluir a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, e um Fórum temático, a realizar anualmente e sob a responsabilidade das associações empresariais. Os dois primeiros órgãos serão coordenados por UTAD e IPB.
O objetivo é criar um plano que explique o financiamento que se pretende e de que forma é que pode ajudar a criar emprego na região
“A estrutura terá duas vertentes que consiga, por um lado, canalizar projetos para a região, partindo do trabalho das CIMs, nomeadamente dos seus planos estratégicos. Depois, uma componente política em que estas três regiões se associam dentro da matriz de TMAD, que tem sido mais afastada de fundos comunitários. O próximo quadro será muito competitivo e virado para as empresas. Precisamos que seja canalizado para as empresas que existem e para ajudar a criar outras. Queremos marcar bem vincada a posição de que TM tem de ter direito a um pacote financeiro compatível com a sua dimensão territorial, com a sua demografia e com aquilo que se quer fazer que é induzir o desenvolvimento de TMAD. Vamos apresentar um plano que demonstre que esse financiamento seja bem estruturado, introduzindo mais emprego, promovendo o desenvolvimento da região”, explicou Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico de Bragança e porta-voz do grupo.
Os órgãos agora constituídos têm como objetivo ter até final do ano um documento, validado pela comissão de acompanhamento, que será o plano diretor para a região de TM. Fórum irá opinar sobre o que for aprovado. Para isso, o grupo operacional reúne já no início de setembro para dar sequência ao plano traçado.
Rui Caseiro, representante da CIM Trás-os-Montes, entende que este é “um passo afirmativo”. “Seremos capazes de elaborar um bom plano que seja capaz de cativar mais dinheiros públicos para a região. Queremos dar contributo para que o cenário seja invertido. Um plano com áreas fundamentais, que promovam o desenvolvimento. Um passo para inverter este ciclo a que temos assistido nos últimos anos”, frisou.
As tecnologias ou as energias alternativas serão algumas das áreas a privilegiar. Até 31 de dezembro esperam ter pronto um caderno que “demonstra de que forma achamos que pode ser feito o investimento e de que forma é que pode gerar aqui emprego”, concluiu.

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Centro Investigação de Montanha do IPB com novos equipamentos

O Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança vai passar a fazer análises, por exemplo na área das plantas, que antes eram feitas noutras Universidades.
Este espaço de laboratórios tem instalações e equipamentos novos, que permitem aos investigadores aumentarem a produtividade.
O coordenador do Centro, Jaime Pires, sublinha que o trabalho desenvolvido é direcionado para a agricultura, ambiente e produtos e poderá a partir de agora ser feito com mais rigor e qualidade. Investigação que Jaime Pires não tem dúvidas que é fundamental para ajudar os produtores da região.
O novo espaço vai permitir também acolher um maior número de estudantes. O Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança conta, actuamente, com uma equipa de mais de 150 investigadores. O investimento no novo espaço é de 1,9 milhões de euros, comparticipado por fundos comunitários.

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Agricultura de Montanha vai ter mais apoios comunitários

A agricultura de montanha vai ter mais apoios no âmbito do próximo quadro comunitário. A garantia é do secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar.
Nuno Vieira e Brito participou num seminário em Bragança sobre A nova Política Agrícola Comum e as áreas de montanha na Europa e garantiu mais ajudas para a pequena agricultura. O governante apelou ainda às entidades da região para aproveitarem o dinheiro disponível para este sector no novo programa 2020. Neste seminário foi também lançado o repto para que as estratégias de desenvolvimento sejam feitas por quem conhece bem a região e não por gabinetes de planeamento em Lisboa. Francisco Cordovil, investigador no Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária, sublinha que a região tem todas as condições para liderar os processos de definição de estratégias. A Escola Superior Agrária de Bragança a acolher um seminário para debater as oportunidades ao nível do novo quadro comunitário de apoio para a agricultura das zonas de montanha.

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Carta de Compromissos promete trazer desenvolvimento para a região transmontana

Autarcas, instituições de ensino superior e empresas assinaram este sábado uma carta de compromissos para o desenvolvimento da região.
Esta é uma iniciativa inédita no País que une nove instituições. Com o novo quadro comunitário à porta esta é uma estratégia para ganhar escala e facilitar o acesso a apoios fundamentais para potenciar o desenvolvimento e criar riqueza em Trás-os-Montes e Alto Douro.
O Presidente da Comunidade Intermunicipal de Trás-os-Montes explica que esta carta significa um compromisso entre várias entidades transmontanas. Pedro Passos Coelho afirma que esta carta é um exemplo pioneiro para o acesso a fundos comunitários, que espera agora que sejam melhor aplicados.
O Instituto Politécnico de Bragança é um dos parceiros deste acordo. O presidente do IPB não tem dúvidas que estando o próximo quadro de apoio virado para a Economia e competitividade é fundamental canalizar dinheiro para a criação de emprego na região transmontana.
Sobrinho Teixeira lembra que a região tem sido prejudicada nos quadros comunitários anteriores e por isso defende que os transmontanos têm direito ao mesmo investimento per capita do que os alentejanos.
A assinatura desta carta de compromissos pioneira no País decorreu este sábado em Vila Real e contou com a presença de Pedro Passos Coelho.

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