CIMO ajuda a desenvolver um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável em Angola

Vai ser desenvolvido um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável na província do Cuanza Sul, em Angola, numa parceria com o Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do Instituto Politécnico de Bragança. Neste âmbito, uma delegação, presidida pela ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia, visitou o IPB para desenvolver projectos de cooperação. Maria do Rosário Sambo acredita que é preciso formar e capacitar pessoas em Angola. “A ideia que eu levo aqui de Bragança pode-se dizer que é a cereja no topo do bolo. Conseguimos ver aqui a realidade do ensino politécnico. Vai haver candidatura para obter financiamento, não sabemos em que medida o governo angolano vai poder financiar. Nós não temos um fundo para a ciência, mas certamente que vamos arranjar forma porque é de todo o interesse do governo angolano fazê-lo. Este projecto é animador por causa da capacitação de recursos humanos que é um grande handicap que nós temos”, disse Maria do Rosário Sambo. Manuel Spínola, presidente do politécnico do Cuanza Sul, onde o projecto vai nascer, explica que é importante criar conhecimento para se conseguir dar resposta às necessidades que se apresentam em Angola. “É uma região com um potencial agrícola muito grande e que necessita de suporte científico para as necessidades que se têm apresentado. Temos problemas com viroses no caso da banana, no tomate, nos citrinos e a capacidade em termos de recursos humanos que a nossa instituição possui não consegue responder efectivamente às necessidades” A directora do CIMO, Isabel Ferreira, avança que a ideia é depois criar polos do centro pelo país africano. “Como nós já tínhamos uma cooperação muito grande com o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, surgiu esse desafio, que nós gostaríamos que ajudar a desenvolver um centro de investigação ligado à agricultura sustentável que tivesse eventualmente pólos em diferentes polos de Angola. Para nós já é muito importante esse reconhecimento internacional. Depois obviamente que ganhamos na formação conjunta de alunos e depois na exportação de ciência, porque é aquilo que nós fazemos hoje, exportamos ciência e cientistas. Presente na visita esteve ainda o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Sobrinho Teixeira considera esta uma forma de valorizar o mundo da lusofonia: “a nossa perspectiva é muito de olhar para o mundo da lusofonia e evolui-lo e fazê-lo crescer para termos cada vez mais um ensino superior e qualificação de população de fala português ter também mais expressão. A outra é que criar de facto conhecimento, nestes países e neste caso em Angola. O que nos parece aqui é que é importante para Portugal pela afirmação que pode representar o mundo da lusofonia. Nós iremos sobretudo apoiar a criação de emprego científico e a qualificação de pessoas lá” Numa primeira fase, de instalação, prevê-se que os cientistas do CIMO vão para o Cuanza Sul para depois, numa segunda fase, haver uma colaboração para formar jovens cientistas que possam, a partir daí, dinamizá-lo.

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