Mais estudantes estrangeiros e menos nacionais no IPB


Com 44,2% das vagas preenchidas, a instituição surge como uma das que apresentou menos procura nacionalMais de metade das vagas disponibilizadas no concurso nacional de acesso ao ensino superior pelo Instituto Politécnico de Bragança ficaram vazias, segundo dados divulgados, sexta-feira, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Segundo o ministro da ciência, tecnologia e ensino superior, “o problema não é das vagas, o problema é dos estudantes” já que houve “menos três mil jovens a completarem o décimo segundo ano”. Conforme Manuel
Heitor “essa vai ser uma tendência, sobretudo com as pressões demográficas que vão ocorrer nos próximos 15 anos”. Ainda assim “o exemplo de Bragança é importante naquilo que foi a diversificação dos estudantes do ensino superior.
Apesar de ter ficado com cerca de menos 20 estudantes colocados no concurso nacional de acesso aumentou em cerca de 400 estudantes através das formações curtas e dos estudantes internacionais, é portanto um exemplo”, considera.
Para o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, não é nenhuma questão que não se estivesse à espera já que uma “boa parte das entradas” se faz através de alunos internacionais e concursos locais. “Este ano começou a haver uma quebra
demográfica no país e isso reflectiu-se nos concursos nacionais de acesso”, confirmou.
Oito mil alunos compõem o universo do IPB Apesar dos dados divulgados apontarem o IPB como uma das instituições menos procurada, o politécnico regista, em relação ao ano lectivo anterior, um crescimento de quase meio milhar de novos estudantes. Os números foram avançados pelo presidente desta instituição, na terça-feira da semana passada, aquando da cerimónia de apresentação e boas vindas às centenas de novos jovens que compõe o politécnico. Orlando Rodrigues, confirma que “vão ser mais 450 a 500 alunos” e diz ainda que, em relação à inovação pedagógica, há “ideias e projectos novos” para se marcar a dianteira e ser criar uma “instituição de referência nestas áreas a nível internacional”. Neste arranque oficial para os novos alunos, Orlando Rodrigues sublinhou que se tem mantido o bom senso nas actividades feitas no âmbito da praxe académica na instituição pois “quando não é detentora de dignidade humana é uma actividade ilegal”, que é “fortemente” contrariada na instituição. O presidente aplaude a atitude dos alunos que, “felizmente”, “têm sabido marcar a diferença nesse aspecto, com a realização de actividades integradoras”. A ideia é apoiada e defendida pelo presidente da Associação Académica do IPB. Ricardo Cordeiro admite que as praxes, na instituição brigantina, servem, sobretudo “para integrar os novos alunos e integrá-los na cidade”.
Na sexta-feira o ministro Manuel Heitor acompanhou mais de 500 alunos do politécnico numa caminhada que, como objectivo tem, nada mais nada menos, que dar a conhecer outros pontos da cidade e por os alunos a falar e conhecerem-se. Esta é mais uma das actividades que, anualmente, tem marcado a recepção aos novos estudantes da instituição e que voltou a atrair o ministro a Bragança. Uma actividade que, segundo os alunos, serve também para descobrir outros sítios da cidade.
“Através desse tipo de eventos que o IPB realiza pode-se fazer novos amigos aqui”, contou a aluna cabo-verdiana, Joseline Santos. “O ano participei numa caminhada que gostei muito. Deu-me a conhecer várias pessoas e lugares
que nunca imaginei conhecer em Portugal. Decidi participar nesta para
conhecer novas pessoas também”, referiu a aluna da Guiné-Bissau, Cristina Falcão. “É uma forma diferente de convivermos uns com os outros e de nos conhecermos”, disse a aluna de primeiro aluno de Línguas para Relações Internacionais, Mariana Rabaçal.
“A forma como o acolhimento aos estudantes é feito aqui é um bom sinónimo do que é hoje o acolhimento positivo aos estudantes do ensino superior e as formas de combater aquelas práticas que ainda persistem na sociedade portuguesa muito humilhantes com práticas alternativas. Esta caminhada com os estudantes e com os investigadores é exactamente aquilo que queremos para o ensino superior, um espaço aberto de diálogo e de convívio onde o estudo e o trabalho são feitos simultaneamente com um convívio saudável”, sublinhou Manuel Heitor.
A caminhada partiu do campus do politécnico, passou pela aldeia de Castro de Avelãs, pela Barragem de Castanheira e terminou no Santuário da Senhora da Cabeça, em Nogueira.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

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