Estudantes estrangeiros escolhem IPB em busca de um futuro melhor

Mirandela atrai estudantes estrangeiros que procuram um futuro melhor e veem no Instituto Politécnico a possibilidade de melhorarem as suas vidas e os seus próprios países. Exemplo disso é o caso de Diego Santos, um dos 335 estudantes caboverdianos que frequentam o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Há três anos partiu de S. Vicente rumo à Terra Quente Transmontana para tirar uma licenciatura em Solicitadoria. “Foi uma decisão tomada em conjunto com os meus pais, mesmo sabendo que a solidão a saudade seriam os maiores obstáculos que teríamos que ultrapassar”, conta.
“O objetivo é tirar um curso para poder ter melhores oportunidades de encontrar um emprego melhor e, por outro lado, ajudar a desenvolver o meu país”, frisou Diego Santos. A escolha de Mirandela deu-se por ser “uma cidade calma e com um baixo custo de vida relativamente a outras, como Porto ou Lisboa”.
Os mesmos motivos são apontados por Hugo Spencer para ter escolhido Mirandela. Natural de S. Vicente, estuda Tecnologias de Comunicação há um ano, depois de já ter frequentado solicitadoria.
“Ao decidirmos estudar em Mirandela estamos cientes de que é uma cidade calma e com bom ambiente académico, razão pela qual podemos sair a passear sem correr o risco de ser assaltado ou agredido”, salientou Hugo Spencer.
No entanto, nem tudo são rosas. Os estudantes caboverdianos, que representam mais de um quinto dos cerca de 1500 alunos estrangeiros no IPB, têm sofrido alguns problemas de adaptação, sobretudo com o frio transmontano e a dificuldade em encontrar casa para arrendar. Uma dificuldade que se agudizou este ano com o aumento do número de alunos que entraram na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, de Mirandela (ESACT). “O aluguer de casas torna-se cada vez mais complicado para os que chegam pela primeira vez, visto que a cidade tem cada vez mais estudantes e o número de casa disponíveis é cada vez menor”, disse Diego Santos. Para estes estudantes, a convivência com as pessoas em Mirandela também foi um desafio.
“As pessoas daqui eram um pouco receosas, mas acho que isso acontecia porque ainda não tinha convivido com os mirandelenses. No entanto, com o passar do tempo, tudo mudou. Sinto-me como se estivesse em casa. A amizade é ótima e, por vezes, parece-me familiar”, sublinha Hugo Spencer.
Ultrapassadas as dificuldades iniciais de adaptação, agora só pensam “em terminar o curso e regressar a casa com a licenciatura”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

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