Atração de mais estudantes estrangeiros entre as prioridades do IPB

A captação de ainda mais alunos estrangeiros para o Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é um dos grandes desafios a que se propõe Sobrinho Teixeira para o próximo mandato enquanto presidente da instituição de ensino, revelou na tomada de posse, na passada terça-feira. Uma alteração legislativa vai permitir a captação direta de estudantes, o que alarga o leque de possibilidades e pode ser grande oportunidade para o interior. A aposta na atração de alunos das vias profissionalizantes também pode ser uma das formas para Portugal ultrapassar as metas do índice de formação.

A aprovação do mestrado em Agricultura Tropical também é uma vantagem competitiva para atrair alunos, sobretudo estrangeiros “por representar uma grande empregabilidade”, acrescentou o presidente da instituição brigantina.
O IPB já leciona três cursos em língua inglesa. “O nível de procura de informação sobre o estabelecimento de ensino por parte de alunos estrangeiros tem sido muito grande. Veem aqui uma instituição de grande qualidade que consegue estar nos patamares de desenvolvimento da investigação, à frente dos indicadores dos rankings internacionais, e uma região que lhes pode oferecer um baixo custo de vida”, explicou Sobrinho Teixeira.
A relação com a comunidade, aproveitando os fundos do próximo Quadro Comunitário de Apoio (CQA), pode servir para aumentar a inovação e a criação de emprego.
“Terá de haver uma grande associação com as instituições de ensino superior, as forças locais, e uma capacidade de atrair empresas de fora da região, mediante condições negociais que têm se ser estipuladas”, acrescentou.
Nesse âmbito o IPB já está a trabalhar com a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, as três Comunidades Intermunicipais da região, nomeadamente A CIM Trás-os-Montes, CIM Douro e CIM Tâmega. “Para que após a elaboração do plano estratégico exista uma concertação para afirmação da região face ao próximo quadro”, Sobrinho Teixeira defende que “a região não pode ficar abaixo dos índices de desenvolvimento e aquilo que por direito nos caberia nós não teríamos retorno”.

Publicado em ‘Mensageiro de Bragança‘.

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