Em Famalicão estuda-se Tecnologia Alimentar

O curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Tecnologia Alimentar está em funcionamento no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) desde 2015, mas desde setembro de 2018 entrou em funcionamento na Didáxis, em Vale de S. Cosme, no concelho de Famalicão. De acordo com a estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente, definida para Portugal para o período 2014-2020, o Agroalimentar foi identificado como uma das quinze prioridades estratégicas inteligentes, englobado num dos cinco eixos temáticos onde Portugal revela vantagens competitivas existentes ou potenciais. Neste sentido, as prioridades estratégicas específicas de cada região mostram que, para a região Norte, o tema prioritário “Agroalimentar” aparece com nível 3, num total de 4. Assim, um dos objetivos para a região é a dinamização da economia através do incentivo à atividade empresarial, visando a instalação de novas empresas e a criação de postos de trabalho. De acordo com a diretora do CTeSP em Tecnologia Alimentar, Clementina Santos, as estratégias e ações futuras de promoção e desenvolvimento territorial, em Famalicão, passam, sobretudo, pela melhoria nos níveis de qualificação da população. A perceção da importância do setor das Industrias Alimentares, tanto do ponto de vista do número de empresas, como da produção e da mão de obra empregue, vem intensificar a necessidade de uma formação escolar sólida nesta área. “Esta formação deve contribuir, por um lado para o reforço do desenvolvimento e internacionalização das empresas existentes, e por outro, para identificar e desenvolver novas oportunidades de negócio que valorizem os produtos agroalimentares e a criação de novas empresas”, afirma a responsável pelo curso

Como funciona o CTeSP em Tecnologia Alimentar?

O total de candidatos para o plano de estudos em Famalicão no ano letivo 2018/2019 foi de 28 candidatos,sendo 24 de primeira opção (19 na primeira fase de candidaturas, 4 na segunda fase e 1 naterceira fase). No presente ano letivo, encontram-se inscritos em Famalicão um total de 15 alunos.O CTeSP em Tecnologia Alimentar inclui 4 semestres de formação, sendo que o 4º semestre é dedicado à formação em contexto de trabalho (estágio). Por seu turno, com o estágio pretende-se queo formando possa colocar em prática os conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo da componentecurricular da formação, integrando os conhecimentos fundamentais, especializados e profundosdas várias áreas científicas de formação. Neste sentido, estão previamente estabelecidos protocolos com empresas e instituições de acolhimentodos formandos, sem prejuízo de outros protocolos possam vir a ser estabelecidos, caso seconsidere necessário.De resto, os titulares de um diploma de CTeSP podem prosseguir os seus estudos no ensino superior,podendo para o efeito concorrer à matrícula e inscrição nos cursos de licenciatura do IPB, aoabrigo do disposto no regulamento dos concursos ·especiais de acesso ao ensino superior.

Formação a pensar no mercado de trabalho

O CTeSP em Tecnologia Alimentar prepara técnicos com forte formaçãotecnológica na área alimentar, aptos a desenvolver funções de desenvolvimento tecnológico e operacional. O plano de estudos confere um perfil profissional vocacionado para trabalhar (processar/transformar) as matérias-primas alimentares, de forma a convertê-las em produtos com qualidade, sendo atrativos para o consumidor. Através da formação teórica aliada a uma sólida componente prática, o curso confere aos formandos, como sublinha a diretora Clementina Santos, “elevadas competências na aplicação de técnicas e metodologias que permitem o desenvolvimento de atividades em qualquer unidade industrial ou artesanal do ramo, tais como unidades de produção de enchidos e outros produtos cárneos, unidades de processamento de cereais e hortofrutícolas, adegas, queijarias, matadouros, moagens”. Além disso, os formandos poderão, depois, também desempenhar funções diversas em associações de produtores, cooperativas agrícolas, empresas de embalamento, comercialização e/ou de distribuição de géneros alimentícios. Neste curso, o objetivo é preparar e formar profissionais capazes de integrar e dinamizar atividades de controlo e processamento alimentar em unidades agroindustriais e artesanais. Como revela a diretora do CTeSP em Tecnologia Alimentar, Clementina Santos, para muitos dos formandos, a formação em contexto de trabalho, ou seja, o estágio, que é realizada no 4º semestre do curso, abre portas para que “possam integrar as instituições que os acolhem”. Para outros, dá-lhes “as valências necessárias para trabalhar nas empresas familiares ou criar o seu próprio negócio”.

Publicado por: “OpiniãoPública”

8 Meses de Bragança a Pedalar

Desde marco de 2018 que as IPBikes já circulam pela cidade de Bragança. Alunos e funcionários do Instituto Politécnico de Bragança já optaram por deixar o carro em casa e fazer a viagem ate ao IPB de bicicleta elétrica.
Tatiana Schreiner é investigadora no IPB e foi uma das primeiras a requisitar uma bicicleta elétrica. Utiliza-a principalmente para fazer a viagem casa-IPB-casa, mas também não dispensa este meio de transporte para se deslocar ao supermercado ou ao ginásio: “Hoje temos uma vida tao corrida que a praticidade de chegar aos lugares de forma mais rápida e a principal vantagem, mas a IPBike tem o diferencial dos benefícios de saúde e custo em relação a carros, por exemplo. Na minha opinião e a melhor opção de transporte”. Gil Gonçalves, funcionário do IPB, também enaltece a facilidade e rapidez que a utilização da IPBike lhe trouxe, principalmente ao nível do estacionamento. Habituado às duas rodas, nomeadamente ciclismo de estrada e BTT a nível desportivo, a possibilidade de poder utilizar uma bicicleta elétrica a um preço atrativo permitiu-lhe “praticamente deixar de usar o carro na cidade” e confessa mesmo que até tem a ideia de “futuramente adquirir uma bicicleta elétrica para uso pessoal”.
O IPBike faz parte do programa nacional U-Bike Portugal, coordenado pelo Instituto da
Mobilidade e dos Transporte, com o objetivo de melhorar o ambiente urbano e a qualidade de vida, associada a utilização das bicicletas em substituição de veículos motorizados. São 15 as instituições de ensino superior em Portugal envolvidas e o IPB foi a primeira instituição a lançar o projeto. A ideia e que a comunidade académica troque o automóvel pela IPBike, contribuindo assim para a melhoria da condição física, promoção do bem-estar e da saúde do ambiente.
O Instituto Politécnico de Bragança deu o exemplo, sendo a primeira instituição a arrancar com o projeto. As 100 IPBikes disponibilizadas foram rapidamente requisitadas, de forma repartida entre alunos e funcionários. “É notório que existem mais pessoas, sobretudo alunos internacionais a usar as bicicletas; no entanto existe ainda um percurso longo a correr”, explica Gil Goncalves.
Já Tatiana Schreiner acredita que o projeto trouxe a Bragança ainda mais qualidade de vida, alem da “contribuição ao meio ambiente pela substituição de meios de transporte convencionais por bicicletas. As IPBikes trazem à comunidade uma nova alternativa de transporte amigo do ambiente e pratico, facilitando e agilizando o trajeto que fazemos todos os dias”.
Os 100 utilizadores das IPBikes comprometem-se a fazer, em media, 12,3 Km por dia e o período de aluguer solicitado e de 8 meses. Com vista a boa conservação das IPBikes e garantia de segurança na sua utilização o IPB assegura a contratualização de seguro de responsabilidade civil e prestação dos serviços de manutenção para todas as bicicletas. As 100 bicicletas elétricas disponibilizadas pelo IPB já foram requisitadas, mas alunos, funcionários e investigadores podem fazer a candidatura através do endereço www.ipbike.ipb.pt. E alias neste endereço que se podem consultar todas as informações relativas ao projeto, incluindo os dados estatísticos relativos a utilização das bicicletas. Nem Gil Goncalves nem Tatiana Schreiner pretendem deixar de utilizar as bicicletas elétricas tao cedo. A introdução deste meio de transporte nas suas vidas trouxe tantas vantagens e mais-valias que a opção só podia mesmo ser continuar a circular por Bragança em duas rodas.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPBike: 59 pessoas já se renderam à bicicleta eléctrica

O projecto tem 100 bicicletas eléctricas ao dispor da comunidade académica do Instituto Politécnico de Bragança
4675 quilómetros percorridos, 105 mil 188 calorias e uma poupança de mais 38 mil quilogramas CO2 equivalente, são estes os resultados dos primeiros três meses do projecto IPBike. Com 100 bicicletas disponíveis no Instituto Politécnico de Bragança, o projecto, promovido pelo Instituto da Mobilidade e dos Transportes, insere-se numa iniciativa a nível nacional, o programa U-Bike Portugal. Para usufruir de uma IPBike, os utilizadores pagam uma caução de 40 euros e têm ainda um custo mensal de 10 euros associado à manutenção do equipamento. Neste momento, a instituição está a fazer um desconto de 50% para os novos aderentes ao projecto. Desde o começo do projecto,
entre o campus do IPB e o Brigantia Ecopark, já foram colocados 33 novos postos para amarração de bicicletas e estão previstos mais nove, tanto em Bragança como Mirandela. Por parte da instituição confirma-se que há cada vez mais pessoas interessadas no uso das bicicletas e que no campus se têm visto cada vez mais gente a pedalar. O IPBike foi apresentado publicamente em Dezembro de 2017 e o IPB foi a primeira das 15 instituições inicialmente envolvidas no projecto a dar vida à ideia. Num investimento global de seis milhões de euros, foram entregues um total de duas mil
elétricas e mil convencionais a estas instituições académicas. Com o compromisso de deixarem o veículo motorizado em casa, tanto estudantes como funcionários e colaboradores do IPB podem alugar uma IPBike, por um período de seis meses a um ano.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Investigador de botânica do IPB no deserto do Namibe

Carlos Aguiar, investigador de Botânica vai participar numa expedição internacional ao no deserto de Moçâmedes que vai durar três semanas e onde vai ver pela primeira vez a welwitschia mirabilis.
Carlos Aguiar, professor e investigador de Botânica, no Instituto Politécnico de Bragança, vai lançar o Manual de Botânica, o Vol.I no dia 26 de Março, na Universidade José Eduardo dos Santos, no Huambo, em Angola. O lançamento do livro vai ter lugar num congresso internacional que vai preceder uma expedição com colegas franceses, alemães e angolanos. Na expedição vai ver pela primeira vez a planta mais resistente do mundo, a welwitschia mirabilis.
“Estou em pulgas para conhecer essa planta, que é a welwitschia mirabilis, que é um planta estranha. É uma planta bastante grande mas só tem duas folhas que crescem toda a vida e é muito raro. As folhas vão crescendo, alongando e fazem uma espécie de disco central. Na margem desse disco que é assim lenhoso, é onde estão os cones com as estruturas reprodutivas, masculinas e femininas”, contou o botânico.
Carlos Aguiar foi consultor da União Europeia e Assessor Regional da Flora Ibérica e pretende deixar o testemunho do trabalho de 30 anos como estudioso e actualizar a informação relativa a esta ciência tão antiga.
“Resolvi escrevê-lo porque considerei que era necessário actualizar esta disciplina e valoriza-la no âmbito dos currículos universitários. Posso dizer que é um testemunho de alguém que já vai com cerca de cinquenta anos e que quer deixar o seu próprio testemunho da ciência que trabalhou durante muitos anos. Já o ando a escrever, à cerca, de cinco ou seis anos, estando agora finalizado o primeiro volume” disse Carlos Aguiar.
O subtema do livro é Estrutura e a Reprodução. O Vol.II terá especial enfoque na Evolução das Plantas Terrestres e o III na Taxonomia de Plantas com semente, que o autor pretende terminar no próximo ano. Três obras com edição do IPB.
Carlos Aguiar é licenciado e doutorado em Engenharia Agronómica pelo Instituto Superior de Agronomia. É professor do IPB há 30 anos e faz parte do Centro de Investigação de Montanha desde 2003.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informações em: “Jornal Nordeste”

Primeiras bicicletas do projecto IPBike já foram entregues

Já foram entregues as primeiras 15 bicicletas eléctricas do programa IPBike, que quer pôr a comunidade académica a pedalar nas deslocações para o instituto politécnico quer em Bragança quer em Mirandela. A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado do Ambiente, José Gomes Mendes, que destacou o facto de o projecto, que se desenvolve a nível nacional avançou mais rápido em Bragança.
“Estas bicicletas são específicas, têm algum equipamento porque se pretende monitorizar a sua utilização e houve no início algumas dificuldades para a contratualização para aquisição da bicicleta, que agora já estão ultrapassadas em todas as instituições, mas a verdade é que Bragança foi a primeira e desta vez pedalou bem mais depressa que o resto do país”, referiu.
O projecto U-Bike está a ser desenvolvido em 15 instituições de ensino superior e em 26 municípios.
Segundo Orlando Rodrigues, vice-presidente do IPB o programa está a ter boa adesão por parte da comunidade escolar e espera-se que em breve todas as bicicletas sejam entregues. “A intenção foi mostrar o nosso emprenho neste projecto e o quanto gostaríamos de promover estes hábitos de deslocação sustentável na cidade e queremos ser um exemplo para a região”, afirmou.
Ao todo o IPBike tem 100 bicicletas eléctricas para disponibilizar à comunidade académica.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informações em: “Jornal Nordeste”