Politécnicos vão formar jovens para trabalhar na SONAE

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
(CCISP) assinou na passada terça-feira, em Bragança, um protocolo com a SONAE para a definição de cursos de curta duração, nomeadamente de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e eventualmente licenciaturas, de modo a responder às necessidades que o grupo apresenta, dado os seus planos de expansão para os próximos anos, nas várias áreas em que trabalha, desde a saúde, à gestão, à agricultura, entre outras. “Há que desenhar uma oferta formativa para atrair os mais jovens e requalificar outros menos jovens. Quer jovens com menos de 18 anos, quer população activa”, referiu o presidente
do CCIPS, Pedro Dominguinhos, realçando que o protocolo
“é um voto de confiança muito forte que o maior grupo
privado português faz no sistema politécnico público”.
Presente na cerimónia esteve o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que considera o protocolo um “novo desafio” para Portugal, nomeadamente para o ensino Politécnico que está a comemorar 40 anos da sua criação. “É uma nova realidade, por um lado por estarmos aqui em Bragança e no Brigantia Ecopark, mas também pela reunião com sete empresas da área do digital, o que mostra a dinâmica que aqui se está a criar. As empresas percebem cada vez mais a importância do ensino politécnico para atrair jovens”, afirmou o ministro.
Os politécnicos estão presentes em 60 localidades do país.
“Nenhuma instituição de ensino tem uma capilaridade tão boa como os politécnicos”, afirmou Pedro Dominguinhos.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que assinou protocolos
com vários empresários, referiu que as várias empresas do setor da informática instaladas no Brigantia estão a crescer rapidamente e são muito competitivas.
“Já criaram 80 postos de trabalho. O protocolo permite formar pessoas de acordo com as suas necessidades e colocar os nossos alunos em ambiente real de trabalho. Podemos ainda desenvolver projetos de inovação com essas empresas para trabalhar com elas e desenvolver ações próximas, segundo as suas necessidades. Contactado as empresas, montando em conjunto projetos de inovação e fazendo a mobilização das equipas”, realçou. Para além disso, os politécnicos vão promover uma série de iniciativas nas áreas de investigação aplicada,
como por exemplo a Tecnologia Alimentar, para identificar as necessidades concretas das necessidades daquele grupo económico. Há ainda a vertente de criação de doutoramentos para responder ao interface das empresas. O ministro destacou a ainda a importância do Laboratório Colaborativo More, lançado
naquele dia, onde já existem vários jovens a trabalhar com empresas agregadas e a ajudar a colocar produtos no mercado. “Vão desde o spray para conservar produtos alimentares, ao vinho conservado sem sulfitos, produtos cosméticos ou ervas aromáticas”, descreveu Manuel Heitor. Este projeto vai contar com 4,3 milhões de euros de financiamento ao abrigo de uma candidatura e, segundo o presidente do IPB, vai em breve contratar emprego científico para trabalhar num interface entre os novos centros de investigação e as empresas.
Politécnicos vão requalificar desempregados. Este ano os politécnicos vão iniciar a requalificação desempregados para as áreas digitais ao abrigo de um protocolo com o IEFP com objetivo
de criar redes regionais de especialização digital. Os primeiros
cursos começam em setembro e vão abranger cerca de 1500 pessoas que receberão formação em 12 politécnicos espalhados pelo país, quer em laboratório/sala de aula quer nas empresas, num total de seis meses. Os estágios já estão garantidos. Em Bragança, o Instituto Politécnico assinou protocolos com seis empresas, que participaram no desenho dos programas formativos “para irem ao encontro das suas necessidades, que permitem que muitos desempregados em áreas com pouca empregabilidade possam ser requalificados para serem empregados”, referiu Pedro Dominguinhos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB assina protocolos para criar oferta formativa adaptada ao mercado de trabalho

Para potenciar o aumento do ingresso no ensino superior e criar oferta formativa mais correspondente às necessidades do mercado de trabalho, foi assinado um protocolo entre a SONAE e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o CCISP
Esta foi a ideia deixada pelo presidente do CCISP, Pedro Dominguinhos. “Tem sobretudo três dimensões: trabalhar em conjunto com a SONAE para a criação de cursos de curta duração para responder a necessidades claras que a empresa tem nos próximos anos com o plano de expansão. A segunda dimensão prende-se com o desenvolvimento de projectos de investigação aplicada onde queremos é identificar necessidades concretas das várias insígnias do grupo para, através da investigação que se faz nos diferentes centros dos politécnicos, melhorar a performance, o desempenho e a inovação. A terceira dimensão pretende atrair mais jovens para o ensino superior em Portugal”.Para intensificar a formação em contexto de trabalho, fazer planos de formação e intercâmbio de especialistas, conforme explicou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, além deste, houve um segundo protocolo de cooperação com sete empresas instaladas no Brigantia EcoPark das áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação e Eletrónica. “Temos aqui no Brigantia EcoPark um conjunto de empresas
da área da informática que são empresaas, algumas delas, com uma grande dimensão. O que acabámos de fazer foi estabelecer uma pareceria duradoura com estas empresas que nos vai permitir formar pessoas já de acordo com as necessidades dessas empresas havendo um diálogo permanente e simultaneamente que possamos desenvolver com essas empresas projectos de inovação, de desenvolvimento. Face às mudanças globais, às necessidades de novos profissionais entendemos que temos que cada vez mais formar”.
Frisando a dinâmica que se está a criar, presente na assinatura destes protocolos esteve ainda o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. “Por um lado, o que se passou nos últimos dois anos e nos últimos meses, de atracção de empresas na área digital, para criar novos postos de trabalho, o protocolo com as sete empresas, mostra bem a dinâmica que se está aqui a criar. Por outro lado, num contexto diferente mas complementar, a assinatura entre um grande grupo e a rede dos institutos politécnicos mostra bem a dinâmica da criação de empresas associadas ao ensino superior”.
A celebração destes protocolos aconteceu no âmbito da Semana Aberta e de Internacionalização e Competitividade do politécnico de Bragança.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Prémio José Adriano Gomes Pires vai distinguir empreendedores e homenageia malogrado diretor da ESTIG

Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) instituiu um prémio de empreendedorismo que será denominado José Adriano Gomes Pires, em jeito de homenagem ao antigo diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança, que faleceu em julho. O prémio foi anunciado na terça-feira, no dia da ESTIG e que coincidia, também, com o aniversário de José Adriano, que completaria 53 anos.
“José Adriano foi uma referência do IPB mas também de todo o sistema de ensino superior politécnico, nesta área de promoção do empreendedorismo. Temos um movimento global de promoção de empreendedorismo e um concurso nacional no qual participamos há vários anos. Foi um grande incentivador dos politécnicos nesta área e, portanto, os colegas decidiram criar um prémio em memória do Prof. José Adriano Gomes Pires”, frisou Orlando Rodrigues, presidente do IPB. Os contornos do prémio não estão ainda definidos, pois está a ser trabalhado o regulamento. “Foi aprovada a intenção de o criar no âmbito do CCISP, por unanimidade. Há alguns contornos que estão a ser estudados”, explicou.
O prémio “será na área da promoção do empreendedorismo, a nível nacional. Deverá arrancar no próximo ano de 2019, devendo ser atribuído pelo verão”, disse ainda Orlando Rodrigues. O prémio foi apresentado num dia de homenagem ao docente.
“É o dia da ESTIG e, portanto, a escola e toda a comunidade decidiu homenagear a memória do José Adriano. Aproveitou-se este dia para uma singela homenagem, reconhecendo a sua memória”, frisou. Foi ainda atribuído o seu nome à praça em frente à escola. A cerimónia contou com a presença de Sobrinho Teixeira, ex-presidente da instituição e atual Secretário de Estado da Tecnologia e Ensino Superior. “[A ESTIG] é crucial para esta região por ser de tecnologia e de engenharia. Várias vezes tenho referido que o maior problema desta região é a redução demográfica e, como tal, é essencial a criação de emprego, que virá pela atração de indústria, que consiga fixar pessoas e gerar emprego com alguma expressão.
Muitas das empresas que se estão a fixar não viriam se não fosse a realidade de uma escola com mais de dois mil alunos e com uma capacidade de investigação e de transferências de tecnologia para o meio como tem a ESTIG”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Dois projetos de charneira desenvolvidos pelo IPB e pelo Centro de Ciência Viva ganharam financiamento

Janeiro de 2019 pode ser a data que marca a viragem no paradigma do combate aos incêndios florestais em Portugal com o arranque do Projeto SAFE: Sistemas de Monitorização e Alerta Florestal, que visa a prevenção dos fogos baseado num sistema de inteligência artificial, que se tiver sucesso será instalado
noutras florestas do país. O projeto é da responsabilidade do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que vai implementar sistemas que minimizem o risco de incêndios florestais e monitorizem a fauna, através da recolha e disseminação de informações através de sensores distribuídos pelo território da Serra da Nogueira, mancha de carvalho negral que servirá de campo de ensaio.
São os tais sensores que enviam informação em tempo real para a central localizada no IPB. “O SAFE conjuga a tecnologia adaptada aos valores naturais de uma região específica, que neste caso é a Serra da Nogueira”, explicou
Ana Isabel Pereira, investigadora do Centro de Investigação e Digitalização em Robótica (CeDRI). A informação recolhida pelos sensores é, posteriormente,
analisada por um sistema baseado em inteligência artificial que alerta sobre
anomalias, de acordo com parâmetros definidos pelos diferentes agentes que atuam no território (Proteção Civil, Bombeiros, Polícia). “Vamos desenvolver um sistema inteligente, cujos sensores serão colocados em locais previamente estudados, com o objetivo de monitorizar a fauna e a flora da região, na Serra da Nogueira, e fazer alerta de ignições, pois se forem identificadas logo no início os bombeiros e a Proteção Civil podem atuar de uma forma eficaz”, observou a investigadora. Os dados poderão vir a ser cruzados com os do território espanhol junto à fronteira. O SAFE resulta da colaboração entre o CeDRI e o Centro de Investigação da Montanha (CIMO), ambos a funcionar no IPB, que apresentaram uma candidatura ao Programa Promove-Dinamização de zonas fronteiriças da Fundação La Caixa, que lhe garante um financiamento superior a 130 mil euros. Aquela fundação financia ainda outro projeto de Bragança,
o Natureza Virtual, desenvolvido pelo Centro de Ciência Viva, que visa a implementação de quatro módulos interativos de interpretação dos valores naturais, que analisem os recursos da região do Douro e do Parque Natural de Montesinho para os transformar em pontos de interesse museológico. O Projeto Natureza Virtual terá um módulo de realidade virtual, com recurso a óculos, que vai mostrar o percurso da Estação Biológica Douro/Duero, em Miranda do Douro. Outra vertente é um Time-Lapse de Montesinho, com ecrã e com recurso
a áudios e a odores alusivos a cada imagem visualizada. Em marcha está ainda o SilkHouse, em desenvolvimento na Casa da Seda, que consiste em instalar uma microrrede inteligente, baseada em fontes renováveis de energia (hídrica
e solar). O projecto foi financiado pela FCT e terminará em 2019. Há ainda o Módulo Interativo da Microrrede SilkHouse – Visualização de animações explicando o funcionamento dos equipamentos (pico-hídrica e moinho) e visualizar os dados relativos à produção e consumo de energia do edifício (instantânea, diária, mensal e anual). O Natureza Virtual também inclui um sistema de monitorização do Rio Fervença, utilizando sensores, armazenamento
de dados e métodos ‘Big Data’ para processar e visualizar diferentes parâmetros.
Ambos os projetos iniciam em janeiro de 2019 e têm uma duração de três anos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Entraram na segunda fase mais quatro centenas de alunos para o IPB

Na segunda fase de acesso ao ensino superior 383 alunos foram colocados no IPB, num universo de 1200 vagas, aproximadamente. O curso de Solicitadoria, com 38 alunos na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela (ESACT) foi a área que teve maior procura, seguido de Engenharia Informática (ESTIG) e de Educação Social (ESE), Engenharia Agronómica, Engenharia Alimentar, Engenharia do Ambiente e Engenharia Zootécnica voltaram a não ter interessados, mas o presidente do IPB garante que estes cursos vão ser leccionados, através de outros regimes, como é o caso de concursos internacionais. “O concurso da segunda fase, este ano, teve um maior reflexo da diminuição de alunos, próxima dos 4%. Este é um número que afecta mais instituições do que outras e a segunda fase coloca sempre menos alunos do que a primeira, que tem sempre mais procura. Em termos de crescimento, a previsão é até ao número de 8000 alunos” disse Orlando Rodrigues, presidente do IPB. A terceira fase vai decorrer entre 4 a 8 de
Outubro.
Novos mestrados «Empreendedorismo e Inovação» e «Inovação em Processos e Produtos» são as duas novas formações do
IPB, em áreas tecnológicas para valorizar o conhecimento científico na economia da região, num modelo inovador baseado em novas estratégicas pedagógicas. “É uma mudança que estamos a imprimir, é um ensino completamente diferente, não vai ter professores clássicos, nem disciplinas, nem configurações de sala como estamos habituados porque entendemos que estamos em tempos novos. A sociedade evoluiu de tal maneira que o acesso à informação faz-se de
maneira completamente diferente, com o mercado a exigir profissionais mais competitivos, sobretudo que sejam criativos e inovadores. As instituições têm que mudar e nós temos sido uma instituição inovadora e pioneira em diversos domínios e queremos marcar a dianteira no ensino, sobretudo em Portugal”, adiantou o presidente do IPB.
Um dos objectivos é estreitar as ligações com empresas da região, até porque os cursos vão decorrer no
Brigantia EcoPark, no seio de empresas ligadas a estes sectores.
“Isto só se faz com uma forte ligação às empresas e às instituições da região, portanto esse aspecto é fundamental.
Precisamos das empresas connosco e precisamos que sintam que podem tirar valor desta relação. Foi para criar este ambiente com as empresas que vamos ministrar aqui as formações, num seio de empresas inovadoras e criativas”, acrescentou. Estes mestrados são destinados a 60 alunos, em cooperação com a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere, na Finlândia. Entretanto, no dia 17 de Novembro arranca o laboratório de Artes de Montanha Graça Morais. O presidente do IPB explica que “o que se pretende fazer é evidenciar as artes da nossa região, os artistas e as manifestações e o imenso património artístico e colocar à mostra que está esquecido”, esclareceu Orlando Rodrigues.
Valorizar, recolher e sistematizar e criar um hub criativo em torno das artes, através de seminários, workshops,
simpósios, residências artísticas e trazer artistas de todo o mundo à nossa região.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

“Queremos melhorar a competitividade nas empresas”

Luís Pires é o responsável pelo projeto e diretor da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela
MDB: Porque foi este projeto atribuído ao IPB?
Luís Pires: O Instituto Politécnico de Bragança tem dedicado, nestes 35 anos de existência, uma parte substancial da sua ação à concretização de projetos que resultem, efetivamente, em transferência de conhecimento, de tecnologia ou de forma menos ambiciosa na tentativa partilhada de resolução de pequenos problemas, complexos e customizados, que nos são colocados pelo nosso entorno produtivo ou administrativo. Esse capital de ação possibilitou que, de forma discreta, mas consistente, a ação do IPB se disseminasse, tanto interna como externamente, crescendo internacionalmente, e possibilitando-nos atingir patamares de destaque. Foi com base nesta panóplia de iniciativas que nos tornámos parceiros de várias instituições internacionais e junto das quais granjeámos um capital de competência, evidenciando-nos enquanto putativos parceiros em ações que exijam valências que dominamos. Neste projeto, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, o IPB é um dos parceiros, com uma função bem definida e uma
ação territorialmente circunscrita, selecionado precisamente pelo conhecimento
que os nossos parceiros têm do IPB, da sua capacidade. Contextualizando na área do projeto A EsACT-IPB.
MDB: De que forma se vai desenvolver na região?
LP: O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto, está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretende identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários,
bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do projeto sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência
MDB: Qual o contributo que se espera para a economia do Nordeste Transmontano?
LP: O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação de tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos. Pretende-se promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
MDB: Como vai o IPB operacionalizar a sua aplicação?
LP: A execução destes projetos é complexa face à ambição que representam no sentido de emergir iniciativas piloto, de boas práticas, que se pretende sirvam de benchmark. São projetos com regras muito estritas, com orçamentos bem definidos e discriminados que não permitem margem de erro. Pretendendo o projeto a criação de redes de cooperação empresarial em zonas rurais transfronteiriças nos sectores agroalimentar (gourmet) e turístico, também a sua operacionalização será baseada em multidisciplinaridade, em rede, contando com a partilha de experiências entre os vários parceiros espanhóis e portugueses, numa perspetiva macro, bem como com os contributos de diversas
valências do IPB. Todo o projeto passará por diversas etapas e componentes, incluindo-se uma componente de recolha e tratamento de dados, que será sujeito a subcontratação, integrando-se com a capacidade de intervenção ao nível dos produtos autóctones, que poderá dirigir-se para a participação da componente alimentar, na valorização de produtos gourmet ou trabalhando outros recursos endógenos em cada área, seja na valorização de áreas naturais, culturais e patrimoniais e infraestruturas de apoio turístico e tecnológico Nesta sociedade mediática, das redes sociais, de grande avidez, de interação, de experiências, a componente promocional, de capacidade de evidenciar, de colocar no mapa o que de bom estas terras têm, é um fator crítico ao sucesso de todo o projeto.
A capacidade de melhorar produtos e serviços, seja ao nível do processo, do produto, da plataforma ou de paradigma tecnológico, e a posterior capacidade
de disseminar o resultado, de forma estruturada, resultará num incremento competitivo. Face às formações de comunicação e jornalismo, multimédia, design de jogos digitais, e marketing turístico, que a EsACT-IPB acolhe, cremos existir massa critica capaz de intervir na produção de conteúdos, na comunicação, possibilitando a tal componente de expansão que se pretende.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Projeto CRECEER chegou ao IPB

O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, recentemente aprovado, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretendem identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários, bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do Projeto POCTEP sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência. O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação das tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de
cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos.
O CRECEER quer promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
Concreta e fundamentalmente, pretende-se a i) incorporação de uma dinâmica de cooperação entre empresas, instituições e agentes económicos das áreas envolvidas, visando destacar os seus recursos endógenos e aumentar sua competitividade.
ii) Adicionalmente ambiciona-se a incorporação de padrões de qualidade e design aos produtos e serviços oferecidos pelas empresas- alvo do projeto, bem como de novas abordagens de tecnologias de informação aos seus modelos de gestão e vendas, possibilitando melhorar a sua competitividade individual e sua presença no mercado externo.
iii) Também a interação dos setores agroalimentar e turístico, através do desenvolvimento de ações conjuntas de comercialização de produtos e serviços de qualidade, para aumentar vendas e exportações,
gerando maior valor agregado às suas economias.
Qual a forma de atuação?
Caracterização da Base Industrial e Recursos Endógenos de cada Área de Ação É uma questão de definir o foco desses setores de agro e turismo através da caracterização da base industrial presente em cada uma das áreas-alvo, incluindo o tipo de empresas, agentes de inovação e agentes facilitadores presentes em cada um deles. Será realizado de forma progressiva, através de 3 ações, que envolverão os diferentes agentes de cada área, identificando o potencial de cada território e os agentes e empresas que podem ou desejam participar como catalizadores e colaborar ativamente no projeto. Estudos de caracterização, para a identificação e análise de empresas e agentes apropriados nos setores indicados, e outros recursos importantes, tais como: produtos gourmet gerados em cada área, outros recursos endógenos, áreas naturais, culturais e patrimoniais e infra-estruturas de apoio turístico e tecnológico presentes em cada zona, e outros recursos endógenos …
A partir da caracterização, uma série de visitas personalizadas e entrevistas serão realizadas com empresas e agentes (mapeamento), para pesar, informar e conhecer melhor e apoiar o tecido empresarial da área. Em uma primeira etapa, será selecionada uma amostra de empresas e agentes econômicos considerados relevantes e representativos nos setores agroalimentar e turístico de cada área-alvo, realizando entrevistas presenciais com os mesmos. Ao mesmo tempo, será realizada uma análise das iniciativas que foram desenvolvidas, ou estão sendo desenvolvidas em cada área, sobre os setores agroalimentar e turístico. Particularmente procurando iniciativas de marketing conjuntas e / ou marcas de qualidade ou turismo e promoção cultural da área. Por fim, todas as informações obtidas serão analisadas em relação à viabilidade e abrangência das ações propostas e propor. E criar um Grupo de Trabalho de Coordenação em cada área com o objetivo de preparar uma Proposta Inicial de Ações, para apresentá-la ao ambiente de negócios.
Âmbito de atuação
As áreas selecionadas estão localizadas, principalmente em “La Raya” entre
Espanha e Portugal. São núcleos rurais, pertencentes ao Norte e Centro de
Portugal e a Castela e Leão. Na parte de Castela e Leão, foram consideradas 7 áreas de trabalho que incluem um ou vários municípios significativos e as suas áreas de influência, e que fazem parte das seguintes NUTSIII: Ávila: área do sul da província, 3 condados considerados como uma única zona, El Barco de Avila-Valle del Tiétar-Alberche. É composto por um total de 110 municípios com uma população de 76.452 habitantes e uma densidade média de 19 habitantes por km2. Apenas 3 municípios excedem 5.000 habitantes. León: uma região perto da fronteira, El Bierzo, foi selecionada, com um total de 134.301 habitantes distribuídos em 37 municípios, com uma densidade populacional maior que o resto das áreas escolhidas, 45 habitantes / km2. Conta com 4 municípios que superam os 5.000 hab. Salamanca: 2 municípios, Ciudad Rodrigo e Vitigudino, incluindo 104 municípios com um total de 45.823 habitantes e uma densidade média de 9 habitantes / km2. Apenas os dois municípios principais da região excedem 5.000 habitantes. Zamora: 3 zonas, de um lado 2 fronteira com Portugal: Sanabria e a área de Aliste-Alba-Tábara-Sayago considerada como um todo e, por outro lado, a região de Toro. No total, 102 municípios e 47.996 habitantes, com uma densidade média de pouco mais de 9 hab / km2. Por parte de Portugal, vamos atuar em 4 zonas, também com foco nos municípios representativos
e nas suas áreas de influência, que correspondem às seguintes NUTS III:
• Douro, com um total de 19 municípios e uma população de 205.157 habitantes,
densidade média de 48,9 habitantes/km2
• Terras de Trás-os-Montes: é composta por 9 municípios, com uma população
total de 117.527 habitantes e uma densidade de 20,2 habitantes/km2
• Beira Baixa: formada por 6 concelhos, com cerca de 89063 habitantes, e uma
densidade de 19,3 hab/km2.
• Beiras e Serra da Estrela: 15 municípios e 236.023 habitantes e uma densidade
de 35,5 habitantes/km2.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Oportunidades de empreendedorismo apresentadas aos alunos do IPB

Os alunos do IPB que queiram avançar com um projeto próprio na área das novas tecnologias têm agora novos apoios para o implementar, através de dois novos programas que conferem bolsas anuais, apoio técnico e logístico aos novos empreendedores. A apresentação pública à comunidade escolar aconteceu na segunda-feira. “Um é da BLC3, com quem estamos a estabelecer uma parceria, e outro é um projeto conjunto entre o IPB, Brigantia Ecopark e o NERBA. Os dois são na área da promoção do empreendedorismos qualificado, tecnológico. Decidimos fazer sinergias entre os dois”, explicou Orlando Rodrigues,
novo presidente do IPB. “A BLC3 pretende promover criação de start ups tecnológicas. E também temos o empreender +tec que pretende promover o empreendedorismo tecnológico na nossa região”, anunciou o mesmo responsável. Nos dois programas estão previstos diferentes apoios. AGR “Há aqui um conjunto de possibilidades para alunos ou outras pessoas que pretendam enveredar por esse caminho. Há possibilidade de atribuição de bolsas durante um período considerável, para além de outros apoios como coaching ou acompanhamento de iniciativas”, disse, para além da cedência de um espaço nas instalações no Brigantia Ecopark. O valor das bolsas varia consoante o grau do diploma obtido pelo candidato (licenciatura, mestrado ou doutoramento). Pode concorrer qualquer pessoa, desde que não tenha outras fontes de rendimento.
42 empresas criadas O apoio ao empreendedorismo é uma das vertentes mais estimuladas pelo IPB, que tem mesmo um gabinete dedicado a essa tarefa e através do qual já foram criadas 42 empresas. “Queremos chegar ao final do ano com 45”, explica José Adriano, presidente da ESTIG e um dos responsáveis por aquele gabinete. Em 11 anos de existência, já foram criados cerca de 160 postos de trabalho, com um investimento total de 2,5 milhões de euros.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Novo projecto do IPB põe noventa alunos a apresentar soluções inovadoras para empresas

InnoEvent possibilita aos alunos estabelecer contacto com o mercado de trabalho e é através do IPB que chega pela primeira vez a Portugal
Noventa alunos do Instituto Politécnico de Bragança, estão desde ontem e até Sexta-Feira, a dar corpo ao novo
projecto da instituição académica. Pautando-se pela inovação e autonomia, o InnoEvent visa pôr estes jovens e as
empresas em interacção. Esta é uma iniciativa em que, durante uma semana, as 12 empresas convidadas põem estes alunos a desenvolver e apresentar ideias inovadoras para problemas reais. A trabalhar em grupos de cinco alunos, para 14 desafios lançados, as equipas são compostas por jovens das várias áreas do politécnico para que haja uma “abordagem mais ampla na resolução destes desafios e para que os alunos possam sair da ‘caixa”, explicou a líder da equipa, Samara Cristina. “Qualquer empresa tem sempre algo que quer e pode melhorar. A empresa propõe um problema para resolver numa semana e os alunos têm que puxar pelo seu lado criativo e resolver esse desafio ou estabelecer um conjunto de soluções que possa ser utilizado por essa empresa”, disse ainda a coordenadora do sector de comunicação do InnoEvent, Ilda Cádis. Das dez empresas que estão a participar na primeira edição do InnoEvent em Portugal, cinco são da cidade de Bragança. “Isto ajuda a ensinar os alunos e a estarem em contacto com o mercado de trabalho de uma forma dinâmica”, explica o responsável pela interface com as empresas, Manuel Moreira. O InnoEvent foi criado em 2010, em Odense, na Dinamarca e foi projectado para funcionar como uma plataforma benéfica, tanto para empresas como alunos, no que diz respeito ao desenvolvimento de conceitos inovadores. Em 2013, o projecto chegou à Finlândia e agora, pela primeira vez, a Portugal. “Esta ponte que é criada entre o instituto e as empresas, se não fosse o evento, provavelmente não seria conseguida e irá potenciar as capacidades dos alunos e as capacidades do instituto em receber as empresas para, quem sabe, num futuro próximo se estabelecerem parcerias ou bolsas de emprego”, disse ainda
Manuel Moreira. A actividade está a desenrolar-se no Brigantia Ecopark e os alunos contam ainda com a colaboração de coaches e representantes das empresas para orientar os projectos de inovação, sendo que três vieram propositadamente da Finlândia. A 8 de Junho, no último dia do evento, as equipas de estudantes vão ainda reunir-se numa gala, no Castelo de Bragança, para dar a conhecer as soluções que desenvolveram para resolver os problemas das empresas.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Transmontanos colocam EDP e IPB no TOP 3 da Gestão Nacional

Bragança esteve representada com a equipa EDP-Higlanders na Final Nacional do Global Management Challenge, onde oito equipas se degladiaram na já considerada como a maior competição de Estratégia e Gestão empresarial a nível mundial, obtendo o terceiro lugar Nacional.
A equipa de alunos e ex-alunos e do Instituto Politécnico de Bragança, funcionários da EDP, participaram pela terceira vez na competição, estando na final nacional pelo segundo ano consecutivo, mas desta vez alcançando um honroso terceiro lugar, só ultrapassados por uma equipa da CGD e outra do IAPMEI, que vai agora disputar em abril de 2018 a final internacional no Dubai.
A competição iniciou-se em maio 2017 com 310 equipas, habitualmente constituídas por gestores e por estudantes das mais reputadas instituições de ensino Nacionais e que terminou no dia 14 de novembro num jantar-gala que decorreu no Four Seasons Hotel Ritz em Lisboa onde, na presença dos melhores e mais bem-sucedidos gestores do panorama Nacional, foram entregues os prémios.
A prova que “Consiste numa simulação empresarial interativa em que cada equipa gere uma Empresa com o objetivo de obter o melhor desempenho do investimento para a sua empresa no mercado em que esta se insere”, desenrolou-se durante 10 longas horas e onde as equipas intervenientes aplicaram todo o seu conhecimento sobre como bem gerir.
Após o excelente 3º lugar perguntamos ao líder da equipa Rui Salvador quais as principais dificuldades que encontraram ao longo da competição e como as ultrapassaram ”o crescente grau de competitividade com que nos deparamos, refletiu a excelente qualidade das equipas participantes, obrigou-nos a uma interpretação mais exigente da previsibilidade do comportamento estratégico das nossas concorrentes. Procurando na antecipação um aliado fundamental para o sucesso das nossas decisões”.
O Diário perguntou se este tipo de competição exige alguma preparação especifica a que Rui Salvador replicou que” é fundamental ter bons conhecimentos na área de gestão, a este nível da competição, todos os intervenientes dominam muito bem os conceitos e todos sabem como definir o melhor método de atuação e a melhor estratégia a adotar. A titulo de exemplo, lembro para reforçar a qualidade das equipas em prova, que a equipa relegada para o 4 lugar, era uma equipa de estudantes do MBA da Universidade Católica do Porto, por si só, considerado um dos melhores MBA do mundo, reconhecemos que este nosso resultado esteja subordinado à excelente formação académica ministrada no IPB onde muitas das decisões tiveram como base o estudado ao longo da experiência académica, estando-lhe também implícita a experiência e risco controlado”.
Recomendam esta competição a estudantes e quadros? “Recomendamos a participação no GMC a todos os estudantes e quadros das empresas, não só pela oportunidade de participar na maior competição de estratégia e gestão do mundo, aleada à notoriedade da competição no meio académico e empresarial, mas também pela oportunidade de enriquecimento das competências de estratégia e gestão tão úteis e fundamentais para o sucesso profissional e pessoal”.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”