Demola North Portugal partilha soluções com empresas

O projeto Demola Norte Portugal vai juntar empresas, alunos e investigadores do Instituto Politécnico de Bragança para tentar solucionar problemas de algumas empresas.
Luís Pais, vice-presidente do IPB, destaca que seis projectos vão envolver 36 estudantes portugueses e estrangeiros, para fazer investigação de uma forma inovadora:
“É uma forma de fazer inovação, recorrendo a todo o know-how num a instituição de ensino superior de uma forma inovadora não da forma tradicional que os nossos investigadores fazem projectos do princípio ao fim para uma empresa, mas de uma forma original com a participação dos estudantes durante a sua formação e as próprias empresas fazem parte do processo para encontrar a solução do problema” disse Luís Pais, vice-presidente do IPB.
Os casos resolvidos vão ser apresentados em três meses e existe a possibilidade de as empresas comprarem a ideia aos alunos, dando sustentabilidade ao projecto:
“O produto final da maioria destes projectos tem capacidade de ser comercializada em que a empresa poderá levar para a empresa” disse Luís Pais, vice-presidente do IPB.
Uma das empresas que foi envolvida do projecto no primeiro semestre foi a Pão de Gimonde.
Elisabete Ferreira, gerente da empresa refere que é difícil implementar estas ideias do Projecto Demola em apenas tês meses.
“Esse é o maior desafio porque não se consegue incrementar no mercado apenas em três meses”, referiu Elisabete Ferreira. Trata-se de um projecto de médio a longo prazo e abrir os horizontes.
A iniciativa de origem finlandesa foi aplicada, pela primeira vez em Portugal, pelo Instituto Politécnico de Bragança, que pretende alarga-lo a empresas internacionais.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Alunos do IPB partilham soluções com empresas

Demola North Portugal é um espaço de investigação partilhada entre empresas da região e alunos na busca de soluções para problemas ligadas ao tecido empresarial.
Na passada sexta-feira, dia 9 de Março, no Brigan­tia EcoPark, arrancou a se­gunda temporada do projec­to Demola North Portugal, uma iniciativa de origem fin­landesa e que o Instituto Po­litécnico de Bragança (IPB) aplicou pela primeira vez em Portugal.
É um espaço de co-cria­ção que junta investigadores, estudantes e empresas. A se­gunda temporada vai con­templar seis projectos de em­presas da região, envolvendo 36 estudantes, 20 estudan­tes internacionais e 16 por­tugueses. As empresas envol­vidas são a Câmara Munici­pal de Bragança com o pro­jecto «Keep the Algae Out!», o NERBA – Associação Em­presarial do Distrito de Bra­gança com o projecto «Let´s work out!» e o IPB com o projecto «Move yourself!». De Mirandela, a empresa im­plicada será “Alheiras Ange­lina”, com o projecto «Tra­ditional flavours, new sensa­tions ». A AgroMontesinho, de Vinhais, vai tentar encon­trar soluções junto dos alu­nos com o projecto «Ches­tnuts: What’s next?» e, por fim, de Chaves, a empresa Sa­pientia Romana com o pro­jecto «Wine caviar that last».
Luís Pais, vice-presidente do IPB destacou que “é uma forma de fazer inovação re­correndo a todo o know-how que uma instituição de ensi­no superior pode prestar” na cerimónia de arranque da se­gunda season. Para esta ini­ciativa foram selecciona­dos alunos de aéreas diferen­tes para que haja uma equipa multidisciplinar.
O Demola North Portu­gal pressupõe que a empre­sa envolva os alunos, sendo “uma forma original de reso­lução de problemas com en­foque na região que preten­demos alargar a empresas nacionais e internacionais ” referiu Luís Pais. O proble­ma é apresentado pela em­presa ao nível de concepção, é analisado pelos alunos e, em conjunto, encontram so­luções. Os projectos serão resolvidos em 3 meses e no fi­nal existe a possibilidade comprar essa ideia aos alu­nos, dando um cariz de sus­tentabilidade ao projecto.
Na primeira tempora­da correspondente ao semes­tre passado, o projeto Demo­la envolveu a participação de cinco empresas e 25 estudan­tes de oito nacionalidades. A título de exemplo, uma das empresas que participou na primeira edição do projecto, foi a “Pão de Gimonde”. Os alunos propuseram ajudar na internacionalização do pro­duto, apresentando alterações no processo de fabrico para a conservação do produto e na própria embalagem do pão.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Demola promove co-criação de soluções inovadoras entre alunos e empresas

Plataforma já está em 16 países e instala-se agora em Portugal através do Politécnico de Bragança
Os alunos do Instituto Po­litécnico de Bragança (IPB) vão ter oportunidade de aju­dar as empresas da região a resolver problemas reais atra­vés de soluções inovadoras. Tudo acontece no âmbito de um programa internacional, a plataforma Demola, a que a instituição de ensino supe­rior aderiu e que se iniciou com cinco projeto de outras tantas empresas e 25 alunos.
O presidente do IPB, So­brinho Teixeira, explica que esta é uma plataforma inova­dora, pioneira em Portugal, que resulta de uma parceria com os politécnicos europeus e da rede de universidades de ciências aplicadas e assen­ta num modelo finlandês. A plataforma “Demola North” foi lançada na semana pas­sada, no Brigantia Ecopark, o parque de ciência e tecno­logia de Bragança, com a as­sinatura dos contratos entre as cinco empresas e institui­ções do distrito para as quais as equipas de alunos, de dife­rentes áreas do saber e níveis de ensino, desde os TESP a mestrados, vão procurar so­luções inovadores para pro­blemas reais.
“Pretende ser uma liga­ção dos alunos e das institui­ções do ensino superior à so­ciedade e à economia. O projeto consiste num colocar de problemas por parte de em­presas que têm por trás de si uma necessidade de ino­vação. Esses problemas vão depois ser equacionados e vão ser resolvidos pelos alu­nos do IPB, por intermédio de facilitadores que vão reu­nir com os alunos e interagir com professores do Politéc­nico, caso seja necessário”, explicou.
Ao mesmo tempo que visa resolver problemas reais das empresas, o projeto preten­de que os alunos aprendam e ganhem competências com­plementares à formação. “Es­pera-se que daí resulte um re­torno para a atividade econó­mica, para o próprio aluno e que também resulte em si pró­prio um modelo de aprendiza­gem que será muito mais efetivo, inovador e baseado na re­solução dos problemas”, consi­dera Sobrinho Teixeira. Os alunos terão um se­mestre para resolver o pro­blema, e trará um retorno ao aluno, por meio de créditos atribuídos, podendo ser tam­bém um retorno financeiro, se for efetivamente encon­trada uma solução inovadora para o problema apresentado.
Neste primeiro conjun­to de casos incluídos na pla­taforma estão projetos como o proposto pela Câmara de Bragança para ajudar turistas que visitam a cidade, o apre­sentado por uma empresa de segurança para apoio a ido­sos, uma solução requerida por uma padaria que procu­ra estratégias de venda no es­trangeiro mantendo a frescu­ra dos produtos, a uma em­presa de contabilidade que quer reduzir ou eliminar o papel dos procedimentos. No caso de André Cal­deira, do curso de farmácia, vai integrar o grupo que es­tá incumbido de encontrar uma solução para a medica­ção dos idosos que foi pedida pela OldCare, uma empre­sa que nasceu no IPB e que é um caso de sucesso, estan­do presente em vários pon­tos do país. “Tem a ver com terapêutica medicamentosa, a nossa investigação vai aju­dar os idosos a serem mais autónomos a tomar os medi­camentos, sem precisarem de ajuda”, explicou o aluno, que soube da criação da plata­forma e decidiu candidatar­-se para trabalhar no projeto. “Temos expectativas mui­to altas para o projeto. Este tipo de desafios é importante, porque é incluído no currí­culo, ajuda-nos bastante pa­ra quando quisermos ingres­sar no mercado de trabalho e a estar mais aptos”, afiançou o aluno entusiasmado.
A cerimónia de apresen­tação do projeto contou com a presença do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor que elogiou a iniciativa, considerando que “hoje só se cria emprego com mais inovação e mais conhe­cimento”.
“Obviamente que tudo o que seja a relação das ins­tituições de ensino superior com as empresas, com a atividade social e económica e de uma forma geral orienta­da para a criação de empre­go é particularmente impor­tante É bom ver que o IPB está a criar novas platafor­mas que atraem estudantes e que pode, centrado no ensino superior e na inovação, fazer de Bragança um novo polo e dar-lhe uma nova centralida­de para as atividades de in­vestigação e de ensino”, apon­to o membro do governo.
Ville Kairamo, que é re­presentante da rede Demola, de origem finlandesa e que já está em 16 países, explica que a ideia surgiu em 2008, a par­tir dos pedidos do tecido in­dustrial de “encontrar formas efetivas de apoiar a transfor­mação de organizações”. “As­sim, decidimos alterar o mo­delo de como as universida­des e as empresas funcionam e proporcionar a cocriação”, adiantou. Quanto ao moti­vo para instalar as raízes des­ta plataforma inovadora em Bragança, o IPB é a principal razão apontada pelo CEO da rede.
“O IPB tem sido extrema­mente ativo e é a razão por­que queremos trabalhar aqui, acredito que a plataforma Demola se enquadra em Bra­gança graças ao instituto e aos alunos”, defendeu.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Mais informações em: “Mensageiro de Bragança”

Alunos do IPB procuram soluções para problemas reais das empresas


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai envolver os alunos na procura de soluções inovadoras para problemas reais apresentados por empresas, no âmbito de um projeto que arranca hoje com cinco empresas e 25 alunos.
O responsável, Luís Pais, explicou à Lusa que o projeto assenta num modelo de inovação finlandês em expansão dentro e fora da Europa e que o politécnico de Bragança será a primeira instituição portuguesa a adotar a denominada Plataforma Demola, em representação do Norte de Portugal.
O lançamento da “Plataforma Demola North Portugal” será oficializado hoje numa cerimónia em que serão assinados os contratos com as cincos empresas para os quais os alunos, em articulação com professores e investigadores, vão estudar soluções para os problemas apresentados.
Equipas de cinco alunos de diferentes áreas do saber e níveis de ensino, desde os cursos profissionais aos mestrados, vão ao longo de três meses estudar as questões colocadas por cada uma das cinco entidades.
Luís Pais concretizou que se trata de soluções pedidas pela Câmara de Bragança para ajudar turistas que visitam a cidade, por uma empresa de segurança para apoio a idosos, por uma padaria que procura estratégias de venda no estrangeiro mantendo a frescura dos produtos e uma empresa de contabilidade que quer retirar papel dos procedimentos.
Os alunos vão ainda trabalhar em soluções para a medicação de idosos pedidas por uma empresa, a OldCare, que nasceu no gabinete de empreendedorismo do IPB e tem atualmente filiais no país.
Este modelo de cooperação tem como propósito “resolver problemas de empresas, dando aos alunos total liberdade para propor soluções”.
Segundo Luís Pais “há três atores neste projeto: a empresa, o facilitador, papel desempenhado por um professor, e os alunos.
As equipas que vão trabalhar em cada pedido das empresas são compostas por cinco alunos de diferentes áreas e nacionalidades. Entre o total de 25 alunos envolvidos no arranque, 12 são portugueses e 13 estrangeiros.
Cada equipa, como explicou o responsável, “oferece uma solução para a empresa, que pode comprar a ideia, se encontrar utilização prática”, não tendo as empresas outros custos.
O valor da venda “é para pagar aos alunos”.
“É um projeto inovador que pretende resolver problemas reais das empresas, ao mesmo tempo que os alunos aprendem e ganham competências complementares à formação”, indicou Luís Pais.
O responsável encara este projeto como “uma oportunidade para todos: para os estudantes que ganham competências conhecendo o mercado de trabalho” com a possibilidade de conseguirem emprego na própria empresa onde desenvolvem o projeto.
É também, continuou, “uma oportunidade para as empresas de pequena dimensão que não têm disponível capacidade de investigação e inovação para problemas reais e criação de novos produtos e serviços”.
O politécnico encontra aqui também a oportunidade de, “sendo uma universidade de ciências aplicadas, desenvolver investigação e trabalhar em estreita colaboração com as empresas”, como sublinhou Luís Pais.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

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