IPB atrai estagiários de todo o país para aprenderem a ser CSI

Cerca de 80 jovens alunos do secundário de todo o país vieram passar esta semana a Bragança para estagiar no Instituto Politécnico. Trata-se de um programa de verão, que vai já na décima edição e que, todos os anos, atrai dezenas de estudantes que aproveitam para conhecer, antecipadamente, o cenário com que se vão deparar quando entrarem para o Ensino Superior. “É uma semana em que os jovens têm a possibilidade de vir até ao Instituto Politécnico de Bragança, exercer um estágio na área que lhes interessa. Este ano registamos um recorde no número de estágios, com mais de 50 opções, das engenharias às biologias, ciências agrárias, da saúde, turismo, multimédia, desporto, artes. Os alunos têm oportunidade de terem atividade no domínio que escolherem e atividades culturais e lúdicas”, explicou Anabela Martins, pró-presidente e responsável por este programa, que é “inteiramente gratuito”. “Disponibilizamos o alojamento nas residências e almoço e jantar na cantina”, frisou. Lurdes Jorge é uma das docentes encarregues de orientar um estágio. Acredita que as séries de televisão como o CSI influenciam os jovens. “O meu estágio é de biologia molecular.
O objetivo é conhecerem o ADN. Saberem o que é, como se extrai e saber os processos todos. É um assunto que lhes interessa e por isso é mais fácil”, explica. O interesse surge “por causa das séries, dos CSI”. Este ano, o facto de as notas dos exames de 12º terem saído nesta semana levou a que alguns alunos desistissem por terem de ir à segunda chamada.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Estágios de verão do IPB tentam cativar alunos do secundário

Cativar alunos e mostrar “que em Bragança também se faz investigação técnico-científica” é o objetivo do projeto “Verão Ciência no IPB 2017” que se realiza até amanhã. Mais de 160 estudantes do ensino secundário de todas as regiões do país estão a frequentar os cerca de 50 estágios gratuitos promovidos pelo Instituto Politécnico de Bragança. “Os alunos escolhem dos cerca de 50 estágios que temos em todas as áreas do instituto e durante uma semana, numa parte do dia, têm trabalho laboratorial onde desenvolvem um trabalho de investigação”, explicou Anabela Martins, Pro-Presidente do IPB. O alojamento e a alimentação são gratuitos e, para além dos estágios científicos, os alunos têm atividades socioculturais, de lazer e entretimento.
“Queremos que eles aproveitem também para conhecer a região e ter algumas atividades que lhes permitam conviver entre eles. Começam com uma visita à cidade, depois nos dias seguintes têm atividades desportivas, de lazer e entretenimento nas piscinas municipais e outras atividades náuticas no Azibo”, esclareceu a docente.
Segundo Anabela Martins, o projeto é realizado há muitos anos e “tem corrido sempre muito bem”. “Os alunos gostam da experiência e alguns deles tornaram-se alunos do IPB, o que significa que um dos nossos objetivos, que é também a captação de alunos, de alguma forma está a ser cumprido e ficamos felizes por isso”, frisou. José Neves, de 15 anos, inscreveu-se porque considera as “atividades interessantes” e porque “gosta de ciência”. Estudar futuramente no IPB seria uma “boa opção” para o aluno de Bragança porque “é o melhor instituto politécnico do país”.
Para Rita Moreira, de 18 anos, já não é uma experiência nova. A aluna de Bragança já participou no ano passado e defende que este projeto é “uma mais valia para o currículo”. Prestes a ir para a universidade, Rita não tem dúvidas: “Venho estudar para o IPB e neste estágio vou decidir se vou para engenharia ou gestão”, salientou.
Sara Silva, de 18 anos, veio de Vila Nova de Famalicão e decidiu inscrever-se porque gosta deste conceito. “Já participei no Minho e gostava de experimentar aqui também por ser longe de casa e para perceber um pouco mais sobre o curso que vou escolher”, referiu a aluna. Uma das novidades deste ano é uma atividade de dança com o Ghost no jardim do museu Abade de Baçal após uma visita à cidade de Bragança num STUB, cedido pela Câmara Municipal.

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