Alunos africanos denunciam “dificuldades acrescidas” para alugar quartos

Os estudantes oriundos de países africanos que frequentam a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela sentem-se discriminados na hora de procurar alugar quartos. Se a especulação imobiliária na cidade já é um entrave para muitos alunos nacionais encontrarem quartos, com preços muito elevados praticados pelos proprietários das casas, quando se trata de alunos africanos, o preço é ainda superior. “Para não dizerem claramente que não querem alugar, avançam com preços superiores a 130 euros por quarto, que não podemos suportar”, lamenta Wanderley Antunes, presidente da Associação de Estudantes Africanos da ESACT de Mirandela, lembrando que a maioria dos estudantes “não tem qualquer bolsa de estudo”. Wanderley Antunes explica ainda que o preço elevado também se prende com o facto dos alunos africanos chegarem sempre mais tarde que os restantes, devido à dificuldade na obtenção dos vistos. O preço elevado dos quartos é mesmo o principal problema para a comunidade de estudantes africanos na ESACT de Mirandela. De resto, Wanderley Antunes garante que os mais de 130 alunos têm sido muito bem-recebidos na comunidade. “Estão perfeitamente adaptados à escola e à cidade”, diz. Atualmente, estão a frequentar a ESACT de Mirandela 61 alunos de Cabo Verde, 58 de São Tomé e Príncipe, 12 da Guiné Equatorial, 5 da Guiné Bissau e 4 de Moçambique. A questão dos preços elevados já não é nova, dado que, há um ano atrás, o próprio Diretor da ESACT de Mirandela tinha manifestado a sua preocupação com a falta de quartos para arrendar e com os preços muito elevados praticados pelos arrendatários, muito acima da média. “Para além da escassez de quartos para arrendar, os que existem são mais caros que em Bragança”, onde está o IPB, a escola mãe. “A média por quarto individual ou partilhado ronda os 120 euros, enquanto em Bragança é de cerca de 80 euros. É uma diferença substancial e isso é uma dificuldade”, disse Luís Pires. Em seu entender esta situação acontece porque os arrendatários inflacionam o mercado, devido à pouca oferta, mas avisa: “este comportamento pode colocar em causa o crescimento do ensino superior, em Mirandela. Temos de ter a perceção que, se apertarmos muito a galinha dos ovos de ouro pode morrer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Portugal e São Tomé reforçam colaboração científica no dia do IPB


Objectivo da colaboração passa pela criação de centros de investigação.
Portugal e São Tomé e Príncipe reforçaram os laços de cooperação científica, através do Instituo Politécnico de Bragança (IPB).
No dia do IPB, assinalado dia 27, o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal e o Ministro da Educação são-tomense celebraram um protocolo para a criação de centros de investigação científica, no país africano.
De acordo com o ministro Manuel Heitor, será usada a experiência da relação entre o IPB e o país de expressão portuguesa para alavancar a criação de centros de investigação em várias áreas.
“Espero que a experiência acumulada no Politécnico de Bragança durante os últimos anos possa servir para alavancar a criação de centros de investigação em São Tomé quer na área atlântica, quer na área agrícola, ligada às culturas do cacau e do café, quer na da saúde”, explicou o governante.
De acordo com o Ministro da Educação, Cultura e Ciência são-tomense, Olinto Daio, este é um aprofundar das relações com o IPB que já contam com 7 anos e que significam que actualmente 120 jovens de São Tomé se encontram na instituição a estudar.
“Já trabalhamos com o Instituto Politécnico de Bragança desde 2010, no reforço das capacidades da Universidade de São Tomé e Príncipe. Nesta cooperação queremos melhorar o nosso sistema científico nacional e garantir uma educação de qualidade aos nossos cidadãos. Acreditamos que esta parceria com o IPB tem dado resultados e queremos continuar”, salientou o ministro do Governo de São Tomé.
O IPB atribuiu ainda uma medalha de honra ao ministro da educação de São Tomé, como forma de reconhecer a importância das relações com a universidade desse país, explicou o presidente do instituto, Sobrinho Teixeira
“Devemos muito a São Tomé, foi devido à ligação que temos com o país que abrimos os horizontes em África e hoje somos a única instituição portuguesa que tem um mestrado de agricultura tropical. Estamos muito gratos à universidade, pelo maneira como permitiu afirmar o IPB no seio da lusofonia e a nível internacional”, referiu.
Para além desta homenagem, no dia em que o instituto politécnico completou 34 anos, foi ainda entregue, a título póstumo, a medalha de honra da instituição ao ex-presidente da câmara municipal de Bragança, José Luís Pinheiro, pelo seu papel na criação do IPB.
Foi ainda assinado um protocolo de cooperação internacional entre o IPB e a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça. “É um caminho que o IPB deve trilhar na ligação às comunidades portuguesas para podermos ministrar formação ao nível da educação e da cultura da realidade no nosso país. A geração dos filhos de emigrantes pode perder a ligação à cultura lusa e o protocolo vai-nos permitir fazer a ligação à diáspora transmontana e portuguesa, que é também um dos objectivos do Politécnico”, explicou Sobrinho Teixeira.
No dia do IPB, cujas comemorações decorreram no Auditório Dionísio Gonçalves, na Escola Superior Agrária de Bragança foi proferida uma oração de sapiência por Pedro Ferreira, ex-alunodo IPB e investigador do centro de Investigação de Ciência Vida e Saúde da Universidade do Minho.
Publicado em: “Jornal Nordeste”

IPB reforça colaboração com São Tomé e a Suíça


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a reforçar a cooperação internacional com outros países, nomeadamente com São Tomé e Príncipe e a Suíça. Um esforço de internacionalização elogiado pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior que destacou a importância deste trabalho durante a sessão solene do Dia do Instituto, na passada sexta-feira, 27. “A novidade hoje é que temos o ministro da Educação de São Tomé e Príncipe, com quem reuniu para alavancar uma nova fase na relação e cooperação científica e tecnológica entre Portugal e este país”, afirmou Manuel Heitor, que espera que a experiência já acumulada pelo IPB “possa servir para a criação de centros de investigação naquele país africano, na área da ligação atlântica ou noutras áreas, como na agricultura, nas culturas do cacau e do café”. O ministro deu conta do apoio que o IPB pode facultar na formação avançada de quadros e da capacitação científica de São Tomé. “Neste momento não há nenhum centro de investigação neste país, pelo que estamos a garantir que se criem estes serviços, e com disponibilidade para ajudar”, afirmou Manuel Heitor.

Dia do IPB contou com presença de Ministro português e outro S. Tomense

São Tomé está a trabalhar com o IPB desde 2010. Através desta ligação foi possível criar um mestrado em Agricultura Tropical, o único ministrado em Portugal. “Perdeu-se essa sabedoria com o 25 de abril, e nós temos orgulho por termos este conhecimento reconhecido pela nossa agência de avaliação. Isto deveu-se a todo o trabalho feito com São Tomé
em ligação com a sua universidade”, destacou Sobrinho Teixeira, presidente do IPB. O instituto entregou a medalha
de honra a entidade internacional à Universidade de São Tomé. São já mais de uma centena os alunos deste país que estudam em Bragança, um número que poderá aumentar nos próximos anos. “Nós queremos melhorar o nosso sistema científico para garantir uma educação de qualidade aos nossos cidadãos. Queremos trabalhar para participar numa rede científica internacional”, disse o ministro de São Tomé, Olinto Daio. O IPB celebrou um protocolo de colaboração com a Associação de Apoio à Comunidade Portuguesa na Suíça, “uma novidade”, segundo o presidente da instituição brigantina, dada a aproximação que se faz à diáspora transmontana e portuguesa. “É algo que estamos a começar e é um caminho que o IPB deve trilhar que passa pela ligação às suas comunidades, para manter uma ligação afetiva a Portugal e para podermos ministrar formação ao nível da educação e da cultura. Muitas dessas famílias têm filhos que podem perder a noção do que é a cultura lusa”, explicou Sobrinho Teixeira. O IPB atribuiu ainda a medalha de Honra a entidade nacional a José Luís Gomes Pinheiro, antigo presidente da câmara de Bragança, entre 1976 e 1989. Foram entregues bolsas de mérito e diplomas aos alunos.

Publicado em: “Mensageiro”