Politécnicos vão formar jovens para trabalhar na SONAE

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
(CCISP) assinou na passada terça-feira, em Bragança, um protocolo com a SONAE para a definição de cursos de curta duração, nomeadamente de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e eventualmente licenciaturas, de modo a responder às necessidades que o grupo apresenta, dado os seus planos de expansão para os próximos anos, nas várias áreas em que trabalha, desde a saúde, à gestão, à agricultura, entre outras. “Há que desenhar uma oferta formativa para atrair os mais jovens e requalificar outros menos jovens. Quer jovens com menos de 18 anos, quer população activa”, referiu o presidente
do CCIPS, Pedro Dominguinhos, realçando que o protocolo
“é um voto de confiança muito forte que o maior grupo
privado português faz no sistema politécnico público”.
Presente na cerimónia esteve o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que considera o protocolo um “novo desafio” para Portugal, nomeadamente para o ensino Politécnico que está a comemorar 40 anos da sua criação. “É uma nova realidade, por um lado por estarmos aqui em Bragança e no Brigantia Ecopark, mas também pela reunião com sete empresas da área do digital, o que mostra a dinâmica que aqui se está a criar. As empresas percebem cada vez mais a importância do ensino politécnico para atrair jovens”, afirmou o ministro.
Os politécnicos estão presentes em 60 localidades do país.
“Nenhuma instituição de ensino tem uma capilaridade tão boa como os politécnicos”, afirmou Pedro Dominguinhos.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que assinou protocolos
com vários empresários, referiu que as várias empresas do setor da informática instaladas no Brigantia estão a crescer rapidamente e são muito competitivas.
“Já criaram 80 postos de trabalho. O protocolo permite formar pessoas de acordo com as suas necessidades e colocar os nossos alunos em ambiente real de trabalho. Podemos ainda desenvolver projetos de inovação com essas empresas para trabalhar com elas e desenvolver ações próximas, segundo as suas necessidades. Contactado as empresas, montando em conjunto projetos de inovação e fazendo a mobilização das equipas”, realçou. Para além disso, os politécnicos vão promover uma série de iniciativas nas áreas de investigação aplicada,
como por exemplo a Tecnologia Alimentar, para identificar as necessidades concretas das necessidades daquele grupo económico. Há ainda a vertente de criação de doutoramentos para responder ao interface das empresas. O ministro destacou a ainda a importância do Laboratório Colaborativo More, lançado
naquele dia, onde já existem vários jovens a trabalhar com empresas agregadas e a ajudar a colocar produtos no mercado. “Vão desde o spray para conservar produtos alimentares, ao vinho conservado sem sulfitos, produtos cosméticos ou ervas aromáticas”, descreveu Manuel Heitor. Este projeto vai contar com 4,3 milhões de euros de financiamento ao abrigo de uma candidatura e, segundo o presidente do IPB, vai em breve contratar emprego científico para trabalhar num interface entre os novos centros de investigação e as empresas.
Politécnicos vão requalificar desempregados. Este ano os politécnicos vão iniciar a requalificação desempregados para as áreas digitais ao abrigo de um protocolo com o IEFP com objetivo
de criar redes regionais de especialização digital. Os primeiros
cursos começam em setembro e vão abranger cerca de 1500 pessoas que receberão formação em 12 politécnicos espalhados pelo país, quer em laboratório/sala de aula quer nas empresas, num total de seis meses. Os estágios já estão garantidos. Em Bragança, o Instituto Politécnico assinou protocolos com seis empresas, que participaram no desenho dos programas formativos “para irem ao encontro das suas necessidades, que permitem que muitos desempregados em áreas com pouca empregabilidade possam ser requalificados para serem empregados”, referiu Pedro Dominguinhos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Concurso ao ensino superior arranca com mais 1080 vagas em instituições fora de Lisboa e Porto


Politécnicos de Coimbra e de Bragança e universidades do Minho e de Évora são as que aumentam mais lugares. Já as instituições das duas maiores cidades perdem 1066. A correção na distribuição territorial de vagas imposta pelo ministro é a grande novidade deste ano
Com apenas mais 14 vagas do que em 2017 (num total de 50.852), as candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancam esta quarta-feira, com os alunos a poderem escolher entre quase 1100 licenciaturas e mestrados integrados. A grande diferença é que encontrarão menos lugares nas nove instituições localizadas nos distritos de Lisboa e do Porto – a exceção é a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, por não haver oferta semelhante no país – já que todas tiveram de cortar 5% na oferta em relação aos lugares que cada uma disponibilizou nos concursos dos anos anteriores.
Quanto às universidades e politécnicos localizados nas restantes regiões do país, todas puderam aumentar as vagas em 5% e ainda mais se reforçassem as apostas em áreas tidas como estratégicas como Física e Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica. Aliás, as instituições de ensino superior de todo o país tiveram de manter o mesmo número de lugares para os cursos nestas áreas e ainda em Medicina. Nem que depois tivessem de cortar mais noutras formações, para atingir os tais 5% de redução.
Na nota enviada à comunicação social, o Ministério apresenta os números finais: “Tendo em vista a correção dos desequilíbrios territoriais na evolução recente do ensino superior público em Portugal, a distribuição de vagas inclui um aumento de 1080 nas instituições localizadas fora de Lisboa e do Porto (totalizando 29.851) e a redução de 1066 vagas nas instituições de Lisboa e Porto (totalizando 21.001).

Olhando mais em pormenor para o que se passou em cada instituição é visível que as mil vagas a mais não foram aproveitadas pelas escolas de igual forma. Em termos absolutos, as instituições que aproveitaram para abrir mais lugares foram a Universidade do Minho (mais 136 lugares) e o Instituto Politécnico de Coimbra (mais 131), situados em cidades que estão longe de ser as mais afetadas pela saída das populações e dos jovens em particular.
Só a seguir surgem o Instituto Politécnico de Bragança (mais 95) e a Universidade de Évora (87) – em termos relativos, esta última instituição foi até a que aumentou mais a sua oferta com uma subida de 8%.
Noutros casos, os dirigentes académicos entenderam que não tinham capacidade para reforçar ou oferta ou que não teriam mais procura pelo simples facto de abrir muito mais lugares. Foi o caso do politécnico de Santarém, que até reduziu a sua capacidade em 29 lugares. Já os de Leiria e de Viseu optaram por oferecer apenas mais 15 e 6 lugares. Na Universidade dos Açores manteve-se tudo igual.

Metade dos alunos em Lisboa e Porto

A crescente concentração do número de estudantes inscritos em instituições de ensino superior público de Lisboa e do Porto e a deslocação de jovens do interior para estas cidades está na origem da determinação do ministro Manuel Heitor em impor cortes na oferta nestas áreas metropolitanas.

A percentagem de inscritos em Lisboa e Porto aumentou de 42% em 2005/06 para 49% em 2016/17. Se a estes número se juntar os que frequentam o ensino privado, a concentração nas duas maiores áreas urbanas chega aos 54%, numa distribuição que não tem paralelo quando se olha para outros países europeus, indicam os dados compilados pelo Ministério. Na vizinha Espanha, por exemplo, as regiões de Madrid e Catalunha congregam 23% da população universitária. Na Holanda, Amesterdão e Eindhoven reunem 8%.
Além disso, tem lembrado o ministro, o aumento de vagas, desde o início deste século, de 42% no distrito de Lisboa e de 13% no do Porto não é minimamente proporcional ao crescimento da população residente (5% e 3%, respetivamente), nem à diminuição de frequência do ensino secundário dos últimos anos.

Fuga para o privado?
Será preciso esperar pelos resultados do concurso de acesso, em setembro, para perceber se esta nova política de vagas teve impacto numa redistribuição dos alunos.
Os responsáveis das instituições de Lisboa e do Porto têm dito que não e têm antecipado efeitos perversos como a desistência do ensino superior (por parte de quem não consegue entrar naquela que seria a sua primeira opção).

Mas nos dados sobre os números deste concurso, o Ministério também afasta estes receios. Segundo as contas da tutela, há 316 licenciaturas e mestrados integrados a funcionar em Lisboa e no Porto que tiveram no ano passado uma taxa de ocupação superior a 95% logo após a 1ª fase do concurso. Estes serão os que seriam atingidos se mantivessem a procura e atendendo agora ao corte de 5% nas vagas. Destes há 41 que estão ‘protegidos’ por serem das áreas definidas como estratégicas e que não podem sofrer redução de oferta.
“Dos 275 que sobram e poderão ter redução de vagas, 85 não têm ofertas similares no privado na mesma cidade, o que limita a temida deslocação ‘massiva’ para o ensino privado”, escreve o Ministério.
Finalmente, o ministério lembra que as instituições públicas das duas maiores cidades, apesar da sua dimensão e recursos, não têm atraído tantos novos estudantes internacionais como outras escolas mais pequenas. E que esta deve ser uma aposta, já que “Lisboa e Porto têm somente 16% dos novos estudantes internacionais inscritos em Portugal”.
Neste campeonato ninguém bate o Politécnico de Bragança que em dois anos mais que triplicou este contingente.

Publicado por: “Jornal Expresso”

Alunos africanos denunciam “dificuldades acrescidas” para alugar quartos

Os estudantes oriundos de países africanos que frequentam a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela sentem-se discriminados na hora de procurar alugar quartos. Se a especulação imobiliária na cidade já é um entrave para muitos alunos nacionais encontrarem quartos, com preços muito elevados praticados pelos proprietários das casas, quando se trata de alunos africanos, o preço é ainda superior. “Para não dizerem claramente que não querem alugar, avançam com preços superiores a 130 euros por quarto, que não podemos suportar”, lamenta Wanderley Antunes, presidente da Associação de Estudantes Africanos da ESACT de Mirandela, lembrando que a maioria dos estudantes “não tem qualquer bolsa de estudo”. Wanderley Antunes explica ainda que o preço elevado também se prende com o facto dos alunos africanos chegarem sempre mais tarde que os restantes, devido à dificuldade na obtenção dos vistos. O preço elevado dos quartos é mesmo o principal problema para a comunidade de estudantes africanos na ESACT de Mirandela. De resto, Wanderley Antunes garante que os mais de 130 alunos têm sido muito bem-recebidos na comunidade. “Estão perfeitamente adaptados à escola e à cidade”, diz. Atualmente, estão a frequentar a ESACT de Mirandela 61 alunos de Cabo Verde, 58 de São Tomé e Príncipe, 12 da Guiné Equatorial, 5 da Guiné Bissau e 4 de Moçambique. A questão dos preços elevados já não é nova, dado que, há um ano atrás, o próprio Diretor da ESACT de Mirandela tinha manifestado a sua preocupação com a falta de quartos para arrendar e com os preços muito elevados praticados pelos arrendatários, muito acima da média. “Para além da escassez de quartos para arrendar, os que existem são mais caros que em Bragança”, onde está o IPB, a escola mãe. “A média por quarto individual ou partilhado ronda os 120 euros, enquanto em Bragança é de cerca de 80 euros. É uma diferença substancial e isso é uma dificuldade”, disse Luís Pires. Em seu entender esta situação acontece porque os arrendatários inflacionam o mercado, devido à pouca oferta, mas avisa: “este comportamento pode colocar em causa o crescimento do ensino superior, em Mirandela. Temos de ter a perceção que, se apertarmos muito a galinha dos ovos de ouro pode morrer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Alunos são cientistas por um dia na Masterclass sobre física de partículas


Ontem decorreu uma Masterclass sobre física de partículas, no Instituto Politécnico de Bragança, onde os alunos do 10º e do 11º ano, do secundário do Agrupamento Escola Emídio Garcia, foram cientistas por um dia.
Alguns dos alunos referem que é uma actividade interessante mas a física não passa pelo seu futuro.
Maria João Pires, aluna diz “que é uma actividade interessante para nós tentarmos perceber mais a química e a física e pensa que nunca será física”.
Ariana Fernandes, aluna afirma “que é interessante, pois temos conhecimento sobre algo que não conhecíamos, apesar de não termos muitas bases neste assunto, conseguimos ter um pouco de mais de cultura sobre este assunto” mas também destaca que não será uma área que vai seguir.
Diogo Carvalho, também aluno destaca “gosto de física mas não é algo que queria continuar no futuro. Gosto pela descoberta do que já há e pela exploração do que já não se sabe”.
A professora Luísa Fernandes da mesma escola defende que esta iniciativa é importante porque permite aos alunos conhecimento mais alargado sobre a física “é importante porque têm outros pontos de vista. Os alunos assistem ao processo da construção do conhecimento científico pois permite dar lhe um limite e uma perspectiva diferente”.
Na manhã de ontem decorreram formações teóricas sobre a física. Uma delas foi ministrada por Pedro Abreu, coordenador do evento, a nível nacional e cientista do Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas que explica a importância do evento para os alunos.
“O conceito mais importante é que eles (os alunos) podem ser cientistas. Ao sermos nós cientistas portugueses a falar para eles estamos a dizer porque não tu, uma vez que também nós estamos em escolas secundárias portuguesas” diz Pedro Abreu.
Os alunos realizaram experiências em laboratórios. O evento terminou com uma videoconferência internacional com alunos da Hungria, Itália e a Croácia analisando dados reais obtidos no CERN – Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear que é o maior laboratório de física de partículas do mundo.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Instituto Politécnico de Bragança (IPB) comemora o 35º aniversário

O “Dia do IPB” conta com a presença do primeiro-ministro de Cabo Verde e ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal.
O Dia do Instituto Politécnico de Bragança, 28 de janeiro, assinala a tomada de posse da primeira comissão instaladora em 1983, completando este ano, 35 anos de existência. Desde essa data, muito se construiu nesta instituição, fruto da contribuição de várias gerações de estudantes, funcionários e docentes e de instituições e personalidades externas, em prol de um objetivo comum de desenvolvimento regional e nacional Em 35 anos de história, o IPB formou cerca de trinta mil diplomados e construiu o mais qualificado corpo docente do Ensino Superior Politécnico português, com mais de 70% do seu corpo docente doutorado, tornando-se num agente fundamental de desenvolvimento da região e do país e de descentralização e democratização do acesso ao ensino superior. O IPB tem atualmente 7.500 alunos nas suas cinco escolas, abrangendo uma vasta área do conhecimento e da tecnologia.
O IPB é parte integrante do sistema nacional de Ciência e Tecnologia, através da existência de unidades de I&D que lhe permitem ter indicadores do impacto e excelência da sua produção científica e investigação aplicada em várias áreas. De acordo com o SIR Ranking Mundial, elaborado pelo Grupo de Pesquisa SCImago, é a instituição de Ensino Superior Português com a melhor impacto normalizado, taxas de excelência e impacto tecnológico .
É membro fundador do Parque de Ciência e Tecnologia Brigantia EcoPark-, um espaço privilegiado para a ciência e tecnologia para empresas de base tecnológica, start-ups e spin-offs.
A internacionalização constitui uma das suas apostas estratégicas, consciente que esta é um fator de diferenciação positiva entre instituições de ensino superior. A última década confirmou o IPB como uma das instituições que mais promoveu a mobilidade académica em Portugal com mais de 1900 estudantes internacionais e mais de 1000 professores e colaboradores visitantes. O IPB é hoje em dia uma instituição multicultural, onde 26% dos seus estudantes possuem nacionalidade não portuguesa.
Medalhas de Honra – O Conselho Geral do Instituto, por proposta da sua presidência, aprovou a instituição da Medalha de Honra do IPB a individualidade nacional e internacional e a sua atribuição anual por ocasião desta comemoração Institucional.
Em reunião do Conselho Geral de 11 de Dezembro de 2017 foi decidido, por unanimidade, atribuir as medalhas de Honra do IPB de 2018 a individualidade Nacional é atribuída à pintora transmontana Graça Morais, sendo na mesma ocasião inaugurada uma exposição de pintura de sua autoria sobre Cabo Verde, realizada quando da sua residência artística neste País em 1988 e 1989 e a entidade Internacional à Nação Cabo-verdiana, pela excecional contribuição para o progresso, bom nome e prestígio internacional do Instituto Politécnico de Bragança, através de uma ampla colaboração interinstitucional no domínio da formação superior e, a medalha de honra.
Neste contexto, vem o Instituto Politécnico de Bragança endereçar-lhe o convite para estar presente e fazer a melhor divulgação das comemorações dos 35 anos do IPB e da entrega das medalhas de Honra Nacional e Internacional do IPB, na presença do Primeiro-ministro da República de Cabo Verde, Dr. José Ulisses de Pina Correia e Silva e do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal, Manuel Heitor. A cerimónia terá lugar pelas 14h30, do próximo dia 29 de janeiro, no Teatro Municipal de Bragança.

Publicado por: “Notícias do Nordeste”

Estudantes de Bragança levam bens a famílias de Vila Nova de Poiares

Uma turma do Instituto Politécnico de Bragança pôs literalmente em prática o sentido do curso de Serviço Social e Desenvolvimento comunitário para ajudar famílias afetadas pelos incêndios.

Depois dos incêndios de 15 de outubro, os alunos pensaram na sala de aula o que poderiam fazer pelas pessoas mais afetadas pelos fogos. Se o pensaram, mais depressa o fizeram. Durante quase mês e meio, fora do tempo de aulas e aos fins de semana, começaram a angariar bens que, na passada quarta-feira, entregaram a 15 famílias de Vila Nova de Poiares.
Uma ideia que surgiu na sala de aulas, acrescenta. “Na unidade curricular de problemas contemporâneos em que estávamos numa discussão para ver quais eram os problemas sociais que afetavam, neste momento nosso país, foi na altura de outubro, dos incêndios e então nós decidimos, enquanto turma e com está nos objetivos do curso fazer um projeto de ação social que fosse de encontro aos nossos objetivos. Fizemos algum trabalho de investigação para ver quais eram as aldeias afetadas e Vila Nova de Poiares foi a vila que se disponibilizou a receber os nossos materiais”.
O estudante de Matosinhos adianta que falaram com mais câmaras mas as necessidades eram outras como materiais de construção ou alimentos para animais. Bens que eles não tinham capacidade para arranjar enquanto estudantes.
Cristina Fernandes, é de Lousada e aluna de Serviço Social, acrescenta que foram buscar os bens a vários sítios. “A Chaves, à Régua onde temos alguns alunos da turma e aqui em Bragança. Fomos para a rua e as pessoas disponibilizavam-se logo quando lhe dizíamos qual era o objetivo”.
À medida que os sacos com bens de todo o tipo iam entrando no autocarro os lugares reservados para a turma começam a ficar em causa mas Cristina Cardoso, aluna do Peso da Régua diz que a turma vai toda. “Vamos todos os 15 elementos. Todos tomámos a iniciativa e vamos todos entregar os bens às quinze famílias que já estão identificadas pela câmara de Poiares, para ter a certeza que é mesmo tudo distribuído às pessoas certas”.
Paula Martins é uma das professoras do curso de Serviço Social e Desenvolvimento Comunitário do Politécnico de Bragança. Ficou surpreendida com o empenho e organização que os alunos tiveram fora das aulas. “Foi um pormenor que eu não esperava. Eles próprios criaram um sistema de presenças, fora das aulas. Reuniam à noite para trabalhar, uma folha de presenças, reuniam para fazer os flyers, outra folha de presenças, ou seja foi um trabalho mesmo em conjunto”.
A professora acrescenta que as quinze famílias estão bem identificadas. “Dez famílias que perderam totalmente todos os bens e mais 5 que perderam quase tudo. (Estes 15 alunos) estão a cumprir muito bem o sentido do curso. Fazia falta mais prática num curso que é muito teórico e eles cumpriram essa parte a 100%”, termina.

Publicado por: “TSF Rádio Notícias”

Alunos do IPB procuram soluções para problemas reais das empresas


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai envolver os alunos na procura de soluções inovadoras para problemas reais apresentados por empresas, no âmbito de um projeto que arranca hoje com cinco empresas e 25 alunos.
O responsável, Luís Pais, explicou à Lusa que o projeto assenta num modelo de inovação finlandês em expansão dentro e fora da Europa e que o politécnico de Bragança será a primeira instituição portuguesa a adotar a denominada Plataforma Demola, em representação do Norte de Portugal.
O lançamento da “Plataforma Demola North Portugal” será oficializado hoje numa cerimónia em que serão assinados os contratos com as cincos empresas para os quais os alunos, em articulação com professores e investigadores, vão estudar soluções para os problemas apresentados.
Equipas de cinco alunos de diferentes áreas do saber e níveis de ensino, desde os cursos profissionais aos mestrados, vão ao longo de três meses estudar as questões colocadas por cada uma das cinco entidades.
Luís Pais concretizou que se trata de soluções pedidas pela Câmara de Bragança para ajudar turistas que visitam a cidade, por uma empresa de segurança para apoio a idosos, por uma padaria que procura estratégias de venda no estrangeiro mantendo a frescura dos produtos e uma empresa de contabilidade que quer retirar papel dos procedimentos.
Os alunos vão ainda trabalhar em soluções para a medicação de idosos pedidas por uma empresa, a OldCare, que nasceu no gabinete de empreendedorismo do IPB e tem atualmente filiais no país.
Este modelo de cooperação tem como propósito “resolver problemas de empresas, dando aos alunos total liberdade para propor soluções”.
Segundo Luís Pais “há três atores neste projeto: a empresa, o facilitador, papel desempenhado por um professor, e os alunos.
As equipas que vão trabalhar em cada pedido das empresas são compostas por cinco alunos de diferentes áreas e nacionalidades. Entre o total de 25 alunos envolvidos no arranque, 12 são portugueses e 13 estrangeiros.
Cada equipa, como explicou o responsável, “oferece uma solução para a empresa, que pode comprar a ideia, se encontrar utilização prática”, não tendo as empresas outros custos.
O valor da venda “é para pagar aos alunos”.
“É um projeto inovador que pretende resolver problemas reais das empresas, ao mesmo tempo que os alunos aprendem e ganham competências complementares à formação”, indicou Luís Pais.
O responsável encara este projeto como “uma oportunidade para todos: para os estudantes que ganham competências conhecendo o mercado de trabalho” com a possibilidade de conseguirem emprego na própria empresa onde desenvolvem o projeto.
É também, continuou, “uma oportunidade para as empresas de pequena dimensão que não têm disponível capacidade de investigação e inovação para problemas reais e criação de novos produtos e serviços”.
O politécnico encontra aqui também a oportunidade de, “sendo uma universidade de ciências aplicadas, desenvolver investigação e trabalhar em estreita colaboração com as empresas”, como sublinhou Luís Pais.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Mais informações em: “Sapo24”

Politécnicos de Leiria, Bragança e Viana do Castelo lançam licenciatura pioneira com mobilidade em Engenharia Alimentar

Uma licenciatura em Engenharia Alimentar que inclui mobilidade é a nova aposta dos Politécnicos de Leiria, Bragança e Viana do Castelo.
Trata-se de uma licenciatura pioneira no País, que decorre em simultâneo nos três Politécnicos, e que, além da formação científica e técnica de base e da interação com o tecido empresarial e industrial de cada região, leva os estudantes em mobilidade para aquisição de competências nas áreas em que cada instituição é especialista – laticínios e vinhos em Viana do Castelo, recursos alimentares marinhos, hortofrutícolas e cereais em Leiria (Peniche), e carnes e azeite em Bragança.
Rui Ganhão, coordenador da licenciatura em Engenharia Alimentar no Politécnico de Leiria, salienta que «a licenciatura responde às necessidades do mercado, que carece de oferta de mão de obra especializada em Portugal».
Terá uma duração de três anos, e envolve, no primeiro ano, preparação geral base na instituição de origem, e nos três semestres seguintes, mobilidade dos estudantes, para aquisição de competências nas áreas específicas de cada região/instituição.
«Trata-se de uma licenciatura que tem como suporte a metodologia de project based learning, que pretende que haja uma participação ativa na aprendizagem, e por isso, eminentemente prática», explica o docente.

Publicado em: “Revista da Indústria Alimentar”

Mais informação em: “Jornal Nordeste”

IPB organiza actividades para integrar os alunos estrangeiros na comunidade

Workshops e apresentações musicais, gastronómicas, culturais ou simples momentos de convívio são os ingredientes que fazem a Semana de Erasmus e o Encontro de Mobilidade Internacional, no Instituto Politécnico de Bragança.
Há 13 anos que o IPB promove uma semana, dedicada aos estudantes estrangeiros deste campus académico. Luís Pais, vice-presidente para a área internacional, refere que todas as iniciativas “são pensadas com o intuito de integrar os alunos que chegam de 27 países de todo o mundo.”
Os estudantes felizes com esta atenção que lhes é dedicada mas dizem que se sentem integrados no IPB e na cidade. Oana é ucraniana, tem 21 anos, está de Erasmus em gestão e ficar em Portugal é uma possibilidade “gosto muito de Portugal e de estudar no IPB está a ser uma boa experiência, ficar a trabalhar em Portugal no final do curso é uma possibilidade.”
Quanto aos alunos cabo verdianos Sky e Nuno, estudam mestrado em contabilidade financeira e concorreram através de um programa especial de mobilidade que oferece aos alunos estrangeiros a possibilidade de tirar os cursos integralmente.
Sobrinho Teixeira, presidente do politécnico, diz que esta é “uma forma de promover a interacção entre as várias culturas e que é um dos pontos que faz com que o IPB integre o Top 3 das melhores instituições de ensino superior do país.”
A semana culminou com a corrida IPB for All, que convida todos os que se queiram juntar a esta iniciativa para a integração e promoção da igualdade de culturas.
Durante estes dias houve ainda espaço para uma feira internacional e durante toda a semana na cantina o menu foi variado com propostas e prato típicos, para que todos pudessem provar um pouco de países como a Ucrânia, Marrocos, Brasil, Rússia, México, Tunísia e outros.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Terminou com balanço positivo a Semana de Tecnologia e Gestão do IPB

Terminou mais uma Semana de Tecnologia e Gestão no Instituto Politécnico de Bragança.
“Rumos de Mudança- Um olhar sobre a montanha” foi o tema que deu mote às discussões que durante três dias encheram o auditório Alcínio Miguel, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, com transmissão em directo na Rádio Brigantia.
João Paulo Almeida é professor no IPB e presidente da comissão organizadora da Semana de Tecnologia e Gestão e diz que estes temas foram escolhidos para uma reflexão interna, na sequência dos temas da digitalização da economia e da indústria que estão na agenda do governo e principalmente da criação do projecto-piloto do laboratório colaborativos do parque de montesinho, lideradas pelo IPB. “É um tomar de consciência que os desafios são exigentes e que estamos preparados para perceber que estamos preparados para assumir a liderança nos projectos colaborativos de montanha e aproveitar para nos afirmarmos na Europa uma vez que estamos na linha da frente neste tipo de investigação”, reitera.
João Paulo Almeida sublinha o papel dos alunos e das suas participações nestas jornadas e do seu papel na concretização de projectos futuros, “os alunos são o nosso maior capital, o nosso objectivo é formar os alunos e transmitir a mensagem destes desafios é importante porque serão o capital no futuro que nos vai ajudar a estar na linha da frente nestes projectos.”
Ainda no âmbito da semana de tecnologia e gestão foi promovido um concurso de ideias que premiou várias ideias empreendedoras propostas pelos alunos da Escola de Tecnologia e Gestão do IPB
Elícia Vieira, aluna da ESTIG, ficou em segundo lugar com um projecto de chalés móveis que pretende pensar na valorização do parque natural de montesinho e preservação ambiental
“Passou-nos pela cabeça valorizar a região, e tivemos a preocupação com o ambiente e sustentabilidades. Estes chalés móveis permitem aos visitantes deslocar pelas diferentes áreas do parque natural de montesinho”, explica a jovem empreendedora.
A ser concretizada esta ideia pretende valorizar a cultura local e a convivência directa entre os turistas e as pessoas das diferentes localidades.
A edição deste ano da Semana de Tecnologia e Gestão foi virada não só para a comunidade académica mas também para a comunidade no geral que aderiu em força aos fóruns de discussão pública.

Publicado por: “Rádio Brigantia”