XIV Semana Erasmus do IPB reforça cooperação internacional

Para além de receber 100 docentes e colaboradores de 19 países, a semana incluiu ainda uma Feira Internacional e a corrida “IPB for All”
Entre 15 e 18 de Maio aconteceu a XIV Semana Erasmus do Instituto Poli­técnico de Bragança, a insti­tuição de ensino superior que mais alunos estrangeiros re­cebe em todo o país, tendo esta ano atingido o núme­ro recorde de 2000 estudan­tes estrangeiros. A iniciati­va pretende promover a afir­mação da comunidade inter­nacional do IPB e mostrar a multiculturalidade da insti­tuição.
Cerca de uma centena de docentes e funcionários de diversas instituições de 19 nacionalidades da Europa mas também de países como o Brasil e a Argélia participa­ram numa série de activida­des com o objectivo de refor­çar a cooperação internacio­nal. “Quisemos receber me­lhor os professores e colabo­radores de instituições par­ceiras, de forma a que pu­déssemos fazer uma agenda e programa que fossem voca­cionados para todos os aspec­tos da cooperação internacio­nal e para tirar partido dessa mobilidade, de forma a que fosse mais efectiva”, destacou o vice-presidente do IPB com o pelouro da internacionali­zação, Luís Pais.
Os estudantes internacio­nais que estudam no IPB par­ticiparam também nesta se­mana com uma mostra gas­tronómica e cultural na Es­cola Superior de Educação, na feira internacional dos es­tudantes. Alejandro Garcia está há 8 meses no IPB a fa­zer mestrado em gestão em­presarial e mostrou a gastro­nomia com o “pico de gallo, feito de tomate, cebola e sal­sa, e uma receita de milho com pimenta, sal e limão”, bem como a cultura do país natal, com “uma apresenta­ção da cultura mexicana, há uma ‘Catrina’, que é uma re­presentação do dias dos mor­tos, uma celebração muito importante no México”, ex­plicou.
Emad Sweed é da Palesti­na e da Síria e decidiu parti­cipar na Feira Internacional para falar “de dois dos países mais antigos no mundo, Da­masco é a capital mais antiga, com mais de 10 mil anos, são cheios de cultura, arquitectu­ra e comida deliciosa”. Está há mais de 3 anos em Bragan­ça a estudar engenharia me­cânica. Tema inevitável é a si­tuação de conflito que se vive nos dois países. “As pessoas perguntam-me todos os dias acerca da situação lá, ainda agora Trump mudou a em­baixada de Israel para Jerusa­lém, mas durante milhares de anos foi a capital da Palesti­na”, referiu o estudante.
Gérsica Matsinhe, de Mo­çambique, está há 9 meses no IPB para estudar engenharia informática e diz que a “a ex­periência está a ser boa”. “No início houve aquele choque de diferença de temperatu­ra, mas habituei-me e gosto da cidade e do povo de Bra­gança, é acolhedor”, afirmou a estudante que, com cole­gas moçambicanos, expôs fo­tografias representativas “da cultura, gastronomia e heróis nacionais” e cozinhou bolos típicos daquele país africano.
Santos Pires veio de Ti­mor há quatro anos para es­tuar engenharia Biomédi­ca e esta já não é a primeira participação na feira. “Trou­xemos coisas tradicionais ti­morenses, como a casa típica, o TAIS, o tecido tradicional e comida como a mandio­ca, batata-doce e outros pra­tos locais, as pessoas provam e gostam. Vamos também apresentar uma dança tradi­cional ”, afirmou.
Durante a semana pas­sada, nas cantinas do IPB aconteceu ainda a semana gastronómica internacional, sendo apresentados pratos de vários países no menu. Já dia 18 decorreu a Corrida “IPB for All”.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

IPB reforça cooperação internacional na XIV Semana Erasmus

Começou ontem a XIV Semana Erasmus no Instituto Politécnico de Bragança, a instituição de ensino superior que mais alunos estrangeiros recebe em todo o país, para promover a afirmação da comunidade internacional do IPB e mostrar a multiculturalidade da instituição.
Cerca de uma centena de docentes e funcionários de diversas instituições de 19 nacionalidades da Europa mas também de países como o Brasil e a Argélia participam até amanhã numa série de actividades, com o objectivo de reforçar a cooperação internacional.
“Quisemos receber melhor os professores e colaboradores de instituições parceira de forma a que pudéssemos fazer uma agenda e um programa que fosse vocacionado para todos os aspectos da cooperação internacional e para tirar partido dessa mobilidade de forma a que fosse mais efectiva”, destacou o vice-presidente do IPB com o pelouro da internacionalização, Luís Pais.
Os estudantes internacionais que estudam no IPB participam também nesta semana com uma mostra gastronómica e cultural na Escola Superior de Educação, na feira internacional dos estudantes. Alejandro Garcia está há 8 meses no IPB a fazer mestrado em gestão empresarial e mostrou a gastronomia com o “pico de gallo, feito de tomate, cebola e salsa e uma receita com milho som pimenta, sal e limão” e a cultura. “Temos uma apresentação da cultura mexicana, temos uma “Catrina”, que é uma representação do dias dos mortos, uma celebração muito importante”
Até sexta-feira decorre ainda nas cantinas do IPB a semana gastronómica internacional, sendo apresentados pratos de vários países no menu. Já amanhã decorre a Corrida “IPB for All”, às 6 da tarde.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informação em: “Mensageiro de Bragança”

Instituto Politécnico de Bragança realiza a 14ª Semana Erasmus

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) realiza a 14ª Semana Erasmus que decorrerá entre 15 e 18 de maio, envolvendo a participação de 90 professores e colaboradores de Instituições de Ensino Superior (IES) de 19 países como Alemanha, Argélia, Bélgica, Brasil, Croácia, Eslováquia, Espanha, Finlândia, França, Grécia, Itália, Letónia, Lituânia, Polónia, República Checa, Roménia, Rússia, Suécia e Turquia.

A agenda incluirá a realização de seminários e a realização de diversos workshops que juntarão estudantes, professores, investigadores e colaboradores do IPB e das IES parceiras para troca de experiências nos mais variados domínios de intervenção.
A sessão oficial de abertura realiza-se no dia 15 de maio, pelas 10h00, no Auditório da Escola Superior de Educação do IPB.
Após a sessão de abertura, pelas 11:00, na Escola Superior de Educação, realizar-se-á a Feira Internacional dos Estudantes do IPB, uma mostra cultural e gastronómica promovida pelos estudantes internacionais do IPB.
No dia 17 de maio, pelas 18h00 e com ponto de partida na Escola Superior de Educação, realizar-se-á a Corrida IPB for All (IPB para todos). O percurso terá início no Campus do IPB e passará pelo centro da cidade de Bragança, contando com a participação dos estudantes, docentes e colaboradores nacionais e internacionais no IPB, e está aberta à participação da sociedade civil. A Corrida IPB for All pretende promover a integração dos estudantes e restantes residentes de nacionalidade estrangeira na comunidade académica do IPB e na região. Para além da cerimónia de entrega de prémios aos melhores classificados de cada Continente, o IPB oferecerá um churrasco-convívio a todos os participantes.
Complementando a iniciativa de integração, realizar-se-á de 14 a 18 de maio a Semana Gastronómica Internacional (Food from All), com a disponibilização de menus preparados sob a orientação dos estudantes estrangeiros do IPB. Dez refeições representativas de dez países diferentes serão disponibilizadas ao almoço e jantar na cantina geral dos alunos e na cantina alternativa do IPB.
A 14ª Semana Erasmus consolida o projeto de internacionalização do Instituto Politécnico de Bragança. O IPB é hoje uma instituição internacional e multicultural, onde 26% dos seus estudantes (2000 dos seus 7500 alunos) possuem nacionalidade não portuguesa. O IPB possui um programa de internacionalização de reconhecido sucesso, envolvendo a mobilidade anual de 900 estudantes e 300 professores e colaboradores, fruto da cooperação com instituições de ensino superior de todo o mundo.

Publicado por: “Notícias do Nordeste”

Estudantes estrangeiros valem mais de 12 milhões para a economia do distrito

Estudo que está a ser feito por docente do IPB concluiu que o impacto na economia da região dos estudantes que que vêm do estrangeiro está a aumentar. Espanhóis são os que mais gastam no dia a dia, com o alojamento a representar cerca de um terço das despesas dos alunos.
Os estudantes estrangeiros têm um peso cada vez maior na economia do Nordeste Transmontano, sobretudo dos concelhos de Bragança e Mirandela. Se, até aqui, esta era uma perceção, a partir de agora os dados comprovam-no. Joana Fernandes, docente na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, de Mirandela, do IPB, está a realizar um estudo sobre esse impacto e concluiu que já é superior a 12 milhões de euros. “Este estudo pretendeu determinar os impactos socioeconómicos dos estudantes internacionais e na vertente dos impactos económicos de curto prazo, numa abordagem pelo lado da procura, facilmente se estimou um impacto superior a doze milhões de euros”, explicou ao Mensageiro. A restante equipa que participa neste estudo é composta por Elsa Esteves e Salete Esteves. De acordo com as investigadoras, “cada estudante internacional durante a sua estadia gasta em média 448 euros mensais”.Mas há diferenças de gastos de acordo com a nacionalidade mas, sobretudo, de acordo com o protocolo de mobilidade: “Os estudantes Erasmus+ gastam 692 euros por mês, os estudantes International CreditMobility (ICM) 1.058 euros por mês, Mobilidade Internacional com 354 euros por mês, Dupla Diplomação com 317 euros por mês, os Prospective Students com 612,9 euros, e, finalmente, os estudantes não inseridos em programas internacionais ou provenientes de outros protocolos gastam 434 e 602 euros mensais, respetivamente”, explica Joana Fernandes. Nos inquéritos efetuados, verificou-se que “as três principais categorias de gastos são o alojamento (145,7 euros), alimentação (119,0 euros) e bens pessoais (71,5 euros)”. Para já, o que se pode inferir é que “há um impacto relevante para a região, concretamente o impacto dos estudantes internacionais durante a sua estadia em 2016/2017 ascende a 12,3 milhões de euros”, explica. Mas este número tende a crescer, tal como tem crescido o número de alunos estrangeiros a chegar ao Nordeste Transmontano. Até dezembro, estavam contabilizados 1987 alunos internacionais no IPB, representando cerca de 26 por cento da comunidade escolar. E são mais 336 do que no ano letivo passado, segundo os dados do Gabinete de Relações Internacionais do IPB, para onde são encaminhados a maioria dos casos. “Verifica-se também que o IPB com uma estratégia de internacionalização consegue atrair um grande número de estudantes que geram gastos e contribuem para o desenvolvimento económico das regiões (Bragança e Mirandela). E na perspetiva dos estudantes, a maioria valoriza positivamente a oferta formativa do IPB, tendo a quase totalidade considerado que a experiência foi no mínimo satisfatória”, conclui a investigadora.

Bolsas diferem de país e de protocolo

Na base desta diferença de gastos está, acima de tudo, o tipo de protocolo pelo qual o aluno acede ao IPB. “No caso do ICM, o valor das bolsas é muito superior aos outros protocolos”, explica a equipa do GRI, composta por Gil Gonçalves, Inês Rodrigues, Raquel Rodrigues, Natália Santos, Joana Aguiar e Sylwia Solczak.

O frio como inimigo

Nalguns casos, os alunos estão por conta própria. Noutros, auferem bolsas da instituição de ensino de origem e do próprio Governo, como forma de “esbater as diferenças do custo de vida, mesmo dentro do espaço da UE”, explicam É o caso de Angel Fernandez. Aos 22 anos, este natural de Granada, em Espanha, recebe uma bolsa da universidade de origem e outra da comunidade autonómica. “Os meus pais ainda dão umaajuda, mas pouco”, explicou ao Mensageiro. O seu orçamento mensal ronda os 600 euros e inclui o pagamento de propinas, casa, despesas com luz e água, e alimentação. “Os horários a que estou habituado são diferentes. Jantamos tarde, sempre por volta das 22h00. Por isso, não consigo ir comer à cantina, que fecha às 21h00”, explica. No seu caso, gasta um quarto do orçamento com o alojamento, que divide com mais cinco colegas espanhóis. Outra fatia importante é para “o lazer”. “Jantar fora, ir tomar um copo ou viajar”, explica, embora lamente a pouca mobilidade existente entre Portugal e as zonas fronteiriças de Espanha aqui perto. Por isso ainda não foi visitar “o lago de Sanábria” mas já foi ao Porto, Coimbra ou Lisboa. Já Paulo Pinoi, de 19 anos, veio de S. Tomé estudar engenharia eletrotécnica e de computadores. No seu caso, os 300 euros mensais que gasta são inteiramente suportados pela família. “Vivo com mais três colegas e dividimos as despesas. Fazemos as compras do mês por todos e cozinhamos em conjunto, porque é mais barato”, explica. No entanto, diz que as maiores dificuldades que um são tomense sente em Bragança “são no primeiro ano”. “Depois, no verão, aproveita para trabalhar e o que se ganha dá para pagar as propinas, o que nos dá uma folga ao longo do ano”, que pode ser usado para “viajar”, por exemplo. Os dois concordam que “o frio” foi uma das principais dificuldades com que se depararam porque o custo de vida não “é muito alto”. “Comparado com Espanha é mais baixo, à exceção dos supermercados. Há coisas mais caras”, explica Angel Fernandez. Já Paulo Pino, que também é vice-presidente do núcleo de estudantes de S. Tomé e Príncipe, nota que os preços são mais altos em Portugal do que no seu país de origem mas que é mais barato estudar em Bragança do que noutra qualquer cidade de Portugal.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Aqui os estrangeiros só lamentam uma coisa: “Isso mesmo, o frio”

Estrangeiros são 26% dos inscritos no Instituto Politécnico de Bragança e mais de metade desses são cabo-verdianos e brasileiros. Atrair estudantes internacionais foi a resposta da instituição à quebra da procura dos alunos portugueses.
“Se não fosse pelo frio, Bragança era uma 11.ª ilha de Cabo Verde.” Délvis Reis atira a frase com uma gargalhada, mas é mesmo a sério que fala. Sente-se “em casa”. “Podes ser feliz em qualquer lugar de Portugal, mas cá somos muitos”, explica. Actualmente, vivem na cidade mais de 700 cabo-verdianos, quase todos estudantes no Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A estratégia de atracção de alunos internacionais para a instituição está a mudar a face da cidade transmontana. Há quase 2000 estrangeiros a estudar aqui.
Délvis veio para Bragança estudar Arte e Design. Terminado o curso, decidiu ficar e acaba de entrar nos Bombeiros Voluntários de Bragança (BVB). Por causa de uma publicação sua no Facebook, outros três conterrâneos, todos estudantes do IPB, também se juntaram à corporação. Eugénio Lopes, Elderson Lopes e Andrea Borges vestem o mesmo uniforme: calças de sarja azuis, camisolão vermelho, botas pretas.
Este é já o terceiro grupo de cabo-verdianos nos BVB. Todos estudantes do IPB. Os primeiros chegaram em 2013 e “causaram alguma estranheza”, confessa o segundo comandante Carlos Martins. “Ninguém acreditava na continuidade.” Contudo, não foi assim: esses alunos ficaram na corporação durante os quatro anos em que estudaram em Bragança e só saíram quando encontraram trabalho em cidades do litoral.
“Sempre deram o que podiam, tal como quem é natural de Bragança”, elogia o segundo comandante dos bombeiros, para logo depois corrigir: “Corro o risco até de dizer que se calhar deram mais. Como não tinham cá as famílias, vinham para o quartel mais amiúde.”
Nos últimos oito anos, Bragança foi o distrito em que mais aumentaram os pedidos de residência de estrangeiros. Na capital de distrito, onde se concentra um quarto da população da região, aumentou exponencialmente o número de cabo-verdianos neste período. Do arquipélago africano chegaram 346 pessoas em 2016 — em 2008 eram apenas 38.
O número de cabo-verdianos cresceu tanto que, dentro da Associação de Estudantes Africanos em Bragança, foi necessário criar um núcleo para cada uma das ilhas do arquipélago, para melhor responder às necessidades de acolhimento dos alunos.
Não é apenas Cabo Verde a destacar-se como país de onde chegam cada vez mais pessoas ao concelho de Bragança. No mesmo período, o número de brasileiros a quem foi concedida autorização de residência aumentou 40%. Foram 248 em 2016.

Necessidade e oportunidade

Olha-se para os números de inscritos no IPB e percebe-se uma relação. Em 2016, houve 554 alunos cabo-verdianos e 270 brasileiros matriculados na instituição. Este ano, o número subiu: há 687 alunos de Cabo Verde e 521 do Brasil. O crescimento dos estudantes brasileiros deve-se ao facto de o Exame Nacional de Ensino Médio do país ter passado a ser reconhecido em Portugal, facilitando o processo de candidatura a uma licenciatura. Os estudantes daquelas duas nacionalidades representam mais de metade dos 1987 alunos estrangeiros da instituição.
A avenida Sá Carneiro, que liga o IPB ao centro de Bragança, é, por estes dias, uma das ruas mais cosmopolitas do país. É ali que vive a esmagadora maioria dos estudantes internacionais do politécnico, que, neste ano lectivo, vêm de 69 países diferentes.
Nada disto é uma coincidência. Há seis anos, o instituto politécnico desenhou uma estratégia para atrair mais estudantes internacionais e Cabo Verde e Brasil foram as suas primeiras apostas. “Foi um misto de necessidade e oportunidade”, comenta o presidente do IPB, João Sobrinho Teixeira.
Viviam-se tempos de crise de procura dos estudantes nacionais no ensino superior, que afectavam particularmente as instituições do interior. O IPB, que hoje tem 7600 estudantes — e foi a instituição que mais cresceu no último Concurso Nacional de Acesso —, chegou a ter menos de 5000 inscritos em alguns anos lectivos, entre 2009 e 2013.
O politécnico apostou na divulgação da sua oferta em sites especializados internacionais e criou acordos de cooperação com instituições brasileiras — neste momento são 63 as universidades parceiras — e com câmaras municipais cabo-verdianas e a própria Universidade de Cabo Verde.
Foi através desses canais que começou a chegar um número crescente de estudantes desses países, num processo acelerado com a aprovação do estatuto do estudante internacional, em 2014. Depois, o passar-palavra fez o resto. E a crescente comunidade de Cabo Verde e do Brasil na cidade atrai cada vez mais conterrâneos.
A Avenida Sá Carneiro, que liga o IPB ao centro de Bragança, é, por estes dias, uma das ruas mais cosmopolitas do país. É ali que vive a esmagadora maioria dos estudantes internacionais do politécnico, que, neste ano lectivo, vêm de 69 países diferentes — e de proveniências tão diversas como o Nepal, o Quirguistão, o Kosovo ou a Mauritânia.
Nos cafés e bares frequentados pelos alunos não é difícil tomar contacto com esta diversidade. Nas mesas ouve-se falar crioulo, português com diferentes sotaques, inglês. Em muitos desses estabelecimentos trabalham também estudantes estrangeiros, em part-times com que ajudam a pagar os custos da estadia em Portugal.
O impacto do número crescente dos estudantes internacionais na cidade sente-se também nas cadeias de supermercados que operam em Bragança, onde é comum encontrar prateleiras repletas de produtos importados, incluindo grogue, a bebida típica de Cabo Verde, ou milho para cachupa.
Os 1987 estudantes internacionais significam 26% do total de estudantes. É o maior rácio de todo o sistema de ensino superior nacional. E têm um peso muito determinante numa cidade com cerca de 25 mil habitantes.

Revitalizar a cidade

O IPB mediu, este ano, o impacto económico directo dos alunos estrangeiros, não só em Bragança como em Mirandela, cidade que tem um pólo do IPB. Todavia, outras mudanças que não são medidas nesse estudo começam a sentir-se na cidade, desde logo, no mercado de habitação e na reabilitação urbana.
Em 2009, Vítor Laranjeira percebeu as dificuldades com que os alunos estrangeiros que chegavam a Bragança — então sobretudo ao abrigo do programa de mobilidade europeu Erasmus — se deparavam: oferta escassa, relutância dos senhorios em fazer contratos de curta duração e a barreira linguística. Criou a empresa Riskivector, que é agora quem arrenda os apartamentos — cerca de 90 no total — directamente aos proprietários e imobiliárias, e subarrenda aos estudantes, depois de os mobiliar e equipar, entre outros serviços prestados.
“Muitas destas casas estavam fechadas se não fossemos nós”, sublinha Laranjeira. A empresa — que no ano passado facturou 300 mil euros e tem dez funcionários, metade dos quais estrangeiros — investiu também na reabilitação do antigo edifício da Segurança Social, no centro histórico da cidade, para o transformar em habitação para estudantes.
Também a Câmara de Bragança recuperou dois edifícios no centro histórico, bem perto do castelo, para residências universitárias destinadas exclusivamente a alunos estrangeiros. São dois dos poucos edifícios reabilitados naquela zona da cidade, bastante degradada e cada vez menos povoada. No próximo ano, nasce uma terceira residência universitária na mesma área.
Mas, afinal, o que atrai os estudantes estrangeiros a estudar na cidade transmontana? A resposta é dada por Higor Cerqueira, que preside à Associação de Estudantes Brasileiros em Bragança: o prestígio que o IPB está a ganhar em rankings internacionais — foi considerado o 50.º melhor do mundo na área de Ciência e Tecnologia Alimentar pelo ranking de Xangai e tem surgido bem colocado nas listas de Leiden, SCImago e U-Multirank; a qualidade de vida e segurança da cidade; o baixo custo da propina (1090 euros anuais para alunos estrangeiros), bem como o baixo custo de vida.
“Viver em Bragança é incrível. Quando vou no Brasil não vejo a hora de voltar”
Como vários outros alunos brasileiros com quem o PÚBLICO falou no IPB, Higor chegou a Bragança com a intenção de passar um semestre ao abrigo de um programa de mobilidade e acabou por gostar tanto da experiência que agora está a fazer um mestrado na instituição. “Viver em Bragança é incrível. Quando vou no Brasil não vejo a hora de voltar”, conta. Dificuldade, mesmo, só encontra uma. A mesma com que lida Délvis Reis e muitos outros brasileiros e cabo-verdianos habituados a climas tropicais. “Isso mesmo, o frio.”

Publicado por: “Público”

Politécnico de Bragança quer ser exemplo na utilização de bicicletas

O IPBike quer pôr a comunidade académica de Bragança e Mirandela a andar de bicicleta… elétrica. O projeto faz parte do programa nacional U-Bike Portugal, do Instituto da Mobilidade e dos Transportes.

O Politécnico de Bragança é a primeira instituição do ensino superior, de um total de 15, a apresentar o projeto. Para alunos, professores e funcionários vão estar disponíveis a partir do dia 1 de janeiro, 100 bicicletas.
Leonardo Brito chegou este ano ao IPB vindo de Cabo Verde para “tirar” engenharia mecânica. Já experimentou uma das bicicletas. “É muito bom, é uma boa experiência. Vou experimentar e ver se fico com uma”.
O uso das bicicletas é gratuito, mas os utilizadores pagam mensalmente os custos do seguro e manutenção que deverá rondar os 20 euros. Pagam também, no ato do aluguer, 80 euros de caução que lhes é entregue quando terminar o período de aluguer, que pode ir até um ano.
Boku Silva é da Guiné Bissau e estuda contabilidade. Diz que pode ser uma boa solução para quem mora longe do IPB mas a mensalidade, acrescenta, podia ser mais baixa. “Gostei imenso de experimentar. É uma bicicleta atrativa, diferente das outras. Pode ser boa para quem mora longe embora ache que podia ser mais barata a mensalidade”.
Se os alunos estão interessados, os funcionários também. Victor Gomes é técnico superior da instituição e logo que possa vai fazer o registo. “Vou ficar com um bicicleta, garantidamente que sim”, afirma. No que toca a substituí-la pelo carro, “não podemos ser pragmáticos a esse ponto, não posso dizer que vou andar só de bicicleta e parar o carro. O mês de janeiro em Bragança costuma ser muito frio”.
No IPB de Bragança e Mirandela estão diariamente cerca de 2500 automóveis. A ideia do IPBike é levar a comunidade académica a adotar hábitos de mobilidade mais sustentáveis e deixar o carro de lado. Vicente Leite, coordenador do projeto, em Bragança diz que isso pode ser possível. “Esse é o principal objetivo do projeto. Se fizermos a promoção certa estou confiante que isso vá acontecer”.
O que a curto prazo não irá fazer a professora Anabela Martins. “Para já, não! Não tenho uma relação muito boa com as bicicletas, mas a curto prazo, obviamente que sim. É um excelente projeto em que o IPB dá o exemplo e acredito que vão ser todas utilizadas e que até haverá lista de espera”, salienta.
Isso é o que também diz o presidente do IPB. Sobrinho Teixeira destaca que o frio de Bragança não será impedimento para o uso e faz uma comparação. “Bragança é a cidade mais fria de Portugal. O norte da Europa usa muito as bicicletas durante o tempo frio. Penso que também seria uma forma de mostrarmos ao resto do país como é alegre viver no frio e como é que nós conseguimos, com este clima, ter esta adesão a estes temas ambientais”.
A nível nacional o projeto vai envolver quinze instituições do ensino superior. Onde serão colocadas mais de três mil bicicletas. 2000 elétricas e 1000 normais. Eduardo feio do IMT- Instituto de Mobilidade e dos Transportes diz que este é o caminho. “A bicicleta é um meio de mobilidade ótimo para o meio urbano e não só. É uma boa ajuda para reduzir a nossa pegada ecológica”.
As 100 bicicletas que agora chegam ao IPB são alugadas através duma plataforma própria. Um dos requisitos obrigatórios é o de quem a alugar tem que ter em seu nome um carro.

Publicado por: “TSF Rádio Notícias”

Todos convidados para as Rotas Científicas para uma Integração Intercultural

Pelo segundo ano o Centro Ciência Viva de Bragança está a implementar o projeto “Rotas Científicas para uma Integração Intercultural” desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico, que tem como objetivo geral o envolvimento e a integração da comunidade de jovens estudantes estrangeiros, nomeadamente os alunos em Erasmus e os que vêm dos países de Língua e Expressão Portuguesa. A iniciativa, que quer integrar através da Ciência e da Tecnologia, tem cinco vagas reservadas para os habitantes de Bragança que são convidados a participar. “Isto é que é a verdadeira integração. Os alunos contactarem com a sociedade local e real, com as pessoas que trabalham nas escolas, museus, em empresas, etc.”, explicou Ivone Fachada, diretora executiva do Centro de Ciência Viva de Bragança, à margem da sessão inaugural, que teve lugar na passada quarta-feira, 25. Os alunos vão participar em vários workshops de diferentes temas, dinamizados com investigadores ou especialistas, podem rodar por todos os definidos, nomeadamente Ilha da Ciência e Tecnologia, Ilha da Interculturalidade e Ilha do Empreendedorismo. “Achamos que só faz sentido assim, se cada um participar nas várias ilhas. Ganhar as ferramentas e competências para depois tentar desenvolver algum tipo de negócio na Ilha do Empreendedorismo, que é a última a ser realizada e tentar implementar algum produto”, descreveu. O objetivo é que após o regresso aos seus países de origem possam replicar o que aprenderam. O projeto foi implementado pela primeira vez no ano passado tendo “corrido muito bem”, destacou Irene Fachada. Foram envolvidos um universo de 400 alunos, foram realizadas 20 sessões, com 20 participantes em média. “Alguns dos alunos que participaram nas Rotas no ano passado já regressaram aos seus países e estão a tentar implementar algumas das ferramentas que levaram aqui”, sublinhou Paula Vaz, docente e investigadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, deu conta que se procura criar “um processo de integração que passe por facilitar que os alunos percebam os nossos costumes, a nossa forma de ser, os nossos valores e a nossa cultura e em simultâneo nós (comunidade) percebermos melhor a sua forma de estar e a sua cultura”. É desta forma, segundo a docente, que “se pode falar de um processo de verdadeira integração”.
Na comunidade dos alunos do IPB que tem vindo estudar para Bragança não são conhecidos problemas ao nível da integração, todavia Paula Vaz considera que “por vezes os alunos se restringem aos seus círculos e nós não queremos que fiquem fechados com eles próprios, trazendo-os para nós”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Associação Nacional de Estudantes Brasileiros vai ter sede em Bragança

A associação nacional de estudantes brasileiros vai ter sede em Bragança. A ideia partiu dos estudantes de todo o país, quando vieram em visita a Bragança no ano passado e consideraram esta capital de distrito a ideal para sedear o projecto.
“A cidade de Bragança é especial não só para nós que vivemos aqui, mas para os que vieram de outras cidades e adoraram”, explica Marcelo Fagundes, presidente da associação de estudantes brasileiros do IPB e que vai presidir também a associação nacional.
O objectivo da associação é que sirva para facilitar na integração dos estudantes em Portugal, e o intercâmbio entre as cidades nacionais, para que os alunos possam conhecer várias regiões de Portugal.
As relações entre Portugal e o Brasil acontecem desde sempre nas mais diversas áreas e o ensino é uma delas, a facilidade de comunicação devido à partilha da mesma língua é muitas vezes um factor decisivo quando os estudantes de ambos os lados do atlântico escolhem outro país para estudar.
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) recebe anualmente centenas de alunos estrangeiros e só do Brasil, o IPB acolhe neste momento cerca de 200 estudantes.

Publicado em: “Rádio Brigantia”

Mais informação em: “Jornal Nordeste”

Alunos brasileiros do IPB mostram a sua cultura à cidade de Bragança

O Brazilian Day trouxe até Bragança os sabores e ritmos do Brasil. A associação de estudantes brasileiros do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), lançou o desafio aos mais de 200 alunos brasileiros do Instituto de organizar uma festa que convidasse a comunidade brigantina a participar e a conhecer melhor a sua cultura e mesmo quebrar alguns preconceitos.
Os estudantes organizaram uma festa esta quarta-feira que encheu de cor a Praça Cavaleiro de Ferreira, onde apresentaram músicas, danças e venderam comidas típicas. Bianca Garcia uma das estudantes refere que esta foi também uma noite em que se sentiram mais próximos de casa.
“A ideia começou com a associação dos brasileiros do IPB que decidiu fazer este evento para trazer um pouco da nossa cultura para o pessoal aqui de Bragança ainda mais porque a cidade recebe muitos alunos de intercâmbio também de toda a Europa”, disse a aluna.
Larissa Silva está em Portugal há cinco meses e confessa que apesar de estar a gostar de viver em Bragança, não estava à espera que o povo português e o povo brasileiro fossem tão diferentes e que por isso é bom organizar iniciativas onde as pessoas se juntem. A estudante explica que Brazilian day é inspirado nos arraiais dos santos populares portugueses.
“Apesar de a festa se chamar Brazilian day, a decoração as comidas e as danças são de uma festa específica do Brasil que veio de Portugal, o São João e que no Brasil ocorre no mês de Junho todo e se chamam festas joaninas e a intenção é mostrar um pouco mais do Brasil”, afirmou.
Para Higor Cerqueira, membro da associação de estudantes Brasileiros do IPB, e o organizador do Brazilian Day estava na altura de a comunidade brasileira se abrir à comunidade Brigantina
“Nós como associação sempre construímos os nossos eventos para os associados brasileiros e chegou a hora de trazermos isso para a cidade. Muitos alunos vêm um ou dois semestres e recebe muito da cidade de Bragança e percebemos que era altura de trazermos um retorno para a sociedade também”, destacou.
Nas apresentações participaram Brasileiros, Portugueses, Franceses, Cabo-Verdianos e todos os que se quiseram juntar. Os professores e direcção do instituto politécnico de Bragança também fizeram questão de se juntar aos estudantes para conviver conhecer mais da sua cultura.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Os quatro cantos do mundo fizeram a festa durante uma semana em Bragança

Vários workshops, apresentações musicais, gastronómicas, danças ou apenas momentos de confraternização foram os ingredientes que confeccionaram a receita do sucesso que foi semana de Erasmus e o Encontro de Mobilidade Internacional, no Instituto Politécnico de Bragança (IPB)
Há 13 anos que o IPB promove a semana Erasmus e, pelo segundo ano, é organizado o Encontro de Mobilidade Internacional. Os dois encontros, realizados em simultâneo, serviram para consolidar a rede de cooperação internacional, juntando instituições de todo mundo e a liderança do IPB em projectos de dupla diplomação e investigação conjunta. Este ano estiveram envolvidos mais de 150 professores
e colaboradores de várias instituições, que chegam de 27 países de todo o mundo.
Luís Pais, vice-presidente para a área internacional, refere que “todas as iniciativas são pensadas com o intuito de integrar os alunos estrangeiros deste campus académico.” Os estudantes ficaram satisfeitos com esta atenção lhes é dedicada e sublinham que se sentem integrados no IPB e na cidade. Oana é ucraniana, tem 21 anos, está de Erasmus em gestão e fazer vida Portugal é uma possibilidade
que a jovem não descarta. “Gosto muito de Portugal que e de estudar no IPB. Está a ser uma boa experiência. Ficar a trabalhar em Portugal no final do curso é uma possibilidade”, referiu a estudante. Sky e Nuno são cabo-verdianos, estudam mestrado em contabilidade financeira e concorreram através de um programa especial de mobilidade que oferece aos alunos estrangeiros a possibilidade de tirar os cursos integralmente no IPB, sem a limitação temporária do Erasmus. Os dois estudantes salientam o espirito académico da cidade e referem que na atitude dos estudantes portugueses “toda a gente é tratada por igual, não se fazem distinções e é muito bom viver aqui.”
Sobrinho Teixeira, presidente do Politécnico, diz que esta é uma forma de “promover a interacção entre as várias culturas e que é um dos
pontos que faz com que o IPB integre o Top 3 das melhores instituições de ensino superior do país.” Durante toda a semana houve ainda espaço para uma feira internacional, onde os alunos fizeram uma mostra das suas tradições e culturas e, na cantina, o menu foi variado, com propostas de pratos típicos, para que todos pudessem provar um pouco de países como a Ucrânia, Marrocos, Brasil, Rússia, México,
Tunísia e outros. A semana culminou com a corrida IPB for All, que convidou toda a comunidade para se juntar a esta iniciativa, pensada para promover a integração e promoção da igualdade de culturas.

Publicado por: “Jornal Nordeste”