IPB com mais 36 por cento de novos alunos foi a instituição que mais cresceu em Portugal

Até o Ministro do Ensino Superior frisou o crescimento do Politécnico de Bragança. Já há cursos com as vagas esgotadas. ESACT teve um crescimento de 57 por cento.
O Instituto Politécnico de Bragança volta a colocar a região no topo das páginas dos jornais graças a mais um feito. Foi a instituição de ensino superior de Portugal que mais cresceu em termos de novos alunos na primeira fase de acesso. A expectativa é que o número total de estudantes se aproxime, pela primeira vez, dos oito mil, o que seria um marco histórico para o Nordeste Transmontano e para a economia de toda a região. Face ao ano passado, entraram este ano mais 36 por cento dos alunos só nas licenciaturas, ou seja, são 711 novos alunos que foram colocados no IPB, contra os 523 que entraram no ano passado. Em 2015 tinham sido 598.
“E a instituição que registou a maior subida no número de colocados na 1ª fase, face a 2016, foi o Instituto de Bragança, “o mais longe possível de Lisboa”, sublinhou Manuel Heitor, Ministro do Ensino Superior, em declarações ao Expresso. “O ensino politécnico melhorou muito, sobretudo com os estímulos dados para a investigação e pela diversificação de opções, muito relacionadas com os mercados de trabalho e as dinâmicas locais”, disse o governante.

Surpresa pela positiva

Para o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, “os números surpreenderam pela positiva”. “Crescer 36 por cento de 2016 para 2017 foi muito bom. Até o próprio ministro anunciou que o IPB foi a instituição que mais cresceu”, enalteceu. De acordo com o presidente do Instituto, “este crescimento baseia-se em três pilares. Um deles é muito importante, que é a avaliação do IPB nos rankings internacionais. Não têm a ver com estigmas que se possam criar a nível nacional mas são avaliações que têm a ver com factos concretos e entidades que estão habituadas a avaliar instituições em todo o mundo e esta recorrência de diversos rankings tem tido o seu retorno. Passa pela captura de alunos internacionais, que procuram verificar essa qualidade, mas a mensagem também está a passar a nível nacional”, explica.
“Outro dos pilares é a qualidade de vida da região e a segurança. A cidade tem respondido, as nossas forças de segurança têm sido inexcedíveis. O terceiro pilar, que eu espero que continue, é a oferta de alojamento. Que seja uma oferta com qualidade, a um preço justo. Podíamos cobrar propinas mais altas mas optamos por não o fazer no âmbito de uma estratégia para a região”, aponta Sobrinho Teixeira, que vê “isto como uma missão para o desenvolvimento da própria região”. Por isso, faz questão de “agradecer a todos os que estão a trabalhar para que isto aconteça”. “É uma grande demonstração que o interior vai ultrapassar as dificuldades”, acredita.

Matrículas com grande procura

Certo é que os primeiros dias após serem conhecidos os resultados das colocações, foram marcados pela grande procura dos serviços académicos para a formalização das matrículas. “É a primeira vez que venho. Nota-se que tem um bom ambiente e que toda a gente gosta de cooperar. Já tinha ouvido falar no IPB”, admite Sofia Carvalho, que vem de Vila Real para o curso de Desporto, a sua primeira opção. Andreia Rocha veio de Penafiel, também para Desporto, um dos cursos que já quase esgotou as vagas. Bragança foi a segunda opção mas não ficou nada desiludida. “Achei bem ter calhado aqui. Por um lado, queria vir para cá, para longe de casa. Já tinha ouvido falar do IPB. A primeira impressão é boa e a animação agradou-me”, contou ao Mensageiro, no posto de atendimento que a Associação Académica montou. “Às 8h30 já tínhamos muita gente à espera. Quando chegam, tiram uma foto para partilhar no facebook da associação académica. As diversas associações também os recebem e ambientam-nos. É uma receção calorosa, também com as tunas”, explica Ricardo Cordeiro, o presidente dos estudantes. A conversa com o Mensageiro é interrompida porque, entretanto, chega Fátima Lima. Veio de Marco de Canaveses para Arte e Design. “Foi segunda opção. Desiludida? Não. Estou a gostar do ambiente. Já tinha ouvido falar muito do IPB. Alguns amigos meus estiveram aqui no ano passado e recomendaram, disseram que de certeza que iria gostar”, conta.

Mestrados e alunos estrangeiros dão contributo

Mas não são só os cursos de licenciatura que tiveram grande procura. “Começámos a seguir esta estratégia nos países africanos de expressão portuguesa. Só do Brasil tivemos mais de três centenas de candidaturas. De toda a América Latina, do sudeste asiático, da China, da Índia. Muitas candidaturas dos antigos países da União Soviética”, revela Sobrinho Teixeira, garantido que “há uma procura generalizada, não só nas licenciaturas, mas também nos mestrados”. Em sentido inverso, “há oito cursos com procura reduzida”. “Isso tem a ver com a perspetiva que existe de que a informação não circula no secundário. Os alunos vão muito por perceções e não pela realidade.
Ainda fazem escolhas que deveriam ser mais baseadas em factos e não em perceções. Temos, por exemplo, os cursos de ciências agrárias, que têm pouca procura”, explica o presidente do IPB. Mesmo assim, os números são animadores, pelo menos percentualmente. “Tivemos 20 alunos, um aumento de 150 por cento. Só tivemos oito no ano passado. Mas as vagas completam-se com os alunos dos cursos profissionais que estiveram connosco dois anos e percebem as potencialidades desses cursos”, frisa. Outro exemplo que é dado pelo presidente do IPB é o do curso de Engenharia Civil teve zero entradas. “Mas temos já 44 candidaturas internacionais, quase metades do Brasil. Nem as vagas todas chegarão para colmatar a procura”, assegura Sobrinho Teixeira.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Tomás de Figueiredo foi premiado pelo sector vitivinícola

O livro “Proteção do Solo em Viticultura de Montanha: Manual Técnico para a Região do Douro” do investigador do CIMO, Tomás de Figueiredo, recebeu o Prémio de Distinção CNOIV 2016 na categoria de viticultura pela Comissão Nacional da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (CNOIV). O prémio “Distinção CNOIV” distingue todos os anos os melhores trabalhos de divulgação, investigação ou pesquisa que apoiem o setor vitivinícola. O prémio foi apresentado durante o “Fórum Anual dos Vinhos de Portugal 2016” na Curia. A pesquisadora do CIMO, Felicia Fonseca, é coautora do mesmo livro. Leia o livro completo AQUI.

Publicado em: CIMO – Centro de Investigação de Montanha

Jovem escritora lança segundo romance

Débora Macedo Afonso, natural de Bragança mas residente em Carção,tem 22 anos e editou o seu primeiro livro em Junho de 2015, “Fomos Instantes”, com a Chiado Editora. Um romance inspirado nas experiências académicas, nas peripécias da vida, e em toda a paisagem montanhosa que a rodeia, aquilo que é ser estudante em Trás-os-Montes. A estudante do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) de Línguas para Relações Internacionais vai dar continuidade ao seu primeiro romance que será lançado no mês de Junho.

Jornal Nordeste (JN): Como surge a escrita na sua vida?

Débora Macedo Afonso (DMA): Recordo-me de que quando era pequena, adorava ter livros novos, sentir aquele cheiro único que os livros tem quando acabam de chegar. Aproveitava então, quando vinha um “senhor distribuidor” à escola vender livros, para pedir à minha mãe para comprar só mais um da colecção “Pingu”. Ficava fascinada com as imagens que vinham naqueles livros infantis, costumava ficar admira-los enquanto a minha irmã me lia a sua história. Mais tarde, quando a minha irmã publicou a sua primeira obra, “Enquanto o tempo quiser”, foi quando me rendi verdadeiramente a literatura e comecei a olhar os livros com outros olhos.

JN: Quais foram as suas inspirações para este livro?

DMA: Fomos Instantes foi publicado em Junho de 2015. É uma história que aborda o amor, a amizade e todas as peripécias que acontecem na juventude… Foi inspirada nas experiências académicas, nas peripécias da vida, e em toda a paisagem montanhosa que me rodeia, que tentei colocar no papel um pouco daquilo que é ser estudante em Trás-os-Monte

Publicado em: “Jornal Nordeste”