ITSector promove workshops com alunos do IPB para captar talentos

A ITSector, tecnológica especialista no desenvolvimento de software para o setor financeiro, vai realizar, entre 20 de março e 5 de junho, um conjunto de workshops dirigidos aos alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), com vista a captar talentos na área tecnológica e, futuramente, integrá-los no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) que detém em Bragança, no Brigantia EcoPark. Com esta iniciativa, a empresa pretende, junto dos alunos dos cursos de Engenharia Informática, Informática de Gestão, Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas e Cibersegurança, disseminar boas práticas na área do desenvolvimento de software e da transformação digital, promovendo uma estreita articulação entre o tecido empresarial e o mundo académico.

“Queremos proporcionar aos alunos do IPB um contacto com uma empresa real, que lhes poderá fornecer exemplos concretos dos desafios do dia a dia. Atendendo à grande necessidade de recursos na área de TI, estes workshops visam a identificação e captação de talento jovem, sendo que em termos de oportunidades para integração de perfis recém-licenciados no CETAN, dispomos, no momento, de um total de 20 vagas”, adianta Gisela Oliveira, Talent Aquisition Manager da ITSector. Este conjunto de workshops irá abordar diversas temáticas da área das tecnologias da informação, como o Quality Assurance e Testes de Software, a Cibersegurança, o Mobile Software, e a Gestão de Projetos. Os alunos do IPB que pretendam participar neste plano de formação deverão formalizar o seu interesse contactando a empresa através do endereço de e-mail jobs@itsector.pt.

“Estes workshops terão um cariz bastante prático, onde se mostrará a ligação entre a teoria e a prática e onde serão dados a conhecer os principais desafios, dificuldades e estratégias numa empresa real”, sublinha Gisela Oliveira. Recorde-se que, no passado mês de janeiro, a ITSector celebrou com o IPB um protocolo de colaboração, com vista à integração de alunos dos cursos da área tecnológica do IPB no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) da ITSector em Bragança. No final do último ano, a empresa tinha também anunciado estar em processo de recrutamento para a unidade de Bragança, com o objetivo de, até final de 2019, aumentar o número de colaboradores para 80. Neste sentido, a ITSector vai também triplicar as instalações que ocupa no Brigantia EcoPark, passando dos atuais 220m2 para 600m2, com a abertura dos novos escritórios prevista para o final do primeiro semestre. Fundada no Porto, em 2005, e com Centros de Tecnologias Avançadas instalados em Lisboa, Braga, Aveiro e Bragança, a ITSector dispõe ainda de escritórios na Polónia, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia.

Publicado por: https://www.diariodetrasosmontes.com/noticia/itsector-promove-workshops-com-alunos-do-ipb-para-captar-talentos

IPB assina protocolos para criar oferta formativa adaptada ao mercado de trabalho

Para potenciar o aumento do ingresso no ensino superior e criar oferta formativa mais correspondente às necessidades do mercado de trabalho, foi assinado um protocolo entre a SONAE e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o CCISP
Esta foi a ideia deixada pelo presidente do CCISP, Pedro Dominguinhos. “Tem sobretudo três dimensões: trabalhar em conjunto com a SONAE para a criação de cursos de curta duração para responder a necessidades claras que a empresa tem nos próximos anos com o plano de expansão. A segunda dimensão prende-se com o desenvolvimento de projectos de investigação aplicada onde queremos é identificar necessidades concretas das várias insígnias do grupo para, através da investigação que se faz nos diferentes centros dos politécnicos, melhorar a performance, o desempenho e a inovação. A terceira dimensão pretende atrair mais jovens para o ensino superior em Portugal”.Para intensificar a formação em contexto de trabalho, fazer planos de formação e intercâmbio de especialistas, conforme explicou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, além deste, houve um segundo protocolo de cooperação com sete empresas instaladas no Brigantia EcoPark das áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação e Eletrónica. “Temos aqui no Brigantia EcoPark um conjunto de empresas
da área da informática que são empresaas, algumas delas, com uma grande dimensão. O que acabámos de fazer foi estabelecer uma pareceria duradoura com estas empresas que nos vai permitir formar pessoas já de acordo com as necessidades dessas empresas havendo um diálogo permanente e simultaneamente que possamos desenvolver com essas empresas projectos de inovação, de desenvolvimento. Face às mudanças globais, às necessidades de novos profissionais entendemos que temos que cada vez mais formar”.
Frisando a dinâmica que se está a criar, presente na assinatura destes protocolos esteve ainda o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. “Por um lado, o que se passou nos últimos dois anos e nos últimos meses, de atracção de empresas na área digital, para criar novos postos de trabalho, o protocolo com as sete empresas, mostra bem a dinâmica que se está aqui a criar. Por outro lado, num contexto diferente mas complementar, a assinatura entre um grande grupo e a rede dos institutos politécnicos mostra bem a dinâmica da criação de empresas associadas ao ensino superior”.
A celebração destes protocolos aconteceu no âmbito da Semana Aberta e de Internacionalização e Competitividade do politécnico de Bragança.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Norte Digital em Bragança

Bragança foi o local escolhido para mais uma sessão de informação Norte Digital. No passado dia 3 de Outubro, a Brigantia EcoPark recebeu mais de 40 participantes numa sessão dedicada as diversas oportunidades para o mundo do comercio eletrónico para as empresas nacionais, bem como métodos de pagamento e as dificuldades no mundo empresarial.
O Norte Digital é um projeto que visa ajudar as PME do Norte do país a beneficiarem das potencialidades da presença na Economia Digital e no Comércio Eletrónico.
A sessão de abertura contou com Hernâni Dias, Presidente da Camara Municipal de Bragança, que enalteceu a escolha de Bragança para a realização de da Sessão de Informação Norte Digital, realçando a importância desta iniciativa para as PME do norte bem como para as da região.
Na sessão de abertura esteve também presente o Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Orlando Rodrigues que demostrou todo o apoio do Instituto neste Projeto, esteve ainda presente o Coordenador Norte Digital – AECPI, António Teixeira, que falou um pouco sobre o projeto e os seus principais pontos focais, realçando também o facto de 60% das empresas Portuguesas, não tem qualquer presença no Mundo Online, sendo um dos grandes objetivos do Projeto mudar estes valores, relembrando que o “digital” não é só para as grandes empresas, mas sim para todo o tipo de empresas “A Economia Digital é algo que não pode ser desprezado”, “Os Portugueses maioritariamente das vezes compram Online, mas em sites estrangeiros, visto que em Portugal os sites Online, são muito poucos”.
Na estratégia de conteúdos Online de marcas locais, João Miguel Lopes, Docente Universitário e Formador em Transmedia Storytelling, abordou os temas de técnicas de Marketing, Redes Sociais, Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e Email, bem como as diversas Campanhas Publicitarias para a promoção de um produto, empresa ou região, dando o exemplo de uma campanha para promover a cidade de Viseu, tendo como objetivo o aumento do numero de turistas e que a cidade começasse a ser um Ponto Turístico e um possível destino de Ferias “Nem sempre é necessário um grande capital para a criação e divulgação de um projeto”
O Country Manager Portugal Paysafe:cash, Paulo Aleixo explicou o método de pagamento da Paysafe, com ponto focal no novo método Paysafe:cash. A Paysafe é um método de pagamento pré-pago, e o novo método é um método pós pago, acabando por ser mais acessível a determinado tipo de utilizadores, explicando também o seu método de funcionamento tanto para a empresa como para o cliente. Referiu também a existência de 650.000 de pontos Paysafe em todo mundo, 24 mil localizados pelos diversos cantos de Portugal.
Das estratégias ao resultado, contamos com Pedro Costa, Digital Marketing Strategist da empresa “Loja do Shampoo”, loja essa avaliada em 9.7/10 considerada a loja do Mês em Portugal. Pedro Costa falou das diversas dificuldades que a empresa passou para o sucesso, bem como as estratégias criadas para o seu bom funcionamento “No inicio nenhuma marca de cosméticos queria trabalhar connosco”, “Atualmente vêm de Lisboa, Porto para trabalharem com a nossa empresa”, “Build, Measure, Learn … Prepare-se para estar errado”.
A sessão terminou com o testemunho de três casos de sucesso no mundo Online, contando com a presença de Márcio Vara, OldCare, Cristina Barros e Liliana Passos, Bestkids que abordaram o tema principal da sua empresa, que é a venda de produtos para bebes, referindo a dificuldade que era encontrar determinados produtos na Região de Bragança e Ana Barreira representante da empresa E-Coordina.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Dia Aberto ao Conhecimento divulga valências da indústria 4.0

Utilidade do Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do IPB foi mostrada aos empresários.
Abrangendo produtos, sistemas logísticos e redes, a Indústria 4.0 é a inovação nos smart system (soluções inteligentes para melhorar rotinas e criar maior eficiência e productividade nas empresas). Nesta perspectiva, sabe como é que se trata o grande volume de informação associado às tecnologias 4.0? Foi esta uma das principais
inovações na área da automação, controlo e tecnologia da informação, que foi dada a conhecer no Dia Aberto ao Conhecimento, em Bragança.
“Temos um ‘know how’ suficiente” para ajudar os empresários “a desenvolver estas tecnologias nas suas empresas”, afirmou o presidente eleito do IPB, Orlando Rodrigues. Foi a apresentação de valências que impulsionou esta mostra. As cinco bancadas tecnológicas instaladas no Brigantia Ecopark no âmbito da iniciativa promovida pelo politécnico
da cidade e pelo Instituto de Apoio às Pequenas e Médias Empresas e à Inovação, tiveram como objectivo dar a conhecer às empresas as potencialidades e oportunidades inerentes ao recém-criado Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do Instituto Politécnico de Bragança. “As tecnologias 4.0 têm um elevado potencial de melhorar a
competitividade das empresas. Queremos mostrar aos empresários que estas tecnologias existem”, explicou Orlando Rodrigues. O Dia Aberto ao Conhecimento contou com a presença da secretária de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior. Maria Fernanda Rollo visitou o Fab Lab do politécnico e, impressionada com o que viu, afirmou que
a instituição “tem uma relação muito pioneira e dinâmica no desenvolvimento de muitas áreas” e que “tem uma formação muito competitiva num relacionamento “extremamente rico” que “mantém com o impulso na área da investigação e do desenvolvimento”. Lamentando a baixa transição de alunos do profissional para o superior, Maria Fernanda Rollo avançou ainda como meta que, pelo menos, 40% dos alunos das escolas profissionais de vem ingressar no ensino superior. A secretária de Estado afirmou que há uma necessidade de sensibilizar os jovens para a “necessidade
da formação e para a aquisição de competências para o mundo do trabalho”, sendo que, nos próximos anos, 60% dos jovens portugueses deveriam frequentar as universidades e politécnicos, pois somente “um em cada três jovens, na casa dos 20 anos, estão a fazer formação superior”. Apresentada por Maria Fernanda Rollo, a iniciativa encerrou com a apresentação da campanha “Não Desistas de Ti”, inserida no programa “Estudar mais é preciso” do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Novo projecto do IPB põe noventa alunos a apresentar soluções inovadoras para empresas

InnoEvent possibilita aos alunos estabelecer contacto com o mercado de trabalho e é através do IPB que chega pela primeira vez a Portugal
Noventa alunos do Instituto Politécnico de Bragança, estão desde ontem e até Sexta-Feira, a dar corpo ao novo
projecto da instituição académica. Pautando-se pela inovação e autonomia, o InnoEvent visa pôr estes jovens e as
empresas em interacção. Esta é uma iniciativa em que, durante uma semana, as 12 empresas convidadas põem estes alunos a desenvolver e apresentar ideias inovadoras para problemas reais. A trabalhar em grupos de cinco alunos, para 14 desafios lançados, as equipas são compostas por jovens das várias áreas do politécnico para que haja uma “abordagem mais ampla na resolução destes desafios e para que os alunos possam sair da ‘caixa”, explicou a líder da equipa, Samara Cristina. “Qualquer empresa tem sempre algo que quer e pode melhorar. A empresa propõe um problema para resolver numa semana e os alunos têm que puxar pelo seu lado criativo e resolver esse desafio ou estabelecer um conjunto de soluções que possa ser utilizado por essa empresa”, disse ainda a coordenadora do sector de comunicação do InnoEvent, Ilda Cádis. Das dez empresas que estão a participar na primeira edição do InnoEvent em Portugal, cinco são da cidade de Bragança. “Isto ajuda a ensinar os alunos e a estarem em contacto com o mercado de trabalho de uma forma dinâmica”, explica o responsável pela interface com as empresas, Manuel Moreira. O InnoEvent foi criado em 2010, em Odense, na Dinamarca e foi projectado para funcionar como uma plataforma benéfica, tanto para empresas como alunos, no que diz respeito ao desenvolvimento de conceitos inovadores. Em 2013, o projecto chegou à Finlândia e agora, pela primeira vez, a Portugal. “Esta ponte que é criada entre o instituto e as empresas, se não fosse o evento, provavelmente não seria conseguida e irá potenciar as capacidades dos alunos e as capacidades do instituto em receber as empresas para, quem sabe, num futuro próximo se estabelecerem parcerias ou bolsas de emprego”, disse ainda
Manuel Moreira. A actividade está a desenrolar-se no Brigantia Ecopark e os alunos contam ainda com a colaboração de coaches e representantes das empresas para orientar os projectos de inovação, sendo que três vieram propositadamente da Finlândia. A 8 de Junho, no último dia do evento, as equipas de estudantes vão ainda reunir-se numa gala, no Castelo de Bragança, para dar a conhecer as soluções que desenvolveram para resolver os problemas das empresas.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Alunos do IPB partilham soluções com empresas

Demola North Portugal é um espaço de investigação partilhada entre empresas da região e alunos na busca de soluções para problemas ligadas ao tecido empresarial.
Na passada sexta-feira, dia 9 de Março, no Brigan­tia EcoPark, arrancou a se­gunda temporada do projec­to Demola North Portugal, uma iniciativa de origem fin­landesa e que o Instituto Po­litécnico de Bragança (IPB) aplicou pela primeira vez em Portugal.
É um espaço de co-cria­ção que junta investigadores, estudantes e empresas. A se­gunda temporada vai con­templar seis projectos de em­presas da região, envolvendo 36 estudantes, 20 estudan­tes internacionais e 16 por­tugueses. As empresas envol­vidas são a Câmara Munici­pal de Bragança com o pro­jecto «Keep the Algae Out!», o NERBA – Associação Em­presarial do Distrito de Bra­gança com o projecto «Let´s work out!» e o IPB com o projecto «Move yourself!». De Mirandela, a empresa im­plicada será “Alheiras Ange­lina”, com o projecto «Tra­ditional flavours, new sensa­tions ». A AgroMontesinho, de Vinhais, vai tentar encon­trar soluções junto dos alu­nos com o projecto «Ches­tnuts: What’s next?» e, por fim, de Chaves, a empresa Sa­pientia Romana com o pro­jecto «Wine caviar that last».
Luís Pais, vice-presidente do IPB destacou que “é uma forma de fazer inovação re­correndo a todo o know-how que uma instituição de ensi­no superior pode prestar” na cerimónia de arranque da se­gunda season. Para esta ini­ciativa foram selecciona­dos alunos de aéreas diferen­tes para que haja uma equipa multidisciplinar.
O Demola North Portu­gal pressupõe que a empre­sa envolva os alunos, sendo “uma forma original de reso­lução de problemas com en­foque na região que preten­demos alargar a empresas nacionais e internacionais ” referiu Luís Pais. O proble­ma é apresentado pela em­presa ao nível de concepção, é analisado pelos alunos e, em conjunto, encontram so­luções. Os projectos serão resolvidos em 3 meses e no fi­nal existe a possibilidade comprar essa ideia aos alu­nos, dando um cariz de sus­tentabilidade ao projecto.
Na primeira tempora­da correspondente ao semes­tre passado, o projeto Demo­la envolveu a participação de cinco empresas e 25 estudan­tes de oito nacionalidades. A título de exemplo, uma das empresas que participou na primeira edição do projecto, foi a “Pão de Gimonde”. Os alunos propuseram ajudar na internacionalização do pro­duto, apresentando alterações no processo de fabrico para a conservação do produto e na própria embalagem do pão.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Laboratório colaborativo dedicado à investigação em montanha apresentado em Bragança

Criar emprego qualificado e promover a aproximação do mundo científico e empresarial são os objectivos da iniciativa.
Aproximar o conhecimento do mundo empresarial é o objectivo da criação dos laboratórios colaborativos.
Para já são seis criados pelo governo e o primeiro foi apresentado em Bragança. O primeiro-ministro, António Costa, esteve na manhã de sexta-feira no Brigantia Ecopark, na oficialização do Laboratório Colaborativo More dedicado à investigação em áreas de montanha onde destacou que estes projectos têm como propósito valorizar os produtos endógenos. “Vemos os laboratórios colaborativos não só como um instrumento de desenvolvimento de ciência e conhecimento, não só como forma de valorizar a actividade empresarial mas também como
uma peça fundamental na estratégia de coesão territorial e de desenvolvimento regional do país, por isso os seis
primeiros laboratórios colaborativos estão centrados na valorização dos nossos recursos e em particular em todo
o território de baixa densidade”, salientou.
Os laboratórios colaborativos visam fazer a ligação entre o conhecimento científico e tecnológico e empresas
e outras instituições.
“É importante que a investigação possa ter aplicação, mas também é essencial que as empresas da região possam saber que podem contar com o Instituto Politécnico de Bragança para responder
e encontrar soluções para os problemas concretos que se lhes apresenta e poderem melhorar, e que lhes permita ganhar capacidade de sermos mais competitivos”
O primeiro-ministro salientou que um dos principais objectivos é criar emprego qualificado e científico.
“Se queremos um desenvolvimento mais harmonioso no país é fundamental que essa inovação se projecte não só em Lisboa e no Porto, mas também em Bragança, Vila Real e no restante país. Os laboratórios colaborativos têm uma função crucial na estratégia que temos de definir para o país colectivamente, temos de ter mais jovens a estudar e a entrar no ensino superior e com mais sucesso educativo, temos de ter cada vez mais e melhores estabelecimentos de ensino superior, maior investimento em investigação e desenvolvimento e conseguir casar essa produção de conhecimento e qualificação de recursos humanos ao nível das empresas”, destacou ainda. “Se queremos ser cada vez mais competitivos, ter produtos com cada vez maior valor acrescentado, ter mais e melhor emprego e ir aumentando ano após ano o peso das
exportações temos de apostar nesta fileira da valorização de desenvolvimento da investigação”, sustentou, por fim, António Costa, que em Bragança visitou ainda a empresa Catraport e o Centro de Investigação de Montanha – CIMO. Está previsto que ao longo dos próximos 5 anos, seja atribuído por concurso um financiamento de 26,8 milhões de euros aos laboratórios já reconhecidos pela Fundação Ciência e Tecnologia, que para já são seis. Para
além do de Bragança, dedicado às culturas de montanha, em Vila Real foi instalado um laboratório colaborativo
dedicado ao vinho e à vinha, um outro dedica-se à valorização de algas, no Algarve. Haverá ainda laboratórios
colaborativos dedicados a fogos e floresta, a interacções atlânticas e a transformação digital na indústria.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Mais informações em: “Mensageiro de Bragança”

PM diz que o grande potencial do país não está nas zonas mais desenvolvidas

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje, em Bragança, que “o grande potencial de crescimento não está nas zonas mais desenvolvidas”, mas nas zonas de fronteira que o país “desvalorizou irracionalmente ao longo de décadas e décadas”.<
O chefe do Governo considerou que “um dos maiores erros que o país cometeu ao longo dos anos foi olhar para as regiões de fronteira designando-as de interior” e aproveitou o caso de Bragança, que terá uma estação do comboio de alta velocidade espanhol a 30 quilómetros, para questionar o conceito de centralidade.
“Quando Bragança está a 30 quilómetros do TGV espanhol e Lisboa está a mais de 400 quilómetros do TGV, nós perguntamo-nos : mas quem é que tem a posição mais central?”, enfatizou.
O primeiro-ministro desafiou a um olhar a partir de Bragança com “o Porto a uma hora e meia, Castela e Leão com 2,4 milhões de habitantes, a Galiza com 2,7 milhões de habitantes, o que significa que, à mão de semear, Bragança tem à sua volta, num raio de 150/200 quilómetros, cinco milhões de habitantes do lado de lá da fronteira”.
“Isto dá uma centralidade absolutamente extraordinária a esta região”, vincou.
António Costa reiterou que Portugal tem de se virar para o mercado ibérico de 60 milhões de habitantes e questionou-se como é que há empresas junto à fronteira que “exportam para os sítios mais diversos do mundo e não exportam para 100 quilómetros de distância”.
“Esta é a grande fronteira que nós temos de conseguir abrir”, afirmou.
António Costa lembrou que “no debate em curso sobre a estratégia de Portugal pós 2020 um dos grandes objetivos para a próxima década é o desenvolvimento desta relação transfronteiriça com Espanha”.
No mesmo sentido, na última cimeira ibérica, realizada em Trás-os-Montes, os governos de Portugal e Espanha acordaram desenvolver em conjunto “um grande projeto de desenvolvimento transfronteiriço”.
Para esta estratégia, o primeiro-ministro considerou “fundamental o trabalho de aproximação entre o conhecimento e o tecido empresarial” concretizado com os novos laboratórios colaborativos que o Governo está a criar no país.
Os dois primeiros são oficializados hoje em Trás-os-Montes, um sobre os recursos de montanha, que fica em Bragança, e outro ligado ao vinho e à vinha, em Vila Real.
António Costa assistiu à apresentação do laboratório colaborativo, em Bragança, e ficou a conhecer projetos e empresas resultado das parecerias entre a investigação e o setor empresarial, nomeadamente que envolvem o Instituto Politécnico de Bragança e o Brigantia Ecopark, um parque de tecnologia e investigação.
Costa ouviu o presidente da Câmara de Bragança, o social-democrata Hernâni Dias, pedir um estatuto da interioridade para estes territórios, que contemple benefícios fiscais às empresas, melhoria das acessibilidades rodoviárias, apoio às produções locais e residentes.
O autarca pediu ainda que a política de distribuição dos fundos comunitários dê garantia de que o interior tem efetivamente direito àqueles que lhe pertencem e não sejam canalizados para outras regiões.
O presidente da Câmara aproveitou ainda o anúncio feito recentemente pelo Governo de até 2030 nove em cada dez portugueses terem acesso à Internet, para lembrar que nesta região de Bragança há zonas onde este serviço ainda não existe.

Publicado por: “RTP”

Demola promove co-criação de soluções inovadoras entre alunos e empresas

Plataforma já está em 16 países e instala-se agora em Portugal através do Politécnico de Bragança
Os alunos do Instituto Po­litécnico de Bragança (IPB) vão ter oportunidade de aju­dar as empresas da região a resolver problemas reais atra­vés de soluções inovadoras. Tudo acontece no âmbito de um programa internacional, a plataforma Demola, a que a instituição de ensino supe­rior aderiu e que se iniciou com cinco projeto de outras tantas empresas e 25 alunos.
O presidente do IPB, So­brinho Teixeira, explica que esta é uma plataforma inova­dora, pioneira em Portugal, que resulta de uma parceria com os politécnicos europeus e da rede de universidades de ciências aplicadas e assen­ta num modelo finlandês. A plataforma “Demola North” foi lançada na semana pas­sada, no Brigantia Ecopark, o parque de ciência e tecno­logia de Bragança, com a as­sinatura dos contratos entre as cinco empresas e institui­ções do distrito para as quais as equipas de alunos, de dife­rentes áreas do saber e níveis de ensino, desde os TESP a mestrados, vão procurar so­luções inovadores para pro­blemas reais.
“Pretende ser uma liga­ção dos alunos e das institui­ções do ensino superior à so­ciedade e à economia. O projeto consiste num colocar de problemas por parte de em­presas que têm por trás de si uma necessidade de ino­vação. Esses problemas vão depois ser equacionados e vão ser resolvidos pelos alu­nos do IPB, por intermédio de facilitadores que vão reu­nir com os alunos e interagir com professores do Politéc­nico, caso seja necessário”, explicou.
Ao mesmo tempo que visa resolver problemas reais das empresas, o projeto preten­de que os alunos aprendam e ganhem competências com­plementares à formação. “Es­pera-se que daí resulte um re­torno para a atividade econó­mica, para o próprio aluno e que também resulte em si pró­prio um modelo de aprendiza­gem que será muito mais efetivo, inovador e baseado na re­solução dos problemas”, consi­dera Sobrinho Teixeira. Os alunos terão um se­mestre para resolver o pro­blema, e trará um retorno ao aluno, por meio de créditos atribuídos, podendo ser tam­bém um retorno financeiro, se for efetivamente encon­trada uma solução inovadora para o problema apresentado.
Neste primeiro conjun­to de casos incluídos na pla­taforma estão projetos como o proposto pela Câmara de Bragança para ajudar turistas que visitam a cidade, o apre­sentado por uma empresa de segurança para apoio a ido­sos, uma solução requerida por uma padaria que procu­ra estratégias de venda no es­trangeiro mantendo a frescu­ra dos produtos, a uma em­presa de contabilidade que quer reduzir ou eliminar o papel dos procedimentos. No caso de André Cal­deira, do curso de farmácia, vai integrar o grupo que es­tá incumbido de encontrar uma solução para a medica­ção dos idosos que foi pedida pela OldCare, uma empre­sa que nasceu no IPB e que é um caso de sucesso, estan­do presente em vários pon­tos do país. “Tem a ver com terapêutica medicamentosa, a nossa investigação vai aju­dar os idosos a serem mais autónomos a tomar os medi­camentos, sem precisarem de ajuda”, explicou o aluno, que soube da criação da plata­forma e decidiu candidatar­-se para trabalhar no projeto. “Temos expectativas mui­to altas para o projeto. Este tipo de desafios é importante, porque é incluído no currí­culo, ajuda-nos bastante pa­ra quando quisermos ingres­sar no mercado de trabalho e a estar mais aptos”, afiançou o aluno entusiasmado.
A cerimónia de apresen­tação do projeto contou com a presença do ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor que elogiou a iniciativa, considerando que “hoje só se cria emprego com mais inovação e mais conhe­cimento”.
“Obviamente que tudo o que seja a relação das ins­tituições de ensino superior com as empresas, com a atividade social e económica e de uma forma geral orienta­da para a criação de empre­go é particularmente impor­tante É bom ver que o IPB está a criar novas platafor­mas que atraem estudantes e que pode, centrado no ensino superior e na inovação, fazer de Bragança um novo polo e dar-lhe uma nova centralida­de para as atividades de in­vestigação e de ensino”, apon­to o membro do governo.
Ville Kairamo, que é re­presentante da rede Demola, de origem finlandesa e que já está em 16 países, explica que a ideia surgiu em 2008, a par­tir dos pedidos do tecido in­dustrial de “encontrar formas efetivas de apoiar a transfor­mação de organizações”. “As­sim, decidimos alterar o mo­delo de como as universida­des e as empresas funcionam e proporcionar a cocriação”, adiantou. Quanto ao moti­vo para instalar as raízes des­ta plataforma inovadora em Bragança, o IPB é a principal razão apontada pelo CEO da rede.
“O IPB tem sido extrema­mente ativo e é a razão por­que queremos trabalhar aqui, acredito que a plataforma Demola se enquadra em Bra­gança graças ao instituto e aos alunos”, defendeu.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Mais informações em: “Mensageiro de Bragança”

Empresa de novas tecnologias é a mais recente do Brigantia Ecopark

ITSector arranca com 17 colaboradores mas espera chegar aos 60 até ao final do ano.
A ITSector foi a mais recente empresa a instalar-se no Brigantia Ecopark, o Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança.
Com 17 colaboradores nesta primeira fase, esta empresa dedicada às novas tecnologias espera “triplicar” a mão de obra em Bragança, chegando “aos 60 colaboradores antes do final do ano”, admitiu Renato Oliveira, o presidente do grupo.
“A partir de Bragança, e à semelhança do que já acontece nas unidades de que a ITSector dispõe no Porto (sede), Lisboa, Braga e Aveiro, a empresa vai centrar a sua atividade no desenvolvimento de projetos em regime de Nearshore, operando à distância projetos no setor financeiro que detém com clientes oriundos de mercados internacionais”, explicou. O investimento ronda os 500 mil euros e pode crescer.
“Bragança foi o quinto escritório que abrimos, fruto da qualidade dos recursos que são formados no Instituto Politécnico, e porque tem uma captação de estudantes de outras geografias muito grande. Falam muito bem inglês o que para nós é fundamental para o nosso processo de internacionalização”, explicou Renato Oliveira, otimista com o cenário que encontrou no Nordeste Transmontano.
“Criámos 17 postos de trabalho, mas estamos a pensar alargar. Este espaço é fantástico. Portanto, temos condições de crescer e podemos vir a duplicar ou triplicar no futuro. Estamos com contratos internacionais de alguma dimensão, que nos obrigam a ter capacidades de produção em Portugal para outros países do mundo”, revelou, à margem da apresentação da empresa, no passado dia 1.
“Já estamos a produzir projetos para a Polónia, como soluções para telemóvel, para internet, para bancos. Estamos com outro projeto para um país estrangeiro muito grande. A nossa aposta é ter equipas integradas com equipas de outros centros da IT Sector, pois trabalham em conjunto na cloud”, disse.

São 14 as empresas já instaladas

Esta é a 14ª empresa a instalar-se no Brigantia Ecopark o que, de acordo com Hernâni Dias, presidente daquela estrutura (e da Câmara Municipal), “superou as expectativas para os dois primeiros anos de atividade”.
“Estamos acima das expectativas para dois anos, o que nos permite encarar o futuro com otimismo, com tranquilidade e com certeza que Bragança se afirma cada vez mais no panorama nacional e regional no que toca ao tecido empresarial e isso contribui para a fixação de novos quadros, dos nossos jovens que aqui fazem os seus estudos superiores e depois aqui ficam a trabalhar e, até, através da captação de pessoas de outras geografias”, disse. Estas 14 empresas criaram 61 postos de trabalho até ao momento, mas em negociação está a vinda de mais uma, “também na área das novas tecnologias”, que poderá criar “mais 20 postos de trabalho”, sublinhou Hernâni Dias.

IPB é “uma das vantagens de Bragança”

O patrão da ITSector não hesita na hora de explicar a vantagem de uma empresa como esta, com 350 colaboradores e presença em Portugal, Polónia, Reino Unido, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia, se instalar em Bragança. “Bragança tem uma vantagem muito grande relativamente ao Porto. O nível de rotação de pessoas é muito mais reduzido. As pessoas gostam de estar em Bragança e quem quer ficar cá tem a possibilidade de estar numa empresa com 350 colaboradores. Pode ficar onde estudou e tem uma empresa que lhe permite ter projetos muito avançados ao nível de tecnologia. Trabalhamos em áreas como a segurança, aplicações mobile, próximo do sítio onde estudou, onde nasceu, produzindo a mesma tecnologia que faria no litoral”, sustenta. O mesmo responsável acredita que “o mercado das tecnologias em Portugal está em grande crescimento”, pelo que “há muitas empresas a instalarem-se”.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”