Rede Ibérica de Investigação de Montanha criada hoje em Bragança

Um grupo de 20 instituições portuguesas e espanholas formalizou hoje, em Bragança, a criação da uma Rede Ibérica de Investigação de Montanha para estudar em parceria os problemas destes territórios.
A iniciativa partiu do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que desafiou outras instituições de Espanha e Andorra e foi hoje o anfitrião da constituição e as questões relacionadas como funcionamento e a agenda de investigação.
A presidência foi entregue ao CIMO que já faz parte da rede Portuguesa de Montanhas de Investigação e decidiu alargar o conceito aos vizinhos espanhóis, como explicou a investigadora Isabel Ferreira.
“Cada vez mais nesta área é preciso trabalhar em parceria para juntos poderem captar mais financiamento e construir equipas mais sólidas e com maior massa critica”, afirmou.
Como existem várias montanhas na Península ibérica que “atraem muito interesse do cientistas e da investigação à volta desta temática”, a investigadora defende que “faz todo o sentido abordar todas as questões relevantes para a montanha, que vão desde os problemas das alterações climáticas à floresta, o ambiente, setor agroalimentar, turismo, saúde”.
O investigador Angel Penas, da universidade espanhola de Leon espera que esta rede “seja apoiada pelos governos português, espanhol e andorrano” e que esta parceria venha a abrir-se “a outras instituições portuguesas e espanholas também de caráter não científico, como empresas”.
Angel Penas realçou como “particularidade a ter em conta” neste trabalho conjunto de investigação, “a forma como as montanhas estão a ser afetadas pelas alterações climáticas globais e como serão no futuro do ponto vista social e económico”.
Tal como em Portugal, também em Espanha “há territórios bastante despovoados” e aqueles onde este fenómeno ainda não é tão evidente “correm o risco de, se a população não tiver meios, acabarem por ficar sem gente”.

Publicado em: “Diário de Notícias”

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros – este ano receberá l 200, de 25 países diferentes

 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a ‘gente’ e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros – num universo de cerca de seis mil estudantes – que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes – os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto – o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o ‘ranking’ dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional – o primeiro entre os politécnicos – e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas… e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa… não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em ‘Visão’ nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

Cristãos, muçulmanos e budistas no mesmo espaço em Bragança

Abertura aos estudantes estrangeiros trouxe ao Nordeste Transmontano diferentes credos. Direcção da instituição criou agora um espaço de oração para todos sem excepção

 Já foi a casa senhorial de uma das quintas mais ricas da zona de Bragança, antes de ser transformada em pólo de investigação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Agora, o espaço que albergou o Centro de Investigação de Montanha tornou-se um espaço intercultural e inter-religioso, onde alunos de todos os credos e religiões podem coabitar. E o pontapé de saída desta experiência inédita foi dado por três estudantes alemãs, que ao longo do último mês estiveram em Bragança a recolher experiência de vida e a aprender os desafios de viver em comunidade.
“Tem sido muito bom”, garantiram ao PÚBLICO Margarete, de 21 anos, estudante de Psicologia e oriunda de Triest, Anna, de 18, que veio de Munique e quer ser professora, e Lisa, também de 18, proveniente de Colónia e que quer estudar Teologia. As três jovens participaram numa acção promovida pela Taizé, uma comunidade ecuménica localizada em França, que acolhe jovens e adultos das várias confissões cristãs no mesmo espaço, de partilha. “É uma forma diferente de viver a fé, com respeito pelos outros”, dizem. Apesar da dificuldade com a língua, comunicar não tem sido um problema. “Entre inglês, francês ou por gestos”, explicam, com um sorriso tímido. Aproveitaram para conhecer a região e participar em alguns momentos importantes na vida da diocese de Bragança-Miranda, como a comemoração do Dia Nacional dos Bens Culturais, que decorreu em Torre de Moncorvo, no dia 18 de Outubro.
A presença das três jovens surgiu como forma de um “desafio” lançado ao padre Calado Rodrigues, capelão do Instituto. “[A comunidade de Taizé] está num ritmo de preparação do centenário do nascimento do fundador, do aparecimento do fundador da comunidade, e está a colocar em diversos pontos do globo pequenas comunidades temporárias. A ideia é terem uma experiência de vida comunitária, depois uma experiência de oração (três vezes ao dia). E depois uma experiência de solidariedade”, explica o sacerdote, que supervisionou a estadia das jovens em Bragança.
O trabalho foi um pouco dificultado pela questão da língua, mas conseguiram ultrapassar isso e comunicar com os idosos e com as crianças das IPSS. “Encontrámos muita gente que fala inglês e francês”, recordam as jovens.
Para além disso, tiveram contactos com os estudantes do IPB, das escolas, para divulgar a comunidade, o seu objectivo e espírito, “que é sobretudo marcado pelo espírito ecuménico, com um bom relacionamento entre as diferentes igrejas cristãs”, sublinha o sacerdote. O grande objectivo foi “motivar as pessoas a participar, de 9 a 16 de Agosto, nessas comemorações”. ”Estamos a organizar um grupo daqui para participar. Estarão milhares de jovens de todo o mundo”, acredita. Esta experiência serviu de ponto de partida para um outro projecto do IPB, que passa pela criação de um espaço intercultural e inter-religioso, situado à entrada da Escola Superior Agrária, em Bragança. “Primeiro pensámos em criar um espaço para oração ecuménica. Mas chegou-se à conclusão que o IPB tem-se internacionalizado muito, e há estudantes vindos de diversas latitudes religiosas e culturais, pelo que se sentiu a necessidade de criar um espaço de reflexão intercultural e inter-religiosa”, explica o capelão do Politécnico de Bragança. A necessidade foi identificada, inicialmente, pela direcção do Instituto. “A proveniência dos alunos tem aumentado, assim como o número de religiões. Este ano tivemos candidaturas dos Países Africanos de Língua Portuguesa, mas de muitos outros países africanos, da América, da Europa e do Oriente, de países como o Bangladesh, a Índia ou o Irão”, explicou Sobrinho Teixeira, o presidente do IPB, ao PÚBLICO, revelando que o objectivo “é ter uma atitude preventiva e afirmativa desta situação, de maneira a que se possa fazer disto uma cultura de tolerância pela diferença”.
Funciona como “um mesmo espaço para onde vão ser convidados os alunos do IPB, de diferentes regiões, de diferentes religiões, para cada um ter a sua afirmação”. “Pretende-se o acentuar da diferença mas com harmonia e tolerância. Para que cada um possa ter um espaço para orar mas afirmar aquilo em que acredita”, sublinha. Será um espaço em branco, ou seja, de decoração neutra, em que cada grupo pode colocar a decoração consoante as suas crenças (imagens, por exemplo), e que retira e guarda após a oração.
A ideia é peregrina e nem mesmo as três jovens alemãs esperavam algo semelhante. “Nunca tínhamos visto nada semelhante. É uma ideia muito boa porque se o fizermos todos os dias torna-se um hábito. E é uma forma de reflexão e introspecção”, dizem. “[As pessoas] não precisam de rezar juntas mas têm de se respeitar e podem conhecer-se melhor”, diz mesmo Margarita, a mais velha das três, estudante de Psicologia.
O espaço foi visitado pelo bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, o mais jovem bispo do país e um dos mais jovens de toda a Europa. Participou num dos três momentos diários de oração, que inclui a leitura de algumas passagens da Bíblia, cânticos e meditação. “Creio que é um bom começo e uma boa continuidade do serviço que a capelania do Politécnico pode prestar. Tem essa missão de congregar todas as culturas e todas as línguas na mesma linguagem da verdade, da vida, do amor, da tolerância, do respeito dos valores universais, que são valores cristãos e valores humanos. Para nós, são valores novos, concretizados aqui”, frisa o prelado. “Temos a experiência de ser um povo missionário e de emigrantes mas temos agora a experiência de ser um povo de missão e que acolhe multiculturas. Bragança está a ser uma cidade multicultural. E o aspecto religioso e cultural é fundamental para o acolhimento na diversidade das línguas e das culturas”, fez questão de sublinhar D. José Cordeiro. O bispo transmontano, que já foi ele próprio capelão do IPB há mais de 20 anos, acredita que não haverá choque cultural. “Espero, sinceramente, que não”, diz, até porque, “a criação de um espaço religioso integrado no campus é a expressão de uma cultura preventiva, para que, ao chegarem, [os estudantes] se sintam acolhidos e incluídos, com perspectivas diferentes mas apostados num mundo novo e global”.
Por outro lado, surge na sequência das acções do Papa Francisco de promoção do diálogo para a Paz na Terra Santa. “No nosso caso, é uma Igreja em saída. Temos de estar preparados para isso e ainda não estávamos. Em Bragança, experimentamos a multiculturalidade e a universalidade da fé. Isto é muito positivo e tem de ser cultivado, porque é uma experiência completamente nova”, conclui.
Este ano, o IPB teve um crescimento de 25 por cento no número de alunos novos. Praticamente metade são estudantes estrangeiros.

Publicado em ‘Público‘.

Duplo diploma para cursos de engenharia do IPB

Os alunos de Engenharia Civil do Instituto Politécnico de Bragança vão poder ter um duplo diploma, podendo formar-se também em Engenharia de Minas.
O presidente do IPB revela que vão assinar brevemente um protocolo com a Universidade de Léon, em Espanha, que permitirá aos alunos frequentar esta universidade e obter uma dupla formação.“A Universidade de Léon não tem Engenharia Civil e o Instituto Politécnico não tem Engenharia de Minas. Tem-se falado muito sobre um novo ressurgimento da actividade mineira na região, parece-nos que será um grande esforço para o IPB conseguir gerar, por si só, o curso nessa área com alguma qualidade.
Com este protocolo os alunos podem obter um duplo diploma”, revela Sobrinho Teixeira. Recentemente, o IPB assinou também um protocolo com a Universidade do Paraná, no Brasil, que permite o intercâmbio de alunos de vários cursos de engenharia e a obtenção de um diploma que permite o exercício da profissão no Brasil.
Sobrinho Teixeira acredita que estes protocolos podem traduzir-se num aumento da taxa de empregabilidade para os alunos dos cursos de engenharia.“Estamos também a constituir, não só para o mercado brasileiro mas também para o mercado espanhol, nacional e da lusofonia, uma maior abrangência em termos de empregabilidade para os diplomados do IPB”, considera o presidente da instituição.
Os primeiros alunos brasileiros que vão usufruir deste protocolo vão chegar ao IPB em Março do próximo ano. Já o protocolo com a Universidade de Léon deverá entrar em vigor a partir do próximo ano lectivo.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Politécnico de Bragança abre portas do Brasil aos estudantes portugueses

O Politécnico de Bragança está a preparar um protocolo com a Universidade Federal Tecnológica do Paraná, um estado com dez milhões de pessoas, que vai permitir a mobilidade de alunos portugueses e facilitar a sua entrada no mercado de trabalho da América do Sul.
“É um estado dos mais desenvolvidos, com o qual o IPB estabeleceu um protocolo, em Engenharia Alimentar, Eletrotécnica, Informática, Química, em que, através de um processo de mobilidade, aos alunos do IPB, podem fazer um processo de mobilidade para o Brasil, no mínimo de um ano, e quando retornam irão ser portadores de uma licenciatura ou mestrado europeu, mas também um diploma de graduação brasileira que lhe irá permitir fazer todos os atos de engenharia no Brasil”, explicou. Desta forma, ultrapassam-se algumas “resistências” da Ordem dos Engenheiros no Brasil.
No próximo ano deverá estar a funcionar, também, um protocolo com a Universidade de León, em Espanha, que permite aos estudantes de Engenharia Civil do Politécnico de Bragança aceder a um diploma em engenharia de minas e aos espanhóis acederem a Engenharia Civil.

Publicado em ‘Mensageiro‘.

El Máster de Oro CEU-CyL 2014 se concede al Instituto Politécnico de Bragança

La Escuela de Negocios San Pablo CEU clausura 2 másters y su programa de formación continua
La Escuela de Negocios San Pablo CEU de Castilla y León cierra este viernes el período lectivo de sus programas máster MBA-Internacional y Mantenimiento Industrial y su oferta de programas de formación continua, que se han desarrollado en Valladolid durante el curso académico 2012-13.
Los estudiantes han realizado una buena parte de sus sesiones académicas en diferentes firmas mercantiles e instituciones con las que la Fundación San Pablo CEU mantiene acuerdos de colaboración, gracias a las cuales los alumnos han tomado contacto directo con los ejecutivos y directivos de algunas de las principales empresas y entidades profesionales de Castilla y León.
Para potenciar su clara vocación internacional, se realizaron visitas a universidades, instituciones y empresas en Pau (Francia) y en Bragança y Aveiro, en Portugal.

Galardón
El galardón Master de Oro CEU-CyL supone un reconocimiento a la trayectoria profesional y los méritos empresariales y pretende recompensar a las entidades cuya actividad y saber hacer repercute positivamente en la sociedad castellano-leonesa y su entorno.
En esta edición, la distinción recayó en el portugués Instituto Politécnico de Bragança, uno de los más prestigiosos centros universitarios del país vecino. João Sobrinho, presidente-rector es el encargado de recoger el certificado de acreditación correspondiente.
Durante el evento intervendrá también Raúl Díez Sampedro, director general de Grupo Norte, padrino de esta promoción; y será clausurado por Mercedes Cantalapiedra, teniente de alcalde del Ayuntamiento de Valladolid; y Raúl Mayoral Benito, adjunto a la Presidencia de la Fundación Universitaria San Pablo CEU.

Publicado em ‘Castilla y León Económic‘.

Atletismo serviu de charme ao Politécnico de Bragança

Uma forma de divulgar o Instituto Politécnico de Bragança. Foi desta forma que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, ainda afogueado pela corrida, explicava o propósito da segunda edição da IPB for all, uma corrida pela cidade de Bragança que atraiu mais de meio milhar de participantes, sobretudo entre a comunidade de estudantes estrangeiros a residir em Bragança. João Melgo foi o mais rápido entre os participantes masculinos enquanto a brasileira Cleyce venceu entre as participantes femininas.
“O IPB tem mais de mil estudantes estrangeiros e isso é importante economicamente para a cidade e no futuro será ainda mais importante”, frisou Sobrinho Teixeira. Por outro lado, sublinha o papel de integração da escola. “Mil estudantes estrangeiros num universo de 24 mil pessoas. Diria que é, talvez, dos maiores rácios de comunidade estrangeira integrada na comunidade portuguesa”, disse.

Publicado em ‘Mensageiro‘.

Caracterizan setas de Portugal con propiedades nutricionales y saludables

La Universidad de Salamanca apoya al Instituto Politécnico de Braganza en la valorización de los recursos autóctonos del Noreste de Portugal, con interés para la industria alimentaria y farmacéutica
El Instituto Politécnico de Braganza trabaja en la caracterización de los recursos naturales del Noreste de Portugal. El objetivo es descubrir las propiedades de algunos productos tradicionales para darles un mayor valor del que tienen, de forma que puedan servir de impulso para la deprimida economía local. La gran variedad de setas que posee esta zona es uno de sus puntos fuertes y la Universidad de Salamanca apoya a los investigadores portugueses en su búsqueda de compuestos de los hongos que puedan tener utilidad.
En los últimos años, alrededor de 50 publicaciones científicas del Instituto Politécnico de Braganza avalan la extraordinaria riqueza de la zona de Braganza en el campo de los hongos, sobre todo en el Parque Natural de Montesinho. “Aquí en Salamanca caracterizan algunos componentes bioactivos que pueden ser importantes utilizando técnicas de cromatografía líquida de las que allí no disponen”, explica a DiCYT Celestino Santos Buelga, investigador del Departamento de Química Analítica, Nutrición y Bromatología de la Universidad de Salamanca.
Los estudios son de caracterización nutricional, en busca de los compuestos interesantes para la alimentación, pero también de caracterización de actividades biológicas, como la actividad antioxidante o antiinflamatoria ya probadas de algunas de las sustancias de las setas. Además, en el laboratorio se prueban estos componentes con líneas celulares para ver, por ejemplo, su posible actividad antitumoral o su antimicrobiana, que les puede convertir en productos antibióticos. “Dentro de los productos que caracterizan, quieren ver cuáles podrían tener más interés para su comercialización, tanto en la industria alimentaria como farmacológica”, señala el científico de la institución académica salmantina.
En la región de Trás-os-Montes e Alto Douro existe “una gran variedad de setas”, confirma Lillian Barros, investigadora portuguesa que se desplaza habitualmente a Salamanca para realizar el trabajo de laboratorio. “A veces, las que dan mejor actividad biológica no son las comestibles, aunque tampoco sean tóxicas”, comenta. Es decir, que en muchas ocasiones las setas más interesantes como posible fuente de compuestos farmacológicos “no son las más apreciadas porque no tienen las características organolépticas adecuadas”.
Actividad antitumoral
De hecho, a partir del trabajo con una de las especies de hongos que tienen componentes antitumorales, este grupo de investigadores del Instituto Politécnico de Braganza, con Isabel Ferreira como investigadora principal, ya ha solicitado una patente.
Además, sus trabajos internacionales no se limitan a esta colaboración con Salamanca, sino que en la actualidad participan en proyectos de países tan distintos como Brasil y Serbia. El motivo es poder comparar. “Cuando una misma especie de seta aparece en dos lugares diferentes, su actividad biológica es muy distinta, así que también es importante distinguir cuáles son los componentes que presenta según el lugar del que proceda”, comenta la investigadora.
Cultivos dirigidos
Este grupo de investigación no sólo está interesado en las setas, sino también en otros productos naturales importantes dentro de la economía local, como las plantas medicinales. Revisando sus usos tradicionales, comprueban si sus actividades biológicas son relevantes de cara a una posible explotación. “Aunque son productos silvestres, se podrían cultivar de una manera más dirigida”, aporta Celestino Santos Buelga.

Publicado em ‘dicyt‘.

Representantes de Institutos Politécnicos de Mozambique y Portugal visitan la universidad

El Rector de la Universidad de León (ULE), José Ángel Hermida, y varios de los integrantes de su equipo de Vicerrectores han mantenido en la mañana de hoy una reunión de trabajo con una delegación de los Institutos Politécnicos de Gaza, Manica y Tete (Mozambique), y Bragança (Portugal) que se encuentran de visita en León, al objeto de estudiar posibles vías de colaboración.

Los profesores que dirigen estos institutos, Hortêncio Pedro Comissal (Gaza), Rafael dos Santos Massinga (Manica), Bernardo Miguel Bene (Tete), y Joao Sobrinho (Bragança), se han mostrado especialmente interesados en tres áreas en las que la ULE goza de prestigio y reconocimiento a nivel internacional: veterinaria, minería y estudios de formación y capacitación agraria (especialmente en temas de viticultura).
El objetivo del encuentro se centra en concretar acuerdos que permitan el intercambio de profesorado, estudiantes e información, que se podrían ver plasmados en un marco de colaboración, que sería objeto de un desarrollo posterior en forma de convenios específicos.

RELACIÓN ESTRATÉGICA EN EL ÁMBITO DE LA INTERNACIONALIZACIÓN DE LA ULE

La relación de la ULE con Portugal y otros países de habla portuguesa, como Brasil y Mozambique, se considera desde la institución académica como un importante eje estratégico de cara a la internacionalización.
De hecho, la ULE fue el lugar escogido en diciembre de 2011 para la constitución oficial de la CRUSOE, (Conferencia de Rectores de las Universidades del Suroeste de Europa), red integrada por las ocho universidades de Castilla y León, tres de Galicia, tres de Portugal, y cuatro centros politécnicos liderados por el Instituto de Braganza.

También la ULE participa en el Proyecto INESPO, que ha desarrollado una serie de herramientas que tratan de dinamizar la innovación en las áreas de influencia de las universidades implicadas, y que entre otras acciones ha editado una guía bilingüe en español y portugués sobre propiedad intelectual e industrial destinada a emprendedores y empresas de base tecnológica.

Finalmente es preciso destacar el Máster en Enfermería, que se está impartiendo de forma conjunta con el Politécnico de Bragança, y que se encuadra en las iniciativas emprendidas por el Campus de Excelencia Internacional (CEI) Triangular – E3 , formado por la agregación de las Universidades de León (ULE), Burgos (UBU) y Valladolid (UVA), así como la participación en un proyecto transfronterizo hispanoluso que pretende estudiar las condiciones de los ancianos del medio rural de Zamora y la región portuguesa de Tras Os Montes.

Publicado em ‘Universidad de León‘.

Instituto Politécnico coopera com instituições moçambicanas

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) recebe, até 10 de maio, a visita dos diretores-gerais de três Institutos Superiores Politécnicos de Moçambique, com vista à avaliação de oportunidades de cooperação, informou a instituição.
Para aquele período estão previstas reuniões com o IPB e empresas do distrito, bem como visitas à região de Bragança e Região Demarcada do Douro.
Protocolos a estabelecer durante esta visita preveem o intercâmbio de estudantes e professores, a qualificação do corpo docente das instituições moçambicanas e a cooperação para o desenvolvimento da oferta formativa de ensino superior em Moçambique.
“A cooperação com o IPB será igualmente estendida à Universidade de Leão (Espanha), no âmbito do projeto de cooperação transfronteiriça que envolve estas duas Instituições”, acrescenta um comunicado do Politécnico de Bragança.
O estabelecimento destes protocolos de cooperação constitui mais “uma importante etapa na consolidação do projeto de cooperação com os Países de Língua Oficial Portugueses (PALOP), “consolidando os resultados já obtidos na cooperação entre o IPB e instituições de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste”.
Atualmente, entre estudantes inscritos em cursos e em mobilidade internacional, frequentam o IPB mais de 350 alunos provenientes de países de expressão portuguesa.

Publicado em ‘RBA‘.