IPB apontado como exemplo por perito internacional

O Instituto Politécnico de Bragança é um exemplo a seguir para os seus congéneres europeus. A ideia foi deixada terça-feira, em Bragança, pelo investigador holandês Jon File, durante um Simpósio dedicado às estratégias de internacionalização das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) na Europa, incluído na Semana de Internacionalização e Competitividade.
“Tenho informação de oito instituições. Nesse grupo, Bragança está claramente muito bem posicionado em diferentes dimensões. Tem programas em inglês, pessoa internacionalizado, mobilidade estudantil, investigação em parceria com pessoas de outros países”, sublinhou Jon File, que destacou ainda o facto de “a situação na região não ser a mais fácil de lidar”.
“Oferecer cursos de curta duração em locais mais perto do litoral é uma boa ideia, atrair pessoas do Brasil é bom mas, sobretudo, o importante é estabelecer parcerias”, apontou.
Este investigador holandês frisou que “é preciso perceber os
pontos fortes” da instituição.
“O centro de investigação de montanha é de classe mundial.
Podem construir coisas semelhantes em campos em que são bons”, aconselha. Sobre a importância da internacionalização,
entende que “é uma forma de contactar com outras especializações e melhorar as próprias capacidades. É uma forma de sobreviver no futuro. A demografia portuguesa, em geral, é complicada e o movimento de pessoas para Lisboa ou o Porto não vai parar”, sentencia. Por outro lado, no estrangeiro “quem conhece o IPB respeita-o”. “Mas há muita gente que não o conhece”, sublinha. No entanto, “os politécnicos portugueses são cada vez mais compreendidos nos outros países, pois são um setor importante de Portugal”, concluiu.
Antes de Jon File já o ministro da Ciência e Ensino Superior,
Manuel Heitor, tinha apontado caminhos à internacionalização.
“Não há dúvida nenhuma pois estamos na Europa e queremos cada vez mais uma Europa com mais Portugal e Portugal com mais Europa. O papel do ensino superior é crítico. Nos últimos 20 anos, após Bolonha, multiplicámos por quatro a mobilidade,
criámos as formações curtas, multiplicámos por cinco as formações pós-graduadas”, resumiu. Por outro lado, o governante acredita que “internacionalizar é, também, empregar mais. E essa é, também, a responsabilidade do ensino superior. As nossas empresas trabalham em mercados globais e estudar no ensino superior é, também, aprender culturas, práticas, nomeadamente
no contexto que vai muito para além das regiões e de Portugal”, explicou. O ministro defendeu que “a internacionalização do ensino politécnico é particularmente crítica”.
“Por um lado, para desenvolver a formação de adultos, sobretudo através das formações curtas. Em segundo lugar, com as formações especializadas. Em terceiro, com as práticas de ensino-aprendizagem. Hoje, na Europa, a formação de redes entre instituições requer, cada vez mais, consórcios nacionais para terem massa crítica associada às redes europeias. Este seminário
é particularmente oportuno, 20 anos depois de Bolonha de 40 anos depois do ensino politécnico em Portugal. Hoje, criar emprego e criar riqueza requer indiscutivelmente quadros qualificados. As empresas que operam em mercados globais procuram e precisam de quadros qualificados.
O papel do ensino superior, em articulação cada vez mais estreita com as empresas, é a única solução para uma sociedade mais moderna, competitiva, com mais coesão, e requer do lado das
instituições, sobretudo do ensino politécnico, a adaptação da oferta formativa, sobretudo através de formações curtas”,
apontou. Manuel Heitor está convencido que “a experiência que os politécnicos trouxeram para Portugal através das formações curtas iniciais, os TESPs, é hoje fundamental estender-se aos adultos e à pós-graduação”. “E esse é um processo que só pode ser feito com os empregadores e que envolve, também, uma responsabilização coletiva das instituições e dos empregadores.
Temos hoje exemplos muito bons, nomeadamente em Bragança”, frisou o ministro da Ciência. Ensino superior estará mais próximo das empresas. O governante acredita que “o ensino tradicional nunca terminará, tem é de ser complementado com novas práticas e cada vez mais adotar processos de ensino-aprendizagem ativa”.
“Hoje os estudantes têm acesso a muita informação e o papel será criar mentes criativas, estabelecer o diálogo, que só pode ser feito se ensino, investigação e inovação estiverem em estreita colaboração. Este triângulo educar, investigar e inovar, é essencial”, frisou. Manuel Heitor sublinha que as mudanças no ensino politécnico “já estão em curso”.
“Trazer mais as empresas para os politécnicos e desenvolver mais as formações curtas”, frisou o ministro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB lança Laboratório Colaborativo MORE para estreitar trabalho com as empresas

No âmbito da semana aberta da internacionalização e competitividade, o Instituto Politécnico de Bragança lançou, ontem, o Laboratório Colaborativo MORE. Segundo o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, o objectivo é criar um caminho mais estreito entre centros de investigação e empresas.
“É um projecto que teve duas fases, uma primeira em que se aprovou a concessão do título do laboratório colaborativo e agora estamos na parte final de estabelecimento de candidatura a financiamento, temos um financiamento indicativo de 4,3 milhões de euros a 3 anos”, destacou. Além do lançamento do laboratório, a par desta semana aberta houve ainda, ontem, um simpósio sobre internacionalização e competitividade.
Orlando Rodrigues destaca que é preciso que os politécnicos trabalhem mais com as empresas. “Foi uma discussão muito produtiva. Os politécnicos são as instituições de ensino superior que estão mais próximas das empresas e das suas necessidades, por isso têm maior responsabilidade de se ajustar. Temos de trabalhar mais próximo das empresas”, destacou.
Orlando Rodrigues deixou claro, no primeiro dia da semana aberta da internacionalização, que é preciso qualificar ainda mais já que os tempos de mudança exigem outros perfis de pessoas qualificadas. Quem também tem a mesma ideia, e defende que é necessário qualificar quem já está qualificado, é o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, presente ontem nas iniciativas do politécnico.
“Formamos 4 em cada 10 jovens de 20 anos, temos necessariamente de alargar a penetração e temos de formar mais adultos, porque 75% dos estudantes têm menos de 25 anos”, referiu o ministro. A semana aberta da internacionalização do politécnico acontece até sexta-feira tem tido iniciativas que pretendem fazer uma reflexão sobre a instituição e o futuro desta.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

IPB no caminho do sonho de mudar um país

Alunos do Bangladesh chegaram a Bragança com o apoio da Fundação Maria Cristina, a primeira portuguesa a chegar ao topo do Everest, que usa os recordes do Guiness para financiar a educação de 600 crianças. Os primeiros dez a estudar no Ensino Superior Superior chegaram agora a Bragança.
“Quando tinha sete anos, só pensava em sobreviver a cada dia que passava. Não tinha sonhos. Depois, apareceu a Maria Conceição e deu-me um sonho, fez-me acreditar e é por isso que vim para Bragança tirar um curso. Quero voltar ao Bangladesh e ajudar a melhorar o meu país.” A garantia é deixada por Mustofa, um dos dez estudantes do Bangladesh, que acabaram de chegar ao Nordeste Transmontano. Com um brilho nos olhos e emoção na voz, surpreendidos pelo serpentear das montanhas que envolvem a cidade de Bragança e apanhados desprevenidos pelo frio cortante que o outono começa a trazer. Foi assim que dez estudantes do Bangladesh chegaram a Bragança, depois de uma grande aventura para conseguirem “uma oportunidade por que milhões anseiam” no seu país, mas que a eles sorriu. Mustofa ainda mal consegue acreditar na volta que a sua vida deu. Foi uma das 600 crianças que nasceram num bairro de lata de Dhaka, capital do Bangladesh, que outrora foi parte integrante da Índia, primeiro, e do Paquistão, depois, a quem foi dada a possibilidade de estudar, graças ao esforço e perseverança de uma portuguesa (ver caixa). Ao longo de 12 anos, a Fundação Maria Cristina custeou os estudos a estas 600 crianças e, agora, chegaram a Bragança os primeiros dez que têm a oportunidade de abraçar o ensino superior. Bragança foi o destino escolhido. Na bagagem, trouxeram sonhos e um objetivo claro: “tirar o curso para voltar e ajudar o meu país a desenvolver-se”, dizem, à vez, mas em uníssono, Hossain, Abedin e Mustofa. Estes são apenas três de um total de dez estudantes do Bangladesh que conseguiram o visto e vaga no Instituto Politécnico de Bragança. “Estava previsto que viessem 18 mas oito deles ficaram impedidos devido ao processo burocrático”, explicou ao Mensageiro Hélio Silva, voluntário da Fundação Maria Cristina, responsável pelo encaminhamento do grupo. “A embaixada portuguesa mais perto de Dhaka é em Nova Déli, na Índia. Para irem pedir o visto português, têm, primeiro, de ter um visto de entrada na Índia e oito deles não conseguiram”, disse ainda.
As expectativas dos estudantes também vinham altas, mas nada que se compare ao que encontraram em Bragança. “É muito superior ao que imaginávamos”, diz Abedin, radiante. Os três que falaram ao Mensageiro vieram tirar Engenharia Informática, tal como três outros colegas, enquanto os restantes quatro estão matriculados em International Business Manadgement. Entre eles, há os que sonham criar uma agência espacial do Bangladesh, como é o caso de Hossain, ou aqueles que sonham mudar o país pela política e chegar a primeira-ministra, como é o caso de uma das últimas alunas a chegar. Pelo caminho, ainda aproveitaram para vender alguns livros sobre a história de Maria da Conceição, a sua patrona, para “ajudar a financiar a educação dos que ficaram”, explicam. Para estes jovens, os sonhos “vão até à Galáxia”, dizem, entre sorrisos. A ansiedade pelo que iriam encontrar só foi aumentando ao longo das 40 horas da viagem para Portugal, com escala no Dubai. Daí até Lisboa demoraram quase tanto como de Lisboa a Bragança, de autocarro. Mas não se queixam. Aliás, nunca se queixam.
“A paisagem é espetacular. Quando pesquisámos sobre Bragança na internet não nos apercebemos que havia tantos montes. Só quando começámos a ver o autocarro a subir e a descer”, recordam, divertidos. Dos habitantes locais, o espanto pelo civismo, sobretudo no trânsito. “Na nossa cidade, o trânsito é caótico. Os carros sempre a passar, a correr, cada um a meter-se à frente para passar. Aqui não. Até param para deixar passar os peões”, conta um surpreendido Hossain. Habituados às temperaturas amenas, a chegada do outono ao Nordeste Transmontano fez com que fossem apanhados
desprevenidos com o frio. Por isso, contaram com o apoio da Caritas Diocesana, que forneceu roupas de inverno.
“Vi neles uma atitude diferente. Estão a ser ajudados e querem retribuir. Ofereceram- se para serem voluntários na instituição”, explicou Cristina Figueiredo, a diretora geral. “O que não escolheram dobraram e arrumaram a roupa. Para já, a integração está “a correr bem”, dizem. O Bangladesh é apenas um dos 70 países que têm alunos no IPB. Um projeto de internacionalização “que é um exemplo a nível nacional”, defende Luís Pais, vice-presidente da instituição. “Este ano estamos a pensar atingir os 2400 alunos, quando no ano passado ficámos ligeiramente abaixo dos dois mil”, explicou ao Mensageiro. Cerca de 30 por cento dos alunos que frequentam o IPB são estrangeiros, ou seja, quase um em cada três.
“Este crescimento é o resultado da nossa aposta. É um projeto único a nível nacional pela dimensão que atinge”, frisa Luís Pais. Um dos “bons problemas” que esta situação coloca é a pressão sobre o alojamento.
“Esperamos que a sociedade civil responda. Nós não vamos aumentar a nossa oferta. É o contributo do IPB para a sociedade”, explica. O mesmo responsável acredita que “ainda há lugares disponíveis” e “seria ótimo que também pudessem ser disponibilizados para aluguer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Presidente do IPB contesta limitação de 20% das vagas para alunos internacionais

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança contesta a limitação de 20 % das vagas para alunos internacionais. Este é o único regime de acesso ao ensino superior em que há um tecto máximo. Orlando Rodrigues defende que tal não deveria ocorrer.
“O único que tem limitação é o regime de estudantes internacionais, os outros acabam por não ter limitações nos acessos. Entendemos que tendo o país excelentes condições para oferecer ensino superior de qualidade a alunos internacionais, mas para se posicionar como um país, num contexto mundial, que oferece ensino superior de qualidade internacionalmente, não podemos ter essa limitação”, sustenta.
O IPB registou um aumento de 25 por cento de candidaturas de alunos estrangeiros, face ao ano anterior, como realça o presidente desta instituição de ensino superior. “Os alunos internacionais as candidaturas que tivemos até ao momento cresceram 25% face ao ano passado, neste momento, temos já mais do dobro de candidatos de que vagas disponíveis o que significa que vamos colocar alunos de elevada qualidade a nível internacional”, destacou.
O IPB deverá receber 2000 alunos internacionais e entre estes estão os alunos de dupla diplomação, que é outra das estratégias de captação de alunos do IPB.
O IPB e a UTAD foram as duas instituições do ensino superior que mais alunos captaram, a nível nacional. A UTAD registou um aumento de 17% e o IPB de 8,86%.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Festival Brasil celebrou os alunos e a cultura brasileira

Durante três dias, entre Sexta-Feira e Domingo, a Praça Cavaleiro Ferreira, em Bragança, pintou-se de verde e amarelo. O motivo foi simples: celebrar a cultura brasileira através do Festival Brasil, uma iniciativa promovida
pela Associação de Estudantes Brasileiros do Instituto Politécnico de Bragança. Além das dezenas de estudantes
e de alguns brigantinos, ao primeiro dia desta festa também se juntou o Presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca. Vindo das terras de Vera-Cruz, o aluno da instituição, Cristiano Sabatke, diz que “isto é extremamente necessário porque há cada vez mais alunos brasileiros no IPB” e que ver a sua cultura celebrada no país que escolheu para estudar “é muito bom”. Aluno da academia há já dois anos e meio, o brasileiro Ivan Costa Pinto refere que “tanto a cultura brasileira como as outras que o IPB acolhe merecem ser conhecidas e mostradas à comunidade”.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Centro de Investigação em Digitalização e Robótica do IPB procura parcerias com espanhóis

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão em Bragança acolheu ontem o primeiro encontro transfronteiriço de investigação e inovação. 11 grupos de centros de investigação espanhóis aceitaram o convite do CeDRI, o Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do IPB, que nasceu em Janeiro deste ano.
Paulo Leitão, coordenador do CeDRI, explica que o objectivo do encontro é promover a cooperação entre instituições.
“Nós sendo um grupo recente, mas que já traz muitas competências do passado, decidimos trazer todos os grupos com que já temos algum contacto e parcerias no passado para fazer um fórum de apresentação, troca de ideias e partilha de conhecimentos visando o possível estabelecimento de cooperação e sinergias para o futuro, que podem passar pelo estabelecimento de projectos, investigação focada em dado objectivo conjunto e também o desenvolvimento de propostas de candidaturas de projectos transfronteiriços e europeus”, referiu.
O CEDRI conta com 18 investigadores das áreas da matemática, informática e electrónica e tem já em curso vários projectos com financiamento europeu, para além de desenvolver soluções de software e hardware para empresas multinacionais como a Siemens, a Whirlpool, a Electrolux, e a nível local a Catraport, que está instalada em Bragança.
Juan Carlos Fraile, escola de engenheiros industriais da Universidade de Valladolid, foi um dos participantes que mostrou interesse em parcerias com o IPB.
Doze centros de investigação da região de Bragança e Espanha nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação, Inteligência Artificial, Sistemas Ciber-físicos industriais, Robótica, Cidades inteligentes e Modelação e Simulação juntaram-se ontem em Bragança para definir parcerias.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

IPB reforça cooperação internacional na XIV Semana Erasmus

Começou ontem a XIV Semana Erasmus no Instituto Politécnico de Bragança, a instituição de ensino superior que mais alunos estrangeiros recebe em todo o país, para promover a afirmação da comunidade internacional do IPB e mostrar a multiculturalidade da instituição.
Cerca de uma centena de docentes e funcionários de diversas instituições de 19 nacionalidades da Europa mas também de países como o Brasil e a Argélia participam até amanhã numa série de actividades, com o objectivo de reforçar a cooperação internacional.
“Quisemos receber melhor os professores e colaboradores de instituições parceira de forma a que pudéssemos fazer uma agenda e um programa que fosse vocacionado para todos os aspectos da cooperação internacional e para tirar partido dessa mobilidade de forma a que fosse mais efectiva”, destacou o vice-presidente do IPB com o pelouro da internacionalização, Luís Pais.
Os estudantes internacionais que estudam no IPB participam também nesta semana com uma mostra gastronómica e cultural na Escola Superior de Educação, na feira internacional dos estudantes. Alejandro Garcia está há 8 meses no IPB a fazer mestrado em gestão empresarial e mostrou a gastronomia com o “pico de gallo, feito de tomate, cebola e salsa e uma receita com milho som pimenta, sal e limão” e a cultura. “Temos uma apresentação da cultura mexicana, temos uma “Catrina”, que é uma representação do dias dos mortos, uma celebração muito importante”
Até sexta-feira decorre ainda nas cantinas do IPB a semana gastronómica internacional, sendo apresentados pratos de vários países no menu. Já amanhã decorre a Corrida “IPB for All”, às 6 da tarde.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informação em: “Mensageiro de Bragança”

Alunos africanos denunciam “dificuldades acrescidas” para alugar quartos

Os estudantes oriundos de países africanos que frequentam a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela sentem-se discriminados na hora de procurar alugar quartos. Se a especulação imobiliária na cidade já é um entrave para muitos alunos nacionais encontrarem quartos, com preços muito elevados praticados pelos proprietários das casas, quando se trata de alunos africanos, o preço é ainda superior. “Para não dizerem claramente que não querem alugar, avançam com preços superiores a 130 euros por quarto, que não podemos suportar”, lamenta Wanderley Antunes, presidente da Associação de Estudantes Africanos da ESACT de Mirandela, lembrando que a maioria dos estudantes “não tem qualquer bolsa de estudo”. Wanderley Antunes explica ainda que o preço elevado também se prende com o facto dos alunos africanos chegarem sempre mais tarde que os restantes, devido à dificuldade na obtenção dos vistos. O preço elevado dos quartos é mesmo o principal problema para a comunidade de estudantes africanos na ESACT de Mirandela. De resto, Wanderley Antunes garante que os mais de 130 alunos têm sido muito bem-recebidos na comunidade. “Estão perfeitamente adaptados à escola e à cidade”, diz. Atualmente, estão a frequentar a ESACT de Mirandela 61 alunos de Cabo Verde, 58 de São Tomé e Príncipe, 12 da Guiné Equatorial, 5 da Guiné Bissau e 4 de Moçambique. A questão dos preços elevados já não é nova, dado que, há um ano atrás, o próprio Diretor da ESACT de Mirandela tinha manifestado a sua preocupação com a falta de quartos para arrendar e com os preços muito elevados praticados pelos arrendatários, muito acima da média. “Para além da escassez de quartos para arrendar, os que existem são mais caros que em Bragança”, onde está o IPB, a escola mãe. “A média por quarto individual ou partilhado ronda os 120 euros, enquanto em Bragança é de cerca de 80 euros. É uma diferença substancial e isso é uma dificuldade”, disse Luís Pires. Em seu entender esta situação acontece porque os arrendatários inflacionam o mercado, devido à pouca oferta, mas avisa: “este comportamento pode colocar em causa o crescimento do ensino superior, em Mirandela. Temos de ter a perceção que, se apertarmos muito a galinha dos ovos de ouro pode morrer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Sobrinho Teixeira agraciado com doutoramento Honoris Causa por universidade brasileira

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, recebeu o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Na sessão solene, a 23 de março, foram entregues quatro títulos académicos a personalidades de destaque para aquela instituição de ensino brasileira. Na cerimónia, o pró-reitor de Graduação e conselheiro da Universidade, Luís Maurício Resende, afirmou que “a grandeza da alma, a coragem de enfrentar o incerto e o espírito empreendedor do professor João Alberto Sobrinho Teixeira tornaram possível, num breve período de tempo, que as duas instituições seguissem não como parceiras, mas como irmãs, amigas. Comprometidas com o sucesso e conquistas uma da outra”, lê-se na página da internet da UTFPR.
Sobrinho Teixeira realçou que a homenagem também representa um relacionamento institucional do IPB. “Quando faço coisas, faço porque acredito nelas, porque acho que é uma missão. Na vida, temos muito mais retorno se fazemos coisas porque achamos que são importantes para aquilo que acreditamos do que se pensarmos só em nós”, disse ainda o representante do IPB. Atualmente, o IPB e a UTFPR contam com 27 acordos de dupla-diplomação.

Publicado por: “Jornal Nordeste”