IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário

O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Bragança recebe 1200 alunos estrangeiros

Sociedade das nações
Chegam da China, do Peru, da Síria ou do Senegal. O Instituto Politécnico de Bragança apostou forte na captação de alunos estrangeiros – este ano receberá l 200, de 25 países diferentes

 Descontraído, de andar gingão, Hebert Camilo responde com um sorriso à admiração de Olga Padrão, secretária da direção do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), por andar de chinelos de enfiar o dedo num dia chuvoso e frio. Além do acentuado sotaque de Minas Gerais, o jovem de 21 anos, chegado em setembro ao nordeste transmontano, veio equipado com roupa leve, pouco apropriada para o rigoroso inverno que se aproxima. «Tem problema, não», garante.
Apesar das dificuldades com o termóstato, o jovem estudante do 3.° ano de Engenharia Agronómica está a adorar a experiência portuguesa. De tal forma que, dois meses após a chegada a Bragança, já começou a tratar das burocracias para prolongar a estadia inicialmente prevista para um semestre, mas que ele agora quer estender a dois. «A cidade é pequena mas recebe bem a ‘gente’ e estou gostando muito da experiência. O Instituto está bem equipado e as aulas são muito interessantes», adianta, em jeito de justificação. Hebert chegou a Bragança ao abrigo de um protocolo com o Instituto Federal do Norte de Minas Gerais. No seu caso, o programa de intercâmbio prevê que o IPB se responsabilize pelo alojamento e refeições, enquanto a sua universidade de origem lhe assegurou as passagens aéreas e uma bolsa de três mil euros por semestre.
O jovem mineiro é apenas um dos 650 alunos estrangeiros – num universo de cerca de seis mil estudantes – que atualmente frequentam o IPB. Números que pecam ainda por defeito uma vez que há muitos inscritos ainda à espera de visto para fixar residência em Trás-os-Montes – os casos mais complicados têm sido os de alunos provenientes de países africanos que foram afetados pela epidemia de ébola, como a Libéria e a Serra Leoa, o que fez complicar as burocracias. Além disso, tal como sucedeu em anos anteriores, e a avaliar pelas inscrições já efetuadas e os processos em fase de aceitação, é de esperar que no segundo semestre o número de alunos chegue aos 1200 (mais 300 que no ano passado). Números impressionantes, numa cidade com pouco mais de 23 mil habitantes e onde, segundo um estudo recente encomendado pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o peso desta instituição na economia local é superior a 11 por cento do Produto Interno Bruto – o valor mais elevado do País.

Bragança lidera o ‘ranking’ dos politécnicos e cobra as propinas mais baixas do País
O IPB está atualmente no ranking das dez melhores instituições de ensino superior a nível nacional – o primeiro entre os politécnicos – e, em boa medida, isso também contribui para facilitar a captação de alunos através de convénios com instituições espalhadas pelo mundo fora. Além dos que chegam ao abrigo do programa Erasmus, provenientes da União Europeia, o maior contingente vem de paragens tão diversas como o Turquemenistão, China, Timor-Leste, Paquistão, Síria, México ou Peru, só para referir alguns dos mais distantes dos 25 países ali representados. Para o sucesso dessas «formas pró-ativas ou menos ortodoxas», na expressão do vice-presidente Luís Pais, contribuem ainda as propinas mais baixas (755 euros, para estudantes de licenciatura nacionais, e 1100, para os internacionais) e o facto de haver já vários cursos lecionados exclusivamente em inglês.

Hospitalidade transmontana

Exemplo sólido de uma integração feliz é o de Auro dos Santos. O cabo-verdiano, de 24 anos, chegou a Bragança em 2009 e diz que se sente em casa, «tal como todos os alunos africanos», os maiores contribuintes da larga comunidade estrangeira do IPB. A Associação de Estudantes Africanos representa peno de 400 alunos, a maioria deles de Cabo Verde, mas também muitos são-tomenses e angolanos. Sentindo-se em casa, já criaram uma equipa de futebol que alinha nos distritais de Bragança, uma equipa de futsal feminina, um grupo de dança, um conjunto musical (AfroBanda) e, para breve, prometem um grupo de teatro. Além disso, explica Auro, que preside à associação, «ajudamos muitos alunos a tratar de toda a burocracia para aqui chegar». A terminar o mestrado em Tecnologia Biomédica, depois de ter completado a licenciatura, vê aproximar-se a passos largos a hora de regressar a Cabo Verde e já começa a sentir saudades. «A minha adaptação foi cinco estrelas, nunca tive problemas e, se é verdade que quero ajudar ao desenvolvimento do meu país, também é certo que Bragança vai ficar sempre no meu coração.»
Tal como Auro dos Santos, também os habitantes da cidade se afeiçoaram e habituaram já à presença dos alunos estrangeiros. A chegada de sangue-novo estava a fazer falta, para dinamizar o comércio da cidade. Aos 75 anos, Vitalino Miranda e a mulher, Maria de Lurdes, mantêm a pequena mercearia, com quase meio século, de portas abertas, apenas porque funciona no rés-do-chão da sua casa e não pagam renda. «O centro histórico hoje está quase deserto. Levaram daqui os serviços e as pessoas começaram também a sair porque as casas estão velhas… e as que foram arranjadas têm rendas muito caras», considera Vitalino. Hoje, são os jovens da renovada residência universitária os poucos clientes que têm. «Nós queremos é vê-los cá, e que levem umas comprinhas. Mas a gente sabe que eles também não trazem dinheiro à larga e são muito regrados. Perguntam sempre pelo preço antes de levar alguma coisa… não é verdade?», atira. para Alexandre Ximenes, um jovem timorense de 19 anos, mais fluente em inglês do que em português, que consente com um sorriso envergonhado. Acabou de chegar a Bragança, para iniciar a licenciatura em Engenharia Informática, com uma bolsa de estudo concedida pelo Institut of Business de Díli, com quem o IPB tem uma parceria, e também ele está fascinado com a cidade. «As pessoas são muito simpáticas», arrisca, num português razoável, ao lado de Peltier Aguiar, um angolano de 26 anos, estudante de Agroecologia e que vive com ele na residencial Domus. É o africano que hoje faz de cicerone, acompanhando o timorense às compras. «Quando precisamos de alguma coisa vimos aqui à mercearia ou então vamos à loja do senhor Valdemar. Mesmo que tenha a porta fechada, basta tocar à campainha que ele atende-nos a qualquer hora», explica.
Gil Gonçalves, um dos atarefados elementos do Gabinete de Relações Internacionais, encarregue dos processos burocráticos dos alunos estrangeiros, não se mostra surpreendido com a boa reação dos habitantes. «Somos transmontanos, é a nossa forma de ser. Aqui, primeiro mandamos entrar; só depois perguntamos quem é.»

Publicado em ‘Visão’ nº1133, 20 a 26 novembro 2014.

Cristãos, muçulmanos e budistas no mesmo espaço em Bragança

Abertura aos estudantes estrangeiros trouxe ao Nordeste Transmontano diferentes credos. Direcção da instituição criou agora um espaço de oração para todos sem excepção

 Já foi a casa senhorial de uma das quintas mais ricas da zona de Bragança, antes de ser transformada em pólo de investigação do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Agora, o espaço que albergou o Centro de Investigação de Montanha tornou-se um espaço intercultural e inter-religioso, onde alunos de todos os credos e religiões podem coabitar. E o pontapé de saída desta experiência inédita foi dado por três estudantes alemãs, que ao longo do último mês estiveram em Bragança a recolher experiência de vida e a aprender os desafios de viver em comunidade.
“Tem sido muito bom”, garantiram ao PÚBLICO Margarete, de 21 anos, estudante de Psicologia e oriunda de Triest, Anna, de 18, que veio de Munique e quer ser professora, e Lisa, também de 18, proveniente de Colónia e que quer estudar Teologia. As três jovens participaram numa acção promovida pela Taizé, uma comunidade ecuménica localizada em França, que acolhe jovens e adultos das várias confissões cristãs no mesmo espaço, de partilha. “É uma forma diferente de viver a fé, com respeito pelos outros”, dizem. Apesar da dificuldade com a língua, comunicar não tem sido um problema. “Entre inglês, francês ou por gestos”, explicam, com um sorriso tímido. Aproveitaram para conhecer a região e participar em alguns momentos importantes na vida da diocese de Bragança-Miranda, como a comemoração do Dia Nacional dos Bens Culturais, que decorreu em Torre de Moncorvo, no dia 18 de Outubro.
A presença das três jovens surgiu como forma de um “desafio” lançado ao padre Calado Rodrigues, capelão do Instituto. “[A comunidade de Taizé] está num ritmo de preparação do centenário do nascimento do fundador, do aparecimento do fundador da comunidade, e está a colocar em diversos pontos do globo pequenas comunidades temporárias. A ideia é terem uma experiência de vida comunitária, depois uma experiência de oração (três vezes ao dia). E depois uma experiência de solidariedade”, explica o sacerdote, que supervisionou a estadia das jovens em Bragança.
O trabalho foi um pouco dificultado pela questão da língua, mas conseguiram ultrapassar isso e comunicar com os idosos e com as crianças das IPSS. “Encontrámos muita gente que fala inglês e francês”, recordam as jovens.
Para além disso, tiveram contactos com os estudantes do IPB, das escolas, para divulgar a comunidade, o seu objectivo e espírito, “que é sobretudo marcado pelo espírito ecuménico, com um bom relacionamento entre as diferentes igrejas cristãs”, sublinha o sacerdote. O grande objectivo foi “motivar as pessoas a participar, de 9 a 16 de Agosto, nessas comemorações”. ”Estamos a organizar um grupo daqui para participar. Estarão milhares de jovens de todo o mundo”, acredita. Esta experiência serviu de ponto de partida para um outro projecto do IPB, que passa pela criação de um espaço intercultural e inter-religioso, situado à entrada da Escola Superior Agrária, em Bragança. “Primeiro pensámos em criar um espaço para oração ecuménica. Mas chegou-se à conclusão que o IPB tem-se internacionalizado muito, e há estudantes vindos de diversas latitudes religiosas e culturais, pelo que se sentiu a necessidade de criar um espaço de reflexão intercultural e inter-religiosa”, explica o capelão do Politécnico de Bragança. A necessidade foi identificada, inicialmente, pela direcção do Instituto. “A proveniência dos alunos tem aumentado, assim como o número de religiões. Este ano tivemos candidaturas dos Países Africanos de Língua Portuguesa, mas de muitos outros países africanos, da América, da Europa e do Oriente, de países como o Bangladesh, a Índia ou o Irão”, explicou Sobrinho Teixeira, o presidente do IPB, ao PÚBLICO, revelando que o objectivo “é ter uma atitude preventiva e afirmativa desta situação, de maneira a que se possa fazer disto uma cultura de tolerância pela diferença”.
Funciona como “um mesmo espaço para onde vão ser convidados os alunos do IPB, de diferentes regiões, de diferentes religiões, para cada um ter a sua afirmação”. “Pretende-se o acentuar da diferença mas com harmonia e tolerância. Para que cada um possa ter um espaço para orar mas afirmar aquilo em que acredita”, sublinha. Será um espaço em branco, ou seja, de decoração neutra, em que cada grupo pode colocar a decoração consoante as suas crenças (imagens, por exemplo), e que retira e guarda após a oração.
A ideia é peregrina e nem mesmo as três jovens alemãs esperavam algo semelhante. “Nunca tínhamos visto nada semelhante. É uma ideia muito boa porque se o fizermos todos os dias torna-se um hábito. E é uma forma de reflexão e introspecção”, dizem. “[As pessoas] não precisam de rezar juntas mas têm de se respeitar e podem conhecer-se melhor”, diz mesmo Margarita, a mais velha das três, estudante de Psicologia.
O espaço foi visitado pelo bispo da diocese de Bragança-Miranda, D. José Cordeiro, o mais jovem bispo do país e um dos mais jovens de toda a Europa. Participou num dos três momentos diários de oração, que inclui a leitura de algumas passagens da Bíblia, cânticos e meditação. “Creio que é um bom começo e uma boa continuidade do serviço que a capelania do Politécnico pode prestar. Tem essa missão de congregar todas as culturas e todas as línguas na mesma linguagem da verdade, da vida, do amor, da tolerância, do respeito dos valores universais, que são valores cristãos e valores humanos. Para nós, são valores novos, concretizados aqui”, frisa o prelado. “Temos a experiência de ser um povo missionário e de emigrantes mas temos agora a experiência de ser um povo de missão e que acolhe multiculturas. Bragança está a ser uma cidade multicultural. E o aspecto religioso e cultural é fundamental para o acolhimento na diversidade das línguas e das culturas”, fez questão de sublinhar D. José Cordeiro. O bispo transmontano, que já foi ele próprio capelão do IPB há mais de 20 anos, acredita que não haverá choque cultural. “Espero, sinceramente, que não”, diz, até porque, “a criação de um espaço religioso integrado no campus é a expressão de uma cultura preventiva, para que, ao chegarem, [os estudantes] se sintam acolhidos e incluídos, com perspectivas diferentes mas apostados num mundo novo e global”.
Por outro lado, surge na sequência das acções do Papa Francisco de promoção do diálogo para a Paz na Terra Santa. “No nosso caso, é uma Igreja em saída. Temos de estar preparados para isso e ainda não estávamos. Em Bragança, experimentamos a multiculturalidade e a universalidade da fé. Isto é muito positivo e tem de ser cultivado, porque é uma experiência completamente nova”, conclui.
Este ano, o IPB teve um crescimento de 25 por cento no número de alunos novos. Praticamente metade são estudantes estrangeiros.

Publicado em ‘Público‘.

Integração de estudantes através do futebol

A Associação de Estudantes Africanos de Bragança já existe desde o ano 2000 mas só no ano passado decidiram juntar os colegas que jogavam em vários clubes do campeonato distrital de Bragança e formar uma equipa própria.
“O objetivo principal é promover a prática desportiva e o convívio entre os estudantes”, explica Ademir, vice-presidente da Associação, que tem em Sténio, também jogador, o seu presidente, e em Óscar o tesoureiro.
No ano de estreia, quase conseguiam o título distrital e a subida ao campeonato nacional. Depois disso, a direção da Associação sabe que a responsabilidade este ano é maior mas preferem “ver jogo a jogo”. Mas uma coisa é certa, os objetivos iniciais “foram amplamente ultrapassados”.
Com cerca de 300 associados, a AEAIPB tem contado, desde a primeira hora, com o apoio da direção do Instituto. E os frutos já se vêem. Se no ano passado a maior parte do plantel era formado por jogadores caboverdianos, incluindo Tiago, filho do selecionador nacional daquele país, este ano já são mais as nacionalidades representadas. “Para além dos jogadores, há muitos outros estudantes que vão aos jogos apoiar a equipa, frisa Ademir.

Publicado em ‘Mensageiro de Bragança‘ de 24 outubro 2013.

IPB estabelece mais uma parceria com Moçambique

O Instituto Politécnico de Bragança assinou, ontem, um protocolo com a Universidade Pedagógica de Moçambique que prevê a mobilidade de alunos e docentes entre as duas instituições de ensino.
O acordo contempla ainda colaboração ao nível da investigação e para a implementação de mestrados na escola moçambicana. Este é mais um passo para a afirmação internacional do IPB.
“Vamos colaborar na qualificação de docentes que vão fazer teses de mestrado e gostaríamos que eles passassem a integrar alguns dos centros de investigação do IPB”, refere o presidente, Sobrinho Teixeira, acrescentando que “temos também o desafio de ajudar à implementação de três mestrados nomeadamente o desenho curricular dos cursos”.
A Directora da Escola Técnica da Universidade Pedagógica de Moçambique diz que o objectivo deste protocolo com o IPB é garantir que os cursos leccionados tenham uma qualidade aceitável. “É um grande desafio, mas queremos fazer desenvolver a escola e garantir que o corpo docente tenha uma qualidade desejável para o funcionamento de todos os cursos”, afirma Brigida de Oliveira, salientando que “queremos apostar na melhoria da qualidade de ensino e na concepção de novos currículos de forma a responder às necessidades do nosso país”.
Ontem tomou posse o presidente do Conselho Geral do IPB e os directores das escolas, recentemente eleitos. O director da Escola Superior de Educação foi o único eleito em segunda volta e fala de algumas medidas a implementar. “Queremos tirar mais partido das novas tecnologias, estamos preocupados com a crescente qualidade das nossas formações e com a conquista de novos alunos para essas formações”, refere António Ribeiro Alves.
Em Outubro inicia-se o processo para a eleição do presidente do IPB, que deverá estar concluído em Dezembro.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Representantes de Institutos Politécnicos de Mozambique y Portugal visitan la universidad

El Rector de la Universidad de León (ULE), José Ángel Hermida, y varios de los integrantes de su equipo de Vicerrectores han mantenido en la mañana de hoy una reunión de trabajo con una delegación de los Institutos Politécnicos de Gaza, Manica y Tete (Mozambique), y Bragança (Portugal) que se encuentran de visita en León, al objeto de estudiar posibles vías de colaboración.

Los profesores que dirigen estos institutos, Hortêncio Pedro Comissal (Gaza), Rafael dos Santos Massinga (Manica), Bernardo Miguel Bene (Tete), y Joao Sobrinho (Bragança), se han mostrado especialmente interesados en tres áreas en las que la ULE goza de prestigio y reconocimiento a nivel internacional: veterinaria, minería y estudios de formación y capacitación agraria (especialmente en temas de viticultura).
El objetivo del encuentro se centra en concretar acuerdos que permitan el intercambio de profesorado, estudiantes e información, que se podrían ver plasmados en un marco de colaboración, que sería objeto de un desarrollo posterior en forma de convenios específicos.

RELACIÓN ESTRATÉGICA EN EL ÁMBITO DE LA INTERNACIONALIZACIÓN DE LA ULE

La relación de la ULE con Portugal y otros países de habla portuguesa, como Brasil y Mozambique, se considera desde la institución académica como un importante eje estratégico de cara a la internacionalización.
De hecho, la ULE fue el lugar escogido en diciembre de 2011 para la constitución oficial de la CRUSOE, (Conferencia de Rectores de las Universidades del Suroeste de Europa), red integrada por las ocho universidades de Castilla y León, tres de Galicia, tres de Portugal, y cuatro centros politécnicos liderados por el Instituto de Braganza.

También la ULE participa en el Proyecto INESPO, que ha desarrollado una serie de herramientas que tratan de dinamizar la innovación en las áreas de influencia de las universidades implicadas, y que entre otras acciones ha editado una guía bilingüe en español y portugués sobre propiedad intelectual e industrial destinada a emprendedores y empresas de base tecnológica.

Finalmente es preciso destacar el Máster en Enfermería, que se está impartiendo de forma conjunta con el Politécnico de Bragança, y que se encuadra en las iniciativas emprendidas por el Campus de Excelencia Internacional (CEI) Triangular – E3 , formado por la agregación de las Universidades de León (ULE), Burgos (UBU) y Valladolid (UVA), así como la participación en un proyecto transfronterizo hispanoluso que pretende estudiar las condiciones de los ancianos del medio rural de Zamora y la región portuguesa de Tras Os Montes.

Publicado em ‘Universidad de León‘.

Mais cooperação entre Bragança e Moçambique

Mais um passo foi dado no âmbito da cooperação entre Moçambique e a cidade de Bragança.
No dia 9 de maio, o Embaixador de Moçambique em Portugal, Jacob Jeremias Nyambir, acompanhado do Diretor-Geral do Instituto Superior Politécnico de Gaza, Hortêncio Pedro Comissal, do Diretor-Geral do Instituto Superior Politécnico de Manica, Rafael dos Santos Massinga, do Diretor-Geral do Instituto Superior Politécnico de Tete, Bernardo Miguel Bene, do Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Professor João Sobrinho Teixeira, e outros docentes da mesma instituição visitaram as novas instalações do Município de Bragança, onde foram recebidos pelo Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, e pelos Vereadores, Eng.º Rui Caseiro, Dra. Fátima Fernandes e Dr. Hernâni Dias.
À tarde, integrado no Seminário Estágios Erasmus – Consórcio Move on Train, decorreu a assinatura de protocolos de cooperação entre o Instituto Politécnico de Bragança e os Institutos Superiores Politécnicos de Tete, de Manica e de Gaza, através do qual serão criados, em parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, mestrados, licenciaturas e Cursos de Especialização Tecnológica em Moçambique.
A iniciativa culminou, ao final do dia, com a Corrida “IPB for all”, que teve como objetivo comemorar o Dia da Europa e a integração dos estudantes internacionais que frequentam o Instituto Politécnico de Bragança e que contou com a participação do Presidente da Câmara Municipal de Bragança, Eng.º António Jorge Nunes, e dos Vereadores, Eng.º Rui Caseiro e Dr. Hernâni Dias.

Publicado em ‘CM Bragança‘.

IPB vai formar docentes de Moçambique

O Instituto Politécnico de Bragança vai formar professores de politécnicos de Moçambique.
Em Setembro chegam os primeiros docentes de Tete, Manica e Gaza para fazerem cá os mestrados. Esta parceria foi oficializada ontem, através da assinatura de três protocolos com as instituições de ensino superior destas cidades moçambicanas.
A cooperação entre politécnicos vai contribuir, ainda, para reforçar a mobilidade de alunos, tanto ao nível da formação académica, como profissional.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, confessa que esta também pode ser uma oportunidade de emprego para os estudantes portugueses.
Os politécnicos de Moçambique começaram a funcionar há sete anos e precisam de fortalecer a oferta formativa. Bernardo Bene, director-geral do Instituto Politécnico de Tete, não tem dúvidas que esta parceria vai melhorar a qualidade do ensino naquele país africano.
Através deste protocolo também vão ser criados mestrados, licenciaturas e Cursos de Especialização Tecnológica em Moçambique, em parceria com o IPB.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Instituto Politécnico coopera com instituições moçambicanas

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) recebe, até 10 de maio, a visita dos diretores-gerais de três Institutos Superiores Politécnicos de Moçambique, com vista à avaliação de oportunidades de cooperação, informou a instituição.
Para aquele período estão previstas reuniões com o IPB e empresas do distrito, bem como visitas à região de Bragança e Região Demarcada do Douro.
Protocolos a estabelecer durante esta visita preveem o intercâmbio de estudantes e professores, a qualificação do corpo docente das instituições moçambicanas e a cooperação para o desenvolvimento da oferta formativa de ensino superior em Moçambique.
“A cooperação com o IPB será igualmente estendida à Universidade de Leão (Espanha), no âmbito do projeto de cooperação transfronteiriça que envolve estas duas Instituições”, acrescenta um comunicado do Politécnico de Bragança.
O estabelecimento destes protocolos de cooperação constitui mais “uma importante etapa na consolidação do projeto de cooperação com os Países de Língua Oficial Portugueses (PALOP), “consolidando os resultados já obtidos na cooperação entre o IPB e instituições de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Macau, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor Leste”.
Atualmente, entre estudantes inscritos em cursos e em mobilidade internacional, frequentam o IPB mais de 350 alunos provenientes de países de expressão portuguesa.

Publicado em ‘RBA‘.