Instituto Politécnico de Bragança tem dois novos mestrados

O Instituto Politécnico de Bragança tem dois novos mestrados. “Empreendedorismo e inovação” e “Inovação em Processos e Produtos”.
São duas formações em áreas tecnológicas para valorizar o conhecimento científico na económica da região, num modelo inovador baseado em novas estratégicas pedagógicas, explica Orlando Rodrigues, presidente do IPB. “é uma mudança que estamos aqui a imprimir, é um ensino completamente diferente, não vai ter professores clássicos, nem disciplinas clássicas, não vai ter configurações de sala como estamos habituados porque entendemos que estamos em tempos novos. A sociedade evoluiu de tal maneira que o acesso à informação faz-se de maneira completamente diferente, o mercado exige profissionais completamente diferentes, sobretudo que sejam criativos e inovadores e temos que fazer alguma coisa. As instituições têm que mudar, têm que fazer alguma coisa e nós temos sido uma instituição inovadora e pioneira em diversos domínios e queremos marcar a dianteira neste, queremos ser uma instituição pioneira e inovadora no ensino que tem de ser feito, sobretudo em Portugal”.
Um dos objectivos é estreitar as ligações com empresas da região, até porque os cursos vão decorrer no BrigantiaEcoPark, no seio de empresas ligadas a estes sectores. “Isto só se faz com uma forte ligação às empresas e as instituições da região, portanto esse aspecto é fundamental. Precisamos das empresas connosco e precisamos que as empresas sintam que podem tirar valor desta relação. foi com esse sinal e pretendendo criar esse ambiente com as empresas que vamos fazer isto no BrigantiaEcopark, num seio de empresas, onde estão empresas inovadoras e criativas”.
Estes novos mestrados estão destinados a 60 alunos, num projecto inovador em cooperação com a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere, Finlândia.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

ESACT com aumento recorde de novos alunos

A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela viu serem preenchidas cerca de 55 por cento das vagas colocadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Um aumento de quase 20 por cento, comparativamente ao que tinha acontecido, em 2016. O curso de solicitadoria continua a ser o mais procurado e, tal como no ano passado, ficou com 100 por cento das vagas preenchidas. No campo oposto, está o curso de informática e comunicações, que não viu preencher qualquer vaga. Na prática, a ESACT de Mirandela assegura, logo na primeira fase, 203 novos alunos, mais 73 que em 2016. Se o ano passado, foram preenchidas 36 por cento das vagas colocadas na primeira fase, este ano a percentagem aumentou para 54,9 por cento. Das 370 vagas colocadas a concurso, para os oito cursos lecionados, a ESACT de Mirandela viu serem preenchidas 203, sobrando 167 para as próximas duas fases. O curso de Solicitadoria foi, de longe, o mais procurado, ficando já sem qualquer vaga para as próximas duas fases. As 54 vagas colocadas a concurso, nesta primeira fase, já foram preenchidas. No outro extremo ficou, com o pior desempenho, o curso de Informática e Comunicações, que, tal como no ano passado, não viu ser preenchida qualquer vaga, sobrando as 30 disponíveis para a próxima fase. Bom desempenho para o curso de marketing, que preencheu 34 das 36 vagas colocadas. Design de jogos digitais, das 60 vagas, preencheu 48, enquanto Turismo ficou pelos 50 por cento, com 25 das 50 vagas preenchidas. Multimédia vai ter 40 vagas sobrantes, já que, das 60, apenas 20 foram preenchidas. Gestão e Administração pública tinha 55 vagas, nesta primeira fase, preencheu apenas 17, sobram 38. Finalmente, tecnologias da comunicação tinha 25 vagas, foram preenchidas apenas cinco. Para já, a ESACT de Mirandela garante, na primeira fase, 203 novos alunos, sobrando para a as restantes duas fases, 167 vagas.
 

Escola Ano percentagem
2017 2016 2015
Escola S. de Saúde 85 103 129 -17%
Escola S. Agrária 20 8 13 +150%
Escola S. de Educação 219 159 175 +38%
Escola S. Tecnologia 184 124 130 +48%
Escola S. ACT 203 129 151 +57%
Total 711 523 598 +36%

A estes números, somam-se as 1270 candidaturas de alunos estrangeiros, 510 deles para mestrados. Mas a dificuldade em conseguir vistos de entrada em Portugal deverá afastar cerca de 60 por cento destes candidatos, um número que deveria preocupar as instâncias diplomáticas portuguesas. Para os cursos CTESP, os cursos técnicos de dois anos, deveram chegar cerca de 600 novos alunos.

Um novo curso

Relações Lusófonas e Língua Portuguesa foi o único curso novo a abrir no IPB e traduz a cada vez maior aposta em estudantes estrangeiros. Mas há outros cursos de sucesso, como Solicitadoria (esgotou as 54 vagas) ou Enfermagem (52 candidatos para 50 vagas) e Gestão (74 candidatos para 72 vagas). No próximo ano poderá abrir um curso de Comunicação.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

IPB com mais 36 por cento de novos alunos foi a instituição que mais cresceu em Portugal

Até o Ministro do Ensino Superior frisou o crescimento do Politécnico de Bragança. Já há cursos com as vagas esgotadas. ESACT teve um crescimento de 57 por cento.
O Instituto Politécnico de Bragança volta a colocar a região no topo das páginas dos jornais graças a mais um feito. Foi a instituição de ensino superior de Portugal que mais cresceu em termos de novos alunos na primeira fase de acesso. A expectativa é que o número total de estudantes se aproxime, pela primeira vez, dos oito mil, o que seria um marco histórico para o Nordeste Transmontano e para a economia de toda a região. Face ao ano passado, entraram este ano mais 36 por cento dos alunos só nas licenciaturas, ou seja, são 711 novos alunos que foram colocados no IPB, contra os 523 que entraram no ano passado. Em 2015 tinham sido 598.
“E a instituição que registou a maior subida no número de colocados na 1ª fase, face a 2016, foi o Instituto de Bragança, “o mais longe possível de Lisboa”, sublinhou Manuel Heitor, Ministro do Ensino Superior, em declarações ao Expresso. “O ensino politécnico melhorou muito, sobretudo com os estímulos dados para a investigação e pela diversificação de opções, muito relacionadas com os mercados de trabalho e as dinâmicas locais”, disse o governante.

Surpresa pela positiva

Para o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, “os números surpreenderam pela positiva”. “Crescer 36 por cento de 2016 para 2017 foi muito bom. Até o próprio ministro anunciou que o IPB foi a instituição que mais cresceu”, enalteceu. De acordo com o presidente do Instituto, “este crescimento baseia-se em três pilares. Um deles é muito importante, que é a avaliação do IPB nos rankings internacionais. Não têm a ver com estigmas que se possam criar a nível nacional mas são avaliações que têm a ver com factos concretos e entidades que estão habituadas a avaliar instituições em todo o mundo e esta recorrência de diversos rankings tem tido o seu retorno. Passa pela captura de alunos internacionais, que procuram verificar essa qualidade, mas a mensagem também está a passar a nível nacional”, explica.
“Outro dos pilares é a qualidade de vida da região e a segurança. A cidade tem respondido, as nossas forças de segurança têm sido inexcedíveis. O terceiro pilar, que eu espero que continue, é a oferta de alojamento. Que seja uma oferta com qualidade, a um preço justo. Podíamos cobrar propinas mais altas mas optamos por não o fazer no âmbito de uma estratégia para a região”, aponta Sobrinho Teixeira, que vê “isto como uma missão para o desenvolvimento da própria região”. Por isso, faz questão de “agradecer a todos os que estão a trabalhar para que isto aconteça”. “É uma grande demonstração que o interior vai ultrapassar as dificuldades”, acredita.

Matrículas com grande procura

Certo é que os primeiros dias após serem conhecidos os resultados das colocações, foram marcados pela grande procura dos serviços académicos para a formalização das matrículas. “É a primeira vez que venho. Nota-se que tem um bom ambiente e que toda a gente gosta de cooperar. Já tinha ouvido falar no IPB”, admite Sofia Carvalho, que vem de Vila Real para o curso de Desporto, a sua primeira opção. Andreia Rocha veio de Penafiel, também para Desporto, um dos cursos que já quase esgotou as vagas. Bragança foi a segunda opção mas não ficou nada desiludida. “Achei bem ter calhado aqui. Por um lado, queria vir para cá, para longe de casa. Já tinha ouvido falar do IPB. A primeira impressão é boa e a animação agradou-me”, contou ao Mensageiro, no posto de atendimento que a Associação Académica montou. “Às 8h30 já tínhamos muita gente à espera. Quando chegam, tiram uma foto para partilhar no facebook da associação académica. As diversas associações também os recebem e ambientam-nos. É uma receção calorosa, também com as tunas”, explica Ricardo Cordeiro, o presidente dos estudantes. A conversa com o Mensageiro é interrompida porque, entretanto, chega Fátima Lima. Veio de Marco de Canaveses para Arte e Design. “Foi segunda opção. Desiludida? Não. Estou a gostar do ambiente. Já tinha ouvido falar muito do IPB. Alguns amigos meus estiveram aqui no ano passado e recomendaram, disseram que de certeza que iria gostar”, conta.

Mestrados e alunos estrangeiros dão contributo

Mas não são só os cursos de licenciatura que tiveram grande procura. “Começámos a seguir esta estratégia nos países africanos de expressão portuguesa. Só do Brasil tivemos mais de três centenas de candidaturas. De toda a América Latina, do sudeste asiático, da China, da Índia. Muitas candidaturas dos antigos países da União Soviética”, revela Sobrinho Teixeira, garantido que “há uma procura generalizada, não só nas licenciaturas, mas também nos mestrados”. Em sentido inverso, “há oito cursos com procura reduzida”. “Isso tem a ver com a perspetiva que existe de que a informação não circula no secundário. Os alunos vão muito por perceções e não pela realidade.
Ainda fazem escolhas que deveriam ser mais baseadas em factos e não em perceções. Temos, por exemplo, os cursos de ciências agrárias, que têm pouca procura”, explica o presidente do IPB. Mesmo assim, os números são animadores, pelo menos percentualmente. “Tivemos 20 alunos, um aumento de 150 por cento. Só tivemos oito no ano passado. Mas as vagas completam-se com os alunos dos cursos profissionais que estiveram connosco dois anos e percebem as potencialidades desses cursos”, frisa. Outro exemplo que é dado pelo presidente do IPB é o do curso de Engenharia Civil teve zero entradas. “Mas temos já 44 candidaturas internacionais, quase metades do Brasil. Nem as vagas todas chegarão para colmatar a procura”, assegura Sobrinho Teixeira.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Desigualdades no mercado laboral debatidas em fórum sobre a mulher

A desigualdade no mercado laboral que as mulheres enfrentam foi um dos temas debatidos no fórum “Mulher Ontem, Hoje e Amanhã” que decorreu na Escola Superior de Educação de Bragança, dia 8 de Março, para assinalar o dia internacional da mulher.
A docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Maria do Céu Ribeiro, destacou que, segundo um estudo divulgado na semana passada, o sucesso na formação académica das mulheres não se reflete no acesso aos mesmos cargos que os colegas do sexo masculino, estando em particular afastadas dos cargos de topo.
“As mulheres têm mais estudos, fazem mais formação académica, tiram melhores notas, terminam o curso num período de tempo inferior em relação aos colegas homens, mas essa evidência não tem uma contrapartida no mercado de trabalho, no sentido de elas terem acesso a cargos iguais aos seus colegas”, referiu.
Apesar de o estudo realizado entre 2005 e 2015, revelar que “há evidências significativas ao nível de melhoria”, a docente de Educação Social diz que “ainda há um longo caminho a percorrer”, pois embora “haja já o acesso a cargos intermédios mais facilitado, o acesso a cargos de topo ainda é de difícil acesso para as mulheres”, destacando ainda no encerramento do fórum que a as desigualdades são também notórias no que toca à remuneração.
“Estou convencida que isto é um caminho longo, mas que terá sucesso a médio prazo, e terá alterações significativas, a curto prazo não acredito, não sou assim tão otimista”, frisou.
O fórum teve ainda como oradoras algumas mulheres que contrariam esta tendência e ocupam cargos de chefia em Bragança, como, Paula Pimentel, presidente da União Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cristina Figueiredo, vereadora da câmara de Bragança, e ainda Emília Nogueiro, professoras da ESEB ou Catarina Ribeiro, mestranda em Educação Social.
A ideia da realização da iniciativa partiu precisamente de alunos de mestrado de Educação Social e foi organizado pelo CLDS 3G dos Santos Mártires de Bragança. A coordenadora deste projeto, Anabela Pires, explica que o objetivo foi conhecer os testemunhos das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no quotidiano. “Quisemos assinalar esta data de uma forma diferente, com um fórum no qual as pessoas pudessem explanar um pouco do seu dia-a-dia e partilhar as suas dificuldades sobretudo as mulheres que têm tantos papéis a assumir”, esclareceu.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

Tradutora apresentou primeira dissertação sobre a língua Mirandesa no IPB


“A influência da tradução na renovação lexical do Mirandês”, uma tese da autoria Conceição Meirinho, tradutora natural de Mogadouro, foi a primeira dissertação sobre a língua mirandesa defendida no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), o que teve lugar na passada segunda-feira, bem como a primeira dissertação do mestrado em Tradução. A tese foi avaliada com 19 valores. O trabalho abordou o processo de revitalização do mirandês, explanando a forma como uma língua de tradição oral e uso popular se emancipou para um idioma de produção cultural onde são cada vez mais frequentes as traduções de textos literários, técnicos e científicos.
A tese pretendeu evidenciar a forma como os tradutores de textos eruditos vertem para o Mirandês as palavras novas que vão criando, para expressar conceitos que existem nesses textos que traduzem, como por exemplo “O Principezinho” de Saint-Exupéry . “Os textos que estão em tradução são alheios e desconhecidos da cultura mirandesa, cuja língua é marcadamente popular e uma língua que está circunscrita à zona mirandesa, que não reconhece conceitos exóticos ou de geografias muito distantes, ou palavras típicas de uma cultura ou de uma realidade científica ou área técnica específicas”, explicou Conceição Meirinho. Ora, nas traduções para Mirandês estas palavras ou conceitos terão de ser criadas. “Eu estudei os processos de criação de palavras ativas no mirandês, reconhecendo quais são os processos de formação de palavras. Vamos usar esse sistema de movimentos afixais e composicionais e destacar num corpus de extração constituídos  por textos em mirandês as palavras que forem formadas pelos tradutores para expressar todas as nuances e mensagens do texto de partida. Sem que haja qualquer lacuna vocabular para expressar a totalidade semântica do texto”, descreveu a autora.  O facto de o mirandês ser uma língua minoritária, mas em franco desenvolvimento, e usada na produção cultural confere uma importância maior a esta dissertação. “Nunca se tinha feito uma abordagem destas que permite mudar a utilização e os recursos às estratégias de tradução para importar palavras que não são utilizadas na língua mirandesa”, destacou Isabel Chumbo, diretora do Mestrado em Tradução.

Publicado em: “Mensageiro”

IPB impõe-se na cooperação com países lusófonos no ensino agrário

O IPB tem-se afirmado no desenvolvimento de projectos de cooperação com os países lusófonos nomeadamente a nível agrícola.
A aposta que tem vindo a crescer, vai reflectir-se agora na promoção de um mestrado conjunto de Agro-Ecologia, que vai ser criado no Instituto Superior Politécnico de Gaza, em Moçambique, com a ajuda da Escola Superior Agrária.
É o primeiro mestrado da instituição e vai arrancar na comemoração do décimo aniversário da escola superior moçambicana. Hortêncio Comissal, director do Instituto Superior Politécnico de Gaza, refere que a colaboração do IPB será essencial para o desenvolvimento desta oferta formativa, já que “80 por cento dos docentes serão do IPB”. “Portugal está muito avançado na investigação. O IPB e outras instituições portuguesas vão ajudar-nos a desenvolver essa área da investigação e a formar os nossos quadros”.
Na cooperação de três anos com o IPB, já houve a formação em Bragança de mais de uma dezena de professores do instituto moçambicano, que frequentaram mestrados. É um dos vários exemplos que se repete em diversos países africanos de língua oficial portuguesa “O IPB tem cooperação com quase todos os países lusófonos com a ida de professores do IPB por alguns períodos de tempo”, adianta Albino Bento, o presidente da Escola Superior Agrária de Bragança.
A cooperação com países lusófonos tem vindo a intensificar-se, e tem contribuído para “o desenvolvimento das instituições e desses países”. As parcerias e os instrumentos para financiar as colaborações entre instituições de ensino foram assuntos debatidos na reunião da associação de ensino superior em ciências agrárias dos países de língua portuguesa, que aconteceu nos últimos dois dias no IPB.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

ESACT garante mestrado de marketing turístico

 “É um dos marcos da escola, porque o objetivo do instituto foi fazer da EsACT uma escola com identidade científica, pedagógica e académica”, declarações do presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) no anúncio público da aprovação do mestrado em marketing turístico, na passada quarta-feira, em Mirandela.
A criação deste Mestrado “é o corolário de um trabalho de maturação da ESACT que merece ser festejado”, acrescenta Sobrinho Teixeira que faz questão de sublinhar que a obtenção destes mestrados “passa por critérios muito rigorosos por parte da agência de acreditação”.
Também o director da EsACT, entende que esta candidatura tem plena justificação. “Há alguma falta de recursos humanos qualificados para fazerem um papel adequado na área do turismo. E também é fundamental promover-se de forma integrada a região”, refere Luís Pires. Já o autarca de Mirandela não tem dúvidas das mais-valias para o concelho, mas também para a região, com o início deste Mestrado. “Existem áreas que podem ter mais potencial de emprego e uma delas é a turística”, adianta António Branco, que entende existir um défice enorme no que diz respeito a operadores turísticos.
“Falamos muito que a região tem capacidade de receber e até temos boas unidades de boa qualidade, mas os operadores turísticos são os tradicionais as agências de viagem que pertencem a redes nacionais e um ou outra empresa de animação turística”, afirma.
No próximo ano lectivo, a ESACT de Mirandela passa a ter o mestrado em administração autárquica, com 25 vagas, e o de marketing turístico, com 15 vagas.
E já serão lecionados no novo edifício, que vai custar 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pelo Município. Segundo António Branco, as obras “ficam prontas até ao final do mês”.
Atualmente, a ESACT tem cerca de mil alunos a frequentar os oito cursos da instituição de ensino superior.

Técnicos da câmara vão aprender Mandarim
A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela já possibilita, há quatro anos, a aprendizagem da língua chinesa aos cerca de 200 alunos do curso de Turismo, e a partir do próximo ano letivo, passa a dar essa possibilidade aos técnicos do setor, da autarquia, sem qualquer encargo.
Nesse sentido, foi assinado um protocolo entre o IPB e a Câmara Municipal de Mirandela. O autarca recorda que “já existe na cidade uma comunidade interessante de empresários chineses e que começam a ser realizadas exportações para aquele País”.
António Branco espera poder alargar o ensino desta língua aos colaboradores municipais, aos empresários e até aos alunos do 1.º Ciclo.

Publicado em ‘Mirandela‘.

Novo Mestrado de Marketing Turístico pode promover sector na região

Há falta de operadores turísticos na região. A constatação foi apresentada por António Branco, presidente da Câmara Municipal de Mirandela, ontem, no anúncio público do mestrado em Marketing Turístico.
O novo curso será ministrado na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, no próximo ano lectivo. O autarca considera que esta formação pode contribuir para alterar a lacuna existente na oferta turística organizada. “Existem áreas que podem ter mais potencial de emprego e uma delas é a turística. Uma das dificuldades na região diz respeito a operadores turísticos. Não há um número de operadores turísticos suficientes. Falamos muito que a região tem capacidade de receber e até temos boas unidades de boa qualidade, mas os operadores turísticos são os tradicionais as agências de viagem que pertencem a redes nacionais e um ou outra empresa de animação turística”, defende o autarca.
Também Luís Pires, director da EsACT, entende que há na região poucos técnicos qualificados na área de promoção turística. “Há alguma falta de recursos humanos qualificados para fazerem um papel adequado na área do turismo. E também é fundamental promover-se de forma integrada a região”, salienta. O curso de segundo ciclo agora aprovado pela agência de avaliação e acreditação é o segundo mestrado que a EsACT disponibiliza, depois de autorizado o de Administração Autárquica que receberá alunos em 2015/ 2016.
Para o presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, não se trata apenas da oferta de mais dois cursos mas de um marco na instituição. “Esta foi uma vitória, é um dos marcos da escola. O objectivo do instituto foi fazer da EsACT uma escola com identidade científica, pedagógica e académica”, salienta Sobrinho Teixeira.
Ontem, foi ainda assinado um protocolo entre o IPB e a Câmara Municipal de Mirandela, para possibilitar que os técnicos de turismo da autarquia tenham aulas de mandarim. A autarquia pondera ainda alargar o ensino desta língua aos alunos do 1.º Ciclo.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Sucesso e qualidade, do interior!

Muitas vezes no nosso país, confunde-se o interior com periferia e atraso no desenvolvimento. Não há nada mais errado do que este pensamento.
Venha conhecer o que de melhor se faz no (tão rico) interior de Portugal e deixe-se deslumbrar.

 Sobrinho Teixeira é o rosto que apresenta o Instituto Politécnico de Bragança, revelando ao mundo aquilo que de melhor se faz no interior do país. Foi também com o presidente do IPB que o País Positivo entrou à conversa, descobrindo uma instituição de cariz ímpar e de qualidade internacional.
De acordo com o nosso entrevistado, o IPB é uma instituição de referência nacional a diversos níveis. “Todo o trabalho que tem sido desenvolvido no IPB em diversas áreas, nomeadamente na área da investigação – uma das nossas bandeiras e que permitiu um programa de afirmação e de doutoramentos que nos permitiu ter o corpo docente mais qualificado de todo o sistema politécnico – fez com que existissem repercussões ao nível do relacionamento da região com o instituto. Hoje, não representamos uma instituição que recebe alunos, que os retém durante algum tempo e que depois os deixa sair da região. O IPB, com toda a sua capacidade implementada, é uma instituição com capacidade de intervenção, um agente essencial ao desenvolvimento da região e, de facto, tem uma envolvência a todos os níveis com o tecido regional, seja económico, social ou cultural”. Assim, o IPB é um parceiro ativo da própria CIM de Terras de Trás os Montes e procura ser proactivo, nomeadamente no que diz respeito ao próximo quadro comunitário de apoio que, na opinião do entrevistado apresenta algum risco para a região. Como é sabido, “os anteriores quadros comunitários eram muito voltados para a infraestruturação e, como tal, o fluxo financeiro era assegurado pela intervenção ativa dos nossos autarcas” Hoje, a situação não é a mesma e a inovação, a criação e desenvolvimento de empresas são o toco deste novo quadro. Assim sendo, e tendo em conta a debilidade do tecido económico da região, incorre-se no risco de aumentar a distorção existente entre interior e litoral norte. Desta forma, “o IPB tem que ser um elemento ativo, com capacidade de intervenção política, fazendo sentir que é necessário assegurar um volume financeiro para a região de Trás os Montes que contribua para coesão nacional e inter-regional. Não podemos chegar ao final deste novo quadro de apoio com a sensação que contribuímos para um desenvolvimento da região norte mas sem ter, efetivamente, ganho alguma coisa com isso. Estou em crer que tal não vai acontecer, mas é necessário que todos os agentes tenham a capacidade de fazer fluir esses fundos para situações que gerem riqueza e emprego”. Para tal, o IPB tem vindo a trabalhar no sentido de dotar o tecido empresarial das ferramentas necessárias para fazer face ao futuro. Por exemplo, a região de Trás os Montes tem um setor primário bastante desenvolvido, mas a profissionalização do setor leva a que se precise cada vez menos de agricultores e, isso, “traduz-se numa mais baixa densidade demográfica da região que só poderá ser invertida com a criação de outras empresas, apostando, por exemplo, no turismo, mas sobretudo na indústria”, advoga.

A INTERNACIONALIZAÇÃO
O IPB é também um instituto conhecido pela sua capacidade de internacionalização, vertida na população de estrangeiros superior a mil alunos, com cerca de 50 países representados. Além da qualidade de vida que aqui se sente, o tacto de o IPB ter uma oferta deformação em língua inglesa – existem já três cursos de licenciatura em inglês que irão ser duplicados no próximo ano (no próximo ano funcionarão 7 cursos de licenciatura e 3 cursos de mestrado em inglês) – permite que este seja um aporte económico, cultural e social para a região. Mas estes números não são fictícios e espelham-se nos rankings nacionais e internacionais: “Existem rankings específicos em investigação, sobretudo na avaliação da qualidade da investigação produzida em função da dimensão da instituição, e, aqui, o IPB está em primeiro lugar a nível nacional em quatro desses itens e no ranking da União Europeia o IPB é o primeiro politécnico a nível nacional, estando no top dez das instituições universitárias e politécnicas portuguesas, ocupando o 7° lugar. Tudo isto, de facto, faz com que hoje o instituto seja um agente de desenvolvimento mas também um agente de motivação, dinamizando o orgulho da região, mostrando aquilo que a região pode fazer, mostrando que, os transmontanos, quando têm as mesmas condições, são capazes de fazer tão bem ou melhor do que os outros”, afirma Sobrinho Teixeira.

FUTURO
A investigação, no seio do IPB, é uma área consolidada, assim como a qualidade do corpo docente. Assim, o futuro promete o aumento da internacionalização, quer através do aumento da oferta formativa em língua inglesa e da oferta do português para estrangeiros, já que existe uma grande procura de oferta formativa de português. Além disso, “iremos trabalhar ativamente nas empresas para responder ao momento económico da região. Estamos também apostados em introduzir inovação curricular no sentido de pôr os alunos dos cursos de licenciatura a resolver problemas para as empresas, dando uma matriz aos nossos alunos de maior ligação empresarial e, portanto, um tipo de ensino que vai aumentar a empregabilidade dos seus formandos”. No fundo, o IPB irá continuar, no futuro, a lutar por se manter nos lugares cimeiros, elevando a instituição e o orgulho da região.

UM RUMO BEM TRAÇADO

 Luís Pires é o rosto que apresenta a EsACT – Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo do Instituto Politécnico de Bragança, uma instituição que começa agora um novo caminho rumo ao sucesso.
Em entrevista ao País Positivo, Luís Pires, diretor da EsACT, faz-nos uma breve apresentação da instituição e mostra qual o caminho desta escola que aposta na inovação e tecnologia para fazer face aos desafios futuros.
Criada em 1995 como polo da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Bragança, a EsACT oferecia em Mirandela os cursos de Informática de Gestão e Contabilidade e Administração. No entanto, em 1999 como consequência da evolução legislativa, a Escola ganhou autonomia, tendo continuado com os dois cursos anteriores e introduzido o curso de Planeamento e Gestão em Turismo, distanciando-se, nesse processo evolutivo, daquilo que era oferecido em Bragança e traçando um caminho muito próprio e bem definido. Assim, em consequência de uma estratégia pensada, o Turismo passou a ser um dos principais focos da Escola de Mirandela, enquanto uma das etapas fundamentais de um caminho ainda não totalmente trilhado e, “foram-se consolidando as valências que identificassem e distinguissem a EsACT, no seio do IPB, associadas a uma imagem corporativa sólida, reconhecível conotada com a cultura de excelência da Instituição, em muito baseada em práticas de gestão sustentada dos recursos. Desde logo pensamos que a escola deveria dedicar-se a três áreas, distintas mas complementares, a Comunicação, a Administração e o Turismo”. E, aos poucos, a escola foi-se afirmando nestes três domínios. Assim, e na área da comunicação, para além das Licenciaturas em Tecnologias da Comunicação, Marketing e Multimédia a EsACT passou a oferecer, de forma arrojada e inovadora um curso de licenciatura em Design de Jogos Digitais que, ao contrário do que se possa pensar e face à realidade regional, foi desde logo um sucesso. E enganem-se aqueles que pensam que esta é uma área orientada apenas para o entretenimento ou brincadeira. “O design de jogos digitais é uma área bastante complexa e, ao contrário de outras formações existentes, mais ligadas às engenharias, esta é uma formação muito mais ligada às artes, exigente, propícia à exploração dos jogos digitais enquanto comentário social, arte, ferramenta educacional, ou forma de entretenimento da sociedade global em que vivemos. Mas para nós isso não chega e, nesse sentido, temos lançado alguns desafios aos docentes e alunos com o intuito de aplicar os conhecimentos adquiridos no curso em resposta a outro tipo de necessidades, por exemplo na área da saúde, criando aplicações que permitam testar e analisar comportamentos e desempenhos ou no limite como ferramentas didáticas ou educativas. Imaginem, como exemplo, um jogo digital que ajude um paciente em período de reabilitação física a melhorar ou medir a evolução do seu desempenho… um jogo que incuta por exemplo em públicos infantis uma consciência ambiental, etc “
Par além de tudo isto, na área da multimédia e das tecnologias da comunicação, a EsACT tem trilhado um percurso de sucesso, realizando reportagens de temas sociais putativamente fraturantes para a região que, para além do tema em si e da perspectiva técnica com que são abordados, evidenciam a capacidade técnica existente e mostram a importância do multimédia como ferramenta de desenvolvimento da região. Esta capacidade de produção técnica e comunicacional, potenciada via marketing, forma uma poção que a região e o pais não podem desperdiçar.
A área da administração é ex-libris da instituição, com muitos alunos e muita procura. Ao nível da licenciatura, a EsACT oferece dois cursos: Gestão e Administração Pública e Solicitadoria. Apesar do sucesso consolidado das duas áreas, o primeiro teve uma ligeira quebra na procura devido aos problemas de contexto do país, nomeadamente os que ocorreram na função pública, relacionados com a redução de efetivos e de salários, frustrando expectativas. No entanto, e apesar disso, “sentimos necessidade de criar o Mestrado em Administração Autárquica. Os nossos alunos e ex-alunos de Gestão e Administração Pública e de Solicitadoria começaram a procurar-nos no sentido de aprofundar os seus conhecimentos, de se especializar, de prosseguir estudos, e a verdade é que estas pessoas acabavam por ir tirar o Mestrado a outros locais e não era isso que queríamos. Neste sentido, juntámos as vontades dos alunos e da própria escola e acabámos por criar este mestrado que dá resposta às necessidades, uma vez que temos também um corpo docente consolidado e de grande qualidade. Além disso, a sociedade atual orienta-se cada vez mais para paradigmas de funcionamento agregado, em rede e, portanto, o nosso mestrado também pretende atribuir uma importância significativa a este novo paradigma, fornecendo novas capacidades, uma evolução funcional aos atores da própria legião, que mostraram, também eles, interesse na formação. Foi pois com muito agrado que vimos o mestrado aprovado por 6 anos, também uma prova de que a estrutura curricular faz sentido e se apresenta como uma mais-valia para a região e para o país”.

EMPREENDEDORISMO
Luís Pires considera que o empreendedorismo é essencial para esta região, nomeadamente para a fixação dos alunos e contributo para a inflexão de fluxos migratórios. Hoje, existem já empresas de relevo nacional que surgiram precisamente de oficinas de empreendedorismo. “A verdade é que muitas vezes as ideias existem, mas nem sempre sabemos como começar. Que passos dar? Como fazer? O que é um plano de negócios? Portanto, as oficinas de empreendedorismo são muito importantes na medida em que apoiam todos estes passos e, muitas vezes, mostra que o caminho que se tinha idealizado não é o melhor e, ai, consegue-se, em ambiente controlado, corrigir a trajetória, ou por vezes reconhecer que é melhor começar de novo. Felizmente, percebemos que as coisas começam a mudar e que a vontade de investimento e de criação do próprio emprego é muita, e não podemos apenas pensar no nosso país, deixar de olhar para o vizinho do lado, desleixando um mercado de 40 milhões de putativos consumidores, devemos ser capazes de criar estruturas e empresas que dêem resposta a esse mercado global”.

AS NOVAS INSTALAÇÕES
A prioridade da EsACT foi, há uns anos, a capacitação em termos de docência. Hoje, a consolidação do corpo docente é já uma realidade e, portanto, seguiu-se o segundo desafio: As instalações. Até hoje, a EsACT funciona em instalações provisórias cedidas pela autarquia de Mirandela e que, apesar de serem o necessário para formar os alunos com qualidade, não dão seguimento às necessidades e vontades de crescimento estabelecidas para a instituição. Neste sentido, “muito lutamos para conseguir umas instalações condignas e aproveito para deixar uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Mirandela que como parceira do IPB esteve sempre presente para a concretização de um edifício de grande qualidade e que irá dar resposta às nossas necessidades já no próximo ano letivo”.
Este edifício, feito de raiz, possui salas de reunião, espaço dedicado à produção audiovisual, onde se incluem estúdios, laboratórios de pós produção, multimédia, salas de visionamento, um auditório de média capacidade, uma biblioteca de topo e um espaço que servirá de fomento a novos projetos. Ou seja. “temos o hardware e o software, agora necessitamos criar projetos e a ideia é dar corpo ao Centro de Recursos para a Promoção do Turismo e Marketing Territorial, implementando, numa base comunicacional, estratégias que possibilitem o desenvolvimento e a valorização regional. É certo que aqui existem produtos únicos, de qualidade, indissociáveis e burilados por uma cultura ancestral, mas que permanecerão economicamente diminuídos se não forem revelados ao mundo”.
A aposta e potenciação do centro de competências possibilita a criação de uma rede essencial ao desenvolvimento da região na medida em que conseguimos “quebrar barreiras. Quem tiver dificuldades saberá, à partida, que nos poderá procurar para, em parceria, resolver os seus problemas. Portanto, o primeiro passo é criar alguns produtos que dissipem qualquer tipo de dúvida que possa existir face às competências e qualidade da capacidade instalada. O Centro permitirá consolidar, dentro da região e não só, a certeza de um conceito de credibilidade e capacidade para se fazer coisas, para responder a desafios, e a partir dai, crescer e alavancar a região e o tecido empresarial”.
Assim, e tendo em conta as novas instalações e os projetos pensados, a EsACT poderá ser um elemento essencial para a dinamização e desenvolvimento da região e do próprio IPB. “Feitas as contas, penso que o saldo será claramente positivo e o futuro apresentar-se-á bastante promissor”, finaliza o nosso interlocutor, Luís Pires.

Bragança: Um exemplo de Sucesso

 Bragança não é apenas a capital do distrito. É, também, um concelho voltado para o futuro, apostado em tirar o máximo partido de todas as potencialidades existentes. Um concelho que vide para a qualidade de vida dos cidadãos e que aposta em atrair cada vez mais pessoas.

Bragança é uma cidade com uma qualidade de vida acima da média, mas o seu edil, Hernâni Dias, afirma que falta ainda população suficiente para usufruir desta qualidade. “Somos um concelho com excelente qualidade de vida, reconhecido por estudos externos. Somos detentores de equipamentos culturais, com programações culturais atrativas, uma gastronomia de excelência, na qual pontuam pratos de caça e o famoso butelo com casulas, boas condições de mobilidade interna e acessibilidades externas, bons níveis de segurança, um clima agradável e uma paisagem única, com especial destaque para o parque Natural de Montesinho, um património histórico muito rico, com um Castelo bem preservados e a Domus Municipalis, exemplar único na Península Ibérica, um sistema de ensino de elevada qualidade, desde o ensino básico ao superior, com o Instituto Politécnico de Bragança a ocupar o top 10 europeu”. Assim, é de todo essencial que se consiga atrair para este concelho a população necessária para continuar a fazer de Bragança um player de relego a nível nacional e, mesmo, europeu.

ENSINO SUPERIOR EM BRAGANÇA
Questionado sobre a importância do Ensino Superior em Bragança, Hernâni Dias afirma que a presença do Instituto Politécnico de Bragança no concelho é de extrema importância. “Sendo uma instituição com cerca de sete mil alunos, o impacto é enorme, tanto a nível económico, como a outros níveis, nomeadamente turísticos, dada a diversidade da origem dos alunos que frequentam o Instituto, que funcionam como verdadeiros embaixadores da Cidade”. Posicionado nos lugares cimeiros dos rankings de classificação nacional e europeus é, também, uma mais-valia para a cidade, para a região e para a própria autarquia, traduzindo-se essa importância nas parcerias estabelecidas entre o IPB, a comunidade local e a autarquia”. Existem, efetivamente, alguns projetos comuns entre a autarquia e o IPB, como é o caso do Brigantia Ecopark, um Parque de Ciência e Tecnologia que está neste momento em fase final de construção e que está vocacionado para recebei empresas de base tecnológica com baixo impacto ambiental. O investimento de cerca de nove milhões de euros foi abraçado pelas duas entidades e servirá como motor de desenvolvimento de toda a região.
No fundo, e como facilmente podemos perceber, o IPB é um dinamizador da economia local, quer pelos alunos que atrai, quer pelas parcerias que cria com o tecido empresarial e pelo apoio que dá aos pequenos produtores, através da transferência de conhecimento.
Mas nem só o tecido empresarial é alimentado pelo ensino superior. Por forma a “dinamizarmos o centro histórico de Bragança, construímos residências universitárias, que, através de protocolo cedemos ao IPB, para acolher alunos dos PALOP. Assim, temos já dois edifícios transformados em residências e estamos, neste momento, a construir uma terceira. Reconhecemos, nesta e em outras parcerias, a importância do Politécnico de Bragança e iremos continuar a trabalhar para preservar esta cooperação entre ambas as entidades porque a consideramos benéfica e essencial para o desenvolvimento do concelho e da região”.
Ainda assim, existem desafios e o grande passo agora é conseguir captar e, sobretudo, fixai jovens em Bragança. As perspetivas são boas: “Estamos com alguns projetos em mãos que poderão resultar na concretização deste grande objetivo, criando variados postos de trabalho e, muitos deles, com necessidade de mão-de-obra qualificada, o que acaba por ser uma mais-valia para o concelho e para o IPB, que poderá organizar a sua formação em função daquilo que a região realmente necessita”.
A grande oportunidade para a região surge agora, com o novo quadro comunitário que, na sua maioria, é voltado para a inovação, o empreendedorismo e a capacitação de empresas, estando o edil solenemente convencido que esta será a grande oportunidade para Bragança. “Este quadro comunitário, juntamente com as medidas de incentivo ao investimento levadas a cabo pela autarquia – disponibilizando espaços em Zona Industrial a 4 euros o metro quadrado, podendo este valor baixar para apenas 1 euro, se criados 20 postos de trabalho, que serão essenciais para trazer investimento para Bragança. Estamos localizados num ponto geoestratégico fulcral e as empresas começam já a encarar isso como fator diferenciador e de competitividade. O caminho é, sem dúvida, o do crescimento e de desenvolvimento”, afirma Hernâni Dias. Uma oportunidade única para que Bragança se volte cada vez mais para o futuro e se assuma no panorama nacional.

Mirandela: Futuro sustentável

 Mirandela é a princesa do Tua, caraterizada por uma paisagem e produtos ímpares que tem vindo, nos últimos anos, a apostar no desenvolvimento e no futuro. Em entrevista ao País Positivo, António Branco, falou-nos das estratégias planeadas e das principais apostas da autarquia.
Mirandela é concelho da região interior norte caracterizada pela sua paisagem e produtos endógenos. Uma cidade singular que se liga, em muita medida, com o no Tua e se marca pela centralidade.
Sendo um concelho bastante atrativo, consegue captar um largo número de visitantes de uma forma continua e, neste sentido, tem vindo a implementar um conjunto de iniciativas que permitem dar resposta a estas necessidades.
Em discurso direto, António Branco fala sobre o futuro deste concelho com uma identidade única.

Mirandela é um concelho que, ao longo dos anos, se tem desenvolvido e crescido, sustentadamente…
Nesta regigão já não falamos em crescer. Na região do interior não diminuir já é crescer e é verdade qeu temos perdido alguma população nas zonas rurais, mas a cidade tem conseguido manter o seu crescimento. Temos sentido uma grande renovação do ponto de vista do tecido empresarial, social e cultural e, principalmente no campo desportivo. Neste sentido, Mirandela é uma cidade que pauta por um conjunto de ofertas que, na região, são também exemplares. E que proporcionam aos habitantes uma qualidade de vida invejável.

Mirandela é também um concelho que aposta forte na educação. Qual é o impacto do ensino superior em Mirandela?
O ensino superior é uma estratégia que tem vindo a ser desenvolvida ao longo dos anos, que assentou, numa primeira fase, não só numa instituição de ensino público, mas também numa instituição de ensino particular. E estas instituições fixaram-se em Mirandela porque tentamos captar para o concelho um conjunto de valências que dotassem o concelho de massa crítica e desenvolvimento, inovação e um conjunto de suportes ao tecido empresarial local. Sentimos que isso acontecia em Bragança, através da presença do IPB, e portanto era essencial que Mirandela possuísse um polo que, de alguma forma, pudesse dinamizar o tecido empresarial, mas que tivesse também um identidade própria. Felizmente, hoje, isso já acontece e conseguimos ter, aqui, cerca de mil alunos o que representa um salto qualitativo muito grande.

E sendo que Mirandela se assume como ponto turístico de referência, ter no concelho um centro de investigação de comunicação e turismo é algo notável.
Diria mesmo fundamental. Acredito que tornar o polo do IPB em Mirandela voltado para as áreas da comunicação, administração e turismo foi essencial para o sucesso do mesmo. Se mão tem existido esta orientação no passado, incorríamos no risco de duplicarmos custo e ofertas, não apostando na especialização que é essencial. Com a construção das novas instalações da EsACT poderemos esperar ainda mais já que novas valências vão ser desenvolvidas. Se hoje, com as instalações débeis que a escola possui consegue-se já fazer tanto, oferecendo formação em áreas como o marketing, a multimédia e a administração pública – de salientar que inclusive a escola conseguiu já a aprovação do Mestrado em Administração Pública – imagine-se o que poderá fazer com instalações condignas e equipamentos de topo. Esta qualidade que caracteriza a escola significa que está, neste momento, capaz e dar mais um salto, lidando de perto com a sociedade civil, com o tecido empresarial e social, e ser uma escola que não se fecha, tendo uma influência local bastante importante. Mas não nos podemos esquecer que o ensino superior é um projeto consertado. Uma cidade como Mirandela, para se conseguir desenvolver do ponto de vista urbanístico e do seu tecido empresarial, necessita de ensino superior e, portanto, esta foi uma aposta que fizemos no dia em que optamos construir as instalações em Mirandela. Não nos arrependemos desta decisão e continuamos a considerar que este é o melhor investimento que podíamos ter feito para o desenvolvimento sustentado do concelho.

E esta é também uma forma de criar uma rede de conhecimento e desenvolvimento?
Existiu sempre uma ligação muito forte entre o concelho, e a própria região, e o IPB. Hoje, não olhamos para o ensino superior como apenas uma instituição de formação de jovens, mas sim como um parceiro essencial para os projetos de desenvolvimento local e regional. Aliás, dentro da própria comunidade intermunicipal, o IPB é encarado como o principal parceiro para as áreas de marketing, industrialização e inovação. Ao mesmo tempo que capacitamos esta instituição, estamos também a criar postos de trabalho, a fixar população e a garantir que o tecido empresarial fica mais qualificado e competitivo. E é precisamente este ponto que é fulcral para nós. Hoje, temos uma qualidade ao nível da administração pública invejável e isso deve-se à atuação da EsACT, mas também verificamos que empresas que outrora pouca noção tinham de marketing começam também a apostar na imagem e na promoção. Também podemos dizer que grande parte dos técnicos de turismo da Câmara Municipal de Mirandela foram formados na EsACT e, portanto, esta escola é, sem dúvida, o ceículo de qualificação, técnica e humana, da própria região. Ainda assim, estamos também a desenvolver a ligação da escola com o ensino profissional. Temos três escolas de ensino profissional que estão também orientadas para alimentar o ensino superior em Mirandela. Ou seja, a ideia passa por ter uma estratégia integrada de formação e qualificação de jovens que permita, por um lado, terem saídas profissionais na região e, por outro, captar jovens.

E é importante perceber que, aqui, existem verdadeiras oportunidades…

Por vezes somo confundidos com uma região do interior, isolada, mas hoje em dia a realidade é bem diferente. As pessoas que contrariam a tendência e abdicam do litoral pelo interior percebem que aqui existe a mesma oferta, as mesma oportunidades, mas uma qualidade superior. Neste momento, o nosso grande desafio é garantir maior empregabilidade. Neste sentido, a autarquia criou um gabinete de apoio às empresas e ao empreendedor, sendo o IPB um dos grandes parceiros, que garante que os jovens que acabem a sua formação e pretendam investir no concelho tenham apoio na componente mais técnica e em temos de acolhimento.

O futuro está assente em estratégias bem definidas?
Sim, agora é necessário aproveitar as oportunidades que surgem e não estarmos à espera que alguém faça as coisas por nós. Reforço, mais uma vez, a ligação entre a autarquia , a EsACT e o IPB e é esta ligação e este trabalho conjunto que permite ultrapassar problemas e superar desafios. Assim, é de extrema importância que se limem arestas e se afinem estratégias conjuntas para que possamos alavancar Mirandela e toda a região de Trás-os-Montes.

Publicado em ‘País Positivo‘ nº 80.

ESACT recebe primeiro mestrado da sua história

É já no próximo ano letivo que a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela vai ter a funcionar o seu primeiro mestrado, em Administração Autárquica.
O anúncio da primeira formação de segundo ciclo disponibilizada pela escola desconcentrada do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), foi revelado, na passada quinta-feira, na cerimónia de tomada de posse de Sónia Nogueira, como subdiretora da escola. A novidade foi avançada pelo diretor da ESACT, destacando que a aprovação, pela Agência de Acreditação do Ensino Superior, desta oferta formativa é “muito positiva para a escola, para o IPB e para a região”, sublinhando que “é fundamental enquanto estrutura a nível de curso e enquanto instituição, porque permite aproveitar os alunos que terminam o primeiro ciclo, que querem incrementar e especializar os seus conhecimentos”, adianta Luís Pires.
A escolha em administração autárquica teve a ver com a necessidade de “criar ativos com a capacidade de interagir com as problemáticas da governação local e que sejam capazes de promover soluções eficientes”, explica. O corpo docente consolidado foi uma das exigências para esta candidatura ser aprovada. Para o presidente do IPB, este “é um sinal da capacidade de afirmação da escola e o corolário muito forte de uma estrutura que está a crescer em número de alunos e capacidade instalada”, sustenta Sobrinho Teixeira para quem a ESACT é aquela que representa “o melhor exemplo de sucesso, quer pela dimensão, pela sua capacidade de afirmação, quer pela maturidade que atingiu”, refere. Já o presidente da Câmara de Mirandela salienta a abertura de um mestrado em Mirandela “numa altura em que se encerram mestrados”. Para o António Branco, isso “traduz o percurso que a escola tem vindo a fazer” e defende que “a aposta nos ciclos longos é essencial para o futuro da ESACT”.
Um mestrado de Marketing Turístico e uma nova licenciatura, em Jornalismo e Comunicação Digital, foram igualmente candidatados pela Escola Superior de Mirandela à Agência de Acreditação, mas ainda sem resposta. Atualmente, a ESACT tem cerca de mil alunos a frequentar os oito cursos da instituição de ensino superior.

Centro de Recursos avança
As novas instalações da ESACT de Mirandela vão ter a funcionar um Centro de Recursos para a promoção do turismo e marketing territorial do Alto Trás-os-Montes. Luís Pires, diretor da ESACT, explica que se trata de “um projeto arrojado, com um crescimento gradual na base das parcerias com os agentes públicos e privados da região”.
Para já, foi aprovada uma candidatura no valor de 700 mil euros que vai dotar o centro regional de equipamento de vanguarda, que o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, entende poder vir a tornar-se “num polo forte na área do turismo e da comunicação”.

Obra atrasada dois meses
As novas instalações que deviam estar concluídas em Abril, sofreram um pequeno atraso e o prazo de conclusão da empreitada está agora calendarizado para o início de Junho.
O presidente da câmara de Mirandela, António Branco garante que o novo campus da escola “estará pronto a receber os alunos no próximo ano letivo”. A ESACT de Mirandela vai, finalmente, ter instalações definitivas, depois de duas décadas em instalações provisórias. No total, o investimento ronda os 5 milhões de euros, suportados, em 85 por cento, por fundos comunitários e os restantes 15 por cento são assegurados pelo Município

Publicado em ‘Mensageiro‘.