Bragança e Cuanza Sul de mãos dadas em nome da ciência

Maria do Rosário Sambo esteve no Brigantia EcoPark quarta-feira

Politécnico brigantino quer ajudar a construir centro de investigação na província angolana, formar quadros e responder a problemas da agricultura da região

A ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, esteve em Bragança, a propósito da “Semana de Ciência Portugal-Angola”, para conhecer os centros de investigação criados pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A ideia é simples: transportar para o Instituto Superior Técnico do Cuanza Sul, uma província daquele país africano, um centro que dê resposta aos problemas que a agricultura atravessa nesse território e forme investigadores científicos. “Este projecto é animador por causa da capacitação de recursos humanos que é um grande handicap que nós temos”, explicou Maria do Rosário Sambo. Para a ministra, em Angola “falta a capacitação humana”, sobretudo no que respeita a estas áreas de estudo científico e reforçou assim que aqui se conseguiu ver “a realidade do ensino politécnico”. Este Centro de Investigação em Agricultura Sustentável irá nascer sob o olhar do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do IPB, pois vai-se instalar numa região com um “potencial agrícola muito grande” mas que “necessita de suporte científico para as necessidades que se têm apresentado”, daí querer basear-se e suportar-se no que o centro brigantino faz, frisou o presidente da instituição de ensino angolana. “Temos problemas com viroses no caso da banana, no tomate e nos citrinos. A capacidade, em termos de recursos humanos, que a nossa instituição possui não consegue responder às necessidades”, elucidou Manuel Spínola.
A directora do CIMO, Isabel Ferreira, deixou claro que, como já havia uma “cooperação muito grande com o Instituto Superior Técnico do Cuanza Sul, surgiu esse desafio” e que seria do interesse do politécnico de Bragança “ajudar a desenvolver um centro de investigação ligado à agricultura sustentável que tivesse, eventualmente, pólos em diferentes pontos de Angola”.
A investigadora acredita que para o IPB “é muito importante esse reconhecimento internacional” e defende que ganharão “na formação conjunta de alunos e depois na exportação de ciência”. “É aquilo que nós fazemos hoje, exportamos ciência e cientistas”, disse. Quem também acompanhou a visita foi o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal. Sobrinho Teixeira reforçou que a perspectiva, por um lado, é “olhar para o mundo da lusofonia e evolui-lo e fazê-lo crescer” para ter cada vez mais um “ensino superior e qualificação de população que fala português com mais expressão”. Por outro lado, “é criar, de facto, conhecimento, nestes países e, neste caso, em Angola”. “Iremos sobretudo apoiar a criação de emprego científico e a qualificação de pessoas lá”, explicou.
Para já, ainda não se sabe quanto poderá custar este
centro a desenvolver em Angola nem quanto caberá pagar a cada país, até porque o país africano ainda não tem um fundo que promova e finacie este tipo de projectos. Apesar disso, as partes mostraram-se satisfeitas com o projecto que, na fase de instalação, prêve levar cientistas portugueses para o Cuanza Sul e, posteriormente, após formar os quadros, serem os angolanos a dinamizá-lo.

Publicado por: http://jornalnordeste.com/capas/edicao-1167

CIMO ajuda a desenvolver um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável em Angola

Vai ser desenvolvido um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável na província do Cuanza Sul, em Angola, numa parceria com o Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do Instituto Politécnico de Bragança. Neste âmbito, uma delegação, presidida pela ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia, visitou o IPB para desenvolver projectos de cooperação. Maria do Rosário Sambo acredita que é preciso formar e capacitar pessoas em Angola. “A ideia que eu levo aqui de Bragança pode-se dizer que é a cereja no topo do bolo. Conseguimos ver aqui a realidade do ensino politécnico. Vai haver candidatura para obter financiamento, não sabemos em que medida o governo angolano vai poder financiar. Nós não temos um fundo para a ciência, mas certamente que vamos arranjar forma porque é de todo o interesse do governo angolano fazê-lo. Este projecto é animador por causa da capacitação de recursos humanos que é um grande handicap que nós temos”, disse Maria do Rosário Sambo. Manuel Spínola, presidente do politécnico do Cuanza Sul, onde o projecto vai nascer, explica que é importante criar conhecimento para se conseguir dar resposta às necessidades que se apresentam em Angola. “É uma região com um potencial agrícola muito grande e que necessita de suporte científico para as necessidades que se têm apresentado. Temos problemas com viroses no caso da banana, no tomate, nos citrinos e a capacidade em termos de recursos humanos que a nossa instituição possui não consegue responder efectivamente às necessidades” A directora do CIMO, Isabel Ferreira, avança que a ideia é depois criar polos do centro pelo país africano. “Como nós já tínhamos uma cooperação muito grande com o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, surgiu esse desafio, que nós gostaríamos que ajudar a desenvolver um centro de investigação ligado à agricultura sustentável que tivesse eventualmente pólos em diferentes polos de Angola. Para nós já é muito importante esse reconhecimento internacional. Depois obviamente que ganhamos na formação conjunta de alunos e depois na exportação de ciência, porque é aquilo que nós fazemos hoje, exportamos ciência e cientistas. Presente na visita esteve ainda o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Sobrinho Teixeira considera esta uma forma de valorizar o mundo da lusofonia: “a nossa perspectiva é muito de olhar para o mundo da lusofonia e evolui-lo e fazê-lo crescer para termos cada vez mais um ensino superior e qualificação de população de fala português ter também mais expressão. A outra é que criar de facto conhecimento, nestes países e neste caso em Angola. O que nos parece aqui é que é importante para Portugal pela afirmação que pode representar o mundo da lusofonia. Nós iremos sobretudo apoiar a criação de emprego científico e a qualificação de pessoas lá” Numa primeira fase, de instalação, prevê-se que os cientistas do CIMO vão para o Cuanza Sul para depois, numa segunda fase, haver uma colaboração para formar jovens cientistas que possam, a partir daí, dinamizá-lo.

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IPB conquista prémio de interculturalidade

O Instituto Politécnico de Bragança foi distinguido com o “Prémio Interculturalidade 2018” na categoria Ensino e Formação, um galardão instituído este ano pelo Espaço T, Associação para Apoio à Integração Social, para, em parceria com a comunidade do Bangladesh em Portugal, reconhecer pessoas e entidades nacionais que têm contribuído para a promoção e defesa dos valores dos Direitos Humanos e Diversidade Cultural.
Entre os 8 distinguidos, no dia 21, esteve o IPB, que tem quase 2 mil estudantes estrangeiros de 70 nacionalidades.
Este prémio foi uma forma de “reconhecimento deste exemplo que Bragança e a região de Trás-os-Montes têm dado ao país e ao mundo, de universalidade, interculturalidade e cosmopolitismo”,
pelo grande esforço e pelo excelente trabalho que tem sido feito no acolhimento e na integração de jovens de diversas nacionalidades”, considerou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues.
CIMO é exemplo segundo OCDE
E esta não foi a única boa notícia que o IPB recebeu nos últimos dias. A OCDE apresentou, a 22 de Fevereiro, em Lisboa, as recomendações resultantes da avaliação externa durante 2016-2017 aos sistemas nacionais de ciência e tecnologia, entre as quais se encontra a possibilidade de os Institutos Politécnicos atribuírem o grau de doutor. Essa recomendação foi baseada na investigação e doutorandos do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do IPB.
“A OCDE fundamentou essa recomendação exactamente no exemplo do CIMO, como sendo o que mostra, de forma mais evidente, a capacidade que os politécnicos têm hoje em dia de fazer ciência de topo a nível mundial. A OCDE reconheceu que o CIMO tem mais de 100 alunos de doutoramento, que fazem todo o trabalho de investigação aqui no centro, mas o grau tem de ser dado em parceria com uma universidade”, esclareceu Orlando Rodrigues.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Trabalham no Centro de Investigação de Montanha 151 investigadores

O que a montanha oferece é a base de trabalho de 151 investigadores que, a partir de Bragança, estão a desenvolver soluções naturais alternativas aos corantes e conservantes químicos usados na indústria.
Quem passa junto ao edifício do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) dificilmente imagina os corredores de laboratórios onde a ciência conta com apenas alguns milhares de euros de apoio estatal, mas capta cerca de quatro milhões de euros por ano com candidaturas a projetos competitivos nacionais e internacionais.
No mercado há já vinho, pastelaria e pão com a inovação do CIMO, que está também a desenvolver um novo revestimento natural promissor, substituto do plástico na conservação de alimentos como o fiambre.
O mote destes investigadores é: da natureza até aos produtos de uma forma sustentável, como disse à Lusa Isabel Ferreira, investigadora e diretora do CIMO, criado em 2002, e que tem um polo no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
“Acreditamos que estes territórios, que enfrentam algumas ameaças, nomeadamente a baixa densidade populacional (…), são uma terra de oportunidades, devido à sua excelente biodiversidade, e inspiradores para desenvolverem novas tecnologias verdes”, observou.
Os investigadores trabalham em vários projetos nacionais e internacionais nas áreas da agricultura na procura de fertilizantes, soluções para a rega, combate a pragas como as doenças do castanheiro ou a valorização do azeite e da apicultura, bem como outros de valorização dos resíduos orgânicos municipais para produção de bioenergia e de desenvolvimento de bioprodutos para setores industriais.
O principal enfoque da investigação é, contudo, o setor alimentar de ingredientes de base natural para corantes, conservantes e bioativos.
Uma das novidades, ainda em fase de desenvolvimento, é o “SpraySafe”, que já foi testado em fiambre e que é pulverizado nos alimentos, criando um revestimento natural que conserva sem a necessidade de recorrer às atuais películas de plástico. A formulação do produto é de origem vegetal e é comestível e dissolve-se na água.
Isabel Ferreira garante que tanto pode ser utilizado no retalho como em casa e que há já “imensas propostas de parcerias” quer com empresas interessadas em utilizar quer com as que comercializam plásticos e películas e que “estão sempre muito interessadas em ingredientes biodegradáveis alternativos”, sendo porém cedo para avançar prazos de chegada ao mercado.
Já à venda com o nome do politécnico de Bragança no rótulo está vinho que, em vez dos sulfitos, usados na fermentação e conservação, é produzido com um substituo à base de flor de castanheiro, uma das culturas emblemáticas de Trás-os-Montes e que os cientistas dizem ter “enorme potencial antioxidante e antimicrobacteriano”.
A solução resultou do desafio do produtor da Quinta da Palmirinha, no Norte de Portugal, que foi o primeiro a usar a fórmula, tendo sido seguido por outros produtores nacionais e espanhóis.
Este conservante natural está entre as 15 patentes registadas pelo CIMO, em Portugal, na União Europeia e EUA.
As plantas, frutos e cogumelos são a matéria-prima destes investigadores também para corantes naturais que estão a ser testados e há empresas de panificação e pastelaria a confecionar os seus produtos com as cores e sabores à base das fórmulas dos investigadores do CIMO.
As descobertas têm sido agraciadas com prémios globais e individuais em concursos de inovação, destacam-se na área da ciência e tecnologia alimentar, surgem nos ‘rankings mundiais’ nas posições cimeiras e quatro dos investigadores estão entre os mais citados do mundo.
O próximo passo será decidir o que fazer com a inovação: “se interessa mais vender ou criar empresas” para comercialização.
O trabalho que ali é feito tem cativado jovens investigadores doutorados da região e de fora como Rubia Correia, uma engenheira alimentar brasileira que realça “a infraestrutura impecável, equipamento de ponta e o conhecimento da equipa”.
Carla Pereira é de Bragança e fez todo o percurso no politécnico, desde 2002, altura em que iniciou a licenciatura em engenharia química. Pensou em sair da região, mas o CIMO “foi fundamental para ficar e investir na carreira”.
Já Márcio Carocho trocou em 2004 Águeda por Bragança para estudar engenharia biotecnológica e ficou porque quer, gosta e é “desafiado todos os dias a encontrar soluções num ambiente soberbo”.
“O bom que se faz aqui, faz mudar essas mentalidades que pensam que o interior está esquecido e que não se faz cá nada de interessante”, defendeu.

Publicado por: Diário de Trás-os-Montes

Portugueses criam spray que pode substituir plásticos na conservação dos alimentos

Tem uma base 100% natural, feita com extratos de plantas e, por isso, é comestível. Ao mesmo tempo é amigo do ambiente.

O SpraySafe, um produto de base natural para a conservação dos
alimentos, conseguiu o segundo lugar no concurso Born From Knowledge,
promovido pela Agência Nacional de Inovação.
Foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de
Investigação de Montanha, do Instituto Politécnico de Bragança, e
promete revolucionar a forma como se conservam os alimentos.
A pensar para já nas grandes superfícies comerciais, o produto é 100% natural e tem a vantagem de poder substituir o plástico na conservação dos alimentos. “É feito com extratos de plantas. Leva também na sua constituição um biopolímero extraído de algas – que serve para fazer a parte mais viscosa e assim aderir mais aos alimentos. Mas é tudo com base natural e sem qualquer tipo de químicos de síntese”, explica à Renascença o investigador Márcio Carocho.
Para Isabel Ferreira, coordenadora do Centro de Investigação, as
distinções são motivo de orgulho para todos. “O centro tem um percurso muito notável e inúmeras distinções. E 80% dos nossos projetos são em parceria com empresas, sobretudo, no ramo alimentar. Aliás todos os testes que estão a ser feitos com este spray e também com outros aditivos que temos desenvolvido são sempre feitos em parceria com as empresas”.
Para além do Spraysafe, os investigadores não param na procura de alternativas. “Estamos a trabalhar não só na área dos conservantes mas também nas área dos corantes”, diz Isabel Ferreira, revelando ainda outro projeto “que teve aprovação de patente internacional e que tem a ver com a substituição dos sulfitos no vinho, também com um ingrediente natural, à base de flor de castanheiro”.
Mas há outros produtos em laboratório para serem usados na área alimentar e que podem fazer a diferença no futuro. Por exemplo, vários ingredientes naturais que estão a ser desenvolvidos, sobretudo, na área da panificação e da pastelaria, para a utilização de corantes naturais obtidos a partir de flores e de frutos.

Publicado por: Rádio Renascença

Três investigadoras do Centro de Investigação de Montanha fazem parte da lista mais citada a nível mundial

O IPB tem mais uma investigadora na lista de investigadores mais citados a nível internacional. A Isabel Ferreira, Lilian Barros junta-se Letícia Estevinho.
Isabel Ferreira, é nomeada pela quarta vez nesta lista. A engenheira bioquímica e também directora do Centro de Investigação de Montanha há cerca de dois anos, salienta que manter-se nesta lista é um desafio constante.
“É o reconhecimento de muito trabalho que tem sido feito desde há vários anos. Para um cientista é muito importante quando partilhamos os nossos resultados com a comunidade científica e que o nosso trabalho seja considerado pelos nossos pares e sobretudo seja recomendado. A primeira vez que fui reconhecida há 4 anos, o impacto foi enorme, hoje em dia fico muito feliz porque consigo manter-me nesta lista, uma vez que o investimento em ciência, em termos mundiais vai aumentado e cada vez mais há mais talentos que vão surgindo em todo o mundo”, destacou Isabel Ferreira.
Isabel Ferreira foi nomeada em duas áreas científicas diferentes, nas ciências agro-alimentares e em toxicologia.
Lilian Barros é outra das nomeadas neste ranking mundial. A primeira aluna de doutoramento de Isabel Ferreira, refere que este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido.
“É uma validação do nosso trabalho que estamos a fazer ao longo do tempo. Quer dizer que estamos a ser reconhecidos a nível mundial. Os nossos trabalhos estão a ser utilizados por outros investigadores para fazerem trabalhos nesta aérea. Isto é muito importante porque valida todo o trabalho científico”, disse Lilian Barros.
Letícia Estevinho foi outra das contempladas. A investigadora em microbiologia e em biotecnologia destaca que a sua investigação em hidromel foi inovadora: “esta distinção é muito boa, do ponto de vista pessoal e profissional. Acho que somos inovadoras em produção de hidromel e tem contribuído muito para serem muito citadas porque a produção estava a ser feita de uma forma empírica, e agora começou a ser feita de uma forma mais rigorosa e científica. Considero que fomos nós os inovadores”.
Na lista de investigadores mais citados, a nível internacional figuram 14 portugueses.
Este ranking mundial, com base no número de citações por artigos publicados nos últimos dez anos, reconhece os investigadores mais influentes do mundo. A lista foi divulgada pela Clarivate Analytcs e foram seleccionados cerca de 6 mil investigadores de várias partes do mundo.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Centro de Investigação do IPB vai ter extensão em Cabo Verde

Vai ser criada em Cabo Verde uma extensão do Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança.
O centro de investigação vai nascer na Universidade de Cabo Verde com o objectivo de desenvolver investigação particularmente no sector agro-alimentar. Com esta nova infraestrutura pretende-se criar cadeias de valor e desenvolver temas científicos com impacto local e internacional. “O que se pretende é, com o apoio do nosso CIMO, instalar em Cabo Verde, um centro de investigação irmão do nosso, que ficará dedicado a estudar os recursos naturais de Cabo Verde e as possibilidades de serem aproveitados para produtos de elevado valor acrescentado, os recursos marinhos e também apoiar o desenvolvimento da agricultura em Cabo Verde”, destacou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues.
O Instituto Politécnico de Bragança terá um papel fundamental na criação deste centro de investigação, na fase de instalação, mas também posteriormente na cooperação científica. “O centro vai ser criado com o nosso apoio, com a nossa orientação científica, com apoio muito forte dos nossos investigadores que se deslocarão lá na fase de instalação dos investigadores, escolha dos equipamentos e das linhas de investigação. E espera-se também que os investigadores que se vierem a instalar em Cabo Verde tenham uma forte relação connosco, que passem pelo CIMO”, adiantou.
Actualmente, 700 alunos cabo-verdianos estudam no IPB. Um dos objectivos do projecto é que os estudantes formados em Bragança possam prosseguir investigação científica na terra natal.
O protocolo foi assinado a semana passada na cidade da Praia, Cabo Verde, e espera-se que dentro de 3 meses sejam dados os primeiros passos na criação deste braço do CIMO naquele país africano.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Flor do castanheiro usada para substituir conservantes artificiais no vinho

A flor do castanheiro foi aproveitada para criar um substituto dos sulfitos, usados para evitar o desenvolvimento de microrganismos e ajudar a manter a cor original dos alimentos. O subproduto made in Instituto Politécnico de Bragança (IPB) já está a ser usado numa marca de vinho, produzido em Felgueiras (Porto). O novo produto, considerado inovador, foi patenteado pelo IPB. “Este projeto tem tido uma projeção muito grande. A ideia também foi extraordinariamente inovadora. A patente internacional já está aprovada e esperamos que tenha um potencial económico muito interessante”, explicou Isabel Ferreira, diretora do Centro de Investigação de Montanha (CIMO). O produto à base de flor de castanheiro está no mercado através de uma parceria com a Quinta da Palmirinha, em Felgueiras, um produtor que tem uma rede de clientes mundial.
“É um projeto que vem de há muitos anos. Está nesta fase em que a patente foi registada e o produto está no mercado”, revelou a responsável do CIMO. Têm sido mantidos contactos com outros produtores que manifestaram interesse na utilização do conservante natural.
“Os sulfitos têm muitos efeitos secundários associados e o produto criado a partir da flor de castanheiro é uma alternativa natural e sem toxicidade”, afirmou Isabel Ferreira. Ainda não está definido como será feita no futuro a produção do produto para comercialização regular. Até agora tem sido o CIMO a produzir os ingredientes incorporados no vinho.
“Não fizemos a transferência do ingrediente para o mercado até termos acautelado as questões de propriedade industrial, agora estamos a ponderar as possibilidades mais interessantes”, explicou a investigadora, que admitiu que é de interesse do CIMO que a utilização do produto fosse feita de forma mais disseminada. A produção pode passar pela
criação de uma strat-up ou de uma spin off. “Era bom que fossemos pioneiros a nível mundial na exploração da flor de castanheiro para estes efeitos. É inovador em todo o mundo. Tudo vai depender da aceitação no mercado”, acrescentou a investigadora.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Laboratório de Artes de Montanha Graça Morais arranca em novembro

O arranque oficial do Laboratório de Artes de Montanha Graça Morais está agendado para novembro com a ambição de transformar Bragança num centro de manifestações artísticas, anunciou hoje o presidente do Instituto Politécnico, Orlando Rodrigues.
O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) é a entidade que coordena este projeto, formalizado em julho, em Bragança, com a presença do presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, e apresentado como “pioneiro no país”, envolvendo várias entidades.
O presidente do IPB anunciou hoje que “dia 17 de novembro (será) o lançamento oficial do laboratório associado à inauguração de uma exposição de pintura da artista Graça Morais”, a pintora em torno de quem surgiu este projeto para, além do estudo da obra desta e outros artistas, fazer a recolha das manifestações culturais da região e promover eventos ligados às artes.
O projeto foi, como explicou à Lusa o presidente do IPB, aprovado em Conselho de Ministros no âmbito das medidas nacionais de coesão territorial.
O processo para começar a funcionar está a andar e o politécnico já publicou o edital para recrutamento de um investigador doutorado para trabalhar nas áreas da recolha de manifestações culturais da região.
Logo que o concurso “esteja concluído dentro de um ou dois meses, começará de imediato a trabalhar”.
Segundo disse, numa fase posterior, “logo que haja condições financeiras” serão contratados mais investigadores para fazerem a dinamização cultural associada ao laboratório.
“O que se pretende com este laboratório é que investigar a cultura, as manifestações culturais e os seus atores e o trabalho que têm feito, recolher esse trabalho, sistematizá-lo e disponibilizá-lo ao público”, apontou.
O projeto ambiciona também “fazer da região um “hub” (centro) de manifestações culturais, atraindo artistas de todo o mundo, cursos de verão, simpósios, seminários, workshops, residências artísticas e todas as possibilidades de juntar artistas para que criem conjuntamente”, segundo ainda o responsável.
“Gostaríamos de criar de facto na nossa região um centro das artes, é essa a ambição deste laboratório”, enfatizou.
A ideia foi impulsionada pelo ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, com a perspetiva de que “vai criar um novo foco de emprego científico” que permitirá a investigadores e estudantes do politécnico de Bragança estudar a obra da pintora Graça Morais.
O projeto foi apresentado como pioneiro no país e junta várias entidades, além da própria pintora Graça Morais que disponibilizará a sua obra para estudo.
Entre os parceiros estão a Câmara de Bragança, Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Arte Contemporânea Graça Morais (Bragança), Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da universidade Nova de Lisboa, Instituto da História da Arte e apoio da Fundação da Ciência e Tecnologia.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”