O presidente da República de Cabo Verde visitou Bragança e considera a ligação entre os países frutífera

O presidente da República de Cabo Verde, Jorge Carlos Fonseca esteve em Bragança, neste último fim de semana em visita ao Instituto Politécnico de Bragança e à comunidade de 700 alunos que estuda nesta instituição de ensino superior.
Jorge Carlos Fonseca considera a ligação entre os dois países proveitosa: “é uma ligação benéfica mas queremos que ainda seja mais. Desde logo porque temos 700 jovens que se encontram a adquirir uma capacitação científica, técnica e profissional. Esta ligação pode ser muito frutífera para um país como Cabo Verde”.
O IPB tem sido a escolha destes alunos perante conjunto de critérios como os custos baixos de rendas da habitação e a alimentação, factores preponderantes na escolha dos alunos: “a primeira escolha está do lado dos alunos e das famílias, mas se a indicação de uma instituição de qualidade e que forma os nossos alunos em áreas importantes para o nosso país é sempre vista como uma mais-valia”.
Rosana Cardoso, é natural da ilha do Fogo, está em Bragança desde 2014. A aluna de doutoramento foi considerada como uma das melhores alunas no seu trabalho de investigação, no CIMO, mas confessa que pretende voltar ao seu país: “aqui utilizamos os cogumelos para extrair a vitamina B2 para encorpar nas farinhas. Confessa que a experiência em Bragança tem sido boa, no entanto pensa em regressar a Cabo Verde”.
Jorge Carlos Fonseca esteve em Bragança na sexta-feira e no sábado, onde participou numa visita guiada ao IPB, junto da comunidade cabo verdiana, africana e também visitou a comunidade brasileira no Festival Brasil que teve lugar na Praça Cavaleiro de Ferreira.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

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Alunos africanos denunciam “dificuldades acrescidas” para alugar quartos

Os estudantes oriundos de países africanos que frequentam a Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela sentem-se discriminados na hora de procurar alugar quartos. Se a especulação imobiliária na cidade já é um entrave para muitos alunos nacionais encontrarem quartos, com preços muito elevados praticados pelos proprietários das casas, quando se trata de alunos africanos, o preço é ainda superior. “Para não dizerem claramente que não querem alugar, avançam com preços superiores a 130 euros por quarto, que não podemos suportar”, lamenta Wanderley Antunes, presidente da Associação de Estudantes Africanos da ESACT de Mirandela, lembrando que a maioria dos estudantes “não tem qualquer bolsa de estudo”. Wanderley Antunes explica ainda que o preço elevado também se prende com o facto dos alunos africanos chegarem sempre mais tarde que os restantes, devido à dificuldade na obtenção dos vistos. O preço elevado dos quartos é mesmo o principal problema para a comunidade de estudantes africanos na ESACT de Mirandela. De resto, Wanderley Antunes garante que os mais de 130 alunos têm sido muito bem-recebidos na comunidade. “Estão perfeitamente adaptados à escola e à cidade”, diz. Atualmente, estão a frequentar a ESACT de Mirandela 61 alunos de Cabo Verde, 58 de São Tomé e Príncipe, 12 da Guiné Equatorial, 5 da Guiné Bissau e 4 de Moçambique. A questão dos preços elevados já não é nova, dado que, há um ano atrás, o próprio Diretor da ESACT de Mirandela tinha manifestado a sua preocupação com a falta de quartos para arrendar e com os preços muito elevados praticados pelos arrendatários, muito acima da média. “Para além da escassez de quartos para arrendar, os que existem são mais caros que em Bragança”, onde está o IPB, a escola mãe. “A média por quarto individual ou partilhado ronda os 120 euros, enquanto em Bragança é de cerca de 80 euros. É uma diferença substancial e isso é uma dificuldade”, disse Luís Pires. Em seu entender esta situação acontece porque os arrendatários inflacionam o mercado, devido à pouca oferta, mas avisa: “este comportamento pode colocar em causa o crescimento do ensino superior, em Mirandela. Temos de ter a perceção que, se apertarmos muito a galinha dos ovos de ouro pode morrer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Primeiro-ministro de Cabo Verde veio à festa dos 35 anos do Instituto Politécnico de Bragança

Bragança recebeu a visita de Ulisses Correia e Silva, primeiro ministro de Cabo Verde, que recebeu a Medalha de Honra de Individualidade Internacional, atribuída pelo Instituto Politécnico de Bragança à nação cabo-verdiana. A pintora Graça Morais foi a individualidade nacional distinguida.

O primeiro ministro da República de Cabo-Verde foi um dos convidados de honra da celebração dos 35 anos do Instituto Politécnico de Bra­gança. O líder manifestou­-se emocionado com a receção, mas acima de tudo com a integração da comunida­de cabo-verdiana na cidade. Já são quase 700 estudantes do seu país que contam com Bragança para desenvolver as suas formações académicas.
Segundo Ulisses Correia e Silva no sentido “estudan­til” Bragança é a 11.ª ilha de Cabo-Verde, pois a quantida­de de estudantes daquele país justifica a designação.
O governante disse ain­da ter a noção de que os es­tudantes se sentem bem “in­cluídos e parte desta grande família do Instituto Politéc­nico de Bragança.”
“E o facto de ter uma boa integração, de ser uma cida­de com baixo custo de vida, comparado com Lisboa ou com Porto ou com Coimbra, de ter aqui uma cidade pe­quena, acolhedora, sentirem­-se parte desta comunidade e ter uma escola de referên­cia nos ‘rankings’ internacio­nais, acho que isso é motiva­ção suficiente para termos es­tudantes aqui neste número e há muita procura, o que acho muito interessante”, notou. Quanto ao papel do poli­técnico, o primeiro ministro de Cabo Verde disse que se nota “a grande implicação da academia, do instituto com a região e as pessoas.” Uma coisa que não passa desper­cebida é o facto das pessoas e dos estudantes terem “um or­gulho especial de pertencer a esta região transmontana.” Isto também se deve ao fac­to de que “aqui há uma im­plicação regional muito forte na investigação, na academia, no conhecimento e no pro­cesso de desenvolvimento”, disse Ulisses Correia e Silva, ao considerar que este é um exemplo “de modelo de de­senvolvimento equilibrado”.
Quem, visivelmente emo­cionado, se manifestou agra­decido com a presença de Ulisses Correia e Silva, foi o presidente do IPB, Sobri­nho Teixeira, que diz que es­ta vinda a Portugal da comi­tiva cabo-verdiana é “um re­conhecimento e uma lição para o próprio país de como é que uma cidade, do interior, como Bragança consegue ter esta projeção. Este é um si­nal de que tem não só muitos estudantes, mas que eles são estimados, acarinhados e fa­zem parte da comunidade.”
A internacionalização é um desafio que já está ganho, mas, para o futuro, há outros e Sobrinho Teixeira aponta a criação de mais centros de investigação nas áreas do Tu­rismo, Ensino Básico e Ino­vação industrial e Automa­ção. Assim pretende-se gerar sinergias no sector secundá­rio para criar emprego.
No seu discurso realçou ainda que “é possível vencer o fatalismo e dar esperança aos que aqui quiseram viver”, porque “esta é a instituição mais longe da capital, numa terra onde há pouca gente, na terra onde se faz das dificul­dades, oportunidades. Bra­gança é a terra dos que não desistem, o IPB é um legado de esperança, para os que se angustiam com a má sorte da interioridade”, acrescentou ainda, acreditando que o fu­turo será risonho.
O ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, esteve presente e fez questão de sublinhar que “de facto o reconhecimento na­cional e internacional de Bra­gança é cada vez mais credí­vel. A cidade tem hoje uma reputação internacional.”
Para o futuro, disse que o caminho do IPB se fará “cada vez mais em ligação ao terri­tório.”

Dificuldades na obtenção de vistos já estão ultrapassadas

Depois de há alguns me­ses ter sido levantada a polé­mica que dava conta das di­ficuldades dos estudantes de Cabo Verde obterem vistos, o primeiro-ministro daquela república disse à comunica­ção social que essa lacuna já foi ultrapassada e que “nun­ca houve problemas de rela­ções entre os dois países”.
A dificuldade nos vistos era devido a algumas regras que estão estabelecidas a ní­vel nacional e que não são adaptadas ao contexto de ca­da região. “As regras estão es­tabelecidas para o geral. Por exemplo, há um princípio que estabelece que é preci­so uma média de rendimen­to de 500 euros mensais pa­ra os estudantes virem para Portugal, mas aqui em Bra­gança 300 euros é o suficien­te”, ilustrou.
“Depois de se perceber que há especificidades nesta região, que o custo de vida é mais baixo, adaptou-se”. As­sim considera que o proble­ma dos vistos “não se colo­ca hoje, os estudantes estão a vir e as relações com Portugal nesta matéria são excelentes”, acrescentou ainda.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Mais informações em: “Mensageiro de Bragança”

Primeiro-ministro vai a Portugal receber a medalha de honra internacional do instituto politécnico de Bragança

O Primeiro-ministro Ulisses Correia e Silva, viaja segunda-feira para Portugal onde irá receber a medalha de honra internacional do instituto politécnico de Bragança.
A medalha, a ser entregue nos âmbito das comemorações dos 35 anos da instituição, é atribuída a Cabo Verde em 2018 pela “excecional contribuição” para o progresso, bom nome e prestígio internacional do instituto.
Durante a sua estada em Bragança, Ulisses Correia e Silva vai manter um encontro com os alunos cabo-verdianos, bem como uma reunião de trabalho com o ministro da ciência tecnologia e ensino superior do Governo de Portugal.
O chefe do Governo participará ainda, na inauguração da exposição de pintura subordinada ao tema “Cabo Verde”, da pintora transmontana Graça Morais.

Publicado por: “Radiotelevisão Caboverdiana”

Ministro da Cultura de Cabo Verde participou em encontro de estudantes do seu país

No fim-de-semana pro­longado Bragança acolheu um encontro de jovens cabo-verdianos que estudam em estabelecimentos do ensino superior em Portugal. Mais de mil estudantes participaram neste 22º en­contro, que contou com a presença do Ministro da Cul­tura e Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente e com o assessor da embaixa­da em Lisboa, João Silva. Um sarau cultural en­cheu o Teatro Municipal e durante os três dias realiza­ram-se atividades despor­tivas e de convívio, pales­tras e um workshop de Fu­naná, uma dança típica da­quele país, que está a fazer sucesso pelo mundo inteiro e, em Bragança, atraiu alu­nos de outras paragens que também estudam no Institu­to Politécnico.
A comunidade de estu­dantes cabo-verdianos já atin­ge cerca de 600 pessoas e, por isso, um dos projetos em análise foi a localização da sede da Associação de Es­tudantes Cabo-Verdianos em Portugal poder vir a locali­zar-se na capital do distri­to. Sandra Ngokwey, atual presidente da associação lo­cal de estudantes africanos, uma cabo-verdiana que tam­bém tem origens no Congo, está convencida que essa ex­pectativa se virá a concreti­zar, contando com o apoio dos responsáveis do IPB e do município brigantino.
Sobre dificuldades que têm sido divulgadas no que respeita ao alojamento de estudantes na cidade, San­dra Ngokwey considera que tais dificuldades só existi­ram enquanto os alunos estrangeiros procuraram alo­jamento preferencialmen­te nas proximidades das es­colas, já que ao alargarem a procura a outras zonas da ci­dade o problema ficou muito atenuado.
Adiantou ainda que o mu­nicípio de Bragança já mos­trou disponibilidade para es­tudar novas frequências e li­nhas para os transportes ur­banos, de modo a facilitar a mobilidade da população es­tudantil que procura Bragan­ça todos os anos.
Quanto às perspetivas de o IPB continuar a atrair mais jovens de Cabo Verde, garan­tiu que o fluxo tende a au­mentar, até porque em ter­mos financeiros não é tão pe­sado estudar em Bragança como acontece nas grandes cidades.
A associação anuncia ain­da que, em breve, a cidade de Bragança poderá ter a visi­ta do Primeiro Ministro e do Presidente da República de Cabo Verde.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Estudantes estrangeiros escolhem IPB em busca de um futuro melhor

Mirandela atrai estudantes estrangeiros que procuram um futuro melhor e veem no Instituto Politécnico a possibilidade de melhorarem as suas vidas e os seus próprios países. Exemplo disso é o caso de Diego Santos, um dos 335 estudantes caboverdianos que frequentam o Instituto Politécnico de Bragança (IPB). Há três anos partiu de S. Vicente rumo à Terra Quente Transmontana para tirar uma licenciatura em Solicitadoria. “Foi uma decisão tomada em conjunto com os meus pais, mesmo sabendo que a solidão a saudade seriam os maiores obstáculos que teríamos que ultrapassar”, conta.
“O objetivo é tirar um curso para poder ter melhores oportunidades de encontrar um emprego melhor e, por outro lado, ajudar a desenvolver o meu país”, frisou Diego Santos. A escolha de Mirandela deu-se por ser “uma cidade calma e com um baixo custo de vida relativamente a outras, como Porto ou Lisboa”.
Os mesmos motivos são apontados por Hugo Spencer para ter escolhido Mirandela. Natural de S. Vicente, estuda Tecnologias de Comunicação há um ano, depois de já ter frequentado solicitadoria.
“Ao decidirmos estudar em Mirandela estamos cientes de que é uma cidade calma e com bom ambiente académico, razão pela qual podemos sair a passear sem correr o risco de ser assaltado ou agredido”, salientou Hugo Spencer.
No entanto, nem tudo são rosas. Os estudantes caboverdianos, que representam mais de um quinto dos cerca de 1500 alunos estrangeiros no IPB, têm sofrido alguns problemas de adaptação, sobretudo com o frio transmontano e a dificuldade em encontrar casa para arrendar. Uma dificuldade que se agudizou este ano com o aumento do número de alunos que entraram na Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo, de Mirandela (ESACT). “O aluguer de casas torna-se cada vez mais complicado para os que chegam pela primeira vez, visto que a cidade tem cada vez mais estudantes e o número de casa disponíveis é cada vez menor”, disse Diego Santos. Para estes estudantes, a convivência com as pessoas em Mirandela também foi um desafio.
“As pessoas daqui eram um pouco receosas, mas acho que isso acontecia porque ainda não tinha convivido com os mirandelenses. No entanto, com o passar do tempo, tudo mudou. Sinto-me como se estivesse em casa. A amizade é ótima e, por vezes, parece-me familiar”, sublinha Hugo Spencer.
Ultrapassadas as dificuldades iniciais de adaptação, agora só pensam “em terminar o curso e regressar a casa com a licenciatura”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Ministro do Ensino Superior promete ajudar o IPB com a questão dos vistos “mas lembra que há regras”

O ministro do ensino superior compromete-se a ajudar o Instituto Politécnico de Bragança a ultrapassar as dificuldades na aprovação dos vistos de estudantes estrangeiros que querem estudar na instituição, mas recorda que há regras que têm de ser cumpridas num processo que é complexo e envolve vários ministérios. Manuel Heitor disse ontem em Bragança que está a trabalhar junta das instituições responsáveis para que colaborem no processo.
“Obviamente que temos tentado ajudar que as embaixadas e o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) facilitem a vinda de estudantes para Portugal, todos queremos esse objectivo. Mas todos sabemos que há regras. Há movimentos e muitos esquemas de imigração que, até às vezes, ultrapassam os limites da legalidade e, por isso, são processos complexos que têm as suas próprias regras”, referiu.
O ministro garante que valoriza a relação do IPB com os países lusófonos e mostra-se sensível a esta questão.
Manuel Heitor diz que não conhece as razões das dificuldades em conseguir a aprovação de autorização de residências, mas fala em maior cuidado de averiguação de requisitos dos candidatos a vistos.
Segundo o jornal PÚBLICO, que cita dados fornecidos pela Secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas, o politécnico de Bragança recebeu um total de 650 pedidos de visto de estudantes de todas as nacionalidades. Para alunos de Cabo Verde foram até ao momento aprovados 30.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informações em: “Diário de Trás-os-Montes”

Mais informações em: “Observador”

Politécnico de Bragança denuncia recusa de vistos a estudantes cabo-verdianos

“É lamentável que Portugal, o governo e as diversas instituições estejam a dificultar a vinda de pessoas que se vão qualificar”, acusa presidente do Politécnico. Receberam cerca de 1.100 candidaturas, mas apenas 30 vistos foram atribuídos.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, denunciou hoje um número anormal de recusas de vistos a estudantes cabo-verdianos e exigiu uma intervenção ao mais alto nível do Governo português.
O politécnico de Bragança recebeu, segundo o presidente, “cerca de 1.100 candidaturas” de estudantes cabo-verdianos e tem, até ao momento, apenas “cerca de 30 vistos atribuídos”.
Embora alguns processos ainda estejam em análise ou em recurso, Sobrinho Teixeira diz que “globalmente já quase 80% dos vistos foram recusados e isto não é normal face à realidade do ano passado”.
O argumento da recusa de vistos aos estudantes cabo-verdianos assenta, segundo disse, nas condições económicas, o que Sobrinho Teixeira refuta. “Como é que no ano passado nós tivemos quase 40% dos vistos aprovados e o rendimento das famílias é o mesmo, não mudou? Há algo na aplicação dos critérios este ano que está a errar e que está a falhar. Isto tem de ser visto ao mais alto nível”, afirmou, à margem da sessão de boas-vindas aos novos estudantes.
O politécnico de Bragança tem-se destacado a nível nacional pela comunidade internacional que a direcção esperava que atingisse, este ano, os dois mil alunos.
Só de Cabo Verde eram esperados cerca de 400 estudantes. No ano lectivo passado o IPB recebeu mais de 200 estudantes daquele país da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Sobrinho Teixeira indicou que foi determinado pelo Estado português “que os jovens têm de ter cerca de 550 euros livres, para além do agregado familiar, para poderem vir para Portugal”.
“Tive ocasião já de escrever a diversos ministérios, 550 euros por mês para um jovem em Bragança é dinheiro a mais, é um financiamento que não é bom porque os jovens ao ter dinheiro a mais também irão fazer coisas que não devem”, apontou.
O presidente do IPB defende que o valor de “550 euros poderá estar adequado para metrópoles como o Porto e Lisboa, (mas) está perfeitamente desadequado face àquilo que é o custo de vida para a realidade de Bragança”.
“E nós, por uma questão administrativa continuamos a obstaculizar aquilo que poderia ser também uma harmonia de coesão territorial dentro de Portugal e, sobretudo uma qualificação dos jovens cabo-verdianos e da própria lusofonia e uma afirmação de Portugal como um grande país e uma grande cultura que existe no mundo”, defendeu.
O responsável argumentou ainda que todas as candidaturas de Cabo Verde que o IPB recebeu “são institucionais, propostas pelas câmaras municipais, pelo Ministério da Educação, são candidaturas em que as próprias instituições apadrinham”.
O presidente do politécnico de Bragança diz: “É lamentável que Portugal, o governo e as diversas instituições estejam a dificultar a vinda de pessoas que se vão qualificar, que vão representar um activo imenso para o nosso país e que hão-de também ganhar essa cultura e essa capacidade de dizer que somos todos lusófonos, somos todos CPLP”, enfatizou.

Publicado por: “Público”

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Cabo Verdiana conquista titulo de melhor aluna

Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança
A estudante Cabo Verdiana da ilha do Sal – Santa Maria, Suellen Brito, conquistou no passado dia 28 de Janeiro o titulo de melhor aluna do CET de Técnico de Laboratório da Escola de saúde em Bragança, Portugal.
Com apenas 21 anos de idade, através duma parceria com a Câmara municipal do Sal, e com o apoio da sua família, a estudante conseguiu entrar na Escola de saúde de Bragança, estando neste momento, no primeiro ano do curso superior de Ciências Biomédicas Laboratoriais.
A jovem estudante afirma que decidiu ir estudar em Portugal em Bragança devido às oportunidades que a cooperação existente entre Bragança e a ilha do Sal favorecem para os jovens da ilha, e que outro grande fator que a levou a tomar esta decisão foi pelo fato de que vários amigos estudantes lhe terem dito que o nível de vida ali seria de baixo custo.
Suellen hoje para além de ter constatado o que os colegas e amigos tinham afirmado relativamente à qualidade de vida estudantil em Bragança, ela também reconhece que a Escola superior de Bragança, é uma instituição de grande valor no qual a mesma afirma ser uma das melhores do país.

Publicado em ‘Ocean Press‘.