Macedo de Cavaleiros já tem a Escola de Negócios do IPB a funcionar

Nesta nova valência vão ser leccionadas pós graduações e cursos de menor duração, destinados a empresários e administração pública. O primeiro curso a avançar, já com 30 alunos, é a pós graduação em Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas, que começa dia 29 de Março. Mas no próximo ano lectivo vão seguir-se outras formações. Segundo Nuno Ribeiro, director da Escola de Negócios pretende-se ajustar a formação às necessidades de empresas e outras organizações da região. “A tentativa de atrair alunos para a escola vai ser muito estarmos perto de associações empresariais, de associação de municípios e das Comuninades Intermunicipais. Vamos tentar fazer com que esses parceiros possam eles próprios criar as necessidades e comunicar-nos as necessidades de formação. Consideramos que estando perto deles será muito mais fácil para nós termos alunos para a escola. Pretendemos que além das empresas poderem colaborar muito neste processo também as organizações públicas possam. Temos já pensada uma pós-graduação na área da gestão em unidades de saúde e aí queremos envolver a Unidade Local de Saúde do Nordeste e todas as entidades de saúde do distrito”. A inauguração contou com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, que considera que a instituição que presidiu está a dar um bom exemplo na qualificação de quadros na região. “Eu penso que o trabalho que está aqui a ser realizado é um trabalho que é meritório e que é apreciado pelo Governo e pelo país. Sendo, teoricamente, Bragança a região mais longe de Lisboa e mais no interior de Portugal, todo este trabalho que se está a fazer, mostrar que se é capaz, que se é capaz de fazer das dificuldades oportunidades e fazer desta região uma região mais coesa, penso que é um bom exemplo, um exemplo motivador para que outras regiões, em situações semelhantes possam ter essa percepção de que se acreditarem são capazes”. A aula inaugural foi proferida pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Freire de Sousa considera que esta oferta formativa é um passo essencial para a qualificação na região. “É um passo essencial para qualificar nesta região e para nesta região se puxar mais pelo espírito empresarial que possa existir e pela capacidade de conhecimento que, felizmente quer no IPB quer na UTAD, um bocadinho mais distante, existe e, por outro lado, aquilo que são os nossos recursos cada vez mais qualificados. Por exemplo, a importância que tem a qualificação dos recursos humanos, em termos de níveis de ensino superior que temos hoje no país, e que não são minimamente comparáveis há 20 ou 30 anos atrás, e é preciso depois dar saída a essa gente, porque caso contrário vão sair do território local, regional ou nacional”. Ainda este ano lectivo deverá abrir um curso de curta duração de comércio internacional e internacionalização. Estando previstas para Outubro outras formações, nomeadamente a pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde.

Publicado por: http://www.brigantia.pt/noticia/macedo-de-cavaleiros-ja-tem-escola-de-negocios-do-ipb-funcionar

CTeSP de viticultura e enologia já abriu

Já foi a abertura oficial do ano lectivo do curso técnico superior profissional de viticultura e enologia, em Torre de Moncorvo, no passado dia 29 de Outubro.
Este é um curso do Instituto Politécnico de Bragança, que está a decorrer na Junta de Freguesia de Torre de Moncorvo. “A importância da educação, de
adquirir novos conhecimentos e da realização do curso em Torre de Moncorvo, quer pela descentralização do ensino quer pela importância que este tem para
a fixação de jovens”, salientaram os responsáveis do IPB e também da autarquia. Torre de Moncorvo recebeu este curso prático de viticultura e enologia visto que uma das culturas predominantes do concelho é a vinha e devido à sua localização no Douro Superior, sendo que numa grande extensão é abrangido pela Região Demarcada do “Vinho do Porto” e, numa pequena
extensão, pela área classificada como Património da Humanidade, pela UNESCO.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Já se vive a festa dos estudantes em Bragança


A recepção ao caloiro, a festa que dá as boas vindas aos alunos de primeiro ano, começou ontem e prolonga-se até sábado.
Começou ontem a sema­na de recepção ao caloiro de Bragança. A festa dos estu­dantes do politécnico come­çou com o raide do caloi­ro pelos vários bares da ci­dade que durante as activi­dades da praxe recebem es­tes jovens. A partir de hoje e durante os próximos cinco dias, será no habitual Pavi­lhão do Nerba que vai abrir portas ao resto dos dias de festa. O presidente da Asso­ciação de Estudantes da ins­tituição, Ricardo Cordei­ro, destaca a aposta no car­taz e sublinha que é tam­bém pensado para os vários alunos estrangeiros. “Temos um cartaz bastante caro. Te­mos o melhor cartaz de re­cepção ao caloiro do país. No segundo dia sobe ao pal­co Djoje, que também foi es­colhido a pensar nos estu­dantes africanos, um artis­ta muito conhecido em Ca­bo Verde e dos mais badala­dos neste momento no pano­rama africano”.
Salientando a boa saúde das contas da associação, Ri­cardo Cordeiro avança que o orçamento não está definido mas adianta que é um cartaz bastante caro. “O orçamento não está ainda definido mas posso dizer que é bastante mais elevado do que a recep­ção ao caloiro do ano passa­do. Diria que é um cartaz de queima numa recepção. O ano passado tivemos um sal­do bastante positivo, daí que deixa uma saúde financeira boa e sem ter medo que cor­ra mal”.
Do cartaz fazem parte no­mes como Piruka, Djoje, Toy e Wet Bed Gang. A festa ter­mina sábado com Fernando Daniel e Blaya.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Diminuição do número de alunos leva ministro a criar grupo de trabalho para analisar o fenómeno

O titular da pasta do Ensino Superior está muito preocupado com a diminuição do número de alunos, nomeadamente dos que não reúnem condições para se candidatar à universidade, como sucedeu este ano, com uma redução de 3%no número de candidatos. O IPB preencheu 44,2% das vagas disponibilizadas.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior nomeou um grupo de trabalho para estudar os factores que estão a montante da diminuição do número de alunos a candidatar-se à universidade. Manuel Heitor quer saber “não apenas o impacto deste ano mas também quais devem ser as alterações para o próximo ano e fazer cenários para a próxima década”, afirmou numa entrevista à TSF, onde disse ainda que “a pressão demográfica tem que ser particularmente analisada a tempo”. O titular da pasta do Ensino Superior está muito preocupado com a diminuição do número de alunos, nomeadamente dos do 12º ano, que não reúnem condições para se candidatar à universidade, como sucedeu este ano, em que se registou uma redução de 3% no número de candidatos. “Tivemos a taxa mais alta de colocação, mas o problema é que tivemos menos três mil jovens a completar o 12º ano. Esta vai ser uma tendência, sobretudo, com as pressões demográficas que vão ocorrer nos próximos 15 anos”, explicou Manuel Heitor, ao Mensageiro à margem da III Caminhada científico-cultural organizada pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB), na passada sexta-feira. O referido grupo de trabalho inclui entre os seus membros o presidente da Comissão Nacional de Acesso ao Ensino Superior, João Guerreiro, o antigo presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), João Sobrinho Teixeira, que, entretanto, foi nomeado Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e do Ensino Superior, o diretor- geral do Ensino Superior e o diretor do Centro de Investigação em Políticas do Ensino Superior. “Penso que não há outra hipótese, senão continuar a aprofundar esta medida. O que deve ser feito? Pelo que vimos este ano, não chega, eventualmente, uma redução genérica. É preciso atuar ao nível dos cursos, ao nível das instituições, porque é importante garantir que os estudantes com mérito podem garantir a escolha dos seus cursos e por isso penso que é importante intervir a um nível mais especializado”, esclareceu Manuel Heitor. Estava previsto que este grupo deveria apresentar um primeiro trabalho no Conselho Coordenador do Ensino Superior no dia 12 de novembro e depois um segundo no final de março de 2019. O IPB preencheu este ano apenas, 44,2% das vagas, ficando com mais de metade dos lugares desocupados. A situação não é exclusiva de Bragança, assemelha-se à do Instituto Politécnico de Beja.
Após a segunda fase estavam matriculados 849 alunos no IPB e na 3ª fase foram colocados 37 estudantes. No total entraram 886 novos alunos. Ainda assim, a instituição de ensino brigantina foi citada como um bom exemplo, pelo ministro, “naquilo que foi a diversificação” dos estudantes. “O IPB é um caso típico.
Este ano aumentou mais de 400 estudantes porque diversificou para novos públicos, como as formações curtas e atraiu muitos estudantes internacionais. Apesar de ter ficado com menos 20 estudantes colocados no Concurso Nacional de Acesso”, acrescentou o responsável pela pasta do Ensino Superior. Há muitos anos que o IPB sofre a pressão demográfica, no entanto, ultrapassou essa situação, com os cursos TeSP e uma aposta forte em alunos de outros países. “Bragança é um exemplo para todo o país e para aquilo que é a evolução do ensino superior para os próximos anos”, observou Manuel Heitor. O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, após terem sido conhecidos os resultados da 1ª fase do Concurso Nacional de Acesso ao Ensino Superior, referiu, durante uma conferência de imprensa, que apesar de a instituição preencher o total das 20% das vagas disponíveis para estrangeiros, esse número fica aquém da procura por parte dos estudantes. Trata-se de uma restrição legal “com a qual discordamos, mas temos de conviver”, notou o presidente do IPB. Tanto mais que na prática é o único dos regimes especiais que tem limitações.
Questionado pelo Mensageiro sobre esta restrição legal, Manuel Heitor, disse que esse assunto “já foi libertado e que neste momento não há qualquer limitação à entrada de estudantes internacionais, porque as vagas são muito superiores àquilo que é a capacidade de atração”.
O IPB ficou este ano muito perto dos oito mil alunos, dos quais 2400 são estudantes internacionais, o equivalente a 30%. No ano lectivo de 2017/18 entraram dois mil os estrangeiros, 600 em mobilidade (Erasmus) e 1400 inscritos nos cursos (licenciatura, mestrado e Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP). Este ano lectivo 2018/19 só nos TeSP os alunos estrangeiros subiram de 150 para 250. No âmbito das três fases do Concurso Nacional de Acesso 2018, foram admitidos 453131 estudantes no ensino superior público nacional, 60% destes estudantes foram colocados no ensino universitário e 40% no ensino politécnico. No conjunto das três fases foram preenchidas 89.1% das vagas iniciais colocadas a concurso. A percentagem de colocados no ensino superior público em relação ao número de alunos do 12.º ano inscritos em exames nacionais subiu de 51% (2016 e 2017) para 52%. Os dados mostram um aumento do número de colocados face a 2017 em 10 instituições de ensino superior como resultado das medidas de afetação de vagas determinadas este ano. As instituições de ensino superior fora de Lisboa e Porto representam agora cerca de 54% do total de colocados (53% de peso relativo em 2017). No total de todas as vias de ingresso foram colocados cerca de 73 mil novos estudantes.
Além dos 45 mil inscritos na sequência das três fases do Concurso Nacional de Acesso e 600 na sequência de concursos locais; cerca de 7700 inscritos através do ingresso em formações curtas de ensino superior (TeSP), 6600 inscritos através de reingresso ou mudança para instituição/curso, cerca de 5500 inscritos através do concurso especial de ingresso para estudantes internacionais, 2900 através do concurso Maiores de 23, mais 5 mil inscritos em concursos especiais.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Mais estudantes estrangeiros e menos nacionais no IPB


Com 44,2% das vagas preenchidas, a instituição surge como uma das que apresentou menos procura nacionalMais de metade das vagas disponibilizadas no concurso nacional de acesso ao ensino superior pelo Instituto Politécnico de Bragança ficaram vazias, segundo dados divulgados, sexta-feira, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Segundo o ministro da ciência, tecnologia e ensino superior, “o problema não é das vagas, o problema é dos estudantes” já que houve “menos três mil jovens a completarem o décimo segundo ano”. Conforme Manuel
Heitor “essa vai ser uma tendência, sobretudo com as pressões demográficas que vão ocorrer nos próximos 15 anos”. Ainda assim “o exemplo de Bragança é importante naquilo que foi a diversificação dos estudantes do ensino superior.
Apesar de ter ficado com cerca de menos 20 estudantes colocados no concurso nacional de acesso aumentou em cerca de 400 estudantes através das formações curtas e dos estudantes internacionais, é portanto um exemplo”, considera.
Para o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, não é nenhuma questão que não se estivesse à espera já que uma “boa parte das entradas” se faz através de alunos internacionais e concursos locais. “Este ano começou a haver uma quebra
demográfica no país e isso reflectiu-se nos concursos nacionais de acesso”, confirmou.
Oito mil alunos compõem o universo do IPB Apesar dos dados divulgados apontarem o IPB como uma das instituições menos procurada, o politécnico regista, em relação ao ano lectivo anterior, um crescimento de quase meio milhar de novos estudantes. Os números foram avançados pelo presidente desta instituição, na terça-feira da semana passada, aquando da cerimónia de apresentação e boas vindas às centenas de novos jovens que compõe o politécnico. Orlando Rodrigues, confirma que “vão ser mais 450 a 500 alunos” e diz ainda que, em relação à inovação pedagógica, há “ideias e projectos novos” para se marcar a dianteira e ser criar uma “instituição de referência nestas áreas a nível internacional”. Neste arranque oficial para os novos alunos, Orlando Rodrigues sublinhou que se tem mantido o bom senso nas actividades feitas no âmbito da praxe académica na instituição pois “quando não é detentora de dignidade humana é uma actividade ilegal”, que é “fortemente” contrariada na instituição. O presidente aplaude a atitude dos alunos que, “felizmente”, “têm sabido marcar a diferença nesse aspecto, com a realização de actividades integradoras”. A ideia é apoiada e defendida pelo presidente da Associação Académica do IPB. Ricardo Cordeiro admite que as praxes, na instituição brigantina, servem, sobretudo “para integrar os novos alunos e integrá-los na cidade”.
Na sexta-feira o ministro Manuel Heitor acompanhou mais de 500 alunos do politécnico numa caminhada que, como objectivo tem, nada mais nada menos, que dar a conhecer outros pontos da cidade e por os alunos a falar e conhecerem-se. Esta é mais uma das actividades que, anualmente, tem marcado a recepção aos novos estudantes da instituição e que voltou a atrair o ministro a Bragança. Uma actividade que, segundo os alunos, serve também para descobrir outros sítios da cidade.
“Através desse tipo de eventos que o IPB realiza pode-se fazer novos amigos aqui”, contou a aluna cabo-verdiana, Joseline Santos. “O ano participei numa caminhada que gostei muito. Deu-me a conhecer várias pessoas e lugares
que nunca imaginei conhecer em Portugal. Decidi participar nesta para
conhecer novas pessoas também”, referiu a aluna da Guiné-Bissau, Cristina Falcão. “É uma forma diferente de convivermos uns com os outros e de nos conhecermos”, disse a aluna de primeiro aluno de Línguas para Relações Internacionais, Mariana Rabaçal.
“A forma como o acolhimento aos estudantes é feito aqui é um bom sinónimo do que é hoje o acolhimento positivo aos estudantes do ensino superior e as formas de combater aquelas práticas que ainda persistem na sociedade portuguesa muito humilhantes com práticas alternativas. Esta caminhada com os estudantes e com os investigadores é exactamente aquilo que queremos para o ensino superior, um espaço aberto de diálogo e de convívio onde o estudo e o trabalho são feitos simultaneamente com um convívio saudável”, sublinhou Manuel Heitor.
A caminhada partiu do campus do politécnico, passou pela aldeia de Castro de Avelãs, pela Barragem de Castanheira e terminou no Santuário da Senhora da Cabeça, em Nogueira.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

IPB no caminho do sonho de mudar um país

Alunos do Bangladesh chegaram a Bragança com o apoio da Fundação Maria Cristina, a primeira portuguesa a chegar ao topo do Everest, que usa os recordes do Guiness para financiar a educação de 600 crianças. Os primeiros dez a estudar no Ensino Superior Superior chegaram agora a Bragança.
“Quando tinha sete anos, só pensava em sobreviver a cada dia que passava. Não tinha sonhos. Depois, apareceu a Maria Conceição e deu-me um sonho, fez-me acreditar e é por isso que vim para Bragança tirar um curso. Quero voltar ao Bangladesh e ajudar a melhorar o meu país.” A garantia é deixada por Mustofa, um dos dez estudantes do Bangladesh, que acabaram de chegar ao Nordeste Transmontano. Com um brilho nos olhos e emoção na voz, surpreendidos pelo serpentear das montanhas que envolvem a cidade de Bragança e apanhados desprevenidos pelo frio cortante que o outono começa a trazer. Foi assim que dez estudantes do Bangladesh chegaram a Bragança, depois de uma grande aventura para conseguirem “uma oportunidade por que milhões anseiam” no seu país, mas que a eles sorriu. Mustofa ainda mal consegue acreditar na volta que a sua vida deu. Foi uma das 600 crianças que nasceram num bairro de lata de Dhaka, capital do Bangladesh, que outrora foi parte integrante da Índia, primeiro, e do Paquistão, depois, a quem foi dada a possibilidade de estudar, graças ao esforço e perseverança de uma portuguesa (ver caixa). Ao longo de 12 anos, a Fundação Maria Cristina custeou os estudos a estas 600 crianças e, agora, chegaram a Bragança os primeiros dez que têm a oportunidade de abraçar o ensino superior. Bragança foi o destino escolhido. Na bagagem, trouxeram sonhos e um objetivo claro: “tirar o curso para voltar e ajudar o meu país a desenvolver-se”, dizem, à vez, mas em uníssono, Hossain, Abedin e Mustofa. Estes são apenas três de um total de dez estudantes do Bangladesh que conseguiram o visto e vaga no Instituto Politécnico de Bragança. “Estava previsto que viessem 18 mas oito deles ficaram impedidos devido ao processo burocrático”, explicou ao Mensageiro Hélio Silva, voluntário da Fundação Maria Cristina, responsável pelo encaminhamento do grupo. “A embaixada portuguesa mais perto de Dhaka é em Nova Déli, na Índia. Para irem pedir o visto português, têm, primeiro, de ter um visto de entrada na Índia e oito deles não conseguiram”, disse ainda.
As expectativas dos estudantes também vinham altas, mas nada que se compare ao que encontraram em Bragança. “É muito superior ao que imaginávamos”, diz Abedin, radiante. Os três que falaram ao Mensageiro vieram tirar Engenharia Informática, tal como três outros colegas, enquanto os restantes quatro estão matriculados em International Business Manadgement. Entre eles, há os que sonham criar uma agência espacial do Bangladesh, como é o caso de Hossain, ou aqueles que sonham mudar o país pela política e chegar a primeira-ministra, como é o caso de uma das últimas alunas a chegar. Pelo caminho, ainda aproveitaram para vender alguns livros sobre a história de Maria da Conceição, a sua patrona, para “ajudar a financiar a educação dos que ficaram”, explicam. Para estes jovens, os sonhos “vão até à Galáxia”, dizem, entre sorrisos. A ansiedade pelo que iriam encontrar só foi aumentando ao longo das 40 horas da viagem para Portugal, com escala no Dubai. Daí até Lisboa demoraram quase tanto como de Lisboa a Bragança, de autocarro. Mas não se queixam. Aliás, nunca se queixam.
“A paisagem é espetacular. Quando pesquisámos sobre Bragança na internet não nos apercebemos que havia tantos montes. Só quando começámos a ver o autocarro a subir e a descer”, recordam, divertidos. Dos habitantes locais, o espanto pelo civismo, sobretudo no trânsito. “Na nossa cidade, o trânsito é caótico. Os carros sempre a passar, a correr, cada um a meter-se à frente para passar. Aqui não. Até param para deixar passar os peões”, conta um surpreendido Hossain. Habituados às temperaturas amenas, a chegada do outono ao Nordeste Transmontano fez com que fossem apanhados
desprevenidos com o frio. Por isso, contaram com o apoio da Caritas Diocesana, que forneceu roupas de inverno.
“Vi neles uma atitude diferente. Estão a ser ajudados e querem retribuir. Ofereceram- se para serem voluntários na instituição”, explicou Cristina Figueiredo, a diretora geral. “O que não escolheram dobraram e arrumaram a roupa. Para já, a integração está “a correr bem”, dizem. O Bangladesh é apenas um dos 70 países que têm alunos no IPB. Um projeto de internacionalização “que é um exemplo a nível nacional”, defende Luís Pais, vice-presidente da instituição. “Este ano estamos a pensar atingir os 2400 alunos, quando no ano passado ficámos ligeiramente abaixo dos dois mil”, explicou ao Mensageiro. Cerca de 30 por cento dos alunos que frequentam o IPB são estrangeiros, ou seja, quase um em cada três.
“Este crescimento é o resultado da nossa aposta. É um projeto único a nível nacional pela dimensão que atinge”, frisa Luís Pais. Um dos “bons problemas” que esta situação coloca é a pressão sobre o alojamento.
“Esperamos que a sociedade civil responda. Nós não vamos aumentar a nossa oferta. É o contributo do IPB para a sociedade”, explica. O mesmo responsável acredita que “ainda há lugares disponíveis” e “seria ótimo que também pudessem ser disponibilizados para aluguer”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB com perto de 8 mil alunos

São aproximadamente mais 500 alunos face ao ano letivo anterior, uma subida que posiciona o Instituto Politécnico de Bragança como a segunda instituição de ensino superior que mais cresceu a nível nacional, e na fasquia dos quase 8 mil alunos.
Orlando Rodrigues, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, considerou que este “crescimento significativo” faz-se sobretudo “às custas de bons alunos e de alunos de várias origens” responsáveis pelo “ambiente muito cosmopolita e muito inovador” que já caracterizam o IPB. “Uma subida a todos os níveis” que se verifica não só em licenciaturas, mas também em mestrados e cursos técnicos superiores profissionais. Com novas estratégias pedagógicas definidas para os próximos anos, o futuro do IPB passa pela inovação pedagógica, onde quer “marcar a dianteira“ e “ser uma instituição de referência também a nível internacional”. A praxe como forma de integração. À margem da sessão de boas vindas aos novos alunos nacionais e internacionais o Presidente da Associação Académica do IPB relembrou a importância das praxes. Ricardo Cordeiro considerou que “é para isso que as praxes servem, para integrar, e é para isso que nós nos debatemos todos os dias, para haver respeito”, “conviverem” e “ajudarem-se uns aos outros”. Rui Almeida é aluno do primeiro ano de Línguas e Relações Internacionais e é natural do Porto. O estudante diz-se “surpreendido com a cidade”, e quanto à praxe, está “a aproveitar ao máximo”. A mesma experiência é partilhada por Joana Silva do curso de Design de Jogos Digitais. “Nunca me senti tão integrada, estou a adorar”. Para grande parte dos estudantes estrangeiros a praxe é uma novidade, mas nem por isso deixam de participar. “Estou a ter uma experiência maravilhosa” revelou Verónica Silvestre, brasileira e a frequentar o curso de Dietética e Nutrição.
Ainda sobre as praxes o Presidente do IPB destacou que os alunos “têm sabido marcar a diferença” e apesar da “irreverência própria da idade” têm tido “muito espírito de integração”.

Semana de Receção ao Caloiro 2018

“Um cartaz de queima numa receção”, é assim que Ricardo Cordeiro apresenta mais uma edição da Semana de Receção ao Caloiro em Bragança com data marcada para 22 a 27 de outubro. Piruka, Blaya, Toy e Fernando Daniel são alguns dos nomes que compõem um dos “cartazes mais caros” e “mais na moda do país”, como o descreve o Presidente da Associação Académica do IPB. E porque “a festa tem de ser feita a pensar também nos alunos estrangeiros”, uma das fortes apostas deste cartaz é Djodje, um artista de kizomba cabo verdiano com concerto marcado para quarta dia 24 de outubro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Carrazeda de Ansiães tem ensino superior do IPB pela primeira vez

Objetivo cumprido. A Câ­mara de Carrazeda de An­siães queria ter ensino supe­rior no concelho e vai tê-lo já este ano letivo, através do Instituto Politécnico de Bra­gança. Trata-se de um Curso Técnico Superior Profissional (CTESP), na área das Ener­gias Renováveis e Instalações Elétricas.
O curso conseguiu os re­quisitos para funcionar: ter um mínimo de 15 alunos e instalações. Segundo o pre­sidente da Câmara Muni­cipal de Carrazeda de An­siães, João Gonçalves, hou­ve “cerca de 20 interessados em frequentar este curso” e, no âmbito de um protoco­lo com a Cooperativa Ensi­nansiães, o IPB pode utilizar parte das instalações da ex­tinta Escola Profissional de Ansiães, bem como os equi­pamentos afetos ao curso profissional de Energias Re­nováveis e Instalações Elé­ tricas que ali foi ministra­do. João Gonçalves diz tra­tar-se de uma “boa notícia”, não só porque “pela primei­ra vez vai haver ensino supe­rior no concelho”, mas tam­bém porque é ministrado pelo “melhor instituto poli­técnico do país”.
O autarca espera que este CTESP abra outros horizon­tes profissionais aos inscritos, pois “vai dotá-los de mais co­nhecimento”. “Teremos mais munícipes capacitados para desenvolver a sua profissão ou áreas de negócio”, acres­centou, salientando que “se correr bem pode ficar a por­ta aberta para que sejam mi­nistrados mais cursos”. Isto poderá também ajudar a di­namizar a economia local de Carrazeda.
Os CTESP) são cursos su­periores de curta duração que têm como objetivo confe­rir qualificação do nível cin­co de acordo com o Quadro Nacional de Qualificações. Tem 120 créditos e a duração de quatro semestres, sendo o último em contexto de traba­lho.
Os titulares destes diplo­mas podem prosseguir os es­tudos de licenciatura, atra­vés de um concurso especial de acesso. Parte da formação efetuada no CTESP será cre­ditada na futura Licenciatu­ra

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Entraram na segunda fase mais quatro centenas de alunos para o IPB

Na segunda fase de acesso ao ensino superior 383 alunos foram colocados no IPB, num universo de 1200 vagas, aproximadamente. O curso de Solicitadoria, com 38 alunos na Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo de Mirandela (ESACT) foi a área que teve maior procura, seguido de Engenharia Informática (ESTIG) e de Educação Social (ESE), Engenharia Agronómica, Engenharia Alimentar, Engenharia do Ambiente e Engenharia Zootécnica voltaram a não ter interessados, mas o presidente do IPB garante que estes cursos vão ser leccionados, através de outros regimes, como é o caso de concursos internacionais. “O concurso da segunda fase, este ano, teve um maior reflexo da diminuição de alunos, próxima dos 4%. Este é um número que afecta mais instituições do que outras e a segunda fase coloca sempre menos alunos do que a primeira, que tem sempre mais procura. Em termos de crescimento, a previsão é até ao número de 8000 alunos” disse Orlando Rodrigues, presidente do IPB. A terceira fase vai decorrer entre 4 a 8 de
Outubro.
Novos mestrados «Empreendedorismo e Inovação» e «Inovação em Processos e Produtos» são as duas novas formações do
IPB, em áreas tecnológicas para valorizar o conhecimento científico na economia da região, num modelo inovador baseado em novas estratégicas pedagógicas. “É uma mudança que estamos a imprimir, é um ensino completamente diferente, não vai ter professores clássicos, nem disciplinas, nem configurações de sala como estamos habituados porque entendemos que estamos em tempos novos. A sociedade evoluiu de tal maneira que o acesso à informação faz-se de
maneira completamente diferente, com o mercado a exigir profissionais mais competitivos, sobretudo que sejam criativos e inovadores. As instituições têm que mudar e nós temos sido uma instituição inovadora e pioneira em diversos domínios e queremos marcar a dianteira no ensino, sobretudo em Portugal”, adiantou o presidente do IPB.
Um dos objectivos é estreitar as ligações com empresas da região, até porque os cursos vão decorrer no
Brigantia EcoPark, no seio de empresas ligadas a estes sectores.
“Isto só se faz com uma forte ligação às empresas e às instituições da região, portanto esse aspecto é fundamental.
Precisamos das empresas connosco e precisamos que sintam que podem tirar valor desta relação. Foi para criar este ambiente com as empresas que vamos ministrar aqui as formações, num seio de empresas inovadoras e criativas”, acrescentou. Estes mestrados são destinados a 60 alunos, em cooperação com a Universidade de Ciências Aplicadas de Tampere, na Finlândia. Entretanto, no dia 17 de Novembro arranca o laboratório de Artes de Montanha Graça Morais. O presidente do IPB explica que “o que se pretende fazer é evidenciar as artes da nossa região, os artistas e as manifestações e o imenso património artístico e colocar à mostra que está esquecido”, esclareceu Orlando Rodrigues.
Valorizar, recolher e sistematizar e criar um hub criativo em torno das artes, através de seminários, workshops,
simpósios, residências artísticas e trazer artistas de todo o mundo à nossa região.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

ESACT garante 223 caloiros

A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela viu serem preenchidas cerca de 54,4 por cento das vagas colocadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior.
Comparativamente ao ano anterior, a ESACT de Mirandela aumentou em mais de 18 por cento o número de vagas preenchidas. Em 2017, a escola superior mirandelense aumentou em 33 por cento o número de vagas preenchidas relativamente a 2016 e agora o aumento foi superior a 54 por cento. Das 410 vagas distribuídas pelos oito cursos lecionados na instituição, foram preenchidas 223, com destaque para o curso de Comunicação e Jornalismo que já preencheu a totalidade das 25 vagas colocadas a concurso nesta primeira fase. No sentido inverso, o curso de Informática e Comunicações não viu ser preenchida nenhuma das 33 vagas colocadas a concurso. Nos restantes cursos, em
Marketing, foram preenchidas 35 das 44 vagas. Solicitadoria já preencheu 59 das 79 vagas. Design de Jogos Digitais, das 60 vagas já foram preenchidas 36. Em Turismo, das 54 vagas, apenas sobraram 15. Em Gestão e Administração Pública, das 55 vagas a concurso, ficaram preenchidas 11 e finalmente, em Multimédia, das 60 colocadas a concurso,
foram preenchidas 18. Sobram 187 vagas, que vão ser colocadas na segunda fase de acesso, cuja prazo das candidaturas
dos alunos termina no dia 21 de setembro e os resultados serão conhecidos no dia 27 deste mês.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”