Ter emprego é condição essencial para fixar pessoas na região

Um estudo feito, recentemente, pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) sugere que mais de 40% dos seus estudantes gostariam de ficar a viver na região de Trás-os-Montes e Alto Douro se conseguissem emprego no final da sua formação.
Ter trabalho é o principal fator apontado pela docente Joana Fernandes para fixar pessoas na região. O problema é que esta zona do país está “pouco desenvolvida em termos de indústria e de serviços”.
E no que se refere aos serviços públicos “estão a ser cada vez mais limitados”, o que acaba por “limitar” a capacidade de evitar que as pessoas se vão embora. Joana Fernandes constatou que “muitos dos mais de 40% que gostariam de ficar na região são de outras zonas do país”. Mas para isso acontecer “têm de ter emprego”. Verificou também que mesmo sem essa garantia “cerca de 25% continuam interessados em permanecer”. Pelo menos, tentar. “Ou porque são da região, ou porque criaram família, ou porque gostaram tanto de estar cá que querem continuar”.

Descriminação positiva não chega

Ricardo Bento, docente investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro (UTAD), também defende que a única forma de a região reduzir a perda populacional é “arranjar maneira de manter os que cá estão”. E essa maneira é “criar condições económicas que permitam gerar emprego”, nomeadamente para “os jovens se fixarem, terem estabilidade, ganharem raízes, formarem família e terem filhos”. De outro modo não será fácil alterar o paradigma, já que, por um lado “nascem menos pessoas do que aquelas que morrem”. Por outro, “aumentar a natalidade é um fator que demora muitos anos a inverter”. Já o fator da migração pode ter “efeitos mais imediatos”. A verdade é que tal não aconteceu na medida desejada, apesar de tantos investimentos públicos de milhões feitos durante as últimas décadas no Douro e em Trás-os-Montes. O investigador da UTAD salienta que “não foram, muitas vezes, feitos numa lógica de criação de emprego”. Ou seja, foram criadas infraestruturas para “melhorar a qualidade de vida das pessoas”, o que também é “muito importante”, mas, insiste, “se não gerarem emprego dificilmente vão evitar que haja perda de habitantes”. Nos últimos tempos tem-se falado bastante das medidas de discriminação positiva anunciadas pelo Governo, mas Ricardo Bento está convencido que só vão resultar se “contribuírem para que as empresas invistam no território” e se lhes possibilitarem “maior competitividade face às do litoral”. “Medidas que não vão nesse sentido dificilmente vão resultar. Benefícios fiscais de redução das portagens podem resultar, mas não chega”, nota.

Apoio aos idosos
No IPB, onde estudam cerca de 8.500 pessoas, a problemática do despovoamento do interior também tem dado origem a alguns projetos, entre os quais um que visa desenvolver uma plataforma que, de acordo com Joana Fernandes, pretende “facilitar o acesso dos idosos a diversos serviços, como na área da saúde”. O trabalho de campo já realizado traduziu-se em “resultados desanimadores”, já que a região das Terras de Trás-os-Montes “está muito próxima dos 30% de população idosa”, meta que para o todo nacional “só deverá ser atingida em 2030”. Como se não bastasse, esta concentra-se em “zonas despovoadas, algumas isoladas, onde contam com cada vez menos ajuda”.

Menos 160 mil pessoas
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agora está dividida por três comunidades intermunicipais (Douro, Terras de Trás-os -Montes e Alto Tâmega), tinha, em 1981, 547 mil pessoas.
No final de 2017 tinha 388 mil. É uma diferença de quase 160 mil pessoas em 36 anos, segundo dados da Pordata relativos a 31 de dezembro de 2017. Os concelhos com menos gente são os de Mesão Frio e Vimioso com pouco mais de 4.000 pessoas; Freixo de Espada à Cinta, com 3.400; e Penedono com cerca de 2.600. Os concelhos com mais gente na região são os de Vila Real, com perto de 50 mil habitantes; Chaves, com39.500; e Bragança, com
com cerca de 33.700 residentes.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Politécnicos vão formar jovens para trabalhar na SONAE

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
(CCISP) assinou na passada terça-feira, em Bragança, um protocolo com a SONAE para a definição de cursos de curta duração, nomeadamente de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e eventualmente licenciaturas, de modo a responder às necessidades que o grupo apresenta, dado os seus planos de expansão para os próximos anos, nas várias áreas em que trabalha, desde a saúde, à gestão, à agricultura, entre outras. “Há que desenhar uma oferta formativa para atrair os mais jovens e requalificar outros menos jovens. Quer jovens com menos de 18 anos, quer população activa”, referiu o presidente
do CCIPS, Pedro Dominguinhos, realçando que o protocolo
“é um voto de confiança muito forte que o maior grupo
privado português faz no sistema politécnico público”.
Presente na cerimónia esteve o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que considera o protocolo um “novo desafio” para Portugal, nomeadamente para o ensino Politécnico que está a comemorar 40 anos da sua criação. “É uma nova realidade, por um lado por estarmos aqui em Bragança e no Brigantia Ecopark, mas também pela reunião com sete empresas da área do digital, o que mostra a dinâmica que aqui se está a criar. As empresas percebem cada vez mais a importância do ensino politécnico para atrair jovens”, afirmou o ministro.
Os politécnicos estão presentes em 60 localidades do país.
“Nenhuma instituição de ensino tem uma capilaridade tão boa como os politécnicos”, afirmou Pedro Dominguinhos.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que assinou protocolos
com vários empresários, referiu que as várias empresas do setor da informática instaladas no Brigantia estão a crescer rapidamente e são muito competitivas.
“Já criaram 80 postos de trabalho. O protocolo permite formar pessoas de acordo com as suas necessidades e colocar os nossos alunos em ambiente real de trabalho. Podemos ainda desenvolver projetos de inovação com essas empresas para trabalhar com elas e desenvolver ações próximas, segundo as suas necessidades. Contactado as empresas, montando em conjunto projetos de inovação e fazendo a mobilização das equipas”, realçou. Para além disso, os politécnicos vão promover uma série de iniciativas nas áreas de investigação aplicada,
como por exemplo a Tecnologia Alimentar, para identificar as necessidades concretas das necessidades daquele grupo económico. Há ainda a vertente de criação de doutoramentos para responder ao interface das empresas. O ministro destacou a ainda a importância do Laboratório Colaborativo More, lançado
naquele dia, onde já existem vários jovens a trabalhar com empresas agregadas e a ajudar a colocar produtos no mercado. “Vão desde o spray para conservar produtos alimentares, ao vinho conservado sem sulfitos, produtos cosméticos ou ervas aromáticas”, descreveu Manuel Heitor. Este projeto vai contar com 4,3 milhões de euros de financiamento ao abrigo de uma candidatura e, segundo o presidente do IPB, vai em breve contratar emprego científico para trabalhar num interface entre os novos centros de investigação e as empresas.
Politécnicos vão requalificar desempregados. Este ano os politécnicos vão iniciar a requalificação desempregados para as áreas digitais ao abrigo de um protocolo com o IEFP com objetivo
de criar redes regionais de especialização digital. Os primeiros
cursos começam em setembro e vão abranger cerca de 1500 pessoas que receberão formação em 12 politécnicos espalhados pelo país, quer em laboratório/sala de aula quer nas empresas, num total de seis meses. Os estágios já estão garantidos. Em Bragança, o Instituto Politécnico assinou protocolos com seis empresas, que participaram no desenho dos programas formativos “para irem ao encontro das suas necessidades, que permitem que muitos desempregados em áreas com pouca empregabilidade possam ser requalificados para serem empregados”, referiu Pedro Dominguinhos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Alunos do IPB procuram soluções para problemas reais das empresas


O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai envolver os alunos na procura de soluções inovadoras para problemas reais apresentados por empresas, no âmbito de um projeto que arranca hoje com cinco empresas e 25 alunos.
O responsável, Luís Pais, explicou à Lusa que o projeto assenta num modelo de inovação finlandês em expansão dentro e fora da Europa e que o politécnico de Bragança será a primeira instituição portuguesa a adotar a denominada Plataforma Demola, em representação do Norte de Portugal.
O lançamento da “Plataforma Demola North Portugal” será oficializado hoje numa cerimónia em que serão assinados os contratos com as cincos empresas para os quais os alunos, em articulação com professores e investigadores, vão estudar soluções para os problemas apresentados.
Equipas de cinco alunos de diferentes áreas do saber e níveis de ensino, desde os cursos profissionais aos mestrados, vão ao longo de três meses estudar as questões colocadas por cada uma das cinco entidades.
Luís Pais concretizou que se trata de soluções pedidas pela Câmara de Bragança para ajudar turistas que visitam a cidade, por uma empresa de segurança para apoio a idosos, por uma padaria que procura estratégias de venda no estrangeiro mantendo a frescura dos produtos e uma empresa de contabilidade que quer retirar papel dos procedimentos.
Os alunos vão ainda trabalhar em soluções para a medicação de idosos pedidas por uma empresa, a OldCare, que nasceu no gabinete de empreendedorismo do IPB e tem atualmente filiais no país.
Este modelo de cooperação tem como propósito “resolver problemas de empresas, dando aos alunos total liberdade para propor soluções”.
Segundo Luís Pais “há três atores neste projeto: a empresa, o facilitador, papel desempenhado por um professor, e os alunos.
As equipas que vão trabalhar em cada pedido das empresas são compostas por cinco alunos de diferentes áreas e nacionalidades. Entre o total de 25 alunos envolvidos no arranque, 12 são portugueses e 13 estrangeiros.
Cada equipa, como explicou o responsável, “oferece uma solução para a empresa, que pode comprar a ideia, se encontrar utilização prática”, não tendo as empresas outros custos.
O valor da venda “é para pagar aos alunos”.
“É um projeto inovador que pretende resolver problemas reais das empresas, ao mesmo tempo que os alunos aprendem e ganham competências complementares à formação”, indicou Luís Pais.
O responsável encara este projeto como “uma oportunidade para todos: para os estudantes que ganham competências conhecendo o mercado de trabalho” com a possibilidade de conseguirem emprego na própria empresa onde desenvolvem o projeto.
É também, continuou, “uma oportunidade para as empresas de pequena dimensão que não têm disponível capacidade de investigação e inovação para problemas reais e criação de novos produtos e serviços”.
O politécnico encontra aqui também a oportunidade de, “sendo uma universidade de ciências aplicadas, desenvolver investigação e trabalhar em estreita colaboração com as empresas”, como sublinhou Luís Pais.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Mais informações em: “Sapo24”

Novo projeto de politécnicos ajuda empreendedores a alcançar novos mercados

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, considerou hoje “estruturante” o projeto Polientrepreneurship Innovation Network (PIN), desenvolvido por 13 institutos politécnicos, para promover o aumento das competências empreendedoras e a criação de emprego.
“O projeto PIN é estruturante, certamente, ao nível do impacto que tem que ter na formação, ao nível do impacto que tem que ter na atração de novos públicos para o ensino politécnico e, certamente, ao nível que deve ter em induzir novas agendas de investigação”, disse.
Manuel Heitor, que falava na cerimónia de apresentação do projeto PIN, no Centro de Ciência do Café, em Campo Maior, no distrito de Portalegre, alertou ainda que este tipo de iniciativas “exige” um trabalho de internacionalização dos institutos politécnicos.
“Este projeto de ajuda aos empreendedores a atingirem mercados que vão muito para além dos mercados regionais ou nacionais é, por ventura, um dos principais desafios de uma rede como o PIN que, por isso exige, claramente, a internacionalização dos politécnicos”, disse.
O PIN, que teve início em 2015 e assenta numa “interface digital” para “oferecer” aos participantes ferramentas para a implementação de negócios, envolve os institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.
O objetivo é fomentar a criação de 45 empresas, 15 patentes e 120 projetos de vocação empresarial, num processo que envolverá quase 1.500 estudantes ao longo de um ano.
O PIN envolve um investimento superior a 1,1 milhões de euros, em parte financiado pelos programas Compete 2020 e Portugal 2020.
De acordo com os institutos politécnicos envolvidos neste projeto, o PIN é uma “expressão” da parceria que a rede de institutos vem desenvolvendo desde 2003, no âmbito do programa Poliempreende, para “promover o espírito” empresarial e formar alunos e docentes para o empreendedorismo.
Nos últimos 13 anos, o programa Poliempreende envolveu cerca de cinco mil estudantes e gerou cerca de 1 500 projetos empresariais, 82 empresas criadas e mais de 80 patentes registadas.
No decorrer da apresentação do projeto, o presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, Nuno Mangas, congratulou-se com o trabalho desenvolvido em redor da criação do PIN, sublinhando ainda o trabalho que foi desenvolvido em rede, ao longo dos tempos, pelos institutos politécnicos.

Publicado em: “Diário de Notícias”

Mais informação em: “Portal do Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior”

Terminou com balanço positivo a Semana de Tecnologia e Gestão do IPB

Terminou mais uma Semana de Tecnologia e Gestão no Instituto Politécnico de Bragança.
“Rumos de Mudança- Um olhar sobre a montanha” foi o tema que deu mote às discussões que durante três dias encheram o auditório Alcínio Miguel, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, com transmissão em directo na Rádio Brigantia.
João Paulo Almeida é professor no IPB e presidente da comissão organizadora da Semana de Tecnologia e Gestão e diz que estes temas foram escolhidos para uma reflexão interna, na sequência dos temas da digitalização da economia e da indústria que estão na agenda do governo e principalmente da criação do projecto-piloto do laboratório colaborativos do parque de montesinho, lideradas pelo IPB. “É um tomar de consciência que os desafios são exigentes e que estamos preparados para perceber que estamos preparados para assumir a liderança nos projectos colaborativos de montanha e aproveitar para nos afirmarmos na Europa uma vez que estamos na linha da frente neste tipo de investigação”, reitera.
João Paulo Almeida sublinha o papel dos alunos e das suas participações nestas jornadas e do seu papel na concretização de projectos futuros, “os alunos são o nosso maior capital, o nosso objectivo é formar os alunos e transmitir a mensagem destes desafios é importante porque serão o capital no futuro que nos vai ajudar a estar na linha da frente nestes projectos.”
Ainda no âmbito da semana de tecnologia e gestão foi promovido um concurso de ideias que premiou várias ideias empreendedoras propostas pelos alunos da Escola de Tecnologia e Gestão do IPB
Elícia Vieira, aluna da ESTIG, ficou em segundo lugar com um projecto de chalés móveis que pretende pensar na valorização do parque natural de montesinho e preservação ambiental
“Passou-nos pela cabeça valorizar a região, e tivemos a preocupação com o ambiente e sustentabilidades. Estes chalés móveis permitem aos visitantes deslocar pelas diferentes áreas do parque natural de montesinho”, explica a jovem empreendedora.
A ser concretizada esta ideia pretende valorizar a cultura local e a convivência directa entre os turistas e as pessoas das diferentes localidades.
A edição deste ano da Semana de Tecnologia e Gestão foi virada não só para a comunidade académica mas também para a comunidade no geral que aderiu em força aos fóruns de discussão pública.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Desigualdades no mercado laboral debatidas em fórum sobre a mulher

A desigualdade no mercado laboral que as mulheres enfrentam foi um dos temas debatidos no fórum “Mulher Ontem, Hoje e Amanhã” que decorreu na Escola Superior de Educação de Bragança, dia 8 de Março, para assinalar o dia internacional da mulher.
A docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Maria do Céu Ribeiro, destacou que, segundo um estudo divulgado na semana passada, o sucesso na formação académica das mulheres não se reflete no acesso aos mesmos cargos que os colegas do sexo masculino, estando em particular afastadas dos cargos de topo.
“As mulheres têm mais estudos, fazem mais formação académica, tiram melhores notas, terminam o curso num período de tempo inferior em relação aos colegas homens, mas essa evidência não tem uma contrapartida no mercado de trabalho, no sentido de elas terem acesso a cargos iguais aos seus colegas”, referiu.
Apesar de o estudo realizado entre 2005 e 2015, revelar que “há evidências significativas ao nível de melhoria”, a docente de Educação Social diz que “ainda há um longo caminho a percorrer”, pois embora “haja já o acesso a cargos intermédios mais facilitado, o acesso a cargos de topo ainda é de difícil acesso para as mulheres”, destacando ainda no encerramento do fórum que a as desigualdades são também notórias no que toca à remuneração.
“Estou convencida que isto é um caminho longo, mas que terá sucesso a médio prazo, e terá alterações significativas, a curto prazo não acredito, não sou assim tão otimista”, frisou.
O fórum teve ainda como oradoras algumas mulheres que contrariam esta tendência e ocupam cargos de chefia em Bragança, como, Paula Pimentel, presidente da União Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cristina Figueiredo, vereadora da câmara de Bragança, e ainda Emília Nogueiro, professoras da ESEB ou Catarina Ribeiro, mestranda em Educação Social.
A ideia da realização da iniciativa partiu precisamente de alunos de mestrado de Educação Social e foi organizado pelo CLDS 3G dos Santos Mártires de Bragança. A coordenadora deste projeto, Anabela Pires, explica que o objetivo foi conhecer os testemunhos das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no quotidiano. “Quisemos assinalar esta data de uma forma diferente, com um fórum no qual as pessoas pudessem explanar um pouco do seu dia-a-dia e partilhar as suas dificuldades sobretudo as mulheres que têm tantos papéis a assumir”, esclareceu.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

Empresários querem Escola de Negócios em Bragança

Inovação Empresarial e Escola de Negócios foram os temas discutidos no Laboratório de Participação Pública, que decorreu, ontem, no Núcleo Empresarial Bragança (NERBA).
Esta é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior em colaboração com o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes CIM – TTM e a Agência Nacional Ciência Viva.
Desta conferência saiu uma equipa de trabalhos que se encarregará de apresentar um projecto para que nasça uma Escola de Negócios em Bragança, pois, essa foi a vontade demonstrada pelos empresários que marcaram presença na iniciativa.
Uma empresária de lares de terceira idade, Cristiana do Nascimento, aponta algumas necessidades sentidas que essa escola poderia vir a colmatar. “Faz todo o sentido. Da teoria à prática vai uma grande distância. Antes de ser empresária tinha a teoria, e, quando me deparei com a prática senti várias dificuldades. Esta escola faria todo o sentido para ajudar os empresários a ultrapassar as dificuldades com que se deparam”, considera.
A criação da Escola de Negócios é uma ideia também defendida pelo Secretário de Estado da Administração Interna e brigantino, Jorge Gomes, que assume todo o apoio governamental que esteja ao seu alcance. “Eu vim aqui por quatro razões. Primeiro porque fui convidado pelo IPB, segundo porque vim por vontade própria, terceiro porque a minha veia é empresarial e quarto porque o que vai ser discutido é uma ideia que defendo há muito tempo. Quero contribuir para que essa ideia se possa desenvolver. Mas, eu vim com mais uma intenção. Quero ouvir algo que seja importante para junto do Governo poder ajudar a minha terra, que é Bragança”, assume o governante.
O presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, avança que não será uma escola no sentido próprio mas sim um conceito que congregue todas as entidades que possam dar o seu contributo para formar e preparar empresários e futuros empresários. “O conceito que nós temos, aqui, é algo que é aglutinador das diversas valências que possam existir na região. Será um conceito mais evoluído e que tem como referência o modelo do Norte da Europa”, explica Sobrinho Teixeira.
O presidente da CIM das Terras de Trás-os-Montes, Américo Pereira, considera fundamental “a formação continua para a vida”. É algo que está contratualizado em termos de apoios monetários com a União Europeia e é algo que o Governo está a fazer muito bem através de várias instituições. Mas, há uma parte da formação sénior, vocacionada para os empresários que, de facto, na nossa região constitui uma carência. São exactamente aquelas pessoas, hoje em dia, que quanto mais conhecimento ”, Os Laboratórios de Participação Pública terminam em Agosto deste ano e nessa altura já estará definido o conceito de Escola de Negócios para Bragança.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Ministro do Ensino Superior almoçou com estudantes estrangeiros no IPB

O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor esteve hoje de visita ao distrito de Bragança, e em particular ao Instituto Politécnico.
Depois de ter reunido com representantes da instituição de ensino, esta manhã em Bragança, almoçou com estudantes estrangeiros. O ministro foi recebido na cantina do Instituto Politécnico de Bragança por 10 dos cerca de 1400 alunos estrangeiros que frequentam a instituição, através de vários programas e protocolos de intercâmbio estabelecidos com instituições de ensino superior de todo o mundo. Manuel Heitor fez questão de perguntar aos estudantes os motivos pelos quais escolheram Portugal e, em particular, Bragança para estudar e até qual o seu prato português favorito, obtendo respostas como “francesinha” ou “bacalhau”, por parte dos estudantes.
Depois falou com os dois estudantes sírios que frequentam actualmente o Instituto Politécnico, pedindo-lhe sugestões sobre a forma como deve ser feito o acolhimento dos estudantes, e em particular dos refugiados. Rami Arafah, de 27 anos, contou que foi muito bem acolhido. Os estudante e garante que não está arrependido de ter escolhido Portugal para prosseguir os seus estudos.“Prefiro Portugal pela cultura deste país. Estou feliz por ter escolhido Portugal. Fomos muito bem acolhidos e sabíamos que seríamos aceites muito rapidamente. O processo da vinda para Portugal fui muito bom e durou apenas 10 dias. Foi muito rápido”, frisou o jovem.
O Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior elogiou o desempenho do Instituto Politécnico de Bragança e a forma como acolhe os alunos estrangeiros. Manuel Heitor não tem dúvidas que o ensino superior é uma boa forma de fixar pessoas no interior do país, sendo Bragança um bom exemplo disso.“ Mais do que regiões do litoral ou regiões do interior, temos regiões com mais conhecimento e menos conhecimento, acima de tudo, o conhecimento é a melhor forma de capacitar as regiões e de atrair pessoas. O Instituto Politécnico de Bragança é certamente um caso de sucesso, que tem condições específicas, tendo de ser muito bem percebidas e valorizadas”, sublinhou o governante.
Já ao final da tarde, o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior presidiu à inauguração da Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo, em Mirandela. De regresso a Bragança, o ministro protagonizou o primeiro Laboratório de Participação Pública intitulado «Nordeste Transmontano: uma região com conhecimento, que pretende envolver toda a comunidade na apresentação de ideias que promovam a investigação e inovação. A sessão decorre esta noite no Teatro Municipal de Bragança, com o encerramento previsto para as 23 horas.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.

Desemprego jovem aumenta procura de cursos de Agronomia

O aumento do desemprego entre os jovens está a levar a um crescimento da procura de cursos da área de Agronomia, adiantou o Presidente do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que participou no I Congresso Nacional das Escolas Superiores Agrárias (CNESA), que decorreu quarta e quinta-feira em Bragança. Joaquim Mourato admitiu que durante uns anos “estes cursos tiveram uma quebra na procura, mas nos últimos dois anos estamos a ter sinais de uma quebra e um abrandamento em algumas áreas das Ciências Agrárias”. A retoma na procura dá um sinal de esperança aos responsáveis das Escolas Superiores Agrárias que acreditam que “a agricultura e a pecuária vão melhorar e surgirão muitos projetos inovadores que darão lugar a empresas e permitirão criar emprego”, destacou o presidente do CCISP. “Onde há emprego obviamente há procura e o ensino superior vai beneficiar desse crescimento”, realçou.

Oito Agrárias no debate
O I Congresso juntou em Bragança oito escolas superiores agrárias do país e mais de 200 investigadores, o que confirma a importância crescente da agricultura e a vitalidade das instituições de ensino superior que driblaram a crise. Nos anos 80 e 90 houve uma quebra acentuadíssima no setor da agricultura e consequentemente a procura caiu.
Os cursos de Agronomia não captam muitos alunos do Concurso Nacional de Acesso, todavia atraem o público adulto, “que completam as vagas disponíveis”, reconheceu o responsável do CCISP, que defendeu que as escolas superiores agrárias deviam disponibilizar cursos de doutoramento.
Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) notou que os dados disponibilizados pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional indicam que os jovens licenciados nas área da Agronomia têm das mais baixas taxas de desemprego, na ordem dos 3%. “A agricultura revelou-se nestes anos de crise uma reserva estratégica nacional e uma das áreas que mais exportou”, destacou. O presidente do IPB considera que é preciso fazer uma mudança de paradigma, porque os jovens quando saem do 12º ano “dificilmente escolhem a área agrícola porque têm a ideia dos agricultores com mais de 60 anos e é uma vida que não querem”. Acabam por mudar de opinião “quando frequentam os cursos de especialização tecnológica e os cursos superiores profissionais, que os levam a mudar as escolhas e voltam-se para a área agícola”.

“É preciso inteligência para desenvolver a agricultura”
O anterior secretário de Estado da Alimentação e da Investigação Agro-alimentar, Nuno Vieira e Brito, que participou no congresso, considera que o momento atual “é crucial” para a agricultura transmontana “por se estar na fase apoios comunitários”, pelo que sugere a definição de estratégias de desenvolvimento em áreas fundamentais como o azeite, a transformação de produtos locais à base de raças autóctones, os vinhos, castanha e frutos secos.
“Estes setores têm cada vez mais atração dos mercados internacionais e maior procura, além de que é preciso aproveitar a ideia da alimentação saudável”, sublinhou Nuno Vieira e Brito, que defende que além de criar escala é preciso apostar “na inovação e na transformação”. O setor creceu nos últimos anos. “Há fundos, agora é preciso inteligência para desenvolver a agricultura e o setor agro-alimentar, criando pequenas empresas, produzir bem e comercializar melhor”, referiu. Nuno Vieira e Brito acredita que a agricultura pode absorver jovens qualificados que se forma em cursos de Agronomia.

Publicado em ‘Mensageiro‘.

IPB abre Curso de Prospecção Mineral para responder a exigências do mercado

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) vai abrir no próximo ano lectivo um Curso Técnico Superior Profissional de prospecção mineral e geotécnica, que vai funcionar em Torre de Moncorvo.
Numa altura em que pode estar iminente a reactivação da extracção de minério nas jazidas de ferro do concelho, Sobrinho Teixeira, presidente da instituição de ensino superior, considera que é altura indicada para proporcionar este tipo de formação, “tendo em conta as potencialidades mineiras da região”.
O responsável entende que “é uma obrigação do IPB responder às necessidades que vai haver, nomeadamente das empresas que se vão instalar e em ter quadros qualificados para que pudessem responder à demanda”.
O Município de Torre de Moncorvo, o IPB e as empresas de minério vão assinar protocolos, para a criação de estágios. O curso técnico de dois anos permitirá a continuação dos estudos superiores no IPB, que assinou ainda um protocolo com a universidade francesa de Lyon, para que os estudantes de Engenharia Civil do IPB possam vir a obter um diploma de licenciatura em Engenharia Minas.
Para este próximo ano lectivo, estão abertas 20 vagas. A primeira fase de candidatura termina a 28 de Agosto, altura em que os protocolos para os estágios serão assinados.

Publicado em ‘Rádio Brigantia‘.