Trabalham no Centro de Investigação de Montanha 151 investigadores

O que a montanha oferece é a base de trabalho de 151 investigadores que, a partir de Bragança, estão a desenvolver soluções naturais alternativas aos corantes e conservantes químicos usados na indústria.
Quem passa junto ao edifício do Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) dificilmente imagina os corredores de laboratórios onde a ciência conta com apenas alguns milhares de euros de apoio estatal, mas capta cerca de quatro milhões de euros por ano com candidaturas a projetos competitivos nacionais e internacionais.
No mercado há já vinho, pastelaria e pão com a inovação do CIMO, que está também a desenvolver um novo revestimento natural promissor, substituto do plástico na conservação de alimentos como o fiambre.
O mote destes investigadores é: da natureza até aos produtos de uma forma sustentável, como disse à Lusa Isabel Ferreira, investigadora e diretora do CIMO, criado em 2002, e que tem um polo no Instituto Politécnico de Viana do Castelo.
“Acreditamos que estes territórios, que enfrentam algumas ameaças, nomeadamente a baixa densidade populacional (…), são uma terra de oportunidades, devido à sua excelente biodiversidade, e inspiradores para desenvolverem novas tecnologias verdes”, observou.
Os investigadores trabalham em vários projetos nacionais e internacionais nas áreas da agricultura na procura de fertilizantes, soluções para a rega, combate a pragas como as doenças do castanheiro ou a valorização do azeite e da apicultura, bem como outros de valorização dos resíduos orgânicos municipais para produção de bioenergia e de desenvolvimento de bioprodutos para setores industriais.
O principal enfoque da investigação é, contudo, o setor alimentar de ingredientes de base natural para corantes, conservantes e bioativos.
Uma das novidades, ainda em fase de desenvolvimento, é o “SpraySafe”, que já foi testado em fiambre e que é pulverizado nos alimentos, criando um revestimento natural que conserva sem a necessidade de recorrer às atuais películas de plástico. A formulação do produto é de origem vegetal e é comestível e dissolve-se na água.
Isabel Ferreira garante que tanto pode ser utilizado no retalho como em casa e que há já “imensas propostas de parcerias” quer com empresas interessadas em utilizar quer com as que comercializam plásticos e películas e que “estão sempre muito interessadas em ingredientes biodegradáveis alternativos”, sendo porém cedo para avançar prazos de chegada ao mercado.
Já à venda com o nome do politécnico de Bragança no rótulo está vinho que, em vez dos sulfitos, usados na fermentação e conservação, é produzido com um substituo à base de flor de castanheiro, uma das culturas emblemáticas de Trás-os-Montes e que os cientistas dizem ter “enorme potencial antioxidante e antimicrobacteriano”.
A solução resultou do desafio do produtor da Quinta da Palmirinha, no Norte de Portugal, que foi o primeiro a usar a fórmula, tendo sido seguido por outros produtores nacionais e espanhóis.
Este conservante natural está entre as 15 patentes registadas pelo CIMO, em Portugal, na União Europeia e EUA.
As plantas, frutos e cogumelos são a matéria-prima destes investigadores também para corantes naturais que estão a ser testados e há empresas de panificação e pastelaria a confecionar os seus produtos com as cores e sabores à base das fórmulas dos investigadores do CIMO.
As descobertas têm sido agraciadas com prémios globais e individuais em concursos de inovação, destacam-se na área da ciência e tecnologia alimentar, surgem nos ‘rankings mundiais’ nas posições cimeiras e quatro dos investigadores estão entre os mais citados do mundo.
O próximo passo será decidir o que fazer com a inovação: “se interessa mais vender ou criar empresas” para comercialização.
O trabalho que ali é feito tem cativado jovens investigadores doutorados da região e de fora como Rubia Correia, uma engenheira alimentar brasileira que realça “a infraestrutura impecável, equipamento de ponta e o conhecimento da equipa”.
Carla Pereira é de Bragança e fez todo o percurso no politécnico, desde 2002, altura em que iniciou a licenciatura em engenharia química. Pensou em sair da região, mas o CIMO “foi fundamental para ficar e investir na carreira”.
Já Márcio Carocho trocou em 2004 Águeda por Bragança para estudar engenharia biotecnológica e ficou porque quer, gosta e é “desafiado todos os dias a encontrar soluções num ambiente soberbo”.
“O bom que se faz aqui, faz mudar essas mentalidades que pensam que o interior está esquecido e que não se faz cá nada de interessante”, defendeu.

Publicado por: Diário de Trás-os-Montes

Politécnicos vão formar jovens para trabalhar na SONAE

O Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos
(CCISP) assinou na passada terça-feira, em Bragança, um protocolo com a SONAE para a definição de cursos de curta duração, nomeadamente de Cursos Técnicos Superiores Profissionais (TeSP) e eventualmente licenciaturas, de modo a responder às necessidades que o grupo apresenta, dado os seus planos de expansão para os próximos anos, nas várias áreas em que trabalha, desde a saúde, à gestão, à agricultura, entre outras. “Há que desenhar uma oferta formativa para atrair os mais jovens e requalificar outros menos jovens. Quer jovens com menos de 18 anos, quer população activa”, referiu o presidente
do CCIPS, Pedro Dominguinhos, realçando que o protocolo
“é um voto de confiança muito forte que o maior grupo
privado português faz no sistema politécnico público”.
Presente na cerimónia esteve o ministro da Ciência e do Ensino Superior, Manuel Heitor, que considera o protocolo um “novo desafio” para Portugal, nomeadamente para o ensino Politécnico que está a comemorar 40 anos da sua criação. “É uma nova realidade, por um lado por estarmos aqui em Bragança e no Brigantia Ecopark, mas também pela reunião com sete empresas da área do digital, o que mostra a dinâmica que aqui se está a criar. As empresas percebem cada vez mais a importância do ensino politécnico para atrair jovens”, afirmou o ministro.
Os politécnicos estão presentes em 60 localidades do país.
“Nenhuma instituição de ensino tem uma capilaridade tão boa como os politécnicos”, afirmou Pedro Dominguinhos.
O presidente do IPB, Orlando Rodrigues, que assinou protocolos
com vários empresários, referiu que as várias empresas do setor da informática instaladas no Brigantia estão a crescer rapidamente e são muito competitivas.
“Já criaram 80 postos de trabalho. O protocolo permite formar pessoas de acordo com as suas necessidades e colocar os nossos alunos em ambiente real de trabalho. Podemos ainda desenvolver projetos de inovação com essas empresas para trabalhar com elas e desenvolver ações próximas, segundo as suas necessidades. Contactado as empresas, montando em conjunto projetos de inovação e fazendo a mobilização das equipas”, realçou. Para além disso, os politécnicos vão promover uma série de iniciativas nas áreas de investigação aplicada,
como por exemplo a Tecnologia Alimentar, para identificar as necessidades concretas das necessidades daquele grupo económico. Há ainda a vertente de criação de doutoramentos para responder ao interface das empresas. O ministro destacou a ainda a importância do Laboratório Colaborativo More, lançado
naquele dia, onde já existem vários jovens a trabalhar com empresas agregadas e a ajudar a colocar produtos no mercado. “Vão desde o spray para conservar produtos alimentares, ao vinho conservado sem sulfitos, produtos cosméticos ou ervas aromáticas”, descreveu Manuel Heitor. Este projeto vai contar com 4,3 milhões de euros de financiamento ao abrigo de uma candidatura e, segundo o presidente do IPB, vai em breve contratar emprego científico para trabalhar num interface entre os novos centros de investigação e as empresas.
Politécnicos vão requalificar desempregados. Este ano os politécnicos vão iniciar a requalificação desempregados para as áreas digitais ao abrigo de um protocolo com o IEFP com objetivo
de criar redes regionais de especialização digital. Os primeiros
cursos começam em setembro e vão abranger cerca de 1500 pessoas que receberão formação em 12 politécnicos espalhados pelo país, quer em laboratório/sala de aula quer nas empresas, num total de seis meses. Os estágios já estão garantidos. Em Bragança, o Instituto Politécnico assinou protocolos com seis empresas, que participaram no desenho dos programas formativos “para irem ao encontro das suas necessidades, que permitem que muitos desempregados em áreas com pouca empregabilidade possam ser requalificados para serem empregados”, referiu Pedro Dominguinhos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB lança Laboratório Colaborativo MORE para estreitar trabalho com as empresas

No âmbito da semana aberta da internacionalização e competitividade, o Instituto Politécnico de Bragança lançou, ontem, o Laboratório Colaborativo MORE. Segundo o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, o objectivo é criar um caminho mais estreito entre centros de investigação e empresas.
“É um projecto que teve duas fases, uma primeira em que se aprovou a concessão do título do laboratório colaborativo e agora estamos na parte final de estabelecimento de candidatura a financiamento, temos um financiamento indicativo de 4,3 milhões de euros a 3 anos”, destacou. Além do lançamento do laboratório, a par desta semana aberta houve ainda, ontem, um simpósio sobre internacionalização e competitividade.
Orlando Rodrigues destaca que é preciso que os politécnicos trabalhem mais com as empresas. “Foi uma discussão muito produtiva. Os politécnicos são as instituições de ensino superior que estão mais próximas das empresas e das suas necessidades, por isso têm maior responsabilidade de se ajustar. Temos de trabalhar mais próximo das empresas”, destacou.
Orlando Rodrigues deixou claro, no primeiro dia da semana aberta da internacionalização, que é preciso qualificar ainda mais já que os tempos de mudança exigem outros perfis de pessoas qualificadas. Quem também tem a mesma ideia, e defende que é necessário qualificar quem já está qualificado, é o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor, presente ontem nas iniciativas do politécnico.
“Formamos 4 em cada 10 jovens de 20 anos, temos necessariamente de alargar a penetração e temos de formar mais adultos, porque 75% dos estudantes têm menos de 25 anos”, referiu o ministro. A semana aberta da internacionalização do politécnico acontece até sexta-feira tem tido iniciativas que pretendem fazer uma reflexão sobre a instituição e o futuro desta.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Portugueses criam spray que pode substituir plásticos na conservação dos alimentos

Tem uma base 100% natural, feita com extratos de plantas e, por isso, é comestível. Ao mesmo tempo é amigo do ambiente.

O SpraySafe, um produto de base natural para a conservação dos
alimentos, conseguiu o segundo lugar no concurso Born From Knowledge,
promovido pela Agência Nacional de Inovação.
Foi desenvolvido por uma equipa de investigadores do Centro de
Investigação de Montanha, do Instituto Politécnico de Bragança, e
promete revolucionar a forma como se conservam os alimentos.
A pensar para já nas grandes superfícies comerciais, o produto é 100% natural e tem a vantagem de poder substituir o plástico na conservação dos alimentos. “É feito com extratos de plantas. Leva também na sua constituição um biopolímero extraído de algas – que serve para fazer a parte mais viscosa e assim aderir mais aos alimentos. Mas é tudo com base natural e sem qualquer tipo de químicos de síntese”, explica à Renascença o investigador Márcio Carocho.
Para Isabel Ferreira, coordenadora do Centro de Investigação, as
distinções são motivo de orgulho para todos. “O centro tem um percurso muito notável e inúmeras distinções. E 80% dos nossos projetos são em parceria com empresas, sobretudo, no ramo alimentar. Aliás todos os testes que estão a ser feitos com este spray e também com outros aditivos que temos desenvolvido são sempre feitos em parceria com as empresas”.
Para além do Spraysafe, os investigadores não param na procura de alternativas. “Estamos a trabalhar não só na área dos conservantes mas também nas área dos corantes”, diz Isabel Ferreira, revelando ainda outro projeto “que teve aprovação de patente internacional e que tem a ver com a substituição dos sulfitos no vinho, também com um ingrediente natural, à base de flor de castanheiro”.
Mas há outros produtos em laboratório para serem usados na área alimentar e que podem fazer a diferença no futuro. Por exemplo, vários ingredientes naturais que estão a ser desenvolvidos, sobretudo, na área da panificação e da pastelaria, para a utilização de corantes naturais obtidos a partir de flores e de frutos.

Publicado por: Rádio Renascença

Três investigadoras do Centro de Investigação de Montanha fazem parte da lista mais citada a nível mundial

O IPB tem mais uma investigadora na lista de investigadores mais citados a nível internacional. A Isabel Ferreira, Lilian Barros junta-se Letícia Estevinho.
Isabel Ferreira, é nomeada pela quarta vez nesta lista. A engenheira bioquímica e também directora do Centro de Investigação de Montanha há cerca de dois anos, salienta que manter-se nesta lista é um desafio constante.
“É o reconhecimento de muito trabalho que tem sido feito desde há vários anos. Para um cientista é muito importante quando partilhamos os nossos resultados com a comunidade científica e que o nosso trabalho seja considerado pelos nossos pares e sobretudo seja recomendado. A primeira vez que fui reconhecida há 4 anos, o impacto foi enorme, hoje em dia fico muito feliz porque consigo manter-me nesta lista, uma vez que o investimento em ciência, em termos mundiais vai aumentado e cada vez mais há mais talentos que vão surgindo em todo o mundo”, destacou Isabel Ferreira.
Isabel Ferreira foi nomeada em duas áreas científicas diferentes, nas ciências agro-alimentares e em toxicologia.
Lilian Barros é outra das nomeadas neste ranking mundial. A primeira aluna de doutoramento de Isabel Ferreira, refere que este é o reconhecimento do trabalho desenvolvido.
“É uma validação do nosso trabalho que estamos a fazer ao longo do tempo. Quer dizer que estamos a ser reconhecidos a nível mundial. Os nossos trabalhos estão a ser utilizados por outros investigadores para fazerem trabalhos nesta aérea. Isto é muito importante porque valida todo o trabalho científico”, disse Lilian Barros.
Letícia Estevinho foi outra das contempladas. A investigadora em microbiologia e em biotecnologia destaca que a sua investigação em hidromel foi inovadora: “esta distinção é muito boa, do ponto de vista pessoal e profissional. Acho que somos inovadoras em produção de hidromel e tem contribuído muito para serem muito citadas porque a produção estava a ser feita de uma forma empírica, e agora começou a ser feita de uma forma mais rigorosa e científica. Considero que fomos nós os inovadores”.
Na lista de investigadores mais citados, a nível internacional figuram 14 portugueses.
Este ranking mundial, com base no número de citações por artigos publicados nos últimos dez anos, reconhece os investigadores mais influentes do mundo. A lista foi divulgada pela Clarivate Analytcs e foram seleccionados cerca de 6 mil investigadores de várias partes do mundo.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Bloco quer que politécnicos passem a chamar-se universidades técnicas

O Bloco de Esquerda (BE) vai propor ao Parlamento uma alteração à nomenclatura dos institutos politécnicos para universidades técnicas ou universidades de ciência aplicada. Isto mesmo foi comunicado pelo deputado bloquista Luís Monteiro ao presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Orlando Rodrigues, na passada segunda-feira, durante uma reunião, no âmbito das visitas que o partido está a realizar a várias instituições de ensino superior em todo o país para apresentar as medidas que já conseguiu no Orçamento
do Estado para o ensino superior e a ciência. “Por razões de internacionalização faz algum sentido a mudança da nomenclatura. É uma discussão que o BE quer fazer”, afirmou Luís Monteiro. A atribuição do grau de doutor pelos politécnicos ainda não está resolvida, pelo que o BE vai voltar a fazer esta proposta que o Governo acabou por deixar a meio do caminho. Nesta altura em que ainda se discute o Orçamento do Estado na especialidade, o Bloco, (ontem realizou-se uma sessão na Assembleia da República), “quer tentar resolver alguns problemas estruturais do ensino superior” como o subfinanciamento do sistema “em que os politécnicos do interior sentem muito isso”, afirmou o deputado.
Desde 2010 que se tem verificado uma redução do investimento público neste grau de ensino que, segundo Luís Monteiro, ronda os 33%. “O que tem levado muitas instituições ao sufoco financeiro”, sublinhou.
No caso do IPB “a situação tem sido contornada” pela internacionalização,
Programa Erasmus, ligação aos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial
Portuguesa) e CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) que têm permitido “construir uma alternativa” a esse baixo financiamento. O deputado admite que “há problemas por resolver” principalmente no que respeita à distribuição de fundos comunitários na área da ciência e do desenvolvimento. “É preciso reequacionar esses números, reequacionar essas percentagens e garantir que instituições como o politécnico de Bragança vêem legitimadas e valorizadas aquelas que têm sido as suas apostas”, acrescentou. Um dos exemplos citados pelo bloquista foi o caso do Centro de Investigação da Montanha (CIMO) que “por causa de uma avaliação estapafúrdia, feita pelo anterior governo, foi cotado com uma cotação de Bom, mas perdeu uma parte do financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia e dos fundos comunitários”, observou Luís Monteiro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Dois projetos de charneira desenvolvidos pelo IPB e pelo Centro de Ciência Viva ganharam financiamento

Janeiro de 2019 pode ser a data que marca a viragem no paradigma do combate aos incêndios florestais em Portugal com o arranque do Projeto SAFE: Sistemas de Monitorização e Alerta Florestal, que visa a prevenção dos fogos baseado num sistema de inteligência artificial, que se tiver sucesso será instalado
noutras florestas do país. O projeto é da responsabilidade do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) que vai implementar sistemas que minimizem o risco de incêndios florestais e monitorizem a fauna, através da recolha e disseminação de informações através de sensores distribuídos pelo território da Serra da Nogueira, mancha de carvalho negral que servirá de campo de ensaio.
São os tais sensores que enviam informação em tempo real para a central localizada no IPB. “O SAFE conjuga a tecnologia adaptada aos valores naturais de uma região específica, que neste caso é a Serra da Nogueira”, explicou
Ana Isabel Pereira, investigadora do Centro de Investigação e Digitalização em Robótica (CeDRI). A informação recolhida pelos sensores é, posteriormente,
analisada por um sistema baseado em inteligência artificial que alerta sobre
anomalias, de acordo com parâmetros definidos pelos diferentes agentes que atuam no território (Proteção Civil, Bombeiros, Polícia). “Vamos desenvolver um sistema inteligente, cujos sensores serão colocados em locais previamente estudados, com o objetivo de monitorizar a fauna e a flora da região, na Serra da Nogueira, e fazer alerta de ignições, pois se forem identificadas logo no início os bombeiros e a Proteção Civil podem atuar de uma forma eficaz”, observou a investigadora. Os dados poderão vir a ser cruzados com os do território espanhol junto à fronteira. O SAFE resulta da colaboração entre o CeDRI e o Centro de Investigação da Montanha (CIMO), ambos a funcionar no IPB, que apresentaram uma candidatura ao Programa Promove-Dinamização de zonas fronteiriças da Fundação La Caixa, que lhe garante um financiamento superior a 130 mil euros. Aquela fundação financia ainda outro projeto de Bragança,
o Natureza Virtual, desenvolvido pelo Centro de Ciência Viva, que visa a implementação de quatro módulos interativos de interpretação dos valores naturais, que analisem os recursos da região do Douro e do Parque Natural de Montesinho para os transformar em pontos de interesse museológico. O Projeto Natureza Virtual terá um módulo de realidade virtual, com recurso a óculos, que vai mostrar o percurso da Estação Biológica Douro/Duero, em Miranda do Douro. Outra vertente é um Time-Lapse de Montesinho, com ecrã e com recurso
a áudios e a odores alusivos a cada imagem visualizada. Em marcha está ainda o SilkHouse, em desenvolvimento na Casa da Seda, que consiste em instalar uma microrrede inteligente, baseada em fontes renováveis de energia (hídrica
e solar). O projecto foi financiado pela FCT e terminará em 2019. Há ainda o Módulo Interativo da Microrrede SilkHouse – Visualização de animações explicando o funcionamento dos equipamentos (pico-hídrica e moinho) e visualizar os dados relativos à produção e consumo de energia do edifício (instantânea, diária, mensal e anual). O Natureza Virtual também inclui um sistema de monitorização do Rio Fervença, utilizando sensores, armazenamento
de dados e métodos ‘Big Data’ para processar e visualizar diferentes parâmetros.
Ambos os projetos iniciam em janeiro de 2019 e têm uma duração de três anos.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Presidente do Politécnico de Bragança distinguido com medalha de mérito científico

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, foi este sábado distinguido com a medalha de mérito científico “Ciência”, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.
O ministro entregou a medalha, em Bragança, à margem da cerimónia das comemorações dos dez anos do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em que participou também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
As medalhas de mérito científico “Ciência” destinam-se a galardoar as individualidades nacionais ou estrangeiras que, “pelas elevadas qualidades profissionais e de cumprimento do dever, se tenham distinguido por valioso e excecional contributo para o desenvolvimento da ciência ou da cultura científica em Portugal”, segundo o ministério.
O galardoado, João Sobrinho Teixeira é licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e doutor em Engenharia química pela mesma Universidade.
De dezembro de 2008 a janeiro de 2013 foi presidente do conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos – CCISP.
De janeiro de 2011 a janeiro de 2013 integrou a direção da European Network for Universities of Applied Sciences – UASNet.
Desde setembro de 2014 integra o Conselho de Administração da AULP (Associação das Universidades de Língua Portuguesa).
Foi presidente do Instituto Politécnico de Bragança, nos últimos oito anos, “durante os quais desenvolveu a capacidade científica em Bragança e a relação com países lusófonos de forma inédita em Portugal”, esclarece o ministério.

Publicado por: “Açoriano Oriental”

Conservantes e corantes naturais podem desenvolver novo nicho empresarial

O crescente aumento da apetência do mercado para a integração de bioprodutos na indústria alimentar pode desenvolver nichos empresariais e fazer nascer na região uma nova fileira económica, que passa pela produção e comercialização dos produtos desenvolvidos no Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do Instituto Politécnico de Bragança. Os consumidores cada vez mais procuram produtos saudáveis não sintéticos e isentos de toxicidade, o que pode ser a pedra de toque para o aparecimento de uma indústria diferenciadora. Em causa estão métodos biotecnológicos inovadores na produção de bioprodutos, onde são usadas plantas, algas, fungos, bactérias e células animais que podem ser uma alternativa aos artificiais “que apresentam problemas para a saúde”, referiu Lilian Barros, investigadora do CIMO e oradora no 2º Workshop Biofábricas, Bioprodutos, Inovação, que teve lugar nos dias 10 e 11 na Escola Superior Agrária em Bragança. A investigção decorre do Projeto Valor Natural, que põe a biotecnologia está ao serviço da criação de produtos inovadores, como por exemplo: os aromas, conservantes, corantes ou ingredientes bioativos. Tanto podem ser os cogumelos para reduzir o colesterol, a flor do castanheiro para conservar queijo ou corantes a partir de fruta, como a cereja, mirtilo ou medronho, para colorir écharpes e outras peças de vestuário. São 14 as empresas da região, de sectores que vão da panificação, aos laticínios e os vinhos, que se associaram ao projeto do CIMO. “Podem constituir nichos de mercado complementar. É preciso estar atento porque podem estar aqui nichos de investimento.
São oportunidades de negócio, até na produção das plantas”, referiu Anabela Martins, pró-presidente do IPB.
Lilian Barros, investigadora do CIMO, explicou que se está a tentar criar alternativas “para o ingredientes artificiais e tentar que a indústria alimentar introduzam os novos produtos na sua produção”. O workshop contou com uma forte componente de apresentação de estudo de casos de bioprodutos e de empresas inovadoras, nas competências necessárias à elaboração de projetos de Investigação, Desenvolvimento e Inovação (IDI) com ferramentas biológicas e moleculares. “Já desenvolvemos vários ingredientes que extraímos de espécies como o medronho, a perpétua roxa, a cidreira ou o hibiscus (um poderoso corante), entre outros. Já estamos a estudar a melhor forma de introduzir os bioprodutos na produção das empresas. Estamos a tentar conseguir um protótipo. e a explorar alimentos de padaria e de pastelaria para integrar os bioprodutos”, descreveu Lilian Barros. As empresas demostram interesse neste projeto por se tratar de um negócio em potência. “A ideia é o IPB passar o conhecimento às empresas e depois estas explorarem o negócio”, acrescentou a investigadora. A investigação está também a despertar o interesse dos estudantes e vários alunos de mestrado fazem teses nesta área.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Centro de Investigação em Digitalização e Robótica do IPB procura parcerias com espanhóis

A Escola Superior de Tecnologia e Gestão em Bragança acolheu ontem o primeiro encontro transfronteiriço de investigação e inovação. 11 grupos de centros de investigação espanhóis aceitaram o convite do CeDRI, o Centro de Investigação em Digitalização e Robótica Inteligente do IPB, que nasceu em Janeiro deste ano.
Paulo Leitão, coordenador do CeDRI, explica que o objectivo do encontro é promover a cooperação entre instituições.
“Nós sendo um grupo recente, mas que já traz muitas competências do passado, decidimos trazer todos os grupos com que já temos algum contacto e parcerias no passado para fazer um fórum de apresentação, troca de ideias e partilha de conhecimentos visando o possível estabelecimento de cooperação e sinergias para o futuro, que podem passar pelo estabelecimento de projectos, investigação focada em dado objectivo conjunto e também o desenvolvimento de propostas de candidaturas de projectos transfronteiriços e europeus”, referiu.
O CEDRI conta com 18 investigadores das áreas da matemática, informática e electrónica e tem já em curso vários projectos com financiamento europeu, para além de desenvolver soluções de software e hardware para empresas multinacionais como a Siemens, a Whirlpool, a Electrolux, e a nível local a Catraport, que está instalada em Bragança.
Juan Carlos Fraile, escola de engenheiros industriais da Universidade de Valladolid, foi um dos participantes que mostrou interesse em parcerias com o IPB.
Doze centros de investigação da região de Bragança e Espanha nas áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação, Inteligência Artificial, Sistemas Ciber-físicos industriais, Robótica, Cidades inteligentes e Modelação e Simulação juntaram-se ontem em Bragança para definir parcerias.

Publicado por: “Rádio Brigantia”