ITSector promove workshops com alunos do IPB para captar talentos

A ITSector, tecnológica especialista no desenvolvimento de software para o setor financeiro, vai realizar, entre 20 de março e 5 de junho, um conjunto de workshops dirigidos aos alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), com vista a captar talentos na área tecnológica e, futuramente, integrá-los no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) que detém em Bragança, no Brigantia EcoPark. Com esta iniciativa, a empresa pretende, junto dos alunos dos cursos de Engenharia Informática, Informática de Gestão, Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas e Cibersegurança, disseminar boas práticas na área do desenvolvimento de software e da transformação digital, promovendo uma estreita articulação entre o tecido empresarial e o mundo académico.

“Queremos proporcionar aos alunos do IPB um contacto com uma empresa real, que lhes poderá fornecer exemplos concretos dos desafios do dia a dia. Atendendo à grande necessidade de recursos na área de TI, estes workshops visam a identificação e captação de talento jovem, sendo que em termos de oportunidades para integração de perfis recém-licenciados no CETAN, dispomos, no momento, de um total de 20 vagas”, adianta Gisela Oliveira, Talent Aquisition Manager da ITSector. Este conjunto de workshops irá abordar diversas temáticas da área das tecnologias da informação, como o Quality Assurance e Testes de Software, a Cibersegurança, o Mobile Software, e a Gestão de Projetos. Os alunos do IPB que pretendam participar neste plano de formação deverão formalizar o seu interesse contactando a empresa através do endereço de e-mail jobs@itsector.pt.

“Estes workshops terão um cariz bastante prático, onde se mostrará a ligação entre a teoria e a prática e onde serão dados a conhecer os principais desafios, dificuldades e estratégias numa empresa real”, sublinha Gisela Oliveira. Recorde-se que, no passado mês de janeiro, a ITSector celebrou com o IPB um protocolo de colaboração, com vista à integração de alunos dos cursos da área tecnológica do IPB no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) da ITSector em Bragança. No final do último ano, a empresa tinha também anunciado estar em processo de recrutamento para a unidade de Bragança, com o objetivo de, até final de 2019, aumentar o número de colaboradores para 80. Neste sentido, a ITSector vai também triplicar as instalações que ocupa no Brigantia EcoPark, passando dos atuais 220m2 para 600m2, com a abertura dos novos escritórios prevista para o final do primeiro semestre. Fundada no Porto, em 2005, e com Centros de Tecnologias Avançadas instalados em Lisboa, Braga, Aveiro e Bragança, a ITSector dispõe ainda de escritórios na Polónia, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia.

Publicado por: https://www.diariodetrasosmontes.com/noticia/itsector-promove-workshops-com-alunos-do-ipb-para-captar-talentos

Ter emprego é condição essencial para fixar pessoas na região

Um estudo feito, recentemente, pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB) sugere que mais de 40% dos seus estudantes gostariam de ficar a viver na região de Trás-os-Montes e Alto Douro se conseguissem emprego no final da sua formação.
Ter trabalho é o principal fator apontado pela docente Joana Fernandes para fixar pessoas na região. O problema é que esta zona do país está “pouco desenvolvida em termos de indústria e de serviços”.
E no que se refere aos serviços públicos “estão a ser cada vez mais limitados”, o que acaba por “limitar” a capacidade de evitar que as pessoas se vão embora. Joana Fernandes constatou que “muitos dos mais de 40% que gostariam de ficar na região são de outras zonas do país”. Mas para isso acontecer “têm de ter emprego”. Verificou também que mesmo sem essa garantia “cerca de 25% continuam interessados em permanecer”. Pelo menos, tentar. “Ou porque são da região, ou porque criaram família, ou porque gostaram tanto de estar cá que querem continuar”.

Descriminação positiva não chega

Ricardo Bento, docente investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto
Douro (UTAD), também defende que a única forma de a região reduzir a perda populacional é “arranjar maneira de manter os que cá estão”. E essa maneira é “criar condições económicas que permitam gerar emprego”, nomeadamente para “os jovens se fixarem, terem estabilidade, ganharem raízes, formarem família e terem filhos”. De outro modo não será fácil alterar o paradigma, já que, por um lado “nascem menos pessoas do que aquelas que morrem”. Por outro, “aumentar a natalidade é um fator que demora muitos anos a inverter”. Já o fator da migração pode ter “efeitos mais imediatos”. A verdade é que tal não aconteceu na medida desejada, apesar de tantos investimentos públicos de milhões feitos durante as últimas décadas no Douro e em Trás-os-Montes. O investigador da UTAD salienta que “não foram, muitas vezes, feitos numa lógica de criação de emprego”. Ou seja, foram criadas infraestruturas para “melhorar a qualidade de vida das pessoas”, o que também é “muito importante”, mas, insiste, “se não gerarem emprego dificilmente vão evitar que haja perda de habitantes”. Nos últimos tempos tem-se falado bastante das medidas de discriminação positiva anunciadas pelo Governo, mas Ricardo Bento está convencido que só vão resultar se “contribuírem para que as empresas invistam no território” e se lhes possibilitarem “maior competitividade face às do litoral”. “Medidas que não vão nesse sentido dificilmente vão resultar. Benefícios fiscais de redução das portagens podem resultar, mas não chega”, nota.

Apoio aos idosos
No IPB, onde estudam cerca de 8.500 pessoas, a problemática do despovoamento do interior também tem dado origem a alguns projetos, entre os quais um que visa desenvolver uma plataforma que, de acordo com Joana Fernandes, pretende “facilitar o acesso dos idosos a diversos serviços, como na área da saúde”. O trabalho de campo já realizado traduziu-se em “resultados desanimadores”, já que a região das Terras de Trás-os-Montes “está muito próxima dos 30% de população idosa”, meta que para o todo nacional “só deverá ser atingida em 2030”. Como se não bastasse, esta concentra-se em “zonas despovoadas, algumas isoladas, onde contam com cada vez menos ajuda”.

Menos 160 mil pessoas
A região de Trás-os-Montes e Alto Douro, que agora está dividida por três comunidades intermunicipais (Douro, Terras de Trás-os -Montes e Alto Tâmega), tinha, em 1981, 547 mil pessoas.
No final de 2017 tinha 388 mil. É uma diferença de quase 160 mil pessoas em 36 anos, segundo dados da Pordata relativos a 31 de dezembro de 2017. Os concelhos com menos gente são os de Mesão Frio e Vimioso com pouco mais de 4.000 pessoas; Freixo de Espada à Cinta, com 3.400; e Penedono com cerca de 2.600. Os concelhos com mais gente na região são os de Vila Real, com perto de 50 mil habitantes; Chaves, com39.500; e Bragança, com
com cerca de 33.700 residentes.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

3000 migrantes de 30 nacionalidades fazem de Bragança a sua casa

Autarquia brigantina oferece, anualmente, um almoço-convívio aos que, longe do país de origem, escolheram a cidade para viver.
Entre residentes oriundos de outros países e alunos de Erasmus, que optaram por estudar no politécnico brigantino, na capital de distrito há quase três mil migrantes a fazer vida. A tranquilidade da cidade, o ambiente, as condições de trabalho e a forma como os brigantinos recebem as pessoas são os grandes motivos apontados por estas pessoas que fazem da cidade a “casa” de 30 nacionalidades diferentes. Delma Fernandes, filha de portugueses, veio da Bahia, no Brasil, há 17 anos e diz que aqui “há melhores condições”. Quanto ao que mais gosta, não tem dúvidas: é “paz” e a “tranquilidade”. Delma diz que nunca teve nenhuma dificuldade, note-se que “nem mesmo com o frio” quis ir daqui embora, e sempre trabalhou na área da restauração mas hoje em dia toma conta de uma senhora de idade. De uma cidade perto de Turim, na Itália, veio Gabriele Abellonio. Inicialmente o jovem veio para o IPB mas por aqui ficou. “Estou aqui há três anos e meio, acabei o curso e decidi ficar por causa da liberdade”, contou Gabriele, que trabalha na incubadora de empresas do politécnico. Das terras de Vera Cruz veio também Antónia Abreu, do Maranhão. Em Bragança há 15 anos, veio à procura de “novas
oportunidades” e diz que vai continuar cá “para sempre” pois, apesar de sentir falta da família, confirma que foi bem acolhida e gosta de estar aqui. Antónia começou por trabalhar como ajudante de cozinha e agora é família de acolhimento da Segurança Social. Na cidade há dois anos e meio, da capital do Nepal, Catmandu, veio Saurabh Poudel, de 20 anos. Primeiro veio sozinho, também de Erasmus e depois acaboupor convencer os pais a vir para Bragança, onde abriram um restaurante. “Vi que aqui havia um bom ambiente para abrir um restaurante de comida indiana e nepalesa e trouxe os meus pais”, contou.
Todos os anos, e contam-se já 15, através da iniciativa “Bragança e a Comunidade Internacional” alguns destes
migrantes juntam-se para um almoço-convívio que a autarquia lhes oferece para os conhecer “noutros contextos” e também para se conhecerem entre si e poderem “partilhar dificuldades e anseios”, explicou a vereadora da autarquia, Fernanda Silva.
Estes migrantes, sentem dificuldades que passam pela língua, mas para isso já há o ‘Português Para Todos’, a funcionar na escola Emídio Garcia. Estão, sobretudo, a trabalhar em algumas fábricas da cidade mas a vereadora afirma que se está a tentar que integrem outras áreas, “nomeadamente em serviços públicos”, porque “a cidade só tinha a ganhar”.
A maioria dos alunos de outros países, no politécnico, vêm de Cabo Verde mas em relação à comunidade que aqui se fixa, a mais representativa é a brasileira. O almoço reuniu 150 pessoas, no sábado.

Publicado por: Jornal Nordeste

IPB apontado como exemplo por perito internacional

O Instituto Politécnico de Bragança é um exemplo a seguir para os seus congéneres europeus. A ideia foi deixada terça-feira, em Bragança, pelo investigador holandês Jon File, durante um Simpósio dedicado às estratégias de internacionalização das Universidades de Ciências Aplicadas (UAS) na Europa, incluído na Semana de Internacionalização e Competitividade.
“Tenho informação de oito instituições. Nesse grupo, Bragança está claramente muito bem posicionado em diferentes dimensões. Tem programas em inglês, pessoa internacionalizado, mobilidade estudantil, investigação em parceria com pessoas de outros países”, sublinhou Jon File, que destacou ainda o facto de “a situação na região não ser a mais fácil de lidar”.
“Oferecer cursos de curta duração em locais mais perto do litoral é uma boa ideia, atrair pessoas do Brasil é bom mas, sobretudo, o importante é estabelecer parcerias”, apontou.
Este investigador holandês frisou que “é preciso perceber os
pontos fortes” da instituição.
“O centro de investigação de montanha é de classe mundial.
Podem construir coisas semelhantes em campos em que são bons”, aconselha. Sobre a importância da internacionalização,
entende que “é uma forma de contactar com outras especializações e melhorar as próprias capacidades. É uma forma de sobreviver no futuro. A demografia portuguesa, em geral, é complicada e o movimento de pessoas para Lisboa ou o Porto não vai parar”, sentencia. Por outro lado, no estrangeiro “quem conhece o IPB respeita-o”. “Mas há muita gente que não o conhece”, sublinha. No entanto, “os politécnicos portugueses são cada vez mais compreendidos nos outros países, pois são um setor importante de Portugal”, concluiu.
Antes de Jon File já o ministro da Ciência e Ensino Superior,
Manuel Heitor, tinha apontado caminhos à internacionalização.
“Não há dúvida nenhuma pois estamos na Europa e queremos cada vez mais uma Europa com mais Portugal e Portugal com mais Europa. O papel do ensino superior é crítico. Nos últimos 20 anos, após Bolonha, multiplicámos por quatro a mobilidade,
criámos as formações curtas, multiplicámos por cinco as formações pós-graduadas”, resumiu. Por outro lado, o governante acredita que “internacionalizar é, também, empregar mais. E essa é, também, a responsabilidade do ensino superior. As nossas empresas trabalham em mercados globais e estudar no ensino superior é, também, aprender culturas, práticas, nomeadamente
no contexto que vai muito para além das regiões e de Portugal”, explicou. O ministro defendeu que “a internacionalização do ensino politécnico é particularmente crítica”.
“Por um lado, para desenvolver a formação de adultos, sobretudo através das formações curtas. Em segundo lugar, com as formações especializadas. Em terceiro, com as práticas de ensino-aprendizagem. Hoje, na Europa, a formação de redes entre instituições requer, cada vez mais, consórcios nacionais para terem massa crítica associada às redes europeias. Este seminário
é particularmente oportuno, 20 anos depois de Bolonha de 40 anos depois do ensino politécnico em Portugal. Hoje, criar emprego e criar riqueza requer indiscutivelmente quadros qualificados. As empresas que operam em mercados globais procuram e precisam de quadros qualificados.
O papel do ensino superior, em articulação cada vez mais estreita com as empresas, é a única solução para uma sociedade mais moderna, competitiva, com mais coesão, e requer do lado das
instituições, sobretudo do ensino politécnico, a adaptação da oferta formativa, sobretudo através de formações curtas”,
apontou. Manuel Heitor está convencido que “a experiência que os politécnicos trouxeram para Portugal através das formações curtas iniciais, os TESPs, é hoje fundamental estender-se aos adultos e à pós-graduação”. “E esse é um processo que só pode ser feito com os empregadores e que envolve, também, uma responsabilização coletiva das instituições e dos empregadores.
Temos hoje exemplos muito bons, nomeadamente em Bragança”, frisou o ministro da Ciência. Ensino superior estará mais próximo das empresas. O governante acredita que “o ensino tradicional nunca terminará, tem é de ser complementado com novas práticas e cada vez mais adotar processos de ensino-aprendizagem ativa”.
“Hoje os estudantes têm acesso a muita informação e o papel será criar mentes criativas, estabelecer o diálogo, que só pode ser feito se ensino, investigação e inovação estiverem em estreita colaboração. Este triângulo educar, investigar e inovar, é essencial”, frisou. Manuel Heitor sublinha que as mudanças no ensino politécnico “já estão em curso”.
“Trazer mais as empresas para os politécnicos e desenvolver mais as formações curtas”, frisou o ministro.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Norte Digital em Bragança

Bragança foi o local escolhido para mais uma sessão de informação Norte Digital. No passado dia 3 de Outubro, a Brigantia EcoPark recebeu mais de 40 participantes numa sessão dedicada as diversas oportunidades para o mundo do comercio eletrónico para as empresas nacionais, bem como métodos de pagamento e as dificuldades no mundo empresarial.
O Norte Digital é um projeto que visa ajudar as PME do Norte do país a beneficiarem das potencialidades da presença na Economia Digital e no Comércio Eletrónico.
A sessão de abertura contou com Hernâni Dias, Presidente da Camara Municipal de Bragança, que enalteceu a escolha de Bragança para a realização de da Sessão de Informação Norte Digital, realçando a importância desta iniciativa para as PME do norte bem como para as da região.
Na sessão de abertura esteve também presente o Presidente do Instituto Politécnico de Bragança, Orlando Rodrigues que demostrou todo o apoio do Instituto neste Projeto, esteve ainda presente o Coordenador Norte Digital – AECPI, António Teixeira, que falou um pouco sobre o projeto e os seus principais pontos focais, realçando também o facto de 60% das empresas Portuguesas, não tem qualquer presença no Mundo Online, sendo um dos grandes objetivos do Projeto mudar estes valores, relembrando que o “digital” não é só para as grandes empresas, mas sim para todo o tipo de empresas “A Economia Digital é algo que não pode ser desprezado”, “Os Portugueses maioritariamente das vezes compram Online, mas em sites estrangeiros, visto que em Portugal os sites Online, são muito poucos”.
Na estratégia de conteúdos Online de marcas locais, João Miguel Lopes, Docente Universitário e Formador em Transmedia Storytelling, abordou os temas de técnicas de Marketing, Redes Sociais, Facebook, Instagram, Twitter, Youtube e Email, bem como as diversas Campanhas Publicitarias para a promoção de um produto, empresa ou região, dando o exemplo de uma campanha para promover a cidade de Viseu, tendo como objetivo o aumento do numero de turistas e que a cidade começasse a ser um Ponto Turístico e um possível destino de Ferias “Nem sempre é necessário um grande capital para a criação e divulgação de um projeto”
O Country Manager Portugal Paysafe:cash, Paulo Aleixo explicou o método de pagamento da Paysafe, com ponto focal no novo método Paysafe:cash. A Paysafe é um método de pagamento pré-pago, e o novo método é um método pós pago, acabando por ser mais acessível a determinado tipo de utilizadores, explicando também o seu método de funcionamento tanto para a empresa como para o cliente. Referiu também a existência de 650.000 de pontos Paysafe em todo mundo, 24 mil localizados pelos diversos cantos de Portugal.
Das estratégias ao resultado, contamos com Pedro Costa, Digital Marketing Strategist da empresa “Loja do Shampoo”, loja essa avaliada em 9.7/10 considerada a loja do Mês em Portugal. Pedro Costa falou das diversas dificuldades que a empresa passou para o sucesso, bem como as estratégias criadas para o seu bom funcionamento “No inicio nenhuma marca de cosméticos queria trabalhar connosco”, “Atualmente vêm de Lisboa, Porto para trabalharem com a nossa empresa”, “Build, Measure, Learn … Prepare-se para estar errado”.
A sessão terminou com o testemunho de três casos de sucesso no mundo Online, contando com a presença de Márcio Vara, OldCare, Cristina Barros e Liliana Passos, Bestkids que abordaram o tema principal da sua empresa, que é a venda de produtos para bebes, referindo a dificuldade que era encontrar determinados produtos na Região de Bragança e Ana Barreira representante da empresa E-Coordina.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

“Queremos melhorar a competitividade nas empresas”

Luís Pires é o responsável pelo projeto e diretor da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo de Mirandela
MDB: Porque foi este projeto atribuído ao IPB?
Luís Pires: O Instituto Politécnico de Bragança tem dedicado, nestes 35 anos de existência, uma parte substancial da sua ação à concretização de projetos que resultem, efetivamente, em transferência de conhecimento, de tecnologia ou de forma menos ambiciosa na tentativa partilhada de resolução de pequenos problemas, complexos e customizados, que nos são colocados pelo nosso entorno produtivo ou administrativo. Esse capital de ação possibilitou que, de forma discreta, mas consistente, a ação do IPB se disseminasse, tanto interna como externamente, crescendo internacionalmente, e possibilitando-nos atingir patamares de destaque. Foi com base nesta panóplia de iniciativas que nos tornámos parceiros de várias instituições internacionais e junto das quais granjeámos um capital de competência, evidenciando-nos enquanto putativos parceiros em ações que exijam valências que dominamos. Neste projeto, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, o IPB é um dos parceiros, com uma função bem definida e uma
ação territorialmente circunscrita, selecionado precisamente pelo conhecimento
que os nossos parceiros têm do IPB, da sua capacidade. Contextualizando na área do projeto A EsACT-IPB.
MDB: De que forma se vai desenvolver na região?
LP: O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto, está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretende identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários,
bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do projeto sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência
MDB: Qual o contributo que se espera para a economia do Nordeste Transmontano?
LP: O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação de tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos. Pretende-se promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
MDB: Como vai o IPB operacionalizar a sua aplicação?
LP: A execução destes projetos é complexa face à ambição que representam no sentido de emergir iniciativas piloto, de boas práticas, que se pretende sirvam de benchmark. São projetos com regras muito estritas, com orçamentos bem definidos e discriminados que não permitem margem de erro. Pretendendo o projeto a criação de redes de cooperação empresarial em zonas rurais transfronteiriças nos sectores agroalimentar (gourmet) e turístico, também a sua operacionalização será baseada em multidisciplinaridade, em rede, contando com a partilha de experiências entre os vários parceiros espanhóis e portugueses, numa perspetiva macro, bem como com os contributos de diversas
valências do IPB. Todo o projeto passará por diversas etapas e componentes, incluindo-se uma componente de recolha e tratamento de dados, que será sujeito a subcontratação, integrando-se com a capacidade de intervenção ao nível dos produtos autóctones, que poderá dirigir-se para a participação da componente alimentar, na valorização de produtos gourmet ou trabalhando outros recursos endógenos em cada área, seja na valorização de áreas naturais, culturais e patrimoniais e infraestruturas de apoio turístico e tecnológico Nesta sociedade mediática, das redes sociais, de grande avidez, de interação, de experiências, a componente promocional, de capacidade de evidenciar, de colocar no mapa o que de bom estas terras têm, é um fator crítico ao sucesso de todo o projeto.
A capacidade de melhorar produtos e serviços, seja ao nível do processo, do produto, da plataforma ou de paradigma tecnológico, e a posterior capacidade
de disseminar o resultado, de forma estruturada, resultará num incremento competitivo. Face às formações de comunicação e jornalismo, multimédia, design de jogos digitais, e marketing turístico, que a EsACT-IPB acolhe, cremos existir massa critica capaz de intervir na produção de conteúdos, na comunicação, possibilitando a tal componente de expansão que se pretende.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB cresce 95 vagas e dois cursos novos

O Instituto Politécnico de Bragança viu serem-lhe atribuídas mais 95 vagas do que no ano passado. O anúncio foi feito pelo Ministério do Ensino Superior, ontem, dia em que começou a fase de candidaturas ao Ensino Superior. Ao todo são 2003 vagas, que resultam num aumento de oferta em 15 cursos já ministrados e na abertura de dois novos cursos no próximo ano letivo.
O IPB vai abrir Comunicação e Jornalismo no próximo ano letivo, com 25 vagas, para além de música em contextos comunitários, com 30.
Para além disso, os cursos de Solicitadoria, Turismo, marketing e publicidade, ciências informáticas, tecnologia biomédica, Tecnologia e Gestão industrial, Engenharia de Energias Renováveis, Informática de Gestão, Gestão, Engenharia Mecânica, Contabilidade, Desporto, Inglês Espanhol, Biologia e Biotecnologia cresceram no número de vagas disponíveis.
Tecnologia alimentar distinguida
Entretanto, ficou ontem a saber-se que o curso de Tecnologia Alimentar do IPB é um dos 50 melhores do mundo de acordo com o ranking de Xangai. Ficou na 33ª posição. No total estão representadas 15 instituições de ensino nacionais, das quais 12 são universidades públicas.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Concurso ao ensino superior arranca com mais 1080 vagas em instituições fora de Lisboa e Porto


Politécnicos de Coimbra e de Bragança e universidades do Minho e de Évora são as que aumentam mais lugares. Já as instituições das duas maiores cidades perdem 1066. A correção na distribuição territorial de vagas imposta pelo ministro é a grande novidade deste ano
Com apenas mais 14 vagas do que em 2017 (num total de 50.852), as candidaturas ao concurso nacional de acesso ao ensino superior arrancam esta quarta-feira, com os alunos a poderem escolher entre quase 1100 licenciaturas e mestrados integrados. A grande diferença é que encontrarão menos lugares nas nove instituições localizadas nos distritos de Lisboa e do Porto – a exceção é a Escola Superior Náutica Infante D. Henrique, por não haver oferta semelhante no país – já que todas tiveram de cortar 5% na oferta em relação aos lugares que cada uma disponibilizou nos concursos dos anos anteriores.
Quanto às universidades e politécnicos localizados nas restantes regiões do país, todas puderam aumentar as vagas em 5% e ainda mais se reforçassem as apostas em áreas tidas como estratégicas como Física e Tecnologias da Informação, Comunicação e Eletrónica. Aliás, as instituições de ensino superior de todo o país tiveram de manter o mesmo número de lugares para os cursos nestas áreas e ainda em Medicina. Nem que depois tivessem de cortar mais noutras formações, para atingir os tais 5% de redução.
Na nota enviada à comunicação social, o Ministério apresenta os números finais: “Tendo em vista a correção dos desequilíbrios territoriais na evolução recente do ensino superior público em Portugal, a distribuição de vagas inclui um aumento de 1080 nas instituições localizadas fora de Lisboa e do Porto (totalizando 29.851) e a redução de 1066 vagas nas instituições de Lisboa e Porto (totalizando 21.001).

Olhando mais em pormenor para o que se passou em cada instituição é visível que as mil vagas a mais não foram aproveitadas pelas escolas de igual forma. Em termos absolutos, as instituições que aproveitaram para abrir mais lugares foram a Universidade do Minho (mais 136 lugares) e o Instituto Politécnico de Coimbra (mais 131), situados em cidades que estão longe de ser as mais afetadas pela saída das populações e dos jovens em particular.
Só a seguir surgem o Instituto Politécnico de Bragança (mais 95) e a Universidade de Évora (87) – em termos relativos, esta última instituição foi até a que aumentou mais a sua oferta com uma subida de 8%.
Noutros casos, os dirigentes académicos entenderam que não tinham capacidade para reforçar ou oferta ou que não teriam mais procura pelo simples facto de abrir muito mais lugares. Foi o caso do politécnico de Santarém, que até reduziu a sua capacidade em 29 lugares. Já os de Leiria e de Viseu optaram por oferecer apenas mais 15 e 6 lugares. Na Universidade dos Açores manteve-se tudo igual.

Metade dos alunos em Lisboa e Porto

A crescente concentração do número de estudantes inscritos em instituições de ensino superior público de Lisboa e do Porto e a deslocação de jovens do interior para estas cidades está na origem da determinação do ministro Manuel Heitor em impor cortes na oferta nestas áreas metropolitanas.

A percentagem de inscritos em Lisboa e Porto aumentou de 42% em 2005/06 para 49% em 2016/17. Se a estes número se juntar os que frequentam o ensino privado, a concentração nas duas maiores áreas urbanas chega aos 54%, numa distribuição que não tem paralelo quando se olha para outros países europeus, indicam os dados compilados pelo Ministério. Na vizinha Espanha, por exemplo, as regiões de Madrid e Catalunha congregam 23% da população universitária. Na Holanda, Amesterdão e Eindhoven reunem 8%.
Além disso, tem lembrado o ministro, o aumento de vagas, desde o início deste século, de 42% no distrito de Lisboa e de 13% no do Porto não é minimamente proporcional ao crescimento da população residente (5% e 3%, respetivamente), nem à diminuição de frequência do ensino secundário dos últimos anos.

Fuga para o privado?
Será preciso esperar pelos resultados do concurso de acesso, em setembro, para perceber se esta nova política de vagas teve impacto numa redistribuição dos alunos.
Os responsáveis das instituições de Lisboa e do Porto têm dito que não e têm antecipado efeitos perversos como a desistência do ensino superior (por parte de quem não consegue entrar naquela que seria a sua primeira opção).

Mas nos dados sobre os números deste concurso, o Ministério também afasta estes receios. Segundo as contas da tutela, há 316 licenciaturas e mestrados integrados a funcionar em Lisboa e no Porto que tiveram no ano passado uma taxa de ocupação superior a 95% logo após a 1ª fase do concurso. Estes serão os que seriam atingidos se mantivessem a procura e atendendo agora ao corte de 5% nas vagas. Destes há 41 que estão ‘protegidos’ por serem das áreas definidas como estratégicas e que não podem sofrer redução de oferta.
“Dos 275 que sobram e poderão ter redução de vagas, 85 não têm ofertas similares no privado na mesma cidade, o que limita a temida deslocação ‘massiva’ para o ensino privado”, escreve o Ministério.
Finalmente, o ministério lembra que as instituições públicas das duas maiores cidades, apesar da sua dimensão e recursos, não têm atraído tantos novos estudantes internacionais como outras escolas mais pequenas. E que esta deve ser uma aposta, já que “Lisboa e Porto têm somente 16% dos novos estudantes internacionais inscritos em Portugal”.
Neste campeonato ninguém bate o Politécnico de Bragança que em dois anos mais que triplicou este contingente.

Publicado por: “Jornal Expresso”

Marcelo promete levar corpo diplomático a Bragança

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, prometeu nesta sábado levar o corpo diplomático a Bragança, com o pretexto de visitar o Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, a pintora que homenageou na cidade transmontana.
O centro que é um marco cultural em Bragança, comemora dez anos e “ainda bem que existe”, segundo o Presidente pois “talvez seja possível encontrar um bom argumento” para levar a este território transmontano os embaixadores acreditados em Portugal.
Marcelo referiu que tem levado o corpo diplomático a visitar vários pontos do país e agora deixou a promessa para Bragança: “veremos como e quando”.
O chefe de Estado elogiou a obra da pintora transmontana que é a “madrinha” do centro de arte, realçando a “natureza comunitária” da mesma, “não apenas porque traduz as suas raízes, mas porque ela continua a sofrer com toda a humanidade, de forma predominantemente angustiada, mas muitas vezes esperançosa”.
“Eu devo dizer que sou feliz porque acordo todos os dias e o primeiro quadro que vejo é uma obra de Graça Morais. Está em frente da minha cama, pequenina, é um retrato de uma jovem que é mais esperançosa que angustiada e, portanto, começo bem o dia e uma parte do meu optimismo, embora realista, se deve a esse retrato da Graça Morais e não tenciono retirar de onde está”, partilhou o presidente.
O Centro de Arte Contemporânea tem mostrado a obra da artista e nas comemorações dos dez anos inaugura justamente uma nova exposição com cerca de 80 inéditos.
Ao longo desta década, têm passado por Bragança grandes nomes nacionais e estrangeiros, paralelamente a várias actividades, sobretudo destinadas a crianças.
O centro funciona num edifício histórico reabilitado pelo arquitecto Souto Moura e toda a dinâmica deu origem a outros projectos como o Laboratório de Artes de Montanha, que foi formalizado hoje e vai dedicar-se a observar e documentar a obra de Graça Morais.
A ideia foi impulsionada pelo ministro da Ciência e Ensino Superior, Manuel Heitor, que esteve também presente em Bragança, indicando que este projecto “vai criar um novo foco de emprego científico” que permitirá a investigadores e estudantes do politécnico de Bragança estudar a obra da pintora.
O projecto foi apresentado como pioneiro no país e junta várias entidades, nomeadamente Câmara de Bragança, Instituto Politécnico de Bragança, Centro de Arte Contemporânea, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da universidade Nova de Lisboa, Instituto da História da Arte e apoio da Fundação da Ciência e Tecnologia, além da própria Graça Morais.
O presidente da República está em Bragança, onde vai ainda inaugurar o Centro de Acolhimento Empresarial das Cantarias e visitar a Santa Casa da Misericórdia de Bragança.

Publicado por: “Público”

Presidente do Politécnico de Bragança distinguido com medalha de mérito científico

O presidente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Sobrinho Teixeira, foi este sábado distinguido com a medalha de mérito científico “Ciência”, pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor.
O ministro entregou a medalha, em Bragança, à margem da cerimónia das comemorações dos dez anos do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais, em que participou também o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
As medalhas de mérito científico “Ciência” destinam-se a galardoar as individualidades nacionais ou estrangeiras que, “pelas elevadas qualidades profissionais e de cumprimento do dever, se tenham distinguido por valioso e excecional contributo para o desenvolvimento da ciência ou da cultura científica em Portugal”, segundo o ministério.
O galardoado, João Sobrinho Teixeira é licenciado em Engenharia Química pela Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e doutor em Engenharia química pela mesma Universidade.
De dezembro de 2008 a janeiro de 2013 foi presidente do conselho coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos – CCISP.
De janeiro de 2011 a janeiro de 2013 integrou a direção da European Network for Universities of Applied Sciences – UASNet.
Desde setembro de 2014 integra o Conselho de Administração da AULP (Associação das Universidades de Língua Portuguesa).
Foi presidente do Instituto Politécnico de Bragança, nos últimos oito anos, “durante os quais desenvolveu a capacidade científica em Bragança e a relação com países lusófonos de forma inédita em Portugal”, esclarece o ministério.

Publicado por: “Açoriano Oriental”