Serão precisos seis anos para minimizar a vespa da galha do castanheiro

Estão identificados mais de 600 pontos infectados com a vespa da galha do castanheiro em soutos do concelho de Vinhais. Os focos desta praga, que já deverá ter impacto na produção do próximo outono, triplicaram, pois no ano passado tinham sido identificados cerca de 130. A esperança dos produtores de castanha reside agora na luta biológica, através das largadas do parasitóide (Torymus sinensis). “No ano passado aqui em Vinhais fizemos 52 largadas do parasitóide, ainda que inicialmente só tivesses definidos 36, fizemos mais porque alguns pontos são de um projeto do IPB e de um projeto transfronteiriço. Este ano vamos fazer 158. Fizemos a monitorização dos pontos onde foram feitas e concluímos que em 86 % os parasitóides se instalaram”, referiu Albino Bento, o professor do Instituto Politécnico de Bragança que está a coordenar o trabalho sobre
a praga no âmbito da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, durante a apresentação dos resultados do Plano de Ação para o controlo do inseto realizado no concelho de Vinhais.
O investigador considera os resultados alcançados “muito interessantes”, porque as conclusões da monitorização
realizada em 15 dos 36 pontos de largada revelam que “o parasitóide apareceu em 13 desses locais, o que significa que em mais de 80% o paraitóide instalou-se”, explicou. Foram colhidas 150 galhas. “Eu ficaria satisfeito se aparecesse em duas ou três
galhas, mas temos casos em que aparece em mais de uma dúzia”, acrescentou Albino Bento. O presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, e o presidente da associação ARBOREA, Abel Pereira (que representa a maioria dos produtores de castanha do concelho de Vinhais), estão confiantes de que em cinco ou seis anos o problema estará resolvido face aos bons resultados da luta biológica. Os concelhos de Bragança e Vinhais são os maiores produtores de castanha do país, representando 55 % da área de castanheiro nacional. Daí que o município de Vinhais tenha investido cerca de 30 mil euros na luta biológica nos dois últimos anos. Em Bragança e Macedo de Cavaleiros os focos de infeção são em menor número. No primeiro concelho estão previstos 19 pontos de largada e no segundo apenas quatro. No entanto, Albino Bento estima que possa haver surpresas, “sobretudo, em Bragança, porque podem aparecer mais casos”. Em Vinhais há menos hipótese de imprevistos, uma vez que a ARBOREA fez um levantamento exaustivo dos soutos pelas várias aldeias. O estudo revela que após o primeiro ano de luta biológica a taxa de incidência do parasita que combate a praga é de meio por cento. No segundo ano passa para 3 a 4%, ao quarto deve estar em mais de 20%, e só no quinto ano pode atingir 70% ou mais. “A continuar como até agora ao fim de cinco ou seis anos podermos ter o problema resolvido, mas teremos três quatro anos com prejuízos na produção”, afirmou Albino Bento. Abel Pereira revelou que está mais confiante com os bons resultados da luta biológica já alcançados. “Sabemos que ao terceiro ano teremos 10% de quebra na produção e ao quarto ano já será de 20%. Se conseguirmos inverter nestes cinco ou seis anos podemos não passar dos 30 % de prejuízo. Se o mercado cobrir com o preço mais alto, os prejuízos podem não ser tão reais “, enumerou.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança

Azeite do IPB medalhado com prata em Los Angeles

Extraído de azeitonas produzidas na Quinta do Pinheiro Manso da Escola Superior Agrária, do Instituto Politécnico de Bragança, “Azeite Sta Apolónia – Honor Edition” foi distinguido com medalha de prata no concurso “Los Angeles Extra Virgin Olive Oil Awards”. Trata-se de mais um produto com assinatura CIMO-IPB, uma vez que resulta de uma parceria entre os investigadores e docentes José Alberto Pereira e Nuno Rodrigues, e a empresa Olimontes, proprietária do lagar onde é extraído o “Azeite Sta Apolónia”. Elaborado a partir de azeitonas das variedades tradicionais Cobrançosa, Madural e Verdeal Transmontana, este azeite, agora medalha de prata em concurso internacional “é a confirmação de um trabalho de excelência no sentido de produzir azeites de elevada e reconhecida qualidade”, refere o IPB. O concurso de Los Angeles que premeia a nível internacional os melhores Azeites Virgem Extra, celebra em 2019, 20 anos desde a primeira edição.

STA. APOLÓNIA – IPB www.Masaedo.pt SILVER MEDAL Medium, Honor Edition, Portugal

Publicado por: Mensageiro de Bragança

Politécnico de Bragança cria centro-irmão em Cabo Verde para investigação

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) está a ajudar a instalar em Cabo Verde um centro irmão do mais prestigiado polo de investigação da instituição portuguesa, o CIMO, que foi hoje motivo para um encontro das partes envolvidas.
Entidades políticas e académicas do país africano estiveram hoje, em Bragança, na sessão de lançamento do CIMO Cabo Verde, que ficará instalado da universidade local e que será uma extensão do Centro de Investigação de Montanha do IPB, com a colaboração dos investigadores portugueses no desenvolvimento da produção agroalimentar.
O CIMO Cabo Verde deverá entrar em funcionamento “até meados deste ano”, como indicou Isaurinda Baptista, diretora da Escola Superior de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade de Cabo Verde, onde ficará a funcionar este centro de investigação.
“Cabo Verde é um país de montanha e a investigação neste domínio irá proporcionar uma oportunidade para desenvolvermos produtos de valor e que sejam utéis para as comunidades que vivem nas montanhas”, explicou.
Segundo disse, “Cabo verde já tem desenvolvido bastante investigação no setor agrário e com resultados bastante satisfatórios no domínio da produção, mas este será um centro que valorizará o ambiente montanhoso”.
A Universidade de Cabo Verde, como notou, tem “muita dificuldade em atrair estudantes para os cursos de agronomia” e com este centro de investigação acredita que conseguirão atrair mais gente. Os responsáveis locais acreditam que têm “muito a ganhar com a experiência do CIMO Portugal”, um marca do politécnico de Bragança que “está a ter grande projeção mundial”, como salientou o presidente Orlando Rodrigues. O politécnico de Bragança conta com apoio do Governo português e financiamento de fundos comunitários para instalar em Cabo Verde este que pretende “seja um centro de investigação irmão”, que irá também “criar emprego cientifico em Cabo Verde”.
“Estamos convencidos de que vamos fazer aqui uma cooperação interessante e com impacto em Cabo Verde na melhoria das condições de vida do povo e da produção alimentar em particular”, declarou orlando Rodrigues.
No CIMO de Bragança há investigadores cabo-verdianos e a comunidade deste país é a mais representativa, mais de mil entre os dois mil alunos estrangeiros de 70 nacionalidades que frequentam o politécnico, num total de oito mil estudantes.
O conselheiro da embaixada de Cabo Verde em Portugal, Elias Andrade, realçou que esta cooperação entre Cabo verde e o politécnico de Bragança “é uma relação antiga e muito importante”, que tem contribuído para a formação de “muitos cabo-verdianos”.
“Estas instituições comuns (como o CIMO) são sempre um valor incorporado que faz com que os dois países se projetem conjuntamente para além do seu mercado interno”, considerou.
Tratando-se de um centro de investigação é, para o representante diplomático, “muito importante porque vai produzir conhecimento muito importante sobretudo para tudo o que tem a ver com a cadeia alimentar, investigação na área da produção de alimentos, das plantas, do meio marinho”.
Elias Andrade garantiu que a comunidade cabo-verdiana “sente-se integrada tanto no ensino como na própria população” de Bragança e referiu que há alguns estudantes que acabam por ficar depois de concluírem a formação.
Mas a aposta do país é fazer regressar os jovens qualificados como Dilma Vieira, que há mais de uma década estudou contabilidade no IPB e regressou a Cabo Verde depois de concluir a formação. É agora vice-presidente da Associação de Jovens Empresários de Cabo Verde, responsável pelo pelouro empreendedorismo e internacionalização, que faz a ligação entre o Governo e os jovens empresários. Como partilhou com a Lusa, veio para Portugal “ganhar competências e conhecimento para ajudar o país a crescer” e assegurou que, tal como ela, “os alunos que estudaram em Bragança e regressaram todos estão empregados, uns como empreendedores, outros em cargos públicos, outros em empresas”.
Segundo disse, as maiores necessidades do país ao nível de quadros são nas áreas da tecnologia, formação profissional, docentes, agronegócio” e apontou também oportunidades noutros setores como a indústria farmacêutica, num país onde 30% deste setor é sustentado pela produção nacional.

Publicado por: Diário de Notícias

IPB assina protocolos para criar oferta formativa adaptada ao mercado de trabalho

Para potenciar o aumento do ingresso no ensino superior e criar oferta formativa mais correspondente às necessidades do mercado de trabalho, foi assinado um protocolo entre a SONAE e Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos, o CCISP
Esta foi a ideia deixada pelo presidente do CCISP, Pedro Dominguinhos. “Tem sobretudo três dimensões: trabalhar em conjunto com a SONAE para a criação de cursos de curta duração para responder a necessidades claras que a empresa tem nos próximos anos com o plano de expansão. A segunda dimensão prende-se com o desenvolvimento de projectos de investigação aplicada onde queremos é identificar necessidades concretas das várias insígnias do grupo para, através da investigação que se faz nos diferentes centros dos politécnicos, melhorar a performance, o desempenho e a inovação. A terceira dimensão pretende atrair mais jovens para o ensino superior em Portugal”.Para intensificar a formação em contexto de trabalho, fazer planos de formação e intercâmbio de especialistas, conforme explicou o presidente do IPB, Orlando Rodrigues, além deste, houve um segundo protocolo de cooperação com sete empresas instaladas no Brigantia EcoPark das áreas das Tecnologias de Informação e Comunicação e Eletrónica. “Temos aqui no Brigantia EcoPark um conjunto de empresas
da área da informática que são empresaas, algumas delas, com uma grande dimensão. O que acabámos de fazer foi estabelecer uma pareceria duradoura com estas empresas que nos vai permitir formar pessoas já de acordo com as necessidades dessas empresas havendo um diálogo permanente e simultaneamente que possamos desenvolver com essas empresas projectos de inovação, de desenvolvimento. Face às mudanças globais, às necessidades de novos profissionais entendemos que temos que cada vez mais formar”.
Frisando a dinâmica que se está a criar, presente na assinatura destes protocolos esteve ainda o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor. “Por um lado, o que se passou nos últimos dois anos e nos últimos meses, de atracção de empresas na área digital, para criar novos postos de trabalho, o protocolo com as sete empresas, mostra bem a dinâmica que se está aqui a criar. Por outro lado, num contexto diferente mas complementar, a assinatura entre um grande grupo e a rede dos institutos politécnicos mostra bem a dinâmica da criação de empresas associadas ao ensino superior”.
A celebração destes protocolos aconteceu no âmbito da Semana Aberta e de Internacionalização e Competitividade do politécnico de Bragança.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Cigarrinhas são propagadoras mas também podem ser solução para o combate à bactéria que ameaça agricultura

Um inseto conhecido como cigarrinha é o responsável pela propagação da bactéria Xylella fastidiosa, mas é também a solução para esta ameaça à agricultura, em estudo num projeto internacional que tem como parceiro português o Politécnico de Bragança. Desde a década de 1980 que a bactéria está identificada e tem provocado quebras avultadas nas videiras dos Estados Unidos da América, nos pomares de laranja da Baía do Brasil e nos olivais de Itália. Chegou à Europa em 2013 e, desde então, já foi detetada também em França, Holanda, Alemanha, Espanha e, no início de janeiro, em Portugal, em plantas de lavanda num jardim de um ‘zoo’ de Vila Nova de Gaia.
Em 2016, surgiu um projeto europeu com 39 parceiros, entre os quais o Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que representa Portugal e que está a estudar os vetores, aqueles que propagam a bactéria que causa destruição em mais de 350 variedades de plantas agrícolas e ornamentais, como disse à comunicação social José Alberto Pereira, o coordenador nacional. No laboratório de bioagrotecnologia do IPB há uma equipa de três bolseiros e outros investigadores a estudarem a espécie de cigarrinha que mais preocupa nesta problemática e que é a cigarrinha das espumas. Os sinais da presença deste inseto, como explicou o coordenador, são visíveis na primavera, sobretudo nas plantas rasteiras, nas quais se observa com frequência a presença de uma espuma entre as folhas. Trata-se de um produto segregado pelas cigarrinhas, que se alimentam de vegetais. Nem a espuma, nem as cigarrinhas são uma ameaça, a não ser que a planta de que o inseto se alimenta esteja infetada com a bactéria Xylella fastidiosa. Nesse caso, depois de ingerir a planta, se o inseto for alimentar-se de outra vai contaminá-la, num processo de contágio idêntico à transmissão de doenças humanas como a malária, propagada pela picada de um mosquito.
José Alberto Pereira explicou que a bactéria passa para a planta e aloja-se no xilema (os vasos condutores da seiva), provocando a obstrução dos mesmos e matando a planta.
O ramo afetado seca e destruir a planta contaminada é atualmente a única solução.
“É impossível destruirmos as plantas todas, pelo que os investigadores procuram arranjar forma de atacar o mal por aquele que o propaga: o vetor”, indicou. Destruir o inseto, a cigarrinha, ou diminuir a população, provocando uma quebra no ciclo de reprodução, são algumas das possibilidades em estudo e que podem passar pela colocação de armadilhas idênticas às utilizadas para as moscas. A luta biológica é a linha orientadora da investigação que ainda não aponta prazos para chegar à solução. Os diferentes parceiros continuam a estudar os vetores no terreno, que no caso de Portugal abrange olival, vinha e amendoal de Trás-os-Montes até à região de Setúbal e irá avançar, este ano, para o estudo nas zonas de citrinos. Até existir uma proposta de combate por parte da comunidade científica, a contenção da ameaça passa por procedimentos de cautela por parte de agricultores e comércio na aquisição de plantas e
atenção à suspeita de possível contaminação, que deve ser comunicada às autoridades. Além da importação de plantas contaminadas, a bactéria pode ser transportada por outras vias de mais difícil controlo, como explicou, nomeadamente nos contentores que chegam aos portos marítimos. Na luta contra esta bactéria, o politécnico de Bragança está também a trabalhar com o INIAVE, o Instituto Nacional de Investigação Agrária e Veterinária. Faz também parte de uma rede Ibero-americana criada recentemente para estudar esta ameaça internacional que pode colocar em risco extensas manchas de culturas com elevado valor económico.

Publicado por: “Mundo Português”

IPB organiza o I Congresso Internacional em Inteligência Emocional

Instituto Politécnico de Bragança, IPB organiza o I Congresso Internacional em Inteligência Emocional e o III Seminário Internacional em Inteligência Emocional – Educação, Inclusão e Desenvolvimento, nos dias 21 a 23 de fevereiro de 2019.

Este evento científico tem como finalidade divulgar e promover a discussão inter-pares, ao nível da Inteligência Emocional, da Competência Emocional e da Educação Emocional. O IPB, convida assim toda a comunidade civil, académica e profissional para viver 3 dias de partilha, debate e reflexão, a partir dos trabalhos apresentados, como novos desafios no âmbito das áreas temáticas científicas do ICIIE/III SIIE2019. O evento irá apresentar e oferecer novas formas de abordagem ao pensamento crítico em educação e inclusão, como recursos atuais e dinâmicos. Serão apresentadas sugestões técnico-didáticas e educacionais para o desenvolvimento emocional, cognitivo e social desde a infância, como um modelo de atuação que envolva a escola, a família, a comunidade e o desenvolvimento humano em geral. A organização conta com a presença de investigadores e profissionais, nacionais e internacionais, cujo interesse ou área de investigação se assumem como atuais promotoras das competências de professores, educadores, cuidadores em geral, bem como outros profissionais que se interessem pelas novas conceções de fenómenos multifatoriais, como o bem-estar, a educação das emoções, a resiliência, a felicidade e proporcione a todos os participantes um tempo-espaço de enriquecimento científico, técnico, profissional e pedagógico.

Publicado Por: Notícias do Nordeste

IPB tem “exportado” muitos estudantes de enfermagem

Nos últimos anos, a maior parte dos alunos de enfermagem do Instituto Politécnico de Bragança emigram quando acabam o curso. Uma tendência que se começa agora a inverter. Dados revelados à margem do I Encontro Internacional de Enfermagem da Escola Superior de Saúde de Bragança, que decorreu quinta e sexta-feira, em Bragança.
“Temos muito estudantes que concluem as suas formações, têm necessidade de emigrar e vão para o Reino Unido, por exemplo. Depois conseguem progredir na carreira, o que nos dá a garantia de que a nossa é uma formação de qualidade”, explicou ao Mensageiro Adília Fernandes, diretora da Escola Superior de Saúde. No entanto, a tendência tem vindo a ser invertida nos últimos dois anos. “Já começamos a ter mais emprego em Portugal mas, há dois anos, a maioria dos alunos iam para o estrangeiro”, garantiu.
“Na região vão ficando nos lares, nos cuidados paliativos, nas unidades de cuidados continuados”, acrescentou a mesma responsável, que nota a alteração de uma outra tendência.
“É verdade que quando concluem os cursos, a maioria prefere as unidades hospitalares mas nem sempre é possível e os lares vão permitir desenvolver as competências adquiridas. Mas já temos muitos estudantes que concluem a licenciatura e dizem que querem os cuidados de saúde primários, o que não acontecia”, apontou. Também Manuel Cruz, o presidente do Núcleo dos Estudantes de Enfermagem, responsável pela organização do Encontro, aponta esse fenómeno. “Alguns alunos já pensam em fazer o curso para sair. Se o país não oferece as oportunidades que desejam, olham para outros países onde se vão sentir economicamente e socialmente recompensados. A necessidade é cada vez maior”, frisa. Contudo, sublinha que “o nível da classe é diferente de há 15 anos”. “Começa a verificar-se a importância que o enfermeiro começa a ter nos hospitais. Mas falta alguma união à classe mas estamos no caminho certo porque esta nova geração já é mais reivindicativa e tem novos horizontes”, frisou. Este encontro juntou profissionais de Portugal e Espanha. “O objetivo era criar aproximação que já se começa a sentir entre Portugal e Espanha. Grande parte dos alunos que vão de Erasmus escolhe Zamora como primeira opção e eu fui um exemplo. No bem que fomos recebidos e nos acolhem do lado de lá sentimo-nos como em casa”, disse.

Publicado por: Mensageiro de Bragança

Prémio José Adriano Gomes Pires vai distinguir empreendedores e homenageia malogrado diretor da ESTIG

Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP) instituiu um prémio de empreendedorismo que será denominado José Adriano Gomes Pires, em jeito de homenagem ao antigo diretor da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança, que faleceu em julho. O prémio foi anunciado na terça-feira, no dia da ESTIG e que coincidia, também, com o aniversário de José Adriano, que completaria 53 anos.
“José Adriano foi uma referência do IPB mas também de todo o sistema de ensino superior politécnico, nesta área de promoção do empreendedorismo. Temos um movimento global de promoção de empreendedorismo e um concurso nacional no qual participamos há vários anos. Foi um grande incentivador dos politécnicos nesta área e, portanto, os colegas decidiram criar um prémio em memória do Prof. José Adriano Gomes Pires”, frisou Orlando Rodrigues, presidente do IPB. Os contornos do prémio não estão ainda definidos, pois está a ser trabalhado o regulamento. “Foi aprovada a intenção de o criar no âmbito do CCISP, por unanimidade. Há alguns contornos que estão a ser estudados”, explicou.
O prémio “será na área da promoção do empreendedorismo, a nível nacional. Deverá arrancar no próximo ano de 2019, devendo ser atribuído pelo verão”, disse ainda Orlando Rodrigues. O prémio foi apresentado num dia de homenagem ao docente.
“É o dia da ESTIG e, portanto, a escola e toda a comunidade decidiu homenagear a memória do José Adriano. Aproveitou-se este dia para uma singela homenagem, reconhecendo a sua memória”, frisou. Foi ainda atribuído o seu nome à praça em frente à escola. A cerimónia contou com a presença de Sobrinho Teixeira, ex-presidente da instituição e atual Secretário de Estado da Tecnologia e Ensino Superior. “[A ESTIG] é crucial para esta região por ser de tecnologia e de engenharia. Várias vezes tenho referido que o maior problema desta região é a redução demográfica e, como tal, é essencial a criação de emprego, que virá pela atração de indústria, que consiga fixar pessoas e gerar emprego com alguma expressão.
Muitas das empresas que se estão a fixar não viriam se não fosse a realidade de uma escola com mais de dois mil alunos e com uma capacidade de investigação e de transferências de tecnologia para o meio como tem a ESTIG”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Descoberta de investigadores de Bragança pode revolucionar o mundo dos vinhos

A flor do castanheiro pode ser uma alternativa natural aos sulfitos. Uma equipa de investigadores de Bragança experimentou e quem provou aprovou.

Uma investigação do CIMO, Centro de Investigação de Montanha do
Instituto Politécnico de Bragança está a substituir os sulfitos,
estabilizador químico, por um produto natural feito a partir da flor do
castanheiro. As experiências feitas até agora revelam resultados muito
acima do esperado e com mais-valias para os vinhos.
Fernando Paiva é viticultor desde 2000. Tem as suas vinhas em Amarante e na Lixa. Uma manhã ouviu na rádio a investigadora brigantina Isabel Ferreira falar sobre um estabilizante natural que estavam a experimentar no queijo. Ligou à cientista e propôs-lhe fazer o mesmo no vinho em substituição dos sulfitos. E assim fizeram, já lá vão três anos.
No ano seguinte, em 2016 experimentou em 600 litros, branco e tinto e
“os resultados continuaram a provar que o vinho sem sulfitos era um
grande vinho”. Em 2017 fez 3000 litros e em 2018 toda a produção já foi
feita com flor de castanheiro.
Fernando Paiva produz vinho verde na região de Amarante e Felgueiras. Desde 2000 que trata das vinhas duma forma natural sem a aplicação de produtos químicos e o facto de ter de lhe acrescentar os sulfitos depois no lagar, incomodava-o.
“Tinha umas uvas perfeitas, naturais, isentas de qualquer produto tóxico e depois ter de adicionar sulfuroso, o vinho deixava de ter aquela qualidade natural que as uvas tinham e passava a ser um produto, não tóxico, mas não era bem aquilo que eu queria e opte por fazer esta experiência com a flor do castanheiro e estou muito satisfeito com ela”, realça.
Testes muito satisfatórios
Isabel Ferreira, a principal investigadora do Politécnico de Bragança destaca também que existem no mercado inúmeros produtos de consumo diário com demasiadas soluções nada boas para a saúde e a procura de substituições naturais trará um efeito muito positivo junto dos consumidores. “Existe uma tendência grande no mercado e por parte dos consumidores de procura de alternativas mais naturais, desde que garantam a segurança e não sejam tóxicas. Há realmente uma apetência muito grande por este tipo de substâncias”.
Fernando Paiva sabe disso muito bem. Quase toda a produção que faz e que ronda os 12 mil litros é para exportação.
As alterações que introduziu de substituição dos sulfitos pela flor do castanheiro têm contribuído para uma melhor aceitação dos diversos mercados, com incremento de valor.
A investigadora do CIMO – Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, acrescenta que depois de conhecidos os resultados deste produtor já há muitos interessados em substituir os químicos por este ingrediente natural. “Não só em Portugal, mas também em Espanha.”
Para lá dos testes muito satisfatórios que já foram feitos nos vinhos, queijos e pastelarias, Isabel Ferreira diz que há outras empresas e produtos, nomeadamente nutracêuticos, que querem fazer a mesma experiência.
A flor de castanheiro está a ter resultados excelentes no vinho e dentro de pouco tempo poderá provocar uma verdadeira revolução, neste setor, no apoio natural à sua conservação.

Publicado por: “TSF Rádio Notícias”

Projeto CRECEER chegou ao IPB

O projeto CRECEER, apresentado pela ADE, no âmbito da iniciativa europeia INTERREG V A España – Portugal (POCTEP) 2014-2020, recentemente aprovado, é um projeto de cooperação entre Portugal e España, no qual a ADE se apresenta como Parceiro Principal e conta com sócios de cada lado da fronteira, onde se inclui o Instituto Politécnico de Bragança. O projeto pretende atuar sobre 11 áreas rurais, 7 correspondentes a Castilla e León, e 4 na parte portuguesa. Entre as atividades a desenvolver pelo IPB neste projeto está a caracterização de duas zonas territoriais, nas quais se pretendem identificar recursos endógenos, produtos autóctones e espaços suscetíveis de aproveitamento turístico, com potencial de desenvolvimento, bem como a elaboração de um Plano Estratégico de Ações, adaptado a essas realidades e ao seu potencial, no qual se detalharão ações concretas e recursos necessários, bem como a especificação do controlo e monitoração das mesmas. Isto permitirá que quatro das atividades do Projeto POCTEP sejam realizadas em quatro áreas rurais de Trás-os-Montes e Douro: Mirandela e Vila Flor (TTM) e Torre de Moncorvo e Freixo de Espada à Cinta (D) e nas suas áreas de influência. O objetivo do projeto CRECEER é promover a cooperação empresarial em ambientes transfronteiriços rurais entre empresas e entidades nos setores agroalimentar (gourmet) e turismo, através da melhoria da qualidade e design de seus produtos e serviços, bem como a incorporação das tecnologias de comunicação nos seus modelos de negócio, criando redes de
cooperação entre empresas desses setores e oferecendo uma identificação comum e específica dessas áreas, que valorizarão os seus recursos endógenos.
O CRECEER quer promover a cooperação, a qualidade, a inovação e a comercialização dos referidos produtos e serviços, bem como a sua saída para mercados estrangeiros, com o objetivo de melhorar a competitividade das empresas nestas áreas perto da fronteira e impulsionar a economia destas áreas.
Concreta e fundamentalmente, pretende-se a i) incorporação de uma dinâmica de cooperação entre empresas, instituições e agentes económicos das áreas envolvidas, visando destacar os seus recursos endógenos e aumentar sua competitividade.
ii) Adicionalmente ambiciona-se a incorporação de padrões de qualidade e design aos produtos e serviços oferecidos pelas empresas- alvo do projeto, bem como de novas abordagens de tecnologias de informação aos seus modelos de gestão e vendas, possibilitando melhorar a sua competitividade individual e sua presença no mercado externo.
iii) Também a interação dos setores agroalimentar e turístico, através do desenvolvimento de ações conjuntas de comercialização de produtos e serviços de qualidade, para aumentar vendas e exportações,
gerando maior valor agregado às suas economias.
Qual a forma de atuação?
Caracterização da Base Industrial e Recursos Endógenos de cada Área de Ação É uma questão de definir o foco desses setores de agro e turismo através da caracterização da base industrial presente em cada uma das áreas-alvo, incluindo o tipo de empresas, agentes de inovação e agentes facilitadores presentes em cada um deles. Será realizado de forma progressiva, através de 3 ações, que envolverão os diferentes agentes de cada área, identificando o potencial de cada território e os agentes e empresas que podem ou desejam participar como catalizadores e colaborar ativamente no projeto. Estudos de caracterização, para a identificação e análise de empresas e agentes apropriados nos setores indicados, e outros recursos importantes, tais como: produtos gourmet gerados em cada área, outros recursos endógenos, áreas naturais, culturais e patrimoniais e infra-estruturas de apoio turístico e tecnológico presentes em cada zona, e outros recursos endógenos …
A partir da caracterização, uma série de visitas personalizadas e entrevistas serão realizadas com empresas e agentes (mapeamento), para pesar, informar e conhecer melhor e apoiar o tecido empresarial da área. Em uma primeira etapa, será selecionada uma amostra de empresas e agentes econômicos considerados relevantes e representativos nos setores agroalimentar e turístico de cada área-alvo, realizando entrevistas presenciais com os mesmos. Ao mesmo tempo, será realizada uma análise das iniciativas que foram desenvolvidas, ou estão sendo desenvolvidas em cada área, sobre os setores agroalimentar e turístico. Particularmente procurando iniciativas de marketing conjuntas e / ou marcas de qualidade ou turismo e promoção cultural da área. Por fim, todas as informações obtidas serão analisadas em relação à viabilidade e abrangência das ações propostas e propor. E criar um Grupo de Trabalho de Coordenação em cada área com o objetivo de preparar uma Proposta Inicial de Ações, para apresentá-la ao ambiente de negócios.
Âmbito de atuação
As áreas selecionadas estão localizadas, principalmente em “La Raya” entre
Espanha e Portugal. São núcleos rurais, pertencentes ao Norte e Centro de
Portugal e a Castela e Leão. Na parte de Castela e Leão, foram consideradas 7 áreas de trabalho que incluem um ou vários municípios significativos e as suas áreas de influência, e que fazem parte das seguintes NUTSIII: Ávila: área do sul da província, 3 condados considerados como uma única zona, El Barco de Avila-Valle del Tiétar-Alberche. É composto por um total de 110 municípios com uma população de 76.452 habitantes e uma densidade média de 19 habitantes por km2. Apenas 3 municípios excedem 5.000 habitantes. León: uma região perto da fronteira, El Bierzo, foi selecionada, com um total de 134.301 habitantes distribuídos em 37 municípios, com uma densidade populacional maior que o resto das áreas escolhidas, 45 habitantes / km2. Conta com 4 municípios que superam os 5.000 hab. Salamanca: 2 municípios, Ciudad Rodrigo e Vitigudino, incluindo 104 municípios com um total de 45.823 habitantes e uma densidade média de 9 habitantes / km2. Apenas os dois municípios principais da região excedem 5.000 habitantes. Zamora: 3 zonas, de um lado 2 fronteira com Portugal: Sanabria e a área de Aliste-Alba-Tábara-Sayago considerada como um todo e, por outro lado, a região de Toro. No total, 102 municípios e 47.996 habitantes, com uma densidade média de pouco mais de 9 hab / km2. Por parte de Portugal, vamos atuar em 4 zonas, também com foco nos municípios representativos
e nas suas áreas de influência, que correspondem às seguintes NUTS III:
• Douro, com um total de 19 municípios e uma população de 205.157 habitantes,
densidade média de 48,9 habitantes/km2
• Terras de Trás-os-Montes: é composta por 9 municípios, com uma população
total de 117.527 habitantes e uma densidade de 20,2 habitantes/km2
• Beira Baixa: formada por 6 concelhos, com cerca de 89063 habitantes, e uma
densidade de 19,3 hab/km2.
• Beiras e Serra da Estrela: 15 municípios e 236.023 habitantes e uma densidade
de 35,5 habitantes/km2.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”