ESACT com aumento recorde de novos alunos

A Escola Superior de Comunicação, Administração e Turismo (ESACT) de Mirandela viu serem preenchidas cerca de 55 por cento das vagas colocadas na primeira fase do concurso nacional de acesso ao ensino superior. Um aumento de quase 20 por cento, comparativamente ao que tinha acontecido, em 2016. O curso de solicitadoria continua a ser o mais procurado e, tal como no ano passado, ficou com 100 por cento das vagas preenchidas. No campo oposto, está o curso de informática e comunicações, que não viu preencher qualquer vaga. Na prática, a ESACT de Mirandela assegura, logo na primeira fase, 203 novos alunos, mais 73 que em 2016. Se o ano passado, foram preenchidas 36 por cento das vagas colocadas na primeira fase, este ano a percentagem aumentou para 54,9 por cento. Das 370 vagas colocadas a concurso, para os oito cursos lecionados, a ESACT de Mirandela viu serem preenchidas 203, sobrando 167 para as próximas duas fases. O curso de Solicitadoria foi, de longe, o mais procurado, ficando já sem qualquer vaga para as próximas duas fases. As 54 vagas colocadas a concurso, nesta primeira fase, já foram preenchidas. No outro extremo ficou, com o pior desempenho, o curso de Informática e Comunicações, que, tal como no ano passado, não viu ser preenchida qualquer vaga, sobrando as 30 disponíveis para a próxima fase. Bom desempenho para o curso de marketing, que preencheu 34 das 36 vagas colocadas. Design de jogos digitais, das 60 vagas, preencheu 48, enquanto Turismo ficou pelos 50 por cento, com 25 das 50 vagas preenchidas. Multimédia vai ter 40 vagas sobrantes, já que, das 60, apenas 20 foram preenchidas. Gestão e Administração pública tinha 55 vagas, nesta primeira fase, preencheu apenas 17, sobram 38. Finalmente, tecnologias da comunicação tinha 25 vagas, foram preenchidas apenas cinco. Para já, a ESACT de Mirandela garante, na primeira fase, 203 novos alunos, sobrando para a as restantes duas fases, 167 vagas.
 

Escola Ano percentagem
2017 2016 2015
Escola S. de Saúde 85 103 129 -17%
Escola S. Agrária 20 8 13 +150%
Escola S. de Educação 219 159 175 +38%
Escola S. Tecnologia 184 124 130 +48%
Escola S. ACT 203 129 151 +57%
Total 711 523 598 +36%

A estes números, somam-se as 1270 candidaturas de alunos estrangeiros, 510 deles para mestrados. Mas a dificuldade em conseguir vistos de entrada em Portugal deverá afastar cerca de 60 por cento destes candidatos, um número que deveria preocupar as instâncias diplomáticas portuguesas. Para os cursos CTESP, os cursos técnicos de dois anos, deveram chegar cerca de 600 novos alunos.

Um novo curso

Relações Lusófonas e Língua Portuguesa foi o único curso novo a abrir no IPB e traduz a cada vez maior aposta em estudantes estrangeiros. Mas há outros cursos de sucesso, como Solicitadoria (esgotou as 54 vagas) ou Enfermagem (52 candidatos para 50 vagas) e Gestão (74 candidatos para 72 vagas). No próximo ano poderá abrir um curso de Comunicação.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

IPB com mais 36 por cento de novos alunos foi a instituição que mais cresceu em Portugal

Até o Ministro do Ensino Superior frisou o crescimento do Politécnico de Bragança. Já há cursos com as vagas esgotadas. ESACT teve um crescimento de 57 por cento.
O Instituto Politécnico de Bragança volta a colocar a região no topo das páginas dos jornais graças a mais um feito. Foi a instituição de ensino superior de Portugal que mais cresceu em termos de novos alunos na primeira fase de acesso. A expectativa é que o número total de estudantes se aproxime, pela primeira vez, dos oito mil, o que seria um marco histórico para o Nordeste Transmontano e para a economia de toda a região. Face ao ano passado, entraram este ano mais 36 por cento dos alunos só nas licenciaturas, ou seja, são 711 novos alunos que foram colocados no IPB, contra os 523 que entraram no ano passado. Em 2015 tinham sido 598.
“E a instituição que registou a maior subida no número de colocados na 1ª fase, face a 2016, foi o Instituto de Bragança, “o mais longe possível de Lisboa”, sublinhou Manuel Heitor, Ministro do Ensino Superior, em declarações ao Expresso. “O ensino politécnico melhorou muito, sobretudo com os estímulos dados para a investigação e pela diversificação de opções, muito relacionadas com os mercados de trabalho e as dinâmicas locais”, disse o governante.

Surpresa pela positiva

Para o presidente do IPB, Sobrinho Teixeira, “os números surpreenderam pela positiva”. “Crescer 36 por cento de 2016 para 2017 foi muito bom. Até o próprio ministro anunciou que o IPB foi a instituição que mais cresceu”, enalteceu. De acordo com o presidente do Instituto, “este crescimento baseia-se em três pilares. Um deles é muito importante, que é a avaliação do IPB nos rankings internacionais. Não têm a ver com estigmas que se possam criar a nível nacional mas são avaliações que têm a ver com factos concretos e entidades que estão habituadas a avaliar instituições em todo o mundo e esta recorrência de diversos rankings tem tido o seu retorno. Passa pela captura de alunos internacionais, que procuram verificar essa qualidade, mas a mensagem também está a passar a nível nacional”, explica.
“Outro dos pilares é a qualidade de vida da região e a segurança. A cidade tem respondido, as nossas forças de segurança têm sido inexcedíveis. O terceiro pilar, que eu espero que continue, é a oferta de alojamento. Que seja uma oferta com qualidade, a um preço justo. Podíamos cobrar propinas mais altas mas optamos por não o fazer no âmbito de uma estratégia para a região”, aponta Sobrinho Teixeira, que vê “isto como uma missão para o desenvolvimento da própria região”. Por isso, faz questão de “agradecer a todos os que estão a trabalhar para que isto aconteça”. “É uma grande demonstração que o interior vai ultrapassar as dificuldades”, acredita.

Matrículas com grande procura

Certo é que os primeiros dias após serem conhecidos os resultados das colocações, foram marcados pela grande procura dos serviços académicos para a formalização das matrículas. “É a primeira vez que venho. Nota-se que tem um bom ambiente e que toda a gente gosta de cooperar. Já tinha ouvido falar no IPB”, admite Sofia Carvalho, que vem de Vila Real para o curso de Desporto, a sua primeira opção. Andreia Rocha veio de Penafiel, também para Desporto, um dos cursos que já quase esgotou as vagas. Bragança foi a segunda opção mas não ficou nada desiludida. “Achei bem ter calhado aqui. Por um lado, queria vir para cá, para longe de casa. Já tinha ouvido falar do IPB. A primeira impressão é boa e a animação agradou-me”, contou ao Mensageiro, no posto de atendimento que a Associação Académica montou. “Às 8h30 já tínhamos muita gente à espera. Quando chegam, tiram uma foto para partilhar no facebook da associação académica. As diversas associações também os recebem e ambientam-nos. É uma receção calorosa, também com as tunas”, explica Ricardo Cordeiro, o presidente dos estudantes. A conversa com o Mensageiro é interrompida porque, entretanto, chega Fátima Lima. Veio de Marco de Canaveses para Arte e Design. “Foi segunda opção. Desiludida? Não. Estou a gostar do ambiente. Já tinha ouvido falar muito do IPB. Alguns amigos meus estiveram aqui no ano passado e recomendaram, disseram que de certeza que iria gostar”, conta.

Mestrados e alunos estrangeiros dão contributo

Mas não são só os cursos de licenciatura que tiveram grande procura. “Começámos a seguir esta estratégia nos países africanos de expressão portuguesa. Só do Brasil tivemos mais de três centenas de candidaturas. De toda a América Latina, do sudeste asiático, da China, da Índia. Muitas candidaturas dos antigos países da União Soviética”, revela Sobrinho Teixeira, garantido que “há uma procura generalizada, não só nas licenciaturas, mas também nos mestrados”. Em sentido inverso, “há oito cursos com procura reduzida”. “Isso tem a ver com a perspetiva que existe de que a informação não circula no secundário. Os alunos vão muito por perceções e não pela realidade.
Ainda fazem escolhas que deveriam ser mais baseadas em factos e não em perceções. Temos, por exemplo, os cursos de ciências agrárias, que têm pouca procura”, explica o presidente do IPB. Mesmo assim, os números são animadores, pelo menos percentualmente. “Tivemos 20 alunos, um aumento de 150 por cento. Só tivemos oito no ano passado. Mas as vagas completam-se com os alunos dos cursos profissionais que estiveram connosco dois anos e percebem as potencialidades desses cursos”, frisa. Outro exemplo que é dado pelo presidente do IPB é o do curso de Engenharia Civil teve zero entradas. “Mas temos já 44 candidaturas internacionais, quase metades do Brasil. Nem as vagas todas chegarão para colmatar a procura”, assegura Sobrinho Teixeira.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Politécnicos transformam Bragança na capital do empreendedorismo

A rede de inovação formada por vários institutos de ensino está esta semana a criar dezenas de oportunidades para os alunos.
Desde esta segunda-feira e até sexta-feira, a capital nacional do empreendedorismo é Bragança. O programa PIN – Polientrepreneurship Innovation Network – junta esta semana mais de 40 projetos e 47 promotores de todo o país no Instituto Politécnico de Bragança para reforçar as competências dos alunos e ajudar ideias inovadoras a crescer.
“O programa começa com um conjunto de atividades de caráter sociocultural e de descoberta da região. Seguem-se os workshops de desenvolvimento das competências empreendedoras destinados aos elementos da rede politécnica e às equipas concorrentes ao Poliempreende. Já os últimos dias destinam-se à apresentação dos projetos finalistas e respetiva avaliação por parte do júri do Poliempreende”, explica a Polientrepreneurship Innovation Network em comunicado oficial.
O evento desta semana vai contar com o apoio institucional da Agência Nacional de Inovação e os patrocínios da Delta Cafés e Ordem dos Contabilistas Certificados; do lado do Estado, o representante será João Fernandes, do IAPMEI.
Recorde-se que graças a um investimento de 1,1 milhões de euros, realizado com ajuda de fundos europeus, o projeto Polientrepeneurship Innovation Network quer abrir portas aos alunos do Ensino Politécnico e ajudar dezenas de ideias a transformarem-se em empresas.
O PIN, que teve início em 2015 e assenta numa “interface digital” para “oferecer” aos participantes ferramentas para a implementação de negócios, envolve os institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Leiria, Portalegre, Santarém, Tomar, Viana do Castelo e Viseu.
O objetivo é fomentar a criação de 45 empresas, 15 patentes e 120 projetos de vocação empresarial, num processo que envolverá quase 1.500 estudantes ao longo de um ano.

Publicado em: “Notícias ao Minuto”

IPB foi instituição de ensino superior que mais cresceu em candidaturas no país

O Instituto Politécnico de Bragança foi a instituição de ensino superior que mais cresceu no número de alunos colocados na primeira fase do concurso nacional de acesso. Os resultados foram conhecidos este domingo e entraram nas 5 escolas do IPB 711 alunos o que representa um crescimento de 35 por cento em relação ao ano anterior na mesma fase, o que deixa satisfeito o presidente do politécnico, Sobrinho Teixeira
“Houve um aumento praticamente em todas as instituições do país, mas o nosso instituto foi aquele que mais cresceu, cresceu 35 por cento, e foi a instituição nacional que maior incremento teve no número de alunos”, destacou.
O presidente do instituto considera que os motivos para este crescimento se prendem com os resultados dos rankings mas também com a qualidade de vida em Bragança e Mirandela e por isso apela a que este factor diferenciador seja mantido.
A Escola Superior de Administração Comunicação e Turismo, em Mirandela, foi a que mais cresceu em termos de procura de número de alunos tendo sido preenchidas 55 por cento das vagas.
No total o IPB disponibilizou cerca de 1900 vagas, estando ainda por preencher 1200.
Este foi o primeiro ano em que houve um crescimento da procura no Politécnico de Bragança na primeira fase do Concurso Nacional de acesso, desde 2010.

Publicado em: “Rádio Brigantia”

Há sete anos que não entravam tantos alunos no ensino superior

Quase 45 mil alunos já asseguraram lugar numa universidade ou politécnico público na 1ª fase do concurso nacional de acesso. É o valor mais alto desde 2010 e o quarto ano de subidas consecutivas nas colocações. Mais de 80 cursos exigiram um mínimo de 16 valores como nota de ingresso. Três engenharias voltam a liderar a lista de médias de entrada mais elevadas.
O cenário já se previa dado o aumento de candidatos e acabou por se confirmar: 44.914 alunos asseguraram já a entrada no ensino superior na 1ª fase do concurso nacional de acesso. São quase mais dois mil colocados (mais 5%) do que em igual momento do ano passado e desde 2010 que não se registava um valor tão alto. Pela primeira vez, todas as instituições sem exceção garantiram nesta 1ª fase mais entradas do que em 2016, sublinha o ministro do Ensino Superior, Manuel Heitor.
“Os dados são muito positivos. Mostram que os portugueses querem estudar mais. Há muitos anos que não tínhamos tantos colocados na 1ª fase. No final deste concurso, e contando com os outros regimes de ingresso no ensino superior, devemos ter mais 73 mil novos alunos no ensino superior. No ano passado tivemos cerca de 65.500. Mesmo que as estimativas estejam um pouco sobrevalorizadas, o crescimento será certamente entre 5% e 10%. Estamos no caminho certo, mas é preciso ainda fazer mais” antecipa o ministro, em declarações ao Expresso.
Ensino politécnico em alta
Se o cenário é globalmente positivo, a nota de destaque vai para o ensino politécnico. Em termos gerais, o número de colocados nestes institutos subiu 8,3% face aos 2,3% do ensino universitário. Ainda que as universidades continuem a atrair o maior número de jovens, o interesse dos estudantes pelo ensino politécnico está a aumentar. Basta ver que o número de colocados em 1ª opção neste sistema cresceu 16% (contra 2% no universitário). E a instituição que registou a maior subida no número de colocados na 1ª fase, face a 2016, foi o Instituto de Bragança, “o mais longe possível de Lisboa”, sublinha Manuel Heitor.
“O ensino politécnico melhorou muito, sobretudo com os estímulos dados para a investigação e pela diversificação de opções, muito relacionadas com os mercados de trabalho e as dinâmicas locais”, diz Manuel Heitor, indicando Enfermagem e Tecnologias da Saúde, Hotelaria e Turismo, Tecnologias Digitais e Ciências Agrárias como exemplos de áreas que suscitaram mais interesse este ano.
É certo que o Instituto Politécnico de Bragança é também o que mais vagas sobrantes teve, mas tal acontece porque a maioria de entradas ocorre não através do concurso nacional de acesso, mas por outras vias, como o regime para “maiores de 23 anos”, o concurso para estudantes internacionais, detentores de outros cursos, etc. Ou seja, no final de todo o processo, esta escola,como todas as outras, espera vir a preencher todas as vagas. Para já, no conjunto do sistema, há ainda mais de 6 mil lugares livres.
Os dados do Ministério também mostram um aumento (cerca de 10%) de alunos nas áreas das das Tecnologias de Informação, Comunicação e Eletrónica (TICE) e da Física e uma subida de colocados (mais 13%) nas regiões de menor densidade demográfica. Estas foram duas das apostas do Governo na atração de mais jovens e que levaram a tutela a levantar alguns limites, que sempre impõe, ao aumento de vagas.
Em termos globais, as universidades contam com 27.648 novos estudantes e os politécnicos com 17.266.
18,8 valores: a nota mais baixa em Engenharia Aeroespacial
Os resultados desta 1ª fase do concurso também revelam um aumento no número de cursos a exigir médias de entrada bem elevadas. Há 82 licenciaturas e mestrados integrados em que foram precisas médias acima dos 16 valores para garantir o ingresso. No ano passado tinham sido 66.
As áreas em que tal acontece também se diversificaram, realça o ministro, mas há um dado que se repete: as mesmas três engenharias voltam a liderar a lista das médias de entrada mais elevadas.
O aluno a entrar em Engenharia Aeroespacial no Instituto Superior Técnico com a nota mais baixa fê-lo com 18,8 valores. Neste ranking das classificações, seguem-se Engenharia Física e Tecnológica, também no Técnico (mínima de 18,75) e Engenharia e Gestão Industrial na Universidade do Porto (18,43). Em quarto lugar surge Medicina também na Universidade do Porto (18,33).
Dos nove cursos a exigir mais do que 18 valores, quatro são do Instituto Superior Técnico da Universidade de Lisboa, quatro são de faculdades da Universidade do Porto (UP). O outro é Medicina na Universidade do Minho. Por instituição, a UP acaba por apresentar as classificações médias mais elevadas.
Muitos lugares ainda disponíveis
Apesar do número de lugares ainda disponíveis ser o mais baixo desde 2009, existem ainda mais de seis mil vagas por ocupar, a que se juntarão todas aquelas em que os alunos agora colocados acabem por não se inscrever.
Deste modo, é possível que surjam ainda oportunidades nas escolas que, para já, esgotaram ou quase sua oferta. É o caso das universidades do Porto, Nova ou ISCTE, das escolas superiores de enfermagem de Coimbra, Lisboa e Porto ou ainda da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril .
Comparando o número de estudantes que puseram uma determinada instituição em 1ª opção, com os que conseguiram entrar, o destaque vai para a Universidade do Porto: quase 7500 tentaram a sua sorte para apenas 4185 lugares, o que dá uma procura de 178%, sublinha a instituição em comunicado.
Os resultados das colocações estão disponíveis no site da Direção-Geral do Ensino Superior. A partir de segunda-feira e até dia 22 decorre a apresentação de candidaturas à 2ª fase do concurso.

ANO CANDIDATOS COLOCADOS
2007 51.472 41.938
2008 53.062 44.336
2009 52.539 45.277
2010 51.842 45.592
2011 46.636 42.243
2012 45.078 40.415
2013 40.419 37.415
2014 42.408 37.778
2015 48.271 42.068
2016 49.472 42.958
2017 52.434 44.914

Publicado em: “Expresso”

Primeiro Encontro de Produtores da Terra Fria

Discutir os problemas que afetam o setor da castanha e vislumbrar algumas soluções são os principais objetivos do I Encontro de Produtores de Castanhas de Trás-os-Montes, que este fim de semana decorre na aldeia do Parâmio, em Bragança.
O Encontro é organizado pelo Agrupamento de Produtores do Transbaceiro e realiza-se no coração da mancha de soutos do Parque Natural de Montesinho.
“Entendemos que esta iniciativa seria muito útil para os produtores de castanha, não só por ser ano de eleições autárquicas, altura em que os políticos estão mais vocacionados para ouvir os problemas das populações, mas, também, porque é altura de os técnicos e investigadores do Instituto Politécnico de Bragança e da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro mostrarem o que estão a fazer, quais os resultados que já obtiveram e qual a forma de todos em conjunto, podermos encarar o futuro com menos pessimismo do que neste momento”, explicou ao Mensageiro o mentor desta iniciativa, Carlos Fernandes, líder do Agrupamento de Produtores. Alguns dos assuntos a ser discutido passam pela doença do “cancro do castanheiro, com investigadores do IPB”, bem como “a questão da vespa do castanheiro, com técnicos da UTAD”. Outro dos pontos a merecer grande atenção neste evento é a comercialização do produto, um dos aspetos mais subdesenvolvidos de toda a fileira da castanha. “Vamos tentar discutir a questão da comercialização, numa vertente menos confusa. Há questões que nós, produtores, não entendemos, e esperamos que um dos intervenientes nos possa ajudar a esclarecer essa situação e a ensinar-nos, a nós, produtores, qual o comportamento que devemos ter nessa questão”, diz Carlos Fernandes.
“O problema da comercialização também está nos produtores. Ou melhor, se calhar está essencialmente nos produtores e na forma como se comportam na altura de vender a castanha”, acrescenta.
Quem deverá marcar presença neste evento é o próprio Ministro da Agricultura, Capoulas Santos.
“Tentámos trazer ao encontro membros do Governo e a hipótese que tivemos foi de, na sessão de abertura, podermos contar com a presença do Ministro da Agricultura”, explicou Carlos Fernandes, que deixa antever um cenário pessimista para os próximos anos se nada for feito para reverter a atual situação do setor.
“Para nós é uma presença muito importante porque nos permite discutir questões que têm de ser discutidas.
Nada melhor do que podermos contar com a presença de quem governa para contarmos qual vai ser o rumo que vamos seguir no futuro. Se as coisas não mudarem, dentro de dez anos, quer Bragança quer Vinhais estarão reduzidas a 50 por cento da sua produção”, concluiu aquele responsável. Ao todo, estão previstos diversos painéis, com a presença de governantes, técnicos, empresários e investigadores. A entrada é gratuita.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Empresa de novas tecnologias é a mais recente do Brigantia Ecopark

ITSector arranca com 17 colaboradores mas espera chegar aos 60 até ao final do ano.
A ITSector foi a mais recente empresa a instalar-se no Brigantia Ecopark, o Parque de Ciência e Tecnologia de Bragança.
Com 17 colaboradores nesta primeira fase, esta empresa dedicada às novas tecnologias espera “triplicar” a mão de obra em Bragança, chegando “aos 60 colaboradores antes do final do ano”, admitiu Renato Oliveira, o presidente do grupo.
“A partir de Bragança, e à semelhança do que já acontece nas unidades de que a ITSector dispõe no Porto (sede), Lisboa, Braga e Aveiro, a empresa vai centrar a sua atividade no desenvolvimento de projetos em regime de Nearshore, operando à distância projetos no setor financeiro que detém com clientes oriundos de mercados internacionais”, explicou. O investimento ronda os 500 mil euros e pode crescer.
“Bragança foi o quinto escritório que abrimos, fruto da qualidade dos recursos que são formados no Instituto Politécnico, e porque tem uma captação de estudantes de outras geografias muito grande. Falam muito bem inglês o que para nós é fundamental para o nosso processo de internacionalização”, explicou Renato Oliveira, otimista com o cenário que encontrou no Nordeste Transmontano.
“Criámos 17 postos de trabalho, mas estamos a pensar alargar. Este espaço é fantástico. Portanto, temos condições de crescer e podemos vir a duplicar ou triplicar no futuro. Estamos com contratos internacionais de alguma dimensão, que nos obrigam a ter capacidades de produção em Portugal para outros países do mundo”, revelou, à margem da apresentação da empresa, no passado dia 1.
“Já estamos a produzir projetos para a Polónia, como soluções para telemóvel, para internet, para bancos. Estamos com outro projeto para um país estrangeiro muito grande. A nossa aposta é ter equipas integradas com equipas de outros centros da IT Sector, pois trabalham em conjunto na cloud”, disse.

São 14 as empresas já instaladas

Esta é a 14ª empresa a instalar-se no Brigantia Ecopark o que, de acordo com Hernâni Dias, presidente daquela estrutura (e da Câmara Municipal), “superou as expectativas para os dois primeiros anos de atividade”.
“Estamos acima das expectativas para dois anos, o que nos permite encarar o futuro com otimismo, com tranquilidade e com certeza que Bragança se afirma cada vez mais no panorama nacional e regional no que toca ao tecido empresarial e isso contribui para a fixação de novos quadros, dos nossos jovens que aqui fazem os seus estudos superiores e depois aqui ficam a trabalhar e, até, através da captação de pessoas de outras geografias”, disse. Estas 14 empresas criaram 61 postos de trabalho até ao momento, mas em negociação está a vinda de mais uma, “também na área das novas tecnologias”, que poderá criar “mais 20 postos de trabalho”, sublinhou Hernâni Dias.

IPB é “uma das vantagens de Bragança”

O patrão da ITSector não hesita na hora de explicar a vantagem de uma empresa como esta, com 350 colaboradores e presença em Portugal, Polónia, Reino Unido, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia, se instalar em Bragança. “Bragança tem uma vantagem muito grande relativamente ao Porto. O nível de rotação de pessoas é muito mais reduzido. As pessoas gostam de estar em Bragança e quem quer ficar cá tem a possibilidade de estar numa empresa com 350 colaboradores. Pode ficar onde estudou e tem uma empresa que lhe permite ter projetos muito avançados ao nível de tecnologia. Trabalhamos em áreas como a segurança, aplicações mobile, próximo do sítio onde estudou, onde nasceu, produzindo a mesma tecnologia que faria no litoral”, sustenta. O mesmo responsável acredita que “o mercado das tecnologias em Portugal está em grande crescimento”, pelo que “há muitas empresas a instalarem-se”.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Municípios da CIM Terras de Trás-os-Montes não querem fazer parte do projecto Biovespa

Tudo teve início em 2014, quando a praga da vespa das galhas do castanheiro começou a preocupar os produtores de castanha em Portugal, visto que a sua propagação rápida poderia significar quebras acentuadas de produção e uma crise num dos principais sectores económicos do nordeste transmontano.
“O projeto Biovespa foi a estratégia encontrada, pela comissão técnica nacional de luta contra a vespa da galha do castanheiro, para o financiamento da luta biológica”, explica José Laranjo, presidente da RefCast- Associação Portuguesa da Castanha e Investigador da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), sobre o projecto que inicialmente “era financiado pelo Ministério da Agricultura e pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB).” Contudo, a partir de 2015 e sem o financiamento inicial a comissão técnica decidiu propor uma associação aos municípios que participassem não só na comunicação entre os produtores de castanha e os dinamizadores do projecto, mas também no investimento para avançar com a luta biológica.
José Laranjo assegurou ao Jornal Nordeste que “ todos os municípios foram contactados e convidados”, fizeram-se várias reuniões “no sentido de ajustar o Biovespa à vontade dos municípios e neste momento o projecto é aquilo que também eles ajudaram a compor.” O investigador da UTAD, garante que apesar de ter 60 municípios neste projecto, nem todos eles foram afectados com algum foco da praga. “Esta é uma rede de troca de informação importantíssima sobre a praga, sobre a luta biológica e vários municípios acharam importante estar associados, para se manterem a par”, explicou ainda.
José Laranjo assegura que os municípios da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes (CIM TTM) “foram convidados, participaram em reuniões, foram informados, foi-lhes comunicado o programa, cada município deu o contributo que entendeu dar mas até ao momento não foi possível sensibilizar nenhum da CIM TTM a aderir ao projecto.”
Américo Pereira, presidente da CIM TTM, diz que desconhece o projecto e explica que apesar dos 60 municípios associados “pode representar apenas 20 % da castanha”, uma vez que é nos municípios da CIM que se produz “70 % da castanha a nível nacional.”
José Laranjo refere que quantos mais municípios aderirem mais força pode ter o projecto e assegura que “ o INIAV, as direcções regionais, a ANAM, ANAFRE, o IPB, a UTAD” e outras entidades fazem parte deste projecto. Entidades que segundo o presidente da RefCast “atestam a importância e valia do projecto.”
Por outro lado, Américo Pereira, assegura que o IPB não faz parte do Biovespa e que está a desenvolver um projecto juntamente com os municípios de Vinhais e Bragança, os maiores produtores de castanha, para implementar a luta biológica nos soutos afectados em ambos os concelhos.  O presidente da CIM diz que “ninguém está de costas voltadas, simplesmente estes municípios preferem trabalhar com o IPB e os outros com a UTAD, é uma questão de proximidade, uma situação perfeitamente normal.”

Publicado em: “Rádio Brigantia”

Porque a volta tem ciência

Os nossos Cientistas à Volta, no programa HÁ VOLTA da RTP1, na etapa 3 da Volta a Portugal, na cidade de Bragança.
Cientistas:
José Alberto Pereira, professor na Escola Superior Agrária na área da Produção e Tecnologia Vegetal e investigador no Centro de Investigação de Montanha (CIMO) do Instituto Politécnico de Bragança no projeto: “OliveOld”, uma investigação que recai na identificação e caraterização de oliveiras centenárias para obtenção de produtos diferenciados.
Ana Maria Carvalho, professora na Escola Superior Agrária, na área da Biologia e Biotecnologia e investigadora do Centro de Investigação de Montanha do Instituto Politécnico de Bragança, onde é feito um trabalho de reconhecimento e inventariação da diversidade biológica, concretamente em plantas vasculares e macrofungos.
Bruno Navarro, Presidente do Conselho Diretivo do Côa Parque – Museu do Côa

Porque a volta tem ciência!

Publicado em: “RTP”