Recursos hídricos e geológicos são um potencial de riqueza à espera de investimento

Trás-os-Montes é uma região rica em recursos geológicos, com jazidas de minerais importantes no contexto nacional, sobretudo de ferro e lítio, porém falta dar um passo definitivo para a sua exploração. “Não depende só dos agentes locais mas de uma estratégia nacional e europeia”, explicou Carlos Balsa, engenheiro de Minas e docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), à margem da primeira edição das Jornadas “Recursos Hídricos e Geológicos de Trás-os-Montes”, que tiveram lugar na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, na passada quinta-feira. Este investigador considera “que não tem sido prioritária” a exploração daqueles recursos desde a integração de
Portugal na Comunidade Europeia. “Não basta ter potencialidades, é preciso uma estratégica económica”, sublinhou. Também Machado Leite, membro do Conselho Diretivo do Laboratório Nacional de Energia e Geologia, defende que a exploração dos recursos tem que ser económica,
ou seja sustentável. “ No passado eram sustentáveis as de pequena dimensão, para mercados mais próximos. A viabilidade
conseguia-se de uma forma mais fácil. Hoje a exploração dos recursos naturais é desenvolvida no âmbito generalizado e globalizado, as condições que levam à viabilidade económica são mais complicadas, porque necessitam de dimensão, tecnologias novas, com custos novos no contexto da Europa e no contexto ambiental. Se a viabilidade económica não for conseguida
os recursos não podem ser valorizados”, esclareceu Machado Leite.

Lítio e Ferro são dos maiores potenciais

Vivemos na região do país com mais recursos de lítio, principalmente em Montalegre, cujo interesse tem aumentado nos últimos anos. Para já está tudo num impasse.
“Este mineral é muito importante devido à mobilidade eléctrica dos carros. Estamos numa fase de mudança do tipo de locomoção baseada em derivados de petróleo, para a derivada a eletricidade
com recurso a baterias de iões de lítio”, observou Carlos Balsa.
O lítio já foi prospetado e foram identificadas “grandes ocorrências” em Trás-os-Montes, em Montalegre, Alijó e Barca D’Alva, mas continua “em vias” de ser explorado. A importância das jazidas de ferro de Torre de Moncorvo é mais do que conhecida. “Teve uma grande procura por parte da China na década passada, em termos de aço, o que fez subir o preço do ferro e em consequência as reservas de Trás-os-Montes foram de novo procuradas, pesquisadas e prospectadas”, acrescentou o docente do IPB. Já Machado Leite defendeu que esta reserva de ferro “foi escassamente explorada”, sublinhando que na sua opinião “só o foi em domínios experimentais, pois nunca entrou em produção efetiva”. Para retomar a exploração tem que ser uma extração competitiva numa escala mundial ou pelo menos europeia na chamada siderurgia, pois aquele minério de ferro destina-se à produção de aço. Deteta ainda outro problema, relacionado com a localização das jazidas, devido à dificuldade de transporte do minério. “Para valorizar mais o ferro em termos de outros produtos seria necessário trazer outras matérias primas para Moncorvo, para fazer a transformação.
Se dali saísse um produto siderúrgico desenvolvido, mais sofisticado, obrigava ao uso de outras matérias-primas vindas de fora. Um dos problemas tem a ver com a logística. É um processo de grande dimensão, não se pode fazer uma pequena
mina. Tinha de ser de dimensão considerável”, sustentou Machado Leite.
Livro sintetiza a riqueza da região
Durante as Jornadas “Recursos Hídricos e Geológicos de Trás-os-Montes” foi apresentado o livro “Recursos geológicos de Trás-os-Montes- Passado, presente e perspetivas futuras”, que recolhe depoimentos de profissionais e investigadores, nomeadamente do anterior presidente do IPB, João Sobrinho Teixeira, atualmente Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia
e Ensino Superior. “Fazia falta um documento que fizesse a divulgação de uma forma acessível dos principais recursos geológicos da nossa região. Com este livro tentamos colmatar, um pouco, essa carência. Juntamos a informação dispersa num só documento de forma a promover os principais recursos da região”, explicou Carlos Balsa.
A publicação destaca também aos recursos hidrominerais, que são as águas termais, “que correm com bastante abundância”
devido às duas falhas geológicas, como a da Vilariça e de Vila Real-Verin-Régua. “Estes debates são importantes para divulgar e para sensibilizar os empresários para as potencialidades. Este livro sensibiliza as pessoas para as potencialidades dos recursos e para a importância económica que poderão vir a ter, porque já tiveram no passado, pois alguns vêm sendo explorados desde a época romana”, afirmou o investigador.
A exploração das termas está a ressurgir e muitas têm sido valorizadas, em vários casos por iniciativa dos municípios. O docente considera que a região tem muito potencial ao nível das águas termais e minerais, já comprovado com os exemplos da
Câmara de Vimioso que explora termas da Terrenha, e os do Grupo Super Bock que está com as termas das Pedras Salgadas.
A exploração mineira marcou a região e muitos concelhos, não só em termos económicos mas, sobretudo, demográficos.
“Houve populações que triplicaram nessa época. Houve um certo desafogo financeiro que é muito importante. Os mais velhos não têm uma opinião negativa das minas, essa negatividade tem origem em alguns problemas ambientais decorrentes, mas nessa altura as leis não eram tão exigentes como são hoje, em que uma exploração tem que respeitar as diretivas ambientais”, acrescentou Carlos Balsa.
O livro agora editado nasceu no âmbito dos Laboratórios de Participação Pública, que deram ainda origem “à Escola de Negócios de Macedo de Cavaleiros, a um TeSP (Curso Técnico Superior Especializado) na área da Música, em Mirandela; ao Laboratório Colaborativo Montanhas de Investigação, em Bragança, a um TeSP sobre Minas em Moncorvo”, enumerou o
Secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Publicado por: http://www.mdb.pt/edicao/3723

Bragança e Cuanza Sul de mãos dadas em nome da ciência

Maria do Rosário Sambo esteve no Brigantia EcoPark quarta-feira

Politécnico brigantino quer ajudar a construir centro de investigação na província angolana, formar quadros e responder a problemas da agricultura da região

A ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, esteve em Bragança, a propósito da “Semana de Ciência Portugal-Angola”, para conhecer os centros de investigação criados pelo Instituto Politécnico de Bragança (IPB). A ideia é simples: transportar para o Instituto Superior Técnico do Cuanza Sul, uma província daquele país africano, um centro que dê resposta aos problemas que a agricultura atravessa nesse território e forme investigadores científicos. “Este projecto é animador por causa da capacitação de recursos humanos que é um grande handicap que nós temos”, explicou Maria do Rosário Sambo. Para a ministra, em Angola “falta a capacitação humana”, sobretudo no que respeita a estas áreas de estudo científico e reforçou assim que aqui se conseguiu ver “a realidade do ensino politécnico”. Este Centro de Investigação em Agricultura Sustentável irá nascer sob o olhar do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do IPB, pois vai-se instalar numa região com um “potencial agrícola muito grande” mas que “necessita de suporte científico para as necessidades que se têm apresentado”, daí querer basear-se e suportar-se no que o centro brigantino faz, frisou o presidente da instituição de ensino angolana. “Temos problemas com viroses no caso da banana, no tomate e nos citrinos. A capacidade, em termos de recursos humanos, que a nossa instituição possui não consegue responder às necessidades”, elucidou Manuel Spínola.
A directora do CIMO, Isabel Ferreira, deixou claro que, como já havia uma “cooperação muito grande com o Instituto Superior Técnico do Cuanza Sul, surgiu esse desafio” e que seria do interesse do politécnico de Bragança “ajudar a desenvolver um centro de investigação ligado à agricultura sustentável que tivesse, eventualmente, pólos em diferentes pontos de Angola”.
A investigadora acredita que para o IPB “é muito importante esse reconhecimento internacional” e defende que ganharão “na formação conjunta de alunos e depois na exportação de ciência”. “É aquilo que nós fazemos hoje, exportamos ciência e cientistas”, disse. Quem também acompanhou a visita foi o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Portugal. Sobrinho Teixeira reforçou que a perspectiva, por um lado, é “olhar para o mundo da lusofonia e evolui-lo e fazê-lo crescer” para ter cada vez mais um “ensino superior e qualificação de população que fala português com mais expressão”. Por outro lado, “é criar, de facto, conhecimento, nestes países e, neste caso, em Angola”. “Iremos sobretudo apoiar a criação de emprego científico e a qualificação de pessoas lá”, explicou.
Para já, ainda não se sabe quanto poderá custar este
centro a desenvolver em Angola nem quanto caberá pagar a cada país, até porque o país africano ainda não tem um fundo que promova e finacie este tipo de projectos. Apesar disso, as partes mostraram-se satisfeitas com o projecto que, na fase de instalação, prêve levar cientistas portugueses para o Cuanza Sul e, posteriormente, após formar os quadros, serem os angolanos a dinamizá-lo.

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CIMO ajuda a desenvolver um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável em Angola

Vai ser desenvolvido um Centro de Investigação em Agricultura Sustentável na província do Cuanza Sul, em Angola, numa parceria com o Centro de Investigação de Montanha (CIMO), do Instituto Politécnico de Bragança. Neste âmbito, uma delegação, presidida pela ministra angolana do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia, visitou o IPB para desenvolver projectos de cooperação. Maria do Rosário Sambo acredita que é preciso formar e capacitar pessoas em Angola. “A ideia que eu levo aqui de Bragança pode-se dizer que é a cereja no topo do bolo. Conseguimos ver aqui a realidade do ensino politécnico. Vai haver candidatura para obter financiamento, não sabemos em que medida o governo angolano vai poder financiar. Nós não temos um fundo para a ciência, mas certamente que vamos arranjar forma porque é de todo o interesse do governo angolano fazê-lo. Este projecto é animador por causa da capacitação de recursos humanos que é um grande handicap que nós temos”, disse Maria do Rosário Sambo. Manuel Spínola, presidente do politécnico do Cuanza Sul, onde o projecto vai nascer, explica que é importante criar conhecimento para se conseguir dar resposta às necessidades que se apresentam em Angola. “É uma região com um potencial agrícola muito grande e que necessita de suporte científico para as necessidades que se têm apresentado. Temos problemas com viroses no caso da banana, no tomate, nos citrinos e a capacidade em termos de recursos humanos que a nossa instituição possui não consegue responder efectivamente às necessidades” A directora do CIMO, Isabel Ferreira, avança que a ideia é depois criar polos do centro pelo país africano. “Como nós já tínhamos uma cooperação muito grande com o Instituto Superior Politécnico do Cuanza Sul, surgiu esse desafio, que nós gostaríamos que ajudar a desenvolver um centro de investigação ligado à agricultura sustentável que tivesse eventualmente pólos em diferentes polos de Angola. Para nós já é muito importante esse reconhecimento internacional. Depois obviamente que ganhamos na formação conjunta de alunos e depois na exportação de ciência, porque é aquilo que nós fazemos hoje, exportamos ciência e cientistas. Presente na visita esteve ainda o secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Sobrinho Teixeira considera esta uma forma de valorizar o mundo da lusofonia: “a nossa perspectiva é muito de olhar para o mundo da lusofonia e evolui-lo e fazê-lo crescer para termos cada vez mais um ensino superior e qualificação de população de fala português ter também mais expressão. A outra é que criar de facto conhecimento, nestes países e neste caso em Angola. O que nos parece aqui é que é importante para Portugal pela afirmação que pode representar o mundo da lusofonia. Nós iremos sobretudo apoiar a criação de emprego científico e a qualificação de pessoas lá” Numa primeira fase, de instalação, prevê-se que os cientistas do CIMO vão para o Cuanza Sul para depois, numa segunda fase, haver uma colaboração para formar jovens cientistas que possam, a partir daí, dinamizá-lo.

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Ciclo de conferências sensibiliza futuros profissionais de saúde para violência doméstica

O ciclo de quatro conferências «Des(igualdade) de Género e de Poder» já arrancou e a primeira decorreu na passada quarta-feira, na Escola Superior Tecnologia e Gestão (ESTIG), do IPB, com o subtema «Violência Doméstica: compreender para intervir», destinada a alunos e futuros profissionais de saúde.
Um das convidadas foi Teresa Fernandes, coordenadora do Núcleo de Apoio à Vítima de Violência Doméstica da ASMAB (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança), que focou a sua intervenção na imperatividade de mudança da lei e na criminalização dos agressores por violência doméstica.
“Temos que apostar na maior criminalização da violência
doméstica. Era importante que deixassem de ser os cinco anos que prevêem automaticamente a suspensão da pena. A aplicação das medidas de coacção tem de ser muito mais urgente do que é neste momento e anular a maior parte das suspensões provisórias do processo”, defendeu a psicóloga. A próxima conferência deste ciclo vai acontecer no dia 9 de Abril subordinado ao tema da violência no namoro, com testemunhos de alunos. As queixas por violência doméstica diminuíram no distrito de Bragança.

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ITSector promove workshops com alunos do IPB para captar talentos

A ITSector, tecnológica especialista no desenvolvimento de software para o setor financeiro, vai realizar, entre 20 de março e 5 de junho, um conjunto de workshops dirigidos aos alunos do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), com vista a captar talentos na área tecnológica e, futuramente, integrá-los no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) que detém em Bragança, no Brigantia EcoPark. Com esta iniciativa, a empresa pretende, junto dos alunos dos cursos de Engenharia Informática, Informática de Gestão, Desenvolvimento de Software e Administração de Sistemas e Cibersegurança, disseminar boas práticas na área do desenvolvimento de software e da transformação digital, promovendo uma estreita articulação entre o tecido empresarial e o mundo académico.

“Queremos proporcionar aos alunos do IPB um contacto com uma empresa real, que lhes poderá fornecer exemplos concretos dos desafios do dia a dia. Atendendo à grande necessidade de recursos na área de TI, estes workshops visam a identificação e captação de talento jovem, sendo que em termos de oportunidades para integração de perfis recém-licenciados no CETAN, dispomos, no momento, de um total de 20 vagas”, adianta Gisela Oliveira, Talent Aquisition Manager da ITSector. Este conjunto de workshops irá abordar diversas temáticas da área das tecnologias da informação, como o Quality Assurance e Testes de Software, a Cibersegurança, o Mobile Software, e a Gestão de Projetos. Os alunos do IPB que pretendam participar neste plano de formação deverão formalizar o seu interesse contactando a empresa através do endereço de e-mail jobs@itsector.pt.

“Estes workshops terão um cariz bastante prático, onde se mostrará a ligação entre a teoria e a prática e onde serão dados a conhecer os principais desafios, dificuldades e estratégias numa empresa real”, sublinha Gisela Oliveira. Recorde-se que, no passado mês de janeiro, a ITSector celebrou com o IPB um protocolo de colaboração, com vista à integração de alunos dos cursos da área tecnológica do IPB no Centro de Tecnologias Avançadas (CETAN) da ITSector em Bragança. No final do último ano, a empresa tinha também anunciado estar em processo de recrutamento para a unidade de Bragança, com o objetivo de, até final de 2019, aumentar o número de colaboradores para 80. Neste sentido, a ITSector vai também triplicar as instalações que ocupa no Brigantia EcoPark, passando dos atuais 220m2 para 600m2, com a abertura dos novos escritórios prevista para o final do primeiro semestre. Fundada no Porto, em 2005, e com Centros de Tecnologias Avançadas instalados em Lisboa, Braga, Aveiro e Bragança, a ITSector dispõe ainda de escritórios na Polónia, Alemanha, Angola, Moçambique e no Quénia.

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“Violência Doméstica: compreender para intervir” em discussão no IPB

É preciso apostar na alteração da lei e na criminalização dos agressores por violência doméstica. Esta é a convicção de Teresa Fernandes, coordenadora do Núcleo de Apoio à Vítima de Violência Doméstica da ASMAB (Associação de Socorros Mútuos dos Artistas de Bragança). Teresa Fernandes diz que é preciso alterar a lei. Opinião deixada à margem da primeira conferência do ciclo Des(igualdade) de Género e de Poder, que teve lugar ontem na ESTIG (Escola Superior Tecnologia e Gestão) do Instituto Politécnico de Bragança. “Temos que apostar numa mudança legislativa e estão a ser preparadas mudanças legais relativamente à aplicação da lei que temos.  Mas também na maior criminalização da violência doméstica. Portanto  era importante que deixassem de ser os cinco anos que prevêem automaticamente a suspensão da pena mas também alguns procedimentos judiciais mudarem, sobretudo na aplicação das medidas de coação que têm de ser muito mais urgentes do que são neste momento e anular a maior parte das suspensões provisórias do processo. As mudanças legislativas, por força das circunstâncias, vão ser alteradas e tenho esperança que o crime seja ainda maior para que a sociedade penalize a violência doméstica e dissuada os agressores e agressoras de executar este crime”, salientou Teresa Fernandes. A psicóloga alertou para o facto de que dos 27 homicídios em Portugal, metade ocorreram no âmbito da violência doméstica. “Metade foram no âmbito da violência doméstica. Isto tem que ser um sinal de mudança. Fala-se da violência doméstica mas não é todos os dias e enquanto não acontece uma desgraça destas não se fala, portanto é um tema que só é discutido esporadicamente. Quando começa a ser uma bandeira política, que agora não foi, só este ano é que houve um dia de luto nacional, mas outras mulheres já morreram noutros anos. Nunca ninguém ou nenhum Governo tinha assumido a violência doméstica como uma bandeira política, usam outras e bem, mas esta também tem que ser usada porque esta mata”, acrescentou Teresa Fernandes. A próxima conferência deste ciclo vai acontecer no próximo dia 9 de Abril subordinado ao tema da violência no namoro com testemunhos de alunos. As queixas por violência doméstica diminuíram no distrito de Bragança. Foram 303 queixas oficiais em 2017 participadas nas forças de segurança, enquanto que no ano de 2016, o número tinha sido de 335.

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Macedo de Cavaleiros já tem a Escola de Negócios do IPB a funcionar

Nesta nova valência vão ser leccionadas pós graduações e cursos de menor duração, destinados a empresários e administração pública. O primeiro curso a avançar, já com 30 alunos, é a pós graduação em Sistema de Normalização Contabilística para as Administrações Públicas, que começa dia 29 de Março. Mas no próximo ano lectivo vão seguir-se outras formações. Segundo Nuno Ribeiro, director da Escola de Negócios pretende-se ajustar a formação às necessidades de empresas e outras organizações da região. “A tentativa de atrair alunos para a escola vai ser muito estarmos perto de associações empresariais, de associação de municípios e das Comuninades Intermunicipais. Vamos tentar fazer com que esses parceiros possam eles próprios criar as necessidades e comunicar-nos as necessidades de formação. Consideramos que estando perto deles será muito mais fácil para nós termos alunos para a escola. Pretendemos que além das empresas poderem colaborar muito neste processo também as organizações públicas possam. Temos já pensada uma pós-graduação na área da gestão em unidades de saúde e aí queremos envolver a Unidade Local de Saúde do Nordeste e todas as entidades de saúde do distrito”. A inauguração contou com a presença do secretário de Estado do Ensino Superior, Sobrinho Teixeira, que considera que a instituição que presidiu está a dar um bom exemplo na qualificação de quadros na região. “Eu penso que o trabalho que está aqui a ser realizado é um trabalho que é meritório e que é apreciado pelo Governo e pelo país. Sendo, teoricamente, Bragança a região mais longe de Lisboa e mais no interior de Portugal, todo este trabalho que se está a fazer, mostrar que se é capaz, que se é capaz de fazer das dificuldades oportunidades e fazer desta região uma região mais coesa, penso que é um bom exemplo, um exemplo motivador para que outras regiões, em situações semelhantes possam ter essa percepção de que se acreditarem são capazes”. A aula inaugural foi proferida pelo presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte. Freire de Sousa considera que esta oferta formativa é um passo essencial para a qualificação na região. “É um passo essencial para qualificar nesta região e para nesta região se puxar mais pelo espírito empresarial que possa existir e pela capacidade de conhecimento que, felizmente quer no IPB quer na UTAD, um bocadinho mais distante, existe e, por outro lado, aquilo que são os nossos recursos cada vez mais qualificados. Por exemplo, a importância que tem a qualificação dos recursos humanos, em termos de níveis de ensino superior que temos hoje no país, e que não são minimamente comparáveis há 20 ou 30 anos atrás, e é preciso depois dar saída a essa gente, porque caso contrário vão sair do território local, regional ou nacional”. Ainda este ano lectivo deverá abrir um curso de curta duração de comércio internacional e internacionalização. Estando previstas para Outubro outras formações, nomeadamente a pós-graduação em Gestão de Unidades de Saúde.

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Serão precisos seis anos para minimizar a vespa da galha do castanheiro

Estão identificados mais de 600 pontos infectados com a vespa da galha do castanheiro em soutos do concelho de Vinhais. Os focos desta praga, que já deverá ter impacto na produção do próximo outono, triplicaram, pois no ano passado tinham sido identificados cerca de 130. A esperança dos produtores de castanha reside agora na luta biológica, através das largadas do parasitóide (Torymus sinensis). “No ano passado aqui em Vinhais fizemos 52 largadas do parasitóide, ainda que inicialmente só tivesses definidos 36, fizemos mais porque alguns pontos são de um projeto do IPB e de um projeto transfronteiriço. Este ano vamos fazer 158. Fizemos a monitorização dos pontos onde foram feitas e concluímos que em 86 % os parasitóides se instalaram”, referiu Albino Bento, o professor do Instituto Politécnico de Bragança que está a coordenar o trabalho sobre
a praga no âmbito da Comunidade Intermunicipal Terras de Trás-os-Montes, durante a apresentação dos resultados do Plano de Ação para o controlo do inseto realizado no concelho de Vinhais.
O investigador considera os resultados alcançados “muito interessantes”, porque as conclusões da monitorização
realizada em 15 dos 36 pontos de largada revelam que “o parasitóide apareceu em 13 desses locais, o que significa que em mais de 80% o paraitóide instalou-se”, explicou. Foram colhidas 150 galhas. “Eu ficaria satisfeito se aparecesse em duas ou três
galhas, mas temos casos em que aparece em mais de uma dúzia”, acrescentou Albino Bento. O presidente da câmara de Vinhais, Luís Fernandes, e o presidente da associação ARBOREA, Abel Pereira (que representa a maioria dos produtores de castanha do concelho de Vinhais), estão confiantes de que em cinco ou seis anos o problema estará resolvido face aos bons resultados da luta biológica. Os concelhos de Bragança e Vinhais são os maiores produtores de castanha do país, representando 55 % da área de castanheiro nacional. Daí que o município de Vinhais tenha investido cerca de 30 mil euros na luta biológica nos dois últimos anos. Em Bragança e Macedo de Cavaleiros os focos de infeção são em menor número. No primeiro concelho estão previstos 19 pontos de largada e no segundo apenas quatro. No entanto, Albino Bento estima que possa haver surpresas, “sobretudo, em Bragança, porque podem aparecer mais casos”. Em Vinhais há menos hipótese de imprevistos, uma vez que a ARBOREA fez um levantamento exaustivo dos soutos pelas várias aldeias. O estudo revela que após o primeiro ano de luta biológica a taxa de incidência do parasita que combate a praga é de meio por cento. No segundo ano passa para 3 a 4%, ao quarto deve estar em mais de 20%, e só no quinto ano pode atingir 70% ou mais. “A continuar como até agora ao fim de cinco ou seis anos podermos ter o problema resolvido, mas teremos três quatro anos com prejuízos na produção”, afirmou Albino Bento. Abel Pereira revelou que está mais confiante com os bons resultados da luta biológica já alcançados. “Sabemos que ao terceiro ano teremos 10% de quebra na produção e ao quarto ano já será de 20%. Se conseguirmos inverter nestes cinco ou seis anos podemos não passar dos 30 % de prejuízo. Se o mercado cobrir com o preço mais alto, os prejuízos podem não ser tão reais “, enumerou.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança

Strengthening Ties with Foreign Colleagues

On the 27thof February Professor Miguel Jose Rodrigues Vilas-Boas, Director of the School of Agriculture and Professor Luis de Sousa Costa, representatives of the Polytechnic Institute of Braganca (Portugal), visited our university. Professor Costa, former graduate of our university, visited his alma mater again, while Professor Vilas-Boas visited Russia for the first time. The visit’s objective was to discuss the issues of mutually beneficial international cooperation between our educational institutions. Business negotiations between our guests and the KubSAU management, including Aleksey Petukh, Vice-Rector on Education and Tatiana Polutina, Vice-Rector on International and Youth Policy, took place on the first day of their visit. The meeting was attended by deans of agriculture-related departments, honorary professors and young scientists of our university. For instance, they discussed technologies of agricultural activities in the regions of Portugal and Krasnodar Territory. They also raised issues of organizing student long-term academic exchanges and developing programs of short-term internships for students and lecturers of partner educational institutions in various fields of education. A special attention was paid to the implementation of parallel education program, current research areas in our educational institutions and planning of joint researches and joint publications within the framework of SCOPUS and WEBofSCIENCE. After a productive discussion the guests attended meetings at the Preparatory Department of our university and the Biotechnology Research Center. Next day the foreign scientists have conducted lectures for the students of Agronomy and Ecology Departments and Zootechnics Department. During the remaining part of their visit professors are planning to visit Krasnodarskoye and Kuban experimentary agro-enterprises, Abrau-Durso Public Company enterprise as well as Krasnodar sightseeing tours.

Publicado por: Kuban State Agarian University

Em Famalicão estuda-se Tecnologia Alimentar

O curso Técnico Superior Profissional (CTeSP) em Tecnologia Alimentar está em funcionamento no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) desde 2015, mas desde setembro de 2018 entrou em funcionamento na Didáxis, em Vale de S. Cosme, no concelho de Famalicão. De acordo com a estratégia de Investigação e Inovação para uma Especialização Inteligente, definida para Portugal para o período 2014-2020, o Agroalimentar foi identificado como uma das quinze prioridades estratégicas inteligentes, englobado num dos cinco eixos temáticos onde Portugal revela vantagens competitivas existentes ou potenciais. Neste sentido, as prioridades estratégicas específicas de cada região mostram que, para a região Norte, o tema prioritário “Agroalimentar” aparece com nível 3, num total de 4. Assim, um dos objetivos para a região é a dinamização da economia através do incentivo à atividade empresarial, visando a instalação de novas empresas e a criação de postos de trabalho. De acordo com a diretora do CTeSP em Tecnologia Alimentar, Clementina Santos, as estratégias e ações futuras de promoção e desenvolvimento territorial, em Famalicão, passam, sobretudo, pela melhoria nos níveis de qualificação da população. A perceção da importância do setor das Industrias Alimentares, tanto do ponto de vista do número de empresas, como da produção e da mão de obra empregue, vem intensificar a necessidade de uma formação escolar sólida nesta área. “Esta formação deve contribuir, por um lado para o reforço do desenvolvimento e internacionalização das empresas existentes, e por outro, para identificar e desenvolver novas oportunidades de negócio que valorizem os produtos agroalimentares e a criação de novas empresas”, afirma a responsável pelo curso

Como funciona o CTeSP em Tecnologia Alimentar?

O total de candidatos para o plano de estudos em Famalicão no ano letivo 2018/2019 foi de 28 candidatos,sendo 24 de primeira opção (19 na primeira fase de candidaturas, 4 na segunda fase e 1 naterceira fase). No presente ano letivo, encontram-se inscritos em Famalicão um total de 15 alunos.O CTeSP em Tecnologia Alimentar inclui 4 semestres de formação, sendo que o 4º semestre é dedicado à formação em contexto de trabalho (estágio). Por seu turno, com o estágio pretende-se queo formando possa colocar em prática os conhecimentos teórico-práticos adquiridos ao longo da componentecurricular da formação, integrando os conhecimentos fundamentais, especializados e profundosdas várias áreas científicas de formação. Neste sentido, estão previamente estabelecidos protocolos com empresas e instituições de acolhimentodos formandos, sem prejuízo de outros protocolos possam vir a ser estabelecidos, caso seconsidere necessário.De resto, os titulares de um diploma de CTeSP podem prosseguir os seus estudos no ensino superior,podendo para o efeito concorrer à matrícula e inscrição nos cursos de licenciatura do IPB, aoabrigo do disposto no regulamento dos concursos ·especiais de acesso ao ensino superior.

Formação a pensar no mercado de trabalho

O CTeSP em Tecnologia Alimentar prepara técnicos com forte formaçãotecnológica na área alimentar, aptos a desenvolver funções de desenvolvimento tecnológico e operacional. O plano de estudos confere um perfil profissional vocacionado para trabalhar (processar/transformar) as matérias-primas alimentares, de forma a convertê-las em produtos com qualidade, sendo atrativos para o consumidor. Através da formação teórica aliada a uma sólida componente prática, o curso confere aos formandos, como sublinha a diretora Clementina Santos, “elevadas competências na aplicação de técnicas e metodologias que permitem o desenvolvimento de atividades em qualquer unidade industrial ou artesanal do ramo, tais como unidades de produção de enchidos e outros produtos cárneos, unidades de processamento de cereais e hortofrutícolas, adegas, queijarias, matadouros, moagens”. Além disso, os formandos poderão, depois, também desempenhar funções diversas em associações de produtores, cooperativas agrícolas, empresas de embalamento, comercialização e/ou de distribuição de géneros alimentícios. Neste curso, o objetivo é preparar e formar profissionais capazes de integrar e dinamizar atividades de controlo e processamento alimentar em unidades agroindustriais e artesanais. Como revela a diretora do CTeSP em Tecnologia Alimentar, Clementina Santos, para muitos dos formandos, a formação em contexto de trabalho, ou seja, o estágio, que é realizada no 4º semestre do curso, abre portas para que “possam integrar as instituições que os acolhem”. Para outros, dá-lhes “as valências necessárias para trabalhar nas empresas familiares ou criar o seu próprio negócio”.

Publicado por: “OpiniãoPública”