Laboratório Colaborativo do IPB vai ser transfronteiriço

O Laboratório Colaborativo More-Montanhas de Investigação, instalado no Brigantia Ecopark, pode vir a ser de âmbito transfronteiriço, mas esse alargamento carece do apoio dos governos nos dos dois países. “Enquanto isso não sucede vamos preparar candidaturas conjuntas ao Interreg, no sector agroalimentar”, referiu Isabel Ferreira, responsável pelo laboratório transmontano. Os Laboratórios Colaborativos são entidades que tem por missão gerar conhecimento que possa ser aplicado ao tecido empresarial e económico. Tratam-se de associações privadas ou empresas sem fins lucrativos que permitam criar, direta ou indiretamente, emprego qualificado e emprego científico em Portugal através da implementação de agendas de investigação e inovação. No IPB constituiu-se o Laboratório Colaborativo More – Montanhas de Investigação, dirigido pela professora Isabel Ferreira, que vê nas zonas de Montanha “oportunidades”, apesar da falta de acessibilidades, baixa densidade populacional, baixa produtividade, dificuldade de especialização das empresas, produtos e serviços sem o valor acrescentado desejável, com mercados internos de escala reduzida. “São ecossistemas únicos, com enorme potencial, devido à biodiversidade, recursos endógenos, recursos naturais, cultura ancestral, um bom local para explorar as tecnologias verdes e os produtos de origem natural”, descreveu a investigadora.
“Aposta na relação com Espanha é um desafio para a próxima década”
Depois de séculos de desvalorizar as zonas periféricas, Costa avisa que “o grande potencial de crescimento não está nas zonas mais desenvolvidas”, mas nas zonas de fronteira que o país “desvalorizou irracionalmente ao longo de décadas”, porque o grande potencial de crescimento “não está nas zonas mais desenvolvidas está em saber ser capaz de valorizar o que está à nossa mão”, o que implica um novo olhar sobre a geografia. “Um dos maiores erros que o país cometeu ao longo dos anos foi olhar para as regiões de fronteira designando-as de interior, pois só são interior porque a fachada é o Atlântico e, assim, viramos as costas a Espanha e à Europa”, explicou e salientou a centralidade de Bragança, a cerca de 30 quilómetros do TGV espanhol, enquanto que Lisboa está a 400 quilómetros. “Quem é que tem a posição mais central? Temos que olhar não daqui para o Litoral, mas com um olhar de 360 graus, e assim vemos o Porto a hora e meia, Castilha e Leon, com 2,4 milhões de habitantes, e a Galiza com 2,7 milhões de habitantes. O que significa que à mão de semear, Bragança tem à sua volta num raio entre 150 a 200 quilómetros milhões de habitantes do lado de lá da fronteira, o que dá uma centralidade extraordinária”.

Publicado em: “Mensageiro de Bragança”

Laboratório colaborativo dedicado à investigação em montanha apresentado em Bragança

Criar emprego qualificado e promover a aproximação do mundo científico e empresarial são os objectivos da iniciativa.
Aproximar o conhecimento do mundo empresarial é o objectivo da criação dos laboratórios colaborativos.
Para já são seis criados pelo governo e o primeiro foi apresentado em Bragança. O primeiro-ministro, António Costa, esteve na manhã de sexta-feira no Brigantia Ecopark, na oficialização do Laboratório Colaborativo More dedicado à investigação em áreas de montanha onde destacou que estes projectos têm como propósito valorizar os produtos endógenos. “Vemos os laboratórios colaborativos não só como um instrumento de desenvolvimento de ciência e conhecimento, não só como forma de valorizar a actividade empresarial mas também como
uma peça fundamental na estratégia de coesão territorial e de desenvolvimento regional do país, por isso os seis
primeiros laboratórios colaborativos estão centrados na valorização dos nossos recursos e em particular em todo
o território de baixa densidade”, salientou.
Os laboratórios colaborativos visam fazer a ligação entre o conhecimento científico e tecnológico e empresas
e outras instituições.
“É importante que a investigação possa ter aplicação, mas também é essencial que as empresas da região possam saber que podem contar com o Instituto Politécnico de Bragança para responder
e encontrar soluções para os problemas concretos que se lhes apresenta e poderem melhorar, e que lhes permita ganhar capacidade de sermos mais competitivos”
O primeiro-ministro salientou que um dos principais objectivos é criar emprego qualificado e científico.
“Se queremos um desenvolvimento mais harmonioso no país é fundamental que essa inovação se projecte não só em Lisboa e no Porto, mas também em Bragança, Vila Real e no restante país. Os laboratórios colaborativos têm uma função crucial na estratégia que temos de definir para o país colectivamente, temos de ter mais jovens a estudar e a entrar no ensino superior e com mais sucesso educativo, temos de ter cada vez mais e melhores estabelecimentos de ensino superior, maior investimento em investigação e desenvolvimento e conseguir casar essa produção de conhecimento e qualificação de recursos humanos ao nível das empresas”, destacou ainda. “Se queremos ser cada vez mais competitivos, ter produtos com cada vez maior valor acrescentado, ter mais e melhor emprego e ir aumentando ano após ano o peso das
exportações temos de apostar nesta fileira da valorização de desenvolvimento da investigação”, sustentou, por fim, António Costa, que em Bragança visitou ainda a empresa Catraport e o Centro de Investigação de Montanha – CIMO. Está previsto que ao longo dos próximos 5 anos, seja atribuído por concurso um financiamento de 26,8 milhões de euros aos laboratórios já reconhecidos pela Fundação Ciência e Tecnologia, que para já são seis. Para
além do de Bragança, dedicado às culturas de montanha, em Vila Real foi instalado um laboratório colaborativo
dedicado ao vinho e à vinha, um outro dedica-se à valorização de algas, no Algarve. Haverá ainda laboratórios
colaborativos dedicados a fogos e floresta, a interacções atlânticas e a transformação digital na indústria.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Mais informações em: “Mensageiro de Bragança”

PM diz que o grande potencial do país não está nas zonas mais desenvolvidas

O primeiro-ministro, António Costa, afirmou hoje, em Bragança, que “o grande potencial de crescimento não está nas zonas mais desenvolvidas”, mas nas zonas de fronteira que o país “desvalorizou irracionalmente ao longo de décadas e décadas”.<
O chefe do Governo considerou que “um dos maiores erros que o país cometeu ao longo dos anos foi olhar para as regiões de fronteira designando-as de interior” e aproveitou o caso de Bragança, que terá uma estação do comboio de alta velocidade espanhol a 30 quilómetros, para questionar o conceito de centralidade.
“Quando Bragança está a 30 quilómetros do TGV espanhol e Lisboa está a mais de 400 quilómetros do TGV, nós perguntamo-nos : mas quem é que tem a posição mais central?”, enfatizou.
O primeiro-ministro desafiou a um olhar a partir de Bragança com “o Porto a uma hora e meia, Castela e Leão com 2,4 milhões de habitantes, a Galiza com 2,7 milhões de habitantes, o que significa que, à mão de semear, Bragança tem à sua volta, num raio de 150/200 quilómetros, cinco milhões de habitantes do lado de lá da fronteira”.
“Isto dá uma centralidade absolutamente extraordinária a esta região”, vincou.
António Costa reiterou que Portugal tem de se virar para o mercado ibérico de 60 milhões de habitantes e questionou-se como é que há empresas junto à fronteira que “exportam para os sítios mais diversos do mundo e não exportam para 100 quilómetros de distância”.
“Esta é a grande fronteira que nós temos de conseguir abrir”, afirmou.
António Costa lembrou que “no debate em curso sobre a estratégia de Portugal pós 2020 um dos grandes objetivos para a próxima década é o desenvolvimento desta relação transfronteiriça com Espanha”.
No mesmo sentido, na última cimeira ibérica, realizada em Trás-os-Montes, os governos de Portugal e Espanha acordaram desenvolver em conjunto “um grande projeto de desenvolvimento transfronteiriço”.
Para esta estratégia, o primeiro-ministro considerou “fundamental o trabalho de aproximação entre o conhecimento e o tecido empresarial” concretizado com os novos laboratórios colaborativos que o Governo está a criar no país.
Os dois primeiros são oficializados hoje em Trás-os-Montes, um sobre os recursos de montanha, que fica em Bragança, e outro ligado ao vinho e à vinha, em Vila Real.
António Costa assistiu à apresentação do laboratório colaborativo, em Bragança, e ficou a conhecer projetos e empresas resultado das parecerias entre a investigação e o setor empresarial, nomeadamente que envolvem o Instituto Politécnico de Bragança e o Brigantia Ecopark, um parque de tecnologia e investigação.
Costa ouviu o presidente da Câmara de Bragança, o social-democrata Hernâni Dias, pedir um estatuto da interioridade para estes territórios, que contemple benefícios fiscais às empresas, melhoria das acessibilidades rodoviárias, apoio às produções locais e residentes.
O autarca pediu ainda que a política de distribuição dos fundos comunitários dê garantia de que o interior tem efetivamente direito àqueles que lhe pertencem e não sejam canalizados para outras regiões.
O presidente da Câmara aproveitou ainda o anúncio feito recentemente pelo Governo de até 2030 nove em cada dez portugueses terem acesso à Internet, para lembrar que nesta região de Bragança há zonas onde este serviço ainda não existe.

Publicado por: “RTP”

Já foi apresentado o plano de combate à praga da vespa da galha dos castanheiros em Vinhais

Em Vinhais, já foi apresentado o plano de combate à vespa da galha do castanheiro. Depois do grande número de casos de castanheiros infectados com esta praga no último ano naquele concelho, esta primavera vai ser necessário proceder ao combate biológico.

O plano de Combate à Vespa da Galha dos Castanheiros para Vinhais define 37 largadas.
Dos 180 focos identificados, estes estão georreferenciados para receberem o ‘Torymus sinensis’, o parasita que pode eliminar a praga.
“Dos 180 locais que foram identificados no verão e no final da primavera e que foram georreferenciados, foram novamente vistoriados agora para saber o grau de intensidade do problema que havia nesses locais. Com base nesse grau de intensidade foram definidos os locais onde vão ser efectuadas as largadas a partir do momento que decorre o abrolhamento do castanheiro”, como esclareceu Abel Pereira, da Arborea, a Associação Florestal da Terra Fria Transmontana.
As largadas deste insecto predador da vespa da galha deverão acontecer a partir do final do mês de Março, por altura do abrolhamento dos castanheiros, com particular incidência nas aldeias de Edral, Vilar Seco de Lomba, Quirás e Pinheiro Novo.
“Teria que ser agora para a partir do mês de Março, mais 6 sessões descentralizadas no concelho. Durante o final do mês de março e mês de abril fazermos visitas semanais constantes aos soutos e aos pontos de largada identificados, para podermos largar o predador das galhas no momento certo e no sítio certo” refere Carlos Silva, da Proruris, a Empresa Municipal de Desenvolvimento Rural de Vinhais explica que esta é a altura ideal para apresentar este plano.
Este será o primeiro ano de largada do ‘Torymus sinensis’, mas Carlos Silva admite que se trata de “um trabalho contínuo e de paciência” e estima-se que seja necessário repetir o método por quatro ou cinco anos, para erradicar a vespa da galha do castanheiro.
Este plano vai ser implementado pelo conselho municipal, que integra a Arborea, o Instituto Politécnico de Bragança, a Proruris e a Câmara Municipal de Vinhais.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Governo lança Roteiro Conhecimento e Inovação

Para garantir a sustentabilidade do crescimento económico, o primeiro-ministro vai promover um programa que aposta no conhecimento e na inovação.

António Costa
O Governo vai lançar um Roteiro Conhecimento e Inovação e as primeiras medidas legislativas serão aprovadas amanhã, quinta-feira, na reunião do Conselho de Ministros especial dedicada à ciência, que se realiza no ?Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel, no Porto.
O programa do Governo para o conhecimento e a inovação começa a ser abordado já hoje, quarta-feira, no debate quinzenal com o primeiro-ministro, António Costa, na Assembleia da República, e irá ser lançado no terreno quinta-feira à tarde e sexta-feira.
Este programa levará o primeiro-ministro pelo país durante os meses de Fevereiro, Março e Abril, em princípio sempre à sexta-feira, com uma periocidade semanal. Cada iniciativa incidirá sobre um sector e será dedicada a uma região, com o objectivo de assinalar o que existe de positivo, bem como lançar iniciativas novas, explicou ao PÚBLICO um membro do Governo.
Na quinta-feira à tarde, o primeiro-ministro presidirá à assinatura dos protocolos “GoPortugal – Global Science and Technology Partnerships Portugal”. O objectivo é ajudar à internacionalização das universidades portuguesas e serão subscritos por um conjunto de universidades e entidades portuguesas e estrangeiras.
Já na sexta-feira, o primeiro-ministro estará em Bragança com o objectivo de assinalar como a inovação está a transformar os territórios. Esta sessão será organizada em torno do Centro de Investigação de Montanha e nela será apresentada um laboratório colaborativo.
Na tarde do mesmo dia, António Costa leva o Roteiro Conhecimento e Inovação ao Laboratório do Vinho e da Vinha, da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro.
Para o próximo dia 21 de Fevereiro, a zona escolhida será a de Lisboa e o tema a Inteligência Artificial. As iniciativas irão envolver empresas, uma universidade e o Instituto Politécnico de Setúbal.
Estas sessões “têm como objectivo mostrar o que existe e lançar iniciativas”, explicou o membro do Governo ouvido pelo PÚBLICO, salientando que os temas abordados não se circunscrevem à “ciência e economia mas também abrange outras áreas”. Daí que esteja já previsto “um dia sobre a educação e a inovação pedagógica”, assim como “um dia dedicado à saúde” e “em Março, será a vez de uma iniciativa sobre a floresta”.
A ideia do Governo é que, de acordo com o mesmo membro do executivo, “há muitos contributos que a ciência pode dar à sustentabilidade”. Por isso, o primeiro-ministro vai promover iniciativas que fazem “a ligação entre ciência, inovação e economia”, apostando na “relação entre ciência, economia e qualificações”.
Esta quarta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, António Costa deverá partir para a apresentação do Roteiro Conhecimento e Inovação com base nos dados sobre o PIB que serão tornados públicos neste dia. A expectativa do Governo é que estejam “em linha com os anteriores números que mostram que a estratégia adoptada para a governação é certa”, afirmou o mesmo governante.
Os números sobre PIB servirão a António Costa para defender que “os desafios que se colocam às economias como a portuguesa obrigam a que se garanta a sustentabilidade”, logo “importa garantir a inovação”, acrescentou o membro do executivo, que concluiu: “o Roteiro Conhecimento e Inovação tem como objectivo mostrar o que a economia tem de bom e desafiar os actores sociais e económicos a prosseguir e a ampliar a sua acção neste domínio.”
Publicado por: “Público”

Orlando Rodrigues é o primeiro candidato à presidência do IPB

Uma lista de continuidade. Será assim a lista de Orlando Rodrigues, atual vice-presidente do Instituto Politécnico de Bragança, que se apresentou já aos colegas como candidato à presidência daquela instituição de ensino superior. Orlando Rodrigues é atualmente o número dois da estrutura liderada por Sobrinho Teixeira, que atingiu o limite de mandatos e não se pode recandidatar. A acompanhar o candidato estará Luís Pais, outro dos atuais vice-presidentes, e Albano Alves, antigo presidente da Escola Superior de Tecnologia e Gestão. O processo eleitoral arrancou no passado dia 31 de janeiro, com a publicitação do anúncio de abertura de candidaturas, que decorre até ao dia 5 de março. Para os dias 17 e 18 de abril está prevista a audição pública dos candidatos em reunião do Conselho Geral do IPB, com a eleição a decorrer no dia seguinte, 19 de abril. Orlando Rodrigues aposta na “continuidade do bom trabalho que vem sendo realizado nos últimos anos”, que permitiu ao IPB estar na vanguarda dos institutos politécnicos a nível nacional. “Apostamos na promoção de um eixo forte de diferenciação da instituição, apoiado em três vetores”, explicou ao Mensageiro. Por um lado, “uma aposta na parceria com organizações e empresas locais para promover a inovação e inserir os alunos no mercado de trabalho”. Por outro, “a valorização da capacidade científica aplicada”. Por fim, “a inovação pedagógica, com metodologias pedagógicas inovadoras”. “Queremos ser reconhecidos como uma instituição de referência, inovadora, próxima das empresas e aberta à região”, sublinhou. Para além disso, “haverá eixos complementares, que passam pela eficiência da organização”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

IPB anunciou a criação de Centro de Investigação e Inovação Industrial

O projeto já foi candidatado e Sobrinho Teixeira pretende que este ponto seja uma referência a nível ibérico e europeu
O Presidente do Instituto Politécnico de Bragança anunciou a criação de Centro de Investigação e Inovação Industrial de forma a potenciar o desenvolvimento e economia na região. Sobrinho Teixeira defende que é necessário dar continuidade à aposta do setor primário, mas é muito importante fomentar o setor secundário
“Um dos desafios do instituto é criar um Centro de Investigação que já foi candidatado que se vai especializar em inovação industrial para zonas de baixa densidade populacional e económica e eu gostava que ele fosse um referência a nível europeu, e a nível europeu.” Refere Sobrinho Teixeira, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança
Para tal o presidente deste instituto de ensino superior explica que o IPB tem um corpo docente especializado nas novas tecnologias e que são uma mais-valia na geração de conhecimento e de apoio ao setor empresarial.
“Nós já temos um conjunto de docentes: Estes centros de investigação criam-se com conhecimento que se especializaram nas novas tecnologias, em formas de digitalizar industrias. De fazer uma indústria preventiva de forma a introduzir eficácia”. Refere Sobrinho Teixeira, Presidente do Instituto Politécnico de Bragança. A juntar a estes fatores, Bragança tem na sua localização um ponto privilegiado.
“Nós somos competitivos por causa da nossa localização geográfica, porque somos um bocadinho de Castilla e Léon que está em Portugal, e temos custos geográficos mais baixos” sustenta Sobrinho Teixeira.
O presidente a anunciar um novo Centro de Investigação e Inovação Industrial que já foi candidatado que poderá a vir a ser um ponto de referência no país e na Europa.

Publicado por: “Brigantia”

Os fundos comunitários não são distribuídos de igual forma entre o litoral o interior, critica o presidente do presidente do IPB

Sobrinho Teixeira, presidente do Instituto Politécnico de Bragança critica a distribuição de fundos comunitários que não ocorre de forma desigual entre o litoral e o interior. Sobrinho Teixeira sustenta que no interior não existe uma empresa que seja capaz de candidatar um projecto no valor de 1 milhão e 500 mil euros.
O presidente do Instituto Politécnico de Bragança critica a distribuição dos fundos comunitários na área empresarial. Refere que não estão a ser canalizados para o interior os fundos que seriam uma mais valia para o desenvolvimento do sector primário e secundário na região.
Perante esta crítica, Jorge Nunes, Vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional Regional do Norte responde que existe uma distinção entre Fundos públicos da união europeia mobilizados por entidades públicas e fundos da união europeia de incentivo à actividade económica às empresas. No que diz respeito aos investimentos públicos consegue-se fazer um equilíbrio no que diz respeito à atribuição de fundos, porque está no domínio da decisão política. Já nos incentivos às empresas, é mais difícil de fazer esse equilibro, porque as empresas que concorrem do interior apresentam bastantes fragilidades contrariamente às do litoral.
“Já o incentivo às empresas, na geometria apresentadas das empresas é mais difícil de fazer esse equilíbrio, uma vez que as próprias empresas do interior apresentam bastantes fragilidades.” Responde Jorge Nunes, Vogal da Comissão Directiva do Programa Operacional Regional do Norte
“Destaca que não se pode colocar o foco nos fundos comunitários, como o elemento chave para a resolução dos problemas do interior” Jorge Nunes
Os fundos estruturais não são capazes, por si só, de resolver os problemas de interioridade, eles podem dar um contributo, mas outras há medidas de natureza política pública de outro alcance.

Publicado por: “Brigantia”

Lagar une-se ao Politécnico de Bragança para criar azeite gourmet

Produto ‘gourmet’ faturou 1,5 milhões de euros em 2017 e que quer crescer para a Arábia Saudita, Canadá e EUA.
Um lagar de azeite em Trás-os-Montes fez uma parceria com investigadores do Politécnico de Bragança, que resultou num produto ‘gourmet’ que faturou 1,5 milhões de euros em 2017 e que quer crescer para a Arábia Saudita, Canadá e EUA. “É um azeite de características transmontanas, um azeite de olival tradicional, um azeite verde, com muito sabor a frutos secos – noz e amêndoa – quimicamente e sensorialmente irrepreensível, sem defeito nenhum”, descreveu António Soares, um dos mentores da marca de azeite Terras Dazibo, produzido no lagar Olimontes.
Os bagos de azeitona nascem em olival tradicional em Macedo de Cavaleiros, em Bragança, e o azeite começa a ser produzido no Olimontes, um lagar desenhado de acordo com as exigências de modernas tecnologias de extração. Países como Espanha, França, Luxemburgo, Bélgica, Suíça ou Inglaterra já estão a importar aquele azeite produzido no lagar de Trás-os-Montes, mas António Soares revela que o futuro do negócio passa por vender para a Arábia Saudita, Qatar, Barém, EUA e Canadá. “Estamos a ultimar e a negociar contratos, com algum músculo, (…) com cadeias internacionais de negócio na área da distribuição da ‘delicatessen’ [produtos ‘gourmet’], com algumas das maiores referências internacionais, com parte dos países árabes, os EUA e o Canadá”, contou António Soares, referindo que o objetivo da marca é levar os azeites da marca, desde o biológico ao virgem e ao extra virgem, “pelo mundo fora”. A marca Terras Dazibo, nome que nasceu a partir do nome da Albufeira do Azibo, foi lançada no mercado em novembro de 2015, em Macedo de Cavaleiros, com três sócios e em parceria entre o lagar Olimontes e o Instituto Politécnico de Bragança. “Fizemos uma parceria com o Instituto Politécnico de Bragança, com o azeitólogo investigador Nuno Rodrigues e com o professor José Alberto Pereira, que já eram conhecedores no panorama oleico nacional”, explicou António Soares. O volume de negócios do lagar Olimontes, aliado à marca de azeite transmontano, ultrapassou em 2017 os 1,5 milhões de euros, avançou António Soares, referindo que se trata de um valor “muito grande”, mas que congrega não só o azeite ‘premium’ engarrafado, mas também o azeite a granel e o de garrafão. Na campanha de azeite de 2017, considerado um ano excecional na produção, o Olimontes processou 3.750 toneladas de azeitona, produzindo cerca de 600 mil litros de azeite. “Já fizemos mais de 500 toneladas de azeite na campanha de 2017”, contou o responsável, indicando, porém, que este valor pode aumentar. Em maio de 2017, quatro garrafas de azeite Ânfora, produzido no Olimontes, conquistaram em Nova Iorque a medalha de ouro na Competição Internacional de Azeite daquela cidade, na categoria Medium Brands, recorda António Soares. Os azeites produzidos no lagar transmontano também receberam medalhas de prata no concurso “London International Olive Oil Competition 2017”.

Publicado por: “Jornal Nordeste”