Transmontanos colocam EDP e IPB no TOP 3 da Gestão Nacional

Bragança esteve representada com a equipa EDP-Higlanders na Final Nacional do Global Management Challenge, onde oito equipas se degladiaram na já considerada como a maior competição de Estratégia e Gestão empresarial a nível mundial, obtendo o terceiro lugar Nacional.
A equipa de alunos e ex-alunos e do Instituto Politécnico de Bragança, funcionários da EDP, participaram pela terceira vez na competição, estando na final nacional pelo segundo ano consecutivo, mas desta vez alcançando um honroso terceiro lugar, só ultrapassados por uma equipa da CGD e outra do IAPMEI, que vai agora disputar em abril de 2018 a final internacional no Dubai.
A competição iniciou-se em maio 2017 com 310 equipas, habitualmente constituídas por gestores e por estudantes das mais reputadas instituições de ensino Nacionais e que terminou no dia 14 de novembro num jantar-gala que decorreu no Four Seasons Hotel Ritz em Lisboa onde, na presença dos melhores e mais bem-sucedidos gestores do panorama Nacional, foram entregues os prémios.
A prova que “Consiste numa simulação empresarial interativa em que cada equipa gere uma Empresa com o objetivo de obter o melhor desempenho do investimento para a sua empresa no mercado em que esta se insere”, desenrolou-se durante 10 longas horas e onde as equipas intervenientes aplicaram todo o seu conhecimento sobre como bem gerir.
Após o excelente 3º lugar perguntamos ao líder da equipa Rui Salvador quais as principais dificuldades que encontraram ao longo da competição e como as ultrapassaram ”o crescente grau de competitividade com que nos deparamos, refletiu a excelente qualidade das equipas participantes, obrigou-nos a uma interpretação mais exigente da previsibilidade do comportamento estratégico das nossas concorrentes. Procurando na antecipação um aliado fundamental para o sucesso das nossas decisões”.
O Diário perguntou se este tipo de competição exige alguma preparação especifica a que Rui Salvador replicou que” é fundamental ter bons conhecimentos na área de gestão, a este nível da competição, todos os intervenientes dominam muito bem os conceitos e todos sabem como definir o melhor método de atuação e a melhor estratégia a adotar. A titulo de exemplo, lembro para reforçar a qualidade das equipas em prova, que a equipa relegada para o 4 lugar, era uma equipa de estudantes do MBA da Universidade Católica do Porto, por si só, considerado um dos melhores MBA do mundo, reconhecemos que este nosso resultado esteja subordinado à excelente formação académica ministrada no IPB onde muitas das decisões tiveram como base o estudado ao longo da experiência académica, estando-lhe também implícita a experiência e risco controlado”.
Recomendam esta competição a estudantes e quadros? “Recomendamos a participação no GMC a todos os estudantes e quadros das empresas, não só pela oportunidade de participar na maior competição de estratégia e gestão do mundo, aleada à notoriedade da competição no meio académico e empresarial, mas também pela oportunidade de enriquecimento das competências de estratégia e gestão tão úteis e fundamentais para o sucesso profissional e pessoal”.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Contabilistas certificados queixam-se da forma como são tratados pelo Estado

Muitas queixas em relação à forma como o Estado, e em particular a Autoridade Tributária, trata os contabilistas certificados, foi o se que mais se ouviu no seminário que juntou 3 dos 4 candidatos a bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados.
Apesar do tema ser sobre os desafios do contabilista certificado num mundo em mudança: do ensino ao exercício da profissão, Filomena Martins, uma das candidatas a bastonário, destacou a instabilidade fiscal e a forma como a Autoridade Tributária trata os contabilistas, que faz com que o Estado veja estes profissionais como meros cobradores de impostos.
“Nós já fomos ouvidos pelos diversos grupos parlamentares, na comissão de orçamento e finanças, e aquilo que pedimos foi tão só que, pelo menos como estavam agora ou iam iniciar a discussão do orçamento de 2018, que se lembrassem dos contabilistas, dos profissionais e que de uma vez por todas viesse uma lei fiscal que a própria Autoridade Tributária (AT), passa a ter um dia a partir do qual tem que disponibilizar os formulários, porque não podemos andar todos a reboque daquilo que os senhores da AT entendem”, esclareceu Filomena Martins.
José Araújo, também candidato, não compreende como é que o Estado pode exigir quando ele próprio não cumpre o que está estabelecido ao nível dos prazos.
“Como é que um ex-Secretário de Estado dos Assuntos Fiscais tem moralidade para em Abril deste ano, proferir um entendimento a dizer que não ia alterar a IES (Declaração Anual de Rendimentos da Empresa), conformando-a com a lei 98/2015. Quer dizer uma lei que foi publicada em Junho de 2015, para entrar em vigor em Julho de 2016. Vem o ex-Secretário de Estado, que não vai entregar os formulários em 2017 porque não teve tempo. Se não teve tempo, temos pena, porque eu também não tive tempo para entregar as declarações do IVA e também tenho de o fazer, porque se não o fizer tenho logo coimas e ameaças. O que temos de exigir do estado é o mesmo comportamento, no mínimo”, explicou.
Já o candidato a bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados, António Lopes Pereira, chega mesmo a explicar, de uma forma caricata, o mau funcionamento do Estado nesta matéria.
“O que tem acontecido é que o Estado, os governos, legislam e preparam as obrigações declarativas para cumprir ontem, disponibilizando as formulações amanhã”, ironizou.
Os três candidatos vieram a Bragança a convite da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Bragança, que ministra o curso de contabilidade. O seminário realizou-se no auditório da ESTIG que se encheu de alunos e profissionais da área para assistir ao debate entre os candidatos à Ordem dos Contabilistas Certificados, organismo que vai a votos no próximo dia 20 de Dezembro.

Publicado por: “Brigantia”

Confraria da Castanha quer afirmação ibérica para o sector

A Confraria Ibérica da Castanha quer afirmar o sector no contexto da Península Ibérica para ajudar os produtores na aproximação à investigação sobre esta produção, aglutinando o ensino superior português e espanhol. “Queremos dar um vínculo mais ibérico à confraria”, revelou o grão-mestre, Paulo Hermenegildo, no final do Grande Capítulo da Confraria Ibérica da Castanha, que decorreu no passado sábado, em Bragança. Foi um momento para entronizar 14 novos confrades. Cerca de 20% de mais de uma centena e meia do total de confrades são espanhóis, nomeadamente o vice-grão mestre e um dos secretários da Assembleia geral.
A confraria vai começar a trabalhar com a Universidade de Salamanca para fazer investigação no âmbito florestal,
da defesa do castanheiro e da fileira da castanha “no sentido do saber e do conhecimento, bem como de troca de saberes internacionais com a envolvência do Instituto Politécnico de Bragança”, acrescentou o grão-mestre.
Facultar apoio é uma das missões da confraria que foi para o terreno para ajuda a identificar focos de vespa da
galha do castanheiro para ajudar os agricultores e alertando a Direção Regional de Agricultura. “No próximo ano já serão feitos lançamentos de parasitóides na nossa zona e nós temos um papel importante nesse aspecto”, sublinhou. Na forja está a criação da Rota do Castanheiro em Flor, que passará por vários municípios.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

“A edição mais visitada e movimentada de sempre”

Cerca de 30 mil pessoas passaram entre o dia 2 e o dia 5 no Pavilhão do Nerba, por ocasião da Feira Internacional do Norte, fazendo da 16ª edição a “mais visitada e movimentada de sempre”
De acordo com o município brigantino, esta foi “a edição mais visitada e movimentada de sempre” da Norcaça, Norpesca & Norcastanha. Esta é a principal conclusão resultante da 16.ª Feira Internacional do Norte que, de 2 a 5 de novembro, conduziu ao Pavilhão do NERBA, sensivelmente, 30 mil pessoas.
No dia da abertura, a 2 de novembro, teve lugar a cerimónia de inauguração da Norcaça, Norpesca e Norcastanha 2017, presidida pelo Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins. Mas foi o presidente da Câmara Municipal de Bragança a abrir as hostes discursivas. Hernâni Dias mencionou serem necessários apoios para os agricultores, nomeadamente, perante a fraca produção de castanha, falou sobre a seca extrema que se tem vindo a sentir, em particular, neste último ano, em soluções para ambos os casos e em como o Governo poderia e deveria ajudar todos aqueles que tiveram prejuízos decorrentes da produção agrícola. Comentou, ainda, os resultados francamente positivos que Bragança, enquanto cidade, concelho, capital de distrito e representante de toda uma região, tem alcançado, quer a nível local, nacional e internacional, elogiando o município a que preside pelos resultados obtidos e publicados por diversos rankings que fazem do nordeste um pólo de atração e de investimento, fazendo, assim, por merecer uma atenção especial por parte do Governo central.
O Secretário de Estado ouviu atentamente o edil brigantino, asseverando que diversas medidas estão prestes a ser tomadas que beneficiarão os agricultores transmontanos compensando-os das perdas decorrentes das alterações climáticas que têm afetado enormemente as produções agrícolas nordestinas. Carlos Martins garantiu que haverá fundos europeus que serão desbloqueados para os produtores de castanha fazerem face aos prejuízos, bem como uma linha de crédito disponível para quem preencher os requisitos necessários. À noite teve lugar o debate “Norcaça/Norpesca – Impacto das alterações climáticas na agricultura, na caça e na pesca”, decorrendo, em paralelo, o showcooking Cozinha Estudantil Internacional, durante o qual alunos do Instituto Politécnico de Bragança confecionaram pratos típicos do México.
Carlos Martins garantiu que haverá fundos europeus que serão desbloqueados para os produtores de castanha fazerem face aos prejuízos, bem como uma linha de crédito disponível para quem preencher os requisitos necessários.
Já a 3 de novembro, segundo dia da Norcaça, Norpesca e Norcastanha 2017, realizou-se o X Fórum Internacional dos Países Produtores de Castanha – subordinado ao tema “Soutos, Cogumelos e Mel”, cuja organização esteve a cargo do Instituto Politécnico de Bragança (IPB). No mesmo dia, mais de mil crianças, de escolas da cidade e da área rural, visitaram o espaço, conheceram o maior aquário móvel da Europa e puderam, ainda, ver como se preparam as abóboras para o Halloween. Uma vez mais, os estudantes do IPB deliciaram os presentes com os pratos preparados na Cozinha Estudantil Internacional.
No terceiro dia do certame, teve lugar o Grande Capítulo de Outono 2017 da Confraria Ibérica da Castanha, durante o qual foram entronizados novos confrades. Foi, ainda, apresentado o livro “Carta Gastronómica de Bragança – Matérias Primas, Produtos e Práticas Alimentares”, editado pelo Município de Bragança, da autoria de Armando Fernandes, que compila depoimentos de pessoas que conhecem as tradições gastronómicas e técnicas utilizadas na preparação e confeção de pratos típicos. Decorreram, ainda, no terceiro dia a já tradicional Prova de Sto. Huberto, a montaria ao javali e cães de caça, as tão aguardadas esculturas em madeira com motosserras pelas mãos de Emmanuel Courtot, o espetáculo de falcoaria e a XVI Passagem de Modelos “Norcaça, Norpesca e Norcastanha”, entre diversas outras atividades.
O último dia do evento começou cedo com a Maratona Ibérica da Castanha BTT, organizada pela Associação Amigos do Campo Redondo, que contou com a participação de 100 ciclistas, com o percurso pedestre “Por entre os soutos”, organizado pelos Enzonas, e com o 1.º Passeio de Clássicos, organizado pelo Nordeste Automóvel Clube. Já durante a tarde, a tradicional luta de touros levou centenas de pessoas ao recinto exterior do NERBA.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Todos convidados para as Rotas Científicas para uma Integração Intercultural

Pelo segundo ano o Centro Ciência Viva de Bragança está a implementar o projeto “Rotas Científicas para uma Integração Intercultural” desenvolvido em parceria com o Instituto Politécnico, que tem como objetivo geral o envolvimento e a integração da comunidade de jovens estudantes estrangeiros, nomeadamente os alunos em Erasmus e os que vêm dos países de Língua e Expressão Portuguesa. A iniciativa, que quer integrar através da Ciência e da Tecnologia, tem cinco vagas reservadas para os habitantes de Bragança que são convidados a participar. “Isto é que é a verdadeira integração. Os alunos contactarem com a sociedade local e real, com as pessoas que trabalham nas escolas, museus, em empresas, etc.”, explicou Ivone Fachada, diretora executiva do Centro de Ciência Viva de Bragança, à margem da sessão inaugural, que teve lugar na passada quarta-feira, 25. Os alunos vão participar em vários workshops de diferentes temas, dinamizados com investigadores ou especialistas, podem rodar por todos os definidos, nomeadamente Ilha da Ciência e Tecnologia, Ilha da Interculturalidade e Ilha do Empreendedorismo. “Achamos que só faz sentido assim, se cada um participar nas várias ilhas. Ganhar as ferramentas e competências para depois tentar desenvolver algum tipo de negócio na Ilha do Empreendedorismo, que é a última a ser realizada e tentar implementar algum produto”, descreveu. O objetivo é que após o regresso aos seus países de origem possam replicar o que aprenderam. O projeto foi implementado pela primeira vez no ano passado tendo “corrido muito bem”, destacou Irene Fachada. Foram envolvidos um universo de 400 alunos, foram realizadas 20 sessões, com 20 participantes em média. “Alguns dos alunos que participaram nas Rotas no ano passado já regressaram aos seus países e estão a tentar implementar algumas das ferramentas que levaram aqui”, sublinhou Paula Vaz, docente e investigadora da Escola Superior de Educação do Instituto Politécnico de Bragança, deu conta que se procura criar “um processo de integração que passe por facilitar que os alunos percebam os nossos costumes, a nossa forma de ser, os nossos valores e a nossa cultura e em simultâneo nós (comunidade) percebermos melhor a sua forma de estar e a sua cultura”. É desta forma, segundo a docente, que “se pode falar de um processo de verdadeira integração”.
Na comunidade dos alunos do IPB que tem vindo estudar para Bragança não são conhecidos problemas ao nível da integração, todavia Paula Vaz considera que “por vezes os alunos se restringem aos seus círculos e nós não queremos que fiquem fechados com eles próprios, trazendo-os para nós”.

Publicado por: “Mensageiro de Bragança”

Alunos da Agrária fazem recolha para os bombeiros locais

Entrega de produtos recolhidos no quartel dos bombeiros voluntários de Izeda

Alunos da Escola Supe­rior Agrária de Bragança en­tregaram 700 litros de água e várias embalagens de bar­ras energéticas aos Bombei­ros Voluntários de Izeda, no concelho de Bragança.
Os bens foram angariados por vários alunos da ESAB, depois de caloiros da escola, “sensibilizados com os recen­tes e devastadores incêndios que têm assolado o país”, te­rem proposto à associação de estudantes organizarem a re­colha para “ajudar os nossos bombeiros a melhor cumprir a sua missão”. Num par de dias conseguiram reunir os bens que entregaram na pas­sada quarta-feira à corpora­ção.

Publicado por: “Jornal Nordeste”

Investigador de Bragança diz que queimadas são contingentes à agricultura

As queimadas são uma prática contingente à existência da agricultura que exige uma relação mais próxima com agricultores para prevenção no uso daquele que é o único recurso de limpeza, em alguns casos, preconiza um investigador de Bragança.
Manuel Ângelo Rodrigues é professor/investigador da Escola Superior Agrária de Bragança e conhecedor da realidade das queimadas usadas no outono e na primavera para limpar os campos de matos e restos de colheitas.
Para este investigador, “tem de haver uma preocupação especial das autoridades que gerem o problema dos incêndios com aquilo que é o meio rural, ter veículos de informação que façam chegar a informação aos agricultores”.
“As autoridades que gerem o território e, nesta caso concreto os incêndios, admitindo que a negligência por parte de agricultores pode ser uma causa de incêndios, é óbvio que eles [autoridades e agricutores] têm de estar intimamente ligados”, defendeu em entrevista à Lusa.
O fogo estará sempre presente nas práticas agrícolas, como explicou, concretamente para eliminar o resultado da limpeza do mato que se acumula junto a pequenas hortas típicas da agricultura de subsistência mais praticada a norte do rio Tejo.
“As pessoas têm sempre pequenas hortas para obter produtos familiares e essas hortas normalmente têm zonas cultivadas, mas confinam com locais onde se desenvolvem matos, silvas, vegetação mais alta. E o que acontece é que elas não podem permitir que os campos sejam invadidos por esse material”, explicou.
Essas bermas dos prédios agrícolas, das hortas, “têm de ser cortadas, têm de ser higienizadas, têm de ser limpas e esse material não tem destino coerente” porque não pode ser aproveitado para lenha para a lareira ou qualquer outro fim.
“A tendência mais lógica é fazer uma pequena pilha e chegar-lhe fogo e isto aparentemente não seria uma coisa muito má até porque não há outros sistemas para esse recurso. O problema é que eles deviam estar é conscientes que deviam ter algum cuidado para não haver incêndios”, afirmou.
Na opinião de Manuel Ângelo Rodrigues, a questão que se coloca é “como fazer chegar a informação a uma população que habita os meios rurais, provavelmente vê pouca televisão e menos ainda outros órgãos de comunicação social”.
“Este tipo de pessoas não estará recetiva a ouvir falar um investigador, não seria uma comunicação mais técnica, mais elaborada que teria efeito, teria que ser uma informação mais local, de uma entidade local, um presidente de junta, uma associação que de alguma forma tenha um contacto mais próximo e com uma linguagem mais simples, mais imediata”, apontou.
Segundo o investigador há ainda outro tipo de queimada agrícola que serve de preparação dos terrenos para as sementeiras, nomeadamente de searas, campos de trigo, arroz, milho, e que são feitas nesta altura do ano, no outono.
Os agricultores queimam os restolhos para facilitar a mobilização do solo (lavra) e a germinação das sementes.
Uma teoria contestada pela comunidade científica que contra-argumenta que, a queimada “tem um aspeto muito nocivo e muito negativo, de uma maneira geral, na fertilidade do solo”.
Faltam os estrumes naturais dos animais nos campos e a ciência defende que “os resíduos das culturas, os restolhos das plantas (são) matéria orgânica fundamental para o solo, ou seja, a palha do trigo, do arroz ou do milho, se for incorporada no solo é uma fonte de matéria orgânica muito importante e é fundamental para melhorar a fertilidade do solo”.
Além disso, explicou o investigador, o próprio restolho cria “um coberto vegetal que de alguma forma também é benéfico, sobretudo porque controla a erosão do solo”, considerada “o maior problema ambiental da bacia mediterrânica”.
As ajudas da União Europeia tentam travar esta prática, na medida em que para receberem os subsídios das medidas agroambientais, inclusive com uma majoração, os agricultores estão proibidos de queimar os restolhos.
Há contudo algumas exceções, já que, segundo ainda o investigador, “nalguns contextos destruir pela queima os restolhos é a única forma, ou pele menos tem sido vista nalguns casos assim, mais lógica, mais simples de eliminar problemas sanitários como as pragas”.

Publicado por: “Diário de Trás-os-Montes”

Estudantes do IPB solidários com as vítimas dos incêndios

Estudantes do IPB estão e recolher bens alimentares para apoiar as vítimas dos incêndios.
A associação de alunos internacionais decidiu arregaçar as mangas e perante a tragédia tentar contribuir com uma ajuda.
“Depois desta tragédia resolvemos tomar a iniciativa e ajudar. A nossa região não foi afectada mas toca a todos. Toda a ajuda, por mais pequena que seja, é boa”, refere o presidente da Erasmus Student Network do IPB, Bernardo Barata:
Os estudantes ainda se estão a informar sobre a melhor forma de entregar os donativos angariados, no entanto o primeiro carregamento segue em breve para a zona de Braga, também afectada pelos incêndios.
A associação de alunos internacionais recolheu também já este ano bens alimentares para enviar para o México na sequência dos furacões que atingiram o país.
Agora a ajuda vai ser encaminhada para as vítimas dos incêndios e corporações de bombeiros de Portugal. Os donativos estão a ser recolhidos no centro académico do IPB.

Publicado por: “Rádio Brigantia”

Mais informações em: “Jornal Nordeste”