ULS reforça cuidados paliativos ao domicílio


A Unidade Local de Saúde do Nordeste vai reforçar, até ao verão, as unidades que providenciam cuidados paliativos ao domicílio. A garantia foi deixada pelo presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde do Nordeste, Carlos Vaz, à margem das segundas jornadas de investigação da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos que decorreu sexta-feira e sábado no Instituto Politécnico de Bragança.
“Até junho ou julho queremos implementar em todos os conselhos da zona sul as equipas preparadas para fazer as visitas domiciliárias com acompanhamento do departamento dos Paliativos da ULS”, disse Carlos Vaz. “Isso é que é fundamental. Que as equipas multidisciplinares se desloquem ao local, ao domicílio, para fazer os acompanhamentos a esses doentes, isso para nós é que é fundamental”, sublinhou.
Segundo explicou Carlos Vaz, “cada concelho terá a sua equipa, integrada quer com a equipa do centro de saúde, quer eventualmente com outras instituições que colaboram connosco, nomeadamente Misericórdias ou outras associações, de modo a fazermos equipas multidisciplinares permanentes”, disse.
Em Macedo de Cavaleiros, o número de camas vai ser reduzido (de 17 para dez) para haver uma maior aposta nas unidades de apoio ao domicílio. Por outro lado, aumentará o número de camas dos cuidados continuados. Também o IPB vai reforçar a aposta nos Paliativos com novas ofertas pedagógicas.
“Os cuidados paliativos são uma vertente dos cuidados continuados e, porque sentimos também essa necessidade, qualificar ativos por solicitação de cuidados de saúde, vamos abrir ainda este mês uma pós-graduação em cuidados paliativos”, anunciou a diretora da escola de saúde, Helena Pimentel. A pós-graduação arranca já amanhã “para dar resposta a esta formação mais específica a profissionais que trabalham nessa área.”
Para Manuel Luís Capelas, presidente da Associação que organizou estas jornadas, o objetivo foi apresentar “estratégias para melhor cuidado dos doentes, na prevenção do sofrimento, onde quer que estes doentes estejam nestes serviços” e “disseminar pelo país inteiro” este tipo de conhecimento.

Publicado em: Mensageiro

Semana Académica de Mirandela vai custar 45 mil euros

45 mil euros é quanto vai gastar a associação de estudantes da Escola Superior de Administração, Comunicação e Turismo na semana académica, que decorre entre a próxima quarta-feira, dia 29 de Março, e 3 de Abril, no pavilhão da Reginorde, em Mirandela.

O orçamento cresce em 15 mil euros e o evento terá mais um dia do que no ano passado, como frisou o presidente da associação de estudantes, Tito Resende, que desta alguns dos cabeças de cartaz. “Temos um cartaz de renome, começa logo com a Mia Rose, Jimmy P, Master Jake, Hands on Approach, entre muitas outras”, destaca Tito Resende.
Na vigésima semana académica de Mirandela, o presidente da associação académica espera que o esforço de trazer nomes apelativos para o público jovem tenha correspondência numa boa afluência de público.
Já a festa dos estudantes de Bragança está agendada para a semana de 24 a 30 de Abril, e vai contar com nomes como Matias Damásio, Souls of Fire, o rapper Piruka, HMB e Mastiksoul e Ana Malhoa como cabeças de cartaz.

Publicado em: “Rádio Brigantia”

Composto orgânico resultante de resíduos aprovado pela comunidade científica e agricultores

O tratamento biológico de resíduos urbanos, provenientes da recolha indiferenciada no distrito de Bragança e no concelho de Vila Nova de Foz Coa – área de abrangência da empresa intermunicipal “Resíduos do Nordeste” (RN) deu origem à criação de mais um subproduto.
Para além da produção de energia elétrica, através da valorização do biogás, gerado no sistema, a Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico (UTMB) por Digestão Anaeróbia do Nordeste Transmontano permite ainda a criação de um composto orgânico para ser aplicado nos solos, sem esquecer que, aquela infraestrutura reduz, em cerca de 50%, a quantidade de resíduos depositados em aterro.
Na passada sexta-feira, realizou-se um workshop, no auditório da UTMB, onde foram apresentados dados científicos sobre as características e as possíveis aplicações do composto “Ferti Trás-os-Montes”, um corretivo orgânico, da classe de qualidade II A, que agradou a associações de agricultores da região, que até já estabeleceram protocolos com a RN para divulgar o produto junto dos seus associados.
“Esta é a estratégia certa para a rentabilização do investimento efetuado na rede das infraestruturas e para maximizar a valorização material e de subprodutos, que, aliás, são desafios apontados pelo próprio PERSU 2020 e nesse caso em concreto, damos também um contributo importante para a economia local, nomeadamente para a agricultura”, frisa o diretor-geral da RN, Paulo Praça.
Neste workshop foram avançados dados científicos resultantes de 14 amostras realizadas nos últimos anos pelo IPB, que dão conta que o Ferti Trás-os-Montes tem características semelhantes às de outros compostos orgânicos do mercado.
No entanto, Manuel Ângelo Rodrigues, do centro de investigação de Montanha do IPB, revela que a utilização do Ferti Trás-os-Montes em culturas alimentares deverá restringir-se a solos destinados a espécies arbóreas e arbustivas. “Não deve ser utilizado nas hortas, por exemplo, mas em olivais, vinhas, amendoais, soutos e na fruticultura, no fundo é mais predominante na nossa região”, explica.
Este técnico deixa outras sugestões da aplicação do Ferti. “Deve ser utilizado em solos com menos declive, onde o solo seja um bocadinho mais profundo, para não haver tantos riscos de erosão e melhorar a fertilidade desses solos,” acrescenta.
Ficou evidente que este composto orgânico tem todas as condições para poder melhorar a sua qualidade, mas para tal é fundamental uma maior educação ambiental dos habitantes do distrito de Bragança. “Desde logo, as pessoas em casa quando evitam colocar contaminantes perigosos nos ecopontos é o primeiro ponto a partir do qual à melhoria da qualidade final do produto”, refere Margarida Arrobas, do IPB.
Nesse sentido, Paulo Praça garante que a RN vai continuar a aposta na sensibilização junto das famílias, mas também vai investir na rede de recolha seletiva. “Para melhorar, porque isto é sempre um processo evolutivo, por exemplo na questão da presença do vidro, vamos fazer um pequeno investimento de 75 mil euros e adquirir mais 200 ecopontos para poder chegar a áreas rurais do nosso sistema que até hoje ainda não foi possível alargar”.

Publicado em: Mensageiro

Falta de nevões em Montesinho mostra flutuações cíclicas do clima

Os últimos grandes nevões em Bragança e em Montesinho ocorreram na década de 1990

A falta de nevões em Montesinho é uma evidência das flutuações cíclicas do clima entre o arrefecimento e o aquecimento, defende o meteorologista Dionísio Gonçalves, que rejeita que exista alguma tendência em torno das alterações.
Depois de um fim de semana de temperaturas acima dos 20 graus, Bragança está hoje incluída nos avisos de neve e, em situações semelhantes, a primeira pergunta que surge é se “já neva em Montesinho”.
Com ou sem previsões oficiais, a realidade é que “já não neva como antigamente, nem em Montesinho, nem na cidade” de Bragança e a falta de nevões é “uma das únicas evidências no clima regional” das alterações climáticas que, para o meteorologista Dionísio Gonçalves, “são questões cíclicas”.
Os últimos grandes nevões consecutivos de que há registo em Montesinho ocorreram nos anos “excecionais” da viragem da década de 1960 para 1970, numa época em não se falava do aquecimento global (‘Global Warming’), mas do arrefecimento (‘Global Cooling).
“A temperatura nas décadas de 1960 e 1970 desceu significativamente e, o que se falava nos meios científicos, era do ‘Global Cooling’ porque a temperatura estava a arrefecer, embora houvesse uma poluição desmesurada”, contou à Lusa.
Depois dos anos 80, a temperatura “recuperou e teria atingido os máximos antes de chegar ao final do século”.
Agora está, continuou, “para cima e para baixo, com grandes oscilações, e não se pode dizer que haja uma tendência nítida de progressão”.
Dionísio Gonçalves é professor catedrático jubilado de Bragança e foi sempre um curioso do clima, o que o levou a fazer um doutoramento em meteorologia e a estudar o clima da região ao longo da sua carreira.
Em entrevista à Lusa, lembrou que “só a partir do final da década de 80 é que se começou a falar do Aquecimento Global de uma forma muito alarmista, dizendo que se chegava ao fim do século XX com quatro a cinco graus acima da média”.
“Alias, dizia-se mesmo que o Ártico estaria livre de gelo em 2013. Foi precisamente no ano de 2012 para 2013 que o gelo aumentou dois mil quilómetros”, apontou.
Isto acontece, na opinião deste estudioso, “porque há flutuações” e Dionísio Gonçalves acredita que a comunidade científica começou a aperceber-se de que “não se pode simular o clima futuro, basear os modelos, apenas nos gases de efeito de estufa, porque há outros componentes”.
E há também “as questões políticas”, enfatizou.
“O clima sempre esteve em alteração permanente. Agora, sob o ponto de vista político e mundial, quer-se vincular de uma forma, talvez exagerada, que é o Homem que está a forçar o clima para além daquilo que seria normal”, considerou.
A ideia parece-lhe “sem pés nem cabeça” e defende: “não tem muito cabimento chamarmos a nós essa capacidade de fazer aquecer e arrefecer o globo”.
Dionísio Gonçalves lembra que estas situações climáticas já aconteciam antes, “mas politicamente e economicamente o mundo tinha outras preocupações, como aquando do grande ‘boom’ depois da guerra”.
Os últimos grandes nevões em Bragança e em Montesinho ocorreram na década de 1990. A cidade entrou no ano de 1997 com vários dias sucessivos de neve e gelo que provocaram constrangimentos e a queda de estruturas na zona industrial.

Publicado em: “Diário de Notícias”

Fabricar sem defeitos: Instituto Politécnico de Bragança investiga como fabricar  com “zero defeitos”

As fábricas do futuro, onde o conceito “fabrico com zero defeitos” é um objetivo, estão mais próximas do que possa pensar. Em outubro de 2016 representantes europeus da indústria, centros de investigação e universidades reuniram-se em Itália para o arranque do GO0D MAN (aGent Oriented Zero Defect Multi-stage mANufacturing), um projeto de inovação financiado pela Comissão Europeia no âmbito do programa Horizon 2020. Entre estes representantes estava uma equipa de trabalho do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), que vai receber meio milhão de euros para realizar este projeto.
O objetivo final do GO0D MAN é desenvolver uma estratégia de produção que possa garantir a alta qualidade dos produtos, melhorando inclusive a eficiência de produção. A tese é a de que quanto mais cedo se detetar um erro durante a produção, mais eficiente será o processo e menores serão os desperdícios. Num contexto de globalização dos mercados, a qualidade dos produtos é um fator chave para o sucesso da indústria da manufatura. Ao mesmo tempo, o interesse crescente na produção sustentável visando a redução de desperdício de material, reparações, rejeições e stocks levou à necessidade de desenvolvimento de estratégias de “zero defeitos” ao nível do sistema. No final dos 3 anos de investigação, os resultados alcançados com o GO0D MAN permitirão às empresas melhorar as taxas de produção em 15%, reduzir o desperdício em pelo menos 10% e sentir uma redução de custos na ordem dos 15%. As abordagens e soluções desenvolvidas no projeto serão testadas em 3 casos de estudo industriais de diferentes áreas de aplicação: Zannini (componentes metálicos maquinados), Volkswagen Autoreuropa (produção de automóveis) e Electrolux Professional (equipamentos de cozinha profissionais).
A equipa de trabalho do IPB é liderada pelo docente Paulo Leitão, ao qual se juntam mais 3 docentes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do IPB (ESTiG) e 3 bolseiros de Doutoramento.
Juntamente com outros três projetos (ver caixa), o GO0D MAN insere-se no conceito de Indústria 4.0, que visa a digitalização das fábricas tradicionais. Esta iniciativa foi promovida em 2013 pelo Governo alemão, tendo recentemente o governo português lançado uma iniciativa semelhante, com a missão de apoiar as fábricas a darem um passo de gigante em direção ao futuro. Num mundo em que a 4.ª revolução industrial caminha lado a lado com a nova revolução digital, o futuro do trabalho é cada vez mais baseado no conhecimento e cada vez menos na fábrica.
O projeto GOOD MAN terá uma duração de 3 anos, um financiamento global de 4 milhões de euros, dos quais 495.000 euros se destinam ao Instituto Politécnico de Bragança. O consórcio é constituído pela AEA s.r.l. (Itália), Instituto Politécnico de Bragança (Portugal), UNINOVA (Portugal), Universita Politecnica delle Marche (Itália), BOC Asset Management GMBH (Áustria), NISSATECH Innovation Centre (Sérvia), Volkswagen Autoeuropa (Portugal), Zannini Poland Spzoo (Polónia), e ELECTROLUX Professional SPA (Itália).
Pode acompanhar o desenvolvimento do projeto GO0D MAN na página oficial do projeto http:// go0dman-project.eu; no Facebook www.facebook. com/go0dmanproject/ ou no Twitter https://twitter. com/go0dmanproject .

IPB na linha da frente da revolução digital

A investigação científica sempre fez parte da política central de desenvolvimento do Instituto Politécnico de Bragança, e é, indiscutivelmente, uma das suas grandes prioridades. O IPB tem cerca de 300 investigadores e o histórico de financiamento ascende a cerca de 7 milhões de euros. Uma fatia deste bolo é gerida pelo investigador Paulo Leitão que, com o GO0D MAN, lidera a coordenação de 4 projetos que representam um financiamento total de 1,5 milhões de euros.
O projeto GRACE (inteGration of pRocess and quAlity Control using multi-agEnt technology) foi o primeiro desses projetos e arrancou em julho de 2010. O objetivo era melhorar a eficiência da produção e a demonstração foi feita na fábrica de máquinas de lavar roupa da empresa Whirlpool , em Nápoles, com resultados que levaram à melhoria da customização do produto e da eficiência de produção.
Seguiu-se o projeto ARUM /Adoptive Production Management), com o objetivo de reduzir o tempo de lançamento de um novo produto em termos de produção. O ARUM foi coordenado pela Airbus, onde o tempo lançamento em produção do novo modelo do avião A350 era crítico. Ainda em curso está o projeto PERFoRM (Production harmonized Reconfiguration of Flexible Robots and Machinery), sob a coordenação da Siemens. Este projeto está já inserido no novo quadro comunitário Horizon 2020 e propõe-se a melhorar a reconfigurabilidade dos sistemas de produção.
Envolvidos em todos estes projetos estiveram 15 investigadores do IPB (7 docentes e 8 bolseiros). Esta equipa de investigação tem colaborações com diversas organizações internacionais, recebendo com frequência alunos e investigadores para a realização de estágios de mestrado e doutoramento.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

50 alunos portugueses participaram nas Masterclasses Internacionais em Física de Partículas no IPB

50 alunos do distrito estiveram ontem no Instituto Politécnico de Bragança para serem físicos por um dia. Esta iniciativa é uma forma de incentivar os alunos do secundário para seguirem uma carreira científica.
Durante o dia de ontem, no IPB, os alunos do ensino secundário foram convidados a experimentar a vida na investigação científica de ponta, através das masterclasses Internacionais em Física de Partículas.
Das escolas do distrito convidadas a participar, aceitaram o desafio as escolas de Bragança e de Miranda do Douro, que quiseram proporcionar uma experiência diferente aos seus alunos.
O investigador do Laboratório de Instrumentação e Física experimental de Partículas (LIP), Ricardo Gonçalo, explica qual o objectivo desta iniciativa.
“É uma forma de lhes dar uma ideia do que é a investigação em física de partículas e de lhes dar a oportunidade de perguntar aos físicos do CERN e aos que estão presentes coisas que nem sempre há oportunidade de perguntar na sala de aula.”
Os alunos têm uma experiência da vida profissional de um físico, pelo contacto com a Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear. No final das masterclasses os alunos ligam-se em videoconferência para partilhar os resultados das experiências.
Esta é uma iniciativa que o IPB organiza há oito anos e que gera sempre um feedback muito positivo por parte dos alunos.
Parte da organização deste evento esteve a cargo da professora do IPB, Ana Isabel Pereira, que considera esta iniciativa importante para despertar nos alunos o interesse pela investigação científica e uma possível carreira na área.
Os alunos portugueses são os que mais aderem a este projecto que inclui 45 países de todo o mundo.
Mais uma entre muitas iniciativas organizadas pelo IPB para integrar os alunos do ensino secundário em contextos académicos e profissionais mais próximos da realidade do mercado de trabalho.

IPB vai disponibilizar 100 bicicletas à comunidade académica


O Instituto Politécnico de Bragança vai investir cerca de 330 mil euros para comprar 100 bicicletas, 80 elétricas e 20 convencionais.
Trata-se de um projeto promovido pelo Instituto de Mobilidade Terrestre que foi propostos às instituições de ensino superior nacionais. O objetivo é que a comunidade académico do IPB mude os hábitos de mobilidade, reduzindo os quilómetros feitos em transporte motorizado.
O responsável deste projeto e docente do IPB, Vicente Leite, explica que as bicicletas serão atribuídas a quem se comprometer a fazer mais quilómetros.
“O público alvo preferencial são os professores, funcionários e alunos que venham regularmente em modo motorizado, nós vamos iniciar o projeto com bicicletas que vão ser atribuídas preferencialmente a utilizadores que se comprometam a fazer o maior número de quilómetros no período de utilização que pode ser de meio ano ou um ano”, referiu.
Não se trata de um utilização de curta duração, por apenas algumas horas e, desta forma, pretende-se mudar hábitos:
“O objetivo é fazer com que a bicicleta passe a ser o meio de transporte diário na deslocação para o IPB e o projeto pretende ter um efeito de onda, de moda e catalisador do hábito na restante comunidade”, destacou o responsável.
O projeto IP BIKE inclui os campus de Bragança e Mirandela as bicicletas, deverão chegar ao IPB dentro de 2 a 3 meses, serão distribuídas consoante a adesão ao projeto.
O programa vai ser financiado por fundos comunitários em 85 por cento e conta ainda com o apoio das autarquias de Bragança e de Mirandela, que são parceiros do projeto.
Publicado em: “Rádio Brigantia”

Desigualdades no mercado laboral debatidas em fórum sobre a mulher

A desigualdade no mercado laboral que as mulheres enfrentam foi um dos temas debatidos no fórum “Mulher Ontem, Hoje e Amanhã” que decorreu na Escola Superior de Educação de Bragança, dia 8 de Março, para assinalar o dia internacional da mulher.
A docente do Instituto Politécnico de Bragança (IPB), Maria do Céu Ribeiro, destacou que, segundo um estudo divulgado na semana passada, o sucesso na formação académica das mulheres não se reflete no acesso aos mesmos cargos que os colegas do sexo masculino, estando em particular afastadas dos cargos de topo.
“As mulheres têm mais estudos, fazem mais formação académica, tiram melhores notas, terminam o curso num período de tempo inferior em relação aos colegas homens, mas essa evidência não tem uma contrapartida no mercado de trabalho, no sentido de elas terem acesso a cargos iguais aos seus colegas”, referiu.
Apesar de o estudo realizado entre 2005 e 2015, revelar que “há evidências significativas ao nível de melhoria”, a docente de Educação Social diz que “ainda há um longo caminho a percorrer”, pois embora “haja já o acesso a cargos intermédios mais facilitado, o acesso a cargos de topo ainda é de difícil acesso para as mulheres”, destacando ainda no encerramento do fórum que a as desigualdades são também notórias no que toca à remuneração.
“Estou convencida que isto é um caminho longo, mas que terá sucesso a médio prazo, e terá alterações significativas, a curto prazo não acredito, não sou assim tão otimista”, frisou.
O fórum teve ainda como oradoras algumas mulheres que contrariam esta tendência e ocupam cargos de chefia em Bragança, como, Paula Pimentel, presidente da União Instituições Particulares de Solidariedade Social, Cristina Figueiredo, vereadora da câmara de Bragança, e ainda Emília Nogueiro, professoras da ESEB ou Catarina Ribeiro, mestranda em Educação Social.
A ideia da realização da iniciativa partiu precisamente de alunos de mestrado de Educação Social e foi organizado pelo CLDS 3G dos Santos Mártires de Bragança. A coordenadora deste projeto, Anabela Pires, explica que o objetivo foi conhecer os testemunhos das dificuldades enfrentadas pelas mulheres no quotidiano. “Quisemos assinalar esta data de uma forma diferente, com um fórum no qual as pessoas pudessem explanar um pouco do seu dia-a-dia e partilhar as suas dificuldades sobretudo as mulheres que têm tantos papéis a assumir”, esclareceu.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

“É necessário saber explorar e valorizar”


Professora e investigadora do Instituto Politécnico de Bragança, Isabel Ferreira foi considerada pelo conhecido ranking internacional da Thomson Reuters uma das cientistas mais influentes do mundo na área das ciências agrárias em 2015 e em 2016.
Esta entrevista foi feita por esse motivo, mas surge, agora, no âmbito das Comemorações dos 553 anos de Bragança Cidade, em que, durante a Sessão Solene Comemorativa, que aconteceu no Teatro Municipal, a investigadora do Politécnico de Bragança foi agraciada com a entrega da Medalha Municipal de Mérito.

ENTREVISTA:

Diário de Trás-os-Montes (DTM): Estudou Bioquímica na Universidade do Porto e antes dos 30 anos já estava doutorada em Química pela Universidade do Minho. Em 2014, já tinha conquistado o 1.º lugar no ranking da Agricultural Science University. Essa consagração fazia adivinhar o sucesso e o reconhecimento que viria no ano seguinte?
Isabel Ferreira (IF): Sim, todos estes reconhecimentos têm sido graduais e, portanto, conquistados ao longo destes últimos anos.
DTM: O que é que significou para si estar no restrito lote dos seis portugueses que influenciam a ciência a nível mundial?
IF: Significa o reconhecimento de muito trabalho, muita determinação e empenho na investigação que fazemos aqui no Centro de Investigação de Montanha, em particular na minha equipa. Quando nós desenvolvemos os trabalhos de investigação não estamos a pensar nem em rankings, nem em prémios, estamos a pensar que queremos contribuir para a evolução da ciência da melhor forma que sabemos e, obviamente, faltando-nos sempre critérios de excelência na investigação. Este reconhecimento é muito agradável para nós, sem dúvida, é uma motivação e uma recompensa, também, por todo este esforço.
DTM: A sua vida mudou em que aspetos depois da divulgação da lista?
IF: É como eu disse, é sempre bom este reconhecimento, traz-nos maior visibilidade, no entanto, a visibilidade que a minha equipa tinha a nível mundial já era bastante notória, portanto, já era pouco expectável, também, para nós atingir estas posições. Por isso continuamos a fazer a investigação com os recursos que temos, com os recursos materiais e humanos que temos, e tentamos sempre divulgar ao máximo não só a ciência, mas o nome da instituição onde fazemos essa ciência, quer no Centro de Investigação de Montanha, quer no Instituto Politécnico de Bragança e, por isso, para nós também é uma honra divulgar o nome do Instituto e de Bragança no mundo.
DTM: São suficientes os recursos que tem ao seu dispor?
IF: Em termos de recursos materiais e financeiros sim, estamos dotados com equipamento e tecnologia de ponta e que nos permite fazer uma investigação ao nível do que se faz no resto do mundo. Agora, é importante que haja um poço de investimento ao nível dos recursos humanos, porque tal como a minha equipa há muitas equipas neste país que têm jovens doutorados com um talento imenso e não gostaríamos de perder para outras equipas, nomeadamente, estrangeiras. Para isso precisamos de assegurar financiamento para manter estes recursos humanos.
DTM: Uma investigadora da sua estirpe podia fazer investigação em qualquer parte do mundo, porquê Bragança?
IF: Bragança é a minha terra natal, foi aqui que eu vivi exceto o tempo em que estive na Universidade do Porto para a licenciatura e depois o mestrado e o doutoramento que já fiz na Universidade do Minho. Mas, Bragança, por questões familiares, por questões de qualidade de vida, mas, maioritariamente, muitas razões afetivas fizeram-me escolher esta cidade. Estou muito satisfeita por estar aqui, e estando aqui também consigo chegar, como fica notório com este ranking, ao resto do mundo, por isso é indiferente estar em Bragança ou na Califórnia, ou em Cambridge. É relativo.
DTM: Mas se pudesse escolher, escolheria outro local se lhe dessem outras condições, talvez até um melhor salário?
IF: Não, nesta fase da minha vida não. Não sei como é que será o futuro, eu estou no sítio que escolhi, tenho feito um trabalho, eu e a minha equipa, no qual nos orgulhamos, estamos satisfeitos em viver aqui, temos alcançado os objetivos que nos propomos e as metas que nos propomos, por isso não sinto muito essa diferença de estar aqui ou estar em qualquer outra cidade. E depois, também é preciso não esquecer que sendo investigadores somos funcionários públicos e por isso não há essa questão como há noutras áreas como no mundo do futebol em que se pode negociar salários, não. Nós temos uma carreira e temos que respeitar essas regras porque escolhemos e eu, particularmente, também escolhi estar na função pública.
DTM: Citando uma fonte, “Isabel Ferreira é vista como a cientista que está a desbravar uma das áreas mais dinâmicas da investigação agroalimentar”. Poderia explicar em que consiste o seu trabalho?
IF: Eu gosto de falar sempre no plural, é o nosso trabalho porque é uma equipa, que eu lidero e que, realmente, vem no seguimento de uma investigação que iniciou há vários anos, em que começámos por estudar, caracterizar em detalhe muitas espécies de plantas e cogumelos da nossa região. Dessa inventariação química que nós fizemos, apercebemo-nos que existem espécies que tem um alto valor e um alto potencial, no sentido em que são fontes de moléculas muito interessantes para a indústria alimentar, para a indústria cosmética, enfim. E, portanto, aquilo que temos feito nos últimos anos é obter substâncias a partir de plantas e cogumelos, e utilizá-los como ingredientes naturais na formulação de alimentos a que nós chamamos de alimentos funcionais, que são alimentos que trazem benefícios para a saúde do consumidor. E, portanto, temos desenvolvido metodologias e estudamos todos os processos que passam desde a extração até à purificação de determinadas substâncias para, depois, incorporá-las em alimentos.
Nesses ingredientes, ou com esses ingredientes, nós podemos visar questões relacionadas com conservantes, nomeadamente conservantes naturais, nomeadamente, que substituam aditivos químicos, que são usados atualmente, mas, também, por exemplo, corantes alimentares ou substâncias bioquímicas em geral.
DTM: Ou seja, a sua investigação vem no sentido de descobrir novas moléculas nos cogumelos e nas plantas da região de Bragança para criar corantes e conservantes naturais. Mas como é que o seu trabalho poderá influenciar a vida de cada um de nós?
IF: Bom, o trabalho que nós fazemos, para já, tem como objetivo constituir um avanço em relação ao estado da ciência atual. Existem muitos desafios científicos no desenvolvimento destas novas substâncias. É preciso estudar, por exemplo, a estabilidade destas substâncias, como é que elas se comportam depois de incorporadas nas matrizes alimentares, ou seja, claro que nós estamos interessados no efeito final, mas, para nós, é muito mais gratificante ultrapassar todos estes desafios científicos que se nos colocam quando trabalhamos na área dos produtos naturais. A ideia é realmente substituir aditivos químicos que hoje em dia são utilizados nos produtos alimentares massivamente. E que têm com eles associados alguns efeitos de toxicidade, que diminuem a confiança do consumidor em relação a esse tipo de aditivos. E, para além disso, existe também uma controvérsia entre a legislação europeia e a legislação americana, há aditivos alimentares que estão proibidos na Europa e que são permitidos nos Estados Unidos e vice-versa. E portanto, nós apercebendo-nos, realmente, de todas estas questões que não estão clarificadas para o consumidor, decidimos, não somos os únicos, como muitos outros grupos no mundo, dedicar-nos à descoberta de substâncias naturais que tenham menos toxicidade do que os aditivos químicos que são, hoje em dia, utilizados na indústria alimentar como conservantes ou corantes. E, ao mesmo tempo, valorizar as matrizes da nossa região porque, realmente, somos muito ricos em termos de biodiversidade. E podemos tirar partido, também, das imensas espécies que nós temos na região e utilizá-las como fonte dessas substâncias.
DTM: Falou em discrepâncias em termos da legislação europeia e legislação americana. Na sua opinião, não deveria existir uma legislação comum, a nível mundial?
IF: Sim, caminha-se um pouco nesse sentido, mas tem a ver precisamente com as leis que se seguem em cada situação. E, também, com a própria evolução da ciência porque a ciência tem um contributo muito importante. Nós hoje, por exemplo, podemos considerar uma substância relativamente segura, mas mais tarde podem aparecer testes que comprovem alguma diminuição dessa segurança. Portanto, também é um papel da ciência contribuir para o avanço dessas listas, digamos assim, onde estão os aditivos que são permitidos e os que são proibidos.
DTM: Como é que analisa a investigação em Portugal? Recomenda-se?
IF: É de elevada qualidade como é sabido, em termos nacionais e internacionais. Os investigadores portugueses que vão para fora têm sempre as melhores referências. A investigação que nós fazemos também tem que se tornar cada vez mais competitiva. Obviamente, que existem países que aparecem sempre destacados nos rankings de ciência. De qualquer forma o investimento que tem sido feito nos últimos anos na ciência começa, agora, a permitir-nos visualizar os primeiros resultados, realmente, do impacto da ciência que os portugueses fazem em todo o mundo.
DTM: Então qual será a razão tantos cientistas portugueses emigrarem para o estrangeiro? Acha que não oferecem as condições necessárias aqui em Portugal para singrarem?
IF: Sim, às vezes acontece essa situação, embora podem ser múltiplas razões, pode ser uma questão de embraçar desafios profissionais diferentes ou integrar outros laboratórios mais especializados num determinado assunto, mas, certamente, também terá a ver com a falta de consolidação que existe em Portugal em termos das carreiras de investigação científica.
DTM: Enquanto cientista, considera que o interior do país esteja a viver um momento de estagnação quanto ao seu desenvolvimento, ou pelo contrário, considera que o Interior norte esteja a passar um período de crescimento?
IF: Espero que sim, do ponto de vista científico, somos detentores do conhecimento. Agora, é necessário saber explorar e valorizar. E, portanto, acho que o interior, obviamente, tem de contar com variadíssimos apoios, mas tem condições para tirar partido desse conhecimento que detém em múltiplas áreas do saber.
DTM: E como é que poderia tirar partido, ou que políticas poderiam ser implementadas para contribuir para a fixação da população?
IF: Basicamente, precisamos de financiamento. Porque, realmente, temos o conhecimento, temos, também, infraestruturas em termos de recurso s materiais, precisamos é de fixar cientistas consolidados na nossa região e, para isso, é preciso um investimento em termos de recursos humanos, como disse anteriormente, isso era o mais importante. Se conseguirmos fixar esses jovens talentos, em termos de ciência, obviamente vamos, também, com a própria ciência que eles vão dinamizar, criar novos postos de trabalho que é sempre importante no combate ao despovoamento que às vezes a nossa região sofre.
DTM: Quais os objetivos que gostaria de alcançar enquanto cientista, enquanto investigadora e enquanto docente do IPB?
IF: Os objetivos passam por continuarmos a fazer uma investigação que seja reconhecida pelos nossos pares, com o tem sido até agora, e que seja pautada por níveis de excelência em termos de qualidade científica. É importante, também, continuarmos a liderar, a termos liderança, que é o que acontece com a minha equipa nesta área, a ter uma liderança mundial destacada, e que todas as pessoas da minha equipa sobretudo os jovens doutorados tenham muito sucesso profissional e que encontrem espaço e oportunidade para desenvolver toda a ciência que vão aprendendo, também, enquanto estão na sua formação.

Publicado em: “Diário de Trás-os-Montes”

CoLAB, os laboratórios do futuro

O objetivo é criar valor económico, social e cultural reforçando a ligação entre ensino superior e empresas

Isabel Ferreira lidera no Instituto Politécnico de Bragança (IPB) um projeto que precisa de uma nova forma de organização, um grande laboratório aberto que ponha a cooperar parceiros diversificados com um objetivo comum: “Transferir o conhecimento gerado no IPB para o tecido económico, social e cultural da região.” O projeto chama-se Montesinho Montanha de Investigação e pretende aproveitar o conhecimento científico regional para valorizar toda a área da Serra do Montesinho — onde fica Bragança — em sectores tão diferentes como a conservação da biodiversidade, agroindústria, floresta, alterações climáticas, património histórico e cultural ou turismo. E os seus parceiros já decidiram que “a melhor forma de organização é um laboratório colaborativo”, explica a professora e investigadora ao Expresso. É um novo tipo de laboratórios que têm estado a crescer rapidamente em países como o Reino Unido (Catapult Institutes), França (Carnot Institutes), Holanda (TNO), Espanha (IMDEA) e Alemanha (Fraunhofer Institutes). O objetivo é juntar em consórcio centros de investigação, laboratórios associados, instituições do ensino superior, centros tecnológicos, empresas, associações empresariais, laboratórios do Estado, autarquias, associações locais, hospitais, museus, arquivos e instituições sociais. Em Portugal, o conceito de CoLAB foi lançado oficialmente na quinta-feira no Páteo da Galé, em Lisboa, no âmbito da apresentação pelo Governo do Programa Interface, perante uma plateia de quase mil pessoas. O primeiro ministro, António Costa, considerou a iniciativa “a mais importante do ponto de vista estratégico do Programa Nacional de Reformas”.

Transferir conhecimento

O Interface apoia a transferência de conhecimento e tecnologia das instituições do ensino superior para as empresas e os CoLAB são laboratórios em que podem participar entidades nacionais e internacionais, para desenvolver agendas de investigação e de inovação orientadas para a criação de valor económico, social e cultural. Agendas que incluem a internacionalização da capacidade científica e tecnológica portuguesa, estímulo ao emprego científico e actividades de investigação que reforcem as sinergias da sociedade com universidades e politécnicos. A apresentação do Interface coube aos ministros Pedro Marques (Planeamento e Infraestruturas), Manuel Heitor (Ciência) e Manuel Caldeira Cabral (Economia). E foram lançadas ideias de CoLAB precisamente pela bioquímica Isabel Ferreira (valorização económica de produtos naturais e investigação de montanha) e também pelo patologista Manuel Sobrinho Simões, do instituto I3S da Universidade do Porto (investigação clínica e inovação biomédica). “Estamos a dar um novo passo para modernizar o sistema científico nacional com esta forma inovadora de colaboração entre empregadores e produtores do conhecimento”, afirmou Manuel Heitor, “e temos de criar mais redes deste tipo que permitam criar emprego qualificado, à semelhança do que se passa no resto da Europa”.

Projeto em Bragança

Um dos projetos mais avançados da CoLAB é o liderado por Isabel Ferreira, coordenadora do Centro de Investigação de Montanha (CIMO), o único do género no país. “O que os autarcas querem deste projeto é que o conhecimento produzido no laboratório colaborativo esteja ao serviço das populações locais e do desenvolvimento económico de toda a região, nomeadamente do turismo”, afirma Américo Pereira, presidente da Comunidade Intermunicipal das Terras de Trás-os-Montes, um dos parceiros do futuro CoLAB. Américo Pereira, que também é presidente da Câmara de Vinhais, acrescenta que as expectativas dos autarcas “são boas, porque a região tem produtos agrícolas de grande qualidade vendidos nos mercados nacional e internacional”. Por outro lado, “o turismo está a crescer, em especial o turismo da natureza, bem como todas as atividades produtivas ligadas à montanha, como energias renováveis, floresta, proteção da biodiversidade, caça e pesca”.Estas atividades “podem criar emprego e riqueza, desde quese potencie o conhecimento geradona região, em especial no Politécnico de Bragança”. O presidente da Câmara de Bragança, Hernâni Dias, salienta que “não basta haver cientistas a trabalhar no terreno e a apresentar dados, porque para estes projectos terem sucesso é preciso haver uma articulação e colaboração efetiva entre os vários parceiros, de modo a que sejam criadas dinâmicas de aproveitamento do potencial económico, social e cultural dos territórios de montanha de toda a comunidade intermunicipal”. A Câmara de Bragança vai participar no CoLAB através do Brigantia-EcoPark, parque de ciência e tecnologia com empresas “que apostam nos pilares próprios da região, desenvolvendo projetos de base tecnológica de baixo impacto ambiental no ecoturismo, ecoenergia, ecoconstrução e ecoprodutos”. A região “precisa muito do conhecimento científico na agricultura e na floresta para adaptar as zonas de montanha às alterações climáticas, porque com o aumento das temperaturas e dos períodos de seca, os castanheiros, por exemplo, estão a abandonar as altitudes mais baixas”, argumenta Berta Nunes, presidente do ZASNET, outro parceiro do futuro CoLAB. Este Agrupamento Europeu de Cooperação Territorial gere a Reserva da Biosfera da Meseta Ibérica, que abrange as regiões do Nordeste Transmontano, Zamora e Salamanca. E pretende “apoiar o desenvolvimento de atividades económicas sustentáveis, compatíveis com a biodiversidade, que possam valorizar os territórios”. O projeto do regulamento de atribuição do título de Laboratório Colaborativo está disponível no site da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT) para consulta pública. A sua criação passa por duas fases: abertura de concurso público para avaliação e selecção de propostas a que possa ser atribuído o título; e abertura de novo concurso público para financiamento das atividades a desenvolver, em especial através de fundos europeus.

Publicado em Jornal Expresso