Semana Académica é uma festa para a região

Os estudantes lançam um repto à população de Bragança para que participe na Semana Académica, entre 24 e 30 de abril, uma iniciativa que se pretende seja de toda a região. “É uma festa para todos”, referiu Ricardo Pinto, presidente da Associação Académica do Instituto Politécnico de Bragança. Este ano o desfile realiza-se ao domingo e os alunos apelam aos transmontanos para irem para a rua assistir. “Esperemos que a gente da cidade apareça”, disse o estudante. O evento da responsabilidade da Associação Académica propõe uma série de concertos no pavilhão do Nerba-Associação Empresarial, com alguns em franca ascensão no panorama musical nacional, como Matias Damásio, Piruka, HNB, Masticksoul, Souls of Fire e Ana Malhoa. “São os nomes do momento. A Ana Malhoa também era pedida há muito tempo e esperamos que seja um arraial em grande. A nossa ideia é não repetir os artistas nas Semanas Académicas que vamos realizando. Esperamos que não só os estudantes do IPB mas também os do secundário adiram”, acrescentou o líder estudantil. Os DJ convidados são estudantes, nomeadamente Sérgio Miranda, Tiago Melo, Nerike, André Menezes; bem como as várias bandas secundárias, como os Linha da Frente, Os Muchachos, 100 Ensaio, Ecletik. O orçamento ainda não está fechado mas deverá rondar os 80 a 100 mil euros, “pago pela bilheteira”. Todavia, a grande aposta este ano vai para as tunas, com exibições diárias antes dos concertos, para criar “um bocadinho” de academia. “Temos uma tuna por dia. São as tunas que abrem os concertos principais e assim também se divulga o seu trabalho porque há mais gente. Já fizemos essa experiência na Semana do Caloiro e correu bem. Esperamos que desta vez também seja assim”, explicou Ricardo Pinto.

Publicado em: “Mensageiro”

Relação entre a cidade e os estudantes africanos do IPB é uma obra em construção

São largas centenas, trouxeram o crioulo e outras sonoridades africanas para as ruas de Bragança, estão organizados em movimentos associativos e têm uma equipa de futebol que disputa o campeonato da Divisão de Honra da AF. Bragança. Vêm para estudar no IPB e se uns regressam aos seus países de origem, outros optam por ficar e instalar-se em Bragança.
São cerca de 700 os estu­dantes africanos residentes em Bragança, provenientes em grande parte dos PALOP – Paí­ses Africanos de Língua Ofi­cial Portuguesa. Vivem 11 me­ses por ano em Bragança, mui­tos ficam ao longo de vários anos e contribuem para a cria­ção de riqueza na região. De­pois de concluírem o seu per­curso académico no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), uns regressam aos seus paí­ses de origem, outros optam por permanecer em Bragança.
Edvaldo Fernandes, cabo­-verdiano e presidente da As­sociação de Estudantes Afri­canos em Bragança (AEAB), está há quatro anos em Por­tugal a estudar Gestão Des­portiva e há dois na presidên­cia da Associação, cujo raio de acção são as cerca de sete centenas de estudantes afri­canos do IPB, na sua grande maioria, oriundos dos Paí­ses Africanos de Língua Ofi­cial Portuguesa (PALOP).
Este líder associativo, que é também o presidente da equipa de futebol dos Estu­dantes Africanos, diz que lhe agradou “o projecto da AEAB e a relação de proximidade com a cidade”. Com efeito, um dos motores da integração desta comunidade tem sido a equipa de futebol, composta, na sua maioria, por estudan­tes africanos e que tem dado cartas na Divisão de Honra da Associação de Futebol de Bragança. “A integração é excelente, muito maior do que eu esperava. Também temos a equipa de futebol, que aco­lhe muitos caloiros africanos, mas também portugueses, o que facilita a integração”.
Quanto ao diálogo com os responsáveis locais, “não te­mos qualquer tipo de quei­xa, quer do IPB, quer da câ­mara municipal, quer de ou­tras instituições locais. Tem sido uma boa relação, em tu­do o que precisamos eles es­tão aí para nós e ao contrário também é verdade. Sentimo­-nos em casa”.
Edvaldo Fernandes quer continuar em Portugal e Bra­gança é uma das primeiras opções para prosseguir os es­tudos superiores e iniciar a sua vida profissional.
Óscar Monteiro, cabo-ver­diano de 33 anos, é um dos pioneiros entre os estudan­tes africanos em Portugal e os 14 anos que já leva de Bra­gança dão-lhe uma perspecti­va abrangente dos caminhos seguidos por esta comunida­de. Destaca a relação a três – AEAB, CMB e IPB – e o diálo­go constante entre as três ins­tituições: “existe uma ligação muito forte e todos os proces­sos são tratados directamente entre as instituições”, realça.
Óscar é um caso paradig­mático de integração na co­munidade brigantina. Já foi presidente da AEAB, é o ac­tual treinador da equipa de futebol dos Estudantes Afri­canos e empresário na área da produção de eventos musicais.
Para o mister Óscar Mon­teiro “o melhor resultado desta equipa é fora de cam­po. Dentro de campo vamo­-nos divertindo, mas o mais importante é o que se faz fo­ra das quatro linhas, é o no­me que a equipa dá à cidade, à comunidade africana. E é dos melhores exemplos de in­tegração, o que mereceu des­taque já a esse nível, quer em termos nacionais, quer em termos internacionais”.
Para este representante da comunidade africana em Bragança, “a equipa vale por causa da sua função integra­dora. A nossa equipa só é a equipa que é pela interligação que tem feito entre as duas comunidades”.
Quanto à empresa que criou há dez anos, a “young beats”, é ela própria um dí­namo integrador, sobretudo, entre a comunidade africana: “tem duas vertentes, uma di­reccionada para a comunida­de africana, outra, para a co­munidade brigantina. O ob­jectivo é quebrar as barreiras entre as duas comunidades”, apostando na educação dos mais novos : “direccionamos a nossa actividade para os jo­vens, pois é mais fácil reedu­car os jovens a aceitar os ou­tros, desde o início do seu crescimento e formação, do que os mais velhos, a quem é preciso dar mais tempo”.
Para este licenciado em Línguas e Relações Interna­cionais, actualmente estu­dante de mestrado na área de tradução, que se define como um “líder nato” e a viver em Bragança desde os 19 anos, regressar para já a Cabo Ver­de não está nos seus planos. Quer continuar em Bragan­ça, dar continuidade à sua ac­tividade profissional e prevê casar em breve com uma por­tuguesa, brigantina de gema. Para além das várias funções que já desempenha é actual­mente colaborador nos ser­viços académicos do IPB na área das relações nacionais e internacionais: “é a minha área e gostaria de continuar por aqui”.
Uma das ideias pré fei­tas em relação aos estudan­tes oriundos dos PALOP é que vêm a Portugal formar­-se e vão-se embora logo de seguida para integrar os qua­dros superiores dos seus paí­ses de origem. Se nuns casos é assim, noutros nem tanto. Óscar Monteiro fala de vários exemplos que se mantêm em Portugal depois de termina­rem o seu percurso no ensino superior: “há uma comunida­de de africanos, que já não são estudantes e que tem crescido bastante. Temos muitos ca­sais que já tiveram filhos aqui e que pretendem viver cá, es­tando perfeitamente inte­grados”. Tanto Edvaldo Fer­nandes como Óscar Montei­ro consideram errada a ideia de que a comunidade afri­cana em Bragança vive ensi­mesmada, fala preferencial­mente em crioulo e que não convive com a restante co­munidade. Para o presidente da AEAB,” esta é a comuni­dade de estudantes africana mais compacta em Portugal”.

Regressar a Cabo Verde

Marlos Monteiro tem 26 anos e veio para Bragan­ça na mesma altura que Ed­valdo Fernandes. Está no úl­timo ano de Gestão Empre­sarial a que se seguem dois anos de mestrado e, logo de­pois, o regresso a Cabo Ver­de: “caso surja uma boa pro­posta de trabalho lá, por que não? Tenho interesse em aju­dar o meu país a crescer, se o puder fazer em Cabo Verde tanto melhor”
Aos 28 anos, Rony Furta­do fez um percurso diferen­te dos seus colegas. Estudou Contabilidade e Administra­ção em Cabo Verde e só de­pois veio para Portugal para fazer mestrado na sua área, ao abrigo de uma parceria entre o IPB e o município do Tarrafal, na ilha de São Ni­colau. “Não quis ficar apenas naquele ambiente universitá­rio cabo-verdiano e por isso resolvi vir para cá”, trazido por amigos que já cá estavam e o ajudaram a fazer a sua op­ção por Bragança.
Rony termina o mestrado no final do presente ano lec­tivo e vislumbra também ele um regresso imediato à sua terra natal “porque tenho a noção de que posso contri­buir de alguma forma. Ca­bo Verde tem um número de quadros bastante grande que, talvez pelo facto de o país ser pequeno e o mercado de tra­balho reduzido, optam por trabalhar fora. Eu quero aju­dar a inverter essa tendência”.
Marlos Monteiro tem uma opinião dissonante e considera que ainda há a ten­dência dos estudantes africa­nos se relacionarem preferen­cialmente entre si, “o que é um erro. Mas as coisas tam­bém se proporcionam assim. Há cursos no IPB em que 80 por cento dos alunos são afri­canos, o que dificulta a rela­ção com as outras nacionali­dades”. Para Marlos essa de­ve ser “uma das nossas preo­cupações e nós mesmos te­mos de tentar integrar-nos na comunidade portuguesa de Bragança e também com a comunidade de alunos Eras­mus”, considerou.
Para Óscar Monteiro es­sa integração já é um suces­so, prova disso é o evento «I love Bragança», que decor­reu em junho do ano pas­sado “e que se realizou para comemorar a cidade de Bra­gança através dos estudan­tes estrangeiros. E também é de destacar o esforço que a cidade tem feito para incluir os estudantes estrangeiros rematou.

Publicado em: “Jornal Nordeste”

Estas são as 8 melhores universidades portuguesas segundo o ranking financiado pela Comissão Europeia

Pelo terceiro ano consecutivo a Universidade NOVA de Lisboa é a primeira colocada no U-Multirank 2017, ranking global que também avalia o nível das universidades portuguesas. A instituição obteve a classificação máxima em 6 indicadores avaliados na categoria A (“Very Good”). Este ranking é financiado pela Comissão Europeia.
Este estudo avaliou o desempenho de mais 1300 instituições de ensino superior, de 90 países diferentes, através de 16 indicadores, agrupados em 5 grandes áreas: ensino e aprendizagem, investigação, transferência de conhecimento, orientação para internacionalização e envolvimento regional. A ordenação das instituições é feita conforme o número de classificações com a pontuação máxima.
Fizemos uma análise às 28 instituições de ensino superior portuguesas que constam no ranking, e te deixamos aqui o Top8, referindo o número de pontuações máximas “A” que cada obteve nas respectivas categorias:

Já temos um azeitólogo assumido

É provável que duas das profissões com maior notoriedade na sociedade portuguesa nos últimos 10 anos sejam as de chefe de cozinha e enólogo. O que antes era um cozinheiro que aprendia a custo com outro mais velho, e especialista em não revelar receitas, é hoje um técnico com formação específica cá dentro e lá fora. O que antes era um adegueiro com nariz mais afinado passou a ser um profissional com estudos universitários e estágios em adegas na Austrália ou no Chile. Os chefes e os enólogos são responsáveis por uma grande revolução na restauração e nos vinhos portugueses e, muito justamente, sentem orgulho em dizer que profissões exercem. Os consumidores, não raras vezes, prestam-lhes vassalagem.
Passemos agora ao mundo do azeite. O país deu um salto de gigante. Os olivais são científicos. Os lagares são modelos técnicos de última geração. Os olivicultores mudaram radicalmente a sua cultura organizacional. E, por causa de tudo isto, o país passou a dar cartas nos concursos internacionais. Agora, uma pergunta singela: algum leitor sabe o nome do técnico que faz o seu azeite de eleição? Melhor, algum leitor sabe como se chama o técnico que faz o azeite? Ah, pois é, lá vem a piadinha. Está claro que só pode ser o azeitólogo – nome que, por si só, carrega uma imagem nada glamorosa. Pelo contrário. Em virtude do sector ter andado durante anos embrulhado numa fama pouco recomendável, azeitólogo, na cabeça de muita gente, seria um tipo responsável por certas misturas nos lagares.
No sector da olivicultura, o tema vem por vezes à baila. Que nome dar ao criador de azeites? Técnico de azeite? Oleiólogo? Azeitólogo? Outro. Admito que se possa um dia arranjar um nome que não provoque risinhos. Mas, para o que hoje nos interessa, temos de dar os parabéns à empresa Masaedo, pelo facto de ter a coragem de – julgamos que pela primeira vez – mencionar nos contra-rótulos dos seus azeites com a marca Terras Dazibo o nome do azeitólogo que os cria. A saber: Nuno Rodrigues, jovem investigador do Instituto Politécnico de Bragança, que é um valor seguro no mundo do azeite. Rigoroso, metódico, tem capacidade de, por via da prova, detectar tudo o que um azeite tem de bom e de mau. Um nome a fixar.
Numa parceria com a Olimontes (lagar de Macedo de Cavaleiros), os três fundadores da Masaedo assumem que não são profundos conhecedores em olivicultura. Na realidade, Mónica Soares, António Soares e António Bernardino Ribeiro são especialistas de tecnologias de informação que vivem no Porto. Mas, com raízes no interior do país, são gente que sente que o mundo rural não tem de ser uma eterna lamúria.
Percebendo que o azeite tem ainda um longo caminho para se valorizar junto de consumidores exigentes, a equipa da Masaedo socorreu-se dos conhecimentos de Nuno Rodrigues para a feitura dos lotes dos diferentes Terras Dazibo, sendo que os azeites Bio e Gold são as mais recentes referências da marca.
Da colheita passada, os responsáveis da Masaedo separaram lotes especiais, quer pelo facto de serem virgem extra quer pelo facto de testemunharem a matriz de um azeite transmontano. E foi a partir daqui que Nuno Rodrigues teve a oportunidade de, por um lado, engarrafar um azeite resultante de modo de produção biológica e, e por outro, um daqueles azeites que, mesmo em prova cega, não deixa de levar o provador para o terroir de Trás-os-Montes.
O Terras Dazibo Bio está naquela fronteira classificativa entre o azeite maduro e verde ligeiro, com notas de frutos secos e tomate seco. Na boca sentimos as notas doces e o sabor a amêndoa. Os amargos são poucos expressivos, mas as sensações picantes aparecem no final da prova. Vamos imaginar que nos apetece apresentar à mesa uma travessa com umas conversas variadas (atum, bacalhau ou carapaus) e que decoramos os peixes com umas folhas de orégãos secos. Neste caso, um fio deste Terras Dazibo Bio será a sugestão.
O Gold é, parece-nos, um caso mais sério pelo facto de revelar complexidade e intensidade aromática no nariz, onde se destacam diferentes descritores na família dos frutados verdes. Folha de oliveira, casca de amêndoa verde e, depois, para nos seduzir, ligeiros perfumes de rúcula e algumas flores da ribeira. Na boca sentimos rapidamente as sensações amargas e um picante que vem em crescendo, tudo equilibrado e bem envolvido pelos frutos secos verdes. Polivalente à mesa (em especial com carnes acabadas de sair do forno), este é daqueles azeites que dá jeito ter num copo tipo vinho do Porto para ser cheirado e provado ao longo da refeição. Vicia, o gajo.
Posto isto, esperemos que outras marcas venham a colocar na garrafa a identidade de quem faz os seus azeites. Assim como toda a gente compra vinhos da região A ou da região B pelo facto de serem assinados por um determinado enólogo, isso acontecerá com os azeites. Afinal de contas, são os próprios olivicultores que têm a ganhar. É muito benefício para uma singela linha no contra-rótulo.

Publicado em: “Jornal de Negócios”

Notas do Enem poderão ser usadas para ingresso no Instituto de Bragança

Instituição portuguesa oferece 42 cursos de graduação; essa é a 20ª universidade lusitana a utilizar notas do Enem para seleção.

Notas do Enem poderão ser usadas para ingresso ao Instituto de Bragança Segundo o presidente do IPB, José Sobrinho Teixeira, as mensalidades custam 1.090 euros anuais, valor dividido em dez prestaçõestilizar notas do Enem para seleção.

Estudantes brasileiros poderão cursar a graduação no Instituto Politécnico de Bragança (IPB), em Portugal, usando a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Um convênio entre a instituição portuguesa e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) foi assinado na última quinta-feira (6). O IPB passa, agora, a ser a 20ª instituição de ensino superior de Portugal a utilizar o Enem como forma de seleção. A instituição pública oferece 42 cursos de graduação e 33 cursos de mestrado, sendo alguns lecionados nas línguas portuguesa e inglesa. Com longo histórico de internacionalização, o IPB conta com cerca de 200 brasileiros matriculados. Segundo o presidente do IPB, José Sobrinho Teixeira, as mensalidades custam 1.090 euros anuais, valor dividido em dez prestações. “Hoje, um estudante brasileiro gastaria cerca de 350 euros mensais para viver em Bragança, incluindo mensalidade, moradia e alimentação”, adiantou. O instituto tem cinco escolas, quatro em Bragança e uma em Mirandela, na divisa com a Espanha, e foi recentemente avaliado pela Associação das Universidades Europeias como uma das três melhores politécnicas de Portugal. O Inep prepara uma visita técnica ao país, ainda em 2017.

Publicado em: “Portal Brasil”

Seminário sobre Gestão Agro-florestal Sustentável debateu desafios do setor em Vimioso


A gestão agro-florestal sustentável é o tema de um seminário que começou hoje e se estende até amanhã em Vimioso
A falta de apoios e de promoção de uma gestão integrada da produção florestal, agrícola e pecuária foi um dos aspectos destacados e que na opinião do coordenador do “Centro de Ecologia Aplicada prof. Baeta Neves” da Universidade de Lisboa, Francisco Rego, penaliza particularmente regiões como a transmontana.
O presidente do município de Vimioso, Jorge Fidalgo, considera também que os apoios comunitários não são ajustados às especificidades dos diferentes territórios.
No seminário organizado pela autarquia de Vimioso, associação portuguesa de tracção animal, associação Aldeia e Instituto Politécnico de Bragança, foram ainda discutidas as políticas agro-florestais e as estratégias de desenvolvimento.
Amanhã a discussão continua centrada na conservação de recursos genéticos autóctones, do papel de investigação científica no desenvolvimento sustentável dos territórios rurais e as novas abordagens à gestão agro-florestal sustentável.

Publicado em: “Rádio Brigantia”

Instituto Politécnico de Bragança torna-se a 20ª instituição portuguesa a usar o Enem

O Instituto Politécnico de Bragança (IPB) assinou um convênio interinstitucional com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) na manhã desta quinta-feira, 6, oficializando o uso das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para acesso de estudantes brasileiros aos cursos de graduação oferecidos pela instituição. Com o convênio, o IPB passa a ser a 20ª instituição de ensino superior portuguesa a formalizar acordo com o INEP para a utilização do Enem como forma de seleção.
A instituição pública oferece 42 cursos de graduação e 33 cursos de mestrado, sendo alguns lecionados nas línguas portuguesa e inglesa. Com longo histórico de internacionalização, o IPB  conta com cerca de 200 brasileiros matriculados, que assim como outros estrangeiros de países falantes da Língua Portuguesa têm um incentivo para estudar no instituto. Segundo o presidente do IPB, José Sobrinho Teixeira, as mensalidades custam 1.090 euros anuais, valor dividido em dez prestações. “Hoje, um estudante brasileiro gastaria cerca de 350 euros mensais para viver em Bragança, incluindo mensalidade, moradia e alimentação”, adiantou.
A diretora de Gestão e Planejamento do Inep, Eunice Santos, representou a presidente do Inep na assinatura do convênio, que também contou com a presença do professor Luis Pais, diretor de uma das Escolas Superiores do IPB. O instituto tem cinco escolas, quatro em Bragança e uma em Mirandela, na divisa com a Espanha, e foi recentemente avaliado pela Associação das Universidades Europeias como uma das três melhores politécnicas de Portugal. O Inep prepara uma visita técnica ao país, ainda em 2017.

Instituições de ensino superior portuguesas que aceitam os resultados do Enem por meio de convênio com o Inep

  • Universidade de Coimbra (26/05/2014);
  • Universidade de Algarve (18/09/2014);
  • Instituto Politécnico de Leiria (24/04/2015);
  • Instituto Politécnico de Beja (10/07/2015);
  • Instituto Politécnico do Porto (26/08/2015);
  • Instituto Politécnico de Portalegre (08/10/2015);
  • Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (09/11/2015);
  • Instituto Politécnico de Coimbra (24/11/2015);
  • Universidade de Aveiro (25/11/2015);
  • Instituto Politécnico de Guarda (26/11/2015);
  • Universidade de Lisboa (27/11/2015);
  • Universidade do Porto (09/03/2016);
  • Universidade da Madeira (14/03/2016);
  • Instituto Politécnico de Viseu (15/07/2016);
  • Instituto Politécnico de Santarém (15/07/2016);
  • Universidade dos Açores (04/08/2016);
  • Universidade da Beira Interior (20/09/2016);
  • Universidade do Minho (24/10/2016);
  • Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário (16/03/2017)
  • Instituto Politécnico de Bragança (06/04/2017)

Publicado em: “INEP”

Alunos Brasileiros ganham prémio nos EUA representando o IPB

Original do Rio de Janeiro – BR, Higor Cerqueira é aluno do IFRJ em Mobilidade académica no curso de Animação e Produção Artística no IPB.
Durante o primeiro semestre de 2016, Higor conheceu Guilherme Damasceno, Marylia Fonseca e Emanoella Rodrigues, ambos alunos brasileiros em mobilidade no Instituto Politécnico de Bragança e juntos descobriram um concurso que aconteceria na conferência BRAZusc, o maior encontro universitário de brasileiros no exterior. O desafio consistia em criar um projeto inovador quanto a preservação da água no semi-árido brasileiro.
Higor e seus amigos criaram o projeto intitulado de PALMAS PRA VIDA (https://www.youtube.com/watch?v=eZKsANJQ9pc) que baseado no tripé da sustentabilidade (triple bottom line), propõe um ciclo de atividade nas escolas municipais de Major Izidoro (AL): através do reutilização das águas cinzas tratadas por um filtro biológico, serão direcionadas para a plantação de Palma Forrageira que após o cultivo, serão destinadas para alimentação do gado leiteiro, tendo em vista que a cidade tem destaque na bacia leiteira do estado de Alagoas (BR), porém enfrenta problemas em manter o gado devido aos Grandes períodos de seca.
O projeto foi finalista no desafio e representando os alunos internacionais do IPB, foi convidado para participar da conferência BRAZusc que aconteceu na Universidade da Pensilvânia, Filadélfia – EUA. O grupo concorreu com mais 2 outros projetos (originários da Duke University) e foi destaque recebendo o primeiro lugar do concurso. O prémio inclui um valor de 10 mil dólares a serem aplicados na execução do projeto. Além disso, o grupo receberá uma consultoria especializada tanto para a execução do projeto quanto para mentoria profissional de carreira.
“É com muito orgulho que junto dos meus amigos, recebemos essa premiação e particularmente tenho muita felicidade em colaborar com o reconhecimento internacional do ensino brasileiro e português que juntos, tem somado forças nas parcerias constituídas”, – diz Higor Cerqueira que além de levar o prémio ao Brasil e o reconhecimento ao Instituto Politécnico de Bragança, comemora também 2 publicações académicas em eventos internacionais incluindo a revista científica AdoleCiência, iniciativa da escola Superior de Educação do IPB.

Publicado em:“Diário de Trás-os-Montes”

Cursos superiores técnicos atraem cada vez mais alunos em Portugal

Existem mais de 11.500 alunos em cursos profissionais reconhecidos como formação superior, um número que não para de crescer três anos depois de os “Tesp” terem sido criados.
Mais de 11.500 alunos frequentam os cursos técnicos superiores profissionais (Tesp), um número que não para de crescer três anos depois da criação destes cursos. Segundo contas do jornal Público, 80% destes alunos estão em escolas públicas — politécnicos que lecionam estes cursos de dois anos que, ao contrário dos programas anteriores, reconhecem um nível de formação superior aos alunos que os terminam.
O número de inscritos nos Tesp já superou a procura pelos Cursos de Especialização Tecnológica (CET), criados em 2006 pelo governo de José Sócrates. As escolas com maior número de alunos são o Instituto Politécnico de Leiria (1.460), o Instituto Politécnico de Bragança (972) e o Instituto Politécnico do Cávado e do Ave (868).
O total de inscritos aproxima-se da estimativa apresentada pelo Ministério da Educação liderado por Nuno Crato, no Governo anterior, que previa que estes cursos podiam formar cerca de 10.000 novos diplomados por ano, ajudando o país a cumprir a meta europeia de ter 40% da população entre os 30 e os 34 anos com uma formação superior até 2020. O contrato estabelecido pelo atual Governo com as instituições de ensino superior prevê, recorda o Público, uma meta mais ambiciosa: dentro de três anos devem ser 20.000 os alunos formados por ano nos cursos superiores profissionais.
Esta segunda-feira marca-se o dia do Ensino Profissional, algo que vai ter um papel cada vez mais importante no Ensino em Portugal. Segundo o Diário de Notícias, o Governo tem o objetivo, a começar já no próximo ano letivo, de ter metade de todos os alunos dos 10.º, 11.º e 12.º anos nestas vias, que oferecem uma dupla certificação, escolar e profissional.
Nos últimos anos a perceção em relação à validade destas vias tem vindo a mudar radicalmente. Se, no início, o candidato típico ao profissional “era um aluno que tinha pelo menos uma reprovação” no seu currículo escolar, atualmente as médias de idades dos que entram nos cursos “já estão nos 16 anos”, o que significa que “cada vez mais alunos” com percursos escolares bem sucedidos estão “a optar por este caminho como primeira opção”.
Entre 45 áreas de educação e formação disponíveis (196 cursos), de acordo com os dados da ANQEP, mais de metade dos alunos (52,33%) concentram as suas escolhas em apenas cinco: Ciências Informáticas, Hotelaria e Restauração, Audiovisuais e Produção dos Media, Turismo e Lazer e Comércio.

Publicado em: “Observador”